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XP vê Selic a 14,25% e alerta para freio nos cortes, mesmo com fim da guerra


A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, nesta terça e quarta-feira, deve levar a Selic a 14,25%, com um corte de 0,25 ponto percentual. Mas, mesmo com o recuo do petróleo impulsionado pela sinalização de um acordo entre Estados Unidos e Irã sobre o fim do conflito no Oriente Médio, a decisão deverá vir acompanhada de um comunicado mais duro, de tom hawkish. A XP projeta que a autoridade monetária deve sugerir a possibilidade de uma interrupção no ciclo de afrouxamento, refletindo a piora no cenário de inflação. 

O relatório “Esquenta do Copom”, assinado pelos economistas Caio Megale, Rodolfo Margato e Alexandre Maluf, mostra que as projeções de inflação do Banco Central devem se distanciar ainda mais da meta oficial. A corretora avalia que a expectativa para o índice oficial da inflação, o IPCA, no quarto trimestre de 2027 — o atual horizonte relevante de política monetária — subirá de 3,5% para 3,6%. 

Apesar da piora no balanço de riscos, a XP avalia que o nível atual de juros permite a manutenção do ciclo de cortes. “Entendemos que, na avaliação do Comitê, os juros ainda estão excessivamente elevados e, portanto, podem ser reduzidos. Especialmente à luz da queda recente nos preços do petróleo, os quais vêm merecendo destaque na comunicação do Copom”, escrevem os economistas. 

Câmbio pressionado e reaceleração da demanda

A cautela do Copom deve ser motivada pela composição da inflação e a taxa de câmbio, que acenderam sinais de alerta. O real deixou de ajudar a conter as projeções inflacionárias e sofreu uma depreciação de cerca de 2% nas últimas semanas, com a cotação de referência subindo para a faixa de R$ 5,10. Além disso, a média dos núcleos do IPCA tem oscilado em torno de 5,5%, patamar que beira o dobro da meta central de 3% perseguida pelo Banco Central. 

Essa pressão sobre os preços ocorre em meio a uma expressiva reaceleração da demanda. O Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre registrou um crescimento anualizado superior a 4,0%. Segundo os analistas, esse avanço é explicado, em grande medida, pelo amplo conjunto de medidas fiscais e parafiscais implementadas pelo governo desde o final do ano passado. Tais estímulos possuem um impacto potencial estimado em 1,5 ponto percentual sobre o crescimento anual, limitando a ociosidade da economia. 

Choques externos e gargalos de oferta

No cenário internacional, os choques globais de oferta persistem. O documento destaca o aumento da inflação ao produtor na Ásia, reflexo da pressão nos custos de insumos tecnológicos gerada pela forte expansão dos investimentos atrelados à Inteligência Artificial (IA).

Adicionalmente, as chances de um fenômeno climático El Niño severo cresceram, o que pode resultar em menor produção agrícola e elevar os preços dos alimentos a partir do segundo semestre deste ano. 

O futuro da Selic e a comunicação

O foco das atenções do mercado financeiro deve se voltar ao comunicado pós-reunião. A XP avalia que o Banco Central evitará indicar explicitamente o término do ciclo de flexibilização monetária, optando por manter espaço para cortes adicionais caso o cenário evolua de forma favorável. No entanto, a expectativa é que o Comitê retire de seu texto oficial a tradicional menção aos “próximos passos da calibração dos juros”, sinalizando que uma pausa pode ocorrer em breve. 

O cenário-base inclui mais duas reduções de 0,25 p.p. na taxa Selic, segundo a XP, o que levaria os juros a 14% até o fim do ano. Contudo, considerando os desafios à frente, os economistas alertam que o Comitê pode optar por interromper o ciclo após a redução desta semana, pausando a Selic em 14,25%. 

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A retomada dos cortes mais sólidos ficará restrita ao próximo ano e estará condicionada ao avanço de reformas que coloquem as contas fiscais brasileiras em uma trajetória mais sustentável. Sob essa hipótese, e considerando a postura mais conservadora de curto prazo para conter as pressões correntes, a corretora projeta que a taxa Selic encerrará 2027 no patamar de 11,50%.



