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escolas de MS reinventam o uso da tecnologia em sala de aula – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul


Lousas interativas, plataformas digitais, laboratórios e kits de robótica transformam a rotina de professores e estudantes, mostrando que a tecnologia não saiu da escola — ela ganhou propósito pedagógico.

O celular ficou guardado na mochila, mas a tecnologia não saiu da sala de aula. Em escolas estaduais de Mato Grosso do Sul, ela aparece agora em lousas interativas, plataformas digitais, laboratórios de informática e robôs montados pelos próprios estudantes. A mudança, que reorganiza a forma como os recursos digitais são usados no ambiente escolar, tem transformado a rotina de professores e alunos da Rede Estadual de Ensino.

A estudante Emily de Oliveira chegou para mais uma aula na Escola Estadual Maria Constância de Barros Machado, em Campo Grande, sem imaginar que a experiência seria diferente. O celular estava guardado, como determina a regra adotada nas unidades escolares. À frente da turma, porém, uma lousa interativa de 75 polegadas conduzia a aula. A professora abriu um mapa, depois exibiu um vídeo, apresentou um gráfico e transformou o conteúdo em uma experiência mais visual, dinâmica e participativa.

A cena ajuda a explicar uma mudança em curso na educação pública estadual. A regulamentação do uso do celular nas escolas, com a orientação de que os aparelhos permaneçam guardados e desligados durante as aulas, salvo em situações excepcionais, não significou a retirada da tecnologia do ambiente escolar. Ao contrário: abriu espaço para uma nova etapa, em que os recursos digitais deixam de disputar a atenção dos estudantes e passam a ser utilizados de forma planejada, coletiva e integrada ao currículo.

Para Emily, aluna do 3º ano do Ensino Médio, a diferença já aparece na forma como as aulas são conduzidas. “Vim de uma escola particular que ainda usava Datashow. Agora, as aulas estão mais interessantes”, afirma.

No início de 2025, quando Mato Grosso do Sul regulamentou o uso do celular nas escolas estaduais, uma pergunta passou a orientar o debate: como aumentar a atenção dos estudantes sem abrir mão das possibilidades da educação digital? A resposta veio com reorganização pedagógica, investimento em infraestrutura e ampliação do acesso a ferramentas tecnológicas dentro da própria escola.

Lousa interativa em sala de aula

No primeiro ano da nova regra, as escolas da Rede Estadual receberam mais de R$ 100 milhões em modernização da infraestrutura tecnológica, com aquisição de equipamentos, ampliação de laboratórios, renovação do parque tecnológico e implantação de plataformas digitais voltadas ao processo de ensino e aprendizagem. Na prática, o celular deixou de ser o centro da experiência em sala de aula, mas a tecnologia ganhou mais presença e mais propósito.

Hoje, o aparelho particular pode complementar atividades fora da escola, apoiar pesquisas e ser utilizado em situações específicas, sempre de forma orientada. Dentro da sala, porém, o protagonismo passou a ser de ferramentas coletivas, supervisionadas e pensadas para o aprendizado, como lousas interativas, laboratórios de informática, plataformas educacionais e kits de robótica.

Um dos pilares desse novo ambiente é a plataforma de protagonismo digital, disponível gratuitamente para os estudantes da Rede Estadual de Ensino. O espaço reúne recursos digitais de aprendizagem alinhados ao currículo e oferece aos professores materiais confiáveis para enriquecer as aulas, ampliando as possibilidades de ensino sem depender do celular de cada aluno.

Para a professora de inglês Luzimar Cristiane, a ferramenta qualifica o uso da tecnologia e ajuda a reduzir desigualdades de acesso. “É um cardápio confiável de conteúdos para enriquecer nossas aulas. Para o estudante, é a garantia de que o acesso à educação digital não depende dos celulares, depende da escola”, destaca.

A mudança também fortalece o papel do professor. Com os novos recursos, o conteúdo pode ser apresentado de diferentes formas, combinando texto, imagem, vídeo, mapas, gráficos, exercícios interativos e atividades práticas. O que antes dependia de equipamentos mais limitados ou de soluções improvisadas passa a fazer parte de um ambiente mais estruturado, em que a tecnologia é usada para ampliar a atenção, estimular a participação e aproximar o estudante do conteúdo.

A estudante Emily

Essa transformação não está restrita às salas com lousas digitais. Em diferentes municípios, a Educação Digital tem levado estudantes da Rede Estadual a experiências práticas que antes pareciam distantes da realidade da escola pública. Em Dourados, na Escola Estadual Floriano Viegas Machado, o estudante Sidney Matheus Ferraz Sanchez, do 9º ano do Ensino Fundamental, montou seu primeiro robô com apoio de professores e recursos pedagógicos.

O processo começou com peças de encaixe, sensores, motores, baterias e comandos de programação. Ao ver o robô se movimentar pela primeira vez, Sidney percebeu que o conteúdo aprendido em sala podia ganhar forma, movimento e função. “A gente começa montando e acaba criando um robô. Ele passa a se movimentar de acordo com os comandos programados e é como se ganhasse vida”, conta o estudante.

A experiência mostra como a robótica educacional tem transformado a relação dos alunos com disciplinas tradicionais. A matemática, por exemplo, deixa de aparecer apenas no quadro, no caderno e nos exercícios. Ela passa a estar também nos circuitos, nas medidas, nos testes, nos sensores, na lógica de programação, na solução de problemas e no trabalho em equipe. O aprendizado se torna mais concreto porque o estudante participa da construção do resultado.

