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IBC-Br sobe 0,5% em abril e mostra economia resistente a juro alto, mas desacelerando


O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) registrou alta de 0,5% em abril na comparação com março, descontada a sazonalidade. O resultado veio ligeiramente abaixo da expectativa do mercado, que projetava avanço de 0,6%, mas reafirma a resiliência da economia brasileira em um ambiente de juros restritivos. Na comparação com abril de 2025, o indicador subiu 0,9%. 

Com o desempenho de abril, o IBC-Br acumula expansão de 1,6% nos últimos 12 meses e de 1,3% no ano. 

A expansão foi puxada pela Indústria, que cresceu 0,4%, e pelo setor de Serviços, com alta de 0,3%. O setor agropecuário ficou estável (0%) e o IBC-Br Ex-agro avançou 0,4%. 

Variação do IBC-Br (%)
Mês/mês Tri/tri Mês/mês ano anterior Tri/tri ano anterior Acumulado ano Acumulado 12 meses
IBC-Br 0,5 1,2 0,9 1,4 1,3 1,6
Agro 0 1,4 0,6 -0,3 -0,1 3,2
Indústria 0,4 1,4 1,3 1 0,6 0,8
Serviços 0,3 0,7 1,2 2,1 2,1 2,1
Impostos 0,3 1,5 1 1,7 0,9 0,6
IBC-Br Ex-agro 0,4 1 1,2 1,8 1,6 1,6
Fonte: Banco Central

Terceiro avanço em quatro meses

Rafael Perez, economista da Suno Research, apontou que o resultado, embora abaixo das expectativas, representa a terceira alta dos últimos quatro meses, acumulando expansão de 1,6% em 12 meses. “Os dados de atividade de abril reforçam nossa leitura de que a economia segue resiliente neste início de segundo trimestre”, afirma. 

Com o avanço, o indicador acaba “renovando o nível mais elevado já registrado em sua série histórica”, afirma Yihao Lin, economista da Genial Investimentos

Rodolfo Margato e Alexandre Maluf, da  XP, apontam que o avanço no IBC-Br foi generalizado, ainda que moderado. 

Na análise por setores, Perez atribui o desempenho em serviços à retomada do consumo das famílias, que tem sido o principal vetor de sustentação da demanda doméstica neste ano. Já na indústria, ele destaca o setor extrativo, especialmente as atividades ligadas à produção de petróleo e gás, impulsionadas pela guerra, que vêm compensando a fraqueza observada na indústria de transformação. Na agropecuária, Perez sinaliza que a acomodação já era esperada, tendo em vista que o crescimento da produção costuma ficar concentrado nos primeiros meses do ano.

Para Matheus Pizzani, economista do PicPay, o dado vem alinhado às pesquisas mensais dos setores feitas pelo IBGE, como a Pesquisa Industrial Mensal (PIM), Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) e Pesquisa Mensal de Serviços (PMS). “Os resultados apontaram para um crescimento baseado na melhora da demanda externa por commodities energéticas, com foco no petróleo, e da dinamização de segmentos específicos voltados para este tipo de produção, como a indústria extrativa e parte do setor de serviços”, analisa Pizzani.

Segundo o economista, segmentos mais expostos aos ciclos econômicos, como a indústria de bens duráveis e os segmentos do comércio voltados à intermediação destes mesmos itens, apresentaram desempenho avaliado como “alinhado ao atual ciclo da economia”, com juros restritivos. “O dado do IBC-Br divulgado hoje é mais um na esteira de resultados que apontam para um processo de desaceleração gradual da atividade econômica, que havia iniciado o ano apresentando resultados excepcionalmente fortes em seu primeiro bimestre”, diz.

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Revisões alteram a fotografia do trimestre

A divulgação do Banco Central trouxe revisões importantes na série histórica, mostrando que a economia operou com menor tração no início do ano do que o inicialmente medido. A retração de março, antes divulgada como 0,67%, foi ajustada para uma queda mais suave, em torno de 0,18% a 0,2%. 

Segundo Rafael Rondinelli, economista da MAG Investimentos, ajustes em janeiro (para +0,8%) e fevereiro (para +0,4%) reforçam a percepção de que “o ponto de partida da atividade econômica no início do ano foi marginalmente mais forte”. 

Pablo Spyer, conselheiro da Associação Nacional das Corretoras de Valores (Ancord), também destaca que essas revisões suavizam a percepção de desaceleração abrupta. 

