Nesta quarta-feira (01), o Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) abriu um leilão de veículo aprendidos nos pátios do órgão. São 128 lotes de veículos que podem voltar a circular nas vias públicas, com 93 motocicletas e 35 automóveis.
Entre as 93 motocicletas, várias marcas como Honda, Yamaha entre outras. Uma HONDA/CG 160 FAN, ano 2022/2023 está com lance inicial de 4.026 reais.
Dos 35 veículos, um FORD FIESTA SD 1.6, ano 2014/2014 está com lance inicial de 9.019 reais. Entretanto, o certame ainda oferece veículos como ECOSPORT, ONIX, FIT, HB20, entre outros, e até mesmo o reboque modelo R/ISIDOC CIA 501.
O leilão ainda traz a possibilidade de compra de peças de veículos por empresas autorizadas. Esse leilão de sucatas aproveitáveis tem 45 motocicletas e 36 automóveis. As sucatas inservíveis, voltadas para reciclagem em siderúrgicas estão em um lote único com pesagem estimada em 27.270 kg de material ferroso.
O certame é totalmente digital e vai até dia 16 de julho de 2026, pelo portal www.ceciliadelzeirleiloes.com.br. Neste portal credenciado, estão disponibilizadas as fotos dos lotes e o edital completo, com as informações sobre os veículos, regras de participação e o local de exposição do lote que pode ser visitado.
Os interessados podem visitar pessoalmente os lotes nos 13, 14 e 15 de julho de 2026, das 08h às 11h e das 13h30 às 16h30, nos pátios listados abaixo:
Pátio em Dourados: AUTOTRAN, Rua Coronel Ponciano de Mattos Pereira,51-B, Bairro Jardim Colibri.
Pátio em Campo Grande: AUTOTRAN, Avenida Gerval Bernardino de Souza, 644, no Bairro Rita Vieira.
Equipamento de ponta reforça atendimento de média e alta complexidade na rede hospitalar estadual
O HRCLMT (Hospital Regional da Costa Leste Magid Thomé) passou a contar com um novo microscópio cirúrgico, equipamento de alta tecnologia avaliado em aproximadamente R$ 1,9 milhão, que amplia a capacidade da unidade para a realização de procedimentos de neurocirurgia e otorrinolaringologia. A tecnologia foi disponibilizada pelo Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, por meio de cessão de uso do HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul), fortalecendo a rede de atenção hospitalar especializada no interior.
Com o novo equipamento, o hospital passa a realizar microcirurgias que exigem elevado grau de precisão, como procedimentos para tratamento de tumores intracranianos, cirurgias vasculares cerebrais, intervenções na base do crânio, cirurgias de coluna com auxílio de magnificação e procedimentos otorrinolaringológicos de alta complexidade. A tecnologia proporciona mais segurança aos pacientes e melhores condições de atuação às equipes médicas.
A iniciativa integra a estratégia do Governo do Estado de fortalecer a regionalização da saúde, ampliando o acesso da população a serviços especializados e reduzindo a necessidade de deslocamentos para outras localidades.
De acordo com o superintendente de Governança Hospitalar da SES (Secretaria de Estado de Saúde), Edson da Mata, o investimento representa um avanço relevante na estrutura assistencial da unidade e na ampliação da resolutividade do atendimento.
“A disponibilização desse microscópio cirúrgico representa um importante avanço para o Hospital Regional da Costa Leste. Trata-se de uma tecnologia de alta precisão que amplia a capacidade da unidade para a realização de procedimentos complexos com mais segurança e eficiência, fortalecendo a assistência prestada à população e contribuindo diretamente para a regionalização da saúde em Mato Grosso do Sul. Com isso, mais pacientes poderão ser atendidos na própria região, com menor necessidade de encaminhamentos para outros centros”, afirmou.
A Unidade de Monitoramento da Atenção Hospitalar, vinculada à Superintendência de Governança Hospitalar da SES, destaca que a incorporação do equipamento representa um avanço significativo para a assistência prestada pelo hospital, especialmente por possibilitar a execução de procedimentos de alta complexidade já previstos contratualmente, mas que ainda não eram realizados por limitações tecnológicas.
Com a incorporação do microscópio cirúrgico, o Hospital Regional da Costa Leste amplia sua estrutura tecnológica e a oferta de procedimentos de média e alta complexidade, consolidando-se como referência regional em assistência especializada. A expectativa é de aumento da resolutividade da unidade, redução do tempo de espera por cirurgias e atendimento mais próximo, seguro e eficiente à população da Costa Leste do Estado.
Kamilla Ratier, Comunicação SES Fotos: Divulgação HRCLMT
A Agência do Detran-MS de Batayporã ficará com o atendimento suspenso entre os dias 13 e 17 de julho devido à realização de serviços de manutenção na unidade.
Durante esse período, os usuários poderão realizar seus atendimentos na Agência Regional de Trânsito de Nova Andradina.
Após a conclusão dos serviços, o atendimento em Batayporã será retomado normalmente.
O Detran-MS orienta os cidadãos que necessitarem de atendimento presencial durante o período de manutenção a procurar a unidade de Nova Andradina.
A tecnologia que chega ao campo passa antes por uma etapa fundamental: o teste. Em Mato Grosso do Sul, a Fundação MS, com sede em Maracaju, desenvolve pesquisas que ajudam produtores rurais a escolher as melhores estratégias para cada safra, levando em consideração as características de cada região e os desafios encontrados dentro das propriedades.
Com apoio do Governo de Mato Grosso do Sul, a instituição amplia sua estrutura de pesquisa, investe em equipamentos e fortalece o desenvolvimento de tecnologias voltadas ao setor produtivo. A parceria contribui para que estudos realizados em campo experimental se transformem em informações confiáveis para auxiliar produtores rurais na tomada de decisão.
