Três chilenos que formavam uma quadrilha especializada em arrombamentos de agências bancárias foram presos, nesta segunda-feira (24), durante uma operação conjunta entre policiais civis de São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.
Os criminosos foram capturados em flagrante por associação criminosa, furto qualificado e posse ilegal de armas. O trio era envolvido em arrombamento de bancos, principalmente, em Juiz de Fora, cidade do interior de Minas Gerais.
A informação de que os três chilenos teriam sido presos ocorreu durante uma operação que estava em andamento. A quadrilha foi detectada a caminho de São Paulo após furtos em bancos em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, e o alerta foi enviado por policiais civis do estado.
Após o aviso, a equipe do Grupo de Especial de Reação (GER) do Departamento de Operações Especiais Estratégicas (DOPE) interceptou os criminosos, que estavam em um Fiat Argo.
A partir das prisões, foram realizadas as buscas nos endereços dos envolvidos, que resultaram na apreensão de ferramentas utilizadas nas invasões, dinheiro, duas armas furtadas de um banco em Campo Grande, 20 notebooks e 25 aparelhos celulares, todos com queixa de furto.
O menino João Lucas Castor Nemezio Sales (imagem em destaque), de 11 anos, que teve uma das pernas amputadas após ser atacado por um tubarão na Praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes (PE), segue internado em isolamento devido ao alto risco de infecção.
A informação foi divulgada nessa sexta-feira (5/6) pelo pai da criança, Lucas Nemezio, em vídeo publicado nas redes sociais.
Segundo ele, o quadro de saúde exige cuidados rigorosos porque a imunidade do garoto está baixa após os procedimentos realizados desde o acidente.
“Hoje ele se encontra em isolamento estrito e essa é uma medida médica vital, pois o risco de infecção ainda é alto. A imunidade dele está muito baixa. Cada visita, por mais cheia de carinho que seja, representa um risco que ele não pode correr agora”, afirmou.
Lucas Nemezio afirmou, ainda, que o filho enfrentará um longo processo de recuperação e destacou os desafios que a família deverá enfrentar após a alta médica.
De acordo com o pai, a saúde emocional da criança também foi profundamente afetada pelo episódio e exigirá acompanhamento especializado nos próximos meses.
Lucas contou ainda que ingressou recentemente na Polícia Rodoviária Federal (PRF) e estava trabalhando em Manaus (AM) quando recebeu a notícia do ataque. Agora, segundo ele, tenta viabilizar uma transferência para ficar mais próximo do filho durante a recuperação.
Segundo o Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit), o animal envolvido no ataque foi um tubarão-cabeça-chata, espécie conhecida por frequentar áreas mais rasas do mar em busca de alimento.
O caso Clara Maria, jovem de 21 anos encontrada morta e concretada em Belo Horizonte, ganhou novos contornos ainda mais perturbadores com as informações que surgiram sobre os suspeitos, nessa quinta-feira (13). Além da dívida usada como isca e do assédio prévio praticado por um dos suspeitos, elementos como nazismo e necrofilia entram no cenário da investigação, adicionando complexidade ao assassinato.
Saiba quem era jovem encontrada com corpo concretado em Minas Gerais
O primeiro suspeito, de 27 anos, ex-colega de trabalho de Clara Maria, a atraiu com a falsa promessa de pagamento de uma dívida de R$ 400. Ele já tinha assediado a jovem, que o rejeitou, e a polícia investiga se o ressentimento e a descoberta do novo relacionamento dela motivaram o crime.
Os investigadores também estão apurando sobre a intenção dele em roubar a vítima, que de acordo com as primeiras impressões dos agentes, teriam culminado na resistência da vítima, que acabou asfixiada.
“Durante as investigações, também descobrimos que a vítima já havido sofrido assédio sexual por parte do ex-colega de trabalho e não teria correspondido às investidas. Além disso, no dia 6 de março, ele teria encontrado com a vítima em um bar e tomado conhecimento de que ela estaria namorando, o que teria lhe deixado com muita raiva”, disse o delegado Alexandre Oliveira Fonseca, responsável pelas investigações do caso Clara Maria.
