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UEMS abre inscrições para novo curso superior de Licenciatura em Computação – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul


A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) está com processo seletivo aberto para o seu mais novo curso de graduação: Licenciatura em Computação. A oportunidade é totalmente gratuita, presencial e com aulas no período noturno. O curso é viabilizado pelo programa Prilei (Programa Institucional de Fomento e Indução da Inovação da Formação Inicial e Continuada de Professores com ênfase na Educação Integral), uma iniciativa do Ministério da Educação amparada pela Política Nacional de Educação Digital.

A oferta ocorre por meio de uma rede de cooperação técnica que une a UFMS (instituição matriz), a UEMS e a UEM. Estão sendo ofertadas 160 vagas no total, distribuídas igualmente (40 vagas para cada localidade) para atender a interiorização do ensino superior:

  • Amambai: 40 vagas;
  • Campo Grande: 40 vagas;
  • Dourados: 40 vagas;
  • Ivinhema: 40 vagas.

O curso terá aulas noturnas de segunda a sexta-feira, com atividades pontuais aos sábado, e tem duração de oito semestre. A carga horária é de 3.240 horas, sendo 330 horas de atividades de extensão. Haverão ainda estágios com práticas obrigatórias integradas com as redes municipais de ensino, englobando a Educação Infantil, Ensino Fundamental I e II, e Ensino Médio.

Quem pode se inscrever?

O processo seletivo (Edital nº 091/2026 – PROE/UEMS) adota critérios inclusivos e é voltado para os seguintes perfis:

  • Profissionais da Educação: professores e servidores de escolas públicas (auxiliares, assistentes, secretários, técnicos, etc.) que atuam na Educação Básica e não possuem nível superior.
  • Participantes do ENEM: candidatos sem curso superior que tenham alcançado bom desempenho no ENEM nas edições realizadas entre os anos de 2016 e 2025.
  • Concluintes do Ensino Médio: candidatos que já finalizaram o Ensino Médio, cuja seleção utilizará a nota do Histórico Escolar.

Atente-se para: ao se candidatar, o estudante deve enviar um Termo de Compromisso se comprometendo a realizar 1 (um) ano de residência docente na rede pública de ensino receberá uma bolsa financeira por isso e a não desistir da vaga.

Inscrições e cronograma

O período vai até 6 de julho. As inscrições são online e devem ser realizadas pelo site candidato.uems.br. Documentos devem ser enviados com toda a documentação necessária e o termo de compromisso preenchido devem ser encaminhados para o e-mail selecao.prilei@uems.br. O início das aulas está agendado para o dia 27 de julho (2º semestre letivo de 2026).

A estrutura curricular do curso foi desenhada para conectar a computação à realidade escolar contemporânea, capacitando o futuro educador em áreas de grande demanda tecnológica:

  • Inteligência Artificial (IA) aplicada ao contexto pedagógico;
  • Pensamento Computacional e lógica desde a educação básica;
  • Robótica Educacional e Cultura Maker integradas ao currículo;
  • Gamification (uso de jogos digitais como estratégia de ensino);
  • Metodologias Ativas e Tecnologias Digitais.

Para acesso completo ao edital, clique aqui. A página do programa está em PROE/DIND. Dúvidas e informações suplementares podem ser obtidas com a Divisão de Ingresso Discente pelo telefone (67) 3902-2516 ou pelo e-mail dind@uems.br.

Comunicação UEMS
Foto: Bruno Rezende/Secom/Arquivo



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economia

Alan Greenspan, economista e chair de longa data do Fed, morre aos 100 anos


Alan Greenspan, o “Maestro” que presidiu o Federal Reserve por 19 anos sob quatro presidentes e dominou a arte da linguagem conhecida como Fedspeak, faleceu. Ele tinha 100 anos.

O influente economista morreu na segunda-feira devido a complicações da doença de Parkinson, informou sua esposa há 29 anos, Andrea Mitchell, correspondente-chefe em Washington e correspondente-chefe de assuntos internacionais da NBC News.

