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Banco Central divulga calendário das reuniões do Copom para 2027


O Banco Central divulgou nesta terça-feira, 23, comunicado com o calendário das reuniões ordinárias do Comitê de Política Monetária (Copom) para 2027.

As reuniões do próximo ano serão nos dias 26 e 27 de janeiro; 16 e 17 de março; 27 e 28 de abril; 15 e 16 junho; 3 e 4 de agosto; 21 e 22 de setembro; 26 e 27 de outubro; e 7 e 8 de dezembro.

As reuniões do Copom são realizadas em duas sessões: a primeira reservada às apresentações técnicas de conjuntura e a segunda para as decisões das diretrizes de política monetária. Os comunicados das decisões do Copom são sempre divulgados no segundo dia de reunião, a partir das 18h30, após o término do encontro.

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As atas das reuniões continuarão sendo divulgadas na terça-feira seguinte ao término do Copom, às 8h. A exceção será para a ata da reunião de outubro, que será divulgada na quarta-feira em razão do feriado de Finados, 2 de novembro.



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Café sobe 3,35% na bolsa de Nova York com atraso da colheita no Brasil

O contrato futuro do café arábica para entrega em setembro registrou alta de 3,35% e encerrou a sessão desta terça-feira (23) cotado em US$ 2,75 por libra-peso.

De acordo com o Barchart, os preços do café arábica registraram forte alta e atingindo o maior valor em seis semanas.

“As chuvas que retornaram ao Brasil estão atrasando a colheita de café no país e impulsionando os preços do arábica”, informou o Barchart.

A empresa de meteorologia Climatempo informou na terça-feira que uma nova frente fria está trazendo chuvas para o sul do Brasil, impactando as atividades no campo e podendo afetar a qualidade da safra de café.

Açúcar

O contrato futuro do açúcar para entrega em outubro finalizou o dia precificado em 13,95 centavos de dólar a libra-peso, com uma alta de 0,79%.

O Barchart ainda destacou que os preços do açúcar fecharam em alta, em meio a uma leve cobertura de posições vendidas, o que consolidou as perdas recentes.

O Barchart ainda destacou que a reabertura do estreito também deve reduzir as taxas de frete marítimo, os custos de seguro e os preços dos combustíveis, diminuindo assim os custos para os importadores de açúcar.

Cacau

O contrato do cacau para entrega em setembro fechou em alta de 0,52% e precificado em US$ 4.645 por tonelada na bolsa de Nova York.

O Barchart ainda reportou que os preços do cacau ampliaram a forte alta da sessão passada nesta terça-feira e atingiram novas máximas em seis semanas. Os preços do cacau são sustentados pelas fortes chuvas na Costa do Marfim, que inundaram estradas e isolaram os agricultores em suas fazendas e portos.

“O excesso de umidade também aumenta o risco de podridão parda nos cacaueiros, reduzindo a produtividade e comprometendo a colheita”, informou.

Algodão

O algodão com contrato futuro para entrega em dezembro fechou com ligeira queda de 0,86% e precificado em 78,73 centavos de dólar a libra-peso.

Suco de laranja

O vencimento futuro do suco de laranja para entrega em setembro finalizou com desvalorização de 2,47%, fechando a US$ 1,51 por libra-peso.

https://www.cnnbrasil.com.br/agro/camara-tem-dia-do-agro-para-votar-pautas-urgentes-do-setor/

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Corumbá recebe investimentos em saúde, infraestrutura, saneamento e proteção às mulheres


Corumbá concentrou, nesta terça-feira (23), uma série de entregas, vistorias, assinaturas e autorizações que reforçam os investimentos em saúde, infraestrutura, saneamento e proteção social no município. A programação contemplou desde a entrega de novas estruturas para atendimento em hemoterapia até o início das obras da nova maternidade e da Casa da Mulher Brasileira, além de investimentos em abastecimento de água e melhorias urbanas.

Na área da saúde, o Governo do Estado entregou sete salas reformadas para implantação dos serviços de hemoterapia, com investimentos de R$ 390 mil. A nova estrutura fortalece a rede de atendimento hematológico da região, amplia a capacidade operacional do Hemosul e garante mais qualidade, segurança e agilidade no atendimento aos pacientes.

