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SP: Delegada é afastada do cargo por suspeita de envolvimento com o tráfico


A delegada Maria Cecília Castro foi afastada das funções pela Polícia Civil de São Paulo na última sexta-feira (7), após uma decisão judicial, por suspeita de envolvimento com o tráfico.

Castro era titular do 77º Distrito Policial de Santa Cecília, no centro de São Paulo, para onde são encaminhadas ocorrências, principalmente, da região conhecida como Cracolândia.

Em nota à CNN, a Secretaria de Segurança Pública do estado (SSP-SP) confirmou a informação.

“A Polícia Civil não compactua com desvios de conduta e pune exemplarmente aqueles que infringem a lei e desobedecem aos protocolos da instituição”, disse o órgão.

 

De acordo com a pasta, quatro policiais foram alvos de uma operação. Além da delegada, outros dois agentes também foram afastados judicialmente.

Um quarto policial envolvido está sendo investigado. Os quatro agentes são suspeitos de desviar cargas de drogas para depois vender a traficantes.

Ainda de acordo com a secretaria, a Corregedoria da Polícia Civil vai apurar as denúncias.

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) não retornou aos contatos até a publicação desta matéria.

A CNN ainda não localizou a defesa da delegada.



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FAESP critica restrições da União Europeia à carne e ao mel brasileiros

A FAESP (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo) criticou duramente a decisão da União Europeia de restringir a importação de carnes, mel e outros produtos de origem animal brasileiros. Em nota divulgada, a entidade classificou a medida como desnecessária, discriminatória e sem respaldo técnico ou científico.

Segundo a Federação, a iniciativa europeia representa uma mudança unilateral das condições negociadas ao longo de mais de duas décadas entre Mercosul e União Europeia. Para a federação, após 25 anos de negociações e entendimentos entre os blocos, a adoção de novas exigências cria obstáculos artificiais ao comércio internacional e compromete a previsibilidade necessária para as relações comerciais.

A FAESP argumenta que o argumento utilizado pela União Europeia, relacionado ao uso de antibióticos na produção animal, não se sustenta diante da realidade do mercado global. A entidade destaca que países concorrentes do Brasil, como Estados Unidos, Austrália e Nova Zelândia, utilizam produtos semelhantes em seus sistemas produtivos e não foram alvo de medidas equivalentes por parte dos europeus.

Na avaliação da federação, a diferença de tratamento evidencia uma postura protecionista voltada especificamente para reduzir a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional. A entidade afirma que a agropecuária nacional segue rigorosos protocolos sanitários e que a qualidade da produção brasileira é reconhecida mundialmente.

De acordo com a FAESP, o país construiu ao longo das últimas décadas um dos mais sólidos sistemas de controle sanitário do mundo, consolidando-se como referência internacional na produção de proteína animal. A entidade destaca ainda que a excelência sanitária do rebanho brasileiro é um dos principais diferenciais competitivos do setor.

Diante do que considera uma agressão comercial e reputacional ao agronegócio nacional, a federação cobra uma atuação mais firme do governo federal nas negociações internacionais. Para a entidade, o Brasil não deve aceitar passivamente medidas consideradas injustificadas e precisa defender de forma mais contundente seus interesses comerciais em fóruns internacionais.

A FAESP também defende uma articulação conjunta dos países do Mercosul diante da decisão europeia. Segundo a entidade, Argentina, Uruguai e Brasil devem construir uma posição regional unificada para fortalecer o poder de negociação do bloco e responder de maneira coordenada às restrições impostas pela União Europeia.

O presidente da FAESP, Tirso Meirelles, afirma que os produtores rurais brasileiros cumprem sua parte ao investir em qualidade, sanidade e sustentabilidade dentro das propriedades rurais. Segundo ele, cabe agora à diplomacia brasileira garantir que o setor receba tratamento justo no mercado internacional e que a competitividade conquistada pelo agronegócio nacional seja preservada.

A federação conclui que o Brasil tem papel estratégico na segurança alimentar global e que o respeito às regras do comércio internacional é fundamental para assegurar a continuidade das relações comerciais entre os países e blocos econômicos.