Greenspan foi nomeado presidente do Fed em 1987 pelo presidente Ronald Reagan e ocupou o cargo — atravessando períodos de recessão e expansão econômica — até se aposentar em 2006. Seu mandato foi o segundo mais longo, ficando apenas quatro meses aquém do de William McChesney Martin, que presidiu o banco central de 1951 a 1970.

Em uma tentativa aparente de evitar perturbar os mercados ou de não revelar as intenções do Fed antes da hora, Greenspan costumava revestir suas declarações com uma linguagem que deixava até as mentes mais brilhantes — incluindo membros combativos do Congresso — confusas.

“Suas frases longas e intrincadas parecem retirar, ao final, o que ofereceram no início, à medida que avançam para novos níveis de incompreensibilidade”, escreveu Bob Woodward, do The Washington Post, em sua biografia de 2000, Maestro: Greenspan’s Fed and the American Boom.

No entanto, foi sua franqueza incomum em um discurso televisionado, em 5 de dezembro de 1996, que desencadeou um certo frenesi no mercado. Ao discutir os desafios da definição da política monetária, ele disse:

“Como sabemos quando a euforia irracional elevou indevidamente os valores dos ativos, tornando-os suscetíveis a contrações inesperadas e prolongadas, como ocorreu no Japão na última década? … Não devemos subestimar nem nos tornar complacentes em relação à complexidade das interações entre os mercados de ativos e a economia.”

A expressão “euforia irracional” foi interpretada como um sinal de que Greenspan considerava o mercado supervalorizado. A Bolsa de Valores de Tóquio, que estava aberta naquele momento, caiu 3% com o comentário, e outros mercados despencaram na sequência. No entanto, os mercados se recuperaram rapidamente e continuaram a subir até a quebra da bolha das empresas pontocom em 2001.

Anos antes, em 1974, quando presidia o Conselho de Consultores Econômicos da Casa Branca, Greenspan teve de explicar ao Congresso por que o governo não estava “combatendo a inflação agora” — nome dado pela administração Ford à sua guerra contra a alta de preços. Em um típico “Greenspanismo” capaz de deixar qualquer um confuso, ele declarou: “É um problema complexo encontrar a calibragem de tempo adequada para conter a aceleração dos prêmios de risco gerados pela queda na renda, sem interromper prematuramente o declínio dos prêmios de risco causados ​​pela inflação”.

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“Algumas pessoas — especialmente gestores de recursos que movimentam quantias enormes de dinheiro de um lado para o outro — pensam muito em Greenspan”, escreveram Linton Weeks e John M. Berry no The Washington Post em março de 1997. “Elas acompanham cada palavra dele, observam cada movimento e analisam até seus sorrisos em gráficos. Afinal, depois do presidente, Alan Greenspan é, possivelmente, a pessoa mais poderosa do país… Com algumas palavras escolhidas a dedo, ele pode, momentaneamente, levar o mercado de ações ao céu ou ao inferno.”

Após se aposentar do Federal Reserve (Fed), Greenspan revelou a estratégia por trás de sua linguagem enigmática.

“É uma linguagem de ofuscação deliberada para evitar certas perguntas que você sabe que não pode responder; afinal, dizer ‘não vou responder’ ou, basicamente, ‘sem comentários’ é, na verdade, uma resposta”, disse ele em uma entrevista à CNBC em 2007. “Então, a situação ocorre quando, digamos, um congressista lhe faz uma pergunta e você não quer dizer ‘sem comentários’, ‘não vou responder’ ou algo do gênero. Assim, eu respondo com quatro ou cinco frases que se tornam cada vez mais obscuras. O congressista acha que respondi à pergunta e passa para a próxima.”

