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Corte dos EUA restringe processos de glifosato da Monsanto

A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu nesta quinta-feira (25), por 7 votos a 2, a favor da Monsanto, subsidiária da Bayer, em um caso relacionado ao herbicida Roundup, produto à base de glifosato. A decisão determina que pessoas não podem processar a empresa com base em leis estaduais alegando que o produto deveria trazer alertas adicionais sobre riscos à saúde, caso a EPA (Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos) já tenha aprovado o rótulo do produto sem essas advertências.

A maioria dos ministros entendeu que a Lei Federal de Inseticidas, Fungicidas e Rodenticidas impede que estados imponham exigências de rotulagem diferentes das aprovadas pela EPA.

A sentença representa uma vitória jurídica relevante para a Monsanto, subsidiária da Bayer, que enfrenta milhares de processos relacionados ao Roundup nos Estados Unidos desde que a IARC (Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer), vinculada à OMS (Organização Mundial da Saúde), classificou o glifosato em 2015 como “provavelmente carcinogênico para humanos”.

Desde então, diferentes tribunais americanos condenaram a empresa ao pagamento de indenizações a usuários que atribuíram casos de linfoma não Hodgkin à exposição ao herbicida. 

A Bayer, que adquiriu a Monsanto em 2018, já desembolsou bilhões de dólares em acordos e condenações judiciais relacionados ao produto.

A empresa sustenta que décadas de avaliações conduzidas por agências reguladoras em diversos países concluíram que o glifosato não apresenta risco de câncer quando utilizado conforme as orientações. A EPA mantém esse entendimento e tem reiterado que não considera necessário incluir advertências sobre carcinogenicidade nos rótulos do produto.

Por outro lado, críticos da substância apontam divergências entre estudos científicos e avaliações regulatórias. A classificação da IARC continua sendo uma das principais referências utilizadas em ações judiciais contra a fabricante, embora outras autoridades regulatórias, incluindo órgãos dos Estados Unidos, da União Europeia e de diversos países, tenham chegado a conclusões diferentes sobre o potencial carcinogênico do glifosato.

A decisão da Suprema Corte poderá dificultar novas ações judiciais baseadas na alegação de falta de advertência nos rótulos do Roundup. Ainda assim, o impacto exato dependerá da aplicação do entendimento pelos tribunais inferiores e de eventuais outras teses jurídicas que possam ser utilizadas por autores de processos futuros.

Em fevereiro deste ano, a Monsanto anunciou uma proposta de acordo coletivo nacional para lidar com reivindicações atuais e futuras relacionadas ao Roundup. A empresa informou que a iniciativa seguirá em paralelo à estratégia jurídica adotada nos tribunais.

O glifosato é o herbicida mais utilizado no mundo e tem papel central em sistemas agrícolas de larga escala, especialmente em cultivos geneticamente modificados resistentes à substância.

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Picchetti nega alongamento do horizonte relevante do Copom: “situação especial”


O diretor de Política Econômica e de Assuntos Internacionais e Gestão de Riscos Corporativos do Banco Central, Paulo Picchetti, negou nesta quinta-feira, 25, que o Comitê de Política Monetária (Copom) tenha feito um “alongamento” do horizonte relevante na última decisão, quando diminuiu a Selic de 14,50% para 14,25%.

“A gente não está alongando o horizonte relevante e a gente não pretende fazer isso, foi simplesmente uma situação muito especial que nos levou a chamar atenção para isso nesse conjunto de comunicados”, disse Picchetti, durante entrevista coletiva sobre o Relatório de Política Monetária (RPM) do segundo trimestre, divulgado nesta manhã.

Na última decisão, o Copom informou que a Selic necessária para levar o IPCA à meta no horizonte relevante, o quarto trimestre de 2027, ocasionaria volatilidade e resultaria em uma inflação abaixo da meta por vários trimestres. Por isso, foram avaliadas trajetórias alternativas, mirando o primeiro trimestre de 2028.

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O diretor acrescentou que o Copom não publica cenários alternativos em momentos como o atual, em que os condicionantes da inflação não têm estabilidade relevante. Hoje, o uso de um expediente como esse limitaria os graus de liberdade do BC e poderia sinalizar uma trajetória de juros que não é considerada a melhor pelo comitê, ele disse.



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“Problema foi de excesso, e não de falta de informação do Copom”, diz Galípolo


O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quinta-feira, 25, que o problema na comunicação da reunião de junho do Comitê de Política Monetária (Copom) foi de excesso, e não de falta de informação.

