O julgamento da morte de Henry Borel sofreu um atraso de 1h30, na manhã desta quinta-feira (28/5), após uma jurada passar mal no 2º Tribunal do Júri, no Centro do Rio de Janeiro. Jairo Santos Souza Júnior, o Dr. Jairinho, e Monique Medeiros, mãe da criança, respondem pela morte do menino, que ocorreu em março de 2021.
De acordo com o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), a sessão estava prevista para as 9h, mas atrasou por causa do atendimento a uma das juradas. A expectativa da Corte é de que o julgamento se estenda até a próxima semana.
Se a jurada não estiver em condições de atuar no Conselho de Sentença e ficar com menos de sete jurados, o julgamento pode ser reiniciado em outra data. No Tribunal do Júri brasileiro, não há jurados suplentes após a formação do conselho.
Esta quinta (28/5) marca o quarto dia do julgamento de Jairinho e Monique. Delegados responsáveis pela investigação, um psiquiatra da acusação e médicos que atenderam Henry no Hospital Barra D’Or na noite da morte foram ouvidos.
A expectativa desta quinta é de que Kaylane Pereira, filha de uma ex-namorada de Jairinho, passe pelas oitivas. Ela afirma ter sofrido agressões do suspeito quando era criança.
O psiquiatra Rafael Bernardon, testemunha de acusação no julgamento da morte do menino Henry Borel, afirmou na quarta (27/5) que o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, apresentava um padrão de comportamento marcado pelo “prazer em infligir dor a crianças”.
“Eu percebi que há um padrão repetitivo de abuso infantil por parte do réu, um padrão de prazer em infligir dor a crianças”, declarou o psiquiatra durante o depoimento.
A defesa de Jairinho criticou o depoimento. O advogado Rodrigo Faucz afirmou que o psiquiatra não poderia emitir avaliações sobre pessoas que não entrevistou, por questões éticas da profissão.
A madrugada de 8 de março marcou o dia da morte de Henry Borel, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. A criança morava com a mãe, Monique Medeiros, e o padrasto, o médico e ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho.
À época do crime, os dois alegaram que a criança teria sido encontrada desacordada no imóvel. Henry foi levado ao hospital com lesões corporais graves, mas os profissionais de saúde constataram a morte por hemorragia interna e laceração hepática.
A partir daí, uma investigação complexa foi iniciada para esclarecer o que teria ocorrido no imóvel. Os réus sustentam a versão de que houve um acidente doméstico.
No entanto, o laudo do Instituto Médico-Legal (IML) invalidou essa versão, após constatar 23 lesões pelo corpo da criança.
Os dados de desemprego e renda no trimestre móvel encerrado em abril de 2026 estão mantendo uma relativa estabilidade, embora em patamares próximos aos recordes históricos, o que aponta que não haverá pressões ou alívio vindos do mercado de trabalho sobre as próximas decisões do Banco Central sobre juros, avaliam os economistas.
A taxa de desocupação no trimestre divulgada hoje pelo IBGE ficou em 5,8%, com os cálculos dessazonalizados pelas casas de investimento se situando entre 5,4% e 5,6%. A mínima histórica de é de 5,4%, nos trimestres encerrados em outubro de 2025 e de janeiro de 2026.
Já o rendimento real habitual de todos os trabalhos (R$ 3.732) mostrou estabilidade no trimestre e crescimento de 5,3% no ano. A massa de rendimento real habitual (R$ 377 bilhões) também manteve estabilidade no trimestre e aumentou 6,5% (mais R$ 22,9 bilhões) no ano.
Na opinião de Rodolfo Margato, economista da XP, os dados da PNAD reforçam a avaliação de que o mercado de trabalho brasileiro segue bastante apertado. A taxa de desemprego continua significativamente abaixo de seu nível neutro (estimada ao redor de 7,0%), condição que dificilmente se reverterá de forma relevante no curto prazo.
“Nesse contexto, mantemos nossa projeção de taxa de desemprego em 5,6% ao final de 2026 e em 6,2% ao final de 2027. Um mercado de trabalho ainda robusto, combinado a impulsos relevantes de renda e crédito, deve sustentar a demanda doméstica no curto prazo. Nossa projeção para crescimento do PIB em 2026 permanece em 2,0%, com viés altista”, projeta.
