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Suzano Holding aprova redução de capital social em R$ 356,1 milhões

A Suzano Holding, controladora da Suzano S.A, de papel e celulose, aprovou a redução do capital social da companhia em R$ 356,1 milhões, por considerar que o montante era excessivo em relação às necessidades de suas atividades. A decisão foi tomada de forma unânime em assembleia realizada nesta quinta-feira (18).

A operação será realizada por meio do cancelamento de 8,7 milhões de ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal, detidas por um grupo específico de acionistas, ou seja, de forma desproporcional, sem atingir a todos da mesma forma. Entre os acionistas envolvidos estão membros das famílias Guper e Feffer, além das holdings IPLF Holding e Polpar.

Com a redução, o capital social da Suzano Holding passará de R$ 7,79 bilhões, dividido em 367,6 milhões de ações ordinárias, para R$ 7,43 bilhões, representado por 358,8 milhões de ações ordinárias.

A efetivação da operação está condicionada ao cumprimento do prazo legal de 60 dias contados da publicação da ata da assembleia. Durante esse período, credores quirografários, ou seja, sem garantias específicas sobre seus créditos, poderão apresentar oposição à redução de capital. Caso ocorra uma contestação, a companhia deverá comprovar o pagamento ou realizar depósito judicial dos valores reclamados para concluir o processo.

Após a conclusão das etapas previstas, os acionistas que tiveram suas ações canceladas receberão restituição de capital no valor total de R$ 356,1 milhões, equivalente a R$ 40,60 por ação cancelada.

A devolução dos recursos não será realizada em dinheiro. Segundo a companhia, a restituição ocorrerá por meio da entrega de 8,7 milhões de ações ordinárias de emissão da Suzano S.A. atualmente detidas pela Suzano Holding. A relação de troca aprovada prevê a entrega de uma ação ordinária da Suzano S.A. para cada ação ordinária da Suzano Holding cancelada em decorrência da redução de capital.

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Austrália é alvo de tarifa chinesa de 55% para carne bovina – Brasil pode ser próximo


(Bloomberg) – As exportações de carne bovina da Austrália para a China enfrentarão uma tarifa adicional de 55% a partir deste fim de semana, após atingirem o limite da cota anual estabelecida por Pequim; isso pode afetar os fluxos comerciais e levar os produtores a buscar novos mercados para a carne vermelha.

Em dezembro, o governo chinês impôs uma cota de 205 mil toneladas às importações de carne bovina da Austrália, como parte de uma série de restrições comerciais aplicadas aos principais países produtores de carne vermelha — incluindo Brasil e Argentina — em um esforço para proteger os pecuaristas locais.

Os embarques atingiram esse patamar na quinta-feira – antes mesmo da metade do ano – e a tarifa adicional, que se somará aos impostos já existentes, entrará em vigor em 20 de junho, informou o Ministério do Comércio da China em comunicado na sexta-feira.

As exportações de carne bovina australiana para a China têm crescido de forma constante nos últimos anos, ultrapassando 300 mil toneladas em 2025 e atingindo o maior nível em seis anos. Esse aumento foi impulsionado tanto pelo consumo crescente na China quanto pela forte produção na Austrália, que alcançou um recorde em 2025. A China é a maior importadora de carne bovina do mundo.

O governo australiano tem pressionado Pequim para suspender a cota, mas não há sinais claros de que o limite será removido. Produtores de carne bovina e analistas comerciais da Austrália mostram-se cautelosamente otimistas quanto à possibilidade de encontrar novos mercados para as exportações, visto que o rebanho dos EUA está em seu menor nível em décadas e a demanda por carne vermelha permanece forte em toda a Ásia.

O Brasil também pode atingir sua cota de embarques para a China antes da metade do ano, conforme noticiou a Bloomberg no mês passado.

© 2026 Bloomberg L.P.



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Raízen elege diretor de reestruturação para plano extrajudicial

O Conselho de Administração da Raízen elegeu, em reunião realizada no dia 17 de junho, Lorival Nogueira Luz Junior para o cargo de diretor de Reestruturação. A decisão foi aprovada por unanimidade pelos conselheiros.

