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BC usou “bengala para justificar cortes” e arranhou reputação, diz ex-Fazenda


As razões para o Banco Central decidir cortar a Selic na semana passada não convenceram o mercado. A decisão de estender para 2028 o horizonte considerado na política monetária funcionou como uma “bengala para justificar cortes”, resumiu Jeferson Bittencourt, head de macroeconomia do ASA. Para ele, que foi secretário-adjunto de Política Fiscal e Tributária do Ministério da Fazenda entre 2016 e 2019, o momento representa um “arranhão na reputação” da autoridade.

O argumento descrito na ata da reunião do Copom, divulgada na terça-feira (23), é que, sem o corte de juros agora, a inflação poderia cair ligeiramente abaixo da meta no primeiro naquele período. Mas, para o economista, a convergência da inflação não é um processo perfeito e monotônico, e a explicação para cortar a Selic para 14,25% levanta dúvidas.

“Por que a gente tem uma tolerância tão grande com o tanto que está acima da meta e uma tolerância tão baixa com o tanto que ficaria abaixo da meta?”, indaga Bittencourt, que também é ex-secretário do Tesouro Nacional.

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Armadilha das pesquisas do próprio BC

Outro ponto criticado por Bittencourt foi a justificativa de aproximar as projeções de juros àquelas do Boletim Focus e do Questionário Pré-Copom (QPC). Essas pesquisas refletem o que o mercado acredita que o Banco Central fará, cenários que atualmente não garantem a convergência da inflação. Ao não se distanciar deliberadamente dessas trajetórias, a autoridade monetária acaba atestando que também não alcançará o centro da meta.

“O que o Focus e o QPC estão projetando é uma trajetória para o que acham que o Banco Central vai fazer, que tem resultado numa inflação cada vez mais longe da meta. Então, se eu não vou me afastar daquilo, eu vou garantir que não vou me aproximar da meta”, afirma.

A leitura reforça a percepção, já apontada por boa parte do mercado na repercussão da ata, de uma comunicação ruidosa, em que o diagnóstico duro do Banco Central convive com uma decisão de juros consideravelmente mais branda.

Cenário base de pausa

Sobre os próximos passos, Bittencourt entende que o cenário base passou a ser de pausa no ciclo, já que o Banco Central retirou do texto os trechos que sinalizavam cortes ininterruptos e deixou apenas o risco residual de mais uma redução de 0,25 ponto percentual.

A consolidação dessa parada, avalia o economista, dependerá da estabilização do cenário externo, com o petróleo em torno de US$ 77 o barril, e da ausência de novos choques na atividade vindos de programas governamentais, como o financiamento para veículos e a renegociação de dívidas.

O profissional reforça uma preocupação do mercado, de que esses incentivos fiscais são parte do problema, estimulando a economia enquanto os juros altos tentam conter a inflação, atrapalhando o trabalho do BC.

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A saída, na visão dele, passa por rever parâmetros estruturais do arcabouço fiscal, em especial o limite que permite à despesa total crescer até 2,5% acima da inflação ao ano. Bittencourt argumenta que um ajuste focado apenas em despesas obrigatórias, como restringir programas sociais ou frear o crescimento do salário mínimo, “principal preço da despesa do governo”, será anulado se essa regra de crescimento do gasto total permanecer.

“O que vai acontecer é que a despesa obrigatória vai começar a crescer menos e vai ficar um espaço para a despesa discricionária, que será obviamente ocupado. Se não for ocupado pelo próprio governo, vai ser ocupado pelo Congresso com emenda”, adverte.



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Nego Di é condenado a mais de 14 anos de prisão por lavagem de dinheiro


A Justiça do Rio Grande do Sul condenou o influenciador digital e humorista Dilson Alves da Silva Neto, o Nego Di, nesta terça-feira (23) a mais de 14 anos de prisão pelos crimes de estelionato, lavagem de dinheiro qualificada e uso de documento falso no processo envolvendo rifas ilegais.

O influenciador está em liberdade provisória desde novembro de 2024, quando deixou a Penitenciária de Canoas depois de quatro meses preso, referentes a uma primeira condenação por estelionato, no caso envolvendo a loja virtual “Tadizuera” (saiba mais abaixo).

Gabriela Sousa, esposa de Nego Di, também foi condenada a 8 anos e 4 meses de reclusão, em regime fechado, pelo crime de lavagem de dinheiro.