Para André Valério, economista sênior do Inter, o mercado está bastante robusto, mas ele explica que parece ter passado do pico, com a direção apontando para pioras na margem em meio ao continuado aperto monetário e choque de preços de energia.
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“Um sinal disso é o comportamento do rendimento real habitual, que ficou estável no trimestre pela primeira vez desde o trimestre móvel encerrado em setembro de 2025, desacelerando pela quarta leitura consecutiva e agora de maneira mais intensa, o que pode ser efeito do aumento nos preços de combustíveis, que tem pressionado à inflação”, acrescenta.
Segundo Valério, a continuidade dessa tendência pode contribuir para uma desaceleração da atividade de modo geral, havendo destruição de demanda real devido ao menor poder de compra dos consumidores.
“Dado esse contexto, mesmo com a inflação ainda pressionada, esperamos que o Copom prossiga o ritmo atual de cortes, cortando 25 pontos base em todas as reuniões restantes de 2026, com a Selic encerrando o ano em 13,25%”, afirma.
Leonardo Costa, economista do ASA, concorda que o mercado de trabalho segue apertado, com o desemprego nas mínimas históricas da série e rendimentos reais em alta, o que sustenta a demanda doméstica e reforça a resistência do núcleo de serviços no IPCA.
Para ele, o quadro corrente não aponta aperto adicional, uma vez que o nível de ocupação e o desemprego dessazonalizado estão estáveis há alguns meses, sem aceleração. “A expectativa é de desaceleração gradual nos próximos trimestres.”
Para Claudia Moreno, economista do C6 Bank, a taxa de desemprego dessazonalizada saindo de 5,6% para 5,5% (um patamar historicamente baixo), somada a outros indicadores, como a criação de vagas formais, reforçam que o mercado de trabalho segue aquecido no Brasil.
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“Mesmo que o movimento de desaceleração da economia impacte o ritmo de criação de vagas ao longo de 2026, o mercado de trabalho deve continuar aquecido. Nossa projeção é de que a taxa de desemprego termine o ano um pouco abaixo de 6%”, estima.
Ela não vê pressões podendo afetar o plano de voo do BC para os juros. “Na última reunião, em abril, o Copom sinalizou que o ciclo de cortes da Selic deve continuar, a depender da evolução conflito no Oriente Médio. Para a reunião de junho, esperamos uma redução de 0,25 ponto percentual, levando os juros para 14,25%. No nosso cenário, a Selic deve encerrar o ano em 13,5%.”
O Itaú destaca em sua análise que o emprego formal ficou acima das expectativas, mas que o emprego informal ficou mais fraco, enquanto a taxa de participação na força de trabalho caiu ligeiramente, compensando os efeitos sobre o desemprego. “Os salários reais normais permaneceram estáveis, também abaixo das nossas expectativas. Dada a desaceleração esperada da atividade econômica, esperamos que o mercado de trabalho pare de melhorar, mas sem um ajuste acentuado, com a taxa de desemprego chegando a 5,7% até o final do ano.”
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Na opinião de Ariane Benedito, economista-chefe do PicPay, o ligeiro movimento de alta do indicador, de 5,4% para 5,8% entre os dois últimos trimestres, parece refletir muito mais uma acomodação, após um período excepcionalmente forte do mercado de trabalho, do que uma deterioração relevante da atividade econômica.
“O ponto central da divulgação foi a combinação entre perda de tração da ocupação e manutenção da força da renda. O número de ocupados recuou na margem, sem expansão relevante dos principais grupamentos de atividade, sinalizando uma economia menos aquecida do que ao longo de 2025”, explica
Ao mesmo tempo, ela cita que os indicadores mais amplos do mercado de trabalho seguem estruturalmente fortes: a subutilização continua em queda, o desalento permanece recuando e o desemprego segue em patamar historicamente baixo.
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Ariane comenta ainda que o dado mais importante da PNAD continua sendo a renda. O rendimento médio real avançou 5,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto a massa salarial ampliada cresceu 6,5%.