“É um caso particular de uma incompreensão, um ruído que foi gerado a partir daquele parágrafo que decorre da tentativa de explicar uma série de coisas em um espaço que é muito apertado, muito conciso do próprio comunicado”, disse Galípolo, que participa de entrevista coletiva sobre o Relatório de Política Monetária (RPM) do segundo trimestre.

“A responsabilidade, se o parágrafo não conseguiu transmitir aquilo que queríamos em um espaço conciso, é absolutamente minha aqui”, acrescentou o banqueiro central, que observou que o comunicado apresenta o que é consenso no colegiado.

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Galípolo frisou que não há nenhum tipo de mudança do ponto de vista da política monetária e disse que a discussão que pode ficar é sobre o nível de detalhamento dado no comunicado. “Talvez seja mais pertinente realmente a gente deixar os nossos comunicados mais concisos e reservar explicações como essa para a ata.”

O banqueiro central ponderou que a decisão de cortar a Selic em 0,25 ponto porcentual foi apontada pela maioria dos participantes do Questionário pré-Copom (QPC) como a que deveria ser tomada. Mencionou também que na data da reunião a curva de juro precificava mais de 20 pontos de corte.



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Iniciativa de sucesso, Caravana da Castração conclui atividades na próxima quarta em Paraíso das Águas


Depois de alcançar a marca histórica de 25 mil cães e gatos castrados, em menos de um ano de execução, a Caravana da Castração conclui as atividades na próxima quarta-feira (2) em Paraíso das Águas, onde vai ocorrer o encerramento oficial deste programa de sucesso.

A iniciativa se consolidou como a maior ação de controle populacional ético e bem-estar animal já realizada em Mato Grosso do Sul. Foram mais de R$ 7 milhões investidos, permitindo que a ação chegasse aos municípios de diferentes portes e realidades.

A cerimônia marcará a conclusão do atendimento aos 79 municípios sul-mato-grossenses. Coordenada pela Suprova (Superintendência de Políticas Integradas de Proteção da Vida Animal), que é vinculada a Setesc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura), a iniciativa percorreu todas as regiões do Estado levando atendimento gratuito à população e promovendo ações de saúde pública, guarda responsável e proteção animal.

Mais do que uma ação pontual, a Caravana deixa um legado permanente para Mato Grosso do Sul, consolidando a proteção animal como uma política pública estratégica para o desenvolvimento social e para a promoção da qualidade de vida da população.

“Projeto tão importante, que deu certo. Os números não mentem. O governador olhou para causa animal e hoje temos um sentimento de gratidão. Este trabalho que estamos fazendo precisa ser essencial, porque trata de vida acima de tudo. Aqui não é um ponto final e sim um ponto de partida”, afirmou o superintendente de Políticas Integradas de Proteção da Vida Animal, Carlos Eduardo Leite.

Serviço:

Evento: Encerramento da Caravana da Castração de Mato Grosso do Sul
Data: 02 de julho de 2026
Local: Paraíso das Águas – MS

Comunicação Setesc
Foto: Saul Schramm



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BC não vai se comprometer com sinalização explícita para juros, diz diretor


25 Jun (Reuters) – O ⁠diretor do ⁠Banco Central Paulo Picchetti disse ‌nesta quinta-feira que a autoridade monetária não quer ‌se comprometer com uma sinalização explícita sobre sua atuação nos juros à frente, para não perder liberdade, ⁠mas ‌afirmou que o BC ⁠segue em ‘ciclo de calibração’.

Em entrevista coletiva à imprensa, Picchetti — que atualmente acumula as diretorias de Assuntos ​Internacionais e de Política Econômica — afirmou que o ​BC procurou deixar sua comunicação mais clara na ata da última reunião de política monetária ‌divulgada na terça-feira, ​após críticas de que o comunicado inicial teria sido confuso, mas ⁠reconheceu ​que as ​mensagens ainda assim não foram compreendidas ⁠por todos.

Segundo o ​diretor, há questionamentos pelo fato de o BC não ​ter dito o que fará na próxima reunião, ​mas ⁠ele ponderou que a autoridade monetária ⁠não vê valor em uma sinalização neste momento.

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Cresce o número de empresas no país em 2024, mas salário médio fica estável


Em 2024, o número de empresas e outras organizações no Brasil cresceu 5,8% em relação a 2023, passando de 10,0 milhões…



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Pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA caem mais do que o esperado


WASHINGTON, 25 Jun (Reuters) – O ⁠número de norte-americanos que ⁠entraram com pedidos de auxílio-desemprego caiu ‌mais do que o esperado na semana passada, consistente com uma resiliência ‌do mercado de trabalho.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 12.000 na semana encerrada em 20 de junho, para 215.000 em dado com ajuste sazonal, ⁠informou ‌o Departamento do Trabalho nesta ⁠quinta-feira. Economistas consultados pela Reuters previam 225.000 pedidos para a última semana.