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(com informações da CNBC)



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Seleon projeta crescimento de até 20% em meio à expansão da pecuária

A valorização da pecuária brasileira e a crescente demanda por animais mais produtivos têm impulsionado o mercado de genética bovina no país. Nesse cenário, a Seleon projeta crescimento entre 15% e 20% em volume de negócios em 2026, apoiada pela expansão da inseminação artificial, pela valorização do bezerro e pelo avanço das exportações de material genético brasileiro.

Segundo o diretor da empresa, Bruno Grubisich, a companhia vem registrando uma trajetória de crescimento acima da média do mercado e já responde por cerca de 20% do sêmen bovino produzido no Brasil.

“Nos últimos cinco anos tivemos um crescimento bastante expressivo. Hoje a Seleon possui aproximadamente 20% do market share do sêmen bovino produzido no país, o que nos coloca em uma posição de liderança”, afirma.

A empresa mantém atualmente 140 touros importados dos Estados Unidos, considerados a maior concentração do país para raças como Angus, Holandês e Jersey. Apenas no segmento Angus, a companhia produziu cerca de 1 milhão de doses de sêmen nos últimos 12 meses, registrando crescimento superior a 100% em relação ao período anterior. No leite, a expansão também foi significativa, com aumento superior a 50% no volume de sêmen da raça Holandesa comercializado no último ano.

Para atender à demanda crescente, a Seleon vem ampliando sua estrutura produtiva. “A cada ano aumentamos o número de piquetes, ampliamos a capacidade da central e investimos em novos equipamentos para acompanhar esse crescimento”, destaca Grubisich.

O executivo avalia que a inseminação artificial tem acompanhado a valorização da pecuária nacional e se tornou um dos principais indicadores do avanço tecnológico dentro das fazendas. Segundo ele, o aumento dos preços dos bezerros está diretamente relacionado ao uso de genética superior.

O bezerro valorizado é justamente aquele com uma carga genética diferenciada. Ele passa necessariamente por processos como inseminação artificial, transferência de embriões e melhoramento genético”, afirma.

Além do mercado interno, a genética brasileira vem ganhando espaço no exterior. Atualmente, a Seleon exporta para mais de 35 países e está habilitada a atender praticamente todos os mercados que importam genética bovina brasileira. De acordo com Grubisich, as exportações de sêmen zebuíno praticamente dobraram no último ano, sendo que cerca de 30% desse volume foi produzido pela empresa.

“O Brasil se tornou uma referência mundial em pecuária tropical. Países da América Central, África e Ásia buscam genética adaptada às suas condições e encontraram no Brasil um fornecedor confiável”, afirma.

Entre os materiais mais procurados estão o Nelore, principal raça de corte do país, o Gir Leiteiro e o Girolando. Para o executivo, este último tem se destacado por reunir alta produtividade leiteira e adaptação ao clima tropical.

“Quando recebemos missões internacionais, percebemos que o Girolando é um dos animais mais procurados. É uma solução desenvolvida no Brasil para a produção de leite em regiões tropicais e que vem ganhando protagonismo dentro e fora do país”, afirma.

Com a profissionalização crescente da pecuária brasileira e o avanço das tecnologias reprodutivas, a expectativa da empresa é manter o ritmo de expansão. “A inseminação artificial cresce entre 10% e 15% ao ano e acreditamos que o Brasil será cada vez mais um hub mundial de genética para a pecuária tropical”, conclui Grubisich.

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Agtech gaúcha recompra participação e busca editais para crescer

A agtech gaúcha Zeit, especializada em tecnologias para análises laboratoriais do agronegócio, iniciou a recompra da participação de investidores que entraram nos primeiros anos da operação. 

A estratégia acompanha uma nova fase da companhia, que pretende financiar sua próxima fase de crescimento por meio de editais e programas de fomento à pesquisa. 

Fundada em 2019 por pesquisadores da UFSM (Universidade Federal de Santa Maria), a Zeit projeta faturar R$ 5 milhões em 2026, ampliar a equipe e expandir a atuação para países da América do Sul. 

