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Com Corredor Bioceânico em conclusão, turismo e comércio vivem expectativa de crescimento e transformação em MS


Com impacto direito previsto nas áreas do comércio e turismo, o Corredor Bioceânico de Capricórnio tem a expectativa de transformar a relação entre o Brasil e os demais países – Paraguai, Argentina e Chile – por onde o traçado vai passar, além de influenciar as relações comerciais com a Ásia.

A obra da ponte sobre o Rio Paraguai – que liga as cidades de Porto Murtinho a Carmelo Peralta – está 90% executada, e mesmo antes da conexão terrestre ligar Brasil e Paraguai, moradores e turistas já vivem a perspectiva do corredor.

O corredor rodoviário conhecido como “Rota Bioceânica” vai ligar os oceanos Atlântico e Pacífico. Com 3,9 mil quilômetros, ao longo de quatro países, o novo traçado vai contribuir diretamente para a redução do tempo de transporte de mercadorias entre América do Sul com a Ásia.

Mas de forma direta e imediata, o turismo já é o setor mais impactado, mesmo antes da conclusão da obra do acesso terrestre entre Brasil e Paraguai. A previsão do Governo do Estado, e dos estados subnacionais por onde a Rota vai passar, é de que no primeiro ano de funcionamento do corredor rodoviário o crescimento turístico chegue a 30% e 70% a partir do segundo ano.

“Isso considerando apenas o fluxo rodoviário no turismo, mas o crescimento pode ser maior se houver abertura de voos, por exemplo. E com a mobilização dos municípios o impacto na área turística é o primeiro observado”, explicou a assessora especial de integração do Corredor Bioceânico na Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Danniele Paiva.

Pelo Rio Paraguai, turistas fazem passeio para visitar a obra da ponte. (Foto: Annice Dias/divulgação)

O diretor-presidente da Fundtur (Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul), Bruno Wendling, explica que a previsão é de continuidade do crescimento do turismo a médio prazo, após a finalização da obra.

“Sempre que se abrem novos acessos, que é o básico para a conexão entre cidades e destinos, o turismo é impactado. Um ponto muito importante após a ponte ser concluída é a questão das alfândegas, porque vai ser uma rota que o turismo rodoviário vai acontecer muito. Eu entendo que tem chances de desenvolver a área ao longo dos anos”.

A turismóloga Annice Dias criou a primeira agência de turismo de Porto Murtinho e já atua com visitas e atrações no Brasil e outros países que fazem parte da Rota Bioceânica.

“O fluxo de visitantes já tem aumentado. Eu recebo solicitações do Paraguai para o Brasil, de Loma Plata e Filadélfia (colônias alemãs do chaco paraguaio) e Vallemí. Os paraguaios gostam de vir, principalmente, para Bonito. E agora estão descobrindo outros destinos como Jardim, Bodoquena e até Campo Grande”, disse Annice.

Ela já guiou grupos para verem de perto até mesmo a obra da ponte, por terra firme e com vista privilegiada pelo Rio Paraguai. Além disso, em Porto Murtinho novas atividades também surgem, como cicloturismo, eventos de pesca feminino e para casais, contemplação no Rio Paraguai.

“Aproveitamos a estrutura da pesca, com passeio de barco até a ponte da Rota Bioceânica. E no cicloturismo atravessamos o rio de balsa, indo até a obra por Carmelo Peralta, com café da manhã regional numa pousada do município vizinho”, explicou a empresária.

Comércio e negócios

Nas relações comerciais o principal ponto é justamente a redução, em duas semanas, do trajeto para a Ásia. “Quando as questões alfandegárias estiverem concluídas e o corredor estiver funcionando, levar a trazer mercadores vai ser mais célere. É visível o interesse de empresas em se fixar na nossa região, pois vamos atender questões logísticas de maneira global”, explicou Danniele Paiva.

O empresário Luiz Carlos Malacarne, que atua no ramo de distribuição de combustíveis está otimista. Há dois anos ele realiza adequações físicas no prédio da empresa, que fica em Jardim, e gora está preparado para aumentar em 30% o atendimento aos clientes, caso exista a demanda após a finalização da obra rodoviária.

Empresário Luiz Carlos, de Jardim, está confiante e se prepara para as operações após o fim da obra do Corredor Bioceânico. (Foto: divulgação)

“A rota é uma oportunidade muito grande para nós da região. Temos projetos para serem implantados e estamos nos preparando com investimento em sistema, treinamento, infraestrutura. Estamos acreditando nesta demanda, mesmo com o desaquecimento da agricultura. Aguardo passar o período mais delicado, e vamos adquirir mais caminhões para transportar a mercadoria até os nossos clientes”, disse Malacarne.

