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O efeito do frio nos pneus do carro e o impacto direto no consumo de combustível


A queda de temperatura no outono e inverno reduz a pressão de ar nas rodas, exigindo atenção redobrada na manutenção e pesando no bolso de quem dirige

Divulgação/EcoviasRodovias de São Paulo receberão mais de 2 milhões de veíuclos
A explicação para as rodas murcharem repentinamente nos dias gelados está na física básica dos gases

Quando os termômetros despencam, não é apenas o motorista que sente os efeitos da mudança de estação. Os carros também sofrem com as baixas temperaturas, e o primeiro sinal costuma aparecer na altura das rodas. Muitos condutores não sabem exatamente por que a pressão dos pneus cai no frio e como calibrar corretamente durante o outono e inverno, mas ignorar essa oscilação climática é um erro que custa caro, tanto na hora de abastecer o tanque quanto na oficina mecânica.

O que acontece dentro da borracha quando esfria

A explicação para as rodas murcharem repentinamente nos dias gelados está na física básica dos gases. O ar comprimido dentro da câmara é composto por moléculas que se expandem com o calor e se contraem com o frio. Quando o veículo passa a noite exposto a uma frente fria, o ar se condensa e passa a ocupar um espaço consideravelmente menor. O resultado é a redução automática da pressão interna, mesmo na ausência de furos ou defeitos na válvula.

Especialistas da indústria automotiva apontam que, a cada queda de 10 graus Celsius, a pressão de um pneu diminui em média entre 1 e 2 libras (PSI). Isso significa que se o carro ficou estacionado na rua ou em uma garagem aberta durante uma madrugada de geada, a borracha vai amanhecer descalibrada, demandando uma parada urgente na bomba de ar antes do trajeto rotineiro.

Os riscos para a estabilidade e a frenagem

Dirigir com uma calibragem inferior à recomendada pela montadora altera a dinâmica de condução do automóvel. Com menos ar para sustentar o peso, a superfície de borracha que se esmaga contra o asfalto fica muito maior. Na prática, a direção torna-se mais pesada e o veículo perde sua eficiência estrutural, comprometendo de maneira grave a estabilidade em manobras rápidas de esquiva ou em curvas acentuadas.

A situação atinge um nível crítico quando a pista está molhada. Pneus murchos sofrem uma severa redução na capacidade de drenar a água pelos sulcos principais, o que multiplica o risco de aquaplanagem nas chuvas. A distância que o carro percorre até conseguir parar por completo em uma frenagem de emergência também se alarga drasticamente, colocando os pedestres e a família do motorista em um cenário de alto risco.

O peso da falta de manutenção no orçamento mensal

A conta de ignorar os cuidados automotivos de inverno sempre chega rápido para o consumidor. O cálculo é lógico: com a roda murcha e achatada no solo, o nível de atrito sobe. Para conseguir superar essa resistência extra e tirar o carro do lugar, o motor precisa fazer muito mais força para movimentar as toneladas de aço e passageiros. Esse esforço adicional costuma elevar o consumo de combustível em até 10%, um buraco financeiro sorrateiro no orçamento de quem trabalha com o carro ou viaja grandes distâncias todos os dias.

O desgaste do próprio conjunto de rodas também é vertiginoso. Rodar constantemente abaixo da especificação força as bordas laterais (ombros) do pneu a assumirem o impacto, destruindo a estrutura prematuramente. O descaso pode levar ao famoso pneu careca, caracterizando uma infração grave no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Se parado em uma blitz, o proprietário recebe multa de R$ 195,23, soma cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e corre o risco de ter o veículo retido na via até providenciar a troca.

Perguntas frequentes sobre a rotina no posto

Qual é o momento certo para realizar a medição no aparelho?
A leitura adequada sempre deve ocorrer com as rodas totalmente frias. O indicado é encostar em um posto que esteja localizado a, no máximo, dois ou três quilômetros de onde o veículo passou a noite. Se você rodar distâncias maiores, a fricção com o asfalto vai aquecer a borracha, fazendo o ar de dentro expandir e entregando um número falso no visor digital do calibrador.