Segundo o cofundador da empresa, Renan Buque Pardinho, a decisão busca concentrar nas mãos dos sócios fundadores as definições sobre os rumos do negócio. 

“Enquanto muitas startups procuram investidores para crescer, nós estamos fazendo o caminho inverso. Entendemos que, para o momento da empresa, faz mais sentido buscar recursos de fomento e manter a autonomia para desenvolver as tecnologias no ritmo que o mercado exige”, afirma. 

Segundo os fundadores, o desenvolvimento das tecnologias exige ciclos mais longos de pesquisa e validação, o que nem sempre se encaixa nos prazos de retorno esperados por investidores de startups. Por isso, o ciclo de maturação das chamadas deeptechs, empresas de base científica e tecnológica, costumam demandar mais tempo para transformar pesquisa em produto e receita. 

Para sustentar esse crescimento, a Zeit recorreu a programas de apoio à inovação. Ao longo da trajetória, a empresa captou cerca de R$ 6 milhões em recursos não reembolsáveis por meio de editais de instituições como Finep, Sebrae e Fapergs (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul). 

Do laboratório para o campo 

Nos laboratórios da UFSM, a ideia da empresa surgiu a partir da percepção de que análises laboratoriais essenciais para diferentes cadeias do agronegócio poderiam levar dias para ficar prontas, atrasando operações e aumentando custos. 

Durante o período de doutorado, os fundadores identificaram casos em que cargas aguardavam a emissão de laudos para seguir viagem, gerando prejuízos relevantes para empresas do setor. A partir dessa demanda, nasceu a proposta de aproximar os laboratórios das operações produtivas. 

Hoje, a Zeit desenvolve equipamentos e sistemas capazes de realizar análises em poucos minutos em unidades industriais ou, ainda, diretamente do campo, reduzindo a necessidade de envio de amostras para laboratórios convencionais. 

Entre as soluções está a Nira, plataforma utilizada para análises rápidas de grãos, alimentos e insumos agrícolas. Segundo a empresa, a base de clientes da ferramenta cresceu cerca de 300% neste ano. 

Expansão 

Atualmente, a companhia atua em cinco estados brasileiros e atende clientes de diferentes segmentos do agronegócio. A expectativa é ampliar a presença no mercado nacional e iniciar uma expansão para países vizinhos, como Paraguai, Argentina e Uruguai. 

Além do crescimento comercial, a empresa também pretende ampliar a equipe de pesquisadores e profissionais ligados ao desenvolvimento tecnológico. 

Para Pardinho, a estratégia de expansão está diretamente ligada à manutenção do perfil científico da companhia. 

“Nosso objetivo é continuar investindo em pesquisa e desenvolvimento sem abrir mão da capacidade de decidir os próximos passos da empresa. A tecnologia que desenvolvemos nasceu da ciência e queremos que ela continue sendo o principal motor de crescimento da Zeit”, complementa. 

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Empresas globais de alimentos adotam agricultura regenerativa; entenda

A agricultura global e a cadeia de suprimentos de alimentos respondem por quase um terço das emissões globais de gases de efeito estufa, sendo que as fazendas são responsáveis por quase metade dessas emissões.

Ao mesmo tempo, a agricultura é um dos setores mais ameaçados pelas mudanças climáticas, com a expectativa de que o aumento das temperaturas devaste culturas agrícolas em diversas partes do mundo.

“Nunca foi tão evidente que nosso sistema alimentar precisa ser consertado”, afirmou Chuck de Liedekerke, CEO e cofundador da Soil Capital, empresa belga que remunera agricultores por reduzirem suas emissões de carbono e melhorarem a qualidade do solo por meio de práticas de agricultura regenerativa focadas na restauração da terra.

“Há séculos estamos esgotando a fertilidade natural dos nossos solos”, disse. “Se for possível investir, por meio de práticas regenerativas, na fertilidade dos solos, todo o sistema se torna mais resiliente.”