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Consumo alto versus juros restritivos

O dado aponta, mais uma vez, que a economia vive uma disputa de forças opostas. De um lado, a atividade é sustentada pelo mercado de trabalho aquecido e por pesados estímulos governamentais. Rodolfo Margato e Alexandre Maluf, economistas da XP, avaliam que a renda real mantém trajetória de crescimento devido ao aumento das transferências fiscais, estimando que as medidas de estímulo adicionem até 150 pontos-base ao PIB em 2026. 

Alberto Ramos, diretor de pesquisa macroeconômica do Goldman Sachs, corrobora o cenário de demanda forte, destacando que a renda real bruta disponível das famílias acelerou para um ritmo de 6,3% em relação ao ano anterior em março-abril, um dado “forte”, segundo Ramos. 

Por outro lado, o aperto monetário freia lentamente o ímpeto. Lin, da Genial Investimentos, aponta o “descasamento entre as políticas monetária e fiscal” como o principal fator desse desempenho paradoxal. Matheus Pizzani, economista do PicPay, alerta ainda para os impactos de choques externos: a eclosão do conflito no Oriente Médio e a alta do petróleo devem “corroer parcela importante da renda das famílias” por via da inflação. 

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Gabriel Foglieni, parceiro e gestor de investimentos da Eleva Invest, afirma que, com a inflação ainda pressionada, o Banco Central deve manter os juros em patamar elevado. “E são justamente esses juros altos que continuam segurando o ritmo da atividade. Um ciclo que ainda não encontrou seu ponto de virada”, afirma.

Projeções e Selic

Com a inflação pressionada, o mercado não vê espaço para cortes agressivos na Selic. Pablo Spyer avalia que o Copom deve promover um corte de 0,25 ponto percentual, levando a taxa para 14,25%, “mas com um discurso bastante cauteloso”, deixando a porta aberta para uma pausa devido às incertezas globais. A Genial Investimentos avalia que, devido ao cenário adverso, a diretoria “deveria interromper o ciclo nesta reunião” após o corte, mantendo a Selic em 14,25% até o fim do ano.

Valdir Piran Jr. CEO da Intra Asset, aponta que, para o Banco Central, esse movimento pode ser visto como um sinal positivo “na medida em que reduz parte das pressões de demanda”. No entanto, o dado dificilmente será suficiente, isoladamente, para alterar de forma relevante a condução da política monetária.

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Gustavo Assis, CEO da Asset, avalia que “em tese”, isso abre espaço para um Copom “mais confortável” no corte de juros, já que um crescimento mais moderado ajuda na convergência da inflação para a meta.

Para o fechamento do ano, as perspectivas de crescimento permanecem sólidas, apesar da desaceleração projetada para o segundo semestre.

O Goldman Sachs aponta alta de 0,6% no PIB do segundo trimestre e crescimento de 1,8% em 2026. A Suno Research projeta avanço de 0,6% no segundo trimestre e de 2,0% no ano.  

A XP Investimentos estima alta de 0,5% no 2º trimestre e 2,0% em 2026, mesmos indicadores da Genial Investimentos. Para maio, a XP já projeta uma estimativa preliminar de avanço de 0,6% no IBC-Br na comparação mensal. O PicPay está mais pessimista, estimando crescimento de 0,4% no 2º trimestre e 1,7% no consolidado de 2026.



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Escola estadual de Corumbá se consolida como polo de ciência e tecnologia no Pantanal – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul


Escola pública do interior mostra que inovação não é privilégio dos grandes centros

Há escolas que falam sobre o futuro enquanto outras constroem. É o caso da Escola Estadual Dom Bosco, em Corumbá, que oferece oportunidades de aprendizagem com as melhores tecnologias educacionais disponíveis na atualidade. Com robótica, inteligência artificial, Arduino, LEGO Education e uma carreta escola equipada com 18 notebooks, a escola amplia ainda mais as possibilidades de quem estuda no coração do Pantanal.

Essa conquista foi celebrada com a cerimônia de inauguração do Espaço Maker ‘Pe. Didimo de Campos Filho’ e a chegada da Carreta Escola do Senac, na presença de autoridades, gestores, professores, estudantes e parceiros num momento que marca uma virada na trajetória dos mais de 1.600 estudantes atendidos pela unidade.

O Espaço Maker foi planejado para integrar ciência, tecnologia, engenharia e matemática, o chamado STEM, com atividades de robótica, programação, eletrônica, automação e inteligência artificial. O ambiente conta com computadores, recursos multimídia, materiais de prototipagem, arenas para treinamento de equipes de robótica e plataformas como LEGO Education, Arduino e Conecta Edutec.

