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Clima e petróleo pressionam cotações futuras do milho na bolsa de Chicago

O contrato futuro para entrega para dezembro do milho finalizou a sessão desta segunda-feira (22) com desvalorização de 1,01% na Bolsa de Chicago, em que ficou cotado em US$ 4,39 por bushel.

De acordo com a análise da Royal Rural, os contratos trabalham pressionados em função da melhora das condições na área plantada nos Estados Unidos e também pela queda do petróleo. 

“As chuvas recentes ajudaram áreas importantes do Meio-Oeste e aliviaram parte do déficit de umidade. Isso tirou força da alta porque, neste momento, o mercado não enxerga um problema climático grande o suficiente para sustentar prêmio forte na tela”, informou a consultoria por meio de boletim diário.  

A consultoria ainda destaca que o ponto de virada será o verão americano. “Se o calor apertar e a seca sair de áreas isoladas para regiões de maior peso, Chicago pode mudar de direção rápido. Por enquanto, o clima ainda joga contra uma alta mais forte”, informou a Royal Rural.  

Soja 
 
A queda do petróleo o avanço do dólar impactaram as cotações futuras da soja nesta sessão na bolsa de Chicago. O contrato para entrega em novembro fechou o dia negociado em US$ 11,41 por bushel e teve uma queda de 0,11%.  
 
O mercado também estava atento a divulgação do relatório semanal de progresso de safra americana pelo o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) USDA e observavam possíveis novas compras de soja pela China.

Trigo 

O contrato do trigo para entrega em setembro registrou baixa de 1,06% e fechou o dia precificado em US$ 6,07 por bushel.

De acordo com o Trandings View, as cotações futuras tiveram baixas devido à queda do preço do petróleo bruto e à continuidade do tráfego de navios-tanque pelo Estreito de Ormuz, em meio ao progresso nas negociações entre EUA e Irã, o que reduziu os prêmios de risco de guerra. 

Além disso, a queda do preço do petróleo também indica frete marítimo mais barato, o que pode pressionar ainda mais os preços do trigo entregue. 

O mercado também acompanha a demanda do grão da União Europeia, os exportadores enfrentam um cenário mais desafiador, já que Marrocos deverá importar menos após a recuperação da seca, enquanto os fornecedores do Mar Negro permanecem altamente competitivos. 

Por outro lado, o Egito comprou 4,7 milhões de toneladas de trigo e está a caminho de atingir sua meta de 5 milhões de toneladas.

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Cacau registra alta de 9% em Nova York devido a chuvas na Costa do Marfim

As condições climáticas na Costa do Marfim impulsionaram os preços futuros do cacau na sessão desta segunda-feira (22) na bolsa de Nova York.

O contrato do cacau para entrega em setembro fechou em alta de 9,06% e fechou precificado em US$ 4.621 por tonelada.

De acordo com o Barchart, os preços do cacau estão em alta e atingiram o maior patamar em seis semanas, devido às chuvas excessivas na Costa do Marfim, que têm inundado estradas e impedido o acesso dos agricultores às fazendas e aos portos.

Ainda segundo as informações, o excesso de umidade também aumenta o risco de podridão parda nos cacaueiros, reduzindo a produção e comprometendo a colheita.

Café 

O contrato futuro do café arábica para entrega em setembro registrou queda de 0,30% e encerrou o dia cotado em US$ 2,67 por libra-peso.

Segundo o Barchart, a queda nos preços se deve à expectativa de que o clima mais seco no Brasil permita a retomada da safra cafeeira no país.

Além disso, o mercado acompanha os impactos do El Niño sobre a safra brasileira. Além disso, o atraso das chuvas sazonais no Brasil, em setembro e outubro, período crítico para o florescimento das árvores, pode afetar a próxima safra do país.

A colheita da safra de café brasileira de 2026/27 atingiu 39% da área plantada até 17 de junho, segundo a Safras & Mercado, abaixo dos 43% registrados um ano antes e ligeiramente inferior à média de 40% dos últimos cinco anos.

Açúcar 

A queda no petróleo pressionou as cotações futuras do açúcar nesta sessão na bolsa de Nova York. O contrato para entrega em outubro finalizou o dia precificado em 14,37 centavos de dólar a libra-peso, com uma baixa de 2,05%.

O Barchart reportou que os preços recuaram para a mínima de dois meses. “Esse cenário de queda nos preços do etanol pode levar as usinas de açúcar a direcionarem a moagem da cana para a produção de açúcar em vez de etanol, aumentando assim a oferta de açúcar”, comentou o site.

Além disso, a agência Reuters destacou que o fenômeno El Niño está aumentando as preocupações da indústria açucareira indiana. “Comerciantes e representantes do setor alertam que o país pode permanecer praticamente ausente do mercado global de exportação de açúcar por vários anos, caso a produção seja afetada”, informou a agência.

Algodão  

O algodão com contrato futuro para entrega em dezembro fechou com ligeira queda de 0,33% e precificado em 79,41 centavos de dólar a libra-peso.

De acordo com o Barchart, a queda do petróleo influenciou as cotações do algodão nesta sessão. O mercado também monitora os estoques certificados que caíram 1.575 fardos em 19 de junho, totalizando 189.447 fardos.