O solo pode armazenar o carbono absorvido pelas plantas. Segundo Liedekerke, o carbono estocado no solo é “um dos principais motores da fertilidade” e aumenta a retenção de água, o que pode tornar as lavouras mais resistentes à seca. No entanto, quando há o uso de máquinas pesadas nas lavouras, o solo libera parte desse carbono de volta para a atmosfera.

Os agricultores que trabalham com a Soil Capital se comprometem a aumentar os níveis de carbono em seus solos por meio de práticas regenerativas. Entre elas estão a redução da movimentação do solo e do uso de fertilizantes químicos, o aumento da diversidade de plantas, o cultivo de culturas de cobertura entre as safras comerciais e o plantio de árvores e outras vegetações nas propriedades.

A empresa monitora a quantidade de carbono armazenada nos solos e emite certificados referentes às melhorias registradas. Esses certificados são vendidos a empresas parceiras da Soil Capital e cada um equivale à redução ou remoção de uma tonelada métrica de dióxido de carbono equivalente (CO₂e), permitindo que essas companhias compensem parte de suas emissões.

Os certificados custam entre 20 e 60 euros, e os agricultores recebem 70% da receita obtida com a venda. “O que impede muitos produtores de adotar a agricultura regenerativa é o risco que precisam assumir em um contexto de margens muito apertadas”, afirmou Liedekerke. “Por isso, um incentivo financeiro é hoje o fator mais importante para promover mudanças em larga escala.”

Em abril, a Soil Capital anunciou uma parceria plurianual com a Nestlé, maior empresa de alimentos e bebidas do mundo. A Nestlé pretende obter 50% de seus principais ingredientes de agricultores que utilizem práticas regenerativas até 2030. Segundo os dados mais recentes da companhia, o fornecimento de ingredientes responde por mais de 70% de suas emissões totais de gases de efeito estufa.

“Estamos investindo na saúde de longo prazo da nossa base de fornecimento, fortalecendo a resiliência e focando no solo”, afirmou Anita Wälz, responsável pela área de sustentabilidade da Nestlé na Europa, na ocasião do anúncio.

A agricultura regenerativa também vem ganhando espaço em outros segmentos. Em maio, as fabricantes de bebidas Carlsberg e Diageo estiveram entre as 40 organizações que assinaram uma declaração de intenções para ampliar a adoção da agricultura regenerativa em suas cadeias de suprimentos, por meio de um programa desenvolvido pela plataforma Sustainable Agriculture Initiative.

A Unilever pretende implementar práticas regenerativas em mais de 1 milhão de hectares até 2030. Já a PepsiCo quer adotar essas práticas em cerca de 4 milhões de hectares de áreas que produzem os ingredientes utilizados pela empresa no mesmo período.

Outras companhias também atuam no mercado de créditos de carbono vinculados ao solo, como a dinamarquesa Agreena, que se apresenta como o maior programa de carbono do solo da Europa.

Barreiras à adoção

De acordo com a OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), o sequestro líquido de carbono em solos agrícolas poderia compensar cerca de 4% das emissões globais anuais de gases de efeito estufa causadas pela atividade humana ao longo do restante do século.

Mas nem todos estão convencidos de que a agricultura regenerativa possa contribuir de forma significativa para mitigar as mudanças climáticas.

“A ideia de que será possível sequestrar grandes quantidades de carbono em solos agrícolas em produção me parece improvável”, afirmou Timothy Searchinger, diretor técnico para agricultura, florestas e ecossistemas do World Resources Institute.

Segundo ele, o uso de culturas de cobertura “pode sequestrar uma pequena quantidade de carbono ao longo do tempo”, mas atualmente essas culturas ocupam menos de 4% das áreas agrícolas dos Estados Unidos e enfrentam obstáculos para uma adoção mais ampla, incluindo custos e o curto período disponível para o estabelecimento das plantas antes do inverno.