É recomendável adicionar libras a mais por conta do clima frio?
Não é recomendado tentar alterar os padrões de engenharia para compensar o inverno. O motorista deve manter o rigor e calibrar exatamente conforme a medida de fábrica expressa no manual do proprietário, na coluna da porta ou na portinhola do tanque de combustível. A solução não está no excesso de ar, mas na constância do cuidado.

Com que frequência a inspeção deve ser repetida?
Ao longo dos meses mais secos e frios do ano, a revisão do ar deve ocorrer preferencialmente toda semana ou, no limite da rotina, a cada quinze dias. As fortes variações de temperatura, muito comuns no clima brasileiro entre a noite congelante e a tarde ensolarada, tornam o esvaziamento interno algo contínuo.

A adoção de tecnologias focadas na segurança, como o sistema interno de monitoramento de pressão em tempo real (TPMS), já começa a equipar frotas mais recentes, disparando notificações cruciais diretamente no painel de instrumentos. Contudo, enquanto os sensores inteligentes não são uma realidade obrigatória para todos, o velho hábito de usar cinco minutos do tempo na bomba de ar do posto segue reinando como a melhor blindagem contra acidentes e contra o desperdício de gasolina.





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Prévia da inflação de abril fica em 0,89%, com alta em alimentação e bebidas


A prévia da inflação de abril foi de 0,89%, 0,45 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada em março (0,44%). O…



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Biodefensivos avançam no campo mesmo com crise de crédito

Em meio à crise de crédito no agronegócio e à alta dos custos de insumos importados, o mercado de defensivos biológicos mantém ritmo de crescimento impulsionado por uma vantagem competitiva: cerca de 90% da produção nacional de biodefensivos é feita no Brasil. Segundo Gustavo Herrmann, CEO da Koppert Brasil, de biodefensivos, a produção local reduz a dependência externa e melhora a relação de troca com o produtor rural em um cenário de pressão sobre custos e financiamento.

De acordo com o executivo, o setor de insumos agrícolas enfrenta um ambiente de dificuldades financeiras, marcado pelo aumento de recuperações judiciais tanto entre distribuidores quanto entre produtores. Ainda assim, “o biológico não deixou de crescer mesmo com a crise”, afirmou.

Herrmann disse que o segmento ganhou competitividade principalmente em culturas de commodities como soja, milho, algodão e cana-de-açúcar, nas quais os produtores têm pouca margem para ampliar custos por hectare. Segundo ele, a alta nos preços de defensivos químicos, agravada por fatores externos como o conflito no Oriente Médio, abriu espaço para substituições parciais de aplicações químicas por biológicas.

“Hoje a gente vê o produtor trocando aplicações de químicos por biológicos, coisa que não é tão corriqueira no dia a dia”, afirmou. Segundo o executivo, tradicionalmente os produtos biológicos eram usados de forma complementar, mas o cenário atual favorece uma ampliação do uso pela combinação de menor custo e perfil considerado mais sustentável.

Na avaliação do CEO da Koppert Brasil, a restrição de crédito afeta de forma semelhante empresas químicas e biológicas. Ele explicou que, diante da menor oferta de financiamento bancário, a própria indústria tem assumido parte do risco ao conceder prazos alongados de pagamento aos produtores, em alguns casos de até 365 dias.

“A indústria funciona muitas vezes como banco”, disse Herrmann. Segundo ele, o aumento do risco faz com que as empresas sejam mais seletivas na concessão de crédito, mas a produção nacional de biológicos reduz parte da exposição cambial e da dependência de importações.