Suco de laranja 

O vencimento futuro do suco de laranja para entrega em setembro finalizou com desvalorização de 2,38% na bolsa de Nova York, em que o contrato fechou negociado a US$ 1,55 por libra-peso.

https://www.cnnbrasil.com.br/agro/cacau-entra-em-2026-em-busca-de-equilibrio/

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Tecnologia, música e horta transformam aprendizado dos alunos nas escolas da rede estadual de MS


Com tecnologia, música e horta, os alunos da Escola Estadual Sebastião Santana de Oliveira, no bairro José Abrão, em Campo Grande, aprendem de forma significativa e desenvolvem habilidades em diferentes áreas do conhecimento. Os métodos de ensino são integrados e aliados as necessidades dos estudantes, valorizando conhecimentos já adquiridos e direcionados para o futuro.

O governador Eduardo Riedel esteve na escola nesta segunda-feira (22) e acompanhou parte da rotina dos alunos. “Estou impressionado com a escola e com os alunos. A estrutura é ótima e tudo acontece de maneira muito organizada. Atender a todos é o nosso objetivo”, disse.

Amanda Nogueira Bispo, 12 anos, é aluna do 7° ano do ensino fundamental e pode aprender sobre o período renascentista durante uma aula de artes no laboratório de informática. “Eu gosto de aula assim, que envolve a gente. Isso facilita o aprendizado”, explicou.

A professora de artes e coordenadora da área de Linguagem, Leide Monteiro, explica que o a atuação integrada entre as disciplinas possibilita o aprendizado mais amplo e eficiente para os alunos. “A tecnologia auxilia muito na minha disciplina, porque eu trabalho com imagens, eles têm que ver as obras”.

No projeto de robótica, os alunos também são estimulados a partir de situações que envolvem tecnologia para programação e construção de robôs. “Inserimos recentemente os drones, e a gente já tinha programação. Tudo isso chama a atenção dos alunos. E várias disciplinas se encontram nas nossas aulas, como matemática e física. Os alunos passam a ver a ciência na prática, usam raciocínio lógico, é interessante”, explicou o professor de Física – responsável pelas aulas de robótica –, Leonardo da Costa.

Aluno do 3° ano do ensino médio, Guilherme Miyagi, 17 anos, começou no projeto há três meses, e já comemora as primeiras programações e robôs construídos. “Eu gosto da área. Quero fazer engenharia da informação. Eu aprendi a programar, entender a linguagem da programação. Isso estimula muito qualquer área de conhecimento, matemática, física”, disse Guilherme.

Para abrigar diferentes laboratórios e espaço para horta, a escola passou por uma reforma total com investimento de mais de R$ 9,3 milhões, que beneficiou os 300 alunos do 5° ano do ensino fundamental ao 3° ano do ensino médio. A reforma da escola, concluída há pouco mais de um ano, foi oficialmente entregue hoje (22).

“Nós estabelecemos regras e explicamos tudo para os alunos no início do ano letivo. A conservação da escola é resultado do respeito ao bem público, ao patrimônio. É um bem de todos e precisar ser cuidado”, disse o diretor da escola, Domingos Nogueira.

O espaço onde funciona a horta é disputado entre hortaliças e os próprios alunos que aprendem a cultivar sem uso de agrotóxicos. “Eu comecei a partir do projeto este ano porque senti interesse em descobri como se faz o plantio de algo. Gostei muito por ser uma horta totalmente natural”, disse Brain de Oliveira, 15 anos.

Ele tem o desejo de fazer a própria horta em casa e ri quando é questionado se apenas pessoas mais velhas conhecem as diferentes espécies de plantas. “Eu ainda não consegui fazer minha horta em casa, mas eu quero. As únicas plantas que tem no quintal são comigo-ninguém-pode e espada-de-são-jorge. É coisa de pessoas mais velhas, mas aqui na escola aconteceu de os mais novos conhecerem os tipos de plantas”, disse Brain.

Os alunos têm liberdade para escolher os projetos que querem participar, com orientação da escola e direcionamento em caso de alguma habilidade. “O aluno fica livre para escolher e a gente direciona de acordo com o que ele demonstra interesse, além do talento ou afinidade. No caso da horta, alguns dos nossos alunos são da área rural, por isso acabam se envolvendo, ajudando e contribuindo para o aprendizado dos demais. E a gente alia conhecimentos de tecnologia e química, quando precisa, por exemplo fazer um inseticida natural, tudo isso se integra no aprendizado”, explicou o diretor Domingos.

Para a aluna Sofia Franco, 14 anos – do 9° ano –, a escolha feita há cinco anos, quando decidiu tocar trombone na banda da escola, trouxe muitos benefícios para ela no ambiente de ensino e aprendizagem, e em outras áreas. “Eu acredito que desenvolve muita coisa, além do nosso cognitivo. Eu aprendi muito, a música e a banda contribuíram para isso”, disse.

O professor da banda marcial, Brian Coronel, explica que os alunos escolhem os instrumentos na banda, sem ter qualquer conhecimento anterior. “Eles começam do zero aqui. E muitos dos alunos chegam na banda porque viram algum ensaio aberto. Tocamos uma variedade grande de músicas e desperta o interesse dos demais, para participarem”, disse o professor.