Desde 2022, kits de robótica e ferramentas de montagem e fabricação vêm sendo incorporados às escolas estaduais como parte das ações de educação digital. Os kits são organizados em maletas com peças, motores, sensores, baterias e computadores programáveis, permitindo que os alunos desenvolvam projetos orientados por professores especialistas em práticas inovadoras. A proposta é estimular raciocínio lógico, criatividade, colaboração, resolução de problemas e contato com áreas estratégicas para o futuro, como tecnologia, engenharia, programação e inovação.

Em Aquidauana, a chegada da robótica também mudou a rotina dos estudantes da Escola Estadual Coronel José Alves Ribeiro. Até o ano passado, os alunos da unidade não tinham contato direto com esse tipo de atividade. Com a expansão dos laboratórios e das oficinas na Rede Estadual, a robótica chegou à escola em abril e, em menos de dois meses, já produziu um resultado considerado marcante para a comunidade escolar: pela primeira vez, estudantes do 5º ano foram inscritos na Olimpíada Brasileira de Robótica, a OBR 2026.

A professora Luzimar

Entre eles está Pietro Miguel da Rocha Ferreira, aluno do 5º ano do Ensino Fundamental. Para ele, o contato com a robótica abriu novas possibilidades de aprendizado e ajudou a derrubar a ideia de que esse tipo de conhecimento pertence apenas a estudantes mais velhos ou a ambientes universitários.

“Antes eu achava que a robótica era matéria de faculdade e, aqui, aprendi que é coisa de quem quer aprender. Agora, o objetivo é continuar criando e desenvolvendo”, afirma Pietro.

As histórias de Emily, Sidney e Pietro mostram diferentes faces de uma mesma transformação. Em Campo Grande, a lousa interativa prende a atenção e torna a aula mais visual. Em Dourados, o robô em movimento ajuda o estudante a compreender programação, lógica e matemática. Em Aquidauana, a chegada da oficina cria novas expectativas e leva alunos dos anos iniciais a participarem de uma olimpíada nacional de robótica.

O ponto comum entre essas experiências é a presença da tecnologia com finalidade pedagógica. O objetivo não é apenas modernizar a escola com novos equipamentos, mas garantir que esses recursos contribuam para melhorar a aprendizagem, ampliar o interesse dos estudantes e apoiar o trabalho dos professores. A tecnologia deixa de ser uma distração individual e passa a ser uma ferramenta coletiva, orientada e integrada ao cotidiano escolar.

Na Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso do Sul, a restrição ao uso do celular durante as aulas abriu espaço para uma discussão mais ampla sobre o papel da escola na formação digital dos estudantes. A escola pública passa a assumir a responsabilidade de oferecer acesso, orientar o uso e transformar equipamentos, plataformas e laboratórios em instrumentos reais de aprendizagem.

O pequeno Pietro e seu robô

Com isso, o ambiente escolar se aproxima do mundo em que os estudantes vivem, mas com mais organização, segurança e intencionalidade pedagógica. Em vez de depender do aparelho de cada aluno, a educação digital passa a ser construída como política pública, com investimento, estrutura e acompanhamento.

O celular saiu das mãos durante a aula. Mas a tecnologia permaneceu na escola, maior, mais acessível, mais coletiva e mais conectada ao que realmente importa: ensinar melhor, aprender mais e preparar os estudantes para um futuro cada vez mais digital.

Gilberto Vargas Jr, Comunicação SED
Fotos: Gilberto Vargas Jr



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Jovem de 22 anos morre em SP dez meses após sofrer intoxicação por metanol


Guilherme Torres da Silva, de 22 anos, foi sepultado nesta segunda-feira (15), na capital paulista, após morrer depois de passar dez meses lutando pela vida em decorrência da ingestão de uma bebida contaminada por metanol.

Morador de Itapecerica da Serra, Guilherme deu entrada no Hospital Municipal M’Boi Mirim no dia 16 de agosto de 2025, por suspeita de intoxicação, após consumir algumas doses de gin compradas em uma adega ao lado de sua casa e começar a se sentir mal.

Inicialmente, ele achou que fosse “apenas uma ressaca”, mas precisou ser levado ao hospital, onde teve diversas paradas cardíacas. Guilherme chegou a ficar entubado e respirando por aparelhos.

O jovem passou cerca de 10 meses lutando contra as graves sequelas. Ele ficou paralisado e passou a utilizar cadeira de rodas.

A família criou o perfil “Cura do Metanol”, onde compartilhava diariamente a rotina de recuperação dele, incluindo suas sessões de fisioterapia, além de iniciar uma campanha de arrecadação on-line para ajudar a custear o tratamento.

Na manhã da última terça-feira (16), familiares publicaram uma nota de pesar nas redes sociais informando a morte do jovem.

A família também agradeceu o apoio recebido durante o período de tratamento e no sepultamento.

“Muito obrigado a todos que compareceram ao sepultamento e aos que nos ajudaram até aqui de todas as formas possíveis, com contribuições, doações e mensagens positivas ao longo de toda essa trajetória. Nosso luto será eterno, mas ficarão as boas lembranças”, escreveu a família.

Em nota, a Prefeitura de Itapecerica da Serra informou que aguarda o recebimento dos laudos para confirmar a causa da morte e avaliar se há ligação com o quadro de intoxicação anteriormente investigado.

“Somente após a conclusão dessas análises pelos órgãos competentes será possível confirmar se o caso possui relação com o evento ocorrido em 2025”, diz a nota.

Até o momento, oito pessoas morreram no estado de São Paulo em decorrência de intoxicação por metanol.