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Enteado de desembargador Elton Leme morre em acidente aéreo no Rio


O filho da advogada Cristiane Frota e enteado do desembargador Elton Leme, Lucas Brito Chaves, está entre as seis vítimas do acidente aéreo ocorrido na manhã deste domingo (14), no Rio de Janeiro.

Conhecido pelo nome artístico, Lucas Frota, a vítima era DJ e produtor musical. O brasileiro acompanhava no país o cantor norte-americano Oliver Tree, conhecido por sucessos como “Life Goes On” e “Miss You”.

Em nota, a Amaerj (Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro) lamentou a morte do artista.

 

“A Amaerj manifesta sua solidariedade aos familiares e amigos, desejando força neste momento de imensa dor”, afirmou.

Lucas iniciou sua trajetória na música ainda na infância. Ao longo da carreira, participou de importantes festivais de música eletrônica, entre eles o Burning Man, realizado anualmente no deserto de Black Rock, em Nevada.

Em suas últimas postagens nas redes, ele posou ao lado dos artistas brasileiros Dupê e Mc Tota, e do também morto no acidente Oliver Tree. Os dois estavam juntos em estúdio, em provável colaboração musical.

O acidente

Os Bombeiros foram acionados às 8h59 para atender à ocorrência na Avenida das Américas. Até o momento, há confirmação de seis vítimas fatais, todas tripulantes das aeronaves envolvidas no acidente, sendo que cinco pessoas estavam em um helicóptero e apenas o piloto estava na outra aeronave. Veja a lista:

  • Oliver Tree Nickel – passageiro
  • Lucas Vignale – passageiro
  • Gaspar Prim – passageiro
  • Lucas Brito Chaves – passageiro
  • Alexandre Souza – piloto
  • Charles Marsillac – piloto

Os corpos foram levados ao IML (instituto Médico Legal) Afrânio Peixoto, no Centro do Rio.

Cerca de 45 militares e 15 viaturas foram empenhados na ocorrência. O Destacamento de Bombeiros Militar do Recreio dos Bandeirantes foi deslocado imediatamente para o local, com apoio de equipes especializadas do Grupo de Operações Especiais (GOEsp) e da Coordenadoria de Veículos Aéreos Não Tripulados da corporação.

Em nota, a Polícia Civil informou que o caso está em andamento na 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes). A perícia foi solicitada para o local e os agentes realizam diligências para apurar os fatos.

A ocorrência, que segue em andamento, ainda conta com o apoio do Corpo de Bombeiros, da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), da Comlurb e das equipes do 31° BPM (Recreio dos Bandeirantes), que atuam no isolamento da área.

A FAB (Força Aérea Brasileira) informou que já investiga o acidente aéreo por meio do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos). Leia a nota:

“A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), informa que, neste domingo (14/06), investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA III), com sede no Rio de Janeiro (RJ), foram acionados para realizar a Ação Inicial da ocorrência envolvendo duas aeronaves, de matrículas PP-MAC e PR-DJJ, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro (RJ). Durante a Ação Inicial, profissionais qualificados e credenciados aplicam técnicas específicas para coleta e confirmação de dados, preservação de elementos, verificação inicial dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações necessárias à investigação“. 

Em nota, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) também lamentou o ocorrido e informou que está apurando a situação das aeronaves. Veja:

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informa que tomou ciência do acidente aéreo, envolvendo dois helicópteros, hoje, 14 de junho, no Rio de Janeiro, e está apurando a situação das aeronaves e pilotos envolvidos no caso. As investigações sobre as causas, por sua vez, serão conduzidas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

A Anac lamenta o ocorrido, se solidariza com familiares e amigos das vítimas e reitera a todos os passageiros de voos da chamada aviação geral que verifiquem a situação de empresas e aeronaves antes do embarque.

Além disso, a BYD (Build Your Dreams), marca dos veículos elétricos que estavam no pátio onde as aeronaves caíram, também publicou uma nota de pesar e afirmou que segue acompanhando a situação com atenção. Leia:

A BYD lamenta profundamente o acidente aéreo ocorrido neste domingo (14), no Recreio dos Bandeirantes (RJ), que atingiu um pátio de veículos de uma concessionária da marca.