Segundo a ata da reunião, Lorival Luz Junior acumulará a nova função com os cargos de diretor financeiro e diretor de Relações com Investidores já ocupados na empresa. A nomeação ocorre em meio ao Plano de Recuperação Extrajudicial da companhia, apresentado em março.

O mandato no cargo de diretor de Reestruturação terá vigência até a implementação do Plano de Segregação. Caso o Plano de Desinvestimento seja concluído posteriormente, a permanência na função será estendida até o encerramento desse processo.

Credores debenturistas

A Raízen divulgou, ainda, que os detentores de debêntures da terceira emissão da companhia aprovaram a adesão ao plano de recuperação extrajudicial, mas de forma condicionada à confirmação posterior dos termos da proposta. 

A decisão foi tomada em assembleia convocada após o vencimento antecipado da emissão de debêntures, que aconteceu com o pedido de recuperação extrajudicial da companhia, realizado em março. A assembleia aconteceu após sucessivas suspensões e reaberturas do encontro.

Entre os credores presentes estavam BTG Pactual, BB Asset, e fundos de investimentos, representando 39,92% das debêntures em circulação.

A aprovação, no entanto, pode ser revogada caso os credores rejeitem o plano em assembleia futura ou, ainda, se a companhia apresentasse uma versão considerada “materialmente diferente” da que foi analisada.

Nesta semana, os debenturistas da quarta emissão também aprovaram a adesão ao plano.

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Detran-MS instala novo gerador e serviços digitais poderão ficar temporariamente indisponíveis neste sábado


O Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) informa que realizará, neste sábado (20), a instalação de um novo gerador de energia na infraestrutura que atende parte dos sistemas da autarquia. A medida integra as ações de fortalecimento da estrutura tecnológica e visa ampliar a segurança e a continuidade dos serviços.

Para a execução do serviço, será necessário interromper temporariamente o fornecimento de energia em áreas específicas do complexo onde estão instalados equipamentos essenciais para o funcionamento dos sistemas. Por medida de segurança, todos os servidores e equipamentos tecnológicos serão desligados de forma controlada entre 14h e 19h.

Durante esse período, os serviços digitais do Detran-MS poderão apresentar indisponibilidade temporária, incluindo consultas, emissão de guias e demais serviços disponíveis nos canais eletrônicos.

A operação contará com acompanhamento técnico especializado e com um gerador de contingência já instalado no local, garantindo suporte adicional durante a execução dos trabalhos.

A escolha do sábado para a realização da atividade busca reduzir impactos aos cidadãos e às operações do departamento. Além disso, a intervenção foi planejada para ocorrer em uma janela controlada, permitindo a realização dos testes necessários e a validação do novo equipamento antes da retomada integral dos sistemas.

Após a conclusão da instalação e dos testes operacionais, os sistemas serão restabelecidos gradativamente, com previsão de normalização a partir das 19h.

O Detran-MS orienta os usuários que necessitem utilizar algum serviço digital durante o período a se programarem com antecedência.

Mireli Obando, Comunicação Detran-MS

Foto: Robson Dantas



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Espaço fiscal no Orçamento desafia pedido de ministérios para o Plano Safra

O montante do Plano Safra 2026/27, embora mantenha o ajuste para cima, não deve alcançar os valores defendidos pelos ministérios ligados ao agronegócio, segundo fontes envolvidas nas negociações ouvidas pela CNN. O principal impasse é encontrar espaço no orçamento para bancar o volume de recursos e os subsídios necessários para o crédito rural da próxima temporada.

A discussão ganhou força nesta quarta-feira (17), quando o governo realizou duas reuniões na Casa Civil para iniciar a fase final de elaboração do programa. Pela manhã, técnicos dos ministérios e órgãos envolvidos apresentaram cenários e projeções para a próxima safra. Já no início da noite, a negociação avançou para o nível ministerial.