A Koppert Brasil registrou crescimento de 15% em 2025, em linha com a expansão do mercado de biológicos, segundo o executivo. Para 2026, a expectativa é de avanço orgânico entre 10% e 15%, com potencial adicional impulsionado pelo lançamento de três novos produtos.

A empresa também prepara uma expansão de operações no país como parte de um movimento voltado a uma futura abertura de capital no médio prazo. Em novembro, a companhia iniciou uma captação de 100 milhões de euros, em operação conduzida pelo Itaú BBA. Os recursos serão destinados à construção de três novas fábricas no Brasil.

Segundo Herrmann, a operação faz parte da estratégia de busca por maior independência financeira e de gestão em relação à matriz holandesa. De acordo com o executivo, a estrutura permitirá à companhia acessar instrumentos financeiros que hoje não utiliza, como CPRs, CRAs e linhas do BNDES. A expectativa é concluir o anúncio da operação até julho.

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Ministro da Justiça vai à Câmara explicar caso Ramagem nesta quarta


Ramagem foi preso nos EUA em ação que contou com ajuda da PF. País, no entanto, acusou Brasil de tentar manipular processo de extradição



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investimento em minerais críticos é bem-vindo, com respeito à soberania


O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta segunda-feira, 25, que o País está aberto para receber investimentos estrangeiros em setores como o de terras raras e minerais críticos, mas desde que esse investidor saiba respeitar a soberania do País em relação a esses recursos.

A declaração foi feita durante coletiva de imprensa após o lançamento do 5º leilão do Eco Invest, que aconteceu em São Paulo. A nova modalidade do programa do Tesouro busca destravar investimentos privados e atrair capital estrangeiro para projetos de sustentabilidade.

Entre os focos de atração nesta etapa está o beneficiamento de minerais críticos, além de áreas como fertilizantes verdes, combustíveis verdes avançados, automação e inteligência artificial aplicada à indústria, sistemas de baterias e veículos elétricos, química verde, biomateriais e circularidade de resíduos minerais e industriais.

“Nós temos dito, tanto o presidente Lula, quanto eu nas viagens internacionais, que os investidores estrangeiros são muito bem-vindos, desde que obedeçam os critérios de um país soberano, que é o Brasil, que diz que os minerais críticos são propriedade do povo brasileiro, da União”, disse Durigan.

Ainda segundo o ministro, a ideia é que a exploração desses minerais no País “não repita o passado” e garanta maior agregação de valor nas cadeias produtivas dentro do Brasil. “A gente não quer exportar a commodity de maneira bruta, a gente quer atrair investimento”, frisou.

Nesse sentido, Durigan pontuou que o Eco Invest faz com que haja incentivos econômicos para que se invista nesta área no Brasil, mas que, ao mesmo tempo, é preciso garantir segurança jurídica para esses aportes. “Para além do Código de Mineração, das regras básicas, que envolvem todos os minerais do país, o Brasil está criando um arcabouço normativo específico para os minerais críticos”, disse.

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Segundo Durigan, a intenção é garantir adensamento das cadeias dentro do próprio País, a exemplo do que fez a China recentemente. “Estamos gerando instrumentos específicos e inovadores que vão ajudar a atrair e cumprir esse objetivo que é trazer para o Brasil o adensamento da cadeia. Queremos que empresas brasileiras desenvolvam tecnologia aqui, em parceria com as nossas universidades, gerando emprego de qualidade no País”.



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Conectividade avança no campo mesmo com crise no setor

O avanço da conectividade no agronegócio tem ganhado espaço como ferramenta estratégica para aumentar a eficiência das operações no campo. Mesmo diante de um cenário de crise no setor nos últimos dois anos, empresas de tecnologia e telecomunicações seguem apostando na digitalização para melhorar a produtividade rural.

Segundo Alexandre Dal Forno, diretor de soluções de negócios B2B da TIM, a retração econômica no agro reduziu investimentos, mas também reforçou a necessidade de soluções que ajudem o produtor a operar de forma mais eficiente.