O Corredor Bioceânico terá infraestrutura rodoviária ligando o Porto de Santos aos portos de Iquique e Antofagasta – além de outros sistemas portuários públicos e privados na costa do Pacífico, em Mejillones e Tocopilla.

“Tudo isso gera oportunidades para harmonização regulatória e implementação de medidas de facilitação do comércio. Além de impulsionar o desenvolvimento produtivo e a inclusão econômica de áreas isoladas”, disse o secretário da Semadesc, Artur Falcette.

 

 

 

Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS
Fotos: Saul Schramm/Secom-MS



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Investidores de infraestrutura devem ampliar aportes na Colômbia após eleição


A maioria dos investidores e executivos de infraestrutura e energia na Colômbia mantém planos de expandir seus negócios no país, segundo pesquisa do GRI Institute, think tank dedicado às agendas de infraestrutura e energia. Mais de 70% dos consultados sinalizaram alguma forma de expansão e nenhum indicou intenção de reduzir ou encerrar operações, num retrato de apetite preservado mesmo durante o ano eleitoral colombiano.

O levantamento, batizado de Termômetro do GRI, ouviu 45 líderes com poder de decisão sobre projetos e fluxos de capital, entre investidores, desenvolvedores, operadores, financiadores e representantes do poder público. As respostas foram colhidas em abril, durante um encontro do setor em Medellín, e tomam como referência o mercado de Antioquia, segundo maior motor econômico do país. O retrato é de um setor posicionado para avançar, ainda que parte relevante do capital tenha segurado decisões à espera do desfecho eleitoral.

Cerca de um terço dos participantes se mantinha em compasso de espera, monitorando o cenário antes de tomar novas decisões. De acordo com o GRI Institute, esse grupo é cauteloso, e não passivo, com capital disponível e interesse em investir, mas dosando a alocação enquanto aguardava maior clareza sobre o rumo do país após as urnas.

A Colômbia foi às eleições para escolher o sucessor de Gustavo Petro e renovar o Congresso. O segundo turno, realizado no domingo (21), foi vencido na contagem preliminar pelo advogado Abelardo De la Espriella, por margem apertada, em resultado contestado por Petro. De la Espriella defendeu uma agenda favorável ao mercado. A pesquisa foi realizada antes dessa definição.

Leia também: Títulos colombianos sobem e indicam otimismo do mercado após eleição presidencial

Segundo o levantamento, o risco político-eleitoral e a continuidade das políticas públicas lideram as preocupações dos investidores, à frente de temas como segurança jurídica, eficiência regulatória e licenciamento ambiental. A capacidade de investimento público também figura entre os entraves, num reflexo da tensão fiscal de um país que convive com dívida elevada e déficit nas contas do governo central.

Questionados sobre o que esperam do próximo governo, os investidores colocam a previsibilidade institucional e a segurança jurídica como prioridade máxima, seguidas da disciplina fiscal e da capacidade de investimento público, e de um ambiente favorável ao capital privado e ao financiamento de longo prazo.

Entre os setores com maior potencial de atrair capital, os participantes destacam ferrovias, rodovias e logística, além de mobilidade urbana, aeroportos e geração de energia. A demanda por energia ganha relevância diante de um sistema elétrico colombiano fortemente dependente de hidrelétricas e da expectativa de déficit de oferta nos próximos anos.

O GRI Institute avalia que o resultado eleitoral com a guinada à direita pode funcionar como catalisador, caso seja percebido como favorável ao ambiente de negócios. A conversão dessas intenções em investimento efetivo, segundo a entidade, depende de avanços em licenciamento, financiamento e coordenação entre os diferentes níveis de governo.

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FPA deve se reunir com Hugo Motta por projeto de dívidas rurais

Integrantes da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária) devem se reunir nesta terça-feira (23) com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para discutir a tramitação do projeto que cria mecanismos de renegociação de dívidas rurais. A informação foi confirmada por fontes da bancada ruralista à CNN, mas o encontro ainda não consta na agenda oficial divulgada pela Presidência da Câmara.

A reunião ocorre em meio à ofensiva da FPA para acelerar a análise da proposta na Câmara, que é considerada uma das principais prioridades do setor antes do anúncio do Plano Safra 2026/27.

A avaliação dos parlamentares é que produtores endividados precisam ter uma definição sobre o alongamento das dívidas para conseguir acessar o crédito da próxima safra.

Nos bastidores, o encontro também busca reverter a sinalização dada por Hugo Motta de que a proposta não deve ser votada antes do recesso parlamentar.