O segundo suspeito, de 29 anos, amigo do primeiro, teria ajudado a ocultar o corpo de Clara Maria. As investigações apontam admiração pelo nazismo e possível interesse por necrofilia de um dos suspeitos. A polícia investiga como esses conflitos se relacionam com o crime e se contribuíram para a brutalidade do assassinato.
A relação entre Clara Maria e os suspeitos era complexa e marcada por conflitos. O assédio sofrido pela vítima por parte do primeiro suspeito e as divergências ideológicas com o segundo suspeito, retratam esse cenário hostil que antecedeu o crime em Minas Gerais.
As informações divulgadas indicam que o segundo suspeito, de 29 anos, fazia citações nazistas com uso de expressões em alemão. O delegado do caso disse que Clara Maria teria criticado a postura ideológica, em um grupo de amigos.
Outro ponto que chamou a atenção dos policiais foi o interesse interesse por necrofilia do suspeito. As informações preliminares indicam que Clara Maria foi morta por volta das 23h de um domingo, mas seu corpo só foi concretado na segunda-feira à noite.
“Eles tiveram um bom período para vilipendiar e abusar desse cadáver”, afirmou o delegado.
No entanto, até o momento, não há confirmação de que atos de necrofilia tenham sido praticados contra o corpo de Clara Maria. O delegado do caso disse em entrevista ao CNN Novo Dia, que aguarda a conclusão das perícias realizadas para obter informações precisas e confirmadas sobre essa questão.
Delegado detalha investigação da morte de jovem em MG
A Polícia Civil de Minas Gerais continua as investigações para esclarecer completamente os fatos e a motivação do crime.
Clara Maria, de 21 anos, desaparecida em Belo Horizonte desde 9 de março, foi encontrada morta e concretada no jardim de uma residência no bairro Ouro Preto. Dois homens, de 27 e 29 anos, foram presos em flagrante.
O suspeito de 27 anos, ex-colega de trabalho da vítima, a atraiu com a falsa promessa de pagar uma dívida. A polícia suspeita que ele planejava roubá-la, mas a matou por estrangulamento após ela resistir. O suspeito de 29 anos auxiliou na ocultação do corpo.
As investigações revelaram que a vítima havia sofrido assédio do suspeito da autoria do crime. Ele também teria se enfurecido ao saber do novo relacionamento dela. O segundo suspeito tinha desavenças com a vítima por divergências ideológicas.
O corpo foi encontrado após a polícia perceber um forte odor vindo da residência do suspeito de 27 anos. Ele tentou atribuir o assassinato ao amigo, mas as investigações indicam que ele foi o autor do estrangulamento, enquanto o outro suspeito ajudou a ocultar o corpo.
Ambos podem responder por homicídio qualificado, feminicídio e ocultação de cadáver. Um terceiro suspeito teve seu envolvimento descartado.
Desenvolvida por servidores do Detran-MS, ferramenta auxilia a análise dos recursos julgados pelas Juntas Administrativas de Recursos de Infrações (Jari) e reforça o protagonismo de Mato Grosso do Sul na inovação aplicada à gestão pública.
Uma solução que nasceu da iniciativa de um servidor de Aquidauana e evoluiu para um projeto institucional premiado nacionalmente ganha agora um novo capítulo. O Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) lançou a JARIÁ, sistema de inteligência artificial desenvolvido para auxiliar a análise dos recursos julgados pelas Juntas Administrativas de Recursos de Infrações (Jari), segunda instância administrativa dos processos de trânsito.

O lançamento foi realizado em Aquidauana, cidade natal do servidor Tony Luiz Lemos da Silva, um dos idealizadores da ferramenta. A escolha do município não foi por acaso. Foi ali que surgiu a ideia inicial que, posteriormente, recebeu apoio institucional e foi aprimorada até se transformar em uma solução inovadora para a administração pública.
Durante o lançamento, o diretor-presidente do Detran-MS, Rudel Trindade, destacou que a tecnologia surge para enfrentar um desafio comum aos órgãos públicos: o grande volume de processos e a necessidade de garantir maior agilidade nas análises.
“Não podemos perder um recurso por falta de processamento. Além do prejuízo administrativo, os recursos provenientes das multas são destinados legalmente para educação, engenharia e fiscalização de trânsito”, afirmou.