“A cada ano temos avançado mais, mas existe um problema nos últimos dois anos, que é a crise no agro, reduzindo os investimentos. Mesmo assim, nossa proposta é flexível para ajudar o produtor a melhorar a produtividade”, afirmou.

De acordo com o executivo, a conectividade no campo começa pela conectividade. “Não é custo, é investimento”, destacou. Ele afirma que, com as propriedades conectadas, os produtores conseguem monitorar máquinas em tempo real, reduzir desperdícios e otimizar recursos.

A empresa mantém uma fazenda-modelo em parceria com a fabricante de máquinas agrícolas CNH para demonstrar os impactos da conectividade nas operações rurais. Segundo Dal Forno, o uso de tecnologia permitiu reduzir em 30% o consumo de combustível no local.

“Quando amplia a conectividade, o produtor consegue controlar em tempo real o que está acontecendo no campo e otimizar a operação”, explicou.

Essa parceria com a CNH existe há cerca de dois anos e segue dando frutos. Na última terça-feira, as empresas anunciaram o investimento de R$ 77 milhões na na implantação de 97 novas torres de telecomunicações em Minas Gerais, no âmbito do Programa Alô Minas III.

Segundo as empresas, com previsão de implantação em até 18 meses, as 97 torres devem conectar cerca de 1,5 milhão de hectares em Minas Gerais, beneficiando mais de 200 mil pessoas vivendo em áreas rurais sem conectividade, incluindo cerca de 47 escolas rurais, eleven unidades básicas de saúde e aproximadamente 11 mil propriedades.

Processo lento

Apesar dos benefícios claros ao produtor, Dal Forno reconhece que o processo de transformação digital no agro ainda é gradual. Segundo ele, muitos produtores percebem rapidamente os ganhos ao trocar uma máquina agrícola, mas nem sempre enxergam o retorno imediato dos investimentos em conectividade.

“Quando o produtor compra uma máquina nova, ele já sabe que terá uma operação mais eficiente. Já na conectividade, ele precisa adaptar processos internos e passar a olhar a operação com base em indicadores”, afirmou.

O executivo destaca que o uso de dados permite decisões mais precisas no dia a dia da fazenda. Com isso, o produtor consegue avaliar os resultados de cada operação e planejar os próximos passos de forma mais estratégica.

“Se não tem indicadores, o produtor trabalha muito no feeling. E o produtor brasileiro tem um feeling muito bom. Mas, com dados, ele consegue saber exatamente o que está dando certo e o que não está”, disse.

Além do monitoramento de máquinas e operadores, a conectividade ajuda a identificar equipamentos parados consumindo combustível e melhora o controle operacional em tempo real.

“Não adianta olhar um pendrive depois. Gestão é acompanhar a operação no dia a dia. Toda semana é preciso analisar os dados para tornar tudo mais eficiente, principalmente em um momento de margens tão baixas”, afirmou.

Custos de implantação

Sobre os custos da implementação, Dal Forno explicou que os valores variam conforme a região e o tamanho da operação. Em estados como Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná, os investimentos podem ficar entre R$ 10 mil e R$ 15 mil por hectare.

Segundo ele, o custo equivale aproximadamente entre um quarto e meia saca de soja por hectare. “Não é um investimento fora da realidade, mas é o começo de uma transformação na operação”, concluiu.

 

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Sintomas e causas da dermatite atópica nos dias de frio


Entenda por que a queda das temperaturas agrava o ressecamento da pele e saiba o que fazer para recuperar a barreira natural de proteção do corpo

Divulgação / FreepikAlergia
Dermatite atópica é uma doença crônica e inflamatória da pele que provoca irritação profunda, ressecamento extremo e feridas pelo corpo

A dermatite atópica é uma doença crônica e inflamatória da pele que provoca irritação profunda, ressecamento extremo e feridas pelo corpo. A condição ocorre devido a uma dificuldade natural que o organismo tem em reter a umidade, deixando a superfície da pele desprotegida contra agressores externos. Embora essa sensibilidade se manifeste ao longo de todo o ano, é durante os meses de outono e inverno que a maioria dos pacientes enfrenta o pico das crises, exigindo adaptações rápidas na rotina para conter o desconforto e evitar infecções secundárias.

