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Da oficina de costura ao acolhimento hospitalar, trabalho prisional beneficia pacientes e promove ressocialização


Enquanto cumprem pena em uma das maiores unidades prisionais de Mato Grosso do Sul, internos da Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira II têm encontrado no trabalho uma oportunidade de qualificação profissional, ressocialização e contribuição direta para a sociedade. Por meio da oficina de costura instalada na unidade, eles produzem cobertores, mantas, roupas e diversos itens hospitalares destinados ao Hospital São Julião, referência no atendimento a pessoas em situação de vulnerabilidade.

“O trabalho faz a gente voltar a sonhar e pensar em uma vida diferente quando sair daqui”, revela um dos participantes.

A iniciativa demonstra como o trabalho prisional pode gerar benefícios que ultrapassam os muros dos presídios, promovendo impacto social concreto ao mesmo tempo em que oferece novas perspectivas aos custodiados.

Somente nos primeiros cinco meses de 2026, a oficina confeccionou 2.632 itens, entre eles 200 cobertores destinados aos pacientes atendidos pelo Hospital São Julião. Também foram produzidos campos cirúrgicos, panos fenestrados, jalecos, calças, aventais, toalhas, sacolas e outras peças utilizadas na rotina hospitalar.

Além de auxiliar no atendimento prestado pela instituição de saúde, a produção contribui para a redução de custos operacionais e fortalece uma importante rede de solidariedade e cooperação entre órgãos públicos.

Reconstruindo futuros

Para os internos envolvidos, o trabalho representa muito mais que uma atividade laboral. É uma oportunidade de aprendizado, desenvolvimento profissional e reconstrução de projetos de vida.

“Aprendi uma profissão que nunca imaginei exercer e que poderá me ajudar quando eu estiver em liberdade”, afirma outro custodiado.

Natural da Venezuela, o interno Willian, de 31 anos, aprendeu a costurar dentro da unidade penal e hoje domina diferentes etapas da produção. Segundo ele, saber que as peças confeccionadas serão utilizadas por pacientes que necessitam de cuidados especiais traz um sentimento de realização pessoal. “Me sinto bem por poder ajudar outras pessoas. Aprendi uma profissão que nunca imaginei exercer e que poderá me ajudar quando eu estiver em liberdade”, relata.

Outro participante do projeto é Rafael, de 32 anos, que atua há cinco meses na oficina de costura. Ele destaca que a capacitação recebida, inclusive por meio de curso oferecido em parceria com o Senai, ampliou suas perspectivas de futuro. “Quem não tem uma profissão passa a enxergar novas possibilidades. O trabalho faz a gente voltar a sonhar e pensar em uma vida diferente quando sair daqui”, afirma.

Além da qualificação profissional, o trabalho garante aos participantes a remição da pena, prevista na legislação, e contribui para a disciplina e a ocupação produtiva dentro da unidade prisional.

De acordo com o diretor da unidade penal, policial penal Evandro Mota, a oficina de costura integra as ações voltadas à reintegração social das pessoas privadas de liberdade, proporcionando capacitação técnica e desenvolvimento de habilidades que poderão ser utilizadas após o cumprimento da pena.

Sistema prisional, saúde pública e responsabilidade social

A iniciativa também prioriza a política de valorização do trabalho prisional desenvolvida pela Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), que busca ampliar oportunidades de qualificação e inserção produtiva para os custodiados em todo o estado.

O resultado dessa parceria vai além dos números. Cada cobertor produzido carrega uma história de recomeço e chega ao hospital com a missão de proporcionar acolhimento, conforto e dignidade a quem enfrenta momentos delicados de tratamento e recuperação.

Neste ano, já foram confeccionados 200 cobertores pelos internos.

Para a coordenadora do setor de Conservadoria do Hospital São Julião, Fabiana Farias, essa parceria com a Agepen tem gerado resultados muito positivos e tem apresentado crescimento significativo por meio da mão de obra carcerária. “Neste ano, já recebemos 200 cobertores confeccionados pelos internos, que serão utilizados para aquecer nossos pacientes durante o inverno, proporcionando mais conforto e acolhimento. Também está em andamento a produção de enxoval cirúrgico. Além de contribuir para a assistência hospitalar, essa iniciativa demonstra a importância da ressocialização por meio do trabalho e da responsabilidade social”, destaca Fabiana.

Em um ciclo de transformação que conecta sistema prisional, saúde pública e responsabilidade social, mãos que buscam reconstruir trajetórias ajudam a aquecer quem mais precisa, demonstrando que o trabalho pode ser uma importante ferramenta de mudança para todos os envolvidos.

Mais do que os produtos confeccionados, essa parceria representa um exemplo de responsabilidade social, pois beneficia tanto os pacientes quanto os reeducandos envolvidos no projeto, que têm a oportunidade de aprender uma profissão e contribuir de forma positiva para a sociedade. É uma iniciativa que une solidariedade, ressocialização e melhoria contínua da assistência hospitalar.

Comunicação Agepen/MS



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aos 13 anos, adolescente conhece por dentro a perícia oficial – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul


Estudante do 8º ano percorreu os quatro institutos da Polícia Científica e conversou com profissionais das diferentes carreiras que participam da produção da prova pericial

Laura Giovana Chaves dos Santos tem 13 anos e já sabe o que quer ser: perita. E na semana passada ela trocou as telas pela realidade.

Acompanhada pela mãe, Luciana Chaves da Cruz dos Santos, a estudante do 8º ano da rede municipal de Campo Grande percorreu os quatro institutos da PCi-MS (Polícia Científica de Mato Grosso do Sul). Conversou com peritos criminais, peritos papiloscopistas, peritos médico-legistas e agentes de polícia científica da corporação sobre como cada área contribui para a produção da prova pericial.

As perguntas foram além dos equipamentos e procedimentos. Laura quis saber por que os servidores escolheram suas profissões, como se prepararam para o concurso público, quais atividades realizam e quais desafios enfrentam na rotina.

Em uma demonstração técnica, observou pequenas marcas deixadas em elementos de munição. Acompanhou a explicação sobre como esses sinais podem ser comparados para verificar se foram produzidos por uma mesma arma,  a perícia que conhecia pelas telas, agora apresentada por quem realiza o trabalho diariamente.