“Isso indica que o mercado de trabalho continua sustentando o consumo das famílias, embora existam sinais mais claros de acomodação após um período de forte expansão da renda. Essa dinâmica ajuda a explicar por que a economia brasileira desacelera menos do que o esperado diante de uma política monetária ainda restritiva”, argumenta.
Segundo ela, parte do aperto dos juros continua sendo compensada pela expansão da renda do trabalho, o que mantém demanda doméstica resiliente e reduz a velocidade de convergência da inflação de serviços, sustentando o consumo.
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“Em suma, a PNAD mostra uma redução do risco de um novo superaquecimento do mercado de trabalho, mas ainda não entrega enfraquecimento suficiente para gerar conforto adicional ao Banco Central. O mercado segue apertado o bastante para manter pressão sobre salários e serviços, mesmo em um ambiente de atividade menos intensa na margem.”
Situação inusitada aconteceu durante votação na Comissão especial da Câmara; apesar do engano, voto do Pastor Sargento Isidório não foi contabilizado, já que ele participava da sessão como suplente

O deputado Pastor Sargento Isidório (Avante-BA) protagonizou uma situação inusitada durante a votação da Proposta de Emenda a Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1, na Comissão especial da Câmara, na noite de quarta-feira (27). O parlamentar chorou após acreditar que teria votado contra o relatório.
“Minha assessoria ligou pra mim dizendo que parece que votei errado. Pelo amor de Deus, dá uma olhada aí pra mim, porque tá dizendo que meu voto tá errado”, disse desesperadamente o deputado.
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Apesar do engano, o voto do deputado Pastor Sargento Isidório não foi contabilizado, já que ele participava da comissão como suplente.
Ao entender a situação, o parlamentar enfatizou que defendia a aprovação do fim da escala 6×1 e demonstrou alívio quando soube que o voto não havia sido registrado contra o texto.
A situação envolvendo o Pastor Sargento Isidório aconteceu durante a votação do relatório que propõe o fim da escala de trabalho 6×1, na Comissão especial da Câmara. O texto foi aprovado por 34 votos a 4.
Posteriormente a votação foi para o plenário, onde também foi aprovado, em dois turnos. No primeiro, o placar foi de 472 votos a 22, enquanto no segundo o resultado foi de 461 a 19 a favor do fim da escala 6×1. Agora, o texto será encaminhado para apreciação no Senado.
A proposta estabelece a redução da jornada máxima de 44 horas para 40 horas semanais sem redução salarial e aumenta a folga semanal para dois dias, não necessariamente consecutivos.
Proposta cria carteirinha estadual para reduzir burocracias e facilitar acesso a direitos em Mato Grosso do Sul
Quem vive a rotina de uma família atípica sabe que o cuidado não tem pausa. Entre terapias, consultas, laudos, deslocamentos e adaptações constantes da rotina, muitos pais e responsáveis acabam reorganizando completamente a própria vida para garantir acompanhamento, tratamento e qualidade de vida aos filhos.
E, em meio a toda essa correria, ainda existe outra dificuldade enfrentada diariamente por essas famílias. A necessidade constante de apresentar documentos e comprovações para acessar direitos que já existem.
Foi observando de perto essa realidade e ouvindo mães e responsáveis de diferentes regiões do Estado que a deputada estadual Lia Nogueira (PSDB) apresentou, na Assembleia Legislativa, o Projeto de Lei que cria o Documento Estadual de Identificação da Pessoa Responsável Atípica em Mato Grosso do Sul.
Na prática, a proposta cria uma carteirinha estadual para mães, pais e responsáveis que exercem o cuidado contínuo de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras. O documento poderá facilitar o acesso a benefícios, atendimento prioritário e programas estaduais voltados às famílias atípicas.
A proposta fortalece uma relação que Lia Nogueira já mantém há anos com as famílias atípicas. Após garantir, por meio de lei de sua autoria, o desconto de 60% no IPVA para pessoas atípicas e responsáveis legais no Estado, a deputada agora busca tornar o acesso a esses direitos mais simples e menos burocrático.
De acordo com a parlamentar, a ideia é que a carteirinha também ajude nos processos de comprovação exigidos para acesso a benefícios e direitos já previstos em lei. “Muitas famílias precisam apresentar laudos e documentos repetidas vezes para comprovar uma realidade que já faz parte da rotina delas. A intenção é facilitar esse caminho. Essa carteirinha poderá servir como instrumento de identificação e comprovação em processos como a solicitação do desconto do IPVA e outros direitos destinados às famílias atípicas”, destacou Lia Nogueira.