O presidente da Câmara tem manifestado preocupação com os impactos fiscais do projeto e defende limites para medidas de socorro ao setor agropecuário.

O principal impasse envolve o custo da renegociação. O Ministério da Fazenda estima impacto de até R$ 140 bilhões ao longo de 13 anos, enquanto a FPA calcula um valor próximo de R$ 65 bilhões no mesmo período.

A divergência tem travado as negociações entre governo e Congresso desde a aprovação do texto pelo Senado Federal, no último dia 10.

Parlamentares da bancada ruralista argumentam que o projeto tem caráter autorizativo e não cria obrigação imediata de execução orçamentária, tese que ganhou força após declarações do ministro da Fazenda, Dario Durigan, de que haveria espaço para avançar com uma solução negociada e que nao criasse um engessamento no orçamento.

A expectativa da FPA é que a conversa com Hugo Motta ajude a definir ao menos um calendário para a tramitação da proposta ainda antes do início do recesso legislativo, previsto para 18 de julho.

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Da oficina de costura ao acolhimento hospitalar, trabalho prisional beneficia pacientes e promove ressocialização


Enquanto cumprem pena em uma das maiores unidades prisionais de Mato Grosso do Sul, internos da Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira II têm encontrado no trabalho uma oportunidade de qualificação profissional, ressocialização e contribuição direta para a sociedade. Por meio da oficina de costura instalada na unidade, eles produzem cobertores, mantas, roupas e diversos itens hospitalares destinados ao Hospital São Julião, referência no atendimento a pessoas em situação de vulnerabilidade.

“O trabalho faz a gente voltar a sonhar e pensar em uma vida diferente quando sair daqui”, revela um dos participantes.

A iniciativa demonstra como o trabalho prisional pode gerar benefícios que ultrapassam os muros dos presídios, promovendo impacto social concreto ao mesmo tempo em que oferece novas perspectivas aos custodiados.

Somente nos primeiros cinco meses de 2026, a oficina confeccionou 2.632 itens, entre eles 200 cobertores destinados aos pacientes atendidos pelo Hospital São Julião. Também foram produzidos campos cirúrgicos, panos fenestrados, jalecos, calças, aventais, toalhas, sacolas e outras peças utilizadas na rotina hospitalar.

Além de auxiliar no atendimento prestado pela instituição de saúde, a produção contribui para a redução de custos operacionais e fortalece uma importante rede de solidariedade e cooperação entre órgãos públicos.

Reconstruindo futuros

Para os internos envolvidos, o trabalho representa muito mais que uma atividade laboral. É uma oportunidade de aprendizado, desenvolvimento profissional e reconstrução de projetos de vida.

“Aprendi uma profissão que nunca imaginei exercer e que poderá me ajudar quando eu estiver em liberdade”, afirma outro custodiado.

Natural da Venezuela, o interno Willian, de 31 anos, aprendeu a costurar dentro da unidade penal e hoje domina diferentes etapas da produção. Segundo ele, saber que as peças confeccionadas serão utilizadas por pacientes que necessitam de cuidados especiais traz um sentimento de realização pessoal. “Me sinto bem por poder ajudar outras pessoas. Aprendi uma profissão que nunca imaginei exercer e que poderá me ajudar quando eu estiver em liberdade”, relata.

Outro participante do projeto é Rafael, de 32 anos, que atua há cinco meses na oficina de costura. Ele destaca que a capacitação recebida, inclusive por meio de curso oferecido em parceria com o Senai, ampliou suas perspectivas de futuro. “Quem não tem uma profissão passa a enxergar novas possibilidades. O trabalho faz a gente voltar a sonhar e pensar em uma vida diferente quando sair daqui”, afirma.

Além da qualificação profissional, o trabalho garante aos participantes a remição da pena, prevista na legislação, e contribui para a disciplina e a ocupação produtiva dentro da unidade prisional.

De acordo com o diretor da unidade penal, policial penal Evandro Mota, a oficina de costura integra as ações voltadas à reintegração social das pessoas privadas de liberdade, proporcionando capacitação técnica e desenvolvimento de habilidades que poderão ser utilizadas após o cumprimento da pena.

Sistema prisional, saúde pública e responsabilidade social

A iniciativa também prioriza a política de valorização do trabalho prisional desenvolvida pela Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), que busca ampliar oportunidades de qualificação e inserção produtiva para os custodiados em todo o estado.

O resultado dessa parceria vai além dos números. Cada cobertor produzido carrega uma história de recomeço e chega ao hospital com a missão de proporcionar acolhimento, conforto e dignidade a quem enfrenta momentos delicados de tratamento e recuperação.

Neste ano, já foram confeccionados 200 cobertores pelos internos.

