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evento debate desafios climáticos e vigilância em Mato Grosso do Sul – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul


Evento promovido pela SES discute mudanças climáticas, intoxicações, qualidade da água, desastres, animais peçonhentos e brucelose, fortalecendo a atuação da vigilância em saúde em MS

As mudanças climáticas, os desastres ambientais, a contaminação por agrotóxicos, a qualidade da água e o surgimento de novos desafios sanitários estão no centro dos debates da Semana da Saúde Ambiental e Toxicológica, promovida pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) em Campo Grande. Reunindo gestores, técnicos, pesquisadores e representantes de instituições parceiras, o evento promove três dias de capacitação, troca de experiências e discussão sobre estratégias para proteger a população diante dos impactos ambientais na saúde.

Saúde e meio ambiente caminham juntos

Na abertura do evento, a secretária-adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone, destacou a importância da integração entre diferentes instituições e profissionais para fortalecer ações que promovam qualidade de vida e proteção ambiental.

“Este é um ano muito especial e também desafiador para o Brasil. Todos nós acompanhamos os impactos dos eventos climáticos extremos que atingiram diferentes regiões do país, especialmente as fortes chuvas registradas no Sul e no Sudeste. Esses acontecimentos reforçam a importância de estarmos preparados para enfrentar as mudanças que já estão acontecendo e que impactam diretamente a saúde da população”, afirmou.

A gestora também ressaltou que a conscientização ambiental ainda é um desafio coletivo e que os profissionais da saúde têm papel fundamental nesse processo.

“Como profissionais da saúde, como formadores de opinião e como cidadãos, temos o dever de estimular e incentivar a preservação ambiental. Precisamos compreender que fazemos parte desse processo e que nossas ações têm impacto direto sobre a qualidade de vida das atuais e futuras gerações”, acrescentou.

Programação aborda vigilância, intoxicações e emergências em saúde

Com uma programação abrangente, a Semana da Saúde Ambiental e Toxicológica reúne especialistas de Mato Grosso do Sul e de órgãos federais para discutir temas estratégicos da vigilância em saúde ambiental.

Entre os assuntos abordados estão os impactos dos agrotóxicos na saúde humana, a vigilância da qualidade da água para consumo humano, a relação entre saneamento básico e doenças diarreicas, a preparação da área da saúde para as mudanças climáticas, além das ações voltadas ao monitoramento da poluição atmosférica, contaminação do solo e exposição a substâncias químicas.

O coordenador de Vigilância em Saúde Ambiental da SES, Karyston Machado, explicou que a iniciativa foi organizada em alusão ao Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, e tem como principal objetivo fortalecer as ações integradas desenvolvidas pela área.

“A Secretaria de Estado de Saúde está promovendo essa iniciativa com o objetivo de fortalecer as ações integradas da Vigilância em Saúde Ambiental e das áreas relacionadas à toxicologia”, destacou.

Segundo ele, a programação contempla temas ligados às intoxicações por agrotóxicos e acidentes envolvendo animais peçonhentos, além de dedicar um dia inteiro à discussão da brucelose humana e animal.

“O evento também reúne iniciativas, projetos e estratégias voltados à vigilância em saúde ambiental, promovendo discussões sobre monitoramento, prevenção, preparação para emergências e proteção da população diante dos diferentes riscos ambientais, fortalecendo cada vez mais essa pauta dentro da SES”, explicou.

Mudanças climáticas ampliam desafios para a saúde pública

Um dos destaques da programação é a discussão sobre os impactos das mudanças climáticas na saúde pública e a necessidade de adaptação dos serviços diante do aumento da frequência de eventos extremos.

Consultora técnica do Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde, Rafaela Ferreira ressaltou que a área da saúde passou a ocupar posição estratégica nesse debate nos últimos anos.

“Até pouco tempo atrás, a área da saúde não era vista como protagonista dentro do contexto das mudanças climáticas. Hoje, porém, existe um movimento internacional muito forte que tem colocado essa discussão em evidência”, afirmou.

De acordo com a especialista, o aumento da ocorrência de desastres, as alterações no comportamento de vetores e a mudança na dinâmica de circulação de agentes causadores de doenças têm provocado impactos cada vez maiores sobre os sistemas de saúde.

“Os dados epidemiológicos mostram o crescimento de diferentes agravos e doenças, além do aumento da demanda sobre os serviços de saúde. Por isso, reunir os municípios para discutir as mudanças ambientais e sua relação direta com a saúde é extremamente importante”, pontuou.