Com quase 35 anos de história, a Fundação MS atua na geração de conhecimento aplicado, avaliando cultivares, híbridos, manejos, sistemas produtivos e novas tecnologias antes que elas sejam incorporadas pelos agricultores. O objetivo é transformar dados em informações práticas para quem está no campo, contribuindo para decisões mais eficientes, aumento da produtividade e maior sustentabilidade da produção.
O pesquisador da Fundação MS, Dr. André Lourenção, acompanha esse trabalho há 23 anos. À frente de pesquisas principalmente com milho e, mais recentemente, sorgo, ele explica que a principal característica da instituição é desenvolver estudos conectados às necessidades reais dos produtores.
André Lourenção, pesquisador da Fundação MS
“Montamos trabalhos focados no produtor rural. O produtor está dentro da Fundação MS e direciona os trabalhos de pesquisa. Então conseguimos construir trabalhos de pesquisa mais assertivos, que realmente serão utilizados na propriedade”, afirma.
Segundo André, a pesquisa tem valor justamente por transformar conhecimento científico em soluções aplicáveis. Para isso, os estudos passam por avaliações técnicas, comparações e análises estatísticas antes de chegar ao agricultor. “Pesquisa é a busca da verdade. A gente aplica a parte científica na prática. Conversamos com instituições de pesquisa, mas também estamos diretamente ligados ao produtor rural, entendendo o que ele precisa”, explica.
Ao longo das últimas décadas, a evolução tecnológica no campo trouxe ganhos expressivos de produtividade. O pesquisador lembra que a realidade das lavouras mudou a partir da adoção de novos materiais e manejos validados pela pesquisa.
“Quando entrei na Fundação, trabalhávamos com médias de milho de 40 a 50 sacos por hectare. Hoje temos materiais chegando a 150, 170 sacos e, em alguns casos, próximos a 200 sacos por hectare. A tecnologia vem aumentando e a pesquisa contribui diretamente para isso”, destaca.
Além de buscar maior produtividade, os estudos desenvolvidos pela Fundação MS também avaliam formas de produzir melhor dentro da mesma área, com sistemas que favoreçam a conservação do solo e o equilíbrio da produção. Entre os trabalhos estão pesquisas com integração lavoura-pecuária, consórcios e plantas de cobertura, estratégias que ajudam a melhorar o ambiente produtivo e reduzir riscos.
Como Mato Grosso do Sul possui diferentes condições de clima e solo, a Fundação MS mantém Unidades de Pesquisa em várias regiões do Estado. A estratégia permite que os resultados sejam mais próximos da realidade dos agricultores. “O Estado é muito diverso. Quando temos unidades distribuídas, conseguimos gerar informações locais. O produtor consegue olhar para a realidade da região dele e tomar uma decisão mais segura”, pontua André.
Para que esses resultados sejam possíveis, a estrutura de pesquisa depende de investimentos contínuos em equipamentos, tecnologia e infraestrutura. O diretor-executivo da Fundação MS, Bruno Freitas de Conti, destaca que a parceria com o Governo do Estado tem sido importante para fortalecer a capacidade da instituição.
“É através dessa parceria que conseguimos recursos importantes para aquisição de equipamentos específicos para pesquisa, como plantadeiras e semeadoras, garantindo qualidade, rastreabilidade e padrão na geração das informações”, afirma.
Segundo Bruno, a função da Fundação MS vai além de testar produtos. A instituição ajuda o produtor rural a interpretar as diversas tecnologias disponíveis e entender quais realmente fazem sentido para cada realidade.
“Hoje existem inúmeras empresas, produtos e soluções à disposição do agricultor. Mas entender como tudo isso se encaixa na realidade dele e como fazer o melhor uso dessas tecnologias é uma contribuição muito importante da Fundação MS”, destaca.
Além da geração dos dados, outro desafio é fazer com que o conhecimento chegue até quem produz. Por isso, a instituição realiza eventos, dias de campo e disponibiliza resultados para produtores rurais, consultores e outro profissionais do agronegócio. “A informação precisa chegar até o agricultor para que ele possa colocar isso em prática no dia a dia. Uma pesquisa só tem valor quando ela gera resultado”, afirma Bruno.
Esse caminho entre laboratório, campo experimental e propriedade rural é acompanhado de perto pelos produtores rurais.
Agricultor Luís Otávio ao lado da plantação de milho
O agricultor Luís Otávio Britto Fernandes começou na agricultura em 1987 e utiliza as informações da Fundação MS como apoio para decisões dentro da fazenda. Segundo ele, os dados ajudam principalmente em momentos de maior desafio, como os relacionados ao clima. “A gente busca mitigar os impactos climáticos e otimizar a produtividade. A Fundação MS nos direciona com variedades e manejo, e isso faz com que a gente consiga melhorar o nosso negócio”, explica.
Ele destaca que as informações também auxiliam a equipe técnica responsável pela propriedade. “Nosso departamento técnico se baseia nos dados da Fundação MS para direcionar a forma de fazer dentro da propriedade”, afirma.
Para Luís Otávio, a relação entre pesquisa e produtor rural funciona como uma construção conjunta. “A gente contribui com a Fundação MS e a Fundação MS contribui com o produtor rural. É uma troca muito importante”, ressalta. Ele cita como exemplo a adoção de plantas de serviço, como crotalária e braquiária, que passou a utilizar após acompanhar resultados apresentados pela instituição.
“Passei a utilizar isso dentro da propriedade e acredito que pode alterar o sistema produtivo. A pesquisa ajuda porque encurta o caminho para o produtor rural tomar uma decisão”, destaca.
