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Procon/MS e Decon apreendem mais de 4,3 mil tênis falsificados em Campo Grande – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul


Equipes do Procon Mato Grosso do Sul e da Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo) apreenderam, na segunda-feira (8), mais de 4,3 mil pares de tênis com indícios de falsificação em duas lojas de Campo Grande.

Na região central, uma empresa varejista teve 2.648 pares de tênis apreendidos. Os produtos imitavam características de marcas consolidadas no mercado e não apresentavam dados obrigatórios, como numeração e identificação do fabricante. O local já havia sido alvo de outras operações.

Já no Jardim Bálsamo, outro estabelecimento teve 1.678 pares de calçados recolhidos, além de 347 peças de vestuário (incluindo camisas de times, bermudas, camisetas e roupas íntimas), 39 copos e canecas térmicas, além de perfumes nacionais e importados que não possuíam as caixas originais ou informações em português sobre a composição.

Ambos os locais foram denunciados por meio dos canais de atendimento ao consumidor do Procon Mato Grosso do Sul, como o site www.procon.ms.gov.br e o Disque Denúncia 151.

Todos os itens foram apreendidos após representação das marcas e serão encaminhados à Receita Federal. A ação também contou com a participação de agentes da Polícia Científica.



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produção industrial sobe 0,1% em abril ante março, como previsto


A produção industrial na zona do euro subiu 0,1% em abril ante março, segundo pesquisa divulgada nesta segunda-feira, 15, pela Eurostat, como é conhecida a agência oficial de estatísticas da União Europeia.

O resultado veio em linha com a previsão de analistas consultados pela FactSet. Na comparação anual, a produção do bloco avançou 0,3% em abril. A Eurostat revisou os dados de produção industrial de março, que passaram a mostrar alta mensal de 0,4% e queda anual de 2,8%.



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superávit comercial ajustado sobe a 1,3 bilhão de euros em abril


A zona do euro apresentou superávit comercial de 1,3 bilhão de euros em abril, segundo dados com ajuste sazonal publicados nesta segunda-feira, 15, pela Eurostat, como é conhecida a agência de estatísticas da União Europeia. Em março, o bloco havia registrado saldo positivo menor, de 600 milhões de euros, conforme número revisado.

Na comparação mensal, as exportações do bloco subiram 3,2% em abril, enquanto as importações avançaram 2,9%, também com ajuste sazonal.

No resultado sem ajustes, a zona do euro registrou déficit comercial de 1,0 bilhão de euros em abril, contrastando com o superávit de 8,7 bilhões de euros observado no mesmo mês de 2025.



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Café sobe 2,29% em Nova York com preocupação sobre colheita no Brasil

Os contratos futuros do café encerraram a sessão desta segunda-feira (15) em alta na Bolsa de Nova York. O contrato do arábica com vencimento em setembro avançou 2,29%, fechando cotado a US$ 2,59 por libra-peso.

O Barchart destacou que mercado ampliou os ganhos registrados na semana passada, com o arábica atingindo o maior nível das últimas duas semanas e o robusta alcançando a máxima em cerca de cinco semanas. O principal fator de sustentação continua sendo a preocupação com o ritmo da colheita no Brasil, maior produtor mundial da bebida.

De acordo com a empresa de meteorologia Vaisala, há previsão de chuvas moderadas a fortes nas principais regiões cafeeiras brasileiras ao longo desta semana. O cenário pode dificultar os trabalhos no campo e atrasar o avanço da colheita, reduzindo a oferta disponível no curto prazo.

Outro elemento de suporte para as cotações é a redução dos estoques monitorados pela ICE. Os estoques de café arábica recuaram para o menor volume em quase sete meses, somando 398.940 sacas na última sexta-feira. Já os estoques de robusta seguem próximos dos menores níveis em dois anos, reforçando a percepção de oferta mais restrita no mercado internacional.

Cacau

O mercado do cacau encerrou a sessão em forte alta, com o contrato com vencimento em setembro avançou 2,69%, fechando cotado a US$ 3.972 por tonelada.

O Barchart destacou que as cotações atingiram o maior nível em cerca de uma semana e meia, impulsionadas principalmente pela desvalorização do dólar. A queda do índice da moeda norte-americana para a mínima de uma semana estimulou a cobertura de posições vendidas e favoreceu o movimento de recuperação dos preços.

A fraqueza do dólar costuma beneficiar as commodities negociadas em moeda americana, tornando os contratos mais atrativos para compradores internacionais.