Neste momento de dor, expressamos nossa solidariedade aos familiares e amigos das vítimas.

A empresa acompanha a situação com atenção, presta apoio no local por meio da concessionária e permanece à disposição das autoridades competentes para contribuir com o que for necessário.

*Sob supervisão de Thiago Félix, com informações de Laura Toyama



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FS capta R$ 500 milhões para construção de fábrica de etanol de milho em MT

A segunda maior produtora de etanol de milho no Brasil, a FS, vai construir uma nova unidade industrial em Campo Novo do Parecis (MT). O projeto recebeu aprovação de financiamento de R$ 500 milhões do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

O investimento total previsto para o empreendimento é de R$ 2,07 bilhões. Os recursos aprovados pelo BNDES representam 24,2% desse montante.

A nova planta terá capacidade para processar até 1,2 milhão de toneladas de milho por ano e produzir até 540 milhões de litros de etanol anualmente. A unidade também deverá gerar cerca de 390 mil toneladas por ano de DDG, coproduto utilizado na fabricação de ração animal.

Com a nova unidade, a FS passará a contar com quatro plantas industriais em Mato Grosso. Atualmente, a empresa opera unidades em Lucas do Rio Verde, Sorriso e Primavera do Leste.

A empresa também espera uma segunda etapa de expansão. Nessa fase, a capacidade de processamento poderá ser ampliada para 2,4 milhões de toneladas de milho por ano, enquanto a produção anual de etanol poderá alcançar 1,08 bilhão de litros.

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Primeira coletiva de imprensa de Warsh no Fed pode revelar estratégia para inflação


WASHINGTON, 15 Jun (Reuters) – O novo chair do Federal ⁠Reserve, Kevin Warsh, tem falado longamente nos últimos anos sobre o ⁠balanço patrimonial do banco central dos Estados Unidos, a necessidade de se pronunciar menos sobre as taxas ‌de juros e por que o órgão não deve se envolver em questões como as mudanças climáticas.

Uma coletiva de imprensa do Fed na quarta-feira, porém, marcará seus primeiros comentários substantivos no cargo de chair sobre ‌o que está acontecendo com a inflação, o desemprego e as perspectivas econômicas, à medida que ele faz uma virada retórica das palavras abstratas de um analista de políticas para as palavras concretas — e potencialmente capazes de movimentar o mercado — do banqueiro central mais importante do mundo.

A inflação, em particular, parece estar estagnada mais de um ponto percentual acima da meta de 2% do Fed, e a avaliação de Warsh sobre se e quando ela ⁠provavelmente ‌cairá será um primeiro passo fundamental na evolução da política monetária sob sua liderança.

É algo que os investidores ⁠tomarão como um indício sobre a probabilidade de juros mais altos, que muitos agora prevêem para este ano.

O que poderia ter sido apenas choques de preços temporários, desencadeados pelos aumentos das tarifas de importação do governo do presidente dos EUA, Donald Trump, e pelos preços elevados do petróleo devido à guerra dos EUA contra o Irã, agora ameaça se tornar um problema de inflação mais persistente. Enquanto isso, ​o mercado de trabalho norte-americano está próximo do pleno emprego, as contratações se recuperaram e os colegas de Warsh nos distritos regionais do Fed sugeriram, em um relatório recente, o aumento das pressões salariais.

A coletiva ​de imprensa imediatamente após o término da reunião de política monetária do Fed, realizada entre 16 e 17 de junho, dará a Warsh a oportunidade de abordar essas correntes econômicas contraditórias enquanto constrói uma narrativa sobre os riscos que vê para o banco central e como planeja estruturar sua resposta.

Warsh, que sucedeu o ex-chair do Fed Jerome Powell há cerca de um mês, “tem se manifestado muito mais abertamente em relação ao ‌balanço patrimonial e à estratégia de comunicação. Quando se trata de qual é ​a sua teoria da mudança para a inflação, qual é a sua visão em termos da postura atual da política monetária, essas coisas são uma grande caixa preta que vamos começar a abrir”, disse Ed Al-Hussainy, gestor de carteiras de renda fixa e macro ⁠na Columbia Threadneedle, aos repórteres na semana ​passada.