A agenda também incluiu supervisão às instalações da maternidade da Santa Casa de Corumbá. O município contará com uma nova maternidade, com investimento de R$ 74,9 milhões, sendo R$ 59,8 milhões do Governo Federal e R$ 15,1 milhões do Governo do Estado. A unidade ampliará a assistência materno-infantil na região pantaneira.

Ao participar da entrega de novos equipamentos e da ampliação da estrutura da Santa Casa de Corumbá, o governador Eduardo Riedel reiterou a importância da parceria entre Estado e municípios para fortalecer a rede pública de saúde e assegurar atendimento mais qualificado à população pantaneira. Segundo o chefe do Executivo estadual, os investimentos em infraestrutura e custeio são fundamentais para garantir mais conforto, dignidade e eficiência nos serviços oferecidos aos moradores da região.

“Após a conclusão das obras e a entrega dos equipamentos, Corumbá passa a contar com um espaço mais moderno, confortável e preparado para atender melhor a população. Essa parceria entre Estado e município é fundamental para fortalecer as políticas públicas. Vamos seguir apoiando a estrutura, desde a conclusão da etapa de equipamentos até a manutenção necessária para garantir um atendimento cada vez mais qualificado à população”, afirmou o governador Eduardo Riedel.

Outra visita técnica ocorreu na UTI Neonatal do Hospital da Cassems de Corumbá. A agenda marca a transformação da unidade em um dos principais polos de saúde de alta complexidade do Pantanal, atendendo Corumbá, Ladário e municípios vizinhos, abrangendo cerca de 20 mil pessoas referenciadas.

Inaugurado em 25 de novembro de 2018, o Hospital da Cassems vem ampliando continuamente sua estrutura para reduzir o vazio assistencial da região. Atualmente, conta com 47 leitos clínicos e quatro leitos de unidade semi-intensiva, fundamentais para a transição segura de pacientes críticos.

A unidade dispõe de centro cirúrgico moderno e estrutura tecnológica que possibilitou, em junho de 2026, a realização da primeira neurocirurgia da história da região. O hospital também se consolidou como polo de diagnóstico e intervenção avançada, com centro de diagnóstico por imagem equipado com ressonância magnética, tomógrafo de 64 canais, raio-X e ultrassonografia.

No setor de infraestrutura, o Governo do Estado entregou a obra de pavimentação asfáltica, drenagem de águas pluviais e restauração nos bairros Nova Corumbá, Guatós e Pantanal. Executadas por meio do programa MS Ativo Municipalismo I, as intervenções receberam investimentos de R$ 27,8 milhões e foram concluídas em 2026.

Também foi entregue a obra de adequação e reabilitação do Laboratório de Ensaio e Controle da Sanesul, concluída em 2024 com investimento de R$ 916,6 mil. A intervenção amplia a capacidade de análise e monitoramento da qualidade da água distribuída à população, fortalecendo o controle operacional e a segurança do abastecimento no município.

Entre os atos pactuados está a assinatura da ordem de início de serviço para a construção da Casa da Mulher Brasileira de Corumbá, com investimentos de R$ 8,4 milhões. O espaço terá área de 1.372,10 metros quadrados e reunirá, em um único local, serviços essenciais de acolhimento, atendimento humanizado e enfrentamento à violência contra a mulher.

Ao autorizar a implantação da Casa da Mulher Brasileira em Corumbá, Riedel ressaltou que o equipamento representa mais do que uma obra física e integra uma rede de proteção voltada às mulheres em situação de violência.

“Quando falamos da Casa da Mulher Brasileira, falamos de uma rede completa de atendimento, com Polícia Civil, Defensoria Pública, Ministério Público, assistência psicossocial e acolhimento. Mato Grosso do Sul enfrenta esse problema de maneira transparente e busca soluções. A palavra de ordem é intolerância à violência contra a mulher e precisamos ampliar cada vez mais essa estrutura de proteção”, declarou.

A estrutura contará com Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), salas de cartório, espaços para atuação do Tribunal de Justiça, Ministério Público e Defensoria Pública, além de sala de audiências, ambientes para atendimento psicossocial, áreas administrativas e brinquedoteca para acolhimento das crianças que acompanham as vítimas.

O projeto foi concebido para oferecer um ambiente acessível, seguro e humanizado, favorecendo a integração dos serviços e reduzindo a revitimização das mulheres atendidas.