Açúcar

Os contratos futuros do açúcar encerraram o pregão em baixa na Bolsa de Nova York. O vencimento para outubro recuou 0,28%, fechando negociado a 14,19 centavos de dólar por libra-peso.

De acordo com o Barchart, o mercado foi pressionado pela forte queda do petróleo, que perdeu cerca de 5% no dia. Com preços menores para os combustíveis, o etanol tende a perder competitividade, o que pode incentivar usinas ao redor do mundo a destinar uma parcela maior da cana-de-açúcar para a produção de açúcar, elevando a oferta global da commodity.

Durante a sessão, os preços atingiram os menores níveis das últimas semanas, com o açúcar em Nova York renovando a mínima de cerca de um mês e meio, enquanto o mercado de Londres registrou o menor patamar em aproximadamente duas semanas e meia.

Por outro lado, as cotações encontraram algum suporte nas preocupações com o clima na Índia. Dados divulgados pelo Departamento Meteorológico do país mostraram que o volume de chuvas das monções acumulado até 12 de junho estava 26% abaixo da média histórica.

Como a temporada de monções é fundamental para o desenvolvimento das lavouras indianas, o cenário mantém a atenção dos agentes do mercado sobre a produção do segundo maior produtor mundial de açúcar.

Algodão 

O mercado futuro do algodão encerrou a sessão em leve alta na Bolsa de Nova York. O contrato com vencimento em dezembro avançou 0,51%, fechando cotado a 76,81 centavos de dólar por libra-peso.

Ao longo do dia, os contratos futuros da fibra registraram ganhos. O movimento foi acompanhado pela forte queda do petróleo, que recuou US$ 4,41 após o anúncio de um acordo entre Estados Unidos e Irã, firmado no fim de semana e com assinatura prevista para sexta-feira (19).

No mercado financeiro, dados da CTFT (Comissão de Negociação de Futuros de Commodities) mostraram que os fundos de investimento reduziram suas posições líquidas vendidas em algodão em 10.198 contratos até a última terça-feira, totalizando 42.204 contratos. O movimento indica uma diminuição do viés baixista por parte dos investidores.

Suco de laranja 
 
O vencimento futuro para o suco de laranja para entrega em julho finalizou com desvalorização de 5,27%, em que o contrato fechou negociado a US1,54 por libra-peso.

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evento debate desafios climáticos e vigilância em Mato Grosso do Sul – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul


Evento promovido pela SES discute mudanças climáticas, intoxicações, qualidade da água, desastres, animais peçonhentos e brucelose, fortalecendo a atuação da vigilância em saúde em MS

As mudanças climáticas, os desastres ambientais, a contaminação por agrotóxicos, a qualidade da água e o surgimento de novos desafios sanitários estão no centro dos debates da Semana da Saúde Ambiental e Toxicológica, promovida pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) em Campo Grande. Reunindo gestores, técnicos, pesquisadores e representantes de instituições parceiras, o evento promove três dias de capacitação, troca de experiências e discussão sobre estratégias para proteger a população diante dos impactos ambientais na saúde.

Saúde e meio ambiente caminham juntos

Na abertura do evento, a secretária-adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone, destacou a importância da integração entre diferentes instituições e profissionais para fortalecer ações que promovam qualidade de vida e proteção ambiental.

“Este é um ano muito especial e também desafiador para o Brasil. Todos nós acompanhamos os impactos dos eventos climáticos extremos que atingiram diferentes regiões do país, especialmente as fortes chuvas registradas no Sul e no Sudeste. Esses acontecimentos reforçam a importância de estarmos preparados para enfrentar as mudanças que já estão acontecendo e que impactam diretamente a saúde da população”, afirmou.

A gestora também ressaltou que a conscientização ambiental ainda é um desafio coletivo e que os profissionais da saúde têm papel fundamental nesse processo.

“Como profissionais da saúde, como formadores de opinião e como cidadãos, temos o dever de estimular e incentivar a preservação ambiental. Precisamos compreender que fazemos parte desse processo e que nossas ações têm impacto direto sobre a qualidade de vida das atuais e futuras gerações”, acrescentou.

Programação aborda vigilância, intoxicações e emergências em saúde

Com uma programação abrangente, a Semana da Saúde Ambiental e Toxicológica reúne especialistas de Mato Grosso do Sul e de órgãos federais para discutir temas estratégicos da vigilância em saúde ambiental.