Oferecer educação pública de qualidade é uma das prioridades do Governo de MS, que amplia os investimentos em infraestrutura e na expansão de vagas. Atualmente, a REE (Rede Estadual de Ensino) atende aproximadamente 190 mil alunos.

Com mais de R$ 1,2 bilhão em investimentos, o Governo já realizou reformas em 70% das unidades escolares estaduais, totalizando 240 escolas revitalizadas, medida que reforça o compromisso com a qualidade do ensino e com a inclusão.

Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS
Fotos: Bruno Rezende/Secom-MS



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FAB foi alertada sobre disparada de voos de helicóptero antes de acidente


Um ofício obtido pela CNN Brasil e enviado em 9 de dezembro de 2025 pela NAV Brasil (Serviços de Navegação Aérea) — estatal responsável pelo controle do tráfego aéreo — ao Centro Regional de Controle do Espaço Aéreo Sudeste (CRCEA-SE), da Força Aérea Brasileira (FAB), alertou para o aumento do número de voos de helicóptero na região do Aeroporto de Jacarepaguá.

É de lá que partiu uma das aeronaves envolvidas na colisão entre dois helicópteros no dia 14 de junho. O acidente deixou seis mortos, entre eles o cantor norte-americano Oliver Tree, os argentinos Lucas Vignale e Gaspar Prim, o produtor musical Lucas Brito Chaves, conhecido pelo nome artístico Lucas Frota e os pilotos das duas aeronaves.

Vinculado à FAB, o CRCEA-SE respondeu 14 dias depois, em 23 de dezembro de 2025, ao ofício. Reconheceu a situação e afirmou que mudanças só devem ser implementadas a partir de junho de 2027.

“Quanto ao assunto, informo que já estão em andamento as atividades do Projeto de Reestruturação da TMA-RJ (Área de Controle Terminal do Rio de Janeiro) para o desenvolvimento do novo Conceito de Espaço Aéreo da Terminal Rio de Janeiro, com implementação programada para junho de 2027, cujo escopo engloba o estudo da circulação aérea do aeródromo de Jacarepaguá”, diz trecho do documento obtido pela CNN.

LEIA MAIS: MPT dá prazo para Anac definir norma sobre fadiga de pilotos brasileiros

 

Segundo o alerta, o número de cruzamentos de voos na região próxima ao acidente teve picos de alta superiores a 150% em vários meses de 2025, na comparação com 2024. Os chamados voos cruzados ocorrem quando aeronaves que partem de aeroportos e helipontos distintos se encontram no ar.

Fora do perímetro controlado pelos operadores de tráfego, os pilotos precisam seguir as normas gerais da aviação e operar na frequência de autocoordenação — prática comum em várias regiões do país.

Entre janeiro e outubro do ano passado, o documento registra 141.853 operações controladas em Jacarepaguá. “Desse total, 89.077 corresponderam a operações de pouso e decolagem, e 49.101 a operações de cruzamento, representando, respectivamente, 63% e 34% do volume total de tráfegos atendidos”, aponta o alerta.

Procurada, a FAB não se manifestou até a publicação desta reportagem. O espaço permanece aberto.

 

Posicionamento de aeronaves

O ofício também alerta para falhas no posicionamento das aeronaves. “Observa-se, com frequência, limitada consciência situacional dos pilotos acerca da existência de outras aeronaves evoluindo nesse espaço aéreo, o que, em determinadas situações, resulta na sobreposição de comunicações, na tentativa de obtenção célere da autorização para cruzamento”, diz o texto.

O Aeroporto de Jacarepaguá é um dos principais pontos da aviação no Rio. O terminal atende sobretudo voos executivos, táxi aéreo, deslocamentos para plataformas em alto-mar e atividades de turismo, como os voos panorâmicos.

LEIA MAIS: Rota onde helicópteros colidiram no RJ não tem controle de tráfego aéreo

Operação sem controle de tráfego

A CNN Brasil conversou com uma pessoa ligada à NAV, que pediu para não se identificar. Para ela, a situação não é, em si, perigosa: mas sem informação precisa, nem restrições de um controlador, as aeronaves sobem no ritmo, na velocidade e na posição que quiserem.

O acidente ocorreu em um trecho sem orientação de controladores de voo. No mapa abaixo, a figura em “meia-lua”, em azul, marca a única área controlada pela equipe de tráfego aéreo de Jacarepaguá.

A colisão aconteceu perto da Avenida das Américas, na altura do Recreio dos Bandeirantes, fora da jurisdição controlada (delimitada pelo pontilhado azul). Nessa rota, os pilotos seguem as regras gerais de operação (norma RBAC 91), que incluem, por exemplo, os limites de altitude dos corredores visuais para aeronaves de asa fixa e helicópteros, os pontos de notificação obrigatórios e as condições meteorológicas para voo visual ou por instrumentos.

Diferentemente de São Paulo, o Rio de Janeiro não tem um ponto central de controle dedicado exclusivamente para helicópteros. O Helicontrol, sistema de monitoramento e controle desse tipo de voo, fica no Aeroporto de Congonhas, na capital paulista. Só em 2025, registrou 39.581 voos em São Paulo.