Atualmente, milhares de processos aguardam análise em diferentes etapas recursais. Segundo Rudel, além de proporcionar mais eficiência operacional, a ferramenta contribui para evitar prescrições e garantir maior efetividade à gestão pública.
Ideia que nasceu da necessidade
Servidor de carreira do Detran-MS e analista de sistemas, Tony Luiz Lemos da Silva contou que a ideia surgiu a partir de uma necessidade prática vivenciada durante sua rotina de trabalho.
Na época, além das atividades profissionais, ele conciliava estudos e a internação do filho, o que o levou a buscar alternativas para otimizar o tempo dedicado à análise dos recursos administrativos.
“Muitas vezes era preciso utilizar noites, finais de semana e momentos que poderiam ser dedicados à família para conseguir atender a demanda de processos. Foi aí que comecei a estudar formas de utilizar a inteligência artificial como ferramenta de apoio”, relatou.
A iniciativa chamou a atenção do diretor-presidente do Detran-MS, Rudel Trindade, que determinou o apoio da Diretoria da Tecnologia da Informação (Dirti) para o aprimoramento e implementação da ferramenta. Identificou-se então a necessidade de começar pelo setor de Penalidades do Renainf (Registro Nacional de Infrações de Trânsito).
O resultado foi a criação da Defesa Prévia Inteligente (DPI), ferramenta voltada à análise da primeira instância recursal, que acontece antes da multa ser aplicada. O sucesso da iniciativa rendeu ao Detran-MS o primeiro lugar na categoria Eficiência Administrativa, Desburocratização e Melhoria de Processos durante a ExpoGov Brasil 2026.
A experiência acumulada com a DPI serviu como base para o desenvolvimento da JARIÁ, que agora passa a atuar na segunda instância administrativa dos recursos de trânsito. Neste primeiro momento, a ferramenta passará a ser utilizada em Aquidauana, e gradativamente será ampliada para as demais. Mato Grosso do Sul possui ao todo seis Juntas Administrativas de Recursos de Infrações: 1ª e 2ª JARI em Campo Grande; 3ª JARI em Dourados; 4ª JARI em Três Lagos; 5ª JARI em Aquidauana e 6ª JARI em Coxim.
Próximo passo da transformação digital
A nova ferramenta foi desenvolvida para auxiliar os relatores e membros das Jaris na elaboração das análises processuais. A decisão final continua sendo humana, mas a inteligência artificial passa a atuar como suporte técnico inteligente, reduzindo o tempo de tramitação e aumentando a produtividade das equipes.
Para Tony, a tecnologia representa uma mudança importante na forma de conduzir os processos administrativos. “Não se trata de substituir pessoas. A inteligência artificial nos ajuda a ganhar tempo, organizar informações e oferecer mais eficiência ao trabalho realizado pelos servidores”, destacou.
Projeto pioneiro no Brasil
Presente no lançamento, a presidente do Conselho Estadual de Trânsito (Cetran-MS), Regina Maria Duarte, afirmou que a iniciativa atende a uma necessidade cada vez mais presente nos órgãos responsáveis pelo julgamento de recursos.

Segundo ela, o Cetran-MS analisa cerca de 600 processos por mês, muitos deles extensos e complexos, o que reforça a importância de ferramentas que contribuam para dar mais celeridade às análises. “Quando vemos uma ferramenta como essa, enxergamos uma oportunidade real de transformação”, afirmou.
Regina também destacou o caráter inovador da iniciativa e defendeu sua expansão para o Conselho Estadual de Trânsito, responsável pela terceira e última instância administrativa dos recursos.
“É um projeto único no Brasil. Tenho certeza de que essa experiência será levada para todo o país como referência de inovação na gestão pública”, ressaltou.
A expectativa é que a experiência bem-sucedida da JARIÁ permita, futuramente, a ampliação da tecnologia para outras etapas do processo recursal, consolidando Mato Grosso do Sul como referência nacional na aplicação da inteligência artificial à gestão de trânsito.
O lançamento contou com a presença de diretores e gerentes do Detran-MS, representantes do Cetran-MS, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Samu, imprensa regional e autoridades dos municípios de Aquidauana e Anastácio.