Entre os assuntos abordados estão os impactos dos agrotóxicos na saúde humana, a vigilância da qualidade da água para consumo humano, a relação entre saneamento básico e doenças diarreicas, a preparação da área da saúde para as mudanças climáticas, além das ações voltadas ao monitoramento da poluição atmosférica, contaminação do solo e exposição a substâncias químicas.

O coordenador de Vigilância em Saúde Ambiental da SES, Karyston Machado, explicou que a iniciativa foi organizada em alusão ao Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, e tem como principal objetivo fortalecer as ações integradas desenvolvidas pela área.

“A Secretaria de Estado de Saúde está promovendo essa iniciativa com o objetivo de fortalecer as ações integradas da Vigilância em Saúde Ambiental e das áreas relacionadas à toxicologia”, destacou.

Segundo ele, a programação contempla temas ligados às intoxicações por agrotóxicos e acidentes envolvendo animais peçonhentos, além de dedicar um dia inteiro à discussão da brucelose humana e animal.

“O evento também reúne iniciativas, projetos e estratégias voltados à vigilância em saúde ambiental, promovendo discussões sobre monitoramento, prevenção, preparação para emergências e proteção da população diante dos diferentes riscos ambientais, fortalecendo cada vez mais essa pauta dentro da SES”, explicou.

Mudanças climáticas ampliam desafios para a saúde pública

Um dos destaques da programação é a discussão sobre os impactos das mudanças climáticas na saúde pública e a necessidade de adaptação dos serviços diante do aumento da frequência de eventos extremos.

Consultora técnica do Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde, Rafaela Ferreira ressaltou que a área da saúde passou a ocupar posição estratégica nesse debate nos últimos anos.

“Até pouco tempo atrás, a área da saúde não era vista como protagonista dentro do contexto das mudanças climáticas. Hoje, porém, existe um movimento internacional muito forte que tem colocado essa discussão em evidência”, afirmou.

De acordo com a especialista, o aumento da ocorrência de desastres, as alterações no comportamento de vetores e a mudança na dinâmica de circulação de agentes causadores de doenças têm provocado impactos cada vez maiores sobre os sistemas de saúde.

“Os dados epidemiológicos mostram o crescimento de diferentes agravos e doenças, além do aumento da demanda sobre os serviços de saúde. Por isso, reunir os municípios para discutir as mudanças ambientais e sua relação direta com a saúde é extremamente importante”, pontuou.

Rafaela também destacou o AdaptaSUS, Plano de Adaptação da Saúde às Mudanças Climáticas, que recebeu financiamento internacional e estabelece metas para fortalecer a preparação dos serviços de saúde em todo o país.

“Nosso objetivo é preparar os serviços de saúde para que, diante de desastres, emergências ou epidemias, possamos oferecer uma resposta rápida, organizada e eficiente, minimizando os impactos para a população”, enfatizou.

Participação do público e troca de experiências

Além das palestras técnicas, a programação conta com mesas-redondas, debates e espaços para interação entre os participantes, promovendo a troca de experiências entre municípios e instituições.

Outra atração é a exposição de animais peçonhentos e não peçonhentos, realizada em parceria com o biotério da UCDB (Universidade Católica Dom Bosco), permitindo aos participantes ampliar conhecimentos sobre identificação, prevenção de acidentes e manejo adequado desses animais.

Durante os três dias de evento, a iniciativa reforça a importância da integração entre dados, pessoas e ações para fortalecer a vigilância em saúde ambiental e ampliar a capacidade de resposta do SUS (Sistema Único de Saúde) diante dos desafios impostos pelas transformações ambientais e climáticas.

André Lima, Comunicação SES
Fotos: André Lima



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Membro do BCE não vê alívio na inflação mesmo que Estreito de Ormuz reabra em breve


FRANKFURT, 15 Jun (Reuters) – O ⁠membro do Conselho do Banco Central ⁠Europeu Joachim Nagel afirmou nesta segunda-feira que ‌não haverá alívio imediato do aumento da inflação impulsionado pelos preços da energia mesmo que o ‌Estreito de Ormuz seja reaberto em breve, pois levará meses para que o abastecimento de petróleo se recupere ao nível pré-guerra.

Autoridades dos EUA e do Irã anunciaram que chegaram a um acordo para ⁠encerrar ‌a guerra e reabrir o estreito, porta ⁠de entrada para o transporte de energia, em um pacto preliminar que fez com que os preços do petróleo caíssem.

Mas Nagel reafirmou sua opinião de que todas as opções — ou ​seja, tanto manter as taxas de juros estáveis quanto aumentá-las — permanecem em aberto para a ​próxima reunião de política monetária do banco central, de 22 a 23 de julho.