Sintomas que exigem atenção na pele

Durante uma crise de exacerbação, o corpo emite sinais claros de inflamação. Diferente de um ressecamento passageiro ocasionado apenas pelo clima, o paciente atópico sofre com um quadro que frequentemente prejudica a qualidade de vida e a rotina de sono. Os sinais mais habituais incluem:

  • Coceira persistente e incontrolável, que tem a característica de se tornar muito mais intensa durante o período noturno;
  • Placas avermelhadas ou escurecidas, surgindo especialmente em áreas de dobras, como pescoço, atrás dos joelhos e na parte interna dos cotovelos;
  • Descamação excessiva e esbranquiçada em extensas áreas dos braços, costas e pernas;
  • Formação de pequenas bolhas de água que vazam fluidos transparentes ao serem coçadas, transformando-se em crostas grossas;
  • Pele espessa e com rachaduras, fruto do atrito constante das unhas contra a região já machucada;

Por que as temperaturas baixas pioram a condição

O ciclo inflamatório não é intensificado pelo inverno de forma acidental. O agravamento ocorre porque a combinação implacável de ar seco e baixas temperaturas ambientais ataca o já frágil escudo protetor da pele. Essa proteção, também chamada de manto hidrolipídico, funciona como uma película de gorduras naturais e água que impermeabiliza o corpo. Com as temperaturas menores, suamos menos e a umidade do ar despenca, ressecando rapidamente os tecidos expostos.

Para piorar esse cenário ambiental, as nossas escolhas de conforto também agem como gatilhos. Os banhos prolongados com a água muito quente removem a oleosidade natural da pele de forma agressiva. Além disso, o uso de casacos e suéteres feitos de lã ou fibras sintéticas cria um forte atrito contra as pernas e braços, esquentando a região de maneira abafada e deflagrando o reflexo imediato de coceira.

O caminho para confirmar o diagnóstico

A constatação da dermatite atópica é feita de maneira essencialmente clínica, o que significa que o paciente raramente precisará passar por biópsias ou grandes exames laboratoriais na etapa inicial. O dermatologista ou alergista treinado analisa visualmente o padrão das placas na pele e a textura das áreas afetadas.

A conversa no consultório, no entanto, é o elemento mais decisivo. O especialista investiga todo o histórico familiar de alergias respiratórias, avaliando se a pessoa já convive com asma alérgica ou rinite, condições que caminham lado a lado com a atopia. O médico também mapeia a frequência das feridas e a relação de piora com o clima local para descartar problemas parecidos, como a psoríase ou infecções provocadas por fungos.

Opções seguras de tratamento e prevenção diária

Mesmo não tendo uma cura definitiva estipulada pela medicina, o controle prolongado das lesões apresenta altíssimas taxas de sucesso. A base central desse cuidado contínuo é a restauração da hidratação natural diária, que age quebrando o ciclo crônico entre a inflamação e a coceira.

Hidratação no primeiro minuto pós-banho: É fundamental aplicar cremes de alta espessura enquanto o corpo não secou por completo. Isso retém a água nos tecidos antes da evaporação para o ambiente;

Mudança no formato dos banhos: Diminua a temperatura do chuveiro para morna e restrinja o tempo debaixo da água para menos de dez minutos;

Seleção rigorosa de sabonetes: Produtos em barra convencionais são agressivos para pessoas atópicas. Recomenda-se lavar o corpo com sabonetes líquidos de limpeza suave, limitando a espuma às axilas, região íntima e pés;