O interesse pela área começou depois que Laura assistiu, em uma rede social, a um vídeo sobre perícia criminal. A publicação lembrou filmes e séries que já acompanhava.

“Eu vi um vídeo que falava sobre esse trabalho. Depois, pesquisei um pouco mais e achei muito legal. Esse foi o meu primeiro contato”, contou.

A visita foi pontual, organizada e acompanhada pela Assessoria de Comunicação da Polícia Científica. Tudo começou depois que uma tia da estudante encaminhou um e-mail à instituição relatando o interesse da adolescente pelas profissões da perícia.

Além das telas

No IC (Instituto de Criminalística ), Laura conheceu o trabalho realizado em locais de crime e em núcleos especializados. Na balística, observou como marcas deixadas em projéteis e estojos de munição são analisadas.

Na documentoscopia, recebeu explicações sobre os procedimentos utilizados para verificar a autenticidade de documentos e identificar possíveis alterações. Também passou pela informática forense, pelas perícias ambientais, pela engenharia legal e por exames realizados em diferentes tipos de locais, equipamentos e objetos.

Os peritos criminais explicaram que um mesmo caso pode exigir conhecimentos de física, química, biologia, engenharia e tecnologia. Os agentes de Polícia Científica detalharam sua atuação no apoio aos exames e nos procedimentos para receber, preservar e encaminhar os vestígios.

“Eu gostei de tudo. Vi como eles analisam documentos para saber se são verdadeiros, conheci a parte das armas e achei tudo muito interessante”, relatou Laura.

Sobre o caminho até a profissão, ela ouviu que o ingresso ocorre por concurso público, com requisitos que variam conforme o cargo.

Para Evandro Rodrigo Pedon, perito criminal do IALF (Instituto de Análises Laboratoriais Forenses), a curiosidade demonstrada pela estudante precisa ser acompanhada de persistência.

“Ser curioso e persistente é fundamental. Quando não sabemos alguma coisa, precisamos pesquisar, perguntar, realizar testes e validar os resultados. A perícia está sempre evoluindo, por isso o profissional precisa continuar estudando durante toda a carreira”, afirmou.

Técnica, identidade e acolhimento

No IMOL (Instituto de Medicina e Odontologia Legal), peritos médico-legistas e agentes de Polícia Científica apresentaram a Laura os exames realizados em pessoas vivas e mortas. Mostraram o cuidado com os materiais coletados e a responsabilidade envolvida em cada etapa.

A conversa com a perita médica-legista Juliane Chaia revelou uma dimensão da atividade que a estudante ainda não conhecia. Laura perguntou como ela havia escolhido a carreira, quais eram os desafios da rotina e o que seria necessário estudar para seguir o mesmo caminho.

“A conversa dela foi muito profunda. Eu gostei bastante e comecei a me interessar também pela profissão e pela área da medicina”, contou.

Juliane explicou que a atuação médico-legal exige preparo técnico e emocional, especialmente nos atendimentos a pessoas que chegam à instituição depois de situações difíceis.

“Não é um trabalho fácil. Em muitos atendimentos, eu me vejo também no papel de acolher. Às vezes, o pouco tempo que temos com aquela pessoa permite oferecer uma palavra que possa fazer diferença”, afirmou.

No II (Instituto de Identificação), peritos papiloscopistas mostraram a Laura sua atuação na identificação civil e criminal e nos exames de impressões digitais. Um dos espaços que mais chamou sua atenção reunia documentos e registros que preservam parte da história da identificação em Mato Grosso do Sul.

“Eu achei muito interessante porque havia registros desde o começo. Era como se estivesse ali “, disse.

Os servidores mostraram como dados biográficos e impressões digitais são analisados e confrontados durante os procedimentos de identificação.

Laura também aprendeu que impressões encontradas em objetos ou locais podem ser reveladas, examinadas e comparadas com registros existentes, contribuindo para identificar pessoas e esclarecer crimes.

Quando tudo se conecta

A última etapa ocorreu no IALF, onde Laura acompanhou uma demonstração no Núcleo Especializado de Química e Toxicologia Forense. Entendeu como substâncias e outros materiais recebidos pelo instituto são preparados e submetidos a análises específicas.

Foi nesse momento que conseguiu organizar o que havia aprendido ao longo da manhã: conforme o tipo de vestígio, o material recolhido numa perícia segue caminhos diferentes, impressões digitais para o Instituto de Identificação, armas e munições para a balística, aparelhos eletrônicos para a informática forense, substâncias para análises laboratoriais, pessoas vivas ou mortas para o IMOL.

Cada instituto tem atribuições próprias, mas os resultados se complementam até a elaboração dos laudos que sustentam investigações e processos judiciais.

Luciana acompanhou as perguntas e as reações da filha durante todo o percurso. Segundo ela, o interesse começou antes mesmo de Laura saber o nome exato da profissão.

“Ela dizia que queria ir ao local do crime, tirar as digitais e ver o que havia acontecido. Depois, falou: ‘Mãe, eu quero ser perita criminal.’ Eu disse que, no que ela quiser, vou apoiá-la”, relatou Luciana.

Com o tempo, a adolescente começou a pesquisar quais cursos poderia fazer e o que precisava estudar. Para a mãe, a visita ampliou esse conhecimento ao mostrar as diferentes possibilidades de atuação dentro da Polícia Científica.

Aos 13 anos, Laura ainda tem pela frente o ensino médio, a escolha de uma graduação e a oportunidade de conhecer outras profissões. A visita não definiu seu futuro, mas transformou uma referência construída pelas telas em uma compreensão mais concreta sobre ciência, serviço público e responsabilidade.

Depois de percorrer os quatro institutos e ouvir profissionais das diferentes carreiras, ela resumiu o principal aprendizado do dia: “Deu para entender por que tudo se conectou.”

Maria Ester Jardim Rosoni, Comunicação PCi-MS

 



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estudo apresenta benefícios e conquistas de MS rumo à universalização do saneamento – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul


Com destaque e referência nacional, Mato Grosso do Sul planeja universalizar o saneamento básico no Estado até o final de 2027, sendo o primeiro estado do Brasil a ganhar esta condição. São benefícios diretos à população na saúde, economia, turismo e até valorização imobiliária. Este impacto econômico e social ao cidadão foi mensurado no estudo realizado pelo Instituto Trata Brasil, apresentado nesta segunda-feira (22), no auditório da Governadoria.