Para a coordenadora do setor de Conservadoria do Hospital São Julião, Fabiana Farias, essa parceria com a Agepen tem gerado resultados muito positivos e tem apresentado crescimento significativo por meio da mão de obra carcerária. “Neste ano, já recebemos 200 cobertores confeccionados pelos internos, que serão utilizados para aquecer nossos pacientes durante o inverno, proporcionando mais conforto e acolhimento. Também está em andamento a produção de enxoval cirúrgico. Além de contribuir para a assistência hospitalar, essa iniciativa demonstra a importância da ressocialização por meio do trabalho e da responsabilidade social”, destaca Fabiana.

Em um ciclo de transformação que conecta sistema prisional, saúde pública e responsabilidade social, mãos que buscam reconstruir trajetórias ajudam a aquecer quem mais precisa, demonstrando que o trabalho pode ser uma importante ferramenta de mudança para todos os envolvidos.

Mais do que os produtos confeccionados, essa parceria representa um exemplo de responsabilidade social, pois beneficia tanto os pacientes quanto os reeducandos envolvidos no projeto, que têm a oportunidade de aprender uma profissão e contribuir de forma positiva para a sociedade. É uma iniciativa que une solidariedade, ressocialização e melhoria contínua da assistência hospitalar.

Comunicação Agepen/MS



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aos 13 anos, adolescente conhece por dentro a perícia oficial – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul


Estudante do 8º ano percorreu os quatro institutos da Polícia Científica e conversou com profissionais das diferentes carreiras que participam da produção da prova pericial

Laura Giovana Chaves dos Santos tem 13 anos e já sabe o que quer ser: perita. E na semana passada ela trocou as telas pela realidade.

Acompanhada pela mãe, Luciana Chaves da Cruz dos Santos, a estudante do 8º ano da rede municipal de Campo Grande percorreu os quatro institutos da PCi-MS (Polícia Científica de Mato Grosso do Sul). Conversou com peritos criminais, peritos papiloscopistas, peritos médico-legistas e agentes de polícia científica da corporação sobre como cada área contribui para a produção da prova pericial.

As perguntas foram além dos equipamentos e procedimentos. Laura quis saber por que os servidores escolheram suas profissões, como se prepararam para o concurso público, quais atividades realizam e quais desafios enfrentam na rotina.

Em uma demonstração técnica, observou pequenas marcas deixadas em elementos de munição. Acompanhou a explicação sobre como esses sinais podem ser comparados para verificar se foram produzidos por uma mesma arma,  a perícia que conhecia pelas telas, agora apresentada por quem realiza o trabalho diariamente.

O interesse pela área começou depois que Laura assistiu, em uma rede social, a um vídeo sobre perícia criminal. A publicação lembrou filmes e séries que já acompanhava.

“Eu vi um vídeo que falava sobre esse trabalho. Depois, pesquisei um pouco mais e achei muito legal. Esse foi o meu primeiro contato”, contou.

A visita foi pontual, organizada e acompanhada pela Assessoria de Comunicação da Polícia Científica. Tudo começou depois que uma tia da estudante encaminhou um e-mail à instituição relatando o interesse da adolescente pelas profissões da perícia.

Além das telas

No IC (Instituto de Criminalística ), Laura conheceu o trabalho realizado em locais de crime e em núcleos especializados. Na balística, observou como marcas deixadas em projéteis e estojos de munição são analisadas.

Na documentoscopia, recebeu explicações sobre os procedimentos utilizados para verificar a autenticidade de documentos e identificar possíveis alterações. Também passou pela informática forense, pelas perícias ambientais, pela engenharia legal e por exames realizados em diferentes tipos de locais, equipamentos e objetos.

Os peritos criminais explicaram que um mesmo caso pode exigir conhecimentos de física, química, biologia, engenharia e tecnologia. Os agentes de Polícia Científica detalharam sua atuação no apoio aos exames e nos procedimentos para receber, preservar e encaminhar os vestígios.

“Eu gostei de tudo. Vi como eles analisam documentos para saber se são verdadeiros, conheci a parte das armas e achei tudo muito interessante”, relatou Laura.

Sobre o caminho até a profissão, ela ouviu que o ingresso ocorre por concurso público, com requisitos que variam conforme o cargo.

Para Evandro Rodrigo Pedon, perito criminal do IALF (Instituto de Análises Laboratoriais Forenses), a curiosidade demonstrada pela estudante precisa ser acompanhada de persistência.

“Ser curioso e persistente é fundamental. Quando não sabemos alguma coisa, precisamos pesquisar, perguntar, realizar testes e validar os resultados. A perícia está sempre evoluindo, por isso o profissional precisa continuar estudando durante toda a carreira”, afirmou.