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MS: homem morre ao se desequilibrar e cair de telhado durante trabalho


O homem teria caído de uma altura de aproximadamente oito metros. Caso ocorreu em Dourados (MS)



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Acima da média nacional, MS apresenta 63% de índice de aleitamento materno exclusivo – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul


Mato Grosso do Sul apresenta 63% de índice de aleitamento materno exclusivo, que é a prática de alimentar um bebê apenas com leite materno, sem outros alimentos ou bebidas, nos primeiros seis meses de vida. No mesmo panorama, o Estado apresenta 60% de aleitamento materno complementar, quando a criança recebe alimentos sólidos ou semissólidos em conjunto com o leite materno, de 6 meses a 2 anos de idade.

De acordo com o ENANI (Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil), a taxa de aleitamento materno exclusivo no Brasil é de 45,8% entre crianças menores de 6 meses. O Brasil estabeleceu a meta, recomendada pela OMS (Organização Mundial da Saúde), de que 70% das crianças sejam amamentadas exclusivamente até 2030.

Os indicadores foram divulgados nesta quinta-feira (20), durante o lançamento do XVII ENAM (Encontro Nacional de Aleitamento Materno) e VII Encontro Nacional de Alimentação Complementar Saudável (VII ENCS), no Auditório do Bioparque Pantanal.

Promovido pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) o evento é uma oficina preparatória para encontro nacional que vai acontecer em 2026 e conta com a parceria da IBFAN-Brasil (Rede Internacional em Defesa do Direito de Amamentar), da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande) e de outras instituições comprometidas com a saúde materno-infantil.

A oficina preparatória é uma oportunidade para profissionais de saúde, educadores, assistentes sociais e demais agentes envolvidos no cuidado materno-infantil atualizarem seus conhecimentos sobre práticas de saúde e nutrição para gestantes e crianças.

Gerente da Rede Alyne com ênfase em Aleitamento materno da SES/MS, Liliane Rodrigues

De acordo com a gerente da Rede Alyne com ênfase em Aleitamento materno da SES/MS, Liliane Rodrigues, o encontro aborda temas fundamentais para o desenvolvimento saudável de crianças de zero a dois anos, como o aleitamento materno e a alimentação complementar. Também traz discussões sobre a importância de políticas públicas de apoio à amamentação e as estratégias para combater preconceitos.

“Nosso objetivo é capacitar os profissionais de saúde para que possam oferecer um atendimento mais eficaz, disseminando as práticas científicas mais recentes sobre aleitamento materno e alimentação complementar saudável. O aleitamento materno é fundamental para o desenvolvimento saudável das crianças, especialmente nos primeiros anos de vida, e traz benefícios tanto para a criança quanto para a mãe. Este evento proporciona uma excelente oportunidade de atualização e troca de conhecimentos entre os profissionais que atuam na saúde materno-infantil, reforçando a importância da promoção de políticas públicas que garantam o acesso e apoio ao aleitamento materno em nosso estado”

Prof.ª Dr.ª da UFMS, Osvaldinete Oliveira, membro da IBFAN-Brasil e presidente do XVII ENAM e do VII ENCS

Para a Prof.ª Dr.ª da UFMS, Osvaldinete Oliveira, o encontro é uma atualização e qualificação técnico-científica, voltado principalmente para profissionais de saúde, ativistas, estudantes, gestores em saúde pública e toda a rede de apoio que a mulher precisa para conseguir amamentar com sucesso e com tranquilidade.

“A importância deste encontro é exatamente melhorarmos os nossos indicadores de aleitamento materno. A partir do momento que você tem uma equipe de saúde qualificada, temos mais chances de promover e defender a amamentação, melhorando os nossos indicadores de saúde materna infantil no estado. O MS tem um histórico importante, inclusive existe uma lei estadual que dispõe sobre o aleitamento materno. Nossos índices estão em torno de 63% de bebês amamentando exclusivamente até 6 meses de idade e 60% de crianças até 2 anos de idade. São índices razoáveis, mas que precisamos ainda aumentar, pelo menos 80%, das crianças sendo amamentadas exclusivamente até 6 meses e de forma continuada até 2 anos”, enfatiza Osvaldinete Oliveira, que também é membro da IBFAN-Brasil e presidente do XVII ENAM e do VII ENCS.