Luís Alberto conversa com André sobre a produção agrícola
O produtor Luís Alberto Moraes Novaes também acompanha o trabalho desenvolvido pela Fundação MS e reforça a importância de validar tecnologias antes da adoção em larga escala.
Segundo ele, a pesquisa traz segurança para decisões que envolvem investimentos dentro da propriedade.
“A gente precisava ter a pesquisa ao nosso lado, para levar tecnologias ao campo depois de elas terem sido aprovadas pela ciência. A Fundação MS tem esse papel dentro do nosso negócio”, afirma.
Para ele, cada propriedade possui características próprias e precisa de soluções adaptadas. “A tecnologia muitas vezes é diferente para cada fazenda e para cada sistema de produção. A Fundação MS ajuda a mostrar aquilo que realmente se encaixa em cada condição”, explica.
Na avaliação do produtor rural, os avanços da pesquisa ajudaram a transformar a agricultura sul-mato-grossense. “Hoje a gente tem mais possibilidades porque existe conhecimento dando base para essas decisões. A pesquisa virou parte do processo produtivo”, conclui.
A trajetória da Fundação MS mostra como a união entre produtores rurais, pesquisadores e instituições públicas pode transformar desafios do campo em soluções. Ao investir em ciência e inovação, Mato Grosso do Sul amplia a capacidade de produzir com mais eficiência, tecnologia e sustentabilidade.
Luís Otávio, Lourenção e Luís Alberto, em frente a Fundação MS; já nas três fotos acima, Luís Alberto e Lourenção na plantação
Taynara Foglia, Comunicação Governo de MS Fotos: Saul Schramm/Secom-MS
Prêmio Fundect Pesquisador Sul-mato-grossense 2026 reconhece cientistas, amplia investimentos e reforça o papel da inovação no desenvolvimento econômico e social de MS
A ciência e a inovação ganharam protagonismo na agenda de desenvolvimento de Mato Grosso do Sul durante a cerimônia do Prêmio Fundect Pesquisador Sul-Mato-Grossense 2026, realizada em Campo Grande, nesta quarta-feira (1º).
Além de reconhecer pesquisadores que transformam conhecimento em soluções para a sociedade, o Governo do Estado lançou um novo ciclo de investimentos superior a R$ 38 milhões, consolidando a pesquisa científica como uma política pública permanente voltada ao crescimento econômico, à competitividade e à melhoria da qualidade de vida da população.
Promovido pela Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul (Fundect), vinculada à Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), em parceria com o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), o prêmio valoriza pesquisadores cujos trabalhos contribuem diretamente para o avanço da ciência e para a construção de soluções em áreas estratégicas, como agronegócio, saúde, educação, sustentabilidade, bioeconomia e transformação digital.
Mais do que uma cerimônia de reconhecimento, o evento reafirma uma estratégia adotada pelo Governo do Estado nos últimos anos: fortalecer o ecossistema de ciência, tecnologia e inovação por meio da integração entre universidades, centros de pesquisa, setor produtivo e poder público.
A proposta é transformar conhecimento em desenvolvimento, aproximando a produção científica das demandas da sociedade e criando um ambiente favorável à geração de empregos, à atração de investimentos e ao aumento da competitividade de Mato Grosso do Sul.
Durante a solenidade, foram lançadas cinco chamadas públicas que somam mais de R$ 38 milhões destinados ao fortalecimento da pesquisa científica, da formação de recursos humanos e da inovação. Os editais contemplam programas de fixação de doutores, bolsas de iniciação científica, apoio à realização de eventos técnico-científicos, incentivo à pesquisa na educação básica e a ampliação do programa estadual de Bolsas de Produtividade em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Ao participar da cerimônia, o vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, destacou que investir em ciência significa preparar o Estado para os desafios do futuro.
“Os estados que mais avançam são aqueles que transformam conhecimento em inovação e inovação em desenvolvimento. Mato Grosso do Sul fez essa escolha ao fortalecer a ciência como política permanente de governo, aproximando pesquisadores, universidades, empresas e o poder público para produzir soluções que impulsionam nossa economia e melhoram a vida das pessoas.”
Criada em 1998, a Fundect completa 28 anos consolidada como a principal instituição de fomento à pesquisa em Mato Grosso do Sul. Ao longo dessa trajetória, ampliou investimentos em bolsas, infraestrutura científica, internacionalização, empreendedorismo inovador e formação de pesquisadores, fortalecendo um ambiente que hoje coloca o Estado entre as referências nacionais em políticas de incentivo à ciência e à inovação.
Entre os principais avanços está o programa estadual complementar de Bolsas de Produtividade em Pesquisa, desenvolvido em parceria com o CNPq. Considerada pioneira no Brasil, a iniciativa destinou R$ 5,4 milhões para apoiar 70 pesquisadores sul-mato-grossenses, estimulando a permanência de talentos no Estado e fortalecendo a produção científica de alto impacto.
Para o secretário-adjunto da Semadesc, Alex Melotto, a ciência tem papel decisivo na competitividade de Mato Grosso do Sul e na construção de políticas públicas mais eficientes. “Quando transformamos conhecimento em inovação, fortalecemos o setor produtivo, qualificamos as decisões públicas e ampliamos nossa capacidade de desenvolvimento. Investir em ciência é investir no presente e, principalmente, no futuro de Mato Grosso do Sul.”
Segundo Melotto, a aproximação entre Governo, universidades e comunidade científica permite que decisões estratégicas sejam tomadas com base em evidências, ampliando a eficiência da gestão pública e os benefícios entregues à população.