Um detalhe que merece destaque, o espaço também dispõe de kits de Robótica para Inclusão, destinados a estudantes público-alvo da Educação Especial — porque inovação que exclui não é inovação.

Crianças das escola corumbaense tem acesso às melhores práticas educacionais da atualidade

IA para proteger o Pantanal

Entre os projetos desenvolvidos na escola, um chama atenção pelo propósito. O SAVIA (Sistema de Alerta e Vigilância Inteligente Ambiental) desenvolvido por estudantes do Ensino Médio Integrado ao Ensino Técnico em Informática para Internet.

O projeto usa sensores, automação e inteligência artificial para auxiliar na prevenção de atropelamentos de animais silvestres e na detecção precoce de incêndios florestais no Pantanal.

A iniciativa chegou à semifinal do programa ‘Solve for Tomorrow Brasil’ e foi contemplada pelo Pictec (Programa de Iniciação Cientifica e Tecnológica) da Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia), ambos de Mato Grosso do Sul.

O SAVIA é uma conquista que prova o quanto a ciência feita por estudantes da escola pública pode e deve ter alcance nacional.

A carreta que amplia horizontes

Além do Espaço Maker, a Dom Bosco passou a contar com a Carreta Escola do Senac, uma unidade móvel moderna equipada com 18 notebooks, telas de projeção, sistema de sonorização, internet via satélite e ambiente climatizado. A parceria com o Senac amplia significativamente a capacidade de atendimento das atividades tecnológicas e de formação profissional da escola.

Equipe que integra a Carreta do Senac

Mais de 30 estudantes já participam das atividades do Clube de Robótica, desenvolvendo projetos e se preparando para competições como a OBR (Olimpíada Brasileira de Robótica). São jovens que aprendem fazendo e que já mostram que o Pantanal também é território de inovação.

A Dom Bosco se torna um dos principais polos de ciência, tecnologia e iniciação científica da região pantaneira, revelando uma educação pública de qualidade onde há planejamento e dedicação.

Um reconhecimento especial é dedicado aos professores Felipe de Oliveira e Bruno Silva, além do diretor-adjunto Elvécio Zequeto, educadores atuantes na orientação dos estudantes para o desenvolvimento do sistema de inteligência artificial para proteger o Pantanal, um dos maiores desafios do nosso tempo.

Para o diretor Fernando Cruz, a chegada da Carrega Escola do Senac representa a materialização de um compromisso coletivo para que os estudantes de Corumbá possam competir com qualquer estudante do país.

“O Espaço Maker e a Carreta do Senac chegaram para que nossos estudantes não precisem buscar outro espaço para encontrar o futuro porque ele já está aqui, dentro da Dom Bosco”, ressalta o diretor Fernando.

Gilberto Junior, Comunicação SED
Fotos: Reprodução



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IPC-S desacelera em quatro capitais pesquisadas pela FGV na 2ª quadrissemana de junho


O Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) desacelerou em quatro das sete capitais pesquisadas na segunda quadrissemana de junho, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quarta (17). O índice caiu para 0,57%, resultado abaixo do registrado na última divulgação de 0,64%, na passagem da primeira para a segunda quadrissemana de junho.

A desaceleração mais significativa entre as capitais ocorreu no Rio de Janeiro (0,74% para 0,63%). Em seguida, aparecem Salvador (0,82% para 0,56%), Recife (0,83% para 0,44%) e São Paulo (0,66% para 0,57%).

Houve, por outro lado, aceleração em Porto Alegre (0,66% para 0,75%), Brasília (0,24% para 0,32%) e Belo Horizonte (0,52% para 0,54%).



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Prévia do PIB, IBC-Br avança 0,5% em abril, um pouco abaixo do esperado


O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), teve alta de 0,5% em relação a março, mostraram dados do Banco Central divulgados nesta quarta-feira (17).

O número ficou um pouco abaixo do esperado. A expectativa em pesquisa da Reuters era de avanço de 0,60% sobre o mês anterior.

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o IBC-Br teve alta de 0,9%, enquanto no acumulado em 12 meses passou a um ganho de 1,6%, de acordo com números não dessazonalizados.