Durante a apresentação dos dados foi mostrado que Mato Grosso do Sul já teve acumulado entre 2005 e 2024 ganhos sociais que superam R$ 41,7 bilhões com a expansão do saneamento e consequente economia de gastos em setores como a saúde e aumento de produtividade em outros. Somado à previsão do atual ciclo, iniciado em 2025 e com encerramento em 2040, o total de ganhos sociais pode chegar a até impressionantes R$ 82,5 bilhões no Estado.

Se considerados os custos de investimento e operação do serviço de saneamento, no primeiro ciclo aferido o saldo líquido positivo chega a praticamente R$ 20 bilhões. Já no atual ciclo, a previsão do estudo é que Mato Grosso do Sul novamente acumule ganhos sociais na casa dos R$ 40 bilhões, sendo o saldo líquido também positivo – o Trata Brasil aponta R$ 26 bilhões.

Ainda no mesmo estudo, a conclusão é que a cada R$ 1,00 investido em saneamento no Estado pode gerar R$ 5,90 em ganhos sociais, superando a média nacional, que é de retorno R$ 4,10.

Governador Eduardo Riedel durante evento de apresentação do estudo do Instituto Trata Brasil 

“Hoje é o dia de celebrar e agradecer a todos os envolvidos, o esforço de cada um envolvido neste processo. Podemos ter orgulho em dizer que Mato Grosso do Sul vai o primeiro estado do brasil a ter o saneamento básico universalizado. Nosso prazo é 2028, mas eu já cito final de 2027 para conquistarmos esta meta. Mudança real na vida das pessoas, no bem-estar e na dignidade do cidadão”, afirmou o governador Eduardo Riedel.

Ele mencionou que esta mudança de patamar teve início em 2015, quando iniciou as discussões para realização de uma PPP (Parceria Público-Privada) do Esgoto Sanitário, sendo concretizada em 2021. Decisão tomada antes da elaboração do Marco Legal do Saneamento.

“Antes o Estado tinha 35% de cobertura de esgoto e hoje chegamos perto dos 80%. Transformação sentida na vida das pessoas. Hoje podemos dizer que temos água de qualidade disponível, saneamento básico, com um esforço concentrado, desafios sendo realizados, para chegarmos nestes resultados positivos”, descreveu o governador.

Riedel destaca que este estudo realizado pelo Instituto Trata Brasil apenas materializa os resultados que a população já está sentindo na prática no Estado. “O que a gente ouve, pensa e agora conhece em números nos ajuda a comparar nossa situação e entender onde nós estamos. Foi uma decisão do Estado de entregar algo que era essencial à sociedade”, completou.

Governador recebe estudo das mãos da CEO do Instituto Trata Brasil, Luana Pretto

Planejamento e resultado

Para o diretor-presidente da Sanesul, Renato Marcílio, é um orgulho enorme participar deste sucesso, que segundo ele, não aconteceu por acaso. “Teve uma visão estratégica que nos permitiu chegar até aqui. Somente nesta gestão estadual nós saímos de 60% (cobertura) e agora estamos em 77%, são quase 110 mil ligações de esgoto nestes três anos e meio. O caminho já está nos trilhos para atingirmos a universalização cinco anos antes do Marco Legal”.

Mato Grosso do Sul ampliou em quase cinco pontos percentuais o atendimento por rede de esgoto em menos de um ano e se firma como destaque nacional na corrida pela universalização do saneamento básico. Dados mostram que a cobertura de esgoto nos municípios atendidos pela companhia saltou de 72,34% em agosto de 2025 para 77,04% em maio de 2026, um avanço de 4,7 pontos percentuais em apenas nove meses. 

Diretor-presidente da Sanesul, Renato Marcílio, durante entrevista

Estes grandes investimentos foram frutos da PPP entre Sanesul e a empresa Ambiental MS Pantanal. Os resultados já aparecem em diversas cidades sul-mato-grossenses. Pelo menos 30 municípios atendidos pela Sanesul registram cobertura superior a 90%.  Em alguns casos, os índices já se aproximam da universalização. Bataguassu, Brasilândia, Ribas do Rio Pardo, Santa Rita do Pardo, Selvíria, Três Lagoas, Alcinópolis, Caracol, Japorã, Laguna Carapã, Paranhos, Ponta Porã, Inocência e Paranaíba alcançaram 99% de cobertura.

“Vemos no Estado um modelo que busca a universalização do saneamento com várias mãos. Todos trabalhando em conjunto para que busquemos este grande desafio não só de Mato Grosso do Sul, mas de todo país. Não indo atrás dos números, mas também da qualidade de vida da população, levando mais dignidade para as pessoas. Trabalho feito com planejamento, organização, investimento e uma parceria muito bem estruturada”, afirmou Gabriel Buim, diretor-presidente da MS Pantanal.

Para 2026, o plano de investimentos contempla obras em 39 municípios, com a implantação de mais de 480 quilômetros de novas redes, ampliação de 92 Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs), intervenções em Estações Elevatórias (EEEs), novas ligações domiciliares e reforço da estrutura operacional, consolidando a concessionária como protagonista na transformação sanitária do interior do Estado.

Luana Pretto apresenta os dados do estudo durante evento

Legado para gerações

Para a CEO do instituto Trata Brasil, Luana Pretto, os benefícios conquistados com o aumento da cobertura do saneamento se tornam verdadeiros legados para próxima geração e continuam fazendo a diferença com o passar dos anos. São conquistas que já aparecerem em Mato Grosso do Sul e vão continuar pelas próximas décadas.

“O objetivo deste estudo é mensurar os benefícios econômicos e sociais que a universalização do saneamento já trouxe para o Estado e o que pode trazer nos próximos anos para população. Estamos falando em mais saúde, educação, valorização imobiliária, renda com turismo e todos os objetivos acabam sendo influenciados por esta infraestrutura que transforma a vida dos cidadãos”.