Contato agradável com roupas: Tire as malhas grossas do contato direto com a pele. Prefira sempre uma camada de roupas de tecido cem por cento algodão como isolante contra os casacos mais ásperos;

Abordagens medicamentosas em consultório: Nas crises descontroladas, o médico especialista traça estratégias utilizando cremes anti-inflamatórios, imunossupressores locais e até mesmo terapias biológicas injetáveis avançadas para domar o processo autoimune;

Pesquisar de forma proativa sobre como aliviar a coceira e os sintomas da dermatite que pioram na época do frio é o primeiro passo para resgatar a qualidade de vida, porém, os pacientes nunca devem aplicar pomadas por conta própria. Cremes à base de corticoide que trazem alívio mágico e rápido também carregam o risco de criar dependência da pele e o temido efeito rebote, fazendo com que a inflamação volte muito pior do que estava. Este material não substitui, em nenhuma circunstância, a avaliação presencial minuciosa com um médico dermatologista, que definirá os produtos corretos e a estratégia clínica ideal para o grau de sensibilidade da sua pele.





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Preços da indústria avançam 2,37% em março, influenciados pelas indústrias extrativas


Os preços da indústria brasileira avançaram 2,37% em março em relação a fevereiro (-0,16%), influenciados, em especial,…



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CNA e Aprosoja comemoram ação do STF que viabiliza a Ferrogrão

Entidades do agronegócio brasileiro comemoram a decisão do plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) de reconhecer, nesta quinta-feira (21), a constitucionalidade da lei que alterou a área do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, para viabilizar a construção da Ferrogrão, ferrovia projetada para ligar Sinop (MT) a Itaituba (PA) e ampliar o escoamento da produção agrícola do Centro-Oeste.

Esta ferrovia é vista como “chave” do setor para melhorar o transporte de produtos agrícolas do campo aos portos, um dos principais gargalos do setor. 

Para a  CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), a ferrovia será “protagonista na solução de gargalos de infraestrutura e transporte” 

 “A ferrogrão é passo essencial para a consolidação da atividade agrícola nessa região do País, garantindo o crescimento da produção, a redução da pressão de transporte pelas rodovias federais”, afirmou a entidade em nota. 

A Aprosoja (Associação Brasileira dos Produtores de Soja) também comemorou a aprovação e considera a ferrovia essencial para o futuro do agro nacional

“Após quase 10 anos finalmente temos uma decisão que permitirá o Brasil tirar essa ferrovia estratégica do papel”, comemorou o presidente da Aprosoja Brasil, Maurício Buffon.

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No AM, Lula busca fechar palanque e anuncia investimentos na BR-319


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aproveita a viagem ao Amazonas — a primeira à região Norte neste ano — para fazer entregas, anunciar investimentos nas obras da BR-319 e articular a composição da chapa estadual na eleição deste ano.

O diretório do PT tenta emplacar Marcelo Ramos (PT), ex-vice-presidente da Câmara dos Deputados, como candidato ao Senado na chapa encabeçada pelo senador Omar Aziz (PSD), que disputa o governo estadual.

O líder do MDB no Senado, Eduardo Braga, já integra a chapa como candidato à reeleição na Casa Alta. Ramos tenta garantir a segunda vaga.

Nos bastidores, porém, Braga demonstra cautela em declarar apoio ao ex-deputado do PT e tem indicado que a decisão deve ser tomada após a visita de Lula ao Amazonas.

A avaliação no PT é de que Lula precisa de um palanque consolidado e de um porta-voz no Amazonas para enfrentar a direita bolsonarista — papel que nem Braga nem Aziz devem assumir, de olho no eleitorado de centro.

No MDB, há ressalvas à entrada de Ramos. Parte da bancada avalia que a candidatura do petista pode dividir os votos da centro-esquerda com Braga, favorecendo um candidato da direita na disputa pela segunda vaga.