Na área da saúde, foi assinada a ordem de início de serviço para a construção da nova Maternidade de Corumbá, empreendimento inserido no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com investimento total de R$ 74,9 milhões.

A unidade será construída na Rua Pedro de Medeiros, no Bairro Popular Velha, seguindo o projeto de referência do Ministério da Saúde para maternidades de Porte II. Com área construída de aproximadamente 10,1 mil metros quadrados, a estrutura contará com Centro de Parto Normal, suítes PPP (pré-parto, parto e pós-parto), centro cirúrgico obstétrico, unidade de internação obstétrica, unidade neonatal, Banco de Leite Humano, Casa da Gestante, Bebê e Puérpera, atendimento ambulatorial para gestantes de alto risco, serviços de urgência e emergência obstétrica e áreas de apoio diagnóstico e terapêutico.

No saneamento, o governador assinou a ordem de início de serviço para a construção dos dolfins de proteção da captação superficial de água bruta e recuperação das estruturas existentes, com investimentos de R$ 26,5 milhões por meio do Programa Avançar Cidades – 2ª Etapa. A obra tem como objetivo proteger o sistema de captação contra impactos provocados por embarcações e garantir maior segurança e continuidade ao abastecimento.

Também foram autorizados dois novos processos licitatórios. O primeiro prevê a implantação do sistema de tratamento de resíduos da Estação de Tratamento de Água (ETA), com valor de referência de R$ 15 milhões, permitindo o tratamento adequado dos resíduos gerados no processo de potabilização da água, em conformidade com as normas ambientais.

Ao celebrar os investimentos em andamento em Corumbá, o governador Eduardo Riedel associou os avanços do município à capacidade de articulação entre diferentes esferas de governo e à união de esforços para viabilizar obras estruturantes. Ele citou os recursos destinados ao saneamento por meio do Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem) e a participação decisiva do Estado nas contrapartidas necessárias para garantir os projetos.

“Conseguimos viabilizar investimentos importantes e Corumbá está entre os municípios contemplados. A responsabilidade agora é fazer esses recursos chegarem em forma de obras de qualidade. São R$ 63 milhões para requalificar toda a rede de água e esgoto, uma estrutura antiga que precisa ser modernizada e que vai representar uma grande transformação para a cidade”, afirmou.

A segunda autorização contemplou a modernização do sistema de abastecimento de água de Corumbá, com investimentos estimados em R$ 22,4 milhões. O projeto prevê a modernização das redes de distribuição, implantação de equipamentos para controle de pressão e ampliação dos setores de macromedição, aumentando a eficiência operacional, reduzindo perdas e ampliando a confiabilidade do abastecimento.

O governador observou que a universalização do saneamento é uma das metas prioritárias do Estado e antecipou que Mato Grosso do Sul pretende concluir o processo antes mesmo do prazo previsto em contrato.

“Estamos trabalhando para universalizar o saneamento até o fim do ano que vem. Essa é uma política que tem relação direta com saúde, dignidade e cidadania. Municípios que tinham cobertura praticamente inexistente já alcançam índices próximos de 98%, e agora estamos monitorando, junto à Fiocruz, os impactos concretos dessa mudança nos indicadores de saúde. É uma transformação profunda para a população”, ressaltou.

Para o prefeito de Corumbá, Gabriel Alves de Oliveira, o volume de investimentos em andamento no município tem proporcionado uma nova realidade e demonstra que as ações públicas vão além da execução de obras, refletindo sensibilidade às necessidades da população.

“A gente olha para a cidade hoje e vê uma quantidade de obras que impressiona. Mas a boa política não é feita apenas de números ou de concreto. O mais importante é a sensibilidade que existe por trás dessas ações. As obras de drenagem ajudam a enfrentar os alagamentos, os projetos habitacionais reduzem o déficit de moradia e investimentos como a Casa da Mulher Brasileira e a UTI Neonatal mostram que é possível transformar estruturas que antes eram vistas como inviáveis em serviços que salvam vidas e acolhem as pessoas”, ressaltou o prefeito.

Encerrando a agenda, o governador participa à noite das festividades do tradicional Arraial do Banho de São João, uma das principais manifestações culturais e religiosas do Pantanal. Reconhecido em 2021 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, o evento possui mais de 140 anos de devoção documentada e integra a identidade cultural de Corumbá e Ladário.