Haverá muito a ser desvendado: ​a avaliação de Warsh sobre o impacto das tarifas nos preços dos bens; se o recente choque nos preços do petróleo vai persistir ⁠e se espalhar; se, como sugerem dados recentes, a melhora ​na inflação que vinha da desaceleração dos preços dos aluguéis já chegou ao fim.

Esses são os tipos de questões que Powell, que permanece no Conselho de Diretores do Fed, abordaria diretamente em suas coletivas de imprensa. Warsh afirmou que não ​quer fornecer muitas informações sobre os prováveis próximos movimentos do banco central em relação às taxas de juros. Mas onde ele traçará a linha divisória entre “orientação prospectiva” e a apresentação de ​suas perspectivas para a economia ou ⁠a inflação será um aspecto importante de sua coletiva de imprensa de posse.

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“Acho que Warsh vai evitar responder à pergunta” sobre para onde a ⁠inflação está indo e o que o Fed talvez precise fazer a respeito, disse Christopher Hodge, economista-chefe para os EUA da Natixis CIB Americas, que ainda espera que o banco central norte-americano reduza as taxas de juros em vez de aumentá-las, embora o momento ainda seja incerto. Apesar de um “tom neutro a hawkish”, disse Hodge, “não acho que ele vá descartar cortes, mas o ônus recairá sobre os dados para provar que o choque energético já passou”.



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Durigan defende discussão sobre possíveis ajustes em índice de inflação


BRASÍLIA, 15 ⁠Jun (Reuters) – O ministro ⁠da Fazenda, Dario ‌Durigan, se mostrou favorável a uma discussão sobre ‌possíveis ajustes na apuração da inflação no Brasil, argumentando que estudiosos apontam uma ⁠defasagem ‌na composição dos ⁠índices de preços.

Em podcast produzido pela Warren Investimentos, Durigan afirmou que o modelo vigente ​no país “dá peso para coisas que hoje ​não têm mais o peso que tinham anteriormente”, enquanto há uma representação ‌menor de itens ​que ganharam importância nos últimos anos, como serviços de ⁠streaming ​e ​serviços digitais de nuvem.

A entrevista foi ⁠gravada na ​sexta-feira e divulgada nesta segunda-feira.

O ministro ainda ​disse ver com bons olhos o debate ​sobre ⁠aprimoramentos no boletim Focus do ⁠Banco Central para que a pesquisa ganhe mais transparência.



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51,2% dos trabalhadores creem estar difícil ou muito difícil conseguir trabalho


Cinco em cada dez trabalhadores, uma fatia de 51,2%, creem estar difícil ou muito difícil conseguir trabalho no País atualmente. Por outro lado, 25,5% acreditam estar fácil ou muito fácil arranjar um emprego, o maior valor nos 12 meses de série histórica da Sondagem do Mercado de Trabalho, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV).

As respostas sobre a percepção de como está conseguir um trabalho no momento mostraram 9,3% dos trabalhadores avaliando estar muito difícil arrumar emprego; 41,9% disseram estar difícil; 23,3% relataram estar normal; 23,3% reportaram estar fácil; e 2,2% avaliaram estar muito fácil.

Quanto às expectativas futuras, 33,6% acreditam que a situação no mercado de trabalho brasileiro deve estar mais difícil nos próximos seis meses, e 3,5% relatam que ficará muito difícil. Uma fatia de 33,3% preveem que a situação permaneça igual; 28,9%, que esteja fácil; e 0,7%, muito fácil.

“Por um lado, a percepção sobre o momento presente segue melhorando, indicando um mercado de trabalho ainda aquecido. Mas por outro lado, as pessoas têm se mostrado cada vez mais cautelosas com a manutenção desse cenário”, avaliou Rodolpho Tobler, economista do Ibre/FGV, em nota oficial.