Participaram do segundo encontro os ministros Miriam Belchior (Casa Civil), Dario Durigan (Fazenda), Fernanda Machiaveli ( Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar), e André de Paula (Agricultura e Pecuária).

Segundo relatos feitos à CNN, integrantes da equipe econômica apontaram dificuldades para acomodar no orçamento os valores pleiteados pelas áreas setoriais.

Especialmente por conta da maior restrição orçamentária. Uma fonte lembrou do recente congelamento nas contas públicas — que inclusive atingiu mais da metade do orçamento para o seguro rural deste ano — de mais de R$ 23 bilhões para cumprir as regras fiscais.

Desta forma, o governo precisa equilibrar o volume de recursos disponibilizados ao setor com o custo da equalização de juros, mecanismo utilizado para reduzir as taxas cobradas dos produtores rurais.

O pedido apresentado pelos ministérios soma R$ 652 bilhões, sendo R$ 570 bilhões destinados aos médios e grandes produtores e R$ 82 bilhões à agricultura familiar. O Mapa também pediu que chegasse em um dígito os juros cobrados nas linhas de custeio.

Apesar do orçamento apertado, não há qualquer problema fora da rota normal de elaboração do Plano Safra. A avaliação de integrantes das negociações é que o processo segue um rito comum.

Todos os anos, os ministérios apresentam propostas consideradas adequadas às necessidades de cada segmento e, ao longo das discussões com a equipe econômica, os números passam por ajustes até que se chegue a um formato considerado viável do ponto de vista fiscal.

Dívidas e seguro rural não são centrais

A discussão ocorre em paralelo a outros temas considerados prioritários para o agro, como o seguro rural e a renegociação de dívidas dos produtores.

As duas propostas estão em tramitação no Congresso. O projeto que cria um programa para refinanciar dívidas é o mais urgente e o que menos encontra consenso entre produtores, parlamentares e a equipe econômica — especialmente no que diz respeito aos cálculos da subvenção aos juros ao longo dos anos.

Já as mudanças no seguro rural são menos dramáticas, mas também dividem os congressistas e o governo. No projeto aprovado pela Câmara dos Deputados no mês passado, cria-se uma obrigação no orçamento para a execução do seguro, o que blindaria os recursos direcionados à atividade de contingenciamento.

Integrantes do governo reconhecem que as três frentes estão diretamente conectadas, já que dependem de recursos públicos e impactam as condições de financiamento no campo.

Apesar disso, como as medidas ainda dependem de aprovação do Congresso Nacional não estão sendo consideradas nos cálculos do Plano Safra neste momento.

Segundo um interlocutor ouvido pela reportagem, as propostas ainda necessitam passar pelo trâmite legislativo natural e isso não pode atrasar as discussões ou colocar números fictícios para guardar espaço no programa caso os textos virem leis, até mesmo porque a LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) não permite que isso seja feito.

A avaliação dentro do governo é que qualquer mudança relacionada a esses temas só poderá ser incorporada após a conclusão da tramitação legislativa — o que deve ficar para o PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) de 2027 que será enviado apenas em agosto ao Congresso.

Até lá, o trabalho está concentrado na construção de um Plano Safra baseado nos instrumentos já existentes e nos recursos efetivamente disponíveis no orçamento.

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Exportações brasileiras para o Haiti crescem mais de 50% em 2026

Enquanto os holofotes se voltam para o confronto entre Brasil e Haiti pela Copa do Mundo de 2026, marcado para esta sexta-feira (19), a relação entre os dois países vai muito além das quatro linhas. Nos primeiros cinco meses de 2026, as exportações brasileiras para o país caribenho registraram forte crescimento, impulsionadas principalmente por produtos do agronegócio e da indústria de alimentos.

Dados do Secex (Secretária de Comércio Exterior) mostram que o Brasil exportou US$ 29,3 milhões para o Haiti entre janeiro e maio deste ano, um avanço de 53,4% em relação ao mesmo período de 2025. No mesmo intervalo, as importações brasileiras provenientes do Haiti somaram apenas US$ 436,6 mil, garantindo um superávit comercial de US$ 28,9 milhões para o Brasil.