A celebração reúne fé, cultura popular, tradições pantaneiras, influências afro-brasileiras e devoção a São João Batista. Segundo a crença popular, na noite de São João as águas do Rio Paraguai assumem simbolicamente o papel das águas do Rio Jordão, onde São João Batista batizou Jesus Cristo, transformando o banho da imagem em um ritual de renovação, purificação e bênçãos para os festeiros e suas famílias.

Alexandre Gonzaga, Comunicação Governo de MS
Fotos: Saul Schramm/Secom-MS



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Alta do farelo de soja dá suporte aos preços do grão em Chicago

Os contratos futuros da soja encerraram o pregão desta terça-feira (23) praticamente estáveis na Bolsa de Chicago. O vencimento novembro registrou leve alta de 0,02%, fechando cotado a US$ 11,41 por bushel.

Segundo a consultoria Agrinvest, o mercado encontrou sustentação principalmente no farelo de soja, que avançou cerca de 1% nos contratos mais próximos. As negociações do governo argentino para evitar paralisações no setor também seguem no radar dos investidores.

O farelo tem ganhado destaque no mercado internacional, com os Estados Unidos ampliando sua participação nas exportações ao longo da atual temporada, especialmente para países da Europa.

Por outro lado, o óleo de soja continua pressionado pela queda das cotações do petróleo, fator que limitou um avanço mais consistente dos preços da oleaginosa em Chicago.

Milho 

Os contratos futuros do milho encerraram o pregão em queda na Bolsa de Chicago. O vencimento de dezembro recuou 0,51%, negociado a US$ 4,37 por bushel. 

A consultoria Datagro informou que, apesar de terem iniciado o dia em alta, as cotações perderam fôlego ao longo da sessão diante das perspectivas favoráveis para a safra 2026/27 nos Estados Unidos. “O avanço do desenvolvimento das lavouras no Corn Belt e a previsão de condições climáticas adequadas para o cultivo reforçaram a pressão sobre os preços”, informou a consultoria. 

Além do clima, os investidores mantêm atenção voltada para o relatório anual de área plantada do USDA, previsto para a próxima terça-feira (30). A expectativa da Datagro é de que o órgão indique uma área cultivada com milho inferior aos 38,58 milhões de hectares estimados no relatório de intenção de plantio divulgado em março.

Trigo

Os contratos futuros do trigo encerraram o pregão desta terça-feira em queda na Bolsa de Chicago. O vencimento setembro recuou 1,73%, fechando cotado a US$ 5,97 por bushel.

Segundo a consultoria Granar, a pressão sobre as cotações veio do avanço acelerado da colheita do trigo de inverno nos Estados Unidos, aumentando a oferta do cereal no mercado.

Além disso, os investidores acompanham o início dos trabalhos de plantio em outras regiões produtoras do Hemisfério Norte. O mercado também começa a ajustar posições para a temporada comercial 2026/27, que terá início oficialmente em 1º de julho.

 

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com novas tarifas dos EUA, indústria prevê queda das exportações em 2026


A Sondagem Industrial mostrou expectativa de queda nas exportações da indústria nos próximos seis meses, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI). O levantamento indica que a mudança de perspectiva ocorre após o Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) propor novas tarifas sobre produtos brasileiros.

Em junho, o índice de expectativa de quantidade exportada caiu 1,5 ponto, de 51,2 pontos para 49,7 pontos. O indicador, que estava positivo desde janeiro deste ano e apontava perspectiva de alta das exportações, passou a mostrar expectativa de queda para os próximos seis meses, algo que ainda não havia ocorrido em 2026.

Segundo a CNI, foi a maior retração entre os indicadores de expectativa apurados na pesquisa e interrompeu uma sequência de resultados positivos observada desde o início do ano.

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A entidade destaca que os Estados Unidos são o principal destino das exportações de produtos industrializados brasileiros, o que ajuda a explicar a piora das expectativas do setor diante da possibilidade de adoção das novas tarifas.

“Embora a taxação proposta ainda não esteja confirmada, a possibilidade de isso ocorrer mexe com as expectativas dos empresários em relação às exportações, uma vez que os Estados Unidos são o principal destino dos produtos industriais brasileiros”, afirma o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo.

O levantamento também mostrou perda de fôlego em outros indicadores de confiança. O índice de expectativa de compra de insumos e matérias-primas caiu 0,9 ponto, de 52,6 pontos para 51,7 pontos, enquanto o indicador de expectativa de demanda recuou 0,7 ponto, de 53,4 pontos para 52,7 pontos.