Entenda o caso

Entre setembro e outubro de 2025, a crise de intoxicação por metanol em bebidas adulteradas gerou um alerta de saúde pública e vitimou principalmente jovens adultos em diferentes estados brasileiros. O estado de São Paulo acumulou o maior número de ocorrências, com mais de 50 casos entre suspeitos e confirmados.

A substância, que é incolor e inodora, leva a sintomas traiçoeiros que se assemelham a uma ressaca comum, como náuseas, vômitos e tontura. Contudo, entre 6 e 24 horas após o consumo, surgem sinais graves, como visão turva e cegueira, que pode ser irreversível.

Leia também: Metanol em bebidas: veja quem são as vítimas de casos de intoxicação | CNN Brasil

Até o final de 2025, 51 pessoas foram presas por algum tipo de envolvimento nas intoxicações de bebidas em São Paulo.

De acordo com balanço do governo estadual, mais de 21,4 mil garrafas e mais de 121,8 mil vasilhames vazios foram apreendidos. Também foram recolhidos mais de 105,2 mil insumos e 480 mil rótulos.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo





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Educação financeira, cooperativismo e protagonismo juvenil ganham espaço nas escolas estaduais


A formação de estudantes mais conscientes sobre o uso do dinheiro, preparados para a vida em sociedade e alinhados aos valores da cooperação e da responsabilidade coletiva está no centro do acordo de cooperação firmado hoje (15) entre o Governo de Mato Grosso do Sul e o Sicredi. A iniciativa permitirá ampliar a presença de programas de educação financeira, cooperativismo e cidadania nas escolas da Rede Estadual de Ensino, fortalecendo competências consideradas essenciais para os desafios do século XXI.

A parceria estabelecida entre a Fundação Sicredi e a SED (Secretaria de Educação), prevê a implantação e o fortalecimento de iniciativas como “A União Faz a Vida”, “Finanças na Mochila” e “Cooperativas Escolares”, programas já reconhecidos nacionalmente por estimular o protagonismo estudantil, a cooperação, a responsabilidade coletiva e a educação financeira desde os anos iniciais da formação escolar.

Durante a assinatura do acordo, o governador Eduardo Riedel destacou que a iniciativa está alinhada à estratégia educacional adotada pelo Estado e atende a demandas estruturais relacionadas à formação dos estudantes.

“Temos feito investimentos consistentes na infraestrutura das escolas, na formação dos professores e na organização pedagógica da rede. Nosso objetivo é garantir que cada iniciativa incorporada ao ambiente escolar tenha impacto real na formação dos alunos e contribua para melhorar os indicadores educacionais”, afirmou.

Segundo o governador, Mato Grosso do Sul consolidou uma das maiores redes de ensino em tempo integral do país, com 63% das escolas nesse modelo, além de ampliar significativamente a oferta de ensino técnico e profissionalizante.

“Em 2023, cerca de 16% dos alunos do ensino médio estavam matriculados em cursos técnicos. Hoje, esse percentual chega a 45%. Estamos preparando os jovens para o mercado de trabalho, ampliando oportunidades e conectando a educação às demandas do desenvolvimento do Estado”, destacou.

Riedel também enfatizou os avanços na transformação digital da educação, impulsionados pela expansão da conectividade nas unidades escolares e pela incorporação de novas tecnologias ao processo de ensino-aprendizagem.

Mais do que uma parceria institucional, o acordo é tratado pelos envolvidos como um investimento na formação das futuras gerações, estimulando desde a educação básica competências como colaboração, protagonismo juvenil, educação financeira, empreendedorismo, participação comunitária e cultura cooperativista.

Para o presidente da Central Sicredi Brasil Central, Celso Ronaldo Raguzzoni Figueira, a formalização da parceria representa a ampliação de programas educacionais já consolidados em diversas regiões do país para a rede estadual de ensino de Mato Grosso do Sul.

“Essa cooperação técnica materializa o grande diferencial do cooperativismo. Além dos serviços financeiros, temos uma fundação com foco essencialmente educacional, que desenvolve programas voltados para crianças, jovens e educadores. “Hoje damos um passo importante ao oficializar esse acordo de cooperação com o Estado de Mato Grosso do Sul, assegurando a presença estruturada dos nossos programas educacionais nas escolas estaduais. Essa parceria reafirma nosso compromisso com a educação como um pilar estratégico para o desenvolvimento das pessoas, das comunidades e dos territórios onde estamos presentes”, frisou.

Já a secretária-adjunta de Estado de Educação, Mary Nilce Peixoto, avaliou que a parceria amplia as oportunidades de aprendizagem dos estudantes ao incorporar temas como cooperativismo, cidadania e educação financeira ao ambiente escolar. Segundo ela, os programas poderão ser trabalhados de forma transversal, dialogando com diferentes componentes curriculares e contribuindo para a formação integral dos alunos.

“Recebemos essa parceria com muito entusiasmo porque ela agrega conhecimento e valores importantes para a formação dos nossos estudantes. Os programas permitem trabalhar temas como cooperativismo, cidadania e educação financeira de forma transversal, integrando diferentes disciplinas e contribuindo para que os alunos estejam cada vez mais preparados para os desafios da vida em sociedade”.

Com a implantação dos programas A União Faz a Vida, Finanças na Mochila e Cooperativas Escolares, os estudantes da Rede Estadual terão acesso a conteúdos e experiências que contribuam para o desenvolvimento de competências financeiras, sociais e empreendedoras, fortalecendo a capacidade de tomada de decisões conscientes e o exercício da cidadania.