Em 2025, o Brasil exportou US$ 70,8 milhões para o Haiti, volume 11,2% inferior ao registrado em 2024. As importações somaram apenas US$ 1,3 milhão, enquanto a corrente de comércio alcançou US$ 72,1 milhões. O saldo comercial permaneceu amplamente favorável ao Brasil, com superávit de US$ 69,5 milhões.

Os principais produtos embarcados foram despojos comestíveis de carnes preparados ou preservados, responsáveis por 33,2% das vendas brasileiras ao país. Na sequência aparecem carnes de aves e miudezas comestíveis, com 18,3%, e outras carnes e miudezas frescas, refrigeradas ou congeladas, com 12% da pauta exportadora.

Além das proteínas animais, o Brasil também exporta para o Haiti bebidas alcoólicas, carne suína, farelo de soja, café e diversos produtos industriais, como máquinas para processamento de alimentos, materiais de construção e veículos de transporte de mercadorias.

Os números mostram uma recuperação importante da corrente de comércio entre os dois países. Entre janeiro e maio de 2026, o fluxo comercial total alcançou US$ 29,7 milhões, alta de 53,9% sobre igual período do ano anterior.

Embora o Haiti represente apenas 0,02% das exportações brasileiras e ocupe a 121ª posição entre os destinos dos produtos nacionais, o país segue sendo um mercado relevante para segmentos específicos do agronegócio, especialmente para a indústria de carnes e alimentos processados.

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da universidade ao laboratório, pesquisa chega a exames periciais em MS – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul


Parceria com a UFMS aproxima estudantes da prática forense e transforma estudos acadêmicos em métodos aplicados pela Polícia Científica

Brenda Pache Moreschi chegou ao laboratório de química e toxicologia do IALF (Instituto de Análises Laboratoriais Forenses), da PCi-MS (Polícia Científica de Mato Grosso do Sul), em 2019, ainda durante a graduação em Química Tecnológica pela UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul). O estágio voluntário aproximou o interesse pela perícia criminal do trabalho de um laboratório oficial, onde cada análise exige método, rastreabilidade e responsabilidade sobre a prova pericial.

A experiência abriu caminho para o trabalho de conclusão de curso, o mestrado, o doutorado e a atuação profissional na área de cromatografia. Também ajuda a explicar um dos efeitos do trabalho conjunto entre a Polícia Científica e a UFMS: aproximar estudantes da prática técnica da perícia e transformar questões laboratoriais em estudos aplicados.

Entre os estudos desenvolvidos nesse intercâmbio está a pesquisa sobre bromadiolona, substância presente em rodenticidas, produtos usados no controle de roedores. A metodologia foi desenvolvida para detectar a substância em amostras de interesse forense e biológico.

“Já estamos usando essa metodologia para analisar conteúdo gástrico de cães e gatos com morte suspeita de envenenamento”, destaca Evandro Rodrigo Pedon, chefe da DQT (Divisão de Química e Toxicologia) do IALF.

O uso pela DQT mostra como um estudo acadêmico pode retornar ao laboratório oficial como ferramenta de apoio aos exames. A análise pode fornecer elemento técnico para avaliar a presença da substância na amostra e subsidiar a apuração dos casos encaminhados à perícia.

Formalizada em 2021, a cooperação entre a Polícia Científica, por meio da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), e a UFMS completa cinco anos em 2026 e alcança diferentes áreas da perícia oficial. No IALF, uma das frentes desse vínculo se desenvolve na Divisão de Química e Toxicologia, em diálogo com o Inqui (Instituto de Química) da universidade.

Foi nesse contexto que Brenda retornou ao laboratório, em 2021, para cumprir o estágio obrigatório. Na DQT, desenvolveu o trabalho de conclusão de curso voltado à validação de método analítico por cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massas para determinação de cocaína em materiais apreendidos em Mato Grosso do Sul.

