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Comissão aprova mudanças nas regras para importação de cacau

A CMMPV (Comissão Mista da Medida Provisória 1341/2026), que altera as regras para importação de cacau,  aprovou nesta quarta-feira (17) o relatório do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), que alterou pontos da proposta do Executivo. O texto foi encaminhado para votação na Câmara e, posteriormente,no Senado. 

A MPV (Medida Provisória) 1341/2026 altera os prazos de isenção, redução ou suspensão de tributos previstos nos regimes aduaneiros especiais de drawback.

Drawback é uma condição de incentivo fiscal de redução, suspensão ou isenção de impostos sobre insumos importados utilizados na fabricação de produtos destinados à exportação. Esse regime especial é criado como uma forma de auxílio para empresas brasileiras no mercado internacional. 

 

Na prática, a medida reduz de um ano para seis meses os benefícios especiais para importação de cacau. O texto prevê que esse prazo pode ser estendido por no máximo seis meses, impedindo que as condições especiais se mantenham por mais de um ano. 

Segundo a medida, a prorrogação desse prazo não é automática e passa a depender de pedidos do importador com documentação.

A decisão ficará sob responsabilidade do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) com base nos seguintes critérios: volume processado, a formação de estoques pelas indústrias e se a entrada do produto estrangeiro está provocando uma redução nos preços pagos aos agricultores brasileiros.

Mudanças no texto original

A MPV, de autoria do Executivo, foi encaminhada em março sob o pretexto de  proteger os produtores de cacau sem prejudicar a indústria exportadora nacional, que também importa a matéria-prima. 

A comissão adicionou à medida uma exigência de transparência, obrigando o governo a divulgar a cada trimestre o volume de importação e exportação de cacau vinculados ao regime de drawback. 

Segundo o relatório, a mudança é para evitar o uso do regime para beneficiar a importação, o que prejudicaria a produção nacional.

Outra mudança no texto original  é a criação de sanções para quem descumprir os prazos ou obrigações. Em casos mais severos, a MPV prevê a suspensão do direito de utilizar as condições especiais do regime de drawback, além da cobrança de multas e dos tributos que foram isentados.

Sob supervisão de Andressa Simão

https://www.cnnbrasil.com.br/agro/cacau-entra-em-2026-em-busca-de-equilibrio/

 

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prazos para campanha de vacinação de bezerras contra brucelose continuam inalterados em MS – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul


A Iagro (Agência Estadual de Vigilância Sanitária Animal e Vegetal) avisa aos produtores rurais que os prazos para vacinação contra a brucelose de bezerras bovinas e bubalinas com idade entre três e oito meses, continuam inalterados em Mato Grosso do Sul. A campanha de imunização contra a doença ocorre em duas etapas no Estado: a primeira etapa se estende de 1° de janeiro a 30 de junho e a segunda de 1° de julho a 31 de dezembro.

Os registros dos atestados de vacinação devem ser informados pelos produtores rurais até o último dia de vacinação de cada etapa. Mato Grosso do Sul tem legislação própria a respeito, disposta na Portaria Iagro 3.617 de 28 de maio de 2019, com todos os detalhes e providências necessárias.

Já em nível nacional, o Mapa (Ministério de Agricultura e Pecuária) lançou campanha similar nessa terça-feira (16), válida para os estados que não têm legislação própria, para padronizar a campanha em todo território brasileiro. O diretor presidente da Iagro, Daniel Ingold, alerta que a Portaria do Mapa não altera em nada a campanha estadual, inclusive quanto aos prazos. Os produtores sul-mato-grossenses devem apresentar o registro dos atestados de imunização até o último dia de vacinação de cada etapa.  

A brucelose é uma doença infectocontagiosa provocada por bactérias que acomete animais e humanos, tratando-se, portanto, é uma zoonose. A transmissão pode se dar através do consumo de leite ou da carne do animal doente. Nos bovinos infectados, a brucelose afeta o sistema reprodutivo, causando abortos, má formação e nascimento prematuro.

João Prestes, Comunicação Semadesc



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economia

Brasil tem maior juro real do mundo com Selic em 14,25%







O Brasil voltou a ocupar a primeira posição no Ranking Mundial de Juros Reais, elaborado pela Money You e Lev Intelligence. Segundo o levantamento, a taxa real atingiu 9,67% ao ano, mesmo com o corte de 25 pontos-base na Selic, que está em 14,25%. 