Na decisão da Justiça, o humorista ainda foi condenado a 1 ano e 15 dias de prisão simples (infração contravencional), em regime semiaberto, pelo crime de promoção de loteria ilegal.

Veja as penas:

Nego Di:

  • Lavagem de dinheiro: 9 anos, 4 meses e 8 dias de reclusão, e 16 dias-multa
  • Uso de documento falso: 3 anos e 22 dias de reclusão, e 18 dias-multa
  • Estelionato: 2 anos e 1 mês de reclusão, e 16 dias-multa
  • Promoção de loteria: 1 ano e 15 dias de prisão simples, e 16 dias-multa

Gabriela Sousa:

  • Lavagem de dinheiro: 8 anos e 4 quatro meses de reclusão, e 16 dias-multa

Segundo a denúncia do Ministério Público, Dilson teria promovido, entre novembro de 2022 e maio de 2024, ao menos 34 rifas eletrônicas sem autorização legal, divulgadas em perfis nas redes sociais, onde ofertou prêmios em dinheiro e bens mediante compra de bilhetes.

Ainda conforme a acusação, ele teria promovido, de forma fraudulenta, a rifa de um veículo Porsche Macan, veículo transferido para ele próprio, além de R$ 150 mil em dinheiro

Os dois chegaram a ser alvo de uma operação do MPRS no processo envolvendo as rifas ilegais, em julho de 2024.

Na ocasião, a esposa de Nego Di chegou a ser presa em flagrante, durante a operação, pois os agentes encontraram uma arma de uso exclusivo das Forças Armadas, sem registro, sob posse da então investigada.

A ação teria resultado em prejuízo de R$ 185,3 mil a mais de nove mil pessoas.

Segundo o Ministério Público, o humorista teria induzido as vítimas ao erro e criado um vencedor fictício.

A investigação ainda aponta que o influenciador e a companheira lavaram R$ 2,5 milhões com contas de terceiros, valores usados para compra de veículos de luxo e imóveis em Porto Alegre, além de outros na Serra e Litoral gaúcho.

Além disso, o MP alegou que o influenciador teria utilizado documento falso ao divulgar, em rede social, um comprovante de transferência via PIX no valor de R$ 1 milhão para uma campanha solidária às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul. Entretando, o valor doado teria sido de apenas R$ 100.

A CNN procurou a defesa de Nego Di e de Gabriela Sousa e aguarda retorno.

Segunda condenação

Em junho do ano passado, o influenciador já havia sido condenado a 11 anos e 8 meses de prisão em outro processo por estelionato, junto com seu sócio Anderson Bonetti.

A dupla mantinha a loja virtual “Tadizuera”, disponibilizada na internet, por meio da qual ofertaram ao público venda de diversos produtos a preços abaixo do valor de mercado. Os condenados não cumpriram com as ofertas.

Segundo a polícia, as vítimas tiveram prejuízo estimado em mais de R$ 5 milhões.

Uma das vítimas do golpe, que teve um prejuízo de R$ 30 mil, ao comprar dois celulares e alguns ar-condicionado, contou à CNN sobre o modus operandi de Nego Di.

Segundo ela, o suspeito vendeu, em 2022, aparelhos celulares com valores bem abaixo do mercado e fez a entrega, para dar veracidade ao golpe.

Logo após, ele anunciou que criaria uma loja virtual, vendendo produtos em preço baixo para que todos pudessem ter acesso.



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Brasil x Escócia: agro sustenta avanço da relação comercial entre os países

Brasil e Escócia se enfrentam nesta quarta-feira (24) pela Copa do Mundo de 2026, mas a relação comercial entre os países tem ganhado força nos últimos anos, impulsionada principalmente pelas exportações brasileiras do agronegócio, como carnes, soja e café.

As estatísticas oficiais brasileiras não apresentam recorte específico das exportações destinadas à Escócia. Os dados são consolidados no Reino Unido, que reúne Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte.

Segundo dados do Comex Stat, plataforma oficial de estatísticas de comércio exterior do governo brasileiro, o Brasil exportou cerca de US$ 4,04 bilhões para o Reino Unido em 2025.

Entre os principais produtos agropecuários adquiridos pelo mercado britânico estão carnes e miúdos, café e especiarias, oleaginosas como soja e derivados, açúcar e produtos açucarados, frutas frescas e processadas, além de resíduos da indústria alimentícia usados na produção de ração animal.