“Não há alívio à vista no futuro próximo”, disse Nagel. “Pelo contrário: mesmo que o Estreito de Ormuz volte ‌a ser navegável em breve, ​levará meses para que o abastecimento de petróleo retorne ao normal.”

O BCE elevou as taxas de juros pela primeira vez em ⁠quase três ​anos na ​semana passada para tentar conter a inflação antes que o aumento ⁠nos custos de energia — que ​se seguiu a uma interrupção sem precedentes no abastecimento ligada à guerra no Irã — espalhe-se ainda mais ​pela economia da zona do euro.

Nagel disse que deve ser esperado outro aumento da ​inflação quando as ⁠medidas governamentais para limitar as altas dos preços da energia expirarem. ⁠Essas medidas, que incluem um desconto no preço do combustível nos postos na Alemanha, reduziram a taxa de inflação na zona do euro em 0,4 ponto percentual em maio, disse Nagel.



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Soja avança em Chicago sustentada por dados de exportação dos EUA

A soja encerrou o pregão desta segunda-feira (15) em alta na Bolsa de Chicago. O contrato com vencimento em novembro avançou 0,24%, fechando cotado a US$ 11,34 por bushel.

Após iniciar a sessão em baixa, a oleaginosa conseguiu reverter as perdas e passou a operar no campo positivo ao longo do dia. Segundo análise da Agrinvest, o mercado encontrou sustentação em indicadores favoráveis divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que reforçaram a demanda pelo produto norte-americano.

As inspeções de exportação somaram 522,68 mil toneladas na semana, volume superior às 412,12 mil toneladas registradas na semana anterior. O resultado ajudou a compensar a pressão vinda do mercado de óleo de soja e da forte queda do petróleo, fatores que limitaram ganhos mais expressivos.

No segmento de derivados, dados divulgados pela NOPA (Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos Estados Unidos) mostraram desaceleração no ritmo de esmagamento de soja em relação ao mês anterior, informação que também permaneceu no radar dos investidores durante a sessão.

Milho

Na Bolsa de Chicago, o contrato futuro para milho com vencimento em julho avançou 0,67%, fechando cotado a US$ 4,15 por bushel.

A Granar apontou que a valorização foi sustentada por um movimento de recomposição de posições por parte dos investidores após as recentes quedas do mercado, além das preocupações com a falta de umidade em áreas das Grandes Planícies dos Estados Unidos. Apesar da recuperação no dia, o cereal acumula a terceira semana consecutiva de pressão negativa.

O mercado também acompanhou de perto os desdobramentos das negociações entre Estados Unidos e Irã. A Granar destacou que as expectativas em torno de um acordo para reduzir as tensões no Oriente Médio influenciaram os preços do petróleo, fator importante para o setor de biocombustíveis e, consequentemente, para a demanda por milho.

Além disso, os investidores seguem atentos à tramitação de uma proposta que autoriza a comercialização da gasolina E-15 durante todo o ano nos Estados Unidos. A medida, que já recebeu aprovação na Câmara dos Representantes e aguarda análise do Senado, pode ampliar a demanda por etanol e fortalecer o consumo de milho no país.

Trigo

A cotação futura do trigo fechou a sessão em alta na Bolsa de Chicago, em que o contrato com vencimento em julho avançou 0,90%, encerrando o dia cotado a US$ 5,89 por bushel.

Após duas semanas consecutivas de pressão sobre as cotações, o mercado conseguiu recuperar parte das perdas, impulsionado por um movimento de ajuste técnico e pela redução das tensões geopolíticas no Oriente Médio.

A Granar destacou que a perspectiva de um acordo entre Estados Unidos e Irã para interromper as hostilidades e garantir a reabertura do Estreito de Ormuz contribuiu para diminuir a aversão ao risco entre os investidores.

Apesar da recuperação, o mercado segue atento ao avanço da colheita de trigo de inverno nos Estados Unidos. A consultoria Granar apontou que aproximação da colheita em outras regiões produtoras do Hemisfério Norte continua ampliando as expectativas de oferta, fator que limita ganhos mais expressivos para a commodity.

Os agentes também monitoram o ritmo de entrada da nova safra no mercado global, em um período tradicionalmente marcado por maior disponibilidade do cereal.