Mireli Obando, Comunicação Detran-MS
Fotos: Mireli Obando e Robson Dantas
Um homem morreu e outro foi baleado durante um ataque a tiros de criminosos em um campo de futebol, na noite deste sábado (15), em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio.
Em um vídeo que circula na internet é possível ver muitas crianças, jovens e adolescentes, além de adultos assistindo a partida, quando de repente os tiros começam na Praça São Victor.
Todo mundo corre sem saber o que está acontecendo, algumas pessoas se jogam no chão em momentos de pânico e gritaria.
Uma fonte ouvida pela CNN que estava no local, disse que era um campeonato amador e a primeira rodada. Esse era o terceiro jogo. Um outro jogo que teria após essa partida foi cancelado.
“No término do terceiro jogo começaram os tiros. Pensei até que eram fogos. Me recolhi. Fiquei no canto”, comentou.
“Algumas pessoas estão dizendo que eram milicianos e concentraram os tiros em cima de um rapaz”.
“Teve uma bala perdida que atingiu um senhor. Ele foi atendido. A ambulância chegou lá e levou ele para o hospital”, finalizou a testemunha que pediu para não ser identificada.
Ela confirmou que uma pessoa morreu e que o corpo estava coberto com pano branco.
“Algumas pessoas estão dizendo que esse rapaz que morreu era envolvido com o tráfico e que já morou no São Victor”, finalizou.
O jogo também estava sendo transmitido em um canal nas redes sociais
O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 19h20 e informou que uma pessoa baleada foi socorrida para o Hospital Municipal Rocha Faria, que também fica no bairro de Campo de Grande.
A Polícia Militar informou que policiais do Batalhão de Campo Grande foram acionados para uma ocorrência de homicídio, na região de Santíssimo. No local, os agentes constataram a morte de um homem vítima de disparos de arma de fogo.
Uma segunda vítima também ficou ferida no ataque e foi socorrida para o hospital.
Ainda segunda a PM, os responsáveis pelos disparos fugiram antes da chegada da equipe.
A área foi isolada e preservada para a perícia da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). O policiamento foi reforçado na região.
Policiais Civis disfarçados de fiscais de prova prenderam, neste domingo (16), 13 candidatos suspeitos de tentativa de fraude e associação criminosa, na aplicação do concurso do Banco do estado do Pará (Banpará).
Ação intitulada “Gabarito Final” foi realizada em locais de prova situados em Castanhal, no nordeste paraense, e nos bairros do Marco, Umarizal e Val de Cans, em Belém.
Os agentes de segurança encontraram em flagrante os suspeitos com dispositivos eletrônicos em miniatura escondidos em roupas, partes íntimas e calçados.
Segundo as investigações, a quadrilha era formada por professores especialistas, que se inscreveram no certame, realizavam as provas e posteriormente transmitiam as respostas para os candidatos envolvidos no esquema.
A PC detalhou que a quadrilha cobrava valores de até R$ 10 mil de cada candidato para fornecer o gabarito das provas.
O grupo atuava em diversas cidades do estado, já havia tentado fraudar outros concursos públicos no Pará e tinha um núcleo centralizado no município de Abaetetuba.
Durante a operação, foram apreendidos vários celulares de tamanho reduzido, que dificultavam a detecção pelos equipamentos de segurança, além de celulares pessoais e relógios digitais utilizados no crime.
“Os policiais civis atuaram de forma velada, disfarçados de fiscais do concurso. Eles monitoraram os locais de prova e, de maneira estratégica, abordaram os suspeitos no momento em que iam ao banheiro para verificar o gabarito. As abordagens ocorreram sem causar constrangimento aos demais participantes, mas com a eficiência necessária para frustrar a tentativa de fraude”, explicou o superintendente regional, Mhoab Khayan.
A ação foi conduzida por equipes da Superintendência Regional do Baixo Tocantins, do Núcleo de Apoio à Investigação de Abaetetuba, da Delegacia de Homicídios de Abaetetuba e da Diretoria de Polícia Especializada (DPE).
Os 13 candidatos detidos foram encaminhados à Divisão de Investigação e Operações Especiais (DIOE).
Os criminosos foram autuados em flagrante e vão responder pelos crimes de tentativa de fraude e associação criminosa.