Apesar da queda, ambos seguem acima da linha de 50 pontos, indicando expectativa de crescimento nos próximos seis meses, ainda que de forma menos intensa e disseminada entre as empresas.

As expectativas menos favoráveis também influenciaram as decisões de investimento dos empresários. O índice de intenção de investimento caiu 1,3 ponto em junho, de 54,8 pontos para 53,5 pontos, revertendo integralmente a alta de 1,1 ponto registrada em maio. Apesar do recuo, o indicador permanece 0,9 ponto acima de sua média histórica.



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Agehab recebe inscrições para interessados em moradia em condomínio sustentável – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul


As famílias de Campo Grande que sonham com a casa própria têm até esta sexta-feira (26), para se inscrever na nova seleção do Programa Minha Casa, Minha Vida – Fundo de Arrendamento Residencial (FAR). Nesta etapa, serão pré-selecionadas 82 famílias para o Protótipo Sustentável Manoel de Barros, empreendimento destinado ao atendimento de famílias que se enquadram nos critérios estabelecidos pelo programa.

Localizado na Avenida dos Cafezais, no Bairro Paulo Coelho Machado, o empreendimento será o primeiro condomínio sustentável do Brasil. De acordo com o projeto apresentado, o residencial contará com instalação de placas solares, sistema de reaproveitamento de água e uma proposta inovadora de construção sem muros entre as unidades habitacionais, incentivando a convivência comunitária e a integração entre os moradores. A obra será executada pela VBC Engenharia Ltda.

As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pelo site da Agehab (Agência de Habitação Popular do Estado de Mato Grosso do Sul). Para participar, é necessário atender aos critérios
definidos pelo programa e manter os dados cadastrais atualizados no sistema.

O sorteio será realizado no dia 1° de julho, às 15h, na sala de reuniões da Agehab, e contará com transmissão ao vivo pelos canais oficiais do Governo do Estado, garantindo transparência ao processo de seleção.

O FAR é uma das modalidades do programa habitacional federal voltada às famílias de baixa renda, oferecendo subsídio total ou parcial para aquisição do imóvel. Nesta etapa, a seleção busca priorizar famílias em situação de maior vulnerabilidade social e econômica.

A iniciativa é resultado da parceria entre o Governo Federal e o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, reforçando o compromisso conjunto de ampliar o acesso à moradia digna e promover inclusão social por meio da política habitacional.

A seleção segue critérios definidos nacionalmente, assegurando prioridade a grupos específicos, como:

* Mulheres chefes de família;
* Pessoas negras;
* Pessoas com deficiência;
* Idosos;
* Famílias com crianças ou adolescentes;
* Famílias com pessoas em tratamento de câncer, doenças raras, crônicas ou degenerativas;
* Mulheres vítimas de violência doméstica;
* Famílias indígenas e quilombolas;
* Moradores de áreas de risco;
* Pessoas com contrato habitacional anterior cancelado sem culpa;
* Famílias em situação de rua ou com trajetória de rua.

Mais do que critérios técnicos, esses parâmetros reforçam o caráter social do programa, que busca reduzir desigualdades e direcionar as unidades habitacionais às famílias que mais necessitam.

Atualmente, milhares de famílias aguardam uma oportunidade por meio dos programas habitacionais. Por isso, a orientação é que os interessados não deixem a inscrição para os últimos dias e verifiquem atentamente se todas as informações cadastrais estão corretas e atualizadas.

Cada moradia representa a possibilidade de um novo começo. Para as famílias contempladas, a casa própria significa segurança, estabilidade e dignidade, além da realização de um sonho que transforma vidas e fortalece o futuro.

Edyelk Santos, Comunicação Agehab
Foto: Divulgação/Agehab



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economia

De olho no fiscal, BC priorizou economia a controle da inflação, avaliam economistas


A ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta terça-feira (23), revelou detalhes do raciocínio por trás do corte de 0,25 ponto percentual na Selic, e analistas de grandes bancos e gestoras já têm uma conclusão: o Banco Central fez uma escolha deliberada de proteger a atividade econômica no curto prazo, ao custo de deixar a inflação convergir para a meta com mais atraso.