Pesquisa aplicada à realidade do Estado
Os investimentos realizados pela Fundect refletem diretamente na produção de conhecimento voltada às necessidades de Mato Grosso do Sul. Hoje, projetos apoiados pela Fundação contribuem para avanços em áreas como sanidade animal, agricultura sustentável, preservação ambiental, inteligência artificial, bioinformática, nanotecnologia, inovação pública, educação e saúde, aproximando cada vez mais a pesquisa científica da realidade da população.
Para o diretor-presidente da Fundect, Cristiano Marcelo Espíndola Carvalho, o prêmio simboliza o reconhecimento a pesquisadores que ajudam a transformar conhecimento em desenvolvimento.
“Cada pesquisa desenvolvida em Mato Grosso do Sul representa uma oportunidade de gerar inovação, fortalecer nossa economia e melhorar a qualidade de vida da população. Nosso compromisso é ampliar esse ambiente de inovação para que cada vez mais ideias se transformem em soluções concretas para o Estado.”
Reconhecimento que projeta Mato Grosso do Sul
Nesta edição, o Prêmio Fundect contemplou cinco categorias: Pesquisador Destaque – Ciências da Vida, Ciências Exatas e Ciências Humanas, além das categorias Pesquisador Inovador – Setor Empresarial e Pesquisador Inovador – Setor Público. Ao todo, foram premiados os três primeiros colocados de cada modalidade, reconhecendo pesquisas com impacto científico, tecnológico, econômico e social.
Os vencedores das primeiras colocações representarão Mato Grosso do Sul na etapa nacional do Prêmio Confap de Ciência, Tecnologia e Inovação, ampliando a visibilidade da produção científica estadual e fortalecendo a presença do Estado entre os principais ecossistemas brasileiros de pesquisa.
Barbosinha ressaltou que reconhecer os pesquisadores é investir no futuro de Mato Grosso do Sul. “Cada pesquisador homenageado demonstra que o conhecimento tem capacidade de transformar realidades, gerar oportunidades e melhorar a vida das pessoas. Seguiremos fortalecendo esse ambiente de inovação para que Mato Grosso do Sul continue crescendo com inteligência, sustentabilidade e desenvolvimento”, concluiu o vice-governador.
Lucas Cavalheiro, Comunicação Vice-governadoria Fotos: João Garrigó/Vice-governadoria
O Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS), integrou a ação educativa Safrinha Segura 2026. O evento ocorreu na manhã desta quarta-feira (1) numa unidade de armazenamento de grãos, no município de Dourados.
Organizada por uma empresa de transporte e logística, a iniciativa reuniu serviços de saúde e orientações de segurança para motoristas e colaboradores que atuam no fluxo de recebimento e armazenamento de grãos durante o período da safra. Os caminhoneiros receberam atendimento de aferição de pressão arterial e testes oftalmológicos.
Agentes da Unidade Operacional de Dourados (GPAV/UOPDOS) direcionaram a participação para atividades de caráter educativo, atendendo cerca de 40 motoristas que aguardavam a movimentação das cargas. Os agentes José Carlos Torraca, Simone Arruda Santos e Lucas Garcete ministraram uma palestra técnica sobre responsabilidades no trânsito, prevenção de sinistros e esclareceram dúvidas sobre infrações, penalidades, crimes de trânsito e processos de CNH e veículos.
A ação também contou com uma dinâmica prática em que os participantes utilizaram óculos simuladores de embriaguez para observar a alteração da capacidade psicomotora provocada pelo consumo de álcool. “A simulação demonstrou o impacto imediato na percepção visual e nos reflexos dos motoristas”, explicou o agente José Carlos Torraca.
A equipe ainda reforçou os perigos de aceitar carona com condutores alcoolizados e a responsabilidade coletiva de amigos e familiares em impedir que pessoas sob o efeito de álcool dirijam, visando a prevenção de acidentes e o cumprimento das normas viárias.
Prêmio Fundect Pesquisador Sul-Mato-Grossense 2026 reconhece cientistas, amplia investimentos e reforça o papel da inovação no desenvolvimento econômico e social de Mato Grosso do Sul
A ciência e a inovação ganharam protagonismo na agenda de desenvolvimento de Mato Grosso do Sul durante a cerimônia do Prêmio Fundect Pesquisador Sul-Mato-Grossense 2026, realizada em Campo Grande, nesta quarta-feira (1º). Além de reconhecer pesquisadores que transformam conhecimento em soluções para a sociedade, o Governo do Estado lançou um novo ciclo de investimentos superior a R$ 38 milhões, consolidando a pesquisa científica como uma política pública permanente voltada ao crescimento econômico, à competitividade e à melhoria da qualidade de vida da população.
Promovido pela Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul (Fundect), vinculada à Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), em parceria com o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), o prêmio valoriza pesquisadores cujos trabalhos contribuem diretamente para o avanço da ciência e para a construção de soluções em áreas estratégicas, como agronegócio, saúde, educação, sustentabilidade, bioeconomia e transformação digital.
Mais do que uma cerimônia de reconhecimento, o evento reafirma uma estratégia adotada pelo Governo do Estado nos últimos anos: fortalecer o ecossistema de ciência, tecnologia e inovação por meio da integração entre universidades, centros de pesquisa, setor produtivo e poder público. A proposta é transformar conhecimento em desenvolvimento, aproximando a produção científica das demandas da sociedade e criando um ambiente favorável à geração de empregos, à atração de investimentos e ao aumento da competitividade de Mato Grosso do Sul.
Durante a solenidade, foram lançadas cinco chamadas públicas que somam mais de R$ 38 milhões destinados ao fortalecimento da pesquisa científica, da formação de recursos humanos e da inovação. Os editais contemplam programas de fixação de doutores, bolsas de iniciação científica, apoio à realização de eventos técnico-científicos, incentivo à pesquisa na educação básica e a ampliação do programa estadual de Bolsas de Produtividade em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Ao participar da cerimônia, o vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, destacou que investir em ciência significa preparar o Estado para os desafios do futuro.