Aumento de acidentes

A Polícia Civil investiga os planos de voo e as rotas percorridas pelos dois helicópteros. A apuração técnica das causas caberá ao Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos).

Dados obtidos pela reportagem mostram 12 atendimentos envolvendo ocorrências com aeronaves no Rio em 2026 até agora — alta de 300% sobre o mesmo período de 2025, quando houve três ocorrências.

Cinco vítimas estavam em um dos helicópteros que colidiram no ar; o piloto Charles Marsillac estava sozinho na outra aeronave.

  • Oliver Tree Nickel — passageiro
  • Lucas Vignale — passageiro
  • Gaspar Prim — passageiro
  • Lucas Brito Chaves — passageiro
  • Alexandre Souza — piloto
  • Charles Marsillac — piloto

 

*Com informações de Camille Barbosa e Cleber Rodrigues



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Fronteira agrícola prefere EUA à China, apesar da dependência, diz FGV RI

Apesar de a China concentrar 80% das exportações de soja e 86% das vendas externas de carne bovina brasileira, o agro brasileiro demonstra maior confiança nos Estados Unidos do que no país asiático. O resultado faz parte de uma pesquisa da FGV RI (Escola de Relações Internacionais da Fundação Getulio Vargas) realizada em municípios da fronteira agrícola no Centro-Oeste e do Norte do país no fim de 2025.

Segundo o levantamento, 21,8% dos entrevistados classificam os Estados Unidos como “muito confiáveis”, enquanto 12,6% atribuem a mesma avaliação à China. A diferença supera nove pontos percentuais. 

O estudo também aponta que a confiança na China caiu quase 20 pontos percentuais em relação a 2017, período em que as relações comerciais entre os dois países continuaram a se expandir.

Para os pesquisadores, os resultados indicam que a forte dependência comercial da região em relação ao mercado chinês não se traduz necessariamente em maior alinhamento político ou confiança entre os entrevistados.

“A fronteira agrícola vende para a China sem confiar nela e confia nos Estados Unidos sem depender deles comercialmente. A pesquisa mostra que confiança política e dependência econômica são coisas distintas e seguem lógicas diferentes”, disse Matias Spektor, diretor da FGV RI e um dos autores da pesquisa.

União Europeia

A percepção dos brasileiros em relação às exigências ambientais impostas pela UE (União Europeia) é marcada por pragmatismo e ambivalência. Embora a maioria dos entrevistados reconheça benefícios estratégicos na adequação às normas europeias, também há um entendimento significativo de que essas regras podem trazer custos econômicos e atender a interesses próprios do bloco europeu.

De acordo com os dados, 74,3% dos entrevistados concordam que o cumprimento dos requisitos ambientais da UE contribuiria para fortalecer a reputação internacional do Brasil. 

Por outro lado, 66,9% acreditam que a conformidade com essas normas reduziria a competitividade dos produtos brasileiros, indicando preocupações com possíveis impactos econômicos e custos adicionais para os setores exportadores. Além disso, 61,5% dos participantes afirmam que as regulações ambientais europeias servem principalmente aos interesses econômicos da própria União Europeia.

Segundo os pesquisadores, essas avaliações não são contraditórias, e revelam uma “conformidade pragmática”. Na interpretação do estudo, os entrevistados enxergam as exigências europeias como uma condição necessária para manter o acesso a um mercado considerado estratégico e valioso, mas não necessariamente como a expressão de princípios ou valores compartilhados entre as partes.

Alinhamentos políticos 

O relatório também apresenta um retrato do perfil político da região. Segundo o levantamento, 83,5% dos moradores se identificam como de direita ou centro, enquanto 16,5% se declaram de esquerda. 

A pesquisa mostra ainda que 55,9% consideram que o governo interfere excessivamente na vida das pessoas e 64,3% avaliam que a regulação estatal dos negócios gera mais efeitos negativos do que positivos.

Os autores do estudo apontam que essas percepções influenciam a forma como a população da região avalia atores e modelos externos, incluindo Estados Unidos, União Europeia e China.

O levantamento destaca ainda que o aumento da relevância eleitoral da fronteira agrícola, uma vez que seus estados representam cerca de 15% do eleitorado nacional, pode ampliar o peso político das preferências da região nos debates sobre política externa e relações com Washington, Pequim e Bruxelas.

“Uma política externa que presume que a fronteira agrícola seguirá seus interesses comerciais em direção ao alinhamento político com qualquer parceiro individual interpreta equivocadamente a realidade da região”, afirmou Spektor.

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Encontro de Gestores de Pessoas debate inovação, estratégias e o futuro da gestão pública em MS


De 22 a 24 de junho, o Governo do Estado promove palestras, paineis e apresentação de casos que focam na transformação da Administração Pública através do desenvolvimento de pessoas

A Secretaria de Estado de Administração (SAD), por meio da Superintendência de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas (Suged), realiza o 5º Encontro de Gestores de Pessoas no Setor Público de MS, entre hoje (22) e quarta-feira (24), no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo.