“Muitas mães vivem praticamente em função do cuidado. São famílias que enfrentam uma rotina cansativa, cheia de desafios e burocracias. Nosso papel é olhar para essa realidade com sensibilidade e criar caminhos que facilitem a vida dessas pessoas”, afirmou a deputada.
A proposta contempla mães, pais, tutores, guardiões e demais responsáveis legais que desempenhem efetivamente a função principal de cuidado, permitindo emissão do documento em formato físico ou digital.
O mercado brasileiro de fertilizantes especiais e biofertilizantes encerrou 2025 com faturamento de R$ 25,4 bilhões, resultado 5,5% inferior ao registrado em 2024, segundo relatório divulgado pela Abisolo (Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia para Produção Vegetal).
Segundo a associação, o desempenho do setor foi impactado por fatores como aumento dos custos de produção, juros elevados, restrição na oferta de crédito, inadimplência no agronegócio e dificuldades de repasse de custos ao mercado, apesar da safra agrícola considerada robusta no período.
De acordo com o presidente do Conselho Deliberativo da Abisolo, Roberto Levrero, o cenário econômico influenciou diretamente o comportamento dos produtores rurais ao longo do ano.
“O ano de 2025 foi marcado por um ambiente extremamente desafiador para o produtor rural e, consequentemente, para toda a cadeia de insumos. A complexidade desses fatores levou o agricultor a postergar decisões, pressionar por menores preços de insumos e buscar maior cautela na gestão da produção”, afirmou.
O levantamento aponta que os segmentos mais ligados a commodities sofreram maior pressão sobre preços e margens, enquanto produtos de maior valor agregado apresentaram maior estabilidade, sustentados pela demanda por tecnologias voltadas ao aumento da produtividade e mitigação de riscos no campo.
Apesar da retração no faturamento, a Abisolo informa que não houve redução significativa nos volumes comercializados, indicando a manutenção da demanda por fertilizantes especiais e biofertilizantes no manejo agrícola.
Os biofertilizantes apresentaram crescimento de 76,7% em 2025. Segundo a entidade, o avanço foi impulsionado pelo aumento no número de registros de produtos junto ao Ministério da Agricultura, pela ampliação da adoção dessas tecnologias e pelo crescimento do número de empresas atuando no segmento.
Já o mercado de fertilizantes orgânicos registrou expansão de 58,5%, favorecida pela recuperação dos preços médios de venda ao longo do ano.
A cultura da soja ampliou sua participação nas vendas do setor, passando de 44,1% em 2024 para 48,6% em 2025, consolidando-se como a principal consumidora desses insumos. Minas Gerais permaneceu como o principal estado consumidor, respondendo por 22% do faturamento total do setor.
“A conjuntura econômica pressionou toda a cadeia. O setor segue demonstrando capacidade de adaptação e forte compromisso com inovação e sustentabilidade. O produtor continua entendendo que produtividade será cada vez mais decisiva para preservar rentabilidade”, declarou Levrero.
O segmento de condicionadores de solo de base orgânica registrou crescimento de 19,4% em 2025 em comparação com o ano anterior, alcançando faturamento de R$ 154 milhões.
Os produtos classificados como “Classe F” lideraram o avanço do segmento, com faturamento 71,4% superior ao observado em 2024. Segundo a Abisolo, parte do crescimento foi influenciada pela recuperação dos preços médios de venda no período.
O mercado de substratos para plantas encerrou 2025 com faturamento de R$ 517,2 milhões, alta de 22,8% em relação ao ano anterior.
O resultado foi influenciado principalmente pelo aumento dos preços dos produtos, associado à escassez de matérias-primas importadas utilizadas pela indústria.
Entre as culturas que ampliaram a utilização de substratos em 2025 estão café e flores. Já os segmentos florestais e de cana-de-açúcar destinados à produção de mudas registraram retração.
Para 2026, a expectativa da indústria é de continuidade da pressão sobre custos, especialmente em razão da dependência de matérias-primas importadas e do cenário econômico considerado instável.