Além dos números gerais, o levantamento ainda mostra que a redução de custos com a saúde chegará a R$ 258,793 milhões entre 2025 e 2040 e que o incremento na produtividade está estimado em R$ 14,8 bilhões no Estado neste mesmo período.

Já o turismo pode ganhar R$ 2,255 bilhões e a valorização imobiliária pode atingir R$ 1,701 bilhão entre 2025 e 2040, impulsionados pela melhoria ambiental e infraestrutura. 

Ainda existe a perspectiva que após 2040, o legado da universalização deve gerar ganhos de R$ 18,795 bilhões, com custos de manutenção de R$ 12,145 bilhões, consolidando um saldo positivo de R$ 29,921 bilhões.

Leonardo Rocha, Comunicação do Governo de MS
Fotos: Álvaro Rezende/Secom-MS

ATENÇÃO: confira aqui o pack imprensa com as imagens do evento e da coletiva



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Tecnologia, música e horta transformam aprendizado dos alunos nas escolas da rede estadual de MS


Com tecnologia, música e horta, os alunos da Escola Estadual Sebastião Santana de Oliveira, no bairro José Abrão, em Campo Grande, aprendem de forma significativa e desenvolvem habilidades em diferentes áreas do conhecimento. Os métodos de ensino são integrados e aliados as necessidades dos estudantes, valorizando conhecimentos já adquiridos e direcionados para o futuro.

O governador Eduardo Riedel esteve na escola nesta segunda-feira (22) e acompanhou parte da rotina dos alunos. “Estou impressionado com a escola e com os alunos. A estrutura é ótima e tudo acontece de maneira muito organizada. Atender a todos é o nosso objetivo”, disse.

Amanda Nogueira Bispo, 12 anos, é aluna do 7° ano do ensino fundamental e pode aprender sobre o período renascentista durante uma aula de artes no laboratório de informática. “Eu gosto de aula assim, que envolve a gente. Isso facilita o aprendizado”, explicou.

A professora de artes e coordenadora da área de Linguagem, Leide Monteiro, explica que o a atuação integrada entre as disciplinas possibilita o aprendizado mais amplo e eficiente para os alunos. “A tecnologia auxilia muito na minha disciplina, porque eu trabalho com imagens, eles têm que ver as obras”.

No projeto de robótica, os alunos também são estimulados a partir de situações que envolvem tecnologia para programação e construção de robôs. “Inserimos recentemente os drones, e a gente já tinha programação. Tudo isso chama a atenção dos alunos. E várias disciplinas se encontram nas nossas aulas, como matemática e física. Os alunos passam a ver a ciência na prática, usam raciocínio lógico, é interessante”, explicou o professor de Física – responsável pelas aulas de robótica –, Leonardo da Costa.

Aluno do 3° ano do ensino médio, Guilherme Miyagi, 17 anos, começou no projeto há três meses, e já comemora as primeiras programações e robôs construídos. “Eu gosto da área. Quero fazer engenharia da informação. Eu aprendi a programar, entender a linguagem da programação. Isso estimula muito qualquer área de conhecimento, matemática, física”, disse Guilherme.

Para abrigar diferentes laboratórios e espaço para horta, a escola passou por uma reforma total com investimento de mais de R$ 9,3 milhões, que beneficiou os 300 alunos do 5° ano do ensino fundamental ao 3° ano do ensino médio. A reforma da escola, concluída há pouco mais de um ano, foi oficialmente entregue hoje (22).

“Nós estabelecemos regras e explicamos tudo para os alunos no início do ano letivo. A conservação da escola é resultado do respeito ao bem público, ao patrimônio. É um bem de todos e precisar ser cuidado”, disse o diretor da escola, Domingos Nogueira.

O espaço onde funciona a horta é disputado entre hortaliças e os próprios alunos que aprendem a cultivar sem uso de agrotóxicos. “Eu comecei a partir do projeto este ano porque senti interesse em descobri como se faz o plantio de algo. Gostei muito por ser uma horta totalmente natural”, disse Brain de Oliveira, 15 anos.

Ele tem o desejo de fazer a própria horta em casa e ri quando é questionado se apenas pessoas mais velhas conhecem as diferentes espécies de plantas. “Eu ainda não consegui fazer minha horta em casa, mas eu quero. As únicas plantas que tem no quintal são comigo-ninguém-pode e espada-de-são-jorge. É coisa de pessoas mais velhas, mas aqui na escola aconteceu de os mais novos conhecerem os tipos de plantas”, disse Brain.

Os alunos têm liberdade para escolher os projetos que querem participar, com orientação da escola e direcionamento em caso de alguma habilidade. “O aluno fica livre para escolher e a gente direciona de acordo com o que ele demonstra interesse, além do talento ou afinidade. No caso da horta, alguns dos nossos alunos são da área rural, por isso acabam se envolvendo, ajudando e contribuindo para o aprendizado dos demais. E a gente alia conhecimentos de tecnologia e química, quando precisa, por exemplo fazer um inseticida natural, tudo isso se integra no aprendizado”, explicou o diretor Domingos.

Para a aluna Sofia Franco, 14 anos – do 9° ano –, a escolha feita há cinco anos, quando decidiu tocar trombone na banda da escola, trouxe muitos benefícios para ela no ambiente de ensino e aprendizagem, e em outras áreas. “Eu acredito que desenvolve muita coisa, além do nosso cognitivo. Eu aprendi muito, a música e a banda contribuíram para isso”, disse.

O professor da banda marcial, Brian Coronel, explica que os alunos escolhem os instrumentos na banda, sem ter qualquer conhecimento anterior. “Eles começam do zero aqui. E muitos dos alunos chegam na banda porque viram algum ensaio aberto. Tocamos uma variedade grande de músicas e desperta o interesse dos demais, para participarem”, disse o professor.

Oferecer educação pública de qualidade é uma das prioridades do Governo de MS, que amplia os investimentos em infraestrutura e na expansão de vagas. Atualmente, a REE (Rede Estadual de Ensino) atende aproximadamente 190 mil alunos.

Com mais de R$ 1,2 bilhão em investimentos, o Governo já realizou reformas em 70% das unidades escolares estaduais, totalizando 240 escolas revitalizadas, medida que reforça o compromisso com a qualidade do ensino e com a inclusão.

Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS
Fotos: Bruno Rezende/Secom-MS



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FAB foi alertada sobre disparada de voos de helicóptero antes de acidente


Um ofício obtido pela CNN Brasil e enviado em 9 de dezembro de 2025 pela NAV Brasil (Serviços de Navegação Aérea) — estatal responsável pelo controle do tráfego aéreo — ao Centro Regional de Controle do Espaço Aéreo Sudeste (CRCEA-SE), da Força Aérea Brasileira (FAB), alertou para o aumento do número de voos de helicóptero na região do Aeroporto de Jacarepaguá.

É de lá que partiu uma das aeronaves envolvidas na colisão entre dois helicópteros no dia 14 de junho. O acidente deixou seis mortos, entre eles o cantor norte-americano Oliver Tree, os argentinos Lucas Vignale e Gaspar Prim, o produtor musical Lucas Brito Chaves, conhecido pelo nome artístico Lucas Frota e os pilotos das duas aeronaves.

Vinculado à FAB, o CRCEA-SE respondeu 14 dias depois, em 23 de dezembro de 2025, ao ofício. Reconheceu a situação e afirmou que mudanças só devem ser implementadas a partir de junho de 2027.

“Quanto ao assunto, informo que já estão em andamento as atividades do Projeto de Reestruturação da TMA-RJ (Área de Controle Terminal do Rio de Janeiro) para o desenvolvimento do novo Conceito de Espaço Aéreo da Terminal Rio de Janeiro, com implementação programada para junho de 2027, cujo escopo engloba o estudo da circulação aérea do aeródromo de Jacarepaguá”, diz trecho do documento obtido pela CNN.

LEIA MAIS: MPT dá prazo para Anac definir norma sobre fadiga de pilotos brasileiros

 

Segundo o alerta, o número de cruzamentos de voos na região próxima ao acidente teve picos de alta superiores a 150% em vários meses de 2025, na comparação com 2024. Os chamados voos cruzados ocorrem quando aeronaves que partem de aeroportos e helipontos distintos se encontram no ar.

Fora do perímetro controlado pelos operadores de tráfego, os pilotos precisam seguir as normas gerais da aviação e operar na frequência de autocoordenação — prática comum em várias regiões do país.

Entre janeiro e outubro do ano passado, o documento registra 141.853 operações controladas em Jacarepaguá. “Desse total, 89.077 corresponderam a operações de pouso e decolagem, e 49.101 a operações de cruzamento, representando, respectivamente, 63% e 34% do volume total de tráfegos atendidos”, aponta o alerta.

Procurada, a FAB não se manifestou até a publicação desta reportagem. O espaço permanece aberto.

 

Posicionamento de aeronaves

O ofício também alerta para falhas no posicionamento das aeronaves. “Observa-se, com frequência, limitada consciência situacional dos pilotos acerca da existência de outras aeronaves evoluindo nesse espaço aéreo, o que, em determinadas situações, resulta na sobreposição de comunicações, na tentativa de obtenção célere da autorização para cruzamento”, diz o texto.

O Aeroporto de Jacarepaguá é um dos principais pontos da aviação no Rio. O terminal atende sobretudo voos executivos, táxi aéreo, deslocamentos para plataformas em alto-mar e atividades de turismo, como os voos panorâmicos.

LEIA MAIS: Rota onde helicópteros colidiram no RJ não tem controle de tráfego aéreo

Operação sem controle de tráfego

A CNN Brasil conversou com uma pessoa ligada à NAV, que pediu para não se identificar. Para ela, a situação não é, em si, perigosa: mas sem informação precisa, nem restrições de um controlador, as aeronaves sobem no ritmo, na velocidade e na posição que quiserem.

O acidente ocorreu em um trecho sem orientação de controladores de voo. No mapa abaixo, a figura em “meia-lua”, em azul, marca a única área controlada pela equipe de tráfego aéreo de Jacarepaguá.

A colisão aconteceu perto da Avenida das Américas, na altura do Recreio dos Bandeirantes, fora da jurisdição controlada (delimitada pelo pontilhado azul). Nessa rota, os pilotos seguem as regras gerais de operação (norma RBAC 91), que incluem, por exemplo, os limites de altitude dos corredores visuais para aeronaves de asa fixa e helicópteros, os pontos de notificação obrigatórios e as condições meteorológicas para voo visual ou por instrumentos.

Diferentemente de São Paulo, o Rio de Janeiro não tem um ponto central de controle dedicado exclusivamente para helicópteros. O Helicontrol, sistema de monitoramento e controle desse tipo de voo, fica no Aeroporto de Congonhas, na capital paulista. Só em 2025, registrou 39.581 voos em São Paulo.

Aumento de acidentes

A Polícia Civil investiga os planos de voo e as rotas percorridas pelos dois helicópteros. A apuração técnica das causas caberá ao Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos).

Dados obtidos pela reportagem mostram 12 atendimentos envolvendo ocorrências com aeronaves no Rio em 2026 até agora — alta de 300% sobre o mesmo período de 2025, quando houve três ocorrências.

Cinco vítimas estavam em um dos helicópteros que colidiram no ar; o piloto Charles Marsillac estava sozinho na outra aeronave.

  • Oliver Tree Nickel — passageiro
  • Lucas Vignale — passageiro
  • Gaspar Prim — passageiro
  • Lucas Brito Chaves — passageiro
  • Alexandre Souza — piloto
  • Charles Marsillac — piloto

 

*Com informações de Camille Barbosa e Cleber Rodrigues



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Encontro de Gestores de Pessoas debate inovação, estratégias e o futuro da gestão pública em MS


De 22 a 24 de junho, o Governo do Estado promove palestras, paineis e apresentação de casos que focam na transformação da Administração Pública através do desenvolvimento de pessoas

A Secretaria de Estado de Administração (SAD), por meio da Superintendência de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas (Suged), realiza o 5º Encontro de Gestores de Pessoas no Setor Público de MS, entre hoje (22) e quarta-feira (24), no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo.

O evento, que chega à quinta edição, neste ano conta com correalização do TCE (Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul) e da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), e abre um espaço de integração, aprendizado e troca de experiências entre profissionais que atuam na área de gestão de pessoas em diferentes instituições públicas.