Searchinger acrescentou que também existe debate científico sobre até que ponto o plantio direto contribui para aumentar os estoques de carbono no solo. Nos Estados Unidos, a maioria dos agricultores que adota o sistema sem revolvimento do solo ainda revolve o solo de forma periódica, o que, segundo ele, tende a anular boa parte dos benefícios relacionados ao armazenamento de carbono.

“São boas práticas, mas não fazem grande diferença para o clima”, disse Searchinger, ressaltando, porém, que a agricultura regenerativa pode reduzir a erosão, melhorar a retenção de água e elevar a qualidade hídrica.

Liedekerke argumenta que os benefícios potenciais da agricultura regenerativa vão além da questão climática. Além do carbono, a Soil Capital monitora indicadores relacionados à saúde do solo, biodiversidade e gestão da água.

“Não se trata apenas de reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Queremos aumentar a fertilidade do solo”, afirmou. “Se não há fertilidade, não há fazendas. Se não há fazendas, não há alimentos.”

Atualmente, a empresa apoia 1,8 mil agricultores em uma área de 500 mil hectares distribuída por seis países. Segundo Liedekerke, a meta é alcançar 10 milhões de hectares nos próximos dez anos.

“Acredito que, dentro de dez anos, a agricultura regenerativa poderá ser a norma”, disse. “Acabamos de cruzar a linha de partida, então ainda há muito progresso empolgante pela frente.”

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Inverno começa neste domingo; veja o que esperar do clima


O inverno de 2026 começa neste domingo (21), mesmo dia do solstício de inverno e, devido ao fenômeno do El Niño, terá características atípicas em diversas regiões do Brasil.

Mesmo com a possível intensificação do El Niño ao longo do inverno, o frio intenso ainda pode aparecer no início da estação, podendo ter ondas de calor ao final.

Segundo a Climatempo, a região sul do Brasil pode ter temperaturas médias. Na maioria das áreas do Mato Grosso do Sul (MS), São Paulo (SP), centro-sul e leste de Minas Gerais (MG), Rio de Janeiro (RJ) e Espírito Santo (ES), as temperaturas tendem a ficar dentro do normal.

Contudo, em quase todo o Centro-Oeste, Nordeste e Norte brasileiros, o inverno deve trazer temperaturas acima da média.

Segundo o Climatempo, dias de calor intenso serão esperados, principalmente no sul e leste do Pará (PA), Tocantins (TO), Maranhão (MA), Piauí (PI), oeste da Bahia (BA), Distrito federal (DF) e Mato Grosso (MA).

A estação se inicia com uma forte passagem de frio no interior do país, que deve influenciar uma queda de temperatura no sul, sudeste e centro-oeste, além de um episódio de friagem em Rondônia (RO), Acre (AC) e no sul do Amazonas (AM).

Dias de frio intenso no centro-sul do Brasil são previstos para julho, com temperaturas abaixo de 0°C na região Sul e em algumas áreas do Sudeste, além de ondas de ar frio de Goiânia e Brasília, até o norte de Minas e extremo sul da Bahia.

Em agosto, picos de calor podem ocorrer no centro-oeste e no sudeste brasileiros. Dias intensos de calor podem ser vistos também no norte e no nordeste. Já em setembro, o risco de ondas de calor se intensificam mais nessas regiões.

O inverno de 2026 termina no dia 22 de setembro, mesmo dia do equinócio da primavera.

*Sob supervisão de AR.



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economia

aumento da mistura de etanol na gasolina para 32% será aprovada quarta-feira


O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou neste sábado (20) que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovará na quarta-feira (24) o aumento da mistura de etanol na gasolina de 30% para 32%.

“Não tem ninguém no mundo que tenha isso também na gasolina. Importante para o meio ambiente e economia. Vamos já perceber a redução no preço da gasolina com a aprovação e início da mistura”, disse, durante evento do setor ferroviário, em Dom Aquino (MT).