Em 2025, o volume exportado de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada representou 2,7% para o Reino Unido. Já as carnes de aves e suas miudezas comestíveis corresponderam a 2,2%, enquanto outras carnes comestíveis salgadas, em salmoura, secas ou defumadas somaram 0,4% e os despojos comestíveis de carnes preparados ou preservados chegaram a 0,6%.

No complexo da soja, os farelos de soja e outros alimentos para animais responderam por 1,7% das exportações brasileiras para o mercado britânico em 2025, reforçando a importância do insumo na cadeia de proteína animal e na indústria de ração.

O café também aparece entre os principais produtos do agro, com o café não torrado e o café torrado, extratos e concentrados somando participação relevante, sendo o café não torrado responsável por cerca de 0,3% e o café processado por aproximadamente 0,6% da pauta exportadora para o Reino Unido.

O saldo comercial foi positivo em US$ 383,4 milhões para o Brasil. Em 2025, o Reino Unido ocupou a 17ª posição entre os principais destinos das exportações nacionais e respondeu por cerca de 1,17 por cento das vendas externas do país.

Já entre janeiro e maio de 2026, as exportações brasileiras para o Reino Unido alcançaram US$ 1,7 bilhão, crescimento de 19,1% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Whisky

O Brasil aparece entre os principais destinos do whisky escocês em volume, com 54 milhões de garrafas de 70 centilitros importadas em 2025, alta de 3,3% em relação ao ano anterior.

A SWA (Scotch Whisky Association) aponta mudanças importantes no comportamento global do mercado. As categorias premium registram perda de ritmo, com o single malt apresentando queda de 6% em valor em mercados como China, França e Singapura.

Já o whisky blended sustenta o desempenho do setor, impulsionado pelo crescimento das exportações para Índia e Brasil. Em 2025, a categoria somou 3,2 bilhões de libras, com alta de 0,8% em relação a 2024, mesmo com recuo de 6,2% no volume total, equivalente a 761 milhões de garrafas.

 

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Funtrab divulga vaga para pintor de carros para candidatos com experiência na Capital – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul


A Fundação do Trabalho de Mato Grosso do Sul (Funtrab) está com oportunidade de emprego aberta para o cargo de pintor de carros em Campo Grande. Além do salário de 4 mil reais, o contratado tem direito ao vale-transporte e benefícios a serem combinados com a empresa contratante.

Para concorrer, é necessário ter experiência mínima de seis meses na função e conhecimento em pintura automotiva. Não há exigência de escolaridade para o preenchimento da vaga.

Entre as atividades a serem desempenhadas estão a preparação de superfícies para pintura, aplicação de tintas e realização de acabamentos automotivos, polimento e retoques em superfícies pintadas, além da manutenção e reparo de equipamentos de pintura quando necessário. A jornada de trabalho será de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 17h42.

Os interessados devem comparecer à Funtrab nesta quinta e sexta-feira (18 e 19/06), das 9h às 16h, na Rua 13 de Maio, nº 2.773, Centro, em Campo Grande.

É necessário apresentar documentos pessoais e currículo atualizado. A Funtrab alerta que a vaga poderá ser preenchida a qualquer momento, sem aviso prévio.

Comunicação Funtrab



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Debate sobre saúde mental e impacto das apostas online abrem a semana de prevenção às drogas na Capital


O Conselho Estadual de Políticas Públicas sobre Drogas (CEAD/MS), vinculado à Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), realiza a partir desta segunda-feira (22) a XXVIII Semana Nacional, Estadual e Municipal de Políticas Públicas e Prevenção às Drogas. O evento reúne especialistas, representantes de instituições de ensino, órgãos públicos e entidades da sociedade civil no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/MS), em Campo Grande.

A abertura, realizada nesta manhã, foi marcada pelo lançamento de uma cartilha inédita sobre apostas on-line e por debates sobre os impactos das dependências comportamentais na saúde mental. Entre os destaques da programação esteve o lançamento do protótipo da cartilha “Bets & Saúde Mental – O que você pode fazer para se proteger das apostas online”, desenvolvida por acadêmicos da Unigran Capital em parceria com o CEAD/MS. O material busca orientar jovens, famílias e educadores sobre os riscos associados às apostas digitais, fenômeno que vem crescendo em todo o país e despertando preocupação de especialistas em saúde mental.