Com o tema “Tendências, estratégias e inovação”, o encontro tem como proposta fortalecer a atuação dos gestores públicos, ampliar conhecimentos e estimular práticas que contribuam para a modernização dos processos e para a melhoria da qualidade dos serviços prestados à sociedade.

A programação reúne palestras, cases e momentos de reflexão sobre desafios atuais da gestão de pessoas, abordando temas como saúde mental, cultura de pertencimento, liderança, clima organizacional, inteligência artificial, people analytics, bem-estar e estratégias para o desenvolvimento dos servidores públicos.

O Secretário de Estado de Administração, Roberto Gurgel de Oliveira Filho, destaca a importância de ter a gestão de pessoas no centro da estratégia da Administração Pública. “Fortalecer a gestão de pessoas significa aprimorar a capacidade do Estado de desenvolver seus servidores, qualificar seus processos e promover uma Administração Pública cada vez mais eficiente, integrada e alinhada às necessidades da sociedade, com foco nas demandas do futuro do mundo do trabalho”, afirma Gurgel.

Encontro em 2025 reuniu diversos servidores e especialistas em Campo Grande

Com a proposta de promover o desenvolvimento dos servidores e ampliar a atuação estratégica dos profissionais da área, o encontro contará com a participação de palestrantes e especialistas reconhecidos nacionalmente, além da apresentação de experiências bem sucedidas desenvolvidas por órgãos públicos de Mato Grosso do Sul.

Entre os convidados está Dany Suzuki, que fará o encerramento do evento com a palestra “O Futuro é Humano”, trazendo uma reflexão alinhada ao movimento de transformação da gestão pública.

A programação também contará com a participação de nomes como Izabella Carmargo, Marina Dias, André Mazinni, Vanessa Weber, Renisson Araújo, Myrelle Jacob e um painel sobre liderança feminina com Ana Carolina Ali, Ana Paula Martins, Luciana Ferreira e Patrícia Sarmento, que irão compartilhar conhecimentos e perspectivas sobre os novos desafios da gestão de pessoas e o papel estratégico dos profissionais que atuam no desenvolvimento de equipes e organizações públicas.

Focado no desenvolvimento e transformação da gestão de pessoas, o encontro está alinhado às ações estratégicas previstas no Plano Plurianual (PPA) 2024-2027, com foco no desenvolvimento dos servidores, modernização da gestão e construção de soluções inovadoras para a Administração Pública.

Como órgão central da estrutura institucional do Poder Executivo Estadual na área de Gestão de Pessoas, a SAD, por meio da Suged (Superintendência de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas), tem entre suas atribuições a proposição de políticas estratégicas, a supervisão e o gerenciamento de ações voltadas à valorização e ao desenvolvimento dos servidores públicos.

Nesse contexto, a Suged atua no fortalecimento das competências dos servidores e na integração das unidades de gestão de pessoas dos diferentes órgãos, buscando soluções que preparem a Administração Pública para os desafios do futuro.

“Este encontro representa um movimento estratégico para fortalecer a gestão de pessoas no serviço público de Mato Grosso do Sul. É um momento de integração entre os órgãos, de troca de experiências e de construção coletiva de caminhos que contribuam para a evolução dos processos, o desenvolvimento dos servidores e a mudança de comportamentos necessários para uma gestão de pessoas mais inovadora e preparada para os desafios do futuro”, pontua Lea Maria Ribeiro, superintendente de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas.

O evento é destinado aos profissionais da área de Gestão de Pessoas da Administração Pública Estadual, Tribunal de Contas, Poder Judiciário, Assembleia Legislativa, Ministério Público Estadual, Defensoria Pública, prefeituras do Estado e estudantes universitários.

A expectativa é reunir aproximadamente mil participantes. Na edição de 2025, o encontro alcançou 1.300 inscrições e teve 1.215 certificados emitidos pela Escola de Governo de Mato Grosso do Sul (Escolagov-MS), demonstrando a relevância da iniciativa para a formação e integração dos profissionais da área.

Ao promover a troca de experiências e estimular novas práticas, o 5º Encontro de Gestores de Pessoas reafirma o compromisso do Governo de Mato Grosso do Sul com uma gestão pública mais estratégica, inovadora e centrada nas pessoas.

Serviço
5º Encontro de Gestores de Pessoas no Setor Público de MS
Data: 22 a 24 de junho de 2026
Abertura: 22 de junho, 13h30.
Local: Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo

Laiana Horing Nantes, Comunicação SAD
Fotos: Cleython Vasconcelos/SAD/Arquivo



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Investimentos do Governo de MS impulsionam implantação do Hospital de Amor de Dourados


Aporte estadual inclui aquisição de equipamento, convênio para custeio do Instituto de Prevenção e pavimentação do acesso ao hospital em fase final de construção

Investimentos do Governo de MS impulsionam implantação do Hospital de Amor de Dourados
Hospital de Amor está sendo construído às margens da Avenida Guaicurus: 75% da obra já foi executada

Projetado para se consolidar como uma das principais referências em atendimento oncológico de Mato Grosso do Sul, o Hospital de Amor de Dourados avança com o apoio e investimentos expressivos do Governo do Estado. Com 75% das obras já executadas, o complexo está sendo construído às margens da Avenida Guaicurus, ampliando a estrutura de atendimento especializado em saúde para toda a macrorregião.

Um dos investimentos mais recentes é a pavimentação asfáltica e drenagem de águas pluviais do acesso ao hospital, contribuindo para o fluxo diário de chegada e saída de pacientes, familiares, profissionais de saúde e voluntários que atuarão na unidade. A melhoria substitui o antigo trecho de terra e garante mais segurança, conforto e mobilidade, especialmente para pacientes em tratamento oncológico. A obra, em fase final de execução, inclui 3,8 mil metros quadrados de pavimentação, além de drenagem, sinalização vertical e horizontal e passeio com acessibilidade.

Para o vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, o Hospital de Amor de Dourados representa mais do que uma obra física: é um investimento em esperança, dignidade e vida. “A implantação deste complexo fortalecerá a regionalização da saúde, ampliando o acesso ao diagnóstico precoce e ao tratamento oncológico de qualidade para milhares de famílias de toda a região sul de Mato Grosso do Sul. O apoio do Governo do Estado reafirma nosso compromisso de aproximar a saúde de quem mais precisa e de construir um futuro com mais cuidado e humanidade para nossa população, completou.