A liderança isola o mercado brasileiro de outras economias emergentes, superando a Rússia, que marca 9,31%, a Turquia, com 5,57%, e o México, com 5,10%. 

Caso o Banco Central optasse pela manutenção da Selic em 14,5%, o juro real do Brasil seria de 10,09%. Se cortasse em 0,50 ponto percentual, o juro real iria para 9,36%.

O documento aponta que as tensões entre Irã e Estados Unidos reconfiguraram as posições do ranking ao pressionarem as projeções de inflação global para os próximos doze meses. 

Segundo a análise, o acordo de paz pode atenuar os impactos, mas as perspectivas inflacionárias atuais foram majoritariamente revisadas para cima na maior parte das nações listadas, “criando uma série significativa de juros reais mais baixos e negativos, em meio ao cenário adverso”.

Ranking dos juros reais
1 Brasil 9,67%
2 Rússia 9,31%
3 Turquia 5,57%
4 México 5,10%
5 África do Sul 3,74%
6 Indonésia 3,31%
7 Colômbia 3,17%
8 Hungria 3,02%
9 Polônia 2,61%
10 Chile 2,43%
11 República Tcheca 2,20%
12 Índia 2,19%
13 Austrália 1,71%
14 Israel 1,66%
15 Coréia do Sul 1,35%
16 Tailândia 1,21%
17 China 1,19%
18 Malásia 1,18%
19 Bélgica 1,11%
20 Hong Kong 0,94%
21 França 0,90%
22 Cingapura 0,82%
23 Itália 0,79%
24 Suécia 0,74%
25 Canadá 0,68%
26 Reino Unido 0,58%
27 Espanha 0,52%
28 Alemanha 0,41%
29 Estados Unidos 0,33%
30 Dinamarca 0,31%
31 Portugal 0,31%
32 Áustria 0,22%
33 Grécia 0,15%
34 Holanda 0,13%
35 Nova Zelândia -0,10%
36 Taiwan -0,15%
37 Filipinas -0,19%
38 Suíça -0,36%
39 Argentina -1,05%
40 Japão -1,75%
Fonte: Money You e Lev Intelligence

Para chegar ao índice de 9,67%, o cálculo elaborado pelo economista-chefe Jason Vieira desconta a inflação projetada para os próximos doze meses. A estimativa utilizada foi de 4,31%, extraída do relatório Focus do Banco Central do Brasil, aplicada sobre a taxa DI com vencimento mais líquido para o período, em junho de 2027. 

Brasil fica em 4º lugar em ranking de juro sem descontar a inflação

Sem descontar a inflação, no ranking nominal, o Brasil tem a 4º maior taxa básica de juros. O país fica atrás da Turquia, com 37%, seguida por Argentina, com 29%, e Rússia, com 14,50%.

O levantamento mapeou a política monetária de 164 países, revelando que 72,56% das autoridades mantiveram seus juros inalterados, enquanto 21,34% elevaram as taxas e apenas 6,10% realizaram cortes em suas últimas reuniões. 

No recorte focado exclusivamente nas 40 principais economias que compõem o ranking primário, 62,50% optaram pela manutenção, 27,50% promoveram elevações e estritos 10,00% afrouxaram suas diretrizes com cortes. 



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Valor Bruto da Produção recua 4,6% e atinge R$ 1,4 trilhão em maio

O VBP (Valor Bruto da Produção agropecuária) de maio totalizou R$ 1,4 trilhão, um recuo de 4,6% frente ao valor do mesmo período de 2025. Os dados são da Secretaria de Política Agrícola do Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária). 

O índice foi puxado pela produção agrícola, que somou R$ 908,8 bilhões e correspondeu a 64% do total. Já a pecuária apresentou um recuo de 2,2% e fechou o mês com R$ 510,2 bilhões (36%).

Segundo o Mapa, o recuo de 4,6% foi puxado pela queda no preço de importantes commodites, como cacau, laranja e arroz. O ajuste na expectativa de outras culturas também influenciou o resultado.

Em maio, as culturas que apresentaram melhor desempenho foram: batata-inglesa (22,3%), feijão (12,6%), mandioca (8,1%), tomate (5,6%) e banana (3,0%)

Por outro lado, cacau (-56,8%), laranja (-38,0%), arroz (-30,0%), mamona (-20,1%), trigo (-18,2%), amendoim (-14,8%), uva (-11,4%) e algodão (-10,2%) ajudaram a reduzir o VBP. 

Em comparação a maio de 2025, a produção das lavouras recuou 5,9%.

Pecuária

A produção pecuária também apresentou queda. Frente a maio de 2025, o VBP recuou 2,2%. 

Apesar do desempenho negativo em geral, a bovinocultura cresceu 8,9%, totalizando R$ 248,7 bilhões. No entato, suínos (-20,3%), frango (-10,4%), ovos (-7,9%) e leite (-4,8%) tiveram quedas expressivas e puxaram a queda no índice.

Destaques no mês

A soja segue como o produto de maior relevância econômica, com valor estimado em maio de R$ 338,5 bilhões. Milho (R$ 162,2 bilhões), cana-de-açúcar (R$ 110,8 bilhões), café (R$ 109,6 bilhões) e algodão (R$ 33,2 bilhões) também apresentaram bom desempenho no mês. 

Juntos, esses cinco produtos representaram 53,2% do VBP.

Já na pecuária, a bovinocultura lidera com R$ 248,7 bilhões, 17,5% do valor estimado para o país no mês. 

Avicultura de corte (frango), com R$ 106,7 bilhões; leite, com R$ 73,6 bilhões; suinocultura, com R$ 53 bilhões; produção de ovos, com R$ 28,2 bilhões também se destacaram em maio. 

Em relação ao cenário regional, Mato Grosso lidera em termos de valores brutos apurados, com R$ 213,5 bilhões, correspondendo a 15% do total. Na sequência, aparecem Minas Gerais, com R$ 171,6 bilhões (12,1%), e São Paulo, com R$ 159,6 bilhões (11,2%). 

O que é VBP

O VBP é calculado mensalmente pela Secretaria de Política Agrícola do Mapa com base nas estimativas de produção e na variação dos preços de mercado recebidos pelos produtores rurais. O indicador representa o faturamento bruto dentro dos estabelecimentos rurais. Os valores de 2026 são preliminares e consideram as informações disponíveis até maio de 2026.

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BC corta Selic em 0,25 ponto percentual, a 14,25% ao ano


O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira (29) cortar a Selic, taxa básica de juro, em 0,25 ponto percentual (p.p.) para 14,25% ao ano, em sua quarta reunião de 2026. Foi a terceira queda seguida da taxa e a decisão foi unânime.

O Copom iniciou um ciclo de afrouxamento monetário moderado em março, após manter a Selic em 15% durante o segundo semestre de 2025.

A decisão foi em linha com o esperado, uma vez que a aposta majoritária do mercado era de que o Comitê reduzisse a Selic em 0,25 ponto percentual.

Na reunião anterior, em abril, por unanimidade, o Copom cortou os juros em 0,25 ponto percentual, sendo na ocasião a segunda vez seguida que o comitê reduziu os juros, mas o corte ocorreu em ritmo menor. Como justificativa, foram apontadas as incertezas sobre os desdobramentos dos conflitos geopolíticos no Oriente Médio e as expectativas para inflação em alta por período mais prolongado.

Veja abaixo o comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central após reunião de política monetária:

O ambiente externo permanece incerto em função da indefinição sobre os termos do acordo para cessar os conflitos armados no Oriente Médio e as consequências dos efeitos já materializados desses conflitos até o momento, com reflexos nas condições financeiras globais. Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities.

Em relação ao cenário doméstico, o conjunto dos indicadores mostra aceleração da atividade econômica no primeiro trimestre do ano, com setores mais cíclicos voltando a desempenhar papel significativo, e mercado de trabalho ainda com sinais de resiliência. Nas divulgações mais recentes, a inflação cheia e as medidas subjacentes aceleraram, distanciando-se adicionalmente da meta para a inflação, superando seu limite superior na última leitura.

As expectativas de inflação para 2026 e 2027 apuradas pela pesquisa Focus permanecem em valores acima da meta, situando-se em 5,30% e 4,10%, respectivamente. A projeção de inflação do Copom para o quarto trimestre de 2027, atual horizonte relevante de política monetária, situa-se em 3,7% no cenário de referência (Tabela 1).

Os riscos para a inflação, tanto de alta quanto de baixa, permanecem mais elevados que o usual. Entre os riscos de alta para o cenário inflacionário e as expectativas de inflação, destacam-se (i) uma desancoragem das expectativas de inflação por período mais prolongado, com horizontes mais longos incorporando impactos potenciais de segunda ordem de choques de oferta, relacionados ao petróleo e seus derivados, e a efeitos climáticos sobre a produtividade agrícola e custos de energia; (ii) uma maior resiliência na inflação de serviços do que a projetada em função de um hiato do produto mais positivo; (iii) uma conjunção de políticas econômicas externa e interna que tenham impacto inflacionário maior que o esperado, por exemplo, por meio de uma taxa de câmbio persistentemente mais depreciada; e (iv) estímulos à demanda agregada, em particular ao componente de consumo, que tenham como resultado o crescimento da atividade econômica acima do produto potencial, enfraquecendo parte dos canais usuais de transmissão da política monetária. Entre os riscos de baixa, ressaltam-se (i) uma eventual desaceleração da atividade econômica doméstica mais acentuada do que a projetada, tendo impactos sobre o cenário de inflação; (ii) uma desaceleração global mais pronunciada decorrente dos choques de comércio e do petróleo, e de um cenário de maior incerteza; e (iii) uma redução nos preços das commodities com efeitos desinflacionários.

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O Comitê segue acompanhando como os desenvolvimentos da política fiscal doméstica impactam a política monetária e os ativos financeiros, reforçando a postura de cautela em cenário de maior incerteza. Os indicadores correntes de atividade econômica mostram recuperação em relação ao último trimestre de 2025, mantendo-se consistentes com uma trajetória de desaceleração no acumulado de 2026. O cenário segue sendo marcado por expectativas desancoradas, projeções de inflação elevadas, e pressões no mercado de trabalho.

Nesse momento, as projeções de inflação apresentam distanciamento adicional em relação à meta no horizonte relevante para a política monetária. Ao mesmo tempo, a incerteza acerca dessas projeções permanece mais elevada que o usual, em função da falta de clareza sobre a trajetória dos condicionantes dos modelos de projeção analisados.

O período prolongado de manutenção da taxa básica de juros em patamar contracionista propiciou evidências da transmissão da política monetária sobre a desaceleração da atividade econômica. Em decorrência da dinâmica dos riscos associados à evolução dos preços, o Comitê reafirma que a magnitude total do ciclo de calibração será estabelecida à luz de novas informações visando assegurar a convergência da inflação à meta.

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Na avaliação do Comitê, o grau de restrição acumulado pela política monetária permite diferentes trajetórias de taxas de juros compatíveis com a convergência da inflação para a meta. Os modelos de projeção, utilizando essas trajetórias da taxa básica entre seus condicionantes, estão sujeitos a incertezas acima das usuais na conjuntura atual. Essas incertezas se somam ao cenário de choques de oferta, o que fundamenta a graduação, ao menos parcial, de seus efeitos sobre a dinâmica futura de preços.

Nas simulações atuais, a trajetória de política monetária necessária para assegurar a convergência da inflação à meta, no atual horizonte relevante, implicaria que as taxas de inflação projetadas a partir do horizonte relevante vigente na próxima reunião estariam situadas abaixo da meta. Nessas condições, o Comitê avalia que trajetórias alternativas garantindo a convergência da inflação à meta no primeiro trimestre de 2028, o horizonte relevante a partir de sua próxima decisão, são compatíveis com a suavização na variação dos agregados macroeconômicos.

O Comitê julgou apropriado, nesse momento, dar sequência ao ciclo de calibração da política monetária, reduzindo a taxa básica de juros para 14,25% a.a.

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No cenário atual, caracterizado por forte aumento da incerteza, o Comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego.

Votaram por essa decisão os seguintes membros do Comitê: Gabriel Muricca Galípolo (presidente), Ailton de Aquino Santos, Gilneu Francisco Astolfi Vivan, Izabela Moreira Correa, Nilton José Schneider David, Paulo Picchetti, e Rodrigo Alves Teixeira.



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Brasil abre mercado para frutas congeladas para China e sementes no Panamá

O governo brasileiro anunciou, nesta quarta-feira (17), a abertura de novos mercados para produtos agropecuários na China e no Panamá.

As autoridades chinesas autorizaram a importação de polpas de frutas e frutas congeladas do Brasil. De acordo com o MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária), as exportações agropecuárias brasileiras para a China superaram US$ 55 bilhões em 2025, com destaque para proteínas animais, produtos do complexo soja e produtos florestais.

No Panamá, o Brasil recebeu autorização para exportar sementes de coco e de café. O país importou cerca de US$ 100 milhões em produtos agropecuários brasileiros em 2025, principalmente produtos florestais, café, cereais, farinhas e preparações.

Com os novos anúncios, o agronegócio brasileiro soma 642 aberturas de mercado desde o início de 2023. As negociações foram conduzidas pelo Ministério da Agricultura  e pelo MRE (Ministério das Relações Exteriores).

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Nos próximos 3 anos, Infra S.A vai se tornar independente do Tesouro, diz ministro


O ministro dos Transportes, George Santoro, disse nesta quarta-feira, 17, que há um compromisso de tornar a Infra S.A uma empresa pública não dependente do Tesouro Nacional nos próximos três anos.

“É um combinado que fizemos com a Diretoria, com o Conselho de Administração, com a governança e membros independentes do Conselho de Administração. A Infra vai conseguir ter receita própria suficiente para cumprir suas despesas”, declarou.

Ele falou do tema durante a Bienal das Rodovias 2026, evento realizado pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) entre esta quarta-feira e a quinta-feira, em Brasília (DF).

A empresa pública vinculada ao Ministério dos Transportes trabalha na operação e expansão da malha ferroviária federal e desenvolve projetos de estruturação para concessões rodoviárias.

“A Infra S.A está passando por um grande processo de transformação. Quando entramos no governo, havia um patrimônio líquido negativo. Tinha alguns bilhões negativos. Em uma empresa privada, isso seria falência. Esse ano, a Infra virou o balanço. Pela primeira vez nos últimos anos houve patrimônio líquido positivo”, declarou o ministro.

Segundo o Ministério dos Transportes, a Infra S.A é uma das três maiores estruturadoras de projetos de infraestrutura no mundo, só ficando atrás do Banco Mundial e do Banco de Desenvolvimento da Ásia. Um decreto do governo federal, de 2025, criou regras para que empresas estatais dependentes ampliem fontes próprias de financiamento.

A perspectiva é que estatais hoje dependentes do Tesouro Nacional conquistem autossuficiência financeira e sejam custeadas unicamente com recursos da sua própria operação, sem necessidade de repasse de recursos públicos.



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Trigo sobe quase 3% em Chicago com foco na demanda e safra dos EUA

Os contratos futuros de trigo encerraram a sessão desta quarta-feira (17) em forte alta na Bolsa de Chicago. O vencimento para setembro avançou 2,81% e fechou cotado a US$ 6,21 por bushel.

A recuperação ocorre após o mercado atingir a mínima de dois meses em meados de junho. Os investidores seguem atentos ao andamento da colheita no Hemisfério Norte e aos dados de área plantada nos Estados Unidos, que serão divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) no fim deste mês.

Apesar da pressão exercida pela queda dos preços do petróleo, após o avanço das negociações para encerrar o conflito entre Israel e Irã, operadores avaliam que custos menores de energia podem estimular a demanda internacional pelo cereal.

No campo, as condições climáticas continuam favorecendo as lavouras norte-americanas. Chuvas generalizadas e temperaturas elevadas em áreas produtoras reforçam as expectativas de uma ampla oferta global. Segundo o USDA, 55% das lavouras de trigo de primavera estavam classificadas entre boas e excelentes condições, três pontos percentuais acima da semana anterior.

Já o trigo de inverno, afetado pela seca em parte do ciclo, apresentou leve melhora nas avaliações, enquanto a colheita avança em ritmo superior ao esperado pelo mercado.

Milho

Já o contrato futuro de milho encerrou a sessão em alta na Bolsa de Chicago. O vencimento para dezembro avançou 1,41% e fechou cotado a US$ 4,48 por bushel.

Segundo a consultoria Granar, parte da valorização foi impulsionada por operações de cobertura de posições por investidores após as recentes quedas do mercado, além da persistente falta de umidade em algumas áreas das Grandes Planícies norte-americanas.

Apesar da recuperação do dia, o cereal acumula três semanas consecutivas de desvalorização, refletindo as expectativas de ampla oferta nos Estados Unidos.

As atenções também permanecem voltadas para o Oriente Médio e para os desdobramentos das negociações envolvendo os Estados Unidos e Irã. O comportamento dos preços do petróleo é acompanhado de perto pelo mercado, devido aos possíveis impactos sobre o setor de biocombustíveis.

Nesse contexto, os agentes acompanham ainda a tramitação da proposta que autoriza a comercialização da gasolina E15 durante todo o ano nos Estados Unidos. A medida, já aprovada pela Câmara dos Representantes, aguarda análise do Senado e pode ampliar a demanda por etanol à base de milho no país.

Soja

A soja encerrou o dia com leve alta na Bolsa de Chicago, com o contrato para entrega em novembro avançando 0,24% e fechou cotado a US$ 11,49 por bushel.

Segundo a Agrinvest, o mercado foi sustentado por especulações sobre novas compras da China para embarques em outubro, período que coincide com a entrada da safra norte-americana no mercado. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) confirmou a venda de 372 mil toneladas para destinos não revelados, reforçando as expectativas de demanda pela nova safra.

Nos derivados, o farelo de soja seguiu dando suporte às cotações, favorecido pela perspectiva de maior demanda internacional. Já o óleo de soja permaneceu pressionado pela forte queda dos preços do petróleo.

A consultoria destaca que o mercado não vê surpresa em novas aquisições chinesas, considerando que os compromissos de compra para a próxima temporada já somam cerca de 25 milhões de toneladas. Além disso, a aprovação da redução de tarifas pela União Europeia contribui para fortalecer as perspectivas de demanda para o farelo de soja.

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Secretaria de Educação convoca nutricionistas de quatro municípios de Mato Grosso do Sul – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul


Os candidatos convocados são dos municípios de Aquidauana, Campo Grande, Dourados e Naviraí.

A SED (Secretaria de Estado de Educação) divulgou, nesta quarta-feira (17), no DOE (Diário Oficial Eletrônico) n.12.187, o Edital n.14/2026 – SAD/SED/NUTRI/2025, de convocação dos candidatos relacionados no Anexo único, para apresentação de documentos e comprovação de requisitos para a contratação.

O Processo Seletivo Simplificado, destinado à seleção de pessoal a ser contratado por tempo determinado para a função de Nutricionista, visa atender necessidade temporária de excepcional interesse público existente nas escolas da Rede Estadual de Ensino.

No anexo I consta a lista do endereço para apresentação de documentos e comprovação de requisitos para a contratação, devendo o candidato comparecer no munícipio no qual está convocado. Já no anexo II consta a relação dos candidatos convocados para contratação.

Procedimentos

A contratação, de caráter eliminatório, consistirá na realização dos seguintes procedimentos, todos de natureza obrigatória:

a) Procedimento 1: preenchimento do pré-cadastro dos dados pessoais do candidato convocado e remessa online de documentos;

b) Procedimento 2: apresentação presencial dos originais dos documentos, comprovação dos requisitos exigidos para a contratação do cargo/função, de acordo com o estabelecido no Item 9 do Edital n. 1/2025 – SAD/SED/NUTRI/2025, de 10 de junho de 2025.

Pré-cadastro

Para realização do Procedimento 1, o candidato deve preencher o pré-cadastro dos dados pessoais e remessa online de documentos acessando o Portal do Servidor, por meio do endereço eletrônico www.portaldoservidor.ms.gov.br , a partir das 14h do dia 17 de junho de 2026, qualquer dúvida entrar em contato no telefone (67) 33182393.

Apresentação presencial

Após a efetivação do pré-cadastro, para a realização do Procedimento 2 – Apresentação Presencial, de caráter obrigatório, o candidato convocado deverá apresentar-se, no local, data e horário especificados no Anexo Único do Edital, munido das Vias Originais dos documentos, para conferência e efetivação da comprovação de requisitos.

O período de contratação será de até 1 (um) ano, podendo ser prorrogado ou rescindido a qualquer tempo, na forma da Lei Estadual n. 4.135 de 15 de dezembro de 2011, e suas alterações.

Adersino Junior, Comunicação SED
Fotos: Cid Nogueira/SED



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Fed mantém juros, mas tom duro e revisão da inflação elevam cautela no mercado


A decisão do Federal Reserve (Fed) de manter a taxa básica de juros entre 3,50% e 3,75% veio em linha com o esperado, mas o conjunto da comunicação, com novas projeções econômicas e mudança de tom, foi interpretado como mais duro (hawkish) do que o antecipado pelos investidores.

O destaque ficou com a revisão altista da inflação. Segundo o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), os preços seguem acima da meta de 2% e devem permanecer pressionados por mais tempo, refletindo, entre outros fatores, choques de oferta no setor de energia. A projeção para o índice cheio saltou para 3,6% neste ano, ante 2,7% anteriormente, enquanto o núcleo avançou de 2,7% para 3,3%.

A decisão de manter os juros foi unânime, mas o chamado “dot plot” revelou um comitê dividido sobre os próximos passos: metade dos dirigentes prevê ao menos uma alta adicional até o fim de 2026, enquanto a outra metade aposta na manutenção das taxas. Para 2027, também há expectativa relevante de elevação em relação ao patamar atual.

Na leitura de Andressa Durão, economista do ASA, a combinação de manutenção da taxa com projeções mais restritivas reforça o caráter hawkish da decisão. “A mediana das projeções veio indicando uma alta este ano, enquanto as estimativas de inflação foram significativamente revisadas para cima e permanecem acima da meta até 2028”, afirma.

“O comitê surpreendeu com um tom mais duro, tanto no comunicado quanto nas projeções”, reforça Marianna Costa, economista-chefe da Mirae Asset, que destaca que o comunicado trouxe ênfase clara no compromisso com a estabilidade de preços.

Os mercados reagiram imediatamente, com o dólar e os juros dos Treasuries avançando na sequência, e impactando na Bolsa brasileira. “As novas projeções indicam juros mais elevados por mais tempo, o que aumenta a atratividade dos ativos americanos e pressiona moedas emergentes”, explica Leonel Oliveira Matos, da Stonex. O dólar voltou a operar acima de R$ 5, e o índice DXY superou os 100 pontos.

Mudanças na comunicação

Além do conteúdo econômico, a reunião marcou mudanças relevantes na comunicação institucional do Fed sob Kevin Warsh. Em sua primeira decisão à frente do banco central americano, o novo presidente adotou um comunicado mais curto e simplificado, sem indicações explícitas sobre os próximos passos da política monetária.

Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, avalia que a ausência de indicações futuras foi deliberada. “Warsh entende que esse instrumento não é adequado para o momento atual”, afirma. O presidente também optou por não divulgar suas próprias projeções de juros, postura coerente com convicções de longa data sobre comunicação colegiada e, possivelmente, uma forma de evitar ruídos com a Casa Branca.

Warsh também anunciou a criação de cinco forças-tarefa independentes para revisar aspectos centrais da atuação do Fed: comunicação, uso de dados, mercado de trabalho, produtividade e o regime de metas de inflação. As propostas podem alterar o formato do Sumário de Projeções Econômicas, redesenhando indicadores como o dot plot.

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“O comitê deixou claro que a inflação deve permanecer acima do desejado por mais tempo, o que exige uma política monetária mais restritiva”, afirma Camilo Cavalcanti, gestor da Oby Capital.

Apesar do tom restritivo, Vinicius Flores, analista de investimentos e sócio da Stratton Capital, aponta um contraponto a ser monitorado: com o conflito no Oriente Médio dando sinais de arrefecimento, um dos principais vetores de pressão inflacionária pode perder força nas próximas reuniões. Segundo Flores, o arrefecimento do conflito pode remover esse vetor de pressão já na próxima reunião do Fed, prevista para daqui a cerca de um mês e meio. “Isso pode tirar pressão inflacionária e gerar alguma surpresa à frente”, afirma.

Para os mercados emergentes, incluindo o Brasil, o recado segue desafiador: juros elevados nos Estados Unidos tendem a reduzir o fluxo de capital e pressionar ativos locais, além de reforçar a valorização do dólar.

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