Rafaela também destacou o AdaptaSUS, Plano de Adaptação da Saúde às Mudanças Climáticas, que recebeu financiamento internacional e estabelece metas para fortalecer a preparação dos serviços de saúde em todo o país.

“Nosso objetivo é preparar os serviços de saúde para que, diante de desastres, emergências ou epidemias, possamos oferecer uma resposta rápida, organizada e eficiente, minimizando os impactos para a população”, enfatizou.

Participação do público e troca de experiências

Além das palestras técnicas, a programação conta com mesas-redondas, debates e espaços para interação entre os participantes, promovendo a troca de experiências entre municípios e instituições.

Outra atração é a exposição de animais peçonhentos e não peçonhentos, realizada em parceria com o biotério da UCDB (Universidade Católica Dom Bosco), permitindo aos participantes ampliar conhecimentos sobre identificação, prevenção de acidentes e manejo adequado desses animais.

Durante os três dias de evento, a iniciativa reforça a importância da integração entre dados, pessoas e ações para fortalecer a vigilância em saúde ambiental e ampliar a capacidade de resposta do SUS (Sistema Único de Saúde) diante dos desafios impostos pelas transformações ambientais e climáticas.

André Lima, Comunicação SES
Fotos: André Lima



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Membro do BCE não vê alívio na inflação mesmo que Estreito de Ormuz reabra em breve


FRANKFURT, 15 Jun (Reuters) – O ⁠membro do Conselho do Banco Central ⁠Europeu Joachim Nagel afirmou nesta segunda-feira que ‌não haverá alívio imediato do aumento da inflação impulsionado pelos preços da energia mesmo que o ‌Estreito de Ormuz seja reaberto em breve, pois levará meses para que o abastecimento de petróleo se recupere ao nível pré-guerra.

Autoridades dos EUA e do Irã anunciaram que chegaram a um acordo para ⁠encerrar ‌a guerra e reabrir o estreito, porta ⁠de entrada para o transporte de energia, em um pacto preliminar que fez com que os preços do petróleo caíssem.

Mas Nagel reafirmou sua opinião de que todas as opções — ou ​seja, tanto manter as taxas de juros estáveis quanto aumentá-las — permanecem em aberto para a ​próxima reunião de política monetária do banco central, de 22 a 23 de julho.

“Não há alívio à vista no futuro próximo”, disse Nagel. “Pelo contrário: mesmo que o Estreito de Ormuz volte ‌a ser navegável em breve, ​levará meses para que o abastecimento de petróleo retorne ao normal.”

O BCE elevou as taxas de juros pela primeira vez em ⁠quase três ​anos na ​semana passada para tentar conter a inflação antes que o aumento ⁠nos custos de energia — que ​se seguiu a uma interrupção sem precedentes no abastecimento ligada à guerra no Irã — espalhe-se ainda mais ​pela economia da zona do euro.

Nagel disse que deve ser esperado outro aumento da ​inflação quando as ⁠medidas governamentais para limitar as altas dos preços da energia expirarem. ⁠Essas medidas, que incluem um desconto no preço do combustível nos postos na Alemanha, reduziram a taxa de inflação na zona do euro em 0,4 ponto percentual em maio, disse Nagel.



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Soja avança em Chicago sustentada por dados de exportação dos EUA

A soja encerrou o pregão desta segunda-feira (15) em alta na Bolsa de Chicago. O contrato com vencimento em novembro avançou 0,24%, fechando cotado a US$ 11,34 por bushel.

Após iniciar a sessão em baixa, a oleaginosa conseguiu reverter as perdas e passou a operar no campo positivo ao longo do dia. Segundo análise da Agrinvest, o mercado encontrou sustentação em indicadores favoráveis divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que reforçaram a demanda pelo produto norte-americano.

As inspeções de exportação somaram 522,68 mil toneladas na semana, volume superior às 412,12 mil toneladas registradas na semana anterior. O resultado ajudou a compensar a pressão vinda do mercado de óleo de soja e da forte queda do petróleo, fatores que limitaram ganhos mais expressivos.

No segmento de derivados, dados divulgados pela NOPA (Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos Estados Unidos) mostraram desaceleração no ritmo de esmagamento de soja em relação ao mês anterior, informação que também permaneceu no radar dos investidores durante a sessão.

Milho

Na Bolsa de Chicago, o contrato futuro para milho com vencimento em julho avançou 0,67%, fechando cotado a US$ 4,15 por bushel.