O Goldman Sachs avalia que, no dilema de curto prazo entre o controle de preços e o nível de atividade, o Copom “está se inclinando mais na direção de proteger a atividade do que em uma estratégia mais assertiva focada na inflação”. Para o Itaú BBA, a ata passa um sinal claro de que “qualquer espaço que ainda exista para a flexibilização está se esgotando rapidamente”.

O que a ata revelou

O documento detalha que o Comitê avaliou diferentes trajetórias possíveis para a Selic antes de decidir pelo corte. Levar a inflação à meta no horizonte original exigiria movimentos abruptos na direção e na magnitude dos juros, o que poderia incluir altas seguidas de quedas, na avaliação do JPMorgan. O Bank of America (BofA) reforça que o Comitê “rejeitou explicitamente cenários que exigiriam movimentos abruptos e de grande magnitude para trazer a inflação à meta”, por entender que isso provocaria volatilidade excessiva tanto nos preços dos ativos quanto na economia real.

A saída escolhida foi uma trajetória mais próxima do que o mercado já esperava, combinando pausas e retomadas no ciclo de cortes para entregar a inflação na meta apenas no primeiro trimestre de 2028. Leonardo Costa, economista do ASA, avalia que o BC defendeu abertamente uma “estratégia gradual, com eventuais pausas e retomadas no ciclo, que reduz oscilações na atividade”.

Leia também: Ibovespa Hoje Ao Vivo: Bolsa vira para alta com ganhos de PETR4 e bancos

Um ponto que chamou atenção de todas as casas foi a caracterização explícita de “assimetria altista” no balanço de riscos, ausente no comunicado pós-reunião, ou seja, um risco inflacionário crescente. A Warren Investimentos destaca que o trecho é “uma referência subjetiva à Política Fiscal”. Para o BofA, esses elementos “reforçam uma função de reação mais conservadora” do BC.

Essa mudança de postura tem um custo, na visão de Beto Saadia, economista-chefe da Nomos: “Essa escolha mina confiança na instituição quanto ao compromisso firme com a meta, principalmente porque a pressão inflacionária vem tanto da oferta quanto da demanda, puxada por excesso de estímulo do governo.”

Caio Megale, economista-chefe da XP, vê um Copom “cauteloso e flexível”, com portas abertas para cortes adicionais se a inflação permitir, mas ressalta que a combinação de cenário mais duro com a preferência revelada por uma trajetória com pausas aponta para manutenção da Selic em agosto.

Leia mais: Tesouro IPCA+ volta a ultrapassar 8,5% ao ano com aversão ao risco e ata do Copom

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Projeções para agosto e fim do ano

Diante das sinalizações do documento, o mercado recalibrou as projeções. O Goldman Sachs não espera mais nenhum corte em agosto e elevou sua projeção para a Selic no fim de 2026 de 13,25% para 14,00%, com eventual retomada dos cortes “no mínimo no quarto trimestre de 2026”. O BofA vai além e mantém a Selic em 14,25% até meados de 2027, com um ciclo superficial de cortes a partir de então, encerrando o ano em 13,25%.

O ASA trabalha com Selic estável em 14,25% pelo restante do ano, mas admite que “aumentou o risco de corte adicional de 25bps na reunião de agosto” caso os dados de inflação surpreendam positivamente. Para Rafael Rondinelli, economista da MAG Investimentos, a sinalização para os próximos passos “se degradou em relação à reunião anterior”, já que o texto do BC, ao citar que “os passos futuros possam incorporar novas informações”, não indica direção.

O Itaú preferiu aguardar o Relatório Trimestral de Inflação, previsto para quinta-feira (25), antes de revisar sua projeção de Selic a 13,75% no fim do ano.

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“Para crédito, consumo e atividade, a leitura é que os juros continuarão restritivos por mais tempo. Isso mantém o custo de capital elevado, pressiona margens das empresas e limita uma recuperação mais forte do investimento, especialmente em setores dependentes de financiamento”, afirma André Luiz Haas Caruso, CEO da Pilar Capital.