Mais informações em breve



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Corteva paga US$ 200 milhões em acordo de herbicidas com a FMC

A FMC e a Corteva anunciaram a assinatura de um acordo estratégico de fornecimento e licenciamento para atuação conjunta nos mercados de milho e soja da América do Norte e da América do Sul. A parceria prevê a ampliação do acesso à tecnologia de um herbicida desenvolvido pela FMC por meio de produtos que serão comercializados separadamente por cada empresa.

Pelos termos do acordo, a FMC manterá a propriedade intelectual da tecnologia e será responsável pelo fornecimento do ingrediente ativo à Corteva. As duas companhias irão desenvolver e comercializar suas próprias formulações destinadas às culturas de milho e soja nos mercados abrangidos pela parceria.

O contrato tem duração prevista para a próxima década. Como parte do acordo, a Corteva realizará um pagamento inicial antecipado de US$ 200 milhões referente ao fornecimento futuro de produtos pela FMC.

Segundo as empresas, a colaboração busca ampliar a disponibilidade de novas ferramentas para o manejo de plantas daninhas resistentes a herbicidas.

A FMC informou que continuará desenvolvendo aplicações da tecnologia para outras culturas e mercados fora do escopo do acordo. Já a Corteva destacou que a colaboração integra sua estratégia de estabelecer parcerias voltadas ao fortalecimento de sua atuação no segmento de controle de plantas daninhas.

As primeiras vendas comerciais dos produtos resultantes da parceria são previstas para ocorrer até o final da década, condicionadas às aprovações regulatórias necessárias nos países envolvidos.

Os valores adicionais e demais detalhes financeiros do acordo não foram divulgados pelas empresas.

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China anuncia medidas para estimular o uso do yuan globalmente


Autoridades chinesas lançaram nesta quarta-feira (17) medidas para promover o uso do yuan globalmente, no mais recente esforço para construir uma infraestrutura financeira mais resiliente e proteger a economia do país de choques externos.

O presidente do Banco Popular da China (PBoC), Pan Gongsheng, anunciou o estabelecimento de um novo mecanismo de recompra para permitir que autoridades monetárias estrangeiras, incluindo fundos soberanos, obtenham liquidez em yuan do banco central chinês, usando títulos como garantia.

Pan também revelou que a China lançará um programa piloto para negociação de câmbio de yuan offshore na Zona de Livre Comércio de Xangai, ao discursar para executivos financeiros na cidade. A iniciativa tem o objetivo de transformar Xangai em um centro global para alocação de ativos e gerenciamento de risco denominados em yuan.

Sobre o controle da política monetária chinesa pelo banco central, Pan disse que o PBoC tomará várias medidas para aprimorar o mecanismo de regulação das taxas de juros de curto prazo.

As iniciativas sugerem que as autoridades chinesas podem estar se voltando para o uso da taxa overnight do banco central como o principal referencial de política monetária, assim como a maioria dos países. O principal referencial do PBoC é atualmente a taxa de recompra reversa de sete dias.

Pan disse ainda que a autoridade monetária está formulando ferramentas para fornecer liquidez de emergência a instituições não bancárias durante crises.

O discurso do chefe do PBoC, porém, não sinalizou para a flexibilização da política monetária, embora tenha ocorrido após a divulgação de indicadores fracos da economia chinesa, na véspera. Em maio, ocorreu a primeira queda nos gastos do consumidor chinês em mais de três anos e uma nova redução nos gastos com investimentos. Fonte: Dow Jones Newswires.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.



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escolas de MS reinventam o uso da tecnologia em sala de aula – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul


Lousas interativas, plataformas digitais, laboratórios e kits de robótica transformam a rotina de professores e estudantes, mostrando que a tecnologia não saiu da escola — ela ganhou propósito pedagógico.

O celular ficou guardado na mochila, mas a tecnologia não saiu da sala de aula. Em escolas estaduais de Mato Grosso do Sul, ela aparece agora em lousas interativas, plataformas digitais, laboratórios de informática e robôs montados pelos próprios estudantes. A mudança, que reorganiza a forma como os recursos digitais são usados no ambiente escolar, tem transformado a rotina de professores e alunos da Rede Estadual de Ensino.

A estudante Emily de Oliveira chegou para mais uma aula na Escola Estadual Maria Constância de Barros Machado, em Campo Grande, sem imaginar que a experiência seria diferente. O celular estava guardado, como determina a regra adotada nas unidades escolares. À frente da turma, porém, uma lousa interativa de 75 polegadas conduzia a aula. A professora abriu um mapa, depois exibiu um vídeo, apresentou um gráfico e transformou o conteúdo em uma experiência mais visual, dinâmica e participativa.