“Os estados que mais avançam são aqueles que transformam conhecimento em inovação e inovação em desenvolvimento. Mato Grosso do Sul fez essa escolha ao fortalecer a ciência como política permanente de governo, aproximando pesquisadores, universidades, empresas e o poder público para produzir soluções que impulsionam nossa economia e melhoram a vida das pessoas.”
Criada em 1998, a Fundect completa 28 anos consolidada como a principal instituição de fomento à pesquisa em Mato Grosso do Sul. Ao longo dessa trajetória, ampliou investimentos em bolsas, infraestrutura científica, internacionalização, empreendedorismo inovador e formação de pesquisadores, fortalecendo um ambiente que hoje coloca o Estado entre as referências nacionais em políticas de incentivo à ciência e à inovação.
Entre os principais avanços está o programa estadual complementar de Bolsas de Produtividade em Pesquisa, desenvolvido em parceria com o CNPq. Considerada pioneira no Brasil, a iniciativa destinou R$ 5,4 milhões para apoiar 70 pesquisadores sul-mato-grossenses, estimulando a permanência de talentos no Estado e fortalecendo a produção científica de alto impacto.
Para o secretário-adjunto da Semadesc, Alex Melotto, a ciência tem papel decisivo na competitividade de Mato Grosso do Sul e na construção de políticas públicas mais eficientes. “Quando transformamos conhecimento em inovação, fortalecemos o setor produtivo, qualificamos as decisões públicas e ampliamos nossa capacidade de desenvolvimento. Investir em ciência é investir no presente e, principalmente, no futuro de Mato Grosso do Sul.”
Segundo Melotto, a aproximação entre Governo, universidades e comunidade científica permite que decisões estratégicas sejam tomadas com base em evidências, ampliando a eficiência da gestão pública e os benefícios entregues à população.
Pesquisa aplicada à realidade do Estado
Os investimentos realizados pela Fundect refletem diretamente na produção de conhecimento voltada às necessidades de Mato Grosso do Sul. Hoje, projetos apoiados pela Fundação contribuem para avanços em áreas como sanidade animal, agricultura sustentável, preservação ambiental, inteligência artificial, bioinformática, nanotecnologia, inovação pública, educação e saúde, aproximando cada vez mais a pesquisa científica da realidade da população.
Para o diretor-presidente da Fundect, Cristiano Marcelo Espíndola Carvalho, o prêmio simboliza o reconhecimento a pesquisadores que ajudam a transformar conhecimento em desenvolvimento.
“Cada pesquisa desenvolvida em Mato Grosso do Sul representa uma oportunidade de gerar inovação, fortalecer nossa economia e melhorar a qualidade de vida da população. Nosso compromisso é ampliar esse ambiente de inovação para que cada vez mais ideias se transformem em soluções concretas para o Estado.”
Reconhecimento que projeta Mato Grosso do Sul
Nesta edição, o Prêmio Fundect contemplou cinco categorias: Pesquisador Destaque – Ciências da Vida, Ciências Exatas e Ciências Humanas, além das categorias Pesquisador Inovador – Setor Empresarial e Pesquisador Inovador – Setor Público. Ao todo, foram premiados os três primeiros colocados de cada modalidade, reconhecendo pesquisas com impacto científico, tecnológico, econômico e social.
Os vencedores das primeiras colocações representarão Mato Grosso do Sul na etapa nacional do Prêmio Confap de Ciência, Tecnologia e Inovação, ampliando a visibilidade da produção científica estadual e fortalecendo a presença do Estado entre os principais ecossistemas brasileiros de pesquisa.
Barbosinha ressaltou que reconhecer os pesquisadores é investir no futuro de Mato Grosso do Sul. “Cada pesquisador homenageado demonstra que o conhecimento tem capacidade de transformar realidades, gerar oportunidades e melhorar a vida das pessoas. Seguiremos fortalecendo esse ambiente de inovação para que Mato Grosso do Sul continue crescendo com inteligência, sustentabilidade e desenvolvimento”, concluiu o vice-governador.
Julho é o mês em que as vozes e as histórias das mulheres negras tomam conta do palco. Em Mato Grosso do Sul, a SEC (Secretaria de Estado da Cidadania), por meio da Subsecretaria de Políticas Públicas para Promoção da Igualdade Racial, abre o Julho das Pretas com uma programação dedicada a reconhecer trajetórias que inspiram, fortalecer políticas públicas e ampliar os espaços de participação e protagonismo das mulheres negras.
Realizada nos dias 2 e 3 de julho, a abertura da campanha integra as ações do programa MS sem Racismo e reúne representantes do poder público, movimentos sociais, pesquisadoras, artistas, lideranças comunitárias e ativistas em uma agenda que une formação, articulação institucional, cultura e valorização das mulheres negras sul-mato-grossenses.
Celebração inicia na SEC e reforça o trabalho transversal desenvolvido pelo Governo de MS. (Foto: Matheus Carvalho/SEC)
Institucionalizado a partir de duas datas emblemáticas, o Dia Internacional da Mulher Negra Afro-Latino-Americana e Caribenha, celebrado em 25 de julho, e o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, instituído pela Lei nº 12.987/2014, o Julho das Pretas reafirma a importância da luta das mulheres negras na construção de uma sociedade mais justa e igualitária, reconhecendo suas contribuições históricas e contemporâneas para o desenvolvimento do Estado.