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meta de inflação no prazo usual exigiria variações grandes e abruptas da Selic


O Banco Central afirmou que uma eventual tentativa de atingir a meta de inflação no último trimestre de 2027, atual horizonte relevante da política monetária, demandaria ajustes agressivos da taxa Selic e faria, em seguida, a inflação ficar abaixo da meta por um prazo prolongado, mostrou nesta terça-feira a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

Diante dessa constatação, a autarquia avaliou serem mais adequadas, no momento, trajetórias da Selic menos discrepantes às apontadas pelo mercado no boletim Focus, questionário pré-Copom e precificação da política monetária, que levariam a inflação ao alvo de 3% apenas no primeiro trimestre de 2028, por “evitarem induzir volatilidade excessiva” nos ativos financeiros e agregados macroeconômicos.

Ao notar que sua projeção de inflação para o fim de 2027 subiu para 3,7%, distanciando-se da meta, o BC disse que a busca pelo alvo nesse prazo pressupunha uma política monetária com “variações abruptas de direção e de grande magnitude na Selic, seguida de diversos trimestres com inflação abaixo da meta.”

Por isso, passou a considerar diferentes trajetórias mais próximas às previstas pelo mercado, que “contemplavam cenários com combinações de diferentes momentos de pausa e retomada do ciclo de calibração”, disse o BC no documento.

“Nesse caso, as flutuações de produto se mostraram menores”, acrescentou.

O BC cortou a Selic em 0,25 ponto percentual na semana passada, a 14,25% ao ano, e deixou os próximos passos em aberto ao argumentar que avaliava trajetórias de juros “alternativas” para atingir a meta de inflação em um horizonte um pouco mais distante.

A indicação de que poderia trabalhar para alcançar o alvo de 3% para o IPCA apenas no primeiro trimestre de 2028, não mais no horizonte relevante da política monetária, atualmente no último trimestre de 2027, gerou reação negativa no mercado e foi seguida de uma elevação dos juros futuros no país.

No documento, o BC argumentou que o conjunto de alternativas em avaliação para os juros deve ser ponderado “à luz das melhores práticas de política monetária, recomendando não reagir integralmente a variações de preços decorrentes de choques de oferta, que no momento atual incluem incertezas relevantes.”



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Magnitude da calibração da Selic será ajustada à luz da evolução do cenário, diz ata


O Comitê de Política Monetária (Copom) reafirmou nesta terça-feira, 23, que a magnitude do ciclo de calibração da Selic será ajustada à luz da evolução do cenário, de forma a assegurar a convergência da inflação à meta, considerando o contexto atual de incerteza em níveis historicamente elevados, com riscos assimétricos na direção altista para os preços. A mensagem consta na ata da reunião de junho do Copom, publicada no período da manhã desta terça.

No encontro, encerrado na quarta-feira, 17, o colegiado cortou a Selic em 0,25 ponto porcentual, de 14,50% para 14,25%.

Foi o terceiro corte consecutivo. Os juros já caíram 0,75 ponto porcentual desde março, quando o BC começou um “ciclo de calibração” cauteloso da política monetária, em meio às incertezas sobre os impactos da guerra do Irã na cadeia global de suprimentos, os preços de commodities e a própria inflação.

Antes, o Copom manteve a Selic em 15% – o maior nível em quase duas décadas – por dez meses seguidos, de junho de 2025 até março de 2026.

“No cenário atual, caracterizado por forte aumento da incerteza, o Comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária, de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo”, disse no documento publicado nesta terça.

O Comitê também afirmou que a decisão de reduzir a Selic para 14 25% é compatível com a estratégia de convergência da inflação para ao redor da meta. “Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego.”

Projeções

O Copom repetiu as projeções para a inflação já apresentadas no comunicado. O colegiado prevê alta de 5,2% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026, acima do teto da meta de inflação, de 4,5%. Para 2027, atual horizonte relevante da política monetária, espera alta de 3,7% para o IPCA acima do centro da meta, de 3,0%.

Para os preços livres, projeta altas de 5,3% em 2026 e 3,7% em 2027. Para os administrados, altas de 4,7% e 3,9%, respectivamente.

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Todas as projeções partem do cenário de referência, com trajetória de juros do Relatório Focus (publicado em 15 de junho) e bandeira amarela de energia elétrica em dezembro de 2026 e 2027.

A taxa de câmbio começa em R$ 5,10 e evolui conforme a paridade do poder de compra (PPC).

Os preços do petróleo seguem aproximadamente a curva futura por seis meses e, depois, sobem 2% ao ano.

