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NASA prepara voo tripulado ao redor da Lua


A NASA vai levar um foguete de alto custo até a plataforma de lançamento no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, neste sábado (17) — um marco na corrida espacial lunar entre Estados Unidos e China.

O deslocamento de cerca de 6,5 quilômetros do foguete Space Launch System (SLS), da Boeing, e da cápsula Orion, da Lockheed Martin, do prédio de montagem até a área de lançamento pode levar até 12 horas, segundo comunicado da agência.

Depois que o conjunto chegar ao local, a NASA dará início a outras etapas de preparação para o voo, incluindo a conexão de equipamentos de apoio em solo, testes de componentes e checagem da infraestrutura da plataforma.

Em desenvolvimento há cerca de 15 anos, o SLS ultrapassou o orçamento e acumula atrasos. Até agora, realizou apenas um lançamento: um voo de teste não tripulado em 2022 que orbitou a Lua. Cada lançamento custa mais de US$ 4 bilhões.

O foguete SLS (Space Launch System) no Centro Espacial Kennedy da NASA, na Flórida.

Crédito: NASA/Joel Kowsky

O orçamento proposto pelo presidente Donald Trump para este ano previa a descontinuação do SLS após o terceiro voo, classificando o programa como “caro demais e atrasado”. Mas o senador Ted Cruz, do Texas, conseguiu aprovar US$ 4,1 bilhões em novos recursos por meio do pacote legislativo One Big Beautiful Bill Act, sancionado por Trump em julho.

O deslocamento do foguete nesta sexta-feira (16)marcou o primeiro passo da missão Artemis II, que deve levar quatro astronautas a contornar a Lua e retornar à Terra em até dez dias. Originalmente prevista para o fim de 2024, a missão agora está programada para ocorrer até, no máximo, abril.

Após a conclusão do deslocamento e das verificações na plataforma, a agência realizará no fim de janeiro um teste conhecido como wet dress rehearsal, um ensaio geral de abastecimento do foguete. Esse teste precisa ocorrer sem falhas antes que outras etapas avancem.

“O ensaio de abastecimento é o grande teste na plataforma. É esse que precisa ser acompanhado de perto”, disse Charlie Blackwell-Thompson, diretora de lançamento do programa Artemis, durante coletiva de imprensa na sexta-feira.

Estados Unidos e China estão investindo bilhões de dólares para levar novamente seres humanos à Lua. Pequim planeja realizar seu primeiro pouso tripulado no satélite até 2030.

A missão Artemis II testará todos os sistemas de suporte à vida da cápsula Orion em espaço profundo, abrindo caminho para a Artemis III, que pretende realizar o primeiro pouso lunar tripulado desde dezembro de 1972. Essa missão está atualmente prevista para 2027.



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FGC começa a pagar os CDBs do Banco Master


O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) começou a pagar neste sábado (17) os investidores que possuíam CDBs do Banco Master e da Letsbank. A partir de agora, os valores passam a ser liberados conforme os investidores realizam a solicitação nos canais oficiais do fundo.

O pagamento não acontece automaticamente. Para receber o dinheiro, o investidor precisa tomar a iniciativa. Pessoas físicas devem fazer o pedido pelo aplicativo oficial do FGC (versões para iOS e para Android). Já empresas credoras utilizam o Portal do Investidor.

O ressarcimento cobre até R$ 250 mil por pessoa e inclui tanto o valor investido quanto os rendimentos acumulados até 18 de novembro, data em que o Banco Master teve sua liquidação decretada. Desde então, já se passaram 59 dias sem atualização da rentabilidade.

No aplicativo, o credor precisa confirmar seus dados, validar a identidade e informar uma conta bancária de mesma titularidade. Ao final do processo, o investidor assina eletronicamente uma declaração confirmando o recebimento do valor — etapa necessária para que o FGC possa depois cobrar esse dinheiro da instituição liquidada.

O FGC também alerta importante aos credores que não há cobrança de qualquer taxa para liberar o pagamento, não existe intermediação autorizada e o fundo não faz contato por WhatsApp ou SMS. Qualquer abordagem com esse tipo de pedido deve ser considerada tentativa de golpe.