Além de capacitar profissionais da área, a SES busca sensibilizar a sociedade para a relevância do aleitamento materno e de uma alimentação saudável na primeira infância, fortalecendo a rede de apoio à saúde de mães e crianças em todo o estado, em alinhamento com os ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável).

A OMS (Organização Mundial de Saúde) recomenda que as crianças sejam amamentadas exclusivamente nos primeiros seis meses de vida. Após esse período, deve-se introduzir uma alimentação complementar saudável, adequada e segura. A OMS também recomenda que a amamentação continue até os dois anos de idade ou mais.

Rede Alyne

Em setembro de 2024, o Governo Federal lançou a Rede Alyne – estratégia de reestruturação da antiga Rede Cegonha, cujo objetivo é reduzir a mortalidade materna em 25%. Além da expansão das ações voltadas para a saúde materno-infantil, o novo programa busca diminuir a mortalidade materna de mulheres negras em 50% até 2027.

A iniciativa homenageia a jovem negra Alyne Pimentel, que morreu aos 28 anos, gestante e vítima de negligência médica, em novembro de 2002. Cinco anos depois, a família entrou com uma ação no Comitê pela Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres (Cedaw) da Organização das Nações Unidas (ONU). Quatro anos depois, o comitê emitiu condenação ao Brasil por não prestar atendimento adequado desde o surgimento das complicações, determinou indenização para a família e recomendou políticas para melhoria do atendimento a gestantes pelo serviço público de saúde.

O caso de Alyne levou o Brasil a ser o primeiro país condenado por morte materna pelo Sistema Global de Direitos Humanos em todo o mundo. Em 2014, o governo federal indenizou a mãe de Alyne e entregou um certificado que reconhece a responsabilidade do Estado na morte da gestante.

Helton Davis, Comunicação SES
Foto de capa: Álvaro Rezende/Secom
Internas: Helton Davis


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Crime em família: entenda motivações para filho matar mãe e padrasto em SC


Um homem de 23 anos, identificado como Walter Gonçalves, foi preso em Itajaí (SC), suspeito de planejar a morte do padrasto e da própria mãe. O crime ocorreu na madrugada do dia 23 de novembro, com a ajuda do cunhado de Walter, irmão da namorada, que também foi detido por participação no assassinato, na última quarta-feira.

Nesta fase da investigação, deflagrada nessa quarta-feira (5), os agentes cumpriram mandado de busca no endereço vinculado ao suposto comparsa, onde apreenderam dois celulares, peças de uma bicicleta e roupas.

De acordo com os documentos da investigação que a CNN teve acesso, a principal motivação para o crime seria um problema pessoal entre Walter e o padrasto, Pedro Ramiro de Souza, de 47 anos. Além disso, a Polícia Civil de Santa Catarina conseguiu descobrir motivações financeiras para o crime.

Motivações

Em depoimento, Walter Gonçalves alega que o padrasto nunca o tratou bem e que havia constantes conflitos entre eles. Ele mencionou que sua mãe sempre o protegia, o que irritava o padrasto.

O suspeito também afirma que sua mãe sofria agressões verbais do padrasto. A polícia refuta essa tese, a partir de testemunhas desmentiram a alegação de que sua mãe era infeliz no casamento.

Embora Walter negue que a principal motivação fosse a herança, ele planejava receber os aluguéis das kitnets do padrasto e administrar a empresa da família. Ramiro, padrasto de Walter, possuía bens e esses bens foram um dos motivos para o seu assassinato.

O filho e enteado também prometeu pagar R$ 10 mil ao seu cunhado, pela participação no crime.