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Governo de MS abre encontro para fortalecer gestão de pessoas e investir na valorização dos servidores públicos


Evento reforça estratégia de qualificação, inovação e desenvolvimento humano como pilares para a melhoria dos serviços prestados à população

Governo de MS abre encontro para fortalecer gestão de pessoas e investir na valorização dos servidores públicos

A valorização dos servidores públicos e o fortalecimento da gestão de pessoas ganharam protagonismo nesta segunda-feira (22), com a abertura do 5º Encontro de Gestores de Pessoas no Setor Público de MS. Realizado no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo, em Campo Grande, o evento reúne profissionais de diferentes instituições públicas para debater inovação, liderança, saúde mental, desenvolvimento humano e os desafios da administração pública contemporânea.

Promovido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Administração (SAD) e da Superintendência de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas (Suged), o encontro conta ainda com a correalização do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS) e da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), consolidando-se como um dos principais fóruns voltados à modernização da gestão pública no Estado.

Com o tema “Tendências, estratégias e inovação”, a quinta edição reforça uma diretriz cada vez mais presente na gestão estadual: investir nas pessoas para oferecer serviços públicos mais eficientes, modernos e alinhados às necessidades da população. A programação se estende até quarta-feira (24) e contempla palestras, painéis e apresentação de experiências exitosas desenvolvidas por órgãos públicos sul-mato-grossenses.

Durante a abertura, o vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, destacou que o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul passa necessariamente pelo fortalecimento das pessoas que constroem diariamente as políticas públicas do Estado.

“Nenhum governo alcança resultados consistentes sem investir em quem faz a política pública acontecer. Quando qualificamos nossos servidores, fortalecemos a capacidade de gestão, ampliamos a eficiência dos serviços e melhoramos a vida da população. Mato Grosso do Sul vive um ciclo de crescimento e transformação, e isso também é resultado de servidores preparados, valorizados e comprometidos com a entrega de resultados para a sociedade”, afirmou.

A iniciativa está alinhada às ações estratégicas previstas no Plano Plurianual (PPA) 2024-2027, que estabelece o desenvolvimento dos servidores, a modernização da gestão e a construção de soluções inovadoras para a administração pública como prioridades do Governo do Estado.

Gestão de pessoas como estratégia de desenvolvimento

A área de Gestão de Pessoas tem assumido papel cada vez mais estratégico dentro da administração pública. Além de promover a qualificação profissional, o setor é responsável por desenvolver lideranças, fortalecer a cultura organizacional e criar ambientes mais produtivos, colaborativos e preparados para os desafios do futuro.

Segundo o secretário de Estado de Administração, Roberto Gurgel de Oliveira Filho, fortalecer a gestão de pessoas é investir diretamente na capacidade de resposta do Estado às demandas da população.

“A gestão de pessoas está no centro da transformação do serviço público. Quando valorizamos, acolhemos e desenvolvemos nossos servidores, fortalecemos a capacidade do Estado de entregar resultados à sociedade. Este encontro representa exatamente isso: um momento de aprendizado, integração e construção de soluções que impactam diretamente a vida das pessoas”, afirmou o secretário.

Investir nas pessoas para transformar serviços

Ao longo dos três dias, os participantes terão acesso a debates sobre saúde mental, clima organizacional, inteligência artificial, people analytics, liderança, bem-estar e novas estratégias para o desenvolvimento dos servidores públicos. A programação também reúne especialistas reconhecidos nacionalmente, como Izabella Camargo, Marina Dias, André Mazinni, Vanessa Weber, Renisson Araújo, Myrelle Jacob e a atriz e apresentadora Dany Suzuki, responsável pela palestra de encerramento com o tema “O Futuro é Humano”.

Para o Governo do Estado, a qualificação permanente dos servidores é um dos pilares para sustentar os avanços conquistados nos últimos anos em áreas como educação, saúde, segurança pública, infraestrutura, assistência social e transformação digital.

“O maior patrimônio de qualquer instituição são as pessoas. Quando investimos em conhecimento, inovação, saúde emocional e desenvolvimento humano, estamos investindo diretamente na qualidade dos serviços que chegam à população. É essa visão que tem guiado Mato Grosso do Sul: um Estado que cresce, que se moderniza e que entende que o desenvolvimento passa, antes de tudo, pela valorização das pessoas”, concluiu Barbosinha.

Fotos: João Garrigó, Vice-governadoria e Jéssica Salles, Comunicação SAD.



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