O apoio do Governo do Estado à implantação da unidade hospitalar também inclui a destinação de R$ 900 mil, como contrapartida à emenda coletiva de R$ 1,6 milhão da bancada estadual, para a aquisição do aparelho de tomografia computadorizada da futura unidade. Antes da inauguração e início das atividades, a gestão estadual mantém desde 2024 convênio de custeio no valor anual de R$ 1,6 milhão, destinado à manutenção do Instituto de Prevenção do Hospital de Amor, que funciona com serviços de prevenção e rastreamento de câncer de mama, de colo de útero e de pele.

Somente em 2026, o Instituto de Prevenção e sua unidade móvel destinada ao atendimento dos municípios da macrorregião de Dourados, realizaram juntos cerca de 7,8 mil procedimentos entre exames, consultas e atendimentos especializados.

O secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões, reforça que o apoio do governo do Estado reforça o compromisso com a regionalização da saúde e com a ampliação do acesso a um atendimento especializado e de qualidade. “É um trabalho integrado, de união de forças, para fortalecer o Hospital de Amor, que desempenhará um papel fundamental no atendimento oncológico e na assistência à população de Dourados e toda a região sul do Estado”, afirmou.

Apoio institucional

A parceria com o projeto começou em 2017 e se manteve na atual gestão – seja por meio da infraestrutura, custeio do serviço ou do apoio técnico das diversas secretarias e órgãos estaduais, em especial da Secretaria de Estado de Saúde.

Na ocasião da assinatura da ordem de serviço para a pavimentação asfáltica da via de acesso ao complexo hospitalar, o governador Eduardo Riedel destacou a importância da atuação conjunta entre poder público, iniciativa privada e sociedade civil.

“Esta é mais uma estrutura que o Governo do Estado aporta em Dourados para contribuir com o fortalecimento dos serviços oferecidos à população. Quando poder público, iniciativa privada e sociedade civil atuam de forma integrada, cada um cumprindo seu papel, os resultados aparecem e beneficiam diretamente a população”, afirmou.

Coordenador estadual do Hospital de Amor em MS, Ademar Capuci também falou sobre a união de esforços entre as instituições. “Estamos construindo em Dourados um hospital que será referência. O apoio do Governo do Estado tem sido decisivo em diferentes etapas, com investimentos e ações concretas que ajudam a transformar esse sonho em uma estrutura que beneficiará milhares de pessoas”, afirmou.

“O HA de Dourados é uma conquista da sociedade, que ampliará o acesso ao diagnóstico e tratamento do câncer pelo SUS em toda a região. O apoio de todas as esferas tem sido fundamental para transformar este sonho em realidade”, destaca a coordenadora da unidade e presidente da Associação de Apoiadores do Hospital de Amor de Dourados (AApoiadores), Cristiane Iguma Câmara.  

Investimentos do Governo de MS impulsionam implantação do Hospital de Amor de Dourados
Segundo o vice-governador, apoio do Governo do Estado reafirma compromisso de aproximar a saúde de quem mais precisa

Estrutura da unidade

A primeira etapa do Hospital de Amor contempla cerca de 3,9 mil metros quadrados de área construída. Quando entrar em funcionamento, a estrutura terá capacidade para realizar até 500 atendimentos diários.

O projeto prevê serviços voltados à prevenção, ao diagnóstico precoce e ao tratamento do câncer, com atendimento nas áreas de câncer de mama, colo do útero, pele, boca, pulmão e gastrointestinal. Também contará com centro de diagnóstico por imagem para exames de ultrassonografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética, além de setor de quimioterapia e centro cirúrgico para procedimentos em regime hospital-dia.



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UEMS abre inscrições para novo curso superior de Licenciatura em Computação – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul


A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) está com processo seletivo aberto para o seu mais novo curso de graduação: Licenciatura em Computação. A oportunidade é totalmente gratuita, presencial e com aulas no período noturno. O curso é viabilizado pelo programa Prilei (Programa Institucional de Fomento e Indução da Inovação da Formação Inicial e Continuada de Professores com ênfase na Educação Integral), uma iniciativa do Ministério da Educação amparada pela Política Nacional de Educação Digital.

A oferta ocorre por meio de uma rede de cooperação técnica que une a UFMS (instituição matriz), a UEMS e a UEM. Estão sendo ofertadas 160 vagas no total, distribuídas igualmente (40 vagas para cada localidade) para atender a interiorização do ensino superior:

  • Amambai: 40 vagas;
  • Campo Grande: 40 vagas;
  • Dourados: 40 vagas;
  • Ivinhema: 40 vagas.

O curso terá aulas noturnas de segunda a sexta-feira, com atividades pontuais aos sábado, e tem duração de oito semestre. A carga horária é de 3.240 horas, sendo 330 horas de atividades de extensão. Haverão ainda estágios com práticas obrigatórias integradas com as redes municipais de ensino, englobando a Educação Infantil, Ensino Fundamental I e II, e Ensino Médio.

Quem pode se inscrever?

O processo seletivo (Edital nº 091/2026 – PROE/UEMS) adota critérios inclusivos e é voltado para os seguintes perfis:

  • Profissionais da Educação: professores e servidores de escolas públicas (auxiliares, assistentes, secretários, técnicos, etc.) que atuam na Educação Básica e não possuem nível superior.
  • Participantes do ENEM: candidatos sem curso superior que tenham alcançado bom desempenho no ENEM nas edições realizadas entre os anos de 2016 e 2025.
  • Concluintes do Ensino Médio: candidatos que já finalizaram o Ensino Médio, cuja seleção utilizará a nota do Histórico Escolar.

Atente-se para: ao se candidatar, o estudante deve enviar um Termo de Compromisso se comprometendo a realizar 1 (um) ano de residência docente na rede pública de ensino receberá uma bolsa financeira por isso e a não desistir da vaga.