A cena ajuda a explicar uma mudança em curso na educação pública estadual. A regulamentação do uso do celular nas escolas, com a orientação de que os aparelhos permaneçam guardados e desligados durante as aulas, salvo em situações excepcionais, não significou a retirada da tecnologia do ambiente escolar. Ao contrário: abriu espaço para uma nova etapa, em que os recursos digitais deixam de disputar a atenção dos estudantes e passam a ser utilizados de forma planejada, coletiva e integrada ao currículo.

Para Emily, aluna do 3º ano do Ensino Médio, a diferença já aparece na forma como as aulas são conduzidas. “Vim de uma escola particular que ainda usava Datashow. Agora, as aulas estão mais interessantes”, afirma.

No início de 2025, quando Mato Grosso do Sul regulamentou o uso do celular nas escolas estaduais, uma pergunta passou a orientar o debate: como aumentar a atenção dos estudantes sem abrir mão das possibilidades da educação digital? A resposta veio com reorganização pedagógica, investimento em infraestrutura e ampliação do acesso a ferramentas tecnológicas dentro da própria escola.

Lousa interativa em sala de aula

No primeiro ano da nova regra, as escolas da Rede Estadual receberam mais de R$ 100 milhões em modernização da infraestrutura tecnológica, com aquisição de equipamentos, ampliação de laboratórios, renovação do parque tecnológico e implantação de plataformas digitais voltadas ao processo de ensino e aprendizagem. Na prática, o celular deixou de ser o centro da experiência em sala de aula, mas a tecnologia ganhou mais presença e mais propósito.

Hoje, o aparelho particular pode complementar atividades fora da escola, apoiar pesquisas e ser utilizado em situações específicas, sempre de forma orientada. Dentro da sala, porém, o protagonismo passou a ser de ferramentas coletivas, supervisionadas e pensadas para o aprendizado, como lousas interativas, laboratórios de informática, plataformas educacionais e kits de robótica.

Um dos pilares desse novo ambiente é a plataforma de protagonismo digital, disponível gratuitamente para os estudantes da Rede Estadual de Ensino. O espaço reúne recursos digitais de aprendizagem alinhados ao currículo e oferece aos professores materiais confiáveis para enriquecer as aulas, ampliando as possibilidades de ensino sem depender do celular de cada aluno.

Para a professora de inglês Luzimar Cristiane, a ferramenta qualifica o uso da tecnologia e ajuda a reduzir desigualdades de acesso. “É um cardápio confiável de conteúdos para enriquecer nossas aulas. Para o estudante, é a garantia de que o acesso à educação digital não depende dos celulares, depende da escola”, destaca.

A mudança também fortalece o papel do professor. Com os novos recursos, o conteúdo pode ser apresentado de diferentes formas, combinando texto, imagem, vídeo, mapas, gráficos, exercícios interativos e atividades práticas. O que antes dependia de equipamentos mais limitados ou de soluções improvisadas passa a fazer parte de um ambiente mais estruturado, em que a tecnologia é usada para ampliar a atenção, estimular a participação e aproximar o estudante do conteúdo.

A estudante Emily

Essa transformação não está restrita às salas com lousas digitais. Em diferentes municípios, a Educação Digital tem levado estudantes da Rede Estadual a experiências práticas que antes pareciam distantes da realidade da escola pública. Em Dourados, na Escola Estadual Floriano Viegas Machado, o estudante Sidney Matheus Ferraz Sanchez, do 9º ano do Ensino Fundamental, montou seu primeiro robô com apoio de professores e recursos pedagógicos.

O processo começou com peças de encaixe, sensores, motores, baterias e comandos de programação. Ao ver o robô se movimentar pela primeira vez, Sidney percebeu que o conteúdo aprendido em sala podia ganhar forma, movimento e função. “A gente começa montando e acaba criando um robô. Ele passa a se movimentar de acordo com os comandos programados e é como se ganhasse vida”, conta o estudante.

A experiência mostra como a robótica educacional tem transformado a relação dos alunos com disciplinas tradicionais. A matemática, por exemplo, deixa de aparecer apenas no quadro, no caderno e nos exercícios. Ela passa a estar também nos circuitos, nas medidas, nos testes, nos sensores, na lógica de programação, na solução de problemas e no trabalho em equipe. O aprendizado se torna mais concreto porque o estudante participa da construção do resultado.