A presidente do CEAD/MS, Denise Fátima Barbosa Souza e Silva, explicou que a iniciativa surgiu diante do avanço dos transtornos relacionados aos jogos de apostas e da necessidade de ampliar as ações preventivas voltadas à população jovem. “As pessoas acreditam que por meio das apostas vão resolver um problema financeiro, mas acabam adquirindo um problema muito maior, que é o endividamento”, afirmou. Segundo ela, os impactos vão além das finanças e atingem diretamente a saúde mental, comprometendo relações familiares e o bem-estar emocional.

Denise destacou ainda que a cartilha é resultado de uma estratégia inovadora de prevenção desenvolvida pelo projeto Protagonismo Juvenil na Prevenção, que incentiva a participação dos próprios estudantes na construção de ferramentas educativas. “Precisávamos encontrar uma outra estratégia para sensibilizar nossos jovens. Hoje eles participam da construção desses instrumentos e isso tem mostrado resultados positivos”, ressaltou.

A pró-reitora de Ensino e Extensão da Unigran Capital, Angelita Leal de Castro, explicou que a produção da cartilha envolveu acadêmicos dos cursos de Direito, Psicologia e Publicidade e Propaganda, integrando conhecimentos jurídicos, científicos e educacionais.

Segundo ela, os estudantes pesquisaram desde aspectos legais e estatísticos relacionados às apostas até os efeitos emocionais provocados pelo comportamento compulsivo. O resultado foi um material educativo acompanhado de uma sequência didática que poderá ser utilizada por professores em atividades escolares. “Nosso foco é levar a universidade para a comunidade. É assim que a universidade se coloca como agente transformador na educação das pessoas”, afirmou.

A expectativa é que o material fique disponível gratuitamente para consulta e utilização em ações de prevenção realizadas por escolas, instituições e órgãos parceiros.

Quando o jogo deixa de ser diversão

Dr Vinicius Andrade

A abertura também contou com o painel “Dependências comportamentais: jogos, diversão ou compulsão?”, ministrado pelo médico psiquiatra Vinicius Oliveira de Andrade, supervisor do Ambulatório de Transtornos do Impulso do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Durante a apresentação, o especialista explicou que o transtorno relacionado aos jogos não é definido apenas pela frequência das apostas, mas pelos prejuízos causados à vida da pessoa. “A dependência se torna um adoecimento quando gera prejuízo funcional na vida da pessoa”, afirmou.

Segundo o psiquiatra, os sinais incluem dificuldades financeiras, problemas familiares, comprometimento das relações sociais e sofrimento emocional. Mesmo percebendo as consequências negativas, muitas pessoas não conseguem interromper o comportamento compulsivo. “Apesar de entender as consequências, ela não consegue parar o comportamento compulsivo”, explicou.

Vinicius destacou ainda que as dependências comportamentais apresentam mecanismos semelhantes aos observados nas dependências químicas e exigem atenção das políticas públicas de saúde.

O secretário-adjunto da Sejusp, Ary Carlos Barbosa destacou que o enfrentamento das dependências passa necessariamente pela educação, que desempenha papel fundamental na prevenção, e pelo compromisso coletivo.

“Hoje, vamos discutir com seriedade e embasamento científico os impactos das novas formas de dependência que emergem em nossa sociedade. As apostas on-line, o uso compulsivo de dispositivos eletrônicos e outras dependências comportamentais não são apenas desafios individuais. São problemas que afetam famílias, fragilizam vínculos sociais e exigem políticas públicas firmes, integradas e eficazes”, defendeu.

Reconhecimento

Além dos painéis e lançamentos, a solenidade de abertura contou com a entrega dos diplomas e placas de Mérito pela Valorização da Vida, concedidos pelo CEAD/MS a instituições e personalidades que se destacam na prevenção às drogas, promoção da saúde mental e fortalecimento das políticas públicas sobre drogas no Estado.

A programação da semana prossegue com debates sobre legislação e políticas públicas sobre drogas, ciência e tecnologias aplicadas à prevenção, saúde mental, acolhimento, reinserção social e qualificação das redes de atendimento. As atividades seguem até o dia 26 de junho, reunindo especialistas de diversas áreas e representantes de instituições parceiras.