Na noite de terça, Lula participou de jantar com prefeitos do Amazonas, organizado por Omar Aziz no Rio Negro Clube, no centro de Manaus. O convite foi feito pessoalmente pelo senador, e 58 dos 62 prefeitos do estado confirmaram presença.

No AM, Lula busca fechar palanque e anuncia investimentos na BR-319 - destaque galeria


Força no Amazonas

  • No segundo turno das eleições de 2022, Lula recebeu 51,1% dos votos válidos no Amazonas contra 49,8% recebidos pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
  • Apesar da vitória no estado, o petista perdeu para Bolsonaro em Manaus. A capital deu 250 mil votos a mais para o então presidente.
  • No último pleito, a frente apoiada pelo PT emplacou o Omar Aziz (PSD) no Senado, vencendo Coronel Menezes (PL). As duas suplências do líder do PSD são ocupadas por petistas.
  • Nas eleições deste ano, o PL do ex-presidente Jair Bolsonaro tem Maria do Carmo Seffair na disputa pelo governo do estado e o deputado federal Alberto Neto ao Senado. Além dele, a direita ainda conta com o senador Plínio Valério (PSDB), que deverá tentar a reeleição, e o ex-governador Wilson Lima (União Brasil) na disputa à Casa Alta.

Investimentos na BR-319

Nesta quarta-feira (27/5), Lula participa, em Iranduba (AM), do anúncio de investimentos do Sistema Petrobras no estado e da assinatura de atos nas áreas de infraestrutura, energia e logística.

Na ocasião, o presidente também deve autorizar intervenções no chamado “trecho do meio” da BR-319, que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO), além de lançar oficialmente a construção do Novo Porto da Manaus Moderna.

A pavimentação da BR-319 enfrenta, há décadas, entraves ambientais, econômicos e jurídicos por atravessar uma área sensível da Amazônia.

Enquanto autoridades locais defendem a obra como eixo estratégico de integração terrestre da região, ambientalistas cobram licenciamento rigoroso para mitigar impactos à biodiversidade. Especialistas apontam que mudanças recentes nas regras ambientais buscaram destravar o avanço do projeto.

Inaugurada em 1976, a rodovia é a única ligação terrestre entre Amazonas e Rondônia com o restante do país, ao longo de 885,9 km — sendo 821 km em território amazonense e 64,9 km em Rondônia.

Após nova reviravolta judicial, o Ministério dos Transportes retomou, em abril, o processo licitatório de trechos da estrada, com quatro pregões. O primeiro lote foi homologado na segunda-feira (25/5), véspera da viagem presidencial. Lula deve assinar, nesta quarta, a ordem de serviço correspondente.

Segundo o governo federal, os atos incluem a construção de pontes, contratação de melhorias na rodovia e medidas socioambientais.

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) prevê a construção de três pontes de concreto no trecho entre Humaitá e Manaus, com investimento de R$ 19,4 milhões. Também será autorizada a melhoria do Lote 4, estimada em R$ 362 milhões, com foco em ampliar as condições de tráfego em um dos segmentos considerados mais estratégicos.

Sobre as medidas socioambientais a serem anunciados, Lula afirmou, nessa terça-feira, que a BR-319 “não é uma estrada qualquer” e admitiu que “ela está situada em um lugar muito sensível da Amazônia”. 

“A gente, para autorizar a fazer essa estrada, nós estamos discutindo há meses qual é o sistema de segurança ambiental mais seguro”, disse o petista. “Porque a gente não quer que as pessoas, sem nenhum critério, desmatem a floresta para ganhar dinheiro vendendo madeira, sem levar em conta o prejuízo que a gente pode causar no meio ambiente, que é uma coisa muito importante para nós”, completou o presidente durante evento em Manaus.

Ao se referir ao ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, o titular do Planalto disse que “não quer errar” e que a estrada será “modelo de qualidade e de preservação ambiental”, sendo uma obra feita “com o maior cuidado ambiental de qualquer estrada já feita”.



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