Entenda como casal foi morto por filho e cunhado

De acordo com a polícia, Walter, filho e enteado do casal, foi responsável por planejar e executar a morte de Susimara e Pedro Ramiro. Saiba como casal foi morto por filho e cunhado.

O planejamento do crime começou uma semana antes da execução, com Walter Gonçalves, filho e enteado das vítimas, encontrando-se com seu cunhado diversas vezes.

As investigações apuraram que Walter foi até o comparsa por cerca de três vezes, para conversar e planejar o crime. Os dois discutiam o plano próximo a um matagal perto da rua da casa da família. No relatório produzido pela Polícia Civil, os suspeitos discutiam os detalhes do plano que resultaria na morte de Pedro Ramiro e Susimara.

Outro lado

Walter Gonçalves foi preso temporariamente em 1º de dezembro. Porém, no dia 17 de janeiro, teve a prisão convertida para preventiva. Posteriormente, a decisão foi acatada pela Justiça em 21 de janeiro.

Em nota, a advogada Flávia Adalgisa dos Santos Vaz, que faz a defesa do filho do casal assassinado, informou que ele está colaborando de forma proativa e segue comprometido em esclarecer os fatos de maneira transparente.



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Exigências da UE geram impacto limitado nas exportações de carnes do Brasil

A relação comercial entre o Brasil e a União Europeia entra em uma fase de maior exigência regulatória, especialmente no setor de proteínas animais. As novas regras europeias ampliam a pressão sobre rastreabilidade, controle sanitário e comprovação documental em toda a cadeia produtiva, ao mesmo tempo em que o mercado global de carnes passa por ajustes estruturais de oferta e demanda.

Segundo o analista Fernando Henrique Iglesias, da Safras e Mercado, o Brasil não enfrenta um impacto imediato nas exportações, mas precisa acelerar a adaptação às exigências europeias.

Ele destaca que o país deve comprovar, com documentação detalhada, que todas as etapas de produção estão livres de substâncias restritas pelo bloco europeu, especialmente no que diz respeito ao uso de antimicrobianos.

O analista lembra que essas regras não são recentes e já vinham sendo comunicadas pela União Europeia há anos, mas agora entram em fase mais rigorosa de cobrança. No caso de aves e suínos, a adaptação tende a ser mais simples, enquanto na bovinocultura o processo é mais complexo, exigindo maior controle e possível reorganização da produção.

Uma das alternativas discutidas pelo setor é a segregação de rebanhos por região, o que poderia permitir a manutenção parcial do acesso ao mercado europeu.

Apesar disso, Iglesias avalia que a União Europeia atua como um “mercado vitrine”, cujas exigências podem ser replicadas por outros grandes importadores, como a China, ampliando o efeito indireto das mudanças regulatórias.

Na visão de Rodrigo Costa, consultor de mercado, o cenário europeu também precisa ser analisado sob a ótica estrutural. Ele observa que o bloco adota frequentemente medidas com caráter protecionista, em parte por não conseguir competir em igualdade com produtos sul-americanos.

Ainda assim, a Europa enfrenta um problema interno e desde 2018, há redução do rebanho bovino, além de custos elevados de produção e dificuldades de sucessão familiar no campo, com menor interesse das novas gerações pela atividade agropecuária. Isso aumenta a dependência europeia por importações de proteína animal.

Costa destaca que, embora a União Europeia seja um parceiro importante, especialmente na indústria de transformação, ela não é o principal destino da carne bovina brasileira. Em maio, as exportações do Brasil cresceram 5,82% em relação a abril, impulsionadas por um mercado global com oferta restrita e preços elevados, o que favorece a competitividade brasileira.

No acumulado do ano, o Brasil exportou cerca de 22 mil toneladas de carne bovina para a União Europeia, enquanto os Estados Unidos receberam quase 148 mil toneladas, evidenciando maior relevância do mercado norte-americano para o setor.

Segundo Costa, ao dolarizar o preço da arroba do boi, países concorrentes apresentam custos mais elevados, a Argentina é cerca de US$ 19,39/@ mais cara que o Brasil, o Uruguai US$ 15,92/@, a Austrália cerca de US$ 29,88/@ e os Estados Unidos aproximadamente US$ 57,49/@ acima do nível brasileiro.