Os dados incluíram o feriado de Juneteenth da última sexta-feira, o que pode ​ter contribuído para parte da queda maior do que o esperado. ​Os pedidos costumam ser mais complexos do final de maio até junho, quando o ano letivo termina, já que alguns Estados permitem que funcionários ‌não docentes solicitem auxílio-desemprego ​durante as longas férias escolares.

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Os fatores sazonais, o modelo usado pelo governo para eliminar as flutuações ⁠sazonais ​dos dados, ​nem sempre capturam esses movimentos.

Embora os pedidos tenham oscilado ⁠na faixa superior do ​intervalo de 190.000 a 230.000 deste ano, não houve mudança significativa no mercado ​de trabalho, que se recuperou após o tropeço do ano passado.

Não ​há sinais ⁠de que os empregadores estejam recorrendo a demissões em ⁠resposta ao aumento dos custos provocado pela guerra dos EUA contra o Irã. As empresas, no entanto, continuam cautelosas em relação às contratações.



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Mato Grosso do Sul celebra dez anos como referência nacional na educação de estudantes autistas


CEAME/TEA celebra uma década transformando a vida de estudantes autistas na rede estadual com formação, assessoramento e inclusão de verdade para milhares de famílias sul-mato-grossenses. Um salto de 174 para 2.459 estudantes atendidos por ano na década que mudou vidas

Daniel saiu de Campo Grande para João Pessoa cursar Engenharia de Software. Artur passou no vestibular de Turismo na UEMS. Ângelo, hoje, trabalha numa concessionária e usa Excel no trabalho. Valentina superou desafios impensáveis e está construindo seu caminho. O que essas histórias têm em comum?

Elas representam a presença do CEAME/TEA na vida de cada uma. O Centro Estadual de Apoio Multidisciplinar ao Estudante com Transtorno do Espectro Autista completou dez anos de existência nesta quinta-feira, 18 de junho, com um evento no auditório da Escola Estadual Maria Constança de Barros Machado, em Campo Grande.

Uma década de propósitos

Quando o CEAME/TEA abriu as portas, em 2016, havia 174 estudantes autistas matriculados na rede estadual de ensino de Mato Grosso do Sul. Em 2025, esse número chegou a 2.459. Um crescimento de mais de 1.300% em menos de uma década.

A coordenadora de Educação Especial, professora Ana Paula Gava, projeta que o ritmo não vai desacelerar. “A proporção de estudantes na rede com autismo tem aumentado 50% a cada ano. Este ano, nós estamos com 2.400 estudantes e o ano que vem provavelmente ele será ampliado para ter 3.200.”

No mesmo período, o número de professores de apoio especializado saltou de 159 para 1.129 profissionais distribuídos por todo o estado. Para a professora Shirley Rodrigues, que atua diretamente com estudantes com TEA, esse crescimento tem rosto e resultado. “O Centro tem feito um trabalho extraordinário na formação dos professores. Hoje tem muitos professores comprometidos e esse trabalho só tende a crescer”, pontua a professora.

Os dados foram apresentados no lançamento do e-book ‘CEAME/TEA: 10 Anos de Inclusão, Aprendizado e Transformação’, publicação que sistematiza a trajetória do Centro desde sua criação, autorizada pela Lei Estadual nº 4.770 de 2015 e instituída pelo Decreto nº 14.480 de 24 de maio de 2016. A obra integra oficialmente as entregas do contrato de gestão da SED/MS no exercício de 2026.

Assessoramento que faz diferença na sala de aula

Na Escola Estadual São Francisco, a professora de apoio Emily Carvalho da Cruz acompanha Lucas Zanon Rossato, estudante com TEA nível 3 de suporte. No início, Emily chegou a procurar os técnicos do CEAME/TEA para solicitar seu próprio desligamento — estava insegura, sem saber como avançar.

A equipe do Centro ouviu, orientou e ficou ao lado dela. Hoje, Emily conduz um trabalho estruturado com Lucas, baseado em rotina flexível, recursos visuais e Plano Educacional Individualizado.

A história é uma das boas práticas registradas no e-book e ilustra o que o núcleo de assessoramento do Centro faz no cotidiano. Que é orientar professores, observar estudantes, propor estratégias e devolver às equipes escolares a confiança necessária para seguir em frente.