Desde 2022, kits de robótica e ferramentas de montagem e fabricação vêm sendo incorporados às escolas estaduais como parte das ações de educação digital. Os kits são organizados em maletas com peças, motores, sensores, baterias e computadores programáveis, permitindo que os alunos desenvolvam projetos orientados por professores especialistas em práticas inovadoras. A proposta é estimular raciocínio lógico, criatividade, colaboração, resolução de problemas e contato com áreas estratégicas para o futuro, como tecnologia, engenharia, programação e inovação.

Em Aquidauana, a chegada da robótica também mudou a rotina dos estudantes da Escola Estadual Coronel José Alves Ribeiro. Até o ano passado, os alunos da unidade não tinham contato direto com esse tipo de atividade. Com a expansão dos laboratórios e das oficinas na Rede Estadual, a robótica chegou à escola em abril e, em menos de dois meses, já produziu um resultado considerado marcante para a comunidade escolar: pela primeira vez, estudantes do 5º ano foram inscritos na Olimpíada Brasileira de Robótica, a OBR 2026.

A professora Luzimar

Entre eles está Pietro Miguel da Rocha Ferreira, aluno do 5º ano do Ensino Fundamental. Para ele, o contato com a robótica abriu novas possibilidades de aprendizado e ajudou a derrubar a ideia de que esse tipo de conhecimento pertence apenas a estudantes mais velhos ou a ambientes universitários.

“Antes eu achava que a robótica era matéria de faculdade e, aqui, aprendi que é coisa de quem quer aprender. Agora, o objetivo é continuar criando e desenvolvendo”, afirma Pietro.

As histórias de Emily, Sidney e Pietro mostram diferentes faces de uma mesma transformação. Em Campo Grande, a lousa interativa prende a atenção e torna a aula mais visual. Em Dourados, o robô em movimento ajuda o estudante a compreender programação, lógica e matemática. Em Aquidauana, a chegada da oficina cria novas expectativas e leva alunos dos anos iniciais a participarem de uma olimpíada nacional de robótica.

O ponto comum entre essas experiências é a presença da tecnologia com finalidade pedagógica. O objetivo não é apenas modernizar a escola com novos equipamentos, mas garantir que esses recursos contribuam para melhorar a aprendizagem, ampliar o interesse dos estudantes e apoiar o trabalho dos professores. A tecnologia deixa de ser uma distração individual e passa a ser uma ferramenta coletiva, orientada e integrada ao cotidiano escolar.

Na Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso do Sul, a restrição ao uso do celular durante as aulas abriu espaço para uma discussão mais ampla sobre o papel da escola na formação digital dos estudantes. A escola pública passa a assumir a responsabilidade de oferecer acesso, orientar o uso e transformar equipamentos, plataformas e laboratórios em instrumentos reais de aprendizagem.

O pequeno Pietro e seu robô

Com isso, o ambiente escolar se aproxima do mundo em que os estudantes vivem, mas com mais organização, segurança e intencionalidade pedagógica. Em vez de depender do aparelho de cada aluno, a educação digital passa a ser construída como política pública, com investimento, estrutura e acompanhamento.

O celular saiu das mãos durante a aula. Mas a tecnologia permaneceu na escola, maior, mais acessível, mais coletiva e mais conectada ao que realmente importa: ensinar melhor, aprender mais e preparar os estudantes para um futuro cada vez mais digital.

Gilberto Vargas Jr, Comunicação SED
Fotos: Gilberto Vargas Jr



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Jovem de 22 anos morre em SP dez meses após sofrer intoxicação por metanol


Guilherme Torres da Silva, de 22 anos, foi sepultado nesta segunda-feira (15), na capital paulista, após morrer depois de passar dez meses lutando pela vida em decorrência da ingestão de uma bebida contaminada por metanol.

Morador de Itapecerica da Serra, Guilherme deu entrada no Hospital Municipal M’Boi Mirim no dia 16 de agosto de 2025, por suspeita de intoxicação, após consumir algumas doses de gin compradas em uma adega ao lado de sua casa e começar a se sentir mal.

Inicialmente, ele achou que fosse “apenas uma ressaca”, mas precisou ser levado ao hospital, onde teve diversas paradas cardíacas. Guilherme chegou a ficar entubado e respirando por aparelhos.

O jovem passou cerca de 10 meses lutando contra as graves sequelas. Ele ficou paralisado e passou a utilizar cadeira de rodas.