“Esse diferencial reforça a posição do Brasil como um dos fornecedores mais competitivos do mundo em volume e preço”, informou Costa.

Ele acrescenta que países como Argentina e Paraguai, embora exportadores, também enfrentam limitações de rebanho e acabam pressionando seus mercados internos, o que contribui para inflação doméstica. Nesse contexto, a carne brasileira ganha espaço em um movimento de triangulação comercial, sustentando o fluxo global de exportações.

Já o analista Geraldo Isoldi, da Terra Investimentos, reforça que o debate com a União Europeia vem sendo acompanhado desde meados de maio e está diretamente ligado a uma postura protecionista do bloco, que busca proteger sua produção agrícola por meio de exigências sanitárias e ambientais. Ele lembra que essas práticas são recorrentes na política comercial europeia.

Isoldi contextualiza que o maior volume já exportado pelo Brasil para ao bloco ocorreu em 2006, quando foram embarcadas cerca de 247 mil toneladas de carne bovina, em um período anterior à consolidação da China como principal compradora global. Após esse pico, os volumes caíram e ficaram em patamares mais baixos por muitos anos.

Segundo ele, houve uma recuperação recente, com cerca de 107 mil toneladas exportadas em 2025, movimento que estaria parcialmente relacionado à antecipação de expectativas sobre acordos comerciais entre Mercosul e União Europeia.

Ainda assim, o analista ressalta que a Europa é apenas o terceiro maior comprador da carne brasileira, atrás de mercados como a China, que responde por cerca de 60% das compras, o que reduz o peso estratégico do bloco europeu na balança do setor.

Dados da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) indicam que o consumo per capita de carne bovina na União Europeia está em estagnação ou queda, sendo inferior ao consumo de carnes suína e de frango, o que reforça a pressão estrutural sobre o setor produtivo europeu e a dependência crescente de importações.

As autoridades brasileiras têm prazo até dia 03 de setembro deste ano para reenviar a documentação exigida pela União Europeia e comprovar a conformidade sanitária da carne exportada. Até lá, os analistas apontam que o cenário permanece inalterado, com o comércio ativo e o Brasil mantendo forte posição competitiva.

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CNJ arquiva ação contra juiz acusado de vender decisão por quadriciclo


Ministro entendeu que não há provas contra o desembargador. Francisco Carlos Jorge, do TJPR, foi acusado de vender sentença por veículo



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Morre, aos 36 anos, chef de cozinha Paulo Yoller


O chef de cozinha Paulo Yoller, de 36 anos, morreu na tarde de sábado (08). Natural de São Paulo, Yoller era dono da famosa hamburgueria Meats e ficou conhecido pela criatividade e inovação na cozinha.

A Flandoli Gestão de Talentos expressou sinceros sentimentos à família, amigos e todos que foram tocados pela vida e obra de Paulo Yoller. “Será lembrado com carinho e saudade, e sua história ficará marcada para sempre na gastronomia brasileira”, diz a nota.

“Sua dedicação ao trabalho e sua busca constante pela inovação no setor o tornaram uma figura admirada e respeitada por seus colegas e clientes”, continua o texto publicado nas redes sociais.

“Além de seu trabalho excepcional, Paulo sempre se destacou pela sua criatividade e inovação, principalmente no Meats, um de seus restaurantes, sendo uma inspiração para muitos profissionais do mercado que tiveram a sorte de aprender com ele. Seu entusiasmo, energia contagiante e amor pela cozinha estarão eternamente presentes nas memórias daqueles que tiveram o privilégio de compartilhar momentos ao seu lado”, conclui o comunicado.

“Inacreditável, coração partido, amigo querido, carinhoso, atencioso, talentoso”, diz a publicação de um colega de profissão.