Em seu site, o FGC pontua que o pagamento da garantia só pode ocorrer depois que três etapas são concluídas: a liquidação da instituição pelo Banco Central, o envio da lista consolidada de credores pelo liquidante e, por fim, a solicitação ativa do investidor pelo aplicativo ou portal. Com esse fluxo cumprido, a liberação do dinheiro passa a depender apenas da conclusão do pedido individual.



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CDBs do Banco Master: passo a passo para receber o dinheiro do FGC


O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) começou a pagar neste sábado (17) os investidores que aplicaram em CDBs do Banco Master e da Letsbank, bancos que entraram em liquidação em novembro do ano passado. O dinheiro, porém, não cai automaticamente na conta: para receber, é preciso que o próprio investidor faça a solicitação nos canais oficiais do fundo.

A boa notícia é que o processo pode ser feito pelo celular e não exige contato com gerente, banco ou intermediários. A má é que quem não fizer o pedido continuará esperando mesmo com o pagamento já liberado.

O ressarcimento é limitado a R$ 250 mil por CPF ou CNPJ e inclui tanto o valor investido quanto os rendimentos acumulados até 18 de novembro, data em que o Banco Central decretou a liquidação do banco. Desde então, os recursos ficaram congelados e não renderam mais juros.

O dinheiro não cai sozinho

Mesmo com o início dos pagamentos, o FGC só transfere o valor depois que o investidor conclui o pedido. Para pessoas físicas, o caminho é o aplicativo oficial do FGC. Para empresas, o processo ocorre pelo Portal do Investidor, no site do fundo.

No aplicativo, o investidor precisa confirmar seus dados, validar a identidade e informar uma conta bancária de mesma titularidade. Ao final, assina eletronicamente uma declaração confirmando o recebimento do valor — uma etapa formal que permite ao FGC depois tentar recuperar esse dinheiro junto ao banco liquidado.

Passo a passo para pessoa física

Para quem investiu como pessoa física, o processo segue este roteiro:

  • Baixar o aplicativo do FGC (disponível para Android e iPhone)
  • Criar o cadastro com CPF e dados pessoais
  • Acessar a área de instituições em liquidação e localizar Banco Master ou Letsbank
  • Solicitar o pagamento da garantia
  • Confirmar identidade e dados bancários, informando uma conta em seu próprio nome
  • Assinar eletronicamente a declaração final
  • Aguardar o depósito na conta indicada

Depois de concluídas essas etapas, o pagamento é liberado por transferência bancária.

E no caso de empresas?

Para pessoas jurídicas, o processo é semelhante, mas ocorre no Portal do Investidor. O representante legal precisa cadastrar a empresa, informar quem são os responsáveis, enviar a documentação exigida e indicar uma conta vinculada ao mesmo CNPJ. O pagamento também é feito por transferência.

Situações especiais: herdeiros e menores de idade

Quando o investimento está no nome de um menor de idade ou de uma pessoa falecida, o pedido não começa pelo aplicativo. Nesses casos, o contato deve ser feito diretamente com o FGC por e-mail, com envio de documentos que comprovem a representação legal ou a partilha de bens. Após a análise, o próprio fundo libera a continuidade do processo pelo app.

Saiba mais no site do FGC.

Atenção aos golpes

Com o início dos pagamentos, o FGC reforçou o alerta contra tentativas de fraude.
O fundo não cobra taxas, não autoriza intermediários e não faz contato por WhatsApp ou SMS. Qualquer mensagem pedindo pagamento antecipado ou oferecendo “ajuda para liberar o dinheiro” deve ser ignorada.

Dúvidas sobre valores devem ser tratadas diretamente com os canais oficiais do FGC ou com o banco liquidado.



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O dinheiro volta inteiro? Quanto de fato rendeu um CDB do Master


O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) vai devolver aos investidores dos CDBs do Master o dinheiro que foi investido neles além da rentabilidade até o momento em que o banco foi liquidado. E o que isso significa, na prática? Resposta: um dinheiro corroído pelo imposto, pela inflação e pelo retorno prometido que nunca virá.

Quem comprou um CDB do banco em janeiro do ano passado, por exemplo, a 120% do CDI e resgatou o investimento em novembro, antes da liquidação, recebeu normalmente o dinheiro e os rendimentos acumulados até ali, calculados com base na taxa contratada.