Para o subsecretário de Políticas Públicas para Promoção da Igualdade Racial, Deividson Silva, a campanha vai além de um calendário de atividades e representa um espaço de fortalecimento das vozes femininas negras em Mato Grosso do Sul.
“O Julho das Pretas não é apenas um momento de reflexão. É uma oportunidade de ecoar a força e a voz das mulheres negras, quilombolas, ciganas e de religiões de matriz africana, honrando nossa ancestralidade e reconhecendo a potência dessas mulheres. Neste ano, ampliamos essa campanha para que ela dialogue diretamente com a garantia de direitos e o enfrentamento ao racismo institucional.”
Segundo o subsecretário, a proposta também evidencia o trabalho transversal desenvolvido pelo Governo do Estado. “Temos construído essa agenda em parceria com a Subsecretaria de Políticas Públicas para Mulheres, considerando os desafios enfrentados pelas mulheres negras. Também fortalecemos ações com a Fundação de Turismo, por meio do afroturismo, e com o IPHAN, valorizando o patrimônio cultural produzido por mulheres negras em Mato Grosso do Sul, seja na culinária, na música, nas artes ou nos saberes tradicionais. Queremos que o Julho das Pretas seja um espaço permanente de valorização dessas trajetórias”.
Inspiração
Imagem do filme “Pantanal Negro”, de Thayná Cambará, que será exibido no Julho das Pretas. (Foto: Max Polimanti)
O principal momento da abertura acontece no dia 2 de julho, no auditório da Secretaria de Estado da Cidadania, com o painel “MS sem Racismo: Histórias Inspiradoras”, reunindo mulheres que atuam em diferentes áreas e têm contribuído para transformar seus territórios por meio da educação, da cultura, da pesquisa, da comunicação, da arte e da mobilização social.
A programação contará com a participação especial da historiadora Melina de Lima, neta de Lélia Gonzalez, cofundadora do Projeto Lélia Gonzalez Vive e coordenadora de Articulação Interfederativa do Ministério da Igualdade Racial. Ao lado da subsecretária de Políticas Públicas para Mulheres, Manuela Nicodemos, ela participa das falas institucionais que marcam a abertura oficial da campanha.
O painel será mediado pela comunicadora e militante do movimento negro Romilda Neto Pizani e reunirá mulheres com trajetórias diversas, como a professora e pesquisadora Cintia Santos Diallo; a líder comunitária Fátima Aparecida Gomes; a ativista Letícia Polidório; a publicitária e pesquisadora Larissa de Paula; a professora Elis Regina Gonçalves; a fotógrafa e produtora cultural Hanna Sherman; e a sindicalista Maria do Socorro Nunes. Juntas, elas representam diferentes formas de atuação e resistência das mulheres negras em Mato Grosso do Sul.
A abertura também será marcada por apresentações culturais da educadora Andréia Souza, criadora da personagem Preta Princesa, e da artista visual e poetisa BEJONA, reafirmando a cultura como instrumento de identidade, pertencimento e transformação social.
Formação, memória e cultura
Em edições anteriores, Julho das Pretas trouxe ainda oficina de turbante para resgatar ancestralidade. (Foto: Matheus Carvalho/SEC)
A programação continua no dia 3 de julho, no Bioparque Pantanal, com uma oficina técnica sobre o Sinapir (Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial), voltada aos gestores municipais, além da eleição do Fórum de Promoção para Igualdade Racial, fortalecendo a articulação entre Estado e municípios.
Ainda durante a programação, serão apresentadas as iniciativas Rotas Negra, do Ministério da Igualdade Racial, e as ações de Afroturismo em Mato Grosso do Sul, destacando o potencial turístico e cultural dos territórios negros do Estado. À tarde, acontece a exibição do documentário Pantanal Negro, com mediação de Thayná Cambará, valorizando a memória, os saberes e as contribuições da população negra sul-mato-grossense.
A manhã do segundo dia também será aberta com apresentação cultural da poetisa Nathy MC, uma das principais referências das batalhas de rima em Mato Grosso do Sul.
Encerrando a programação, o IPHAN/MS recebe, a partir das 18 horas, o “Sarau Julho das Pretas”, reunindo apresentações artísticas, a Feira Ziriguidum de Economia Criativa, a exposição do Coletivo Enegrecer e outras manifestações culturais que celebram a produção artística, a ancestralidade e o protagonismo das mulheres negras de Mato Grosso do Sul.
Programação
2 de julho (quinta-feira) Local: Auditório da Secretaria de Estado da Cidadania
17h30 – Coffee Break 18h – Apresentações culturais com Preta Princesa e BEJONA 18h30 – Falas institucionais com Melina de Lima (Ministério da Igualdade Racial) e Manuela Nicodemos (Subsecretaria de Políticas Públicas para Mulheres) 19h – Apresentação do Fórum de Promoção para Igualdade Racial 19h30 – Painel MS sem Racismo: Histórias Inspiradoras
3 de julho (sexta-feira)
Local: Bioparque Pantanal
Período matutino
7h30 – Apresentação cultural com Nathy MC 7h45 – Oficina técnica sobre o SINAPIR
Período vespertino
13h30 – Eleição do Fórum de Promoção para Igualdade Racial 14h – Apresentação do Rotas Negras (Ministério da Igualdade Racial) 14h30 – Apresentação do Afroturismo em Mato Grosso do Sul 14h50 – Exibição do documentário Pantanal Negro, com mediação de Thayná Cambará
Local: IPHAN/MS
18h – Sarau Julho das Pretas, com apresentações artísticas, Feira Ziriguidum de Economia Criativa, exposição do Coletivo Enegrecer e atrações culturais.
Toda programação é gratuita e aberta ao público em geral.