Biocombustível

A elevação da mistura obrigatória de etanol anidro para 32% vem sendo defendida pelo governo como uma forma de ampliar o consumo de biocombustíveis e reduzir a necessidade de importação de gasolina.

Com a medida aprovada pelo CNPE, será o segundo aumento consecutivo do teor obrigatório de etanol anidro na gasolina. Em junho de 2025, o porcentual passou de 27% para 30%, após testes conduzidos pelo governo e pelo setor indicarem a viabilidade técnica da ampliação da mistura.

O governo argumenta que o aumento da participação do etanol na gasolina poderá ajudar a reduzir o preço final do combustível ao consumidor, além de diminuir a exposição do mercado doméstico às oscilações das cotações internacionais do petróleo e de seus derivados.



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Governo elevará teor de etanol na gasolina para 32%, afirma Alckmin

A mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina passará de 30% (E30) para 32% (E32) a partir da próxima quarta-feira (24), segundo afirmou neste sábado (20) o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. 

A declaração foi feita durante a entrega da primeira fase da Ferrovia Estadual Senador Vicente Emílio Vuolo e do Terminal da BR-070, em Primavera do Leste (MT). 

Até o momento, a expectativa do setor era de que o aumento da mistura fosse analisado pelo CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) em reunião marcada para 24 de junho. A possível elevação do etanol na mistura da gasolina é aguardada há meses pela indústria de biocombustíveis, que defende o avanço da mistura como forma de ampliar a demanda pelo combustível renovável. 

Segundo Alckmin, a medida tem potencial para reduzir o preço da gasolina ao consumidor, além de ampliar a participação dos biocombustíveis na matriz energética. 

“A gasolina que tinha 27,5% de etanol, o presidente Lula passou para 30%, e agora, na quarta-feira, passa para 32% de etanol. Com isso, ajuda a gasolina a ficar mais barata, emite menos, polui menos o meio ambiente e estimula a agricultura e a agroindústria que vai fazer etanol combustível e vai fazer DDG para ração animal”, afirmou.

No evento, Alckmin também citou ações voltadas ao financiamento do setor agropecuário. De acordo com ele, o programa Moderfrota Agro registrou crescimento de 9,2% e contará com R$ 14 bilhões destinados ao financiamento de máquinas e equipamentos agrícolas, incluindo tratores, implementos e colheitadeiras.

Segundo o vice-presidente, os recursos deverão começar a ser disponibilizados na próxima semana por instituições como a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e agentes privados de crédito.

Alckmin também afirmou que o governo pretende avançar nas negociações para ampliar as exportações de carne bovina.

“Vamos trabalhar para equacionar a questão da carne [com a União Euorpeia]. A China já colocou o Brasil como livre da febre aftosa na recepção da carne, e vamos trabalhar para resolver com a Europa, para esclarecer. Temos até setembro para fazer isso e exportar mais carne. E estamos trabalhando para equacionar melhor as questões estadunidenses”, disse.

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Austrália confirma caso de gripe aviária em ave silvestre migratória

A Austrália confirmou a primeira detecção em seu território da cepa H5 de gripe aviária altamente patogênica neste sábado (20), após confirmação laboratorial realizada pelo ACDP (Centro Australiano para Preparação contra Doenças) e anúncio do governo local.

O vírus foi identificado em um mandrião-pardo, uma ave marinha migratória encontrada doente em uma área isolada do sul da Austrália Ocidental no dia 14 de junho. As autoridades australianas ainda estão analisando amostras de um petrel-gigante doente, encontrado na mesma região. 

As duas espécies são migratórias e ocasionalmente visitam o sul do país.

Até o momento, não foram registrados casos da doença em aves de criação, nem há evidências de mortalidade em outras espécies associadas ao vírus, segundo Camberra. 