A família criou o perfil “Cura do Metanol”, onde compartilhava diariamente a rotina de recuperação dele, incluindo suas sessões de fisioterapia, além de iniciar uma campanha de arrecadação on-line para ajudar a custear o tratamento.

Na manhã da última terça-feira (16), familiares publicaram uma nota de pesar nas redes sociais informando a morte do jovem.

A família também agradeceu o apoio recebido durante o período de tratamento e no sepultamento.

“Muito obrigado a todos que compareceram ao sepultamento e aos que nos ajudaram até aqui de todas as formas possíveis, com contribuições, doações e mensagens positivas ao longo de toda essa trajetória. Nosso luto será eterno, mas ficarão as boas lembranças”, escreveu a família.

Em nota, a Prefeitura de Itapecerica da Serra informou que aguarda o recebimento dos laudos para confirmar a causa da morte e avaliar se há ligação com o quadro de intoxicação anteriormente investigado.

“Somente após a conclusão dessas análises pelos órgãos competentes será possível confirmar se o caso possui relação com o evento ocorrido em 2025”, diz a nota.

Até o momento, oito pessoas morreram no estado de São Paulo em decorrência de intoxicação por metanol.

Entenda o caso

Entre setembro e outubro de 2025, a crise de intoxicação por metanol em bebidas adulteradas gerou um alerta de saúde pública e vitimou principalmente jovens adultos em diferentes estados brasileiros. O estado de São Paulo acumulou o maior número de ocorrências, com mais de 50 casos entre suspeitos e confirmados.

A substância, que é incolor e inodora, leva a sintomas traiçoeiros que se assemelham a uma ressaca comum, como náuseas, vômitos e tontura. Contudo, entre 6 e 24 horas após o consumo, surgem sinais graves, como visão turva e cegueira, que pode ser irreversível.

Leia também: Metanol em bebidas: veja quem são as vítimas de casos de intoxicação | CNN Brasil

Até o final de 2025, 51 pessoas foram presas por algum tipo de envolvimento nas intoxicações de bebidas em São Paulo.

De acordo com balanço do governo estadual, mais de 21,4 mil garrafas e mais de 121,8 mil vasilhames vazios foram apreendidos. Também foram recolhidos mais de 105,2 mil insumos e 480 mil rótulos.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo





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Educação financeira, cooperativismo e protagonismo juvenil ganham espaço nas escolas estaduais


A formação de estudantes mais conscientes sobre o uso do dinheiro, preparados para a vida em sociedade e alinhados aos valores da cooperação e da responsabilidade coletiva está no centro do acordo de cooperação firmado hoje (15) entre o Governo de Mato Grosso do Sul e o Sicredi. A iniciativa permitirá ampliar a presença de programas de educação financeira, cooperativismo e cidadania nas escolas da Rede Estadual de Ensino, fortalecendo competências consideradas essenciais para os desafios do século XXI.

A parceria estabelecida entre a Fundação Sicredi e a SED (Secretaria de Educação), prevê a implantação e o fortalecimento de iniciativas como “A União Faz a Vida”, “Finanças na Mochila” e “Cooperativas Escolares”, programas já reconhecidos nacionalmente por estimular o protagonismo estudantil, a cooperação, a responsabilidade coletiva e a educação financeira desde os anos iniciais da formação escolar.

Durante a assinatura do acordo, o governador Eduardo Riedel destacou que a iniciativa está alinhada à estratégia educacional adotada pelo Estado e atende a demandas estruturais relacionadas à formação dos estudantes.

“Temos feito investimentos consistentes na infraestrutura das escolas, na formação dos professores e na organização pedagógica da rede. Nosso objetivo é garantir que cada iniciativa incorporada ao ambiente escolar tenha impacto real na formação dos alunos e contribua para melhorar os indicadores educacionais”, afirmou.

Segundo o governador, Mato Grosso do Sul consolidou uma das maiores redes de ensino em tempo integral do país, com 63% das escolas nesse modelo, além de ampliar significativamente a oferta de ensino técnico e profissionalizante.

“Em 2023, cerca de 16% dos alunos do ensino médio estavam matriculados em cursos técnicos. Hoje, esse percentual chega a 45%. Estamos preparando os jovens para o mercado de trabalho, ampliando oportunidades e conectando a educação às demandas do desenvolvimento do Estado”, destacou.

Riedel também enfatizou os avanços na transformação digital da educação, impulsionados pela expansão da conectividade nas unidades escolares e pela incorporação de novas tecnologias ao processo de ensino-aprendizagem.