Segundo a diretora do IALF, Josemirtes Socorro Prado da Silva, no recorte da Divisão de Química e Toxicologia, a aproximação com a universidade se organiza em duas frentes: pesquisa científica e desenvolvimento tecnológico, voltados à pós-graduação, e estágio supervisionado, destinado a graduandos dos cursos de Química e Farmácia-Bioquímica.

Na prática, a DQT coloca estudantes e pesquisadores em contato com matrizes complexas, procedimentos de laboratório oficial e exigências da cadeia de custódia, conjunto de procedimentos que preserva a integridade da prova pericial desde a coleta até o laudo. O Instituto de Química contribui com orientação acadêmica, desenvolvimento científico e metodologias analíticas.

A produção científica também é parte do resultado. Segundo a diretora do IALF, os estudos desenvolvidos no âmbito da parceria não se limitam à formação acadêmica.

“Trabalhos de conclusão de curso, dissertações de mestrado, teses de doutorado e artigos publicados em revistas internacionais já foram desenvolvidos no âmbito da parceria, contribuindo diretamente para o aprimoramento de metodologias analíticas utilizadas na rotina pericial”, afirma.

O professor adjunto do Inqui, doutor Bruno Gabriel Lucca, orienta pesquisas desenvolvidas no âmbito da cooperação e estima cerca de dez projetos concluídos ou em andamento no período da parceria. Para ele, uma das contribuições está na transferência de tecnologia para a atividade pericial.

“Há métodos que desenvolvemos durante a pesquisa e que hoje os peritos usam na elaboração de laudos”, observa o doutor.

A publicação em revistas científicas internacionais cumpre uma função que vai além do reconhecimento acadêmico. Ela documenta o desenvolvimento do método, submete os resultados à avaliação da comunidade especializada e permite que a experiência da perícia oficial dialogue com pesquisadores de outras instituições.

No caso da bromadiolona, o artigo descreve um método eletroquímico portátil e de baixo custo aplicado à triagem da substância em amostras de interesse forense. O caso mostra como uma questão técnica identificada no laboratório pode ser estudada na universidade e retornar ao serviço público como ferramenta de apoio aos exames.

Esse movimento também aparece em outros estudos produzidos no âmbito da parceria, com trabalhos voltados a substâncias de interesse forense, como praguicidas e canabinoides sintéticos. Para a Polícia Científica, o ganho está na possibilidade de ampliar o repertório técnico, registrar metodologias e fortalecer a discussão científica em torno de exames que subsidiam laudos periciais.

No caso de Brenda, a experiência no laboratório orientou os passos seguintes. Depois do estágio, ela concluiu mestrado em Química Analítica pela UFMS, segue no doutorado na mesma área e atua como gerente técnica em uma empresa de análises ambientais. A cromatografia, técnica usada para separar, identificar e quantificar substâncias em uma amostra, tornou-se o eixo da formação acadêmica e da trajetória profissional dela.

“Tornar-me cromatografista abriu portas que eu não imaginava que um dia poderiam se abrir”, relata Brenda.

Em Mato Grosso do Sul, a condição de Estado de fronteira, a diversidade de substâncias encaminhadas à PCi-MS e o surgimento contínuo de novas drogas sintéticas exigem atualização permanente dos métodos laboratoriais. Nesse contexto, o diálogo com a universidade permite estudar, testar e documentar procedimentos que podem retornar ao serviço público como suporte aos exames.

Para a Justiça e para a população, o resultado aparece na produção de elementos técnico-científicos que podem esclarecer suspeitas, orientar investigações e subsidiar laudos periciais.

Maria Ester Jardim Rossoni e Emilly Nunes Oliveira, Comunicação PCi-MS



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Mutirão da Agraer leva mais de 40 serviços gratuitos à população rural de Nioaque – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul


A Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural) realiza, nos dias 25 e 26 de junho, a segunda edição do Mutirão Agraer – Juntos pelo Campo, na Escola Municipal Noé Nogueira/Polo, localizada na Colônia da Conceição, em Nioaque. Durante os dois dias, agricultores familiares e moradores da zona rural terão acesso, em um único espaço, a dezenas de serviços gratuitos oferecidos por órgãos das esferas federal, estadual e municipal, além de instituições parceiras.