Paula Maciulevicius, da Comunicação da Cidadania Foto de capa: Paula Maciulevicius
O Governo de Mato Grosso do Sul deu mais um passo para ampliar a mobilidade urbana na região das Moreninhas, em Campo Grande, com o lançamento da licitação para implantação de um novo acesso pavimentado que vai ligar a Avenida Altos da Serra à Avenida Salomão Abdala, criando uma nova conexão entre as Moreninhas e o Rita Vieira.
Publicada no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (1º), a concorrência eletrônica nº 091/2026 prevê investimento estimado em R$ 57.980.488,49 para execução da obra. O projeto inclui pavimentação asfáltica, drenagem de águas pluviais e a transposição do Córrego Lageado, com a construção de uma ponte de 23,50 metros.
Ao todo, estão previstos 73.107,05 m² de pavimentação em CBUQ e 6.022,88 metros de drenagem com tubos de concreto. A obra vai criar uma nova rota de deslocamento, funcionando como alternativa à Avenida Guaicurus e ao Anel Viário, com reflexos diretos na fluidez do trânsito e na segurança viária.
A licitação representa a 2ª etapa a ser executada dentro do projeto de infraestrutura urbana de acesso às Moreninhas. A abertura das propostas está marcada para 20 de julho de 2026, às 8h30, e integra a estratégia do Estado de qualificar o sistema viário em uma das regiões mais populosas da Capital, com intervenções estruturantes voltadas à mobilidade, drenagem e conexão entre bairros.
Histórico de investimentos
A nova licitação se soma a um conjunto de obras já executadas ou em andamento na região das Moreninhas. Entre as entregas concluídas, o Governo do Estado finalizou, em novembro de 2023, a pavimentação e drenagem no Moreninha IV – Etapa 02, com investimento de R$ 1.290.636,81, contemplando as ruas João Adolfo Cintra, Candida Menezes Cintra, Antônio Pires de Oliveira, Elias Saad e Clotilde Chaia.
Também foi concluída, em novembro de 2023, a obra de pavimentação, drenagem e restauração funcional da Avenida Cafezais, com aporte de R$ 11.307.254,39.
Já em janeiro de 2026, foi entregue a 1ª etapa – Lote 2 da implantação asfáltica, drenagem e recapeamento na Avenida Alto da Serra e adjacências, com investimento de R$ 53.697.953,56, abrangendo avenidas, ruas e travessas da região.
Outro investimento importante foi a obra de pavimentação e drenagem no Moreninha IV – Etapa I, com valor de R$ 1.422.501,17, contemplando as ruas Maria Cândida de Rezende, Orlomar Fernandes, Ivo Osman Miranda e Copaíba, com término em dezembro de 2025.
Além disso, nesta terça-feira (30/06) foi assinada a Ordem de Início de Serviço da obra de implantação asfáltica, drenagem de águas pluviais e restauração de pavimento nos bairros Moreninhas III e IV, no valor de R$ 8.965.994,57. Com essa intervenção, a previsão é concluir a pavimentação integral das Moreninhas.
Na área esportiva, o Estado também investe na construção da pista de skate e vestiário no bairro Moreninhas, com valor contratado de R$ 1.468.631,26. A estrutura, projetada no padrão da Confederação Brasileira de Skate, terá 1.019 m², vestiários e condições para receber eventos nacionais, com foco em acessibilidade, segurança e uso esportivo qualificado.
Com a nova ligação viária entre Altos da Serra e Salomão Abdala, o Governo do Estado amplia a rede de conexões urbanas da Capital e reforça uma linha de investimento contínuo na região das Moreninhas, combinando mobilidade, infraestrutura, drenagem, segurança viária e qualificação urbana.
“Essa licitação representa mais um passo importante do Governo do Estado na requalificação da região das Moreninhas, com uma obra estruturante que vai ampliar a mobilidade urbana, melhorar a segurança viária e criar uma nova ligação entre a Avenida Altos da Serra e a Avenida Salomão Abdala, conectando as Moreninhas ao Rita Vieira. Além da pavimentação e da drenagem, o projeto inclui a transposição do Córrego Lageado com a construção de uma ponte, o que garante uma nova alternativa de deslocamento para a população e reforça um conjunto de investimentos que o Estado já vem executando na região”, pontua o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog).
O Governo de Mato Grosso do Sul dá mais um passo na modernização da defesa agropecuária estadual, com um conjunto de medidas voltadas ao fortalecimento da defesa sanitária animal e vegetal, com foco em inovação, segurança, desburocratização e competitividade para o setor produtivo.
A iniciativa, conduzida pela IAGRO (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal), reforça a estratégia do Estado de alinhar rigor técnico, ciência e eficiência administrativa para atender às novas demandas do agronegócio, um dos principais motores da economia sul-mato-grossense.
Entre as medidas apresentadas no final desta manhã (30) está a atualização das regras do vazio sanitário da soja, considerada uma importante evolução na gestão fitossanitária da cultura no Estado. A proposta altera a Resolução Semagro nº 648/2017 e substitui o conceito de proibição do plantio antes de 15 de setembro pela proibição da manutenção, emergência, germinação, desenvolvimento ou permanência de plantas vivas de soja, cultivadas ou voluntárias, durante o período do vazio sanitário, compreendido entre 15 de junho e 15 de setembro.
Segundo o secretário da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Artur Falcette, a proposta é resultado de uma construção coletiva com representantes do setor produtivo, da pesquisa e da defesa agropecuária, buscando oferecer respostas imediatas às demandas do campo sem comprometer a segurança fitossanitária do Estado.