Técnica, identidade e acolhimento

No IMOL (Instituto de Medicina e Odontologia Legal), peritos médico-legistas e agentes de Polícia Científica apresentaram a Laura os exames realizados em pessoas vivas e mortas. Mostraram o cuidado com os materiais coletados e a responsabilidade envolvida em cada etapa.

A conversa com a perita médica-legista Juliane Chaia revelou uma dimensão da atividade que a estudante ainda não conhecia. Laura perguntou como ela havia escolhido a carreira, quais eram os desafios da rotina e o que seria necessário estudar para seguir o mesmo caminho.

“A conversa dela foi muito profunda. Eu gostei bastante e comecei a me interessar também pela profissão e pela área da medicina”, contou.

Juliane explicou que a atuação médico-legal exige preparo técnico e emocional, especialmente nos atendimentos a pessoas que chegam à instituição depois de situações difíceis.

“Não é um trabalho fácil. Em muitos atendimentos, eu me vejo também no papel de acolher. Às vezes, o pouco tempo que temos com aquela pessoa permite oferecer uma palavra que possa fazer diferença”, afirmou.

No II (Instituto de Identificação), peritos papiloscopistas mostraram a Laura sua atuação na identificação civil e criminal e nos exames de impressões digitais. Um dos espaços que mais chamou sua atenção reunia documentos e registros que preservam parte da história da identificação em Mato Grosso do Sul.

“Eu achei muito interessante porque havia registros desde o começo. Era como se estivesse ali “, disse.

Os servidores mostraram como dados biográficos e impressões digitais são analisados e confrontados durante os procedimentos de identificação.

Laura também aprendeu que impressões encontradas em objetos ou locais podem ser reveladas, examinadas e comparadas com registros existentes, contribuindo para identificar pessoas e esclarecer crimes.

Quando tudo se conecta

A última etapa ocorreu no IALF, onde Laura acompanhou uma demonstração no Núcleo Especializado de Química e Toxicologia Forense. Entendeu como substâncias e outros materiais recebidos pelo instituto são preparados e submetidos a análises específicas.

Foi nesse momento que conseguiu organizar o que havia aprendido ao longo da manhã: conforme o tipo de vestígio, o material recolhido numa perícia segue caminhos diferentes, impressões digitais para o Instituto de Identificação, armas e munições para a balística, aparelhos eletrônicos para a informática forense, substâncias para análises laboratoriais, pessoas vivas ou mortas para o IMOL.

Cada instituto tem atribuições próprias, mas os resultados se complementam até a elaboração dos laudos que sustentam investigações e processos judiciais.

Luciana acompanhou as perguntas e as reações da filha durante todo o percurso. Segundo ela, o interesse começou antes mesmo de Laura saber o nome exato da profissão.

“Ela dizia que queria ir ao local do crime, tirar as digitais e ver o que havia acontecido. Depois, falou: ‘Mãe, eu quero ser perita criminal.’ Eu disse que, no que ela quiser, vou apoiá-la”, relatou Luciana.

Com o tempo, a adolescente começou a pesquisar quais cursos poderia fazer e o que precisava estudar. Para a mãe, a visita ampliou esse conhecimento ao mostrar as diferentes possibilidades de atuação dentro da Polícia Científica.

Aos 13 anos, Laura ainda tem pela frente o ensino médio, a escolha de uma graduação e a oportunidade de conhecer outras profissões. A visita não definiu seu futuro, mas transformou uma referência construída pelas telas em uma compreensão mais concreta sobre ciência, serviço público e responsabilidade.

Depois de percorrer os quatro institutos e ouvir profissionais das diferentes carreiras, ela resumiu o principal aprendizado do dia: “Deu para entender por que tudo se conectou.”

Maria Ester Jardim Rosoni, Comunicação PCi-MS

 



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Cota chinesa para carne bovina pode atingir 94,5% até o fim de junho

A cota de importação de carne bovina da China para 2026 deverá atingir 94,5% de preenchimento até o dia 30 de junho, segundo levantamento da Terra Investimentos.

Os dados indicam que o volume já internalizado pelo país asiático, somado às cargas em trânsito embarcadas pelo Brasil, deixa um saldo estimado de apenas 60,3 mil toneladas disponíveis dentro da cota anual.

A China estabeleceu para este ano uma cota de importação de 1,106 milhão de toneladas de carne bovina. Até maio, as informações da GACC (Administração Geral das Alfândegas da China) mostram que 723,8 mil toneladas já haviam sido desembaraçadas nos portos chineses, o equivalente a 65,4% do limite anual.