A Granar apontou que a valorização foi sustentada por um movimento de recomposição de posições por parte dos investidores após as recentes quedas do mercado, além das preocupações com a falta de umidade em áreas das Grandes Planícies dos Estados Unidos. Apesar da recuperação no dia, o cereal acumula a terceira semana consecutiva de pressão negativa.

O mercado também acompanhou de perto os desdobramentos das negociações entre Estados Unidos e Irã. A Granar destacou que as expectativas em torno de um acordo para reduzir as tensões no Oriente Médio influenciaram os preços do petróleo, fator importante para o setor de biocombustíveis e, consequentemente, para a demanda por milho.

Além disso, os investidores seguem atentos à tramitação de uma proposta que autoriza a comercialização da gasolina E-15 durante todo o ano nos Estados Unidos. A medida, que já recebeu aprovação na Câmara dos Representantes e aguarda análise do Senado, pode ampliar a demanda por etanol e fortalecer o consumo de milho no país.

Trigo

A cotação futura do trigo fechou a sessão em alta na Bolsa de Chicago, em que o contrato com vencimento em julho avançou 0,90%, encerrando o dia cotado a US$ 5,89 por bushel.

Após duas semanas consecutivas de pressão sobre as cotações, o mercado conseguiu recuperar parte das perdas, impulsionado por um movimento de ajuste técnico e pela redução das tensões geopolíticas no Oriente Médio.

A Granar destacou que a perspectiva de um acordo entre Estados Unidos e Irã para interromper as hostilidades e garantir a reabertura do Estreito de Ormuz contribuiu para diminuir a aversão ao risco entre os investidores.

Apesar da recuperação, o mercado segue atento ao avanço da colheita de trigo de inverno nos Estados Unidos. A consultoria Granar apontou que aproximação da colheita em outras regiões produtoras do Hemisfério Norte continua ampliando as expectativas de oferta, fator que limita ganhos mais expressivos para a commodity.

Os agentes também monitoram o ritmo de entrada da nova safra no mercado global, em um período tradicionalmente marcado por maior disponibilidade do cereal.

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economia

crescimento do PIB do G20 permanece estável em 0,7% no 1º trimestre


O Produto Interno Bruto (PIB) do G20, como é conhecido o grupo das 20 maiores economias do mundo, permaneceu estável em 0,7% no primeiro trimestre de 2026 ante os três meses anteriores, segundo dados preliminares de relatório publicado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) nesta segunda-feira, 15. De acordo com o documento, o resultado reflete um cenário misto entre os países do grupo.

A OCDE destaca que, entre as economias do G20, o crescimento acelerou na maioria dos países no período. O PIB se recuperou fortemente na Coreia do Sul, passando de -0,1% no quarto trimestre de 2025 para 1,8%, e o Brasil também se destacou, com avanço de 0,3% para 1,1%.

O crescimento acelerou, embora de forma mais modesta, no Reino Unido (de 0,2% para 0,6%), no Japão (de 0,2% para 0,5%), nos Estados Unidos (de 0,1% para 0,4%), na Índia (de 1,8% para 1,9%), na China (de 1,2% para 1,3%), na África do Sul (de 0,4% para 0,5%) e na Alemanha (de 0,2% para 0,3%). Ainda segundo o relatório, o crescimento manteve-se forte na Indonésia (em 1,4%) e ficou inalterado na Itália (em 0,3%). O Canadá registrou crescimento zero, após contração de 0,2% no quarto trimestre de 2025.

Em contrapartida, o crescimento do PIB enfraqueceu em cinco países: Arábia Saudita (-1,2% após alta de 1,3% no trimestre anterior), México (-0,6% após avanço de 0,7%), França (-0,1% depois de alta de 0,2%), Turquia (de 0,4% para 0,1%) e Austrália (de 0,9% para 0,3%).

Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, o PIB do G20 foi 3,2% maior no primeiro trimestre de 2026. Entre as economias do grupo, a Índia registrou a maior taxa de crescimento anual, de 8,0%, enquanto o Canadá apresentou o pior desempenho, com contração de 0,1%.



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economia

Membro do FMI diz que ainda não há sinais de desaceleração, mas riscos são altos


WASHINGTON, 15 Jun (Reuters) – A economia ⁠mundial vem, até o momento, resistindo ⁠ao choque da guerra no Oriente Médio, apesar ‌do aumento nos preços das commodities, da inflação mais elevada e das tensões nas condições financeiras, sem ‌sinais, até o momento, de uma desaceleração global, afirmou na segunda-feira a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva.