“Estamos assinando uma resolução que atende a uma demanda apresentada pelo setor produtivo da soja em Mato Grosso do Sul. Após reunir todos os envolvidos nesse processo de discussão técnica, propomos uma alteração na legislação estadual que permite uma ação imediata em benefício do produtor rural e, ao mesmo tempo, encaminhamos ao Ministério da Agricultura e Pecuária um pedido de revisão do Zoneamento Agrícola de Risco Climático”, explica.
O secretário destaca que a alteração representa um primeiro passo para ampliar a flexibilidade operacional dos produtores, acompanhando a evolução tecnológica e as transformações climáticas observadas nos últimos anos.
A medida atende ao setor produtivo e amplia a competitividade da soja em Mato Grosso do Sul, afirma Artur Falcette.
“A resolução deixa de tratar exclusivamente da data de plantio e passa a considerar a manutenção ou germinação das plantas. Na prática, o produtor poderá antecipar o plantio, desde que garanta que não haverá germinação até 15 de setembro. Essa é a medida que o Estado pode adotar neste momento, enquanto solicitamos ao Ministério da Agricultura a revisão do zoneamento para que possamos discutir a antecipação da janela de plantio para 1º de setembro a partir da safra 2027/2028”, afirma.
De acordo com Falcette, a medida busca adequar a legislação à nova realidade tecnológica da agricultura sul-mato-grossense.
“Nos últimos anos, tivemos avanços significativos nos pacotes tecnológicos, expansão da irrigação e mudanças climáticas que impactam diretamente a produção. O objetivo é permitir que uma parcela maior da área cultivada esteja dentro da janela ideal de plantio, especialmente para produtores que já trabalham com irrigação, contribuindo para melhores resultados produtivos”, destaca.
O secretário ressalta ainda que o vazio sanitário permanece como instrumento fundamental de defesa fitossanitária, mas que os avanços tecnológicos exigem atualização constante das normas.
“O vazio sanitário é essencial para o controle da ferrugem asiática da soja e continuará existindo. O que estamos fazendo é adequar a legislação à realidade observada no campo, considerando que as janelas ideais de plantio vêm se antecipando ao longo dos anos”, afirma.
Na prática, a medida permitirá ao produtor rural maior flexibilidade no planejamento e na logística da semeadura já a partir da safra 2026/2027, desde que seja assegurada a inexistência de plantas vivas de soja durante o período estabelecido. O objetivo central da política permanece inalterado: interromper o ciclo da ferrugem asiática e reduzir riscos fitossanitários para a principal cultura agrícola do Estado.
A proposta foi construída a partir de amplo diálogo técnico com representantes do setor produtivo e da comunidade científica, reunindo contribuições da Famasul, Aprosoja/MS, Fundação MS, Fundação Chapadão e Embrapa.
Como desdobramento da medida, a Semadesc também encaminhará solicitação ao Ministério da Agricultura e Pecuária, por meio da Superintendência Federal de Agricultura em Mato Grosso do Sul, para avaliação técnica sobre a possibilidade de revisão do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), visando analisar a abertura da janela de plantio a partir de 1º de setembro na safra 2027/2028.
Outro tema estratégico apresentado pelo Governo do Estado refere-se à ampliação do prazo de validade dos exames de Anemia Infecciosa Equina (AIE). Atendendo a demandas do setor produtivo e de representantes da Assembleia Legislativa, será formalizado pedido de análise técnica à Superintendência Federal de Agricultura em Mato Grosso do Sul para avaliar a viabilidade de ampliação do prazo de validade dos exames de 60 para 120 dias na região do planalto sul-mato-grossense.
Sobre essa pauta, Artur Falcette explica que a proposta busca conciliar simplificação de procedimentos e manutenção dos elevados padrões de defesa sanitária do Estado.
Outro tema estratégico apresentado refere-se à ampliação do prazo de validade dos exames de Anemia Infecciosa Equina (AIE)
“O estudo realizado pela IAGRO demonstra que, para o Planalto Sul-Mato-Grossense, a ampliação da validade do exame de Anemia Infecciosa Equina de 60 para 120 dias não representa aumento significativo de risco sanitário. Estamos encaminhando esse estudo ao Ministério da Agricultura para que seja analisada a possibilidade de revisão da norma”, afirma.
Segundo o secretário, a medida poderá beneficiar produtores rurais, atletas e profissionais ligados ao segmento equestre.
“A validade atual dos exames representa uma limitação não apenas para produtores rurais, mas também para atletas do laço, competidores e participantes de eventos equestres. Muitas vezes, esses profissionais permanecem longos períodos em deslocamento e acabam enfrentando dificuldades devido ao vencimento dos exames. Nosso objetivo é construir uma solução técnica, segura e baseada em evidências científicas”, destaca.
O Governo do Estado destaca que nenhuma alteração normativa foi realizada até o momento. A iniciativa marca o início de um processo de discussão técnica, transparente e fundamentado em evidências científicas, com o objetivo de verificar a possibilidade de modernização dos procedimentos sem comprometer a segurança sanitária do rebanho estadual.
A proposta prevê, ainda, que eventual ampliação do prazo seja acompanhada pelo fortalecimento dos mecanismos de rastreabilidade animal, utilizando ferramentas tecnológicas como a Resenha Virtual, o Passaporte Equestre Digital e o Aplicativo do Transportador. As tecnologias permitirão ampliar o controle do trânsito animal e aprimorar a capacidade de rastreamento em situações de emergência sanitária.
As medidas reforçam o compromisso do Governo de Mato Grosso do Sul com uma defesa agropecuária moderna, baseada em ciência, inovação e diálogo permanente com o setor produtivo, consolidando o Estado como referência nacional em sanidade animal e vegetal e ampliando a competitividade do agronegócio sul-mato-grossense.
Alexandre Gonzaga, Comunicação do Governo de MS Fotos: Bruno Rezende/Secom-MS