“O setor continua investindo em pesquisa, desenvolvimento e inovação porque entende que produtividade, eficiência e sustentabilidade serão fatores cada vez mais estratégicos para a agricultura brasileira. Mesmo em um cenário desafiador, a demanda por tecnologias de alta performance permanece relevante”, disse Levrero.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou, nesta quinta-feira (28/5), que a nova fase da Operação Carbono Oculto foca na “asfixia financeira” das organizações criminosas.
A ação, deflagrada nesta quinta, tem como foco empresários e operadores suspeitos de manter esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC dentro do mercado de combustíveis. A ação, é realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pela Receita Federal.
“A gente espera avançar no combate ao crime organizado da maneira que importa, da maneira inteligente que é fazendo asfixia financeira, identificando as questões que abastecem, de fato, essa engranagem das organizações criminosas”, enfatizou Durigan.
Estão sendo cumpridos 55 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná.Segundo os investigadores, o grupo continuou movimentando milhões mesmo após operações anteriores.
A suspeita é de que a organização tenha criado rede paralela de empresas e contas digitais para esconder recursos provenientes de adulteração de combustíveis, fraudes tributárias e outras atividades criminosas.
SÃO PAULO, 28 Mai (Reuters) – O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) desacelerou a alta a 0,84% em maio, de 2,73% no mês anterior, diante da relativa estabilidade dos preços do petróleo no mercado internacional, mostraram dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quinta-feira.
A expectativa em pesquisa da Reuters era de avanço de 0,80%, e com o resultado do mês o índice passou a acumular em 12 meses alta de 1,95%.
“A menor intensidade do IGP-M em maio foi influenciada pela relativa estabilidade dos preços do petróleo no mercado internacional, que não provocou choques adicionais relevantes nas cadeias produtivas. Esse movimento ajudou a reduzir a pressão sobre os preços ao produtor’, explicou Matheus Dias, economista do FGV IBRE.
Os preços do petróleo avançaram após o início da guerra de Estados Unidos e Israel contra o Irã, no final de fevereiro, provocando temores sobre a inflação.
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, subiu 0,91% em maio, depois de ter avançado 3,49% no mês anterior.
‘Parte dessa desaceleração (no IPA) veio do grupo de matérias-primas brutas, tanto minerais quanto agropecuárias’, disse Dias.
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Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30% no índice geral, teve alta de 0,61% em maio, de 0,94% em abril, com queda dos combustíveis (-1,16% da gasolina e -4,91% do etanol) e de alguns alimentos, com destaque para o café em pó (-2,99%), segundo Dias.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,77%, de uma alta de 1,04% em abril.
O IGP-M calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.
(Por Camila Moreira; Edição de Eduardo Simões)
A Suzano informou ao mercado que obteve todas as aprovações de autoridades concorrenciais necessárias para a aquisição de 51% do capital social de uma nova sociedade criada na Holanda em parceria com a Kimberly-Clark Corporation.
O comunicado foi divulgado por meio de fato relevante enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários). A operação envolve a Suzano International Holding B.V., subsidiária da companhia brasileira, como compradora, e a Kimberly-Clark, como vendedora.
Segundo a Suzano, a conclusão da transação ainda depende da finalização de uma reorganização societária conduzida pela Kimberly-Clark em regiões que incluem América do Sul, América Central, Irlanda, Reino Unido, Europa, África, Oriente Médio, Ásia, Sudeste Asiático e Oceania. A expectativa da companhia permanece sendo concluir a operação no terceiro trimestre de 2026.
A nova sociedade terá ativos ligados aos negócios de fabricação, marketing, distribuição e venda de produtos tissue, como papel higiênico, toalhas de papel, guardanapos e lenços de papel, além de outras linhas de produtos de papel voltadas aos segmentos “family care” e “professional business” nas regiões incluídas na operação. Alguns países dessas regiões, no entanto, permanecem fora do escopo da transação.
Após a conclusão do negócio, a Kimberly-Clark manterá participação de 49% na sociedade. A empresa também continuará controlando seus ativos das linhas “family care” e “professional business” na América do Norte, além de determinadas joint ventures mantidas com terceiros em outras localidades não abrangidas pela operação.