Além do volume já confirmado pela GACC, a Terra Investimentos incorporou ao cálculo os embarques brasileiros registrados pela Secex (Secretaria de Comércio Exterior).

Os dados apontam que 153,9 mil toneladas exportadas em maio devem chegar à China entre junho e julho, enquanto outras 168 mil toneladas projetadas para junho têm desembarque estimado entre julho e agosto.

Somando o volume já internalizado pela China e o chamado “pipeline” logístico conhecido entre maio e junho, o total comprometido alcança 1,045 milhão de toneladas, ou aproximadamente 94,5% da cota anual.

Segundo a análise elaborada por Geraldo Isoldi, da Mesa Agro da Terra Investimentos, o ritmo dos embarques sugere que o limite disponível para importações dentro da cota pode se esgotar rapidamente.

“Na nossa projeção, estaremos com 94,5% da cota preenchida até o dia 30 de junho”, afirma Isoldi.

O estudo estima que o esgotamento da cota nos portos brasileiros ocorra entre os dias 12 e 14 de julho. Considerando o intervalo médio de 45 dias entre o embarque no Brasil e a chegada aos portos chineses, esse fluxo corresponderia a desembarques no país asiático entre o fim de agosto e o início de setembro.

A eventual saturação da cota é acompanhada de perto pelo mercado global de proteínas, já que importações realizadas após o preenchimento do limite ficam sujeitas a tarifas adicionais. O cenário pode influenciar decisões de compra de importadores chineses e estratégias comerciais de frigoríficos exportadores nos próximos meses.

A Terra Investimentos ressalta que o acompanhamento dos embarques de julho e agosto será decisivo para confirmar o momento exato de preenchimento da cota e os possíveis impactos sobre o fluxo comercial entre Brasil e China.

 

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Oferta da IG4 pela Raízen por ora é tratada como boato, diz Ometto

O presidente do conselho de administração ​da Raízen, o empresário Rubens ​Ometto, disse nesta segunda-feira que, por ora, não passa de boato do mercado financeiro o suposto interesse da gestora de private equity IG4 pela produtora de açúcar, etanol e distribuidora de combustíveis.

“Isso é o boato do mercado financeiro. ⁠O pessoal do ​mercado financeiro é muito criativo, mas não ​tem nada nesse sentido”, declarou ele em entrevista à ⁠Reuters, após evento no Rio ⁠de Janeiro.

Na semana passada, a Reuters informou, ​com ‌base em pessoas familiarizadas com as negociações, que o ⁠banco de investimentos independente Moelis & Company e a consultoria financeira Journey Capital, assessores dos credores da Raízen, receberam ofertas não ‌vinculantes ⁠da gestora IG4 ‌para adquirir créditos e o controle da empresa.

IG4, Moelis e Journey Capital não quiseram comentar o assunto anteriormente.

Por ⁠outro lado, Ometto ainda se ⁠mostrou bastante otimista com a aprovação da proposta de reestruturação da ‌Raízen.

Segundo Ometto, esse acordo deve ocorrer “já, já”, e a empresa já está dando a volta por cima.

“A empresa é boa, organizada, gera caixa e não tem falcatrua”, ‌afirmou ele. “A Raízen tem problema de estrutura de capital, que está resolvido.”

A Raízen obteve, neste mês, apoio suficiente ⁠de credores e detentores de títulos para prosseguir com uma reestruturação extrajudicial que totaliza aproximadamente R$64,7 bilhões, a maior ​já registrada no país.

Ometto confirmou que o acordo prevê ​uma cisão entre as áreas de distribuição de combustíveis e geração de energia, produção de etanol, açúcar e biogás.

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Ana Paula Vescovi anuncia saída do Santander Brasil após 7 anos


A ex-secretária do Tesouro Ana Paula Vescovi comunicou nesta segunda-feira, 22, em suas redes sociais que deixou o Santander, onde era economista-chefe. “Depois de sete anos, encerro meu ciclo no Santander Brasil. Foram anos de rara intensidade”, escreveu a economista em post publicado no Linkedin.

O Santander confirmou a saída de Vescovi e anunciou que a área de Estudos Econômicos do banco passará a ser comandada por Sandro Sobral, executivo com mais de 20 anos no Santander. Ele é responsável pela gestão financeira da instituição, cargo que seguirá ocupando.

“Com ampla experiência em finanças, planejamento e gestão estratégica, Sandro passará a acumular a liderança da área de Estudos Econômicos, garantindo a continuidade dos trabalhos desenvolvidos pela equipe”, anunciou o Santander.

Em sua postagem, Vescovi elencou as transformações na economia, tanto doméstica quanto internacional, no período em que comandou o departamento econômico do banco.