Georgieva saudou o acordo anunciado no domingo entre os Estados Unidos e o Irã para encerrar a guerra ⁠e ‌reabrir o Estreito de Ormuz, mas alertou em ⁠um novo post em um blog que uma intensificação do conflito e das interrupções no abastecimento representam um “risco claro para o crescimento global”.

O FMI divulgará uma previsão atualizada em 8 de julho. Em ​abril, o FMI apresentou três cenários para o crescimento do PIB global em 2026 e 2027, ​com seu “cenário adverso” intermediário prevendo uma desaceleração do crescimento para 2,5% em 2026 e uma inflação geral de 5,4%.

Georgieva afirmou no mês passado que o cenário adverso já estava em andamento, mas seus comentários ‌mais recentes sugerem que o fundo ​pode voltar ao seu cenário de referência, que previa uma guerra de curta duração no Irã e um crescimento de 3,1% em ⁠2026.

O acordo marca ​o maior ​avanço na resolução de uma guerra que começou com ataques conjuntos dos ⁠EUA e de Israel ao ​Irã em fevereiro, antes de se transformar em um conflito regional mais amplo que matou milhares de pessoas, abalou ​os mercados de energia e alimentou temores de recessão para a economia global.

“Mais de três ​meses após o ⁠início da guerra no Oriente Médio, a economia global parece estar se ⁠mantendo firme. Os preços das commodities, a inflação e as expectativas em relação a ela, bem como as condições financeiras, foram todos afetados — mas ainda não de forma a sinalizar uma desaceleração global”, escreveu ela.



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Penitenciária de Dourados recebe ações integradas do programa Brasil Contra o Crime Organizado e reforça a segurança na região de fronteira


A SENAPPEN (Secretaria Nacional de Políticas Penais) e a Agepen/MS (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário de Mato Grosso do Sul) intensificaram nesta semana as ações do Programa Brasil Contra o Crime Organizado na PED (Penitenciária Estadual de Dourados), localizada a aproximadamente 120 quilômetros da fronteira com o Paraguai. Situada em uma das regiões mais estratégicas do país para o enfrentamento ao crime organizado, a unidade passou a concentrar ações integradas do Projeto Padrão Segurança Máxima – PSM com a Força Penal Nacional – FPN, a Operação MUTE e a Operação Modo Avião.

As ações mobilizam servidores da Força Penal Nacional, coordenada pela Polícia Penal Federal – PPF, equipes especializadas da Diretoria de Inteligência Penal da SENAPPEN e da Gerência de Inteligência do Mato Grosso do Sul e 50 policiais penais do estado, além de operacionais do Comando de Operações Penitenciárias – COPE. A atuação integrada reúne inteligência, tecnologia e apoio operacional especializado em unidades prisionais de alta complexidade. Atualmente, a PED custodia aproximadamente 2.800 pessoas privadas de liberdade.

Com a Operação MUTE, a equipe realiza revistas estruturadas para busca de aparelhos celulares e materiais ilícitos do ambiente prisional, enquanto com a Operação Modo Avião há o emprego de tecnologia especializada para identificação de sinais de telefonia móvel, fortalecendo a capacidade de monitoramento e contribuindo para a interrupção de comunicações criminosas originadas no interior das unidades prisionais.

Durante a ação também foi utilizado georradar, equipamento capaz de identificar estruturas subterrâneas sem a necessidade de escavações ou intervenções físicas no terreno. A ferramenta permite localizar possíveis túneis, galerias, cavidades e outras alterações estruturais que possam representar riscos à segurança da unidade prisional.

A PED também integra o Projeto Padrão Segurança Máxima, iniciativa da SENAPPEN que prevê investimentos em equipamentos, tecnologia e qualificação profissional. A unidade deverá receber equipamentos como aparelhos de raio X, scanners corporais (body scan) e viaturas especializadas, ampliando a capacidade de fiscalização, controle de acessos e segurança institucional.

Para o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, a atuação simultânea das diferentes frentes do Programa Brasil Contra o Crime Organizado demonstra a estratégia adotada pelo Governo Federal para enfrentar as organizações criminosas. “Estamos levando para as unidades prisionais estratégicas aquilo que há de mais moderno em tecnologia, inteligência e procedimentos operacionais. O enfrentamento ao crime organizado exige integração permanente entre União e estados. Quando fortalecemos o controle prisional, interrompemos fluxos de comunicação criminosa, reduzimos a capacidade de articulação dessas organizações e ampliamos a proteção da sociedade.”