Alexandre Gonzaga, Comunicação do Governo de MS
Fotos: Saul Schramm/Secom-MS



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Cantor Oliver Tree é a última vítima identificada de queda de helicóptero


O Instituto Médico-Legal (IML) Afrânio Peixoto do Rio de Janeiro concluiu, nesta terça-feira (16), a identificação de todas as vítimas do acidente do helicóptero. O último a ser identificado foi o cantor norte-americano Oliver Tree. 

Segundo o IML, a identificação do artista foi concluída após análises feitas pela arcada dentária. 

Também foram reconhecidos anteriormente: os brasileiros Lucas Brito, Charles Marsillac e Alexandre Souza, além dos argentinos Gaspar Prim e Lucas Vignale. 

A Polícia Civil do Rio informou que seguem as investigações na 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes). Além disso, as autoridades aguardam o laudo do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e realizam outras diligências para apurar as circunstâncias e as causas da queda da aeronave. 

Quem era Oliver Tree? 

O cantor norte-americano Oliver Tree, de 32 anos, está entre as seis vítimas fatais do acidente com dois helicópteros que deixou seis mortos no Recreio dos Bandeirantes, na zona Sudoeste do Rio de Janeiro, na manhã deste domingo (14). 

Oliver Tree tem quase 20 milhões de seguidores nas redes sociais e estava no Rio de Janeiro em meio a uma turnê mundial. No último dia 6 de junho, ele realizou um show em São Paulo e faria seu primeiro show na fase europeia em Lisboa, em Portugal, no dia 1º de julho.  

O artista tem mais de 11 milhões de ouvintes mensais no Spotify e possui músicas com mais de 700 milhões de plays, como “Life Goes On” e “Miss You”.  

Outras vítimas fatais

Das seis vítimas fatais, cinco estavam em um helicóptero e apenas o piloto estava na outra aeronave.   

  • Oliver Tree Nickel – passageiro 
  • Lucas Vignale – passageiro 
  • Gaspar Prim – passageiro 
  • Lucas Brito Chaves – passageiro 
  • Alexandre Souza – piloto 
  • Charles Marsillac – piloto 

 

*Sob supervisão de Thiago Félix



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JBS vai reduzir US$ 400 milhões em investimentos e priorizar valor agregado

A JBS apresentou nesta semana, em Nova York, sua estratégia de crescimento para os próximos anos e reforçou a aposta em produtos de maior valor agregado, ganhos de eficiência operacional e fortalecimento de marcas. Durante o encontro com investidores, a companhia também anunciou uma redução de aproximadamente US$ 400 milhões nos investimentos previstos para 2026, em meio a um cenário de maior atenção à alavancagem financeira.

Durante o evento, a empresa destacou que seguirá concentrando esforços na expansão de segmentos mais rentáveis, como alimentos processados, produtos prontos para consumo e marcas próprias. Segundo a companhia, essa estratégia tem sido aplicada em diferentes unidades de negócio ao redor do mundo, incluindo operações de bovinos, aves, suínos e ovos.

Nos Estados Unidos, a JBS reconheceu os desafios enfrentados pela pecuária bovina devido ao menor rebanho do país, mas afirmou que medidas de otimização industrial e ganhos de produtividade devem contribuir para melhorar os resultados da operação. Entre as ações adotadas está o fechamento da planta de Souderton, na Pensilvânia, além da integração de operações e ampliação da participação de cortes e produtos com maior valor agregado.

Na divisão de carne suína norte-americana, a empresa destacou um investimento de US$ 170 milhões em uma unidade de produção de linguiças na região de Perry, no estado de Iowa. O projeto deve ser concluído em janeiro de 2027 e faz parte da estratégia de ampliar a presença em segmentos de maior margem.

A Seara também foi apontada como um dos principais vetores de crescimento do grupo para esse ano. A companhia informou que já investiu R$ 10,2 bilhões na operação entre 2021 e 2025, elevando a capacidade produtiva e ampliando a participação em mercados como pizzas congeladas, alimentos processados e embutidos. A empresa afirmou ainda que os ganhos de eficiência e inovação já começam a se refletir em aumento de volumes e rentabilidade.

No Brasil, a JBS destacou o potencial de crescimento da produção bovina com ganhos de produtividade. A empresa avalia que pode elevar o processamento semanal de cerca de 200 mil para 230 mil cabeças utilizando a estrutura já existente, sem necessidade de novos investimentos relevantes.

A companhia também reforçou a importância das exportações brasileiras de proteínas, especialmente de carne de frango e suína, e vê oportunidades de expansão em mercados do Oriente Médio. Um dos destaques é o investimento de US$ 150 milhões em Omã, projeto que poderá gerar receita anual de até US$ 1,5 bilhão quando estiver operando em plena capacidade.

 

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Atendimento do Detran-MS em shoppings será alterado nos dias de jogos do Brasil – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul


O atendimento da Agências do Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) que estão em Shoppings de Campo grande será modificado nos dias de jogos do Brasil na copa.

Na agência do Shopping Campo Grande, que têm atendimento até às 22h, de segunda a sexta-feira, o horário de atendimento será reduzido e encerrará meia hora antes de cada jogo.

Já no Shopping Bosque dos Ipês, o atendimento normal vai até às 19h, também terá fechado meia hora antes do jogo. No shopping Norte Sul Plaza, o atendimento não terá mudanças.