O evento é uma forma de aproximar as políticas públicas das comunidades rurais, facilitando o acesso da população a atendimentos essenciais e reduzindo a necessidade de deslocamentos até os centros urbanos para resolver demandas relacionadas à documentação, crédito, assistência técnica, saúde, cidadania e inclusão social.

Como realizadora do mutirão, a Agraer oferecerá emissão do CAF (Cadastro Nacional da Agricultura Familiar), elaboração de projetos de crédito rural nas linhas Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural) e FCO (Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste), além de atendimento voltado ao microcrédito orientado.

A equipe técnica também prestará orientações sobre apicultura, programas de comercialização como PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) e PAA (Programa de Aquisição de Alimentos), Proape (Programa de Avanços da Pecuária de Mato Grosso do Sul) e capacitação em ovinocultura. Os agricultores ainda poderão receber atendimentos previdenciários e sociais realizados pela Agraer, por meio da parceria com o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Na esfera federal, o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) prestará orientações sobre regularização fundiária, contratos de assentamento, documentação rural e demais serviços destinados aos beneficiários da reforma agrária.

Já a Receita Federal realizará atendimentos relacionados à atualização cadastral, regularização e orientações sobre CPF. Também estarão presentes representantes da Justiça Federal, AGU (Advocacia-Geral da União), DPU (Defensoria Pública da União) e UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), oferecendo orientações e atendimentos sobre o Projeto Caminho do Acordo, aposentadoria rural, salário-maternidade, auxílio-reclusão e pensão por morte.

Além da Agraer, diversos órgãos do Governo do Estado participarão da ação. O Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) promoverá orientações sobre a nova legislação ambiental, incluindo outorga, licenciamento ambiental e manejo de pastagens. A Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal) prestará informações sobre sanidade animal e vegetal, vacinação obrigatória, declaração de rebanhos e cultivos, além de prevenção e controle de doenças.

A SES (Secretaria de Estado de Saúde) participará por meio da Coordenadoria de Saúde Única, com ações voltadas à integração entre saúde humana, animal e ambiental. A Sead (Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos) realizará cadastramentos e orientações sobre o Programa Mais Social.

Por sua vez, a Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) fará a emissão da nova Carteira de Identidade para pessoas acima de 15 anos; o Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) oferecerá orientações sobre educação para o trânsito, primeira habilitação, CNH Social, licenciamento e multas; e a Agenfa (Agência Fazendária de Mato Grosso do Sul) fará atualização cadastral, emissão de notas fiscais e orientações sobre Gov.br.

Estará presente ainda a DPE-MS (Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso do Sul), prestando atendimento jurídico; e a PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul), por meio do BPMA (Batalhão de Polícia Militar Ambiental), que levará orientações sobre segurança em propriedades rurais, educação ambiental, preservação dos recursos naturais e prevenção de crimes ambientais.

A Prefeitura de Nioaque disponibilizará uma ampla gama de serviços. A Secretaria Municipal de Saúde realizará atendimento médico, vacinação, testes rápidos, exames preventivos, avaliação bucal, aferição de pressão arterial e glicemia, além de orientações em saúde.

Já a Secretaria Municipal de Assistência Social oferecerá atendimentos do CadÚnico, Bolsa Família, emissão da Carteira do Idoso e orientações socioassistenciais. Já as secretarias municipais de Desenvolvimento Econômico, Meio Ambiente e Obras e de Finanças disponibilizarão assessoria ambiental, Casa da Cidadania, orientações sobre turismo rural, palestras voltadas às mulheres do campo, atualização cadastral, regularização tributária, emissão de guias e orientações fiscais.

O mutirão contará ainda com a participação de diversas instituições parceiras. O Banco do Brasil prestará orientações sobre crédito rural, consulta prévia ao Pronaf e linhas de financiamento para produtores. O Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) levará a Vaca Móvel, oferecendo orientações sobre manejo, alimentação, sanidade e qualidade do leite, além de análise laboratorial itinerante.