Segundo o diretor-presidente da Agepen/MS, Rodrigo Rossi Maiorchini, as ações demonstram a relevância da unidade e o enfrentamento às organizações criminosas. “A Penitenciária Estadual de Dourados ocupa uma posição estratégica no sistema prisional brasileiro e desempenha papel fundamental para a segurança pública da região. Essa ação conjunta fortalece os nossos protocolos, amplia as capacidades operacionais das equipes e contribui para elevar os padrões de segurança da unidade. Um esforço que beneficia diretamente a sociedade e reforça a presença do Estado no combate ao crime organizado.”

Força Penal Nacional em Mato Grosso do Sul

O Ministério da Justiça e Segurança Pública autorizou, por meio da Portaria MJSP nº 1.214/2026, o emprego da Força Penal Nacional em unidades prisionais de Mato Grosso do Sul pelo período inicial de 90 dias.

A atuação é coordenada pela Polícia Penal Federal e reúne policiais penais de diferentes unidades da Federação, promovendo a integração de experiências e boas práticas desenvolvidas pelos sistemas penitenciários estaduais e federal.

Atualmente, a missão conta com policiais penais federais e estaduais mobilizados, oriundos dos estados do Acre, Bahia, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Roraima, São Paulo e Sergipe, que atuam em conjunto com a Polícia Penal Federal e os policiais penais de Mato Grosso do Sul.

Sobre o Padrão Segurança Máxima

O Projeto Padrão Segurança Máxima – PSM integra o Programa Brasil Contra o Crime Organizado, coordenado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, e tem como objetivo fortalecer o controle prisional, ampliar a capacidade de enfrentamento às organizações criminosas e modernizar o sistema penitenciário brasileiro.

Estruturado nos eixos de inteligência e operações, modernização tecnológica e capacitação de servidores, o projeto prevê investimentos em equipamentos, infraestrutura, tecnologia e qualificação profissional para 138 unidades prisionais estratégicas em todo o país.

A iniciativa busca integrar inteligência, tecnologia e atuação operacional para fortalecer as polícias penais, ampliar a segurança das unidades prisionais e contribuir para a proteção da sociedade.

Texto e Fotos: Senappen.



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Leilões de propriedades rurais no Brasil disparam com avanço da dívida rural


SÃO PAULO, 15 Jun (Reuters) – Os leilões de propriedades ⁠rurais tomadas por credores estão aumentando vertiginosamente em todo o Brasil, segundo ⁠dados compilados para a Reuters, à medida que a inadimplência no campo cresceu para quase um quinto ‌dos empréstimos em circulação.

Preços mais baixos dos grãos, taxas de juros altíssimas e custos crescentes dos insumos, bem como os estragos causados por um clima imprevisível em um cenário de mudanças climáticas, levaram a falências e à ‌tomada de mais fazendas em todo o Brasil, disseram produtores e analistas à Reuters.

Para agravar os problemas, os agricultores brasileiros estão se preparando para um possível fenômeno climático do tipo ‘super El Niño’, que poderia prejudicar a produtividade das safras e reduzir ainda mais suas rendas.

Além disso, a alta nos preços dos fertilizantes durante a guerra no Irã levou mais agricultores brasileiros a reduzir suas ambições em relação a novos plantios.

O Rio Grande do Sul é um dos Estados ⁠que ‌sofre com a inadimplência, após as enchentes catastróficas de 2024 influenciadas pelas mudanças climáticas em ano de El ⁠Niño, de acordo com um estudo publicado em janeiro na revista ‘NPJ Natural Hazards’, da editora ‘Nature’.

As dívidas problemáticas emitidas sob as regras de crédito rural do Brasil mais que quadruplicaram em dois anos, chegando a R$171,2 bilhões no início deste ano, de acordo com dados do Banco Central que acompanham questões como empréstimos inadimplentes, inadimplências, pagamentos reescalonados e renegociações.

As dívidas inadimplentes cresceram para 19,6% dos empréstimos agrícolas, ante apenas 5,5% dois ​anos antes, mostraram os dados do Banco Central.

‘Este momento de endividamento no campo é um momento extremamente delicado’, disse o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura do Brasil, Guilherme Campos, à Reuters.

VENDA DE PROPRIEDADES ​RURAIS

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Os credores brasileiros têm se tornado mais agressivos na tomada de terras agrícolas como garantia de empréstimos inadimplentes, aumentando o número de propriedades rurais em leilão, de acordo com dados do site agregador Leilão Imóvel compartilhados com a Reuters.

O volume desses leilões saltou para 14.219 propriedades rurais leiloadas em 2025, um aumento de 30% em relação ao ano anterior.