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crescimento do PIB do G20 permanece estável em 0,7% no 1º trimestre


O Produto Interno Bruto (PIB) do G20, como é conhecido o grupo das 20 maiores economias do mundo, permaneceu estável em 0,7% no primeiro trimestre de 2026 ante os três meses anteriores, segundo dados preliminares de relatório publicado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) nesta segunda-feira, 15. De acordo com o documento, o resultado reflete um cenário misto entre os países do grupo.

A OCDE destaca que, entre as economias do G20, o crescimento acelerou na maioria dos países no período. O PIB se recuperou fortemente na Coreia do Sul, passando de -0,1% no quarto trimestre de 2025 para 1,8%, e o Brasil também se destacou, com avanço de 0,3% para 1,1%.

O crescimento acelerou, embora de forma mais modesta, no Reino Unido (de 0,2% para 0,6%), no Japão (de 0,2% para 0,5%), nos Estados Unidos (de 0,1% para 0,4%), na Índia (de 1,8% para 1,9%), na China (de 1,2% para 1,3%), na África do Sul (de 0,4% para 0,5%) e na Alemanha (de 0,2% para 0,3%). Ainda segundo o relatório, o crescimento manteve-se forte na Indonésia (em 1,4%) e ficou inalterado na Itália (em 0,3%). O Canadá registrou crescimento zero, após contração de 0,2% no quarto trimestre de 2025.

Em contrapartida, o crescimento do PIB enfraqueceu em cinco países: Arábia Saudita (-1,2% após alta de 1,3% no trimestre anterior), México (-0,6% após avanço de 0,7%), França (-0,1% depois de alta de 0,2%), Turquia (de 0,4% para 0,1%) e Austrália (de 0,9% para 0,3%).

Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, o PIB do G20 foi 3,2% maior no primeiro trimestre de 2026. Entre as economias do grupo, a Índia registrou a maior taxa de crescimento anual, de 8,0%, enquanto o Canadá apresentou o pior desempenho, com contração de 0,1%.



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economia

Membro do FMI diz que ainda não há sinais de desaceleração, mas riscos são altos


WASHINGTON, 15 Jun (Reuters) – A economia ⁠mundial vem, até o momento, resistindo ⁠ao choque da guerra no Oriente Médio, apesar ‌do aumento nos preços das commodities, da inflação mais elevada e das tensões nas condições financeiras, sem ‌sinais, até o momento, de uma desaceleração global, afirmou na segunda-feira a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva.

Georgieva saudou o acordo anunciado no domingo entre os Estados Unidos e o Irã para encerrar a guerra ⁠e ‌reabrir o Estreito de Ormuz, mas alertou em ⁠um novo post em um blog que uma intensificação do conflito e das interrupções no abastecimento representam um “risco claro para o crescimento global”.

O FMI divulgará uma previsão atualizada em 8 de julho. Em ​abril, o FMI apresentou três cenários para o crescimento do PIB global em 2026 e 2027, ​com seu “cenário adverso” intermediário prevendo uma desaceleração do crescimento para 2,5% em 2026 e uma inflação geral de 5,4%.

Georgieva afirmou no mês passado que o cenário adverso já estava em andamento, mas seus comentários ‌mais recentes sugerem que o fundo ​pode voltar ao seu cenário de referência, que previa uma guerra de curta duração no Irã e um crescimento de 3,1% em ⁠2026.

O acordo marca ​o maior ​avanço na resolução de uma guerra que começou com ataques conjuntos dos ⁠EUA e de Israel ao ​Irã em fevereiro, antes de se transformar em um conflito regional mais amplo que matou milhares de pessoas, abalou ​os mercados de energia e alimentou temores de recessão para a economia global.

“Mais de três ​meses após o ⁠início da guerra no Oriente Médio, a economia global parece estar se ⁠mantendo firme. Os preços das commodities, a inflação e as expectativas em relação a ela, bem como as condições financeiras, foram todos afetados — mas ainda não de forma a sinalizar uma desaceleração global”, escreveu ela.



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Penitenciária de Dourados recebe ações integradas do programa Brasil Contra o Crime Organizado e reforça a segurança na região de fronteira


A SENAPPEN (Secretaria Nacional de Políticas Penais) e a Agepen/MS (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário de Mato Grosso do Sul) intensificaram nesta semana as ações do Programa Brasil Contra o Crime Organizado na PED (Penitenciária Estadual de Dourados), localizada a aproximadamente 120 quilômetros da fronteira com o Paraguai. Situada em uma das regiões mais estratégicas do país para o enfrentamento ao crime organizado, a unidade passou a concentrar ações integradas do Projeto Padrão Segurança Máxima – PSM com a Força Penal Nacional – FPN, a Operação MUTE e a Operação Modo Avião.