O evento, que chega à quinta edição, neste ano conta com correalização do TCE (Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul) e da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), e abre um espaço de integração, aprendizado e troca de experiências entre profissionais que atuam na área de gestão de pessoas em diferentes instituições públicas.

Com o tema “Tendências, estratégias e inovação”, o encontro tem como proposta fortalecer a atuação dos gestores públicos, ampliar conhecimentos e estimular práticas que contribuam para a modernização dos processos e para a melhoria da qualidade dos serviços prestados à sociedade.

A programação reúne palestras, cases e momentos de reflexão sobre desafios atuais da gestão de pessoas, abordando temas como saúde mental, cultura de pertencimento, liderança, clima organizacional, inteligência artificial, people analytics, bem-estar e estratégias para o desenvolvimento dos servidores públicos.

O Secretário de Estado de Administração, Roberto Gurgel de Oliveira Filho, destaca a importância de ter a gestão de pessoas no centro da estratégia da Administração Pública. “Fortalecer a gestão de pessoas significa aprimorar a capacidade do Estado de desenvolver seus servidores, qualificar seus processos e promover uma Administração Pública cada vez mais eficiente, integrada e alinhada às necessidades da sociedade, com foco nas demandas do futuro do mundo do trabalho”, afirma Gurgel.

Encontro em 2025 reuniu diversos servidores e especialistas em Campo Grande

Com a proposta de promover o desenvolvimento dos servidores e ampliar a atuação estratégica dos profissionais da área, o encontro contará com a participação de palestrantes e especialistas reconhecidos nacionalmente, além da apresentação de experiências bem sucedidas desenvolvidas por órgãos públicos de Mato Grosso do Sul.

Entre os convidados está Dany Suzuki, que fará o encerramento do evento com a palestra “O Futuro é Humano”, trazendo uma reflexão alinhada ao movimento de transformação da gestão pública.

A programação também contará com a participação de nomes como Izabella Carmargo, Marina Dias, André Mazinni, Vanessa Weber, Renisson Araújo, Myrelle Jacob e um painel sobre liderança feminina com Ana Carolina Ali, Ana Paula Martins, Luciana Ferreira e Patrícia Sarmento, que irão compartilhar conhecimentos e perspectivas sobre os novos desafios da gestão de pessoas e o papel estratégico dos profissionais que atuam no desenvolvimento de equipes e organizações públicas.

Focado no desenvolvimento e transformação da gestão de pessoas, o encontro está alinhado às ações estratégicas previstas no Plano Plurianual (PPA) 2024-2027, com foco no desenvolvimento dos servidores, modernização da gestão e construção de soluções inovadoras para a Administração Pública.

Como órgão central da estrutura institucional do Poder Executivo Estadual na área de Gestão de Pessoas, a SAD, por meio da Suged (Superintendência de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas), tem entre suas atribuições a proposição de políticas estratégicas, a supervisão e o gerenciamento de ações voltadas à valorização e ao desenvolvimento dos servidores públicos.

Nesse contexto, a Suged atua no fortalecimento das competências dos servidores e na integração das unidades de gestão de pessoas dos diferentes órgãos, buscando soluções que preparem a Administração Pública para os desafios do futuro.

“Este encontro representa um movimento estratégico para fortalecer a gestão de pessoas no serviço público de Mato Grosso do Sul. É um momento de integração entre os órgãos, de troca de experiências e de construção coletiva de caminhos que contribuam para a evolução dos processos, o desenvolvimento dos servidores e a mudança de comportamentos necessários para uma gestão de pessoas mais inovadora e preparada para os desafios do futuro”, pontua Lea Maria Ribeiro, superintendente de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas.

O evento é destinado aos profissionais da área de Gestão de Pessoas da Administração Pública Estadual, Tribunal de Contas, Poder Judiciário, Assembleia Legislativa, Ministério Público Estadual, Defensoria Pública, prefeituras do Estado e estudantes universitários.

A expectativa é reunir aproximadamente mil participantes. Na edição de 2025, o encontro alcançou 1.300 inscrições e teve 1.215 certificados emitidos pela Escola de Governo de Mato Grosso do Sul (Escolagov-MS), demonstrando a relevância da iniciativa para a formação e integração dos profissionais da área.

Ao promover a troca de experiências e estimular novas práticas, o 5º Encontro de Gestores de Pessoas reafirma o compromisso do Governo de Mato Grosso do Sul com uma gestão pública mais estratégica, inovadora e centrada nas pessoas.

Serviço
5º Encontro de Gestores de Pessoas no Setor Público de MS
Data: 22 a 24 de junho de 2026
Abertura: 22 de junho, 13h30.
Local: Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo

Laiana Horing Nantes, Comunicação SAD
Fotos: Cleython Vasconcelos/SAD/Arquivo



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China mantém taxas de referência para empréstimos pelo 13º mês consecutivo em junho


XANGAI, 22 Jun (Reuters) – A ⁠China manteve nesta segunda-feira ⁠as taxas de empréstimo de referência pelo ‌13º mês consecutivo em junho, em linha com as expectativas do mercado.