Inscrições e cronograma

O período vai até 6 de julho. As inscrições são online e devem ser realizadas pelo site candidato.uems.br. Documentos devem ser enviados com toda a documentação necessária e o termo de compromisso preenchido devem ser encaminhados para o e-mail selecao.prilei@uems.br. O início das aulas está agendado para o dia 27 de julho (2º semestre letivo de 2026).

A estrutura curricular do curso foi desenhada para conectar a computação à realidade escolar contemporânea, capacitando o futuro educador em áreas de grande demanda tecnológica:

  • Inteligência Artificial (IA) aplicada ao contexto pedagógico;
  • Pensamento Computacional e lógica desde a educação básica;
  • Robótica Educacional e Cultura Maker integradas ao currículo;
  • Gamification (uso de jogos digitais como estratégia de ensino);
  • Metodologias Ativas e Tecnologias Digitais.

Para acesso completo ao edital, clique aqui. A página do programa está em PROE/DIND. Dúvidas e informações suplementares podem ser obtidas com a Divisão de Ingresso Discente pelo telefone (67) 3902-2516 ou pelo e-mail dind@uems.br.

Comunicação UEMS
Foto: Bruno Rezende/Secom/Arquivo



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Inverno começa neste domingo; veja o que esperar do clima


O inverno de 2026 começa neste domingo (21), mesmo dia do solstício de inverno e, devido ao fenômeno do El Niño, terá características atípicas em diversas regiões do Brasil.

Mesmo com a possível intensificação do El Niño ao longo do inverno, o frio intenso ainda pode aparecer no início da estação, podendo ter ondas de calor ao final.

Segundo a Climatempo, a região sul do Brasil pode ter temperaturas médias. Na maioria das áreas do Mato Grosso do Sul (MS), São Paulo (SP), centro-sul e leste de Minas Gerais (MG), Rio de Janeiro (RJ) e Espírito Santo (ES), as temperaturas tendem a ficar dentro do normal.

Contudo, em quase todo o Centro-Oeste, Nordeste e Norte brasileiros, o inverno deve trazer temperaturas acima da média.

Segundo o Climatempo, dias de calor intenso serão esperados, principalmente no sul e leste do Pará (PA), Tocantins (TO), Maranhão (MA), Piauí (PI), oeste da Bahia (BA), Distrito federal (DF) e Mato Grosso (MA).

A estação se inicia com uma forte passagem de frio no interior do país, que deve influenciar uma queda de temperatura no sul, sudeste e centro-oeste, além de um episódio de friagem em Rondônia (RO), Acre (AC) e no sul do Amazonas (AM).

Dias de frio intenso no centro-sul do Brasil são previstos para julho, com temperaturas abaixo de 0°C na região Sul e em algumas áreas do Sudeste, além de ondas de ar frio de Goiânia e Brasília, até o norte de Minas e extremo sul da Bahia.

Em agosto, picos de calor podem ocorrer no centro-oeste e no sudeste brasileiros. Dias intensos de calor podem ser vistos também no norte e no nordeste. Já em setembro, o risco de ondas de calor se intensificam mais nessas regiões.

O inverno de 2026 termina no dia 22 de setembro, mesmo dia do equinócio da primavera.

*Sob supervisão de AR.



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O que é misantropia, palavra citada em alerta falso a celulares pelo Brasil


Alertas falsos enviados aos celulares em vários estados do Brasil na madrugada deste sábado (20) chamaram a atenção dos usuários pelo conteúdo surpreendente: “Alerta Extremo – Defesa Civil:misantropi4”. A mensagem gerou dúvidas sobre o significado da palavra “misantropia”, que teve a última letra modificada no aviso falso.

Segundo o dicionário Michaelis On-line, misantropia significa “horror à humanidade ou aversão à natureza humana” e, por extensão, “estado que se caracteriza por profunda tristeza; depressão, melancolia”; “tendência a evitar a companhia de outras pessoas ou a cultivar o isolamento”.

Além do alerta enviado pela ferramenta Cellbroadcast de avisos severos, operada pela Anatel, moradores das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro também relataram ter recebido mensagens por SMS com conteúdo similar. Uma mensagem de texto enviada a um usuário no Rio contém a palavra “misantropo”, ou seja, o indivíduo que tem aversão à humanidade e que evita a companhia de outras pessoas.

A Defesa Civil Nacional e o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional informaram que a plataforma de envio do Defesa Civil Alerta foi retirada do ar após ser alvo de uma invasão e de um provável ataque hacker.

Segundo o comunicado do órgão nacional, o alerta falso foi disparado de maneira remota por alguém que não faz parte do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil.

“A mensagem disparada foi do tipo Alerta Extremo e continha a palavra “misantropia” — que significa ódio à humanidade. Provavelmente se trata de um ataque hacker”, diz a nota da Defesa Civil Nacional.

A pasta também informou que a a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional acionará a Polícia Federal e trabalha para retomar a ferramenta de alerta assim que todas as condições de segurança forem restabelecidas.

Em nota, a Defesa Civil de São Paulo afirmou que o alerta não foi enviado por nenhum de seus agentes e que, até o momento, não há registro de ocorrência que justifique a emissão de alerta extremo relacionado ao conteúdo reportado.

O comunicado também explica que a ferramenta Cellbroadcast e foi temporariamente desabilitada até que a situação seja esclarecida. A Defesa Civil de São Paulo disse que acionou a Anatel e outras instituições envolvidas na operação do sistema para investigar a origem da mensagem.

Já a Defesa Civil do Rio de Janeiro confirmou que não disparou nenhum alerta e disse que o comunicado recebido pelos usuários “decorre de uma instabilidade no sistema de envio de alertas IDAP/Cell Broadcast, plataforma sob responsabilidade da Defesa Civil Nacional, vinculada ao Governo Federal”.

O órgão também esclareceu que não há, até agora, qualquer situação de risco relacionada a desastres naturais que justifique a emissão de alerta para a população fluminense e que segue monitorando a situação.

No Paraná, onde foram relatados os primeiros alertas no país, o governo estadual afirmou que não disparou o aviso e que não há nenhum evento severo previsto para Curitiba. A Defesa Civil do Paraná disse que acionou a Defesa Civil Nacional e Anatel sobre o caso.

A CNN entrou em contato com a Anatel e ainda não obteve resposta.





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