A situação muda para o investidor que manteve o CDB em mãos após a liquidação da instituição. Considerando um CDI de 15% ao ano, um CDB que prometia pagar 120% do CDI acabou entregando algo próximo de 102% do CDI quando se considera todo o período até o pagamento. É um nível semelhante ao que hoje é pago por CDBs de grandes bancos, justamente por envolver menos risco.

Em números: um investidor que aplicou R$ 10 mil no CDB do Master em janeiro e ficou dois meses sem rendimento deixou de receber cerca de R$ 300 em juros brutos. Como o pagamento ocorre após mais de um ano da aplicação, incide Imposto de Renda de 17,5%, o que reduz esse valor para algo em torno de R$ 250 líquidos que não entraram na conta.

Além disso, há o efeito da inflação. Nesse mesmo período, a alta dos preços corroeu aproximadamente R$ 60 do poder de compra do capital investido.

No fim do dia, somando os juros que deixaram de ser pagos e a perda inflacionária, o investidor deixou na mesa R$ 310.

E vale destacar: esse exemplo considera uma aplicação feita em janeiro do ano passado, um horizonte um pouco maior. Quem comprou o CDB em junho do ano passado, por exemplo, ficou com ele por menos tempo ainda e colheu um impacto ainda maior, com um retorno efetivo que, anualizado, se aproxima do que entrega a poupança, apesar de o investimento ter assumido riscos bem maiores.

Quer dizer, o dinheiro do FGC vai voltar, mas o episódio mostra que o tempo em que o capital fica parado tem um custo enorme. O que era para ser um investimento com um prêmio elevado sobre o CDI virou algo bem mais próximo do básico – e olhe lá.



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Trump vai processar maior banco dos EUA por “discriminação política”


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou processar o JPMorgan Chase, o maior banco norte-americano, neste sábado (17/1). O republicano alega que foi vítima de “discriminação política”, afirmando que perdeu o acesso a serviços bancários depois do ataque ao Capitólio, em 6 de janeiro de 2021.

De acordo com Trump, o banco solicitou o fechamento das contas que ele mantinha por décadas. A medida, ainda segundo a avaliação do presidente dos EUA, foi motivada por suas posições políticas e pelo episódio de 6 de janeiro de 2021, quando apoiadores do republicano invadiram o Congresso, na tentativa de impedir a confirmação da vitória de Joe Biden na eleição presidencial de 2020.

“Processarei o JPMorgan Chase por me DESBANCARIZAR (DEBANKIG, no original) de forma incorreta e inadequada após o protesto de 6 de janeiro, um protesto que se provou correto para aqueles que protestaram – A eleição foi FRAUDADA!”, escreveu Trump, na sua rede Truth Social.

Banco Central

A disputa entre Trump e o JP Morgan acirrou-se nos últimos dias, depois que o Wall Street Journal publicou reportagem afirmando que o presidente dos EUA cogitou em indicar o CEO do banco, Jamie Dimon, para presidir o Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Trump voltou a negar a informação neste sábado. Dimon declarou que não aceitaria comandar o Fed e negou que o banco tome decisões com base em preferências políticas.



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saiba onde aplicar após o ressarcimento do FGC


O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) começou a ressarcir os investidores que compraram CDBs do Master – e você tem uma segunda chance para tomar uma decisão melhor sobre onde colocar esse dinheiro. Para quem pretende reaplicar os recursos, de longe a melhor escolha, existem três caminhos: Tesouro Selic, CDBs de bancos grandes e, com parcimônia, CDBs de bancos menores.

A análise parte da mesma natureza dos investimentos feitos no Master: emissões bancárias que pagam um percentual do CDI e que podem servir tanto para buscar ganhos maiores quanto para manter acesso relativamente rápido aos recursos – no caso de quem tomou uma decisão ruim, diga-se de passagem. Vamos entender.

Tesouro Selic: o básico bem feito

Quem acha que CDB é tudo igual teve uma experiência amarga ao aplicar dinheiro no Master. Se os recursos tinham como objetivo o acesso rápido — como no caso de uma reserva de emergência — ou se o perfil do investidor sempre foi mais conservador, o Tesouro Selic surge agora como a alternativa mais adequada.

Reservas de curto prazo existem para cumprir uma função muito específica: estar disponíveis quando necessário. Qualquer estratégia que coloque essa função em segundo plano tende a cobrar seu preço mais cedo ou mais tarde, como muitos investidores aprenderam da pior forma.