Citou a pandemia, o retorno da inflação global e o ciclo de alta dos juros, além dos conflitos na geopolítica e os avanços tecnológicos que “redefiniram a forma como produzimos e consumimos informação”.

Na mensagem, ela agradece ao Santander e não antecipa qual será o seu próximo passo profissional. “Os ciclos mudam. O aprendizado permanece.”



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Granja Faria poderá antecipar pagamento de emissão de R$ 200 milhões

Os investidores da primeira emissão de debêntures da Granja Faria aprovaram o resgate antecipado dos títulos, em uma operação que movimentou R$ 200 milhões quando foi lançada, em 2020. A medida permite que a companhia, que é uma das principais produtoras de ovos do Brasil, antecipe o pagamento da dívida antes do vencimento previsto para dezembro de 2026.

A decisão foi tomada em assembleia realizada com a participação dos debenturistas, da companhia e do agente fiduciário Vórtx Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários. 

A proposta foi aprovada por unanimidade pelos investidores presentes, que representavam a totalidade das debêntures em circulação da emissão.

Os títulos remuneram os investidores a uma taxa equivalente ao CDI mais 2,48% ao ano. Segundo os termos aprovados, os debenturistas receberão o valor nominal das debêntures, ou o saldo desse valor, acrescido da remuneração proporcional calculada até a data do resgate. Não haverá pagamento de prêmio adicional.

Durante a assembleia, o agente fiduciário informou que o resgate antecipado pode resultar em remuneração menor do que a inicialmente prevista para a operação, uma vez que os investidores deixarão de receber os rendimentos que seriam acumulados até o vencimento original dos títulos.

A emissão foi realizada em dezembro de 2020, com distribuição de 200 mil debêntures de R$ 1.000 cada. De acordo com a Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), o Valor Nominal Atual é de R$ 499,982002 por debênture.

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estudo apresenta benefícios e conquistas de MS rumo à universalização do saneamento – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul


Com destaque e referência nacional, Mato Grosso do Sul planeja universalizar o saneamento básico no Estado até o final de 2027, sendo o primeiro estado do Brasil a ganhar esta condição. São benefícios diretos à população na saúde, economia, turismo e até valorização imobiliária. Este impacto econômico e social ao cidadão foi mensurado no estudo realizado pelo Instituto Trata Brasil, apresentado nesta segunda-feira (22), no auditório da Governadoria.

Durante a apresentação dos dados foi mostrado que Mato Grosso do Sul já teve acumulado entre 2005 e 2024 ganhos sociais que superam R$ 41,7 bilhões com a expansão do saneamento e consequente economia de gastos em setores como a saúde e aumento de produtividade em outros. Somado à previsão do atual ciclo, iniciado em 2025 e com encerramento em 2040, o total de ganhos sociais pode chegar a até impressionantes R$ 82,5 bilhões no Estado.

Se considerados os custos de investimento e operação do serviço de saneamento, no primeiro ciclo aferido o saldo líquido positivo chega a praticamente R$ 20 bilhões. Já no atual ciclo, a previsão do estudo é que Mato Grosso do Sul novamente acumule ganhos sociais na casa dos R$ 40 bilhões, sendo o saldo líquido também positivo – o Trata Brasil aponta R$ 26 bilhões.

Ainda no mesmo estudo, a conclusão é que a cada R$ 1,00 investido em saneamento no Estado pode gerar R$ 5,90 em ganhos sociais, superando a média nacional, que é de retorno R$ 4,10.

Governador Eduardo Riedel durante evento de apresentação do estudo do Instituto Trata Brasil 

“Hoje é o dia de celebrar e agradecer a todos os envolvidos, o esforço de cada um envolvido neste processo. Podemos ter orgulho em dizer que Mato Grosso do Sul vai o primeiro estado do brasil a ter o saneamento básico universalizado. Nosso prazo é 2028, mas eu já cito final de 2027 para conquistarmos esta meta. Mudança real na vida das pessoas, no bem-estar e na dignidade do cidadão”, afirmou o governador Eduardo Riedel.

Ele mencionou que esta mudança de patamar teve início em 2015, quando iniciou as discussões para realização de uma PPP (Parceria Público-Privada) do Esgoto Sanitário, sendo concretizada em 2021. Decisão tomada antes da elaboração do Marco Legal do Saneamento.

“Antes o Estado tinha 35% de cobertura de esgoto e hoje chegamos perto dos 80%. Transformação sentida na vida das pessoas. Hoje podemos dizer que temos água de qualidade disponível, saneamento básico, com um esforço concentrado, desafios sendo realizados, para chegarmos nestes resultados positivos”, descreveu o governador.