Um perfil de gastronomia lamentou a perda nas redes sociais: “Paulo Yoller não era só um chef talentoso, ele era inquieto, criativo e apaixonado pelo que fazia. No Meats, ousou ao usar carne nelore quando todo mundo falava em angus, misturou ingredientes inusitados e fez cada hambúrguer contar uma história. Seu legado seguirá vivo em cada mordida de um hambúrguer bem-feito, na ousadia de quem não tem medo de inovar. Obrigado por tudo, Paulo. Você fez história”, ressalta a publicação.

*Sob supervisão de Ronald Johnston



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Atacante da seleção do Iraque é interrogado por sete horas nos EUA


Um dos principais nomes do Iraque para a Copa do Mundo, Aymen Hussein foi detido e interrogado em sua chegada aos Estados Unidos



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IVA pode elevar custo da passagem aérea e reduzir demanda em 30% no Brasil


O setor aéreo da América Latina e Caribe tem grande potencial de crescimento até 2040, com estimativas de evolução anual de 3,7%, em linha com o crescimento global e acima das projeções para a América do Norte, de 2,8% no mesmo período. Mas vai precisar ultrapassar obstáculos de regulação, tributação e infraestrutura para chegar a essa meta.

As estimativas foram apresentadas neste sábado por Peter Cerdá, vice-presidente regional para as Américas da Associação Internacional do Transporte Aéreo (IATA), durante a assembleia anual da entidade que está sendo realizada no Rio de Janeiro.

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Ao listar os desafios do setor, o executivo da associação colocou em destaque a questão da carga tributária sobre as companhias aéreas, que chega a 29% nos países da América Latina e Caribe, o equivalente a US$ 44 dólares a mais em cada passagem. Isso é um patamar bem acima da pressão de impostos e taxas na América do Norte (15%) e dos 25% registrados na Europa, onde o padrão de renda é mais alto.

IVA no Brasil

Especificamente no Brasil, Cerdá alertou para o impacto do Imposto sobre o Valor Agregado (IVA), criado pela reforma tributária e que vai unificar tributos como PIS, Cofins, ICMS e ISS. Nas contas da IATA, alíquota prevista do IVA vai reduzir a demanda por passagens em 30%, por tornar mais caras as tarifas domésticas e internacionais.

A estimativa é que a tarifa doméstica média subirá de US$ 130 para US$ 160 com a alíquota do novo IVA, enquanto a tarifa média internacional subiria dos atuais US$ 740 para US$ 930.

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“É preciso encontrar soluções. Com a proposta atual do IVA vai ser impossível manter um crescimento sustentável no curto prazo. Chega de novos impostos”, afirmou o executivo, que contou sobre reuniões da associação e das empresas com o governo apresentando resultado obtidos por outros países da região ao adotar uma estratégia diferente, de abrir espaço para algumas isenções ou trazendo tarifas mais reduzidas, como em Barbados e na Guiana.

O Paraguai também abandonou recentemente uma tarifa extra de US$ 15, tornando a demanda por passagens mais acessível a uma parcela maior da população.

Ele lembrou que o Brasil bateu no ano passado o recorde de 100 milhões de passagens vendidas e que agora há uma previsão que o número deva cair para 90 milhões anuais. “A indústria trabalha para reduzir o custo da passagem, mas os custos adicionais a deixam inacessível”, comentou.

O caso do Brasil, no entanto está longe de ser o único. Na Argentina, onde o governo de Javier Milei é seguidamente elogiado pela abertura da economia, se pratica a tarifa aérea mais cara da região. E, mesmo após promessas de consultar a indústria antes de reajustar taxas, os órgãos reguladores argentino autorizaram dois reajustes que totalizaram 18%.

Os vários casos citados pelo executivo da IATA foram usados para ilustrar a situação de como é preciso dar importância à interconectividade na região, o que ajudará a popularizar ainda mais o transporte aéreo. Há pesquisa que mostram uma predileção pelo transporte por ônibus, em viagens que duram de 6 a 18 horas e que poderiam ser feitas de avião em 2 ou 3 horas. O preço das passagens, inflado pelos custos adicionais são a explicação, segundo o executivo da IATA.

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O jornalista viajou a convite da IATA.



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