O Tesouro Selic acompanha a taxa básica de juros e oferece uma rentabilidade alinhada ao cenário macroeconômico, sem exigir apostas sobre a saúde financeira de um banco específico. Trata-se do menor risco de crédito possível — o risco soberano — e ainda conta com liquidez diária, o que permite ao investidor colocar as mãos no dinheiro sem surpresas desagradáveis no caminho.

Esse investimento não promete ganhos extraordinários, até porque não foi criado para isso. Mas cumpre exatamente o papel que se espera: dar previsibilidade a um dinheiro que precisa ficar longe da volatilidade e dos imprevistos.

CDBs de “bancões”: menos emoção, mais previsibilidade

Quem quer dar um passo adicional na escala de risco pode optar agora por um CDB de um grande banco. Esses papéis funcionam como uma alternativa intermediária: têm um degrau a mais de risco em relação aos títulos públicos, já que aqui o investidor assume o risco de crédito do banco emissor, mas ainda privilegiam estabilidade e baixa volatilidade.

Normalmente, esses CDBs oferecem rentabilidades mais modestas, próximas de 100% do CDI ou ligeiramente acima. Comprar um CDB é financiar um banco, e, nesse caso, investidor está financiando instituições de balanços mais robustos, maior capacidade de absorver choques e histórico de atuação mais consolidado. A escolha reduz significativamente a probabilidade de eventos extremos, ainda que não os elimine por completo.

Para recursos que podem precisar ser resgatados em prazos relativamente curtos, essa troca faz sentido. O objetivo, nesse caso, não é obter grandes lucros, mas manter o dinheiro em um local seguro, com remuneração razoável e sem sobressaltos.

CDBs de bancos menores: retorno maior, risco maior e mais paciência

Os CDBs que começam a oferecer retornos mais elevados, superando 105% do CDI, são tentadores — e também mais arriscados. Eles continuam sendo uma alternativa viável para quem está saindo dos CDBs do Master. Só que, para fugir de uma nova experiência frustrante, você precisa saber para onde esse dinheiro está indo.

Na busca por maior rentabilidade, o ganho potencial vem acompanhado de riscos reais e, muitas vezes, de menor liquidez. Para o investidor comum, é difícil rastrear o histórico e avaliar a qualidade financeira de instituições de menor porte. Mas isso não impede você de fazer o dever de casa básico: uma boa pesquisa de quem é o emissor da dívida e um pouco de desconfiança de remunerações excessivamente altas.

Bancos menores não têm à disposição o mesmo dinheiro dos grandes bancos e precisam oferecer taxas mais generosas para se financiar. Isso não significa que sejam escolhas ruins, mas deixa claro que o investidor está assumindo uma aposta para prazos mais longos. O dinheiro aplicado nesse tipo de CDB deve ser aquele que pode permanecer investido até o vencimento, sem necessidade de resgate antecipado.

Mesmo com a proteção do FGC, o processo de recuperação do capital pode levar tempo caso algo dê errado, o que torna esse tipo de investimento inadequado para recursos com destino definido ou uso próximo. A lógica aqui se aproxima mais de um investimento de médio a longo prazo do que de uma simples aplicação de caixa.

Para quem entende esses riscos, diversifica e evita concentrar valores elevados em uma única instituição, esses CDBs podem cumprir seu papel na carteira. Mas a principal lição permanece clara: retorno alto só faz sentido quando o investidor está disposto a pagar o preço da espera e da incerteza.



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Trump ameaça Europa com tarifa de até 25% em disputa pela Groenlândia


Segundo republicano, sobretaxa contra 8 países começa em 10% em 1º de fevereiro, mas pode subir em 1º de junho, caso EUA não comprem ilha



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Mercosul e UE selam acordo de livre comércio


O Mercosul e a União Europeia concluíram neste sábado (17) a assinatura do acordo de livre comércio que estava em negociação há mais de duas décadas. A cerimônia aconteceu em Assunção, capital paraguaia que detém a presidência rotativa do bloco sul-americano.

O pacto estabelece uma zona de livre comércio que abrange aproximadamente 780 milhões de pessoas e representa cerca de 25% do PIB mundial. Os dois blocos se comprometem a reduzir progressivamente as tarifas de importação sobre a maioria dos produtos negociados entre eles.