Riedel destaca que este estudo realizado pelo Instituto Trata Brasil apenas materializa os resultados que a população já está sentindo na prática no Estado. “O que a gente ouve, pensa e agora conhece em números nos ajuda a comparar nossa situação e entender onde nós estamos. Foi uma decisão do Estado de entregar algo que era essencial à sociedade”, completou.

Governador recebe estudo das mãos da CEO do Instituto Trata Brasil, Luana Pretto

Planejamento e resultado

Para o diretor-presidente da Sanesul, Renato Marcílio, é um orgulho enorme participar deste sucesso, que segundo ele, não aconteceu por acaso. “Teve uma visão estratégica que nos permitiu chegar até aqui. Somente nesta gestão estadual nós saímos de 60% (cobertura) e agora estamos em 77%, são quase 110 mil ligações de esgoto nestes três anos e meio. O caminho já está nos trilhos para atingirmos a universalização cinco anos antes do Marco Legal”.

Mato Grosso do Sul ampliou em quase cinco pontos percentuais o atendimento por rede de esgoto em menos de um ano e se firma como destaque nacional na corrida pela universalização do saneamento básico. Dados mostram que a cobertura de esgoto nos municípios atendidos pela companhia saltou de 72,34% em agosto de 2025 para 77,04% em maio de 2026, um avanço de 4,7 pontos percentuais em apenas nove meses. 

Diretor-presidente da Sanesul, Renato Marcílio, durante entrevista

Estes grandes investimentos foram frutos da PPP entre Sanesul e a empresa Ambiental MS Pantanal. Os resultados já aparecem em diversas cidades sul-mato-grossenses. Pelo menos 30 municípios atendidos pela Sanesul registram cobertura superior a 90%.  Em alguns casos, os índices já se aproximam da universalização. Bataguassu, Brasilândia, Ribas do Rio Pardo, Santa Rita do Pardo, Selvíria, Três Lagoas, Alcinópolis, Caracol, Japorã, Laguna Carapã, Paranhos, Ponta Porã, Inocência e Paranaíba alcançaram 99% de cobertura.

“Vemos no Estado um modelo que busca a universalização do saneamento com várias mãos. Todos trabalhando em conjunto para que busquemos este grande desafio não só de Mato Grosso do Sul, mas de todo país. Não indo atrás dos números, mas também da qualidade de vida da população, levando mais dignidade para as pessoas. Trabalho feito com planejamento, organização, investimento e uma parceria muito bem estruturada”, afirmou Gabriel Buim, diretor-presidente da MS Pantanal.

Para 2026, o plano de investimentos contempla obras em 39 municípios, com a implantação de mais de 480 quilômetros de novas redes, ampliação de 92 Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs), intervenções em Estações Elevatórias (EEEs), novas ligações domiciliares e reforço da estrutura operacional, consolidando a concessionária como protagonista na transformação sanitária do interior do Estado.

Luana Pretto apresenta os dados do estudo durante evento

Legado para gerações

Para a CEO do instituto Trata Brasil, Luana Pretto, os benefícios conquistados com o aumento da cobertura do saneamento se tornam verdadeiros legados para próxima geração e continuam fazendo a diferença com o passar dos anos. São conquistas que já aparecerem em Mato Grosso do Sul e vão continuar pelas próximas décadas.

“O objetivo deste estudo é mensurar os benefícios econômicos e sociais que a universalização do saneamento já trouxe para o Estado e o que pode trazer nos próximos anos para população. Estamos falando em mais saúde, educação, valorização imobiliária, renda com turismo e todos os objetivos acabam sendo influenciados por esta infraestrutura que transforma a vida dos cidadãos”.

Além dos números gerais, o levantamento ainda mostra que a redução de custos com a saúde chegará a R$ 258,793 milhões entre 2025 e 2040 e que o incremento na produtividade está estimado em R$ 14,8 bilhões no Estado neste mesmo período.

Já o turismo pode ganhar R$ 2,255 bilhões e a valorização imobiliária pode atingir R$ 1,701 bilhão entre 2025 e 2040, impulsionados pela melhoria ambiental e infraestrutura. 

Ainda existe a perspectiva que após 2040, o legado da universalização deve gerar ganhos de R$ 18,795 bilhões, com custos de manutenção de R$ 12,145 bilhões, consolidando um saldo positivo de R$ 29,921 bilhões.

Leonardo Rocha, Comunicação do Governo de MS
Fotos: Álvaro Rezende/Secom-MS

ATENÇÃO: confira aqui o pack imprensa com as imagens do evento e da coletiva



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