As propriedades tomadas e leiloadas em procedimentos extrajudiciais mais rápidos quase dobraram, chegando a 2.398 no ‌ano passado.

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O Leilão Imóvel pesquisou cerca de 7% a mais de leiloeiras em ​2025, portanto os dados não são diretamente comparáveis, disse o cofundador André Figueiredo.

No entanto, as maiores leiloeiras vêm compartilhando dados desde 2019 e há uma tendência clara que mostra piores dificuldades financeiras para os agricultores brasileiros nos últimos anos, afirmou ele.

‘O volume de imóveis rurais ⁠aumentou bastante’, disse ele, acrescentando que as regiões ​voltadas para a produção de ​soja e outros grãos foram as mais afetadas.

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Os pedidos de recuperação judicial do setor agrícola aumentaram 56% em 2025, após mais que dobrarem em ⁠2024, de acordo com dados publicados pela agência de crédito ​Serasa Experian.

CLIMA TURBULENTO

Os produtores ainda lutam para se recuperar de uma série de choques, disse o head de agronegócio da Serasa Experian, Marcelo Pimenta.

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Outros fatores que prejudicam a capacidade dos agricultores de arcar com suas dívidas, disse ele, incluem o mau tempo, ​preços mais baixos para as exportações agrícolas — particularmente a soja — e uma taxa de juros de referência brasileira que subiu de 2% para 15% em cinco anos.

‘A perspectiva para frente não é ​boa’, acrescentou ele. ‘Os juros ficaram muito ⁠altos e não sabe onde vão ficar os preços das commodities. A chance de choques por problemas climáticos é muito alta.’

Um agricultor do Rio Grande ⁠do Sul, que pediu para não ser identificado, disse que é uma luta acompanhar as taxas de juros ‘impagáveis’ depois que condições climáticas extremas arruinaram suas safras. Um credor recentemente tomou posse de mais da metade da fazenda da família.

‘A mudança climática, ela é expressiva, ela é evidente. Nós não estamos conseguindo produzir uma hora por muita chuva e outra hora por muito sol. Então eu te digo assim: o fator clima é o fator que nos colocou nessa posição.’



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Vídeo mostra momento da colisão entre helicópteros no Rio; veja


Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que dois helicópteros se chocaram no ar na manhã deste domingo (14), no Recreio dos Bandeirantes, zona Sudoeste do Rio de Janeiro. A ocorrência deixou seis mortos.

O vídeo, obtido pela CNN Brasil, mostra a batida entre as aeronaves e a queda de uma delas segundos depois. Moradores da região relataram ter ouvido fortes estrondos antes do impacto.

O caso ocorreu por volta das 9h, nas proximidades da avenida das Américas. Após o choque, uma das aeronaves caiu no pátio de uma concessionária de veículos elétricos. Pelo menos 20 carros foram atingidos e destruídos. Peças e fragmentos ficaram espalhados pelas ruas do entorno.

Entre os mortos estão os pilotos Charles Marsillac e Alexandre Souza. Também perderam a vida o produtor musical brasileiro Lucas Brito Chaves, conhecido como Lucas Frota, o diretor argentino de videoclipes Lucas Gignale, o youtuber argentino Gaspar Prim Díaz, conhecido como Gaspi, e o cantor americano Oliver Tree, que estava no Brasil.

A apuração do caso está sob responsabilidade da 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes). Equipes de perícia realizaram os trabalhos no local e aguardam a conclusão do laudo do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos).

Segundo a Polícia Civil, os corpos de Lucas Brito Chaves, Charles Marsillac e Alexandre Souza já foram identificados. No caso dos estrangeiros, o IML (Instituto Médico-Legal) recolheu material para exames de confronto genético. Outras diligências seguem em andamento para esclarecer o que provocou a ocorrência.



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Acordo EUA-Irã derruba petróleo, mas alívio na inflação exige cautela


A sinalização de um acordo entre os Estados Unidos e o Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio trouxe alívio aos mercados globais e provocou um recuo recente nos preços do petróleo. A resolução diplomática diminuiu as tensões na região e abriu caminho para a normalização do fluxo comercial de energia no Estreito de Ormuz. No entanto, especialistas avaliam que o impacto dessa trégua na inflação e na trajetória dos juros globais e brasileiros esbarra em desafios macroeconômicos persistentes. 