Também participaram da solenidade de abertura o procurador de Justiça Rogério Augusto Calábria de Araújo, coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça Criminais (Coacrim) do Ministério Público de Mato Grosso do Sul e conselheiro do CEAD/MS; a professora doutora Cláudia Gonçalves de Lima, vice-reitora da UFGD; o coronel PM Alexandre Rosa Ferreira, coordenador estadual do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd); a tenente-coronel Cleide Maria, comandante do 1º Batalhão da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul; e o subsecretário de Políticas Públicas para a Juventude do Estado, Jessé Fragoso da Cruz.

Clique aqui e confira a programação completa.

Joilson Francelino, Comunicação Sejusp
Fotos: Max Arantes/Casa Civil

 



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Minas Gerais concentra quase 25% do leite industrializado no Brasil

O estado de Minas Gerais segue como principal polo da cadeia láctea brasileira. Dados do Boletim da Indústria de Laticínios Brasil e Minas Gerais, divulgado pela FIEMG (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais), mostram que o estado respondeu por 24,7% de todo o leite cru adquirido e industrializado no país no primeiro trimestre de 2026.

Entre janeiro e março, as indústrias mineiras captaram mais de 1,67 bilhão de litros de leite, consolidando a liderança nacional no setor. O desempenho reforça a importância da atividade para a economia estadual e para o abastecimento do mercado brasileiro de lácteos.

Apesar da posição de destaque, o levantamento aponta uma desaceleração da atividade em comparação com o último trimestre de 2025. A captação de leite em Minas Gerais registrou queda de 7,5% na comparação trimestral, enquanto o recuo nacional foi de 4,5%. Na comparação com o mesmo período do ano passado, no entanto, houve crescimento de 3,8% no estado.

A produção industrial também apresentou retração no início do ano. Entre os principais derivados, a fabricação de leite UHT caiu 4,2% em relação ao trimestre anterior, enquanto a produção de queijo recuou 4,6%. Já na comparação anual, os volumes permaneceram em patamar superior ao registrado no primeiro trimestre de 2025.

O boletim destaca ainda que o mercado enfrentou maior pressão sobre os preços pagos ao produtor. Após os avanços observados ao longo de 2025, a maior oferta de leite no campo e o comportamento mais cauteloso do consumo contribuíram para limitar reajustes e reduzir a rentabilidade da atividade em algumas regiões.

Mesmo diante desse cenário, a indústria de laticínios mineira continuou gerando empregos. O setor encerrou o primeiro trimestre com saldo positivo de 529 vagas formais, demonstrando a relevância econômica da cadeia produtiva para o estado.

Para o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados no Estado de Minas Gerais (Silemg), Guilherme Abrantes, o resultado confirma a importância estratégica da atividade para o agronegócio brasileiro.

Minas Gerais segue como referência nacional na produção e industrialização de leite. Os números demonstram a força da cadeia láctea mineira, mas também reforçam a necessidade de equilíbrio entre produção, indústria e mercado para garantir a sustentabilidade e a competitividade do setor”, destaca Abrantes.

A cadeia do leite é uma das mais relevantes do agronegócio mineiro, movimentando milhares de produtores rurais, cooperativas e indústrias. Com praticamente um quarto de todo o leite industrializado no Brasil, Minas Gerais mantém posição central no abastecimento de derivados lácteos e na geração de renda e empregos no campo.

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GTF destina 87% de resíduos não perigosos para recuperação em 2025

A GTF, uma das seis maiores produtoras de carne de frango do Brasil, informou que destinou aproximadamente 87% dos resíduos não perigosos gerados em suas operações para processos de recuperação e valorização em 2025, fortalecendo práticas voltadas à sustentabilidade da cadeia produtiva.

Ao longo do ano, a companhia processou 20.245 toneladas de resíduos não perigosos, das quais 17.638 toneladas foram reaproveitadas por meio de soluções de reciclagem, reutilização de materiais e processos biológicos.

A gestão de resíduos também envolveu a destinação ambientalmente adequada de 6.609 toneladas de lodo centrifugado proveniente dos abatedouros da empresa. Segundo a GTF, as ações integram uma estratégia voltada para o aproveitamento de recursos e para a redução do descarte em aterros.

Na área de energia, a empresa manteve o uso de biodigestores nas unidades de fecularia para transformar a carga orgânica dos efluentes em biogás. A energia renovável gerada é utilizada nos próprios processos industriais, contribuindo para a redução de custos operacionais e da dependência de fontes convencionais.

A gestão hídrica também recebeu investimentos ao longo do ano. Entre as iniciativas destacadas estão o reuso de água industrial, projetos de aproveitamento de efluentes tratados e sistemas próprios de tratamento de água e efluentes.