A estabilidade das ‌taxas primárias de empréstimo (LPRs) indica que as autoridades não têm pressa em afrouxar a política monetária, mesmo com a persistência de divergências econômicas mais amplas e com as ⁠autoridades ‌demonstrando pouca preocupação com a desaceleração ⁠do crescimento do crédito.

A LPR de um ano foi mantida em 3,00%, enquanto a LPR de cinco anos permaneceu em 3,50%.

Em uma pesquisa da Reuters com ​30 participantes do mercado realizada na semana passada, todos previam manutenção das duas ​taxas.

Dados econômicos recentes mostraram um padrão de crescimento em duas velocidades na segunda maior economia do mundo, com o setor industrial impulsionado pela resiliência das exportações ‌mas com a demanda interna ​se deteriorando em meio a uma crise imobiliária que já dura anos.

Pan Gongsheng, presidente do Banco do Povo ⁠da China, ​afirmou no ​Fórum Anual de Lujiazui, na semana passada, que o crescimento ⁠dos empréstimos desacelerou ​nos últimos anos, mesmo com o financiamento por meio de títulos e ações ganhando força ​de forma constante, descrevendo essa mudança como evidência de uma “profunda reestruturação econômica” e ​de novos ⁠motores de crescimento.

Os novos empréstimos bancários na China cresceram ⁠menos do que o esperado em maio, após uma contração no mês anterior, à medida que a prolongada recessão no setor imobiliário continuou a pesar sobre os empréstimos das ​famílias.



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economia

Em aposta no Brasil, UE se diferencia ao estimular refino local de minerais críticos


POÇOS DE CALDAS, Brasil, 22 Jun (Reuters) – Enquanto trabalha para diversificar suas fontes ⁠de suprimento de minerais críticos, a União Europeia aposta no Brasil como parceiro estratégico e afirma ter ⁠uma proposta mais ‘benéfica’ do que a de outros atores na disputa por matérias-primas brasileiras, disse o comissário europeu para Parcerias Internacionais, Jozef Síkela, ‌à Reuters.

O comissário visitou no sábado o centro de pesquisa e processamento de terras raras da mineradora australiana Viridis Mining and Minerals, em Poços de Caldas (MG), um dos quatro projetos prioritários selecionados para acelerar a colaboração entre a UE e o Brasil.

Síkela avalia que a abordagem europeia é um trunfo por ‌priorizar a sustentabilidade do negócio e o incentivo ao processamento local de terras raras. Isso casa com uma diretriz do governo brasileiro, de produzir e exportar minerais processados, que agreguem tecnologias e valores à cadeia produtiva de um setor nascente no Brasil, que conta com a segunda maior reserva global de tais minerais críticos.

‘É extremamente importante que o Brasil também avance além de negócios de baixa margem, ou seja, que o valor seja criado aqui no país’, disse o comissário, em entrevista durante a visita à unidade da Viridis, destacando que o Brasil é hoje o parceiro mais estratégico da UE na América Latina e uma economia em expansão.

‘Podemos cobrir, ⁠com base ‌em acordos de compra, as nossas necessidades, e o Brasil terá sua própria capacidade de refino, novas tecnologias e, basicamente, avançará na cadeia de suprimentos para ⁠uma geração de margens mais altas.’

O projeto piloto mineiro da Viridis, inaugurado em maio, tem capacidade para processar 100 kg de minério por hora e produzir por ano até 2,92 kg de carbonato misto de terras raras (MREC, na sigla em inglês), um pó esbranquiçado que contém uma mistura dos elementos de terras raras ainda não separados.

A Viridis agora planeja investir US$360 milhões para construir sua planta comercial com capacidade para produzir 15 mil toneladas de MREC por ano a partir de 2028. O projeto Colossus da Viridis, em Minas Gerais, compreende um total de 228,62 km² de licenças.

‘E ​é por isso que gosto tanto deste projeto (da Viridis) em particular, porque ele basicamente entrega objetivos: ele cria empregos, cria novas parcerias, traz novas tecnologias, educação e transferência de conhecimento, tudo com base nos padrões ambientais, sociais e técnicos mais avançados’, afirmou Síkela.

Acordo à vista

Ele também destacou a carta de ​intenções não vinculante assinada neste mês entre a Viridis e a química belga Solvay, que prevê fornecimento de MREC e pode evoluir para uma parceria mais ampla, incluindo apoio tecnológico no processamento.

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O presidente-executivo da Viridis, Rafael Moreno, afirmou à Reuters que discussões com a União Europeia sobre apoio ao projeto estão avançadas, e que um acordo com a Solvay pode ser fechado até o fim de julho. Segundo ele, a UE poderá ajudar com financiamento e mecanismos de proteção de preços para reduzir riscos e garantir competitividade.

‘Um preço mínimo é importante, então concluir todos esses detalhes será importante para nós, e isso não está longe ‌de acontecer’, disse Moreno, sem falar em prazos.

Síkela afirmou que o seu papel é oferecer apoio político e ​instrumentos de mitigação de riscos, sem substituir o capital privado.

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‘Não estamos vindo para substituir o financiamento privado nem como provedores de capital próprio, mas nosso papel é ajudar a mobilizar investimentos privados’, afirmou, sem dar detalhes.