Pelo Mercosul, ministros de Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia assinaram o documento. Do lado europeu, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, formalizaram o acordo.

O presidente Lula não compareceu ao evento, sendo representado pelo chanceler Mauro Vieira. Inicialmente previsto como encontro ministerial, o evento foi ampliado posteriormente para incluir chefes de Estado pela decisão da presidência paraguaia.

Estiveram presentes os presidentes Santiago Peña (Paraguai), Javier Milei (Argentina), Yamandú Orsi (Uruguai), Rodrigo Paz (Bolívia) e José Raúl Mulino (Panamá), além das autoridades europeias.

Fazendeiros protestam em Bruxelas, na Bélgica, contra o acordo entre União Europeia e Mercosul.

Foto: Bloomberg

“Este momento é sobre conectar continentes”, disse von der Leyen durante a assinatura. “Reflete uma escolha clara e deliberada: escolhemos comércio justo em vez de tarifas; escolhemos uma parceria produtiva de longo prazo em vez de isolamento; e, acima de tudo, pretendemos entregar benefícios reais e tangíveis para nossos povos e nossas empresas.”

A eliminação gradual de tarifas sobre produtos agrícolas está destinada a beneficiar as potências agrícolas da América do Sul, enquanto a remoção de taxas sobre carros, máquinas e outros produtos é positiva para a indústria europeia. A Bloomberg Economics estimou que o acordo impulsionaria a economia do bloco Mercosul em até 0,7% até 2040, e a da Europa em 0,1% após 15 anos.

“Estamos falando do maior acordo entre dois blocos — ele reúne economias que respondem por US$ 22 trilhões”, disse Tatiana Prazeres, secretária de Comércio Exterior do Brasil, em declarações públicas no início desta semana. “Isso ajudará a região a se integrar melhor à economia global.”

O acordo quase desmoronou em dezembro devido à oposição de grandes nações agrícolas como França e Itália. Mas medidas de salvaguarda oferecidas aos agricultores europeus ajudaram a conquistar a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni, deixando o francês Emmanuel Macron sem apoio suficiente para bloquear o acordo, que, após a assinatura de sábado, ainda requer aprovação do Parlamento Europeu.

Homem e mulher apertam as mãos à frente das bandeiras do Brasil e da UE.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumprimenta presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em Bruxelas
17/07/2023 REUTERS/Yves Herman

A participação da UE no comércio do Mercosul caiu para 14% ante 23% em 2001, segundo a Bloomberg Economics. Mas o acordo expandirá sua rede comercial na América Latina para 97% da economia da região, muito superior aos 44% dos EUA e 14% da China, de acordo com o Banco Santander SA.

O pacto pode ajudar a Europa a escapar de suas dinâmicas azedas com os EUA e a China depois de ter passado grande parte de 2025 travada em batalhas comerciais com ambos. Também pode provar à América do Sul que a Europa pode oferecer uma alternativa econômica viável às duas superpotências — especialmente enquanto busca atrair investimentos para a indústria e desenvolver reservas de metais e minerais que são fundamentais para os planos de transição verde e digital da Europa.

Europa e Brasil estão em conversas para um acordo separado sobre metais críticos, disse von der Leyen no Rio na sexta-feira (16). Esse acordo “moldaria nossa cooperação em projetos de investimento conjunto em lítio, níquel e terras raras”, disse ela, promovendo independência estratégica “em um mundo onde minerais tendem a se tornar um instrumento de coerção.”



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Trump ameaça Europa com tarifas por causa da Groenlândia


O presidente dos Estados Unids, Donald Trump, anunciou neste sábado (17) que vai import uma tarifa de 10% sobre produtos de países europeus que se alinharam à Dinamarca em meio à sua tentativa de obter o controle da Groenlândia — uma escalada dramática na crise diplomática que deve aprofundar a tensão entre os Estados Unidos e alguns de seus aliados mais próximos.

Em uma publicação nas redes sociais, Trump afirmou que pretende aplicar a tarifa a partir de 1º de fevereiro e elevá-la para 25% em junho, a menos que — e até que — “um acordo seja alcançado para a compra completa e total da Groenlândia”.

Segundo o presidente americano, as tarifas atingirão Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Finlândia.