O relatório aponta ainda redução das emissões de carbono do Escopo 2 em relação ao ano anterior, resultado atribuído a ganhos de eficiência energética. A companhia também ampliou o monitoramento das emissões indiretas e iniciou o fortalecimento das avaliações ESG de fornecedores, ampliando o controle ambiental ao longo da cadeia do agronegócio.

“Em 2025, avançamos de forma consistente em nossa agenda de sustentabilidade, consolidando práticas de economia circular e eficiência operacional. Destinamos aproximadamente 87% dos nossos resíduos não perigosos para recuperação e valorização, além de avançarmos em iniciativas de energia renovável, gestão hídrica e redução de emissões”, afirmou o CEO da GTF, Rafael Tortola.

Segundo o executivo, os resultados refletem o compromisso da companhia com a inovação e a responsabilidade ambiental. “Esses resultados reforçam nosso compromisso com a inovação, a responsabilidade ambiental e o fortalecimento contínuo da nossa governança ESG em toda a cadeia produtiva”, destacou.

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Governo de MS abre encontro para fortalecer gestão de pessoas e investir na valorização dos servidores públicos


Evento reforça estratégia de qualificação, inovação e desenvolvimento humano como pilares para a melhoria dos serviços prestados à população

A valorização dos servidores públicos e o fortalecimento da gestão de pessoas ganharam protagonismo na segunda-feira (22), com a abertura do 5º Encontro de Gestores de Pessoas no Setor Público de MS. Realizado no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo, em Campo Grande, o evento reúne profissionais de diferentes instituições públicas para debater inovação, liderança, saúde mental, desenvolvimento humano e os desafios da administração pública contemporânea.

Promovido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Administração (SAD) e da Superintendência de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas (Suged), o encontro conta ainda com a correalização do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS) e da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), consolidando-se como um dos principais fóruns voltados à modernização da gestão pública no Estado.

Com o tema “Tendências, estratégias e inovação”, a quinta edição reforça uma diretriz cada vez mais presente na gestão estadual: investir nas pessoas para oferecer serviços públicos mais eficientes, modernos e alinhados às necessidades da população. A programação se estende até quarta-feira (24) e contempla palestras, painéis e apresentação de experiências exitosas desenvolvidas por órgãos públicos sul-mato-grossenses.

Durante a abertura, o vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, destacou que o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul passa necessariamente pelo fortalecimento das pessoas que constroem diariamente as políticas públicas do Estado.

“Nenhum governo alcança resultados consistentes sem investir em quem faz a política pública acontecer. Quando qualificamos nossos servidores, fortalecemos a capacidade de gestão, ampliamos a eficiência dos serviços e melhoramos a vida da população. Mato Grosso do Sul vive um ciclo de crescimento e transformação, e isso também é resultado de servidores preparados, valorizados e comprometidos com a entrega de resultados para a sociedade”, afirmou.

A iniciativa está alinhada às ações estratégicas previstas no Plano Plurianual (PPA) 2024-2027, que estabelece o desenvolvimento dos servidores, a modernização da gestão e a construção de soluções inovadoras para a administração pública como prioridades do Governo do Estado.

Gestão de pessoas como estratégia de desenvolvimento

A área de Gestão de Pessoas tem assumido papel cada vez mais estratégico dentro da administração pública. Além de promover a qualificação profissional, o setor é responsável por desenvolver lideranças, fortalecer a cultura organizacional e criar ambientes mais produtivos, colaborativos e preparados para os desafios do futuro.

Segundo o secretário de Estado de Administração, Roberto Gurgel de Oliveira Filho, fortalecer a gestão de pessoas é investir diretamente na capacidade de resposta do Estado às demandas da população.

“A gestão de pessoas está no centro da transformação do serviço público. Quando valorizamos, acolhemos e desenvolvemos nossos servidores, fortalecemos a capacidade do Estado de entregar resultados à sociedade. Este encontro representa exatamente isso: um momento de aprendizado, integração e construção de soluções que impactam diretamente a vida das pessoas”, afirmou o secretário.