De acordo com o economista, a primeira metade do ano tem sido de taxa de desocupação em níveis baixos em termos históricos, abaixo do mesmo período do ano anterior, mas já se observa diminuição no ritmo das contratações.

“A desaceleração da atividade econômica e o aumento de incerteza no cenário macroeconômico ajudam a explicar a expectativa menos otimista para os próximos meses.”

A sondagem mostrou ainda uma redução na fatia de pessoas muito satisfeitas com o próprio trabalho principal, de 13,1% em abril para 12,6% em maio, enquanto a proporção de satisfeitos subiu de 63,8% para 64,1% no período, e a de insatisfeitos caiu de 7,5% para 6,9%.

A proporção de pessoas que enxergam a renda atual do trabalho como suficiente para arcar com despesas essenciais diminuiu de 70,8% em abril para 70,3% em maio.



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Boletim Focus eleva projeção da inflação e vê Selic em 13,75% no fim de 2026


O mercado financeiro elevou pela 14ª semana consecutiva a projeção para a inflação de 2026, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (15) pelo Banco Central. A estimativa para o IPCA deste ano passou de 5,11% para 5,30%. No mesmo relatório, os economistas elevaram a projeção para o PIB de 2026 de 1,91% para 1,96%, aumentaram a expectativa para a taxa Selic ao fim do ano de 13,50% para 13,75% e revisaram o câmbio de R$ 5,15 para R$ 5,20 por dólar.

Inflação

A projeção para o IPCA de 2026 subiu de 5,11% para 5,30%, marcando a 14ª alta consecutiva. Para 2027, a estimativa avançou de 4,03% para 4,10%, na quarta elevação seguida. Em 2028, a expectativa passou de 3,65% para 3,68%, na primeira alta após um período de estabilidade. Para 2029, a projeção foi mantida em 3,50% pela 41ª semana consecutiva.

As estimativas para o IGP-M também foram revisadas para cima. Para 2026, a projeção passou de 6,10% para 6,22%, na 15ª alta consecutiva. Para 2027, avançou de 4,00% para 4,04%, na primeira alta após estabilidade. Para 2028, permaneceu em 3,82% pela quinta semana seguida. Já para 2029, subiu de 3,70% para 3,77%, na primeira elevação.

Nos preços administrados, a projeção para 2026 aumentou de 4,98% para 5,00%. Para 2027, a estimativa recuou de 3,84% para 3,81%. Em 2028, a projeção avançou de 3,50% para 3,60%. Para 2029, permaneceu em 3,50% pela 48ª semana consecutiva.

PIB

A expectativa para o crescimento da economia brasileira em 2026 passou de 1,91% para 1,96%, na quarta alta consecutiva. Para 2027, a projeção foi mantida em 1,70% pela terceira semana seguida. As estimativas para 2028 e 2029 permaneceram em 2,00%, estáveis há 118 e 65 semanas, respectivamente.

Câmbio

A projeção para o dólar ao fim de 2026 subiu de R$ 5,15 para R$ 5,20. Para 2027, a expectativa avançou de R$ 5,20 para R$ 5,25. Para 2028, a estimativa foi mantida em R$ 5,30 pela terceira semana consecutiva. Já para 2029, a projeção aumentou de R$ 5,35 para R$ 5,40.

Selic

A expectativa para a taxa básica de juros ao fim de 2026 subiu de 13,50% para 13,75% ao ano, na segunda alta consecutiva. Para 2027, a projeção avançou de 11,50% para 12,00%, também na segunda elevação seguida. Para 2028, a estimativa passou de 10,00% para 10,25%. Para 2029, a projeção permaneceu em 10,00% ao ano pela sexta semana consecutiva.



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Corte ou pausa da Selic? Copom enfrenta ‘ponto crítico’ na política sobre juros


O Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne nesta terça e quarta-feira (16 e 17) para avaliar os indicadores da economia brasileira e global e deliberar se cabe mais um corte de juro na atual taxa Selic, que está em 14,5%, ou se já é hora de fazer uma pausa.

Pesam no cenário de avaliação os dados de inflação de maio, registrados em 0,58%, e o acumulado de 12 meses, que superou o teto da meta. A análise da autoridade monetária deve incluir a visão de longo prazo, o ritmo de alta da inflação e os dados de atividade econômica, que se mostraram robustos.