De acordo com o governo australiano, a ocorrência não altera o status do país como livre de influenza aviária altamente patogênica em plantéis comerciais, conforme os padrões internacionais.

O governo afirmou que irá ampliar a vigilância para identificar a possível extensão da infecção entre animais silvestres.

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economia

Corte da Selic traz atratividade aos pós-fixados e melhora na renda variável


O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou na quarta-feira, 17, um corte de 0,25 ponto porcentual da taxa básica de juros, a Selic, para 14,25% ao ano, em decisão unânime. Com isso, como ficam os investimentos?

Leia a seguir os principais destaques dos especialistas ouvidos pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

Diversificação na renda fixa

Na renda fixa, o atual ambiente de volatilidade, mas ainda com taxas de juros elevadas, mantém o pós-fixado como melhor opção dentro da renda fixa. “O pós-fixado é o que tem o menor risco e retornos altos, ao contrário do pré-fixado que tem bastante volatilidade e que no cenário pré-eleitoral e com o ambiente geopolítico ainda cheio de risco, não se torna tão atrativo”, explica Marcelo Freller, estrategista de investimentos do C6 Bank.

Freller acrescenta ainda que no cenário pré-eleitoral atual, não é possível prever quando ocorrerá a queda das taxas de juros reais do Brasil, embora essas taxas estejam em patamar considerado excessivamente alto por muitos analistas.

“Então, o IPCA+ [Tesouro IPCA+ 2032, com rentabilidade IPCA + 8,20% ao ano] também não parece ser tão atrativo nesse momento”, destaca Freller.

Impacto marginal para os títulos pós-fixados

Marco Saravalle, estrategista-chefe da Krivo Capital, lembra que o corte da quarta-feira já era esperado e precificado pelo mercado, trazendo um impacto marginal para os títulos pós-fixados. Mas ele destaca que o mais importante é o tom e a sinalização que o Banco Central adota no seu comunicado para as próximas reuniões.

“O boletim Focus colocou expectativa de Selic em 13,75% para este ano, ou seja, temos espaço somente para um ou dois novos cortes ao longo dos próximos meses. Em algum momento o Banco Central vai ter que pausar os cortes de juros e esperar para ver como será o comportamento do mercado ao longo dos próximos meses”, disse ele.

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O corte de quarta-feira da Selic será benéfico para os títulos indexados à inflação+ (Tesouro IPCA+), na visão de Rodrigo Moliterno, da área de renda variável da Veedha Investimentos. “São aqueles títulos que tem uma fração de inflação mais o juros fixo”, afirma Moliterno.

A mesma coisa ocorre nos títulos pré-fixados, que estão com taxas superiores até ao CDI e terão um impacto positivo nesse fechamento de curva. Na renda fixa, esses seriam os títulos talvez mais impactados positivamente, segundo Moliterno.

Atratividade na Bolsa

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Para Ian Lopes, economista da Valor Investimentos, o momento ainda é de cautela para o mercado de renda variável, dado o cenário de expectativa de inflação desenquadrada que vem sendo alertado pelo Banco Central nas últimas reunião. “O corte é bom para os ativos de renda variável. Todo corte de juros tem um porcentual benéfico e acaba beneficiando os ativos de Bolsa”, afirma.

Moliterno diz ainda que na renda variável o corte da Selic tem um impacto maior.

“Quando fizer o valuation de uma empresa e trouxer a empresa a valor presente, ao descontar os juros menores, o valor presente da ação tende a ser mais alto. Então, para o mercado de renda variável, o impacto é bem positivo, tanto é que hoje os mercados estão se recuperando positivamente”, afirma o especialista na quarta-feira, lembrando ainda que essa melhora também vai depender do mercado externo.

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“A questão do possível fim do conflito com a assinatura do acordo entre EUA e Irã até sexta-feira, atrelada ao cenário de juros caindo gera um impacto bastante positivo para o mercado de renda variável”, conclui Moliterno.



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