Investir nas pessoas para transformar serviços

Ao longo dos três dias, os participantes terão acesso a debates sobre saúde mental, clima organizacional, inteligência artificial, people analytics, liderança, bem-estar e novas estratégias para o desenvolvimento dos servidores públicos. A programação também reúne especialistas reconhecidos nacionalmente, como Izabella Camargo, Marina Dias, André Mazinni, Vanessa Weber, Renisson Araújo, Myrelle Jacob e a atriz e apresentadora Dany Suzuki, responsável pela palestra de encerramento com o tema “O Futuro é Humano”.

Para o Governo do Estado, a qualificação permanente dos servidores é um dos pilares para sustentar os avanços conquistados nos últimos anos em áreas como educação, saúde, segurança pública, infraestrutura, assistência social e transformação digital.

“O maior patrimônio de qualquer instituição são as pessoas. Quando investimos em conhecimento, inovação, saúde emocional e desenvolvimento humano, estamos investindo diretamente na qualidade dos serviços que chegam à população. É essa visão que tem guiado Mato Grosso do Sul: um Estado que cresce, que se moderniza e que entende que o desenvolvimento passa, antes de tudo, pela valorização das pessoas”, concluiu Barbosinha.

Lucas Cavalheiro, Comunicação Vice-governadoria
*com informações da SAD
Fotos: João Garrigó/Vice-governadoria e Jéssica Salles/SAD



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governo cria cota adicional para importação com alíquota zero


O Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex) aprovou nesta terça-feira a manutenção do cronograma de elevação das tarifas de importação para veículos elétricos e híbridos, mas estabeleceu cotas adicionais de importação com alíquota zero para veículos eletrificados por seis meses, a partir de julho do ano que vem.

Em nota, o Gecex afirmou que a tarifa para a importação de veículos eletrificados montados e semidesmontados (SKD) subirá para 35% a partir de julho, enquanto a alíquota para veículos desmontados (CKD) passará de 14% para 35% a partir de janeiro de 2027.

As cotas adicionais para importação com tarifa zero serão de US$ 463 milhões — mesmo patamar que vigorou até janeiro deste ano, segundo o Gecex — e valerão para veículos CKD e SKD.

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“A medida converge com outras iniciativas do governo voltadas à renovação da frota e ao fortalecimento da inovação e da descarbonização no ecossistema automotivo brasileiro, com veículos mais sustentáveis, que contribuem para a redução das emissões de CO2”, disse o Gecex em nota.

Em comunicado, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) afirmou que “lamenta e vê com grande preocupação” a decisão do órgão.

“A medida é contrária aos interesses dos trabalhadores, das fabricantes nacionais de veículos e das empresas brasileiras de autopeças, como atestaram dezenas de manifestações públicas assinadas por sindicatos, centrais sindicais, federações empresariais e associações da indústria nos últimos dias”, disse a Anfavea.



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Seguro rural perde mais R$ 56,3 milhões após remanejamento no Orçamento

O governo federal remanejou R$ 56,3 milhões do orçamento previsto para o PSR (Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural) e direcionou os recursos para outra ação do Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária). A mudança foi oficializada em portaria publicada nesta segunda-feira (22) pelo MPO (Ministério do Planejamento e Orçamento).

A medida cancela uma dotação destinada à concessão de subvenção econômica ao prêmio do seguro rural e abre crédito suplementar no mesmo valor para a ação de fomento ao setor agropecuário.

A portaria, porém, não especifica quais programas ou iniciativas serão beneficiados pelos recursos.

Na prática, o remanejamento não aumenta nem reduz o orçamento total do governo, mas transfere recursos de uma política pública para outra. A portaria também remaneja recursos de outros ministérios para atendimento de projetos das próprias pastas.

No caso do seguro rural, a mudança diminui os valores disponíveis para subsidiar a contratação de apólices por produtores rurais.

No entanto, a rubrica já havia recebido um corte anteriormente, de R$ 461,6 milhões para cumprimento das regras fiscais. Antes da movimentação, o orçamento disponível para o PSR já havia sido reduzido para R$ 529,4 milhões após o bloqueio fiscal anunciado pelo governo em maio.

Com a nova transferência de recursos para outra ação do Mapa, o orçamento destinado ao seguro rural cai para R$ 473,1 milhões em 2026. O valor fica abaixo dos R$ 581 milhões executados em 2025.

O programa é considerado uma das principais ferramentas de gestão de risco da atividade agropecuária. Por meio dele, o governo paga parte do valor do seguro contratado pelo produtor, reduzindo o custo da proteção contra perdas provocadas por eventos climáticos, como secas, geadas e excesso de chuvas.

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