No cenário externo, o conflito no Oriente Médio adiciona incertezas aos preços de insumos, enquanto a reprecificação de juros nos Estados Unidos traz a possibilidade de reversão na trajetória de queda do dólar.

Para Paulo Vicente, professor associado da FDC, a palavra para a próxima reunião do Copom é “tensão”. “Trata-se de uma reunião marcada pela coexistência de pressões inflacionárias relevantes, sobretudo ligadas aos combustíveis e ao cenário internacional, ao mesmo tempo em que cresce a atenção dos agentes econômicos para os efeitos do ciclo eleitoral sobre as expectativas. O Banco Central precisará sinalizar firmeza no combate à inflação sem perder de vista os riscos para a atividade econômica”, afirma.

O dilema da manutenção

Neste contexto, parte dos agentes econômicos avalia que o Copom deverá fazer uma pausa nos cortes. Na Pilar Capital, o cenário-base ancora a manutenção da Selic em 14,5%, diz Cassio Viana de Jesus, diretor de investimentos e negócios. Ele avalia que há uma combinação de vetores que afetam a decisão desta reunião, incluindo a expectativa de inflação acima do teto da meta, o petróleo pressionado, a piora na leitura fiscal e o câmbio sensível. “Cortar juros agora poderia transmitir ao mercado uma mensagem de tolerância maior com a inflação, justamente quando as expectativas estão se deteriorando”, afirma o diretor. 

Luis Felipe Vital, chefe de estratégia macro e dívida pública da Warren Investimentos, afirma que o Copom está em um “ponto crítico” na condução da política monetária. Para ele, o comitê deve manter os juros em pausa, já que os dados macroeconômicos e a situação geopolítica confirmam a leitura de “indefinição a respeito da duração, extensão e desdobramentos” do conflito no Oriente Médio apresentada pelo Copom na última reunião. 

“Há de se observar que foram raros os casos na história recente do Brasil em que a autoridade monetária tomou decisão semelhante, ou seja, cortou juros enquanto as medidas de inflação corrente e as expectativas se deterioravam rapidamente em um ambiente de elevada incerteza”, afirma Vital, em relatório.

Para Fábio Murad, sócio e fundador da Ipê Avaliações, o Copom deve optar pela manutenção dos juros em 14,50%. “Ainda há riscos demais no cenário para continuar com o ciclo de flexibilização”, diz. Ele reforça que fatores como o crédito sustentando a demanda, efeitos climáticos sobre os alimentos e a possível saída de capital estrangeiro justificam a prudência na decisão. 

Espaço para o corte residual

Em contrapartida, especialistas de diferentes instituições projetam um corte residual na taxa. Leonardo Costa, economista do ASA, avalia que o Copom deve reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,25%, sinalizando o encerramento do ciclo de cortes devido à deterioração do cenário e à resistência nos núcleos de serviços. 

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Arnaldo Lima, economista da Polo Capital, também espera um corte da mesma magnitude, pontuando que o choque de oferta provocado pela guerra aparenta ser temporário, sem espaço para alta de juros no momento. 

Rafael Rondinelli, economista da MAG Investimentos, reforça a previsão de queda de 0,25 ponto percentual. “O atual nível de juro real, bastante restritivo, permite a continuidade do ciclo de queda no ritmo atual”, diz. 

Relatórios institucionais corroboram a viabilidade do corte. O banco Itaú vê espaço para “um novo, modesto, corte de juros na decisão de junho”, de 0,25 ponto percentual, deixando “o futuro em aberto”, com a autoridade monetária comunicando que o espaço para calibração adicional é incerto, de acordo com relatório assinado pelo economista-chefe Mario Mesquita.

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A equipe do J.P. Morgan defende o corte sob o argumento de que a política permanece restritiva e atua como um seguro contra um aperto excessivo na economia. 