Saiba mais: Tudo sobre o acordo dos EUA com o Irã: o que se sabe e o que falta definir

Reposição de estoques deve pressionar preços

No cenário internacional, o otimismo com a abertura do Estreito de Ormuz para o tráfego de navios tem impacto direto nas projeções de custos. Segundo Shinichiro Fukui, gestor de investimentos e sócio da Stratton Capital, a retomada do fluxo normal de tanques petrolíferos diminui o impacto nos preços da commodity e reduz a pressão inflacionária global. 

Contudo, Fukui alerta que a inflação nos Estados Unidos e no mundo ainda sofrerá pressões nos próximos meses, reflexo do aumento do petróleo nos últimos dois meses durante a guerra. Ele explica que países como China, Japão, Coreia e nações europeias utilizaram suas reservas estratégicas de petróleo durante o conflito e, obrigatoriamente, precisarão repô-las. 

Leia também: Retomada do fluxo em Ormuz deve ser gradual e levar semanas, dizem analistas

Além dessa recomposição estrutural, a guerra evidenciou a vulnerabilidade das cadeias de suprimento globais. Segundo Fukui, economias menores e países importadores devem mudar sua dinâmica de segurança energética e, assim como acumulam dólares e ouro, devem passar a formar reservas próprias de petróleo. 

Isso deve gerar uma “demanda extra futura” que manterá os preços pressionados. “Esse impacto na inflação não tem como evitar. Você vai ter uma onda de inflação forte agora nos próximos meses, mas depois ele tende a retornar ao normal”, afirma Fukui. 

Diante desse novo xadrez de suprimento e demanda, o gestor avalia que é muito difícil que o barril retorne ao patamar de US$ 60 observado antes da guerra. 

Juros dos EUA em pausa

A redução das tensões também alivia a pressão sobre o Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos. Segundo Fukui, o mercado chegou a precificar até dois aumentos na taxa de juros norte-americana devido à guerra, mas o arrefecimento do conflito abre espaço para a manutenção no patamar atual. 

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Esse alívio se soma à mudança de presidência do Fed, que na próxima reunião, marcada para esta terça e quarta-feiras (16 e 17), será liderada pela primeira vez pelo novo presidente Kevin Warsh, um crítico sobre as decisões de juros baseadas na inflação do passado.

Fukui destaca que a economia dos EUA segue impulsionada pelo superciclo de investimentos em Inteligência Artificial, que tem garantido forte consumo discricionário por parte de uma parcela da população de alto poder aquisitivo e absorvido cortes de vagas das gigantes de tecnologia, mesmo com sinais de alto endividamento do consumidor médio. Todo este cenário deverá ser avaliado pelo comitê para decidir os juros americanos.

O impacto no Brasil

Embora o recuo do petróleo no mercado internacional seja favorável em escala global, seus efeitos de alívio no Brasil são limitados pelas dinâmicas internas de mercado. Marco Saravalle, estrategista-chefe da Krivo Capital, explica que o Brasil não tem um repasse automático das variações globais para as bombas devido à política de preços individual da Petrobras. 

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Leia também: Acordo de paz entre EUA e Irã: qual o impacto na Petrobras e no mercado brasileiro?

Para Saravalle, as expectativas de inflação para o ano de 2026 – atualmente na casa de 5,20% a 5,30% – já contemplavam um cenário com o barril do petróleo variando entre US$ 85 e US$ 90. 

“Caso a gente tenha ao longo dos próximos dias um petróleo caminhando para baixo de 80 dólares, a gente poderia revisar nossas expectativas de inflação para baixo de 5%”, projeta o estrategista.

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Ainda assim, a inflação ficaria acima do teto da meta estipulada pelo Banco Central. Ele afirma que, para atingir um quadro mais benigno de forma estrutural, as cotações do petróleo teriam que recuar para níveis próximos a US$ 75, um cenário possível, “mas ainda pouco provável” no curto prazo. 



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Ureia volta ao preço pré-guerra, mas vendas ainda não reagem | Blogs | CNN Brasil

Após oito semanas consecutivas de queda, os preços internacionais da ureia voltaram aos patamares registrados antes do conflito no Oriente Médio. No Brasil, porém, a recuperação da competitividade do fertilizante ainda não se traduziu em avanço das negociações, enquanto distribuidores acompanham estoques reduzidos e a necessidade de retomada das importações para atender a próxima safra.

Desde o início da guerra na região, em fevereiro, os preços da ureia chegaram a subir mais de 50%, impulsionados pelas preocupações com a oferta e com possíveis interrupções logísticas no Estreito de Ormuz. Agora, com a perspectiva de normalização das rotas marítimas, o mercado observa um movimento de correção.

Segundo Bruno Fonseca, analista de insumos do Rabobank, os preços dos fertilizantes nitrogenados já praticamente apagaram os ganhos registrados durante o conflito.

“Quando a gente olha o preço da última semana, ele caiu 15%. A gente já está praticamente no mesmo patamar do final de janeiro, antes da guerra“, afirmou à CNN Brasil.

Na avaliação do analista, a trajetória recente dos preços lembra o comportamento observado em 2022, após o início da guerra entre Rússia e Ucrânia. “A curva é muito similar ao que a gente observou em 2022. A gente começou na mesma semana da guerra da Ucrânia e o preço voltou para o mesmo patamar praticamente na mesma quantidade de semanas”, disse.

Apesar da forte correção das cotações, Fonseca avalia que o mercado físico ainda não absorveu completamente a nova realidade de preços. Segundo ele, muitos produtores permanecem influenciados pelas máximas registradas durante o período de maior tensão geopolítica.

“A ureia ainda sofre um efeito de memória. O produtor ainda está com aquele preço mais alto na cabeça. Muito embora a gente tenha visto o preço retornar ao patamar pré-conflito, a gente tem que entender quanto tempo isso vai demorar para chegar na ponta“, disse.

Além da questão dos preços, o Rabobank identifica outro fator de atenção para os próximos meses: os baixos estoques de nitrogenados disponíveis no país.

De acordo com Fonseca, os volumes armazenados atualmente estão abaixo do necessário para atender a demanda da próxima safra sem uma retomada das importações.

“Os estoques de nitrogenados no país estão mais baixos, a importação também está mais baixa e, se o produtor não começar a indicar a demanda, a gente pode observar uma oferta de fertilizantes para a safrinha um pouco menor por conta desse menor estoque e dessa menor importação”, afirmou.

O analista destaca que o período atual já corresponde, sazonalmente, a um dos momentos de menor estoque do ano, o que aumenta a necessidade de recomposição dos volumes.

“A gente precisa dessa importação até chegar na próxima safra para conseguir entregar. Não tem como seguir com o estoque atual. Sazonalmente, este é um ponto baixo da curva e não é suficiente para tocar uma safra”, disse.

Nesse cenário, a expectativa é de que as empresas do setor passem a estimular as negociações para garantir previsibilidade logística e comercial para os próximos meses, e “as empresas vão começar agora a forçar a demanda até para conseguir se programar”, afirmou Fonseca.

Negociações na região

O movimento de baixa ganhou força nos últimos dias com o avanço das negociações entre Estados Unidos e Irã. Nesta segunda-feira (15), o presidente norte-americano, Donald Trump, confirmou a assinatura de um acordo provisório entre os dois países. A expectativa é de que o entendimento seja formalizado na sexta-feira, mesma data em que o Estreito de Ormuz deverá ser totalmente reaberto à navegação.

O acordo é acompanhado de perto pelo mercado de fertilizantes porque a região tem papel estratégico no comércio global de nitrogenados. O Oriente Médio concentra cerca de 35% do comércio marítimo mundial de ureia, com exportações anuais próximas de 20 milhões de toneladas. 

Para o Brasil, Irã e Omã responderam por 1,5 milhão de toneladas das importações brasileiras de ureia em 2025, o equivalente a 18,4% do total adquirido pelo país.

Para Tomás Pernías, analista da StoneX, o acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã reforça um cenário baixista para o mercado global de fertilizantes ao reduzir parte das incertezas logísticas associadas ao Golfo Pérsico.

“Do ponto de vista logístico e da oferta, trata-se de um evento importante, considerando que o estreito é uma rota estratégica para o escoamento de fertilizantes, petróleo, amônia e enxofre”, afirmou.

Segundo ele, a reabertura do Estreito de Ormuz tende a favorecer o fluxo marítimo global, embora a normalização não deva ocorrer de forma imediata. Ainda existem incertezas relacionadas às condições de navegação na região e ao ritmo de liberação das embarcações afetadas pelas restrições.

Para os importadores brasileiros, o movimento ocorre em um momento considerado favorável. Tradicionalmente, as compras externas de nitrogenados ganham intensidade no segundo semestre, período em que o mercado se prepara para o abastecimento da próxima safra, pontuou Pernías.

Com os preços novamente próximos dos níveis pré-conflito, a atenção do setor passa a se concentrar mais na velocidade de retomada da demanda doméstica, na recomposição dos estoques e na capacidade de o mercado transformar o alívio das cotações internacionais em novos negócios. Mas nunca sem tirar os olhos da geopolítica.

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