Para a professora Shirley, que acompanha a estudante Valentina, de nível 2 de suporte, o trabalho cotidiano tem muito de paciência e método. “É muito gratificante fazer parte desse do crescimento dela. Não é para qualquer um, tem que ter muito amor mesmo para fazer isso”, comenta a professora, emocionada.

Formação que alcança o interior

Entre 2016 e 2025, o CEAME/TEA realizou ações formativas voltadas a professores regentes, professores de apoio especializado e equipes gestoras. A partir de 2022, o volume cresceu expressivamente — chegando a 21 formações em 2022 e em 2024.

A formação continuada acontece no formato online e permite alcançar escolas nos municípios do interior do estado sem deslocar profissionais. Os conteúdos priorizaram ferramentas do Plano Educacional Individualizado, o Diário de Bordo e espaços de troca entre educadores.

O Centro também realizou formações no Instituto Federal de Mato Grosso do Sul, no SENAC e no Departamento Estadual de Trânsito, levando orientações sobre o atendimento à pessoa com autismo para além das fronteiras da rede estadual.

Próximo passo: psicomotricidade

Como perspectiva de ampliação dos serviços, o CEAME/TEA está em fase de planejamento para implementar o Atendimento Educacional Especializado em Psicomotricidade voltado aos estudantes autistas. A intenção, segundo a coordenadora Ana Paula Gava, é que o serviço seja “ampliado para as 217 salas de recursos que nós temos nos 79 municípios e nas 352 escolas.”

O evento que celebrou conquistas

A comemoração reuniu autoridades, profissionais, famílias e estudantes. A superintendente de Desenvolvimento da Educação Básica, professora Adriana Aparecida Buytendorp, esteve presente representando o secretário de Estado de Educação, Hélio Daher.

Com quase quatro décadas de trajetória na Educação Especial, ela resumiu o peso e a importância do momento. “Eu me sinto muito feliz em dizer que nós demos frutos, porque isso sempre foi o meu objetivo. Não consigo imaginar fazendo outra coisa da minha vida porque sempre soube que nós seríamos pessoas capazes de dar continuidade a esse sonho.”

A gerente pedagógica do CEAME/TEA, professora Maria José dos Santos, que apresentou oficialmente o e-book, dedicou a publicação à equipe do Centro e aos estudantes. “Essa trajetória só pode ser contada porque nela está presente o elemento mais importante de todos, os estudantes. É por eles e para eles que o nosso trabalho acontece diariamente”.

A professora e os educadores presentes foram aplaudidos de pé por mais de 2 minutos em um momento que emocionou o auditório lotado da Escola Estadual Maria Constânca de Barros Machado, local escolhido para a realização do evento.

A programação incluiu apresentação da Banda Ritmo Sem Barreiras, formada por estudantes do AEE (Atendimento Educacional Especializado) do CEESPI (Centro de Estadual de Educação Especial e Inclusiva), sob regência dos professores musicistas Carlos Antônio da Rocha e Luís Fernandes da Silva Lima, e orientação da professora do AEE Andréia Antônia Vieira Peixoto.

Integraram o grupo Jorge Luiz Weise e Rityellen da Silva nos vocais, Renatha Ferreira também nos vocais, Maria Fernanda de Almeida no carrilhão, Mariana Gomes Aguiar no agogô, Pedro do Carmo no pandeiro e meia-lua, Elias Arruda no bongô, Misael Bastos Leal no bloco sonoro, Danilo Ribeiro na bateria e Gabriel de Araújo no pandeiro e meia-lua.

A programação também incluiu depoimento do egresso Daniel Rubim Torres, aprovado em Engenharia de Software e hoje em João Pessoa e o canto da estudante Valentina Alicia Faravelli, da EE Sebastião Santana de Oliveira.

Ao deixar uma mensagem para outros estudantes com autismo, Daniel foi preciso. “Graças a esse trabalho todo, hoje estou fazendo na faculdade o curso de engenharia e a mensagem que eu deixo é que acreditem em vocês.”

A avó de Valentina, ressaltou o quanto a neta era fechada, não conseguia fazer amizade, e o CEAME mudou isso.

“Ela não conseguia interagir com ninguém. Depois que ela começou a participar do Centro, a vida dela mudou bastante. O que eu queria era que ela fosse mais participativa, mais incluída no meio social e ela conseguiu”.