Leia também: Revisões de bancos e gestoras já colocam a Selic em até 14% no final de 2026 

Impactos da política restritiva na economia

A manutenção dos juros em patamares elevados gera consequências diretas na atividade produtiva. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avalia que a política monetária permanece em terreno excessivamente restritivo, com a taxa real em torno de 10% ao ano, o dobro da taxa neutra estimada pelo Banco Central. 

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A entidade aponta que interromper a queda da Selic neste momento configura um erro para a atividade produtiva. Segundo a CNI, o custo da restrição de crédito resultou em níveis recordes de endividamento corporativo e inadimplência no país. Para a confederação, os juros elevados representam a “corrosão da base produtiva e das indústrias de menor porte, que sustentam o emprego e o investimento”. 

Projeções e comunicação do Banco Central

Diante da pluralidade de fatores, a comunicação do Copom assume papel central na ancoragem de expectativas. Viana de Jesus atribui a palavra “cautela” para a reunião, definindo-a como uma atitude defensiva e de preservação de credibilidade. 

As projeções do mercado para o encerramento de 2026 refletem a reprecificação dos ativos. Costa, do ASA, revisou a projeção de Selic apra 14,25% ao fim do ano e inflação em 5,5%. Rondinelli, da MAG Investimentos, projeta a Selic a 14% e a inflação em 5,4% para o mesmo período. 

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Na Warren Investimentos, a projeção é de que o BC irá manter os juros inalterados e adotar tom neutro na comunicação, podendo voltar a encontrar espaço para corte na última reunião do ano. Neste cenário, a Selic terminaria 2026 em 14,25%.

A XP alterou seu cenário-base e, agora, prevê a taxa Selic em 14% e IPCA em 5,3% ao fim de 2026. O BTG Pactual ajustou a estimativa do IPCA de 4,9% para 5,3% em 2026, incorporando formalmente o repasse do choque do petróleo e os riscos climáticos associados ao fenômeno El Niño. O banco projeta corte de 0,25 p.p. nesta reunião, o último do ano, levando Selic a encerrar 2026 em 14,25%.



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África busca tecnologia pecuária brasileira para ampliar produção no agro

A busca por segurança alimentar tem levado países africanos a intensificar a procura pela tecnologia desenvolvida pela pecuária brasileira. Mais do que adquirir animais ou material genético, governos e produtores do continente vêm buscando no Brasil soluções completas para aumentar a produção de carne e leite em regiões de clima tropical, movimento que tem impulsionado as exportações de genética zebuína e ampliado a presença de empresas brasileiras na África.

A importância crescente desse mercado já aparece nos números do comércio exterior. Em 2025, o Brasil exportou mais de US$ 392 milhões em gado vivo e material genético bovino para países africanos, evidenciando o fortalecimento das relações comerciais entre o continente e o agronegócio brasileiro.

O cenário acompanha um momento positivo para o setor de genética bovina. Segundo o presidente da ASBIA (Associação Brasileira de Inseminação Artificial), Luis Adriano Teixeira, 2025 foi um ano bastante favorável para a atividade, marcado pelo crescimento expressivo tanto na entrada de doses de sêmen no mercado quanto no volume de comercialização.

Dentro desse contexto, a África tem se consolidado como uma das principais apostas para a expansão da genética bovina brasileira. Segundo Bento Mineiro, sócio-fundador da Zebuembryo, o continente já responde por cerca de 40% das exportações de embriões da empresa e a participação deve aumentar nos próximos anos.

“A África é a nossa próxima fronteira. Temos um continente ainda completamente inexplorado, com baixa adesão à tecnologia, mas com potencial gigantesco do ponto de vista da demanda por segurança alimentar e produção de alimentos”, afirma.

De acordo com o empresário, o interesse africano vai muito além da compra de genética. Os países buscam conhecer e implementar o modelo de produção tropical desenvolvido pelo Brasil ao longo das últimas décadas, considerado hoje uma referência mundial para regiões com características climáticas semelhantes.

“A agropecuária tropical brasileira tem sucesso em todas as frentes e, no caso da pecuária, tem o zebu como protagonista. Eles vêm buscar não apenas o produto final, mas como montar toda uma cadeia de produção”, destaca.

Segundo Bento, o pacote tecnológico brasileiro engloba genética