Mais do que uma parceria institucional, o acordo é tratado pelos envolvidos como um investimento na formação das futuras gerações, estimulando desde a educação básica competências como colaboração, protagonismo juvenil, educação financeira, empreendedorismo, participação comunitária e cultura cooperativista.

Para o presidente da Central Sicredi Brasil Central, Celso Ronaldo Raguzzoni Figueira, a formalização da parceria representa a ampliação de programas educacionais já consolidados em diversas regiões do país para a rede estadual de ensino de Mato Grosso do Sul.

“Essa cooperação técnica materializa o grande diferencial do cooperativismo. Além dos serviços financeiros, temos uma fundação com foco essencialmente educacional, que desenvolve programas voltados para crianças, jovens e educadores. “Hoje damos um passo importante ao oficializar esse acordo de cooperação com o Estado de Mato Grosso do Sul, assegurando a presença estruturada dos nossos programas educacionais nas escolas estaduais. Essa parceria reafirma nosso compromisso com a educação como um pilar estratégico para o desenvolvimento das pessoas, das comunidades e dos territórios onde estamos presentes”, frisou.

Já a secretária-adjunta de Estado de Educação, Mary Nilce Peixoto, avaliou que a parceria amplia as oportunidades de aprendizagem dos estudantes ao incorporar temas como cooperativismo, cidadania e educação financeira ao ambiente escolar. Segundo ela, os programas poderão ser trabalhados de forma transversal, dialogando com diferentes componentes curriculares e contribuindo para a formação integral dos alunos.

“Recebemos essa parceria com muito entusiasmo porque ela agrega conhecimento e valores importantes para a formação dos nossos estudantes. Os programas permitem trabalhar temas como cooperativismo, cidadania e educação financeira de forma transversal, integrando diferentes disciplinas e contribuindo para que os alunos estejam cada vez mais preparados para os desafios da vida em sociedade”.

Com a implantação dos programas A União Faz a Vida, Finanças na Mochila e Cooperativas Escolares, os estudantes da Rede Estadual terão acesso a conteúdos e experiências que contribuam para o desenvolvimento de competências financeiras, sociais e empreendedoras, fortalecendo a capacidade de tomada de decisões conscientes e o exercício da cidadania.

Alexandre Gonzaga, Comunicação do Governo de MS
Fotos: Saul Schramm/Secom-MS



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Cantor Oliver Tree é a última vítima identificada de queda de helicóptero


O Instituto Médico-Legal (IML) Afrânio Peixoto do Rio de Janeiro concluiu, nesta terça-feira (16), a identificação de todas as vítimas do acidente do helicóptero. O último a ser identificado foi o cantor norte-americano Oliver Tree. 

Segundo o IML, a identificação do artista foi concluída após análises feitas pela arcada dentária. 

Também foram reconhecidos anteriormente: os brasileiros Lucas Brito, Charles Marsillac e Alexandre Souza, além dos argentinos Gaspar Prim e Lucas Vignale. 

A Polícia Civil do Rio informou que seguem as investigações na 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes). Além disso, as autoridades aguardam o laudo do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e realizam outras diligências para apurar as circunstâncias e as causas da queda da aeronave. 

Quem era Oliver Tree? 

O cantor norte-americano Oliver Tree, de 32 anos, está entre as seis vítimas fatais do acidente com dois helicópteros que deixou seis mortos no Recreio dos Bandeirantes, na zona Sudoeste do Rio de Janeiro, na manhã deste domingo (14). 

Oliver Tree tem quase 20 milhões de seguidores nas redes sociais e estava no Rio de Janeiro em meio a uma turnê mundial. No último dia 6 de junho, ele realizou um show em São Paulo e faria seu primeiro show na fase europeia em Lisboa, em Portugal, no dia 1º de julho.  

O artista tem mais de 11 milhões de ouvintes mensais no Spotify e possui músicas com mais de 700 milhões de plays, como “Life Goes On” e “Miss You”.  

Outras vítimas fatais

Das seis vítimas fatais, cinco estavam em um helicóptero e apenas o piloto estava na outra aeronave.   

  • Oliver Tree Nickel – passageiro 
  • Lucas Vignale – passageiro 
  • Gaspar Prim – passageiro 
  • Lucas Brito Chaves – passageiro 
  • Alexandre Souza – piloto 
  • Charles Marsillac – piloto 

 

*Sob supervisão de Thiago Félix



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