O avanço da Viridis no Brasil ocorre em meio a uma corrida global por terras raras e minerais críticos, enquanto governos na Europa e nos Estados Unidos tentam ⁠reduzir sua dependência da China — maior produtor — para esses materiais, que ​são vitais para carros elétricos e sistemas ​de defesa.

Diversificação no Ocidente

Questionado sobre o cenário, Síkela afirmou que não se trata apenas da China e explicou que a estratégia europeia busca reduzir ‘dependências’ na cadeia de suprimentos globais, após choques como a ⁠pandemia e a guerra na Ucrânia.

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Além das terras raras, Síkela disse sem dar nomes ​que a UE vê como prioritários no Brasil projetos envolvendo outros minerais críticos, como níquel e lítio, e indicou que há planos para avançar em um memorando de entendimento entre o bloco e o governo brasileiro, embora os detalhes ainda estejam em negociação.

Questionado se pode estar chegando atrasado na disputa por ativos no Brasil, após Estados Unidos e China terem ​feito avanços importantes, o comissário disse que ‘nossa proposta de valor é mais benéfica do que a dos outros. Primeiro, é mais sustentável… A segunda coisa é criação de empregos e educação’, afirmou.

‘Não devemos esquecer que o Brasil é um ator ambiental global, com a floresta ​tropical, com a Amazônia, com os recursos. Então, o ⁠que quer que o Brasil faça, se fizer certo, terá impacto global. E, se fizer errado, terá um impacto negativo. Portanto, o que queremos fazer é ajudar com padrões ambientais, sociais e de governança, ⁠porque isso importa para nós’, afirmou.

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O presidente-executivo da Viridis, por sua vez, disse que a companhia está em linha com as orientações europeias, de pensar um mercado diversificado para a cadeia produtiva de terras raras. ‘Estamos adotando uma abordagem em que queremos que todos tenham direitos, seja na Argentina, no Paraguai, na Europa ou na Austrália… portanto, estamos satisfeitos em manter uma mentalidade europeia ou ocidental — ou, mais importante ainda, uma mentalidade ocidental’, disse Moreno.

Ao final do mês passado, o executivo disse à Reuters que a Viridis estava em negociações avançadas com potenciais compradores de minerais críticos na Europa e nos EUA, acrescentando que a empresa não buscava compradores chineses.

(Reportagem de Marta Nogueira; edição de Roberto ​Samora)



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Investimentos do Governo de MS impulsionam implantação do Hospital de Amor de Dourados


Aporte estadual inclui aquisição de equipamento, convênio para custeio do Instituto de Prevenção e pavimentação do acesso ao hospital em fase final de construção

Investimentos do Governo de MS impulsionam implantação do Hospital de Amor de Dourados
Hospital de Amor está sendo construído às margens da Avenida Guaicurus: 75% da obra já foi executada

Projetado para se consolidar como uma das principais referências em atendimento oncológico de Mato Grosso do Sul, o Hospital de Amor de Dourados avança com o apoio e investimentos expressivos do Governo do Estado. Com 75% das obras já executadas, o complexo está sendo construído às margens da Avenida Guaicurus, ampliando a estrutura de atendimento especializado em saúde para toda a macrorregião.

Um dos investimentos mais recentes é a pavimentação asfáltica e drenagem de águas pluviais do acesso ao hospital, contribuindo para o fluxo diário de chegada e saída de pacientes, familiares, profissionais de saúde e voluntários que atuarão na unidade. A melhoria substitui o antigo trecho de terra e garante mais segurança, conforto e mobilidade, especialmente para pacientes em tratamento oncológico. A obra, em fase final de execução, inclui 3,8 mil metros quadrados de pavimentação, além de drenagem, sinalização vertical e horizontal e passeio com acessibilidade.

Para o vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, o Hospital de Amor de Dourados representa mais do que uma obra física: é um investimento em esperança, dignidade e vida. “A implantação deste complexo fortalecerá a regionalização da saúde, ampliando o acesso ao diagnóstico precoce e ao tratamento oncológico de qualidade para milhares de famílias de toda a região sul de Mato Grosso do Sul. O apoio do Governo do Estado reafirma nosso compromisso de aproximar a saúde de quem mais precisa e de construir um futuro com mais cuidado e humanidade para nossa população, completou.

O apoio do Governo do Estado à implantação da unidade hospitalar também inclui a destinação de R$ 900 mil, como contrapartida à emenda coletiva de R$ 1,6 milhão da bancada estadual, para a aquisição do aparelho de tomografia computadorizada da futura unidade. Antes da inauguração e início das atividades, a gestão estadual mantém desde 2024 convênio de custeio no valor anual de R$ 1,6 milhão, destinado à manutenção do Instituto de Prevenção do Hospital de Amor, que funciona com serviços de prevenção e rastreamento de câncer de mama, de colo de útero e de pele.

Somente em 2026, o Instituto de Prevenção e sua unidade móvel destinada ao atendimento dos municípios da macrorregião de Dourados, realizaram juntos cerca de 7,8 mil procedimentos entre exames, consultas e atendimentos especializados.

O secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões, reforça que o apoio do governo do Estado reforça o compromisso com a regionalização da saúde e com a ampliação do acesso a um atendimento especializado e de qualidade. “É um trabalho integrado, de união de forças, para fortalecer o Hospital de Amor, que desempenhará um papel fundamental no atendimento oncológico e na assistência à população de Dourados e toda a região sul do Estado”, afirmou.

Apoio institucional

A parceria com o projeto começou em 2017 e se manteve na atual gestão – seja por meio da infraestrutura, custeio do serviço ou do apoio técnico das diversas secretarias e órgãos estaduais, em especial da Secretaria de Estado de Saúde.

Na ocasião da assinatura da ordem de serviço para a pavimentação asfáltica da via de acesso ao complexo hospitalar, o governador Eduardo Riedel destacou a importância da atuação conjunta entre poder público, iniciativa privada e sociedade civil.

“Esta é mais uma estrutura que o Governo do Estado aporta em Dourados para contribuir com o fortalecimento dos serviços oferecidos à população. Quando poder público, iniciativa privada e sociedade civil atuam de forma integrada, cada um cumprindo seu papel, os resultados aparecem e beneficiam diretamente a população”, afirmou.

Coordenador estadual do Hospital de Amor em MS, Ademar Capuci também falou sobre a união de esforços entre as instituições. “Estamos construindo em Dourados um hospital que será referência. O apoio do Governo do Estado tem sido decisivo em diferentes etapas, com investimentos e ações concretas que ajudam a transformar esse sonho em uma estrutura que beneficiará milhares de pessoas”, afirmou.

“O HA de Dourados é uma conquista da sociedade, que ampliará o acesso ao diagnóstico e tratamento do câncer pelo SUS em toda a região. O apoio de todas as esferas tem sido fundamental para transformar este sonho em realidade”, destaca a coordenadora da unidade e presidente da Associação de Apoiadores do Hospital de Amor de Dourados (AApoiadores), Cristiane Iguma Câmara.  

Investimentos do Governo de MS impulsionam implantação do Hospital de Amor de Dourados
Segundo o vice-governador, apoio do Governo do Estado reafirma compromisso de aproximar a saúde de quem mais precisa

Estrutura da unidade

A primeira etapa do Hospital de Amor contempla cerca de 3,9 mil metros quadrados de área construída. Quando entrar em funcionamento, a estrutura terá capacidade para realizar até 500 atendimentos diários.

O projeto prevê serviços voltados à prevenção, ao diagnóstico precoce e ao tratamento do câncer, com atendimento nas áreas de câncer de mama, colo do útero, pele, boca, pulmão e gastrointestinal. Também contará com centro de diagnóstico por imagem para exames de ultrassonografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética, além de setor de quimioterapia e centro cirúrgico para procedimentos em regime hospital-dia.



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Boletim Focus eleva projeções de inflação e Selic para 14% em 2026


O Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (22) indica nova elevação nas expectativas para a taxa Selic e para a inflação em 2026.

Selic

Para a taxa Selic, o Focus indica alta na projeção de 2026, que passou de 13,75% para 14,00%, marcando três semanas consecutivas de revisão para cima. Para 2027, a estimativa ficou em 12,00%. Em 2028, a projeção permaneceu em 10,25%. Para 2029, a Selic segue em 10,00%, estável há sete semanas consecutivas.

Inflação

Para o IPCA, a projeção de 2026 passou de 5,30% para 5,33%, acumulando alta na semana e mantendo sequência de revisões positivas por 15 semanas. Para 2027, a estimativa subiu de 4,10% para 4,15%, também com viés de alta recente, enquanto para 2028 houve avanço marginal de 3,68% para 3,70%, em movimento de alta pela segunda semana consecutiva. Já para 2029, a projeção permaneceu estável em 3,50% pela 42ª semana seguida.

No caso do IGP-M, a projeção para 2026 recuou de 6,22% para 6,15%, interrompendo uma sequência de duas altas consecutivas. Para 2027, houve leve alta de 4,04% para 4,08%, enquanto 2028 permaneceu estável em 3,82% pela sexta semana seguida e 2029 ficou inalterado em 3,77%.

Já os preços administrados apresentaram estabilidade na projeção de 2026 em 5,00%, sem variação há uma semana. Para 2027, houve leve alta de 3,81% para 3,85%, enquanto 2028 recuou marginalmente de 3,60% para 3,50%. Para 2029, a estimativa permaneceu estável em 3,50% pelo 49º período consecutivo.

PIB

As projeções para o PIB indicam crescimento de 1,98% em 2026, quinta alta consecutiva. Para 2027, a estimativa permaneceu estável em 1,70%, sem alterações por quatro semanas seguidas. Em 2028, o crescimento projetado segue em 2,00%, estabilidade mantida há mais de 100 semanas. Para 2029, a projeção também permanece em 2,00%, sem variação há 66 semanas.

Câmbio

No câmbio, a projeção para 2026 permaneceu em R$ 5,20 por dólar. Para 2027, houve alta marginal de R$ 5,25 para R$ 5,27, interrompendo sequência de estabilidade. Em 2028, a projeção segue em R$ 5,30, sem alterações há quatro semanas. Para 2029, a estimativa permanece em R$ 5,40, estável pela primeira semana após revisão anterior.



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