Para Naina Dibo, presidente da Associação Prodetea (Associação de Pais Responsáveis Organizados pelas Pessoas com Deficiência e Transtorno do Espectro Autista) — que atende mais de 33 municípios e aproximadamente 24 mil famílias em Mato Grosso do Sul e é mãe de um jovem autista de 17 anos que estuda na rede estadual, a avaliação é direta.

“Quem tem cumprido à risca, com professores capacitados, é o Estado. O CEAME/TEA é especializado nisso e tem um atendimento de excelência”, resumiu Naina.

Representando o Ministério Público, o promotor de justiça Paulo Ishikawa, coordenador do programa MPTEA, conectou o trabalho do CEAME/TEA a uma pergunta que a rede estadual já começa a responder na prática. O que acontece depois da escola?

“Esses alunos irão para o mercado de trabalho, esses alunos irão para os órgãos públicos, vão se tornar servidores públicos ou profissionais na iniciativa privada. Precisamos, enquanto Estado, olhar para o futuro, pensar como que eles estarão na fase adulta, onde eles estarão no mercado de trabalho, qual será a garantia de sustentação que eles poderiam ter”, destacou o promotor Ishikawa.

Estiveram presentes ainda o deputado estadual Rinaldo Modesto; o presidente do Fórum de Diretores e Gestores da Rede Estadual de MS, Márcio Wagner de Souza; o presidente regional de inclusão e gerente do projeto PRF Amigos dos Autistas, Alexandre de Araújo; a diretora de Inclusão e Desenvolvimento Estudantil da UFMS, Eliane Matos Miranda; a procuradora de justiça e coordenadora do Núcleo de Educação do Ministério Público Estadual, Vera Aparecida Bogalho; o coordenador do CAED (Centro de Apoio Educacional), Nicolas Maldonado; diretor da EE Maria Constança de Barros Machado, Rinaldo Schmidt e Ildario Santos, diretor adjunto da mesma unidade escolar, que sediou o evento.

Também marcaram presença os gerentes pedagógicos dos Centros Estaduais de atendimento ao público da Educação Especial, a professora Ângela Maria Dias da Silva, do CEESPI; o professor Bruno Ribeiro da Cruz, do CEADA; a professora Daniela Silva da Costa, do CAS; a professora Rosemary Nantes Ferreira Martins, do CEAM/AHS; e o professor Erick Douglas Costa Montenegro, do CAP/DV-MS.

A publicação do e-book está vinculada à Coordenadoria de Educação Especial da Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso do Sul.

Gilberto Junior, Comunicação SED
Fotos: Rick Agra/SED



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Klabin aprova programa de recompra de 31,25 milhões de ações ordinárias

O Conselho de Administração da Klabin aprovou a criação de um programa de recompra de até 31,25 milhões de units de emissão própria, equivalentes a 31,25 milhões de ações ordinárias e 125 milhões de ações preferenciais.

O volume corresponde a aproximadamente 3% das ações ordinárias e 3,3% das ações preferenciais atualmente em circulação no mercado.

A empresa informou que as ações adquiridas serão posteriormente canceladas, sem possibilidade de retorno ao mercado.

O prazo de vigência do programa será de 18 meses, com início nesta quarta-feira (24) e término em 24 de dezembro de 2027. A definição das datas de execução das operações ficará a cargo da diretoria da companhia.

As instituições financeiras intermediárias autorizadas a atuar nas operações são BOFA Securities, BTG Pactual Corretora de Títulos e Valores Mobiliários, Itaú Corretora de Valores e Santander Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários.

Segundo a Klabin, os recursos destinados às compras serão provenientes de reservas de lucro e de capital disponíveis, conforme previsto na regulamentação da CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

A companhia informou ainda que, na avaliação do Conselho de Administração, sua situação financeira é compatível com a execução do programa. De acordo com o comunicado, a recompra não deverá afetar o cumprimento de obrigações com credores nem o pagamento de dividendos obrigatórios, fixos ou mínimos.

A Klabin também afirmou que as aquisições não deverão provocar alterações em sua estrutura de controle acionário ou administrativa.

Atualmente, a companhia possui 4,83 bilhões de ações em circulação, sendo cerca de 1,05 bilhão de ações ordinárias e 3,78 bilhões de ações preferenciais. Em tesouraria, a empresa mantém 89,2 milhões de ações, das quais 17,9 milhões são ordinárias e 71,3 milhões são preferenciais.

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Prévia da inflação foi de 0,41% em junho


A prévia da inflação de junho foi de 0,41%, 0,21 ponto percentual abaixo da taxa de maio (0,62%). Os grupos Alimentação…



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