As ações mobilizam servidores da Força Penal Nacional, coordenada pela Polícia Penal Federal – PPF, equipes especializadas da Diretoria de Inteligência Penal da SENAPPEN e da Gerência de Inteligência do Mato Grosso do Sul e 50 policiais penais do estado, além de operacionais do Comando de Operações Penitenciárias – COPE. A atuação integrada reúne inteligência, tecnologia e apoio operacional especializado em unidades prisionais de alta complexidade. Atualmente, a PED custodia aproximadamente 2.800 pessoas privadas de liberdade.

Com a Operação MUTE, a equipe realiza revistas estruturadas para busca de aparelhos celulares e materiais ilícitos do ambiente prisional, enquanto com a Operação Modo Avião há o emprego de tecnologia especializada para identificação de sinais de telefonia móvel, fortalecendo a capacidade de monitoramento e contribuindo para a interrupção de comunicações criminosas originadas no interior das unidades prisionais.

Durante a ação também foi utilizado georradar, equipamento capaz de identificar estruturas subterrâneas sem a necessidade de escavações ou intervenções físicas no terreno. A ferramenta permite localizar possíveis túneis, galerias, cavidades e outras alterações estruturais que possam representar riscos à segurança da unidade prisional.

A PED também integra o Projeto Padrão Segurança Máxima, iniciativa da SENAPPEN que prevê investimentos em equipamentos, tecnologia e qualificação profissional. A unidade deverá receber equipamentos como aparelhos de raio X, scanners corporais (body scan) e viaturas especializadas, ampliando a capacidade de fiscalização, controle de acessos e segurança institucional.

Para o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, a atuação simultânea das diferentes frentes do Programa Brasil Contra o Crime Organizado demonstra a estratégia adotada pelo Governo Federal para enfrentar as organizações criminosas. “Estamos levando para as unidades prisionais estratégicas aquilo que há de mais moderno em tecnologia, inteligência e procedimentos operacionais. O enfrentamento ao crime organizado exige integração permanente entre União e estados. Quando fortalecemos o controle prisional, interrompemos fluxos de comunicação criminosa, reduzimos a capacidade de articulação dessas organizações e ampliamos a proteção da sociedade.”

Segundo o diretor-presidente da Agepen/MS, Rodrigo Rossi Maiorchini, as ações demonstram a relevância da unidade e o enfrentamento às organizações criminosas. “A Penitenciária Estadual de Dourados ocupa uma posição estratégica no sistema prisional brasileiro e desempenha papel fundamental para a segurança pública da região. Essa ação conjunta fortalece os nossos protocolos, amplia as capacidades operacionais das equipes e contribui para elevar os padrões de segurança da unidade. Um esforço que beneficia diretamente a sociedade e reforça a presença do Estado no combate ao crime organizado.”

Força Penal Nacional em Mato Grosso do Sul

O Ministério da Justiça e Segurança Pública autorizou, por meio da Portaria MJSP nº 1.214/2026, o emprego da Força Penal Nacional em unidades prisionais de Mato Grosso do Sul pelo período inicial de 90 dias.

A atuação é coordenada pela Polícia Penal Federal e reúne policiais penais de diferentes unidades da Federação, promovendo a integração de experiências e boas práticas desenvolvidas pelos sistemas penitenciários estaduais e federal.

Atualmente, a missão conta com policiais penais federais e estaduais mobilizados, oriundos dos estados do Acre, Bahia, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Roraima, São Paulo e Sergipe, que atuam em conjunto com a Polícia Penal Federal e os policiais penais de Mato Grosso do Sul.

Sobre o Padrão Segurança Máxima

O Projeto Padrão Segurança Máxima – PSM integra o Programa Brasil Contra o Crime Organizado, coordenado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, e tem como objetivo fortalecer o controle prisional, ampliar a capacidade de enfrentamento às organizações criminosas e modernizar o sistema penitenciário brasileiro.

Estruturado nos eixos de inteligência e operações, modernização tecnológica e capacitação de servidores, o projeto prevê investimentos em equipamentos, infraestrutura, tecnologia e qualificação profissional para 138 unidades prisionais estratégicas em todo o país.

A iniciativa busca integrar inteligência, tecnologia e atuação operacional para fortalecer as polícias penais, ampliar a segurança das unidades prisionais e contribuir para a proteção da sociedade.

Texto e Fotos: Senappen.



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