Também é parceiro do evento o Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), que levará informações sobre o programa ATeG Prepara, cursos e capacitações voltados aos agricultores familiares. O Sistema OCB/MS (Organização das Cooperativas Brasileiras em Mato Grosso do Sul) realizará orientações sobre cooperativismo, ações do programa Capacita Coop e atendimento odontológico por meio da Van Móvel Uniodonto.

A Fiems (Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul), por meio do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), promoverá demonstrações de robótica, simuladores em realidade virtual e tecnologias voltadas ao setor agroindustrial. A Energisa também participará com palestras sobre segurança na rede elétrica e informações sobre o programa MS Trifásico e tarifa social.

Resultados positivos

A primeira edição do Mutirão Agraer – Juntos pelo Campo, realizada em Itaquiraí, demonstrou a força da integração entre instituições públicas e privadas para ampliar o acesso da população rural às políticas públicas. Durante os dois dias de programação, a iniciativa contabilizou mais de 4 mil atendimentos, reuniu 21 instituições parceiras e recebeu aproximadamente 2,4 mil participantes, entre agricultores familiares, equipes técnicas e representantes das entidades envolvidas.

Além dos números expressivos, o mutirão alcançou elevado índice de aprovação junto ao público. Pesquisa realizada durante o evento apontou que 91% dos entrevistados classificaram a iniciativa como excelente, evidenciando a importância de levar serviços essenciais diretamente às comunidades rurais, fortalecendo a agricultura familiar e aproximando o Estado das famílias que vivem e trabalham no campo.

SERVIÇO – 2º Mutirão Agraer – Juntos pelo Campo

Data: 25 e 26 de junho
Horário: das 8h às 16h
Local: Escola Municipal Noé Nogueira/Polo
Público-alvo: agricultores familiares de Nioaque e região.
Realização: Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural), em parceria com órgãos federais, estaduais, municipais e instituições parceiras.

Ricardo Campos Jr., Comunicação Agraer
Fotos: Néia Maceno/Agraer



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“Não foi acidente”, diz pai de youtuber morto em queda de helicóptero no RJ


Ricardo Prim, pai do influenciador argentino Gaspar “Gaspi” Prim Díaz, contestou as circunstâncias da colisão entre dois helicópteros ocorrida no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio, no último domingo.

Em entrevista ao jornal argentino Clarín, o empresário afirmou acreditar que a queda das duas aeronaves, que resultou na morte de seis pessoas, não foi apenas um acidente.

“Não se sabe se foi um acidente ou um atentado. Eu recebo muitos dados e acredito que não foi um acidente. Para mim, foi um atentado”, declarou Ricardo ao periódico argentino.

O pai do youtuber, que possui uma livraria na Argentina, não detalhou quais seriam as provas ou informações recebidas, mas mencionou o nome do cantor norte-americano Oliver Tree, que também faleceu na tragédia, como um possível fator de interesse no caso.

Investigação técnica e responsabilidades

Apesar das declarações da família, o Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) trabalha com hipóteses técnicas.

As principais frentes de apuração incluem falhas na separação entre aeronaves, problemas na comunicação via rádio e possíveis irregularidades no plano de voo.

As aeronaves de prefixos PP-MAC e PR-DJJ estavam em situação regular junto à Anac, com certificados de aeronavegabilidade válidos.

No entanto, por estarem registradas na categoria de serviço privado, não possuíam autorização para operar como táxi-aéreo, o que exige protocolos de segurança e manutenção mais rigorosos.

Vítimas e próximos passos

Além de Gaspi (23 anos) e Oliver Tree (32 anos), morreram no acidente o cineasta Lucas Vignale, o produtor musical Lucas Brito Chaves e os pilotos Alexandre Souza e Charles Marsillac.

O caso é investigado simultaneamente pela Polícia Civil, que apura responsabilidades criminais pelas mortes, e pelo Seripa III, que busca identificar fatores contribuintes para prevenir novas ocorrências.