A medida tem como alvo diversos membros da OTAN, incluindo a própria Dinamarca. Esses países passam agora a enfrentar tarifas punitivas impostas por um aliado que busca pressioná-los a ceder território dentro da própria aliança.

“A caixa de Pandora das tarifas foi reaberta — e os riscos são mais altos, com um nível de brutalidade sem precedentes”, disse Simone Tagliapietra, pesquisador sênior do think tank Bruegel, em Bruxelas. “A Europa agora não tem outra escolha a não ser enfrentar esse ato hostil com firmeza e sem hesitação, inclusive recorrendo a seus instrumentos contra coerção.”

Ainda não está claro qual base legal Trump usaria para aplicar as tarifas — nem se elas de fato entrarão em vigor. A Casa Branca não respondeu de imediato a pedidos de esclarecimento.

Trump já recorreu anteriormente à Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional para ameaças semelhantes. O uso dessa autoridade é hoje objeto de um julgamento histórico na Suprema Corte dos EUA, cuja decisão pode inviabilizar juridicamente a aplicação das tarifas. Uma alternativa considerada pela Casa Branca, conhecida como “Seção 122”, limita tarifas a 15% por até 150 dias.

Tudo isso levanta dúvidas sobre se Trump conseguirá impor as tarifas — e por quanto tempo. A UE é a maior fonte de importações dos EUA.

Em julho, Washington e Bruxelas chegaram a um acordo comercial que impôs uma tarifa de 15% sobre a maioria dos produtos exportados pela União Europeia para os EUA e de 50% sobre aço e alumínio, além de produtos derivados. O Parlamento Europeu, porém, ainda não ratificou o acordo — o que irritou o governo Trump.

A nova ameaça ocorre após uma semana de reuniões em Washington envolvendo o chanceler dinamarquês, Lars Lokke Rasmussen, autoridades do governo americano e parlamentares do Congresso. A ministra das Relações Exteriores da Groenlândia, Vivian Motzfeldt, também participou dos encontros.

Dinamarca e Groenlândia seguem em impasse com os EUA sobre o futuro da maior ilha do mundo, embora autoridades tenham concordado recentemente em criar um grupo de trabalho para administrar o conflito diplomático.

Gelo quebrado flutua em águas oceânicas escuras, com montanhas cobertas de neve distantes e céu azul.
Gelo da Groelândia – Foto: Getty Images

A decisão de Trump também contraria acordos comerciais já firmados, como o firmado com o Reino Unido, e reforça sua reputação de romper ou ignorar compromissos anteriores — algo que pesa sobre negociações em andamento com países como México e Canadá.

Nos últimos dias, a Dinamarca convidou aliados da OTAN para participarem de atividades militares na Groenlândia. Vários países europeus já enviaram tropas ou oficiais como forma de demonstrar apoio à defesa do território.

A Alemanha enviou 15 soldados para uma missão exploratória. A França também enviou 15 militares. A Suécia enviou oficiais. Noruega, Finlândia, Reino Unido e Holanda enviaram representantes. A presença europeia na ilha evidencia a preocupação crescente do continente com a pressão americana.

“Esses países, que estão jogando esse jogo extremamente perigoso, colocaram em risco um nível que não é sustentável”, escreveu Trump em sua publicação.

Apesar disso, o presidente afirmou que os EUA continuam abertos a negociações com Dinamarca e os demais países envolvidos.

“A gente está falando em adquirir — não em alugar, não em ter temporariamente. Estamos falando em adquirir. E se nós não fizermos isso, a Rússia ou a China vão fazer. E isso não vai acontecer enquanto eu for presidente”, disse Trump a repórteres a bordo do Air Force One.

Trump reconheceu que os EUA já mantêm uma grande base militar na Groenlândia, mas afirmou que isso não é suficiente. “Você precisa de propriedade. Precisa do título, como se diz no mercado imobiliário.”

Segundo ele, a Groenlândia é essencial para viabilizar o projeto do sistema de defesa Golden Dome, ainda em estágio inicial. “Esse sistema extremamente complexo só funciona em seu potencial máximo, por questões de ângulo e posicionamento, se esse território estiver incluído”, afirmou.



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Entre riscos e vantagens: como o acordo Mercosul-UE afeta o brasileiro


Após 26 anos de negociações, os dois blocos assinam tratado de livre comércio histórico, que favorece o comércio, mas expõe a indústria



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