Veja como fica:

Shopping Campo Grande e Shopping Bosque dos Ipês

No dia 19/06 (sexta-feira), o atendimento será até às 20h, já que o jogo será às 20h30;

No dia 24/06 (quarta feira), o atendimento será até 17h30, já que o jogo será às 18h;

As demais agências do Detran-MS seguem com atendimento normal. Consulte os horários no site https://www.detran.ms.gov.br/fale-conosco/unidades/unidades-regionais/

Atendimento digital

Os canais de atendimento digital do Detran-MS não terão alteração no atendimento. Os cidadãos podem utilizar os serviços digitais do Detran-MS, disponíveis no portal Meu Detran (www.meudetran.ms.gov.br), no aplicativo Meu Detran MS e pela assistente virtual Glória, via WhatsApp (67) 3368-0500.

Emmanuelly Castro, Comunicação Detran-MS
Foto: Saul Schramm/Secom/Arquivo



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Investimentos em pesquisa ajudam a elevar produtividade e competitividade do agro de MS – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul


A pesquisa agropecuária tem desempenhado papel estratégico no avanço da produtividade agrícola de Mato Grosso do Sul. Com atuação concentrada na região nordeste do Estado, a Fundação Chapadão vem ampliando sua área de abrangência e fortalecendo parcerias com instituições públicas e privadas para desenvolver tecnologias voltadas às culturas de soja, milho e algodão, entre outras.

Prestes a completar 29 anos de atuação, a Fundação Chapadão atende atualmente municípios como Chapadão do Sul, Costa Rica, Paraíso das Águas, Alcinópolis, Cassilândia, Paranaíba e Coxim, além de expandir projetos para novas regiões do norte sul-mato-grossense.

O presidente da Fundação Chapadão, Ilton Henrichsen, avalia que a região norte de Mato Grosso do Sul possui características climáticas que favorecem a consolidação das culturas de soja e milho, o que deve manter essas atividades como prioridade das pesquisas nos próximos anos.

Segundo ele, a estabilidade climática local proporciona condições favoráveis para a produção agrícola, reduzindo os impactos de veranicos observados com maior frequência em outras regiões do Estado e do País.

Henrichsen avalia que a região norte de Mato Grosso do Sul possui características climáticas que favorecem as culturas de soja e milho

“A soja e o milho estão muito consolidados na nossa região. Por isso, as pesquisas continuarão focadas no desenvolvimento de novas cultivares, no aumento da produtividade e em soluções para os desafios que surgem a cada safra”, afirma.

Henrichsen destaca, porém, que a expansão da cana-de-açúcar merece atenção crescente dos pesquisadores, especialmente em áreas consideradas mais marginais para a produção de grãos. De acordo com ele, o avanço da atividade e a presença de usinas na região indicam a necessidade de ampliar estudos voltados à cultura.

“A cana já é uma realidade em parte da região e existe uma demanda crescente por conhecimento técnico. É uma área que pode receber mais atenção da pesquisa nos próximos anos”, ressalta.

Já segundo o diretor-executivo da Fundação Chapadão, André Bartolomeu Piesanti, explica que a instituição surgiu a partir de uma demanda dos próprios produtores rurais, que enfrentavam sérios problemas com nematoides, pragas que comprometiam a viabilidade econômica das lavouras de soja na década de 1990.

“A Fundação nasceu da necessidade de manejar um problema que estava inviabilizando o cultivo de soja na região. Um grupo de produtores se reuniu para fomentar a pesquisa científica e, desde então, construímos uma trajetória baseada em parcerias com a Embrapa, municípios e o Governo do Estado”, frisa.

A validação regional das novas variedades é fundamental para orientar os produtores

Hoje, a instituição desenvolve pesquisas atingindo uma área de atuação em mais de 500 mil hectares de áreas agrícolas, com foco na validação de novas cultivares, manejo de pragas e doenças, fertilidade do solo, nutrição vegetal, sementes, nematoides e tecnologias voltadas à mitigação dos efeitos climáticos sobre as lavouras.

De acordo com Piesanti, a validação regional das novas variedades é fundamental para orientar os produtores sobre o potencial produtivo de cada material e sua adaptação às condições locais.

“A cada ano surgem novos materiais genéticos no mercado e eles precisam ser avaliados na nossa região. Analisamos potencial produtivo, comportamento diante de doenças, melhor época de plantio e adaptação ao clima. Essas informações servem para nortear a tomada de decisão do produtor na safra seguinte”, explica.

O presidente Henrichsen também cita outras cadeias produtivas com potencial de desenvolvimento regional, como os citros em municípios como Cassilândia e Paranaíba. Apesar disso, acredita que a principal demanda continuará concentrada no aperfeiçoamento das tecnologias voltadas às grandes culturas agrícolas.

“Novas tecnologias surgem todos os anos. Sempre haverá necessidade de pesquisas relacionadas a cultivares, produtividade, manejo e controle de plantas daninhas. Esse continuará sendo o grande foco da pesquisa agropecuária regional”, conclui.

A Fundação conta atualmente com sete pesquisadores e laboratórios especializados em fitopatologia, entomologia, nematologia, herbologia, análise de sementes, genética e fertilidade do solo. Os estudos abrangem desde o controle biológico de pragas até a avaliação da eficiência de produtos utilizados nas lavouras.

A Fundação Chapadão desenvolve pesquisas atingindo uma área de atuação em mais de 500 mil hectares

Para o diretor Piesanti, o avanço da produtividade agrícola registrado nos últimos anos está diretamente relacionado aos investimentos em ciência e inovação. Ele destaca que o apoio do Governo de Mato Grosso do Sul, por meio de órgãos de fomento à pesquisa, tem sido decisivo para o desenvolvimento de novas tecnologias no campo.

“O Estado tem incentivado a pesquisa científica e isso é fundamental para o desenvolvimento do agro. O aumento da produtividade que observamos ao longo dos anos tem tecnologia e pesquisa envolvidas. São ferramentas que ajudam o produtor a produzir mais, com maior eficiência e sustentabilidade”, ressalta.

Piesanti estima que parfa a safra 2026/2027, o valor investido será de aproximadamente R$ 2,7 milhões

Piesanti também chamou atenção para os desafios impostos pelas mudanças climáticas e pela dependência brasileira de insumos importados, como fertilizantes e matérias-primas para defensivos agrícolas.

“Precisamos buscar alternativas que reduzam essa dependência externa. Conflitos internacionais e oscilações de mercado impactam diretamente os custos de produção. A pesquisa tem papel fundamental na busca por novas ferramentas que tornem o setor mais competitivo e sustentável”, diz.

Além da produtividade, a sustentabilidade ambiental passou a ocupar posição central nas pesquisas desenvolvidas pela Fundação. Segundo o diretor, os mercados internacionais exigem cada vez mais rastreabilidade e comprovação de boas práticas na produção agrícola.

“Hoje o comprador estrangeiro quer saber de onde veio o produto. No caso do algodão, por exemplo, existe rastreabilidade total. É possível identificar a fazenda e até o lote de origem da produção. Isso mostra que produtividade e sustentabilidade precisam caminhar juntas”, observa.

A parceria entre o Governo de Mato Grosso do Sul e a Fundação Chapadão também se traduz em investimentos diretos para a manutenção das atividades de pesquisa desenvolvidas pela instituição. 

Segundo o diretor-executivo da Fundação Chapadão, André Bartolomeu Piesanti, os recursos estaduais são destinados principalmente ao custeio dos experimentos e à aquisição de insumos utilizados nos trabalhos de campo.

De acordo com ele, a Fundação recebeu cerca de R$ 2,5 milhões por safra agrícola nos anos de 2023 e 2024. Em 2024/2025, o aporte foi ampliado para R$ 3,7 milhões. Para a safra 2026/2027, o valor previsto é de aproximadamente R$ 2,7 milhões.

Cultivo de girassol nas proximidades de Chapadão do Sul, cultura que já integrou pesquisas da Fundação (Foto: Saul Schramm/Secom-MS)

“Esse recurso é fundamental para a aquisição de materiais de consumo, defensivos, insumos e ferramentas necessárias para sustentar todo o trabalho de pesquisa desenvolvido pela Fundação. É um apoio importante para que possamos continuar entregando tecnologias e informações aos produtores”,sinaliza.

Outro tema destacado por Piesanti é o avanço da inteligência artificial no agronegócio. Segundo ele, a tecnologia já está presente em diversas etapas da produção rural e tende a ganhar espaço também nas atividades de pesquisa.

“A inteligência artificial veio para ficar. Ela já está sendo utilizada no monitoramento das lavouras, na mecanização, na aplicação de produtos e na análise de informações geradas no campo. O grande diferencial é a capacidade de transformar um enorme volume de dados em informações úteis para a tomada de decisão do produtor”, explica.

Embora ainda não possua uma estrutura específica voltada à inteligência artificial, a Fundação Chapadão busca parcerias para incorporar a tecnologia aos seus processos de pesquisa e análise de dados.

“A IA pode ajudar a prever cenários, identificar riscos e apontar alternativas para mitigar problemas antes que eles aconteçam. Estamos acompanhando esse movimento e buscando formas de trazer essa tecnologia para dentro da Fundação”, destaca.

Piesanti também avalia de forma positiva as iniciativas do Governo do Estado voltadas à transformação digital no campo, como o lançamento do programa de conectividade rural e as parcerias para ampliação do uso de inteligência artificial em diferentes áreas.

“São ferramentas que contribuem para levar mais informação, tecnologia e eficiência ao produtor rural. O acesso a dados e à conectividade será cada vez mais importante para a competitividade do agronegócio”, pondera.

Para o diretor-presidente da Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul), Cristiano Marcelo Espínola Carvalho, as fundações de pesquisa têm apresentado resultados significativos para o fortalecimento da produção agropecuária no Estado.

“Os resultados que temos acompanhado, demonstram que os produtores de Mato Grosso do Sul contam com uma base sólida de pesquisas que valida as novas tecnologias apresentadas ao mercado. Isso nos dá muito mais segurança para absorver essas inovações, porque elas são testadas e validadas dentro do próprio Estado. Temos observado o quanto os agricultores sul-mato-grossenses têm se beneficiado desse processo. Por isso, ficamos muito satisfeitos em apoiar pesquisas que são desenvolvidas e apresentadas aos nossos produtores, contribuindo para uma agropecuária cada vez mais eficiente, competitiva e alinhada às características de cada região do Estado”, observa o dirigente.

IA, genética e diversificação ampliam alcance das pesquisas no campo.

O engenheiro agrônomo Fábio Lima Abrantes, que atua na Fundação Chapadão, destaca que a inteligência artificial já começa a transformar a pesquisa agropecuária ao permitir análises mais rápidas e precisas de grandes volumes de dados. Segundo ele, a tecnologia auxilia desde a interpretação de imagens de satélite até a predição de produtividade das lavouras com base em informações históricas sobre cultivares, ciclos produtivos e desempenho das safras anteriores.

“A inteligência artificial nos ajuda a transformar um banco de dados robusto em informações mais claras e objetivas para o produtor rural, facilitando a tomada de decisão no campo”, afirma.

Responsável pela área de genética, Abrantes explica que a pesquisa desenvolvida pela instituição avalia tanto materiais já disponíveis comercialmente quanto novas cultivares em fase de desenvolvimento. O objetivo é identificar quais variedades apresentam melhor adaptação às condições de solo e clima da região.

Antes de serem recomendados aos produtores, os materiais passam por uma série de avaliações relacionadas à resistência a doenças, tolerância ao déficit hídrico, porte das plantas, arquitetura vegetal e potencial produtivo. Segundo o pesquisador, um mesmo material pode apresentar comportamentos distintos dependendo do ambiente de cultivo.

“Não avaliamos apenas a produtividade. Estudamos o comportamento da planta, sua adaptação às diferentes regiões e sua resposta às condições climáticas para garantir maior segurança ao produtor”, pondera.

Segundo a agrônoma Aniele Versotto, os laboratórios da Fundação realizam diagnósticos de doenças, análises de produtos biológicos que garantem a eficiência no campo (Foto: Fundação Chapadão)

As pesquisas abrangem uma extensa área agrícola do norte de Mato Grosso do Sul, alcançando municípios como Chapadão do Sul, Costa Rica, Paraíso das Águas, Coxim e Sonora, com impacto direto em mais de 600 mil hectares cultivados.

Abrantes ainda destaca o interesse crescente por culturas alternativas. Embora a carinata tenha despertado atenção por seu potencial na produção de biocombustíveis sustentáveis, ainda não existe uma demanda consolidada por pesquisas sobre a cultura na região. Já o amendoim vem apresentando crescimento expressivo e passou a demandar maior atenção dos pesquisadores.

Outro ponto é a preocupação em levar conhecimento também aos pequenos produtores e agricultores familiares. Segundo ele, os resultados das pesquisas contemplam sistemas de integração lavoura-pecuária, produção de silagem, formação de pastagens e alternativas de diversificação agrícola.

“Nosso trabalho busca atender toda a cadeia produtiva. Além das grandes culturas, também desenvolvemos pesquisas que podem ampliar as oportunidades e a diversificação das pequenas propriedades rurais”.

Laboratórios garantem diagnóstico, controle biológico e suporte às pesquisas agrícolas

A engenheira agrônoma Aniele Versotto Teixeira, da Fundação Chapadão, ressalta a importância da estrutura laboratorial para o desenvolvimento das pesquisas e para o atendimento aos produtores rurais da região. Segundo ela, os laboratórios realizam diagnósticos de doenças em lavouras, análises de produtos biológicos e testes que ajudam a garantir a eficiência das tecnologias utilizadas no campo.

Aniele ressalta ainda que a manutenção da estrutura laboratorial exige investimentos contínuos

“Quando o produtor identifica algum problema na lavoura, ele traz a amostra para que possamos fazer o diagnóstico e identificar exatamente o que está acontecendo. Isso permite uma recomendação mais precisa e assertiva”, explica.

Entre os trabalhos realizados está a análise da viabilidade de produtos biológicos à base de fungos e bactérias utilizados no controle de pragas e doenças. Os pesquisadores verificam se os microrganismos permanecem vivos e em condições adequadas após o transporte e armazenamento, garantindo que o produto mantenha sua eficácia quando chegar ao campo.“São organismos vivos que passam por um longo processo até chegar ao produtor. Nós avaliamos se a espécie informada pelo fabricante está realmente presente e se continua viável para cumprir a função proposta”.

Aniele ressalta ainda que a manutenção da estrutura laboratorial exige investimentos contínuos em equipamentos, insumos e capacitação técnica, tornando o apoio institucional essencial para a continuidade dos trabalhos científicos.

“A pesquisa tem um custo elevado. Sem o apoio de parceiros e dos investimentos realizados pelo Governo do Estado, seria muito difícil manter toda essa estrutura funcionando apenas com recursos dos produtores”, destacou.

Os laboratórios da Fundação contam com equipamentos especializados para processamento de amostras, esterilização de materiais e análises microbiológicas, permitindo que as pesquisas sejam conduzidas em ambiente controlado e com elevado rigor científico.

Alexandre Gonzaga, Comunicação do Governo de MS
Fotos: Saul Schramm/Secom-MS



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Jalles Machado prevê moagem de cana 10% maior na safra 2026/27

A Jalles Machado projeta processar 7,8 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2026/27, volume 10,2% superior ao registrado na temporada anterior, quando a moagem somou 7,076 milhões de toneladas.

A expectativa da companhia é de recuperação da produtividade agrícola e maior utilização da capacidade industrial ao longo do próximo ciclo.

Segundo a informação divulgado ao mercado por meio da CVM (Comissão de Valores Imobiliários), a taxa de ocupação das unidades industriais deve atingir 86,7%, ante 78,6% observados na safra 2025/26.

A produtividade média dos canaviais, medida em toneladas de cana por hectare, está estimada em 80,4 de tonelada por hectare, avanço de 8% na comparação anual.

O maior avanço de produtividade é esperado para a unidade Santa Vitória, localizada em Minas Gerais, que deve alcançar 70,4 toneladas de cana por hectare, crescimento de 18,2% em relação à safra anterior.

Já as unidades Jalles Machado e Otávio Lage, ambas situadas em Goiás, projetam produtividades de 85,7 e 86,2  toneladas de cana por hectare, respectivamente.

A estratégia da companhia para a próxima safra também prevê maior direcionamento da matéria-prima para a produção de etanol. O biocombustível deve representar 59% do mix industrial, acima dos 53,6% registrados na temporada passada.

Com isso, a produção de etanol está projetada em 372 mil metros cúbicos, crescimento de 18% frente à safra anterior.

Em contrapartida, a participação do açúcar deve recuar de 46,4% para 41%. A fabricação de açúcar deve totalizar 418,1 mil toneladas, volume 4,2% inferior ao registrado em 2025/26.

A empresa também estima ATR (Açúcar Total Recuperável) médio de 137,1 quilos por tonelada de cana, redução de 1,6% em relação aos 139,3 kg/t apurados na safra passada.

Na frente de investimentos, a Jalles prevê desembolsar R$ 610,3 milhões na safra 2026/27, valor 9,8% menor que o realizado no ciclo anterior. Somados aos investimentos em tratos culturais, os aportes totais devem alcançar R$ 1,087 bilhão, redução de 5% na comparação anual.

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Pilgrim’s vê segundo semestre de 2026 mais favorável para o frango nos EUA

A Pilgrim’s Pride Corporation, controlada pela JBS, projeta uma melhora do mercado de carne de frango nos Estados Unidos no segundo semestre de 2026. Após um início de ano marcado por excesso de oferta e pressão sobre os preços, a companhia aposta em um melhor equilíbrio entre oferta e demanda para sustentar a recuperação das margens do setor.

A Pilgrim’s destaca que a recuperação do mercado de frango no segundo semestre deve ser impulsionada, em grande parte, pelo consumo em restaurantes e contribuir para a redução da oferta no mercado.

Segundo a análise do BMO Capital Markets, a indústria iniciou 2026 com crescimento da produção próximo de 4%, ritmo superior ao avanço do consumo. O descompasso pressionou as cotações da proteína para as indústrias americanas.

Dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) mostram que o aumento da oferta de carne de frango neste ano foi impulsionado pela expansão dos alojamentos e do volume de abates. Entre os produtos mais afetados pelo excesso de oferta estiveram o peito e as asas de frango, que registraram desempenho abaixo das expectativas do mercado.

A companhia vai ampliar os investimentos em alimentos prontos e produtos totalmente cozidos, segmentos que apresentam maior valor agregado.

A empresa trabalha com a meta de capturar cerca de US$ 200 milhões por ano em ganhos operacionais. Entre os principais projetos está a nova unidade de alimentos preparados na Geórgia, que dará suporte à expansão da marca Just Bare. Em apenas três anos, a participação de mercado da marca avançou de 1% para 13%.

A estratégia também inclui a duplicação da capacidade de produção de alimentos totalmente cozidos no México e a ampliação da oferta de produtos de maior valor agregado no Reino Unido.

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Festival de Inverno de Bonito 2026 anuncia grandes shows nacionais e reforça valorização da cultura sul-mato-grossense


De 26 a 30 de agosto de 2026, a cidade de Bonito volta a ser palco de um dos mais importantes eventos culturais do Centro-Oeste brasileiro. O Festival de Inverno de Bonito chega à sua nova edição reunindo música, artes visuais, dança, teatro, artesanato, cinema e diversas manifestações artísticas que celebram a diversidade cultural de Mato Grosso do Sul e do Brasil.

Com uma programação que integra arte, território, memória e identidade, o festival apresenta uma proposta inspirada na ideia de que a arte nasce de muitos lugares e se manifesta em diferentes linguagens, conectando pessoas, histórias e experiências. A identidade visual desta edição tem como símbolo o udu-de-coroa-azul, ave emblemática de Bonito, reforçando a relação entre cultura, natureza e pertencimento.

Entre as atrações nacionais já confirmadas estão o cantor Ferrugem, que sobe ao palco no dia 27 de agosto; o fenômeno Leo Foguete, no dia 28; e o cantor, compositor e ator Seu Jorge, no dia 29 de agosto.

Além dos grandes shows, o público poderá prestigiar uma ampla programação cultural gratuita, com apresentações de dança, espetáculos teatrais, exposições de artes visuais, feira de artesanato, atividades formativas e uma edição especial do Cine Câmara, ampliando o diálogo entre o audiovisual e a comunidade.

A valorização da produção artística sul-mato-grossense seguirá como uma das marcas do festival. Nos próximos dias, o Governo do Estado, por meio da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, lançará o edital para seleção das atrações regionais que integrarão a programação, garantindo espaço para artistas, grupos e coletivos culturais de todas as regiões do Estado.

Para o diretor-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Eduardo Mendes, a expectativa é de uma edição histórica, “o Festival de Inverno de Bonito é um dos maiores patrimônios culturais do nosso Estado. Estamos preparando uma edição que une grandes atrações nacionais à força da nossa produção artística regional, promovendo cultura, turismo e desenvolvimento econômico. A expectativa é receber milhares de visitantes e proporcionar experiências inesquecíveis para quem vive e para quem visita Mato Grosso do Sul.”

O prefeito de Bonito também destaca a importância do evento para o município, “Bonito tem uma vocação natural para receber pessoas do mundo inteiro, e o Festival de Inverno fortalece ainda mais essa identidade. É um evento que movimenta a economia, gera oportunidades para empreendedores locais e valoriza nossa cultura. Estamos felizes em receber mais uma edição desse grande encontro entre arte, natureza e comunidade.”

Realizado pelo Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Fundação de Cultura, em parceria com a Prefeitura de Bonito, o Festival de Inverno de Bonito 2026 promete transformar a cidade em um grande palco de encontros, celebrando a riqueza cultural brasileira em um dos destinos turísticos mais admirados do país.

Mais informações, programação completa e atualizações sobre os editais estarão disponíveis em mscultural.ms.gov.br⁠.

Ana Ostapenko, Comunicação Setesc
Fotos: Arquivo



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