O relatório final do Cenipa sobre as causas da colisão pode levar de dois a cinco anos para ser concluído.



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Corredor Bioceânico amplia oportunidades para o agronegócio e fortalece integração comercial de MS


A consolidação do Corredor Bioceânico como uma das principais estratégias de integração logística e comercial da América do Sul foi destaque hoje (18) durante o Fórum Internacional da Agropecuária (FIAP). Em painel sobre a Rota Bioceânica, o secretário-executivo de Desenvolvimento Econômico Sustentável da Semadesc, Artur Falcette, apresentou os avanços do projeto, as oportunidades para o agronegócio sul-mato-grossense e os desafios para a implantação plena da rota.

De acordo com Falcette, o Corredor Bioceânico representa uma transformação estrutural para Mato Grosso do Sul ao conectar o Estado aos mercados da Ásia e do Pacífico por meio de uma logística mais eficiente e competitiva.

“O Corredor Bioceânico é muito mais do que uma obra de infraestrutura. Estamos construindo uma nova plataforma de desenvolvimento para Mato Grosso do Sul, capaz de reduzir custos logísticos, ampliar mercados e gerar novas oportunidades de negócios para toda a cadeia produtiva do agronegócio”, afirmou o secretário.

Em sua apresentação, Falcette destacou que a conclusão da Ponte Binacional entre Porto Murtinho (MS) e Carmelo Peralta (Paraguai) é um dos marcos mais importantes para a viabilização da rota, fortalecendo a integração entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile. A estrutura é considerada fundamental para garantir a conexão terrestre até os portos do Oceano Pacífico.

O secretário também ressaltou o impacto direto da rota na competitividade dos produtos sul-mato-grossenses. “Com a nova ligação logística, teremos maior eficiência no escoamento da produção, especialmente de commodities agrícolas, carnes e produtos industrializados. Isso significa mais competitividade para nossos produtores e maior capacidade de inserção em mercados internacionais”, destacou.

Entre as oportunidades apresentadas estão a valorização imobiliária e a expansão da infraestrutura logística, o fortalecimento do agronegócio, a geração de empregos e o desenvolvimento econômico de cidades estratégicas como Porto Murtinho, Dourados e Campo Grande. O projeto também abre perspectivas para o crescimento do turismo regional, especialmente no Pantanal e no Cerrado.

Falcette observou ainda que a rota ganha relevância em um cenário de expansão das relações comerciais entre Mato Grosso do Sul e países asiáticos. A China segue como principal destino das exportações sul-mato-grossenses, com destaque para celulose e carne bovina, enquanto o bloco da ASEAN representa um mercado crescente para produtos do Estado.

“O Governo do Estado trabalha de forma integrada para que Mato Grosso do Sul esteja preparado para aproveitar todas as oportunidades que surgirão com a Rota Bioceânica. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos e fortalecimento da nossa presença no comércio internacional”, enfatizou.

Além de consolidar essa trajetória de desenvolvimento econômico — evidenciada pela conversão de mais de cinco milhões de hectares de pastagens degradadas em atividades produtivas — e de manter o compromisso de tornar-se um estado carbono neutro até 2030, o amadurecimento deste projeto coloca Mato Grosso do Sul em uma posição logística estratégica. O estado assume um papel central como hub de exportação e importação, especialmente no setor de agronegócio, o que tende a elevar continuamente a competitividade do produtor rural.

O secretário também abordou os desafios para a consolidação do corredor, entre eles a harmonização da legislação aduaneira, acordos fitossanitários, integração dos sistemas de transporte internacional e qualificação profissional para atender às novas demandas logísticas.

O painel integrou a programação do FIAP, evento que reúne representantes do setor produtivo, especialistas e gestores públicos para discutir os desafios e oportunidades da agropecuária brasileira diante da crescente demanda mundial por alimentos e energia.

Rosana Siqueira, Comunicação Semadesc
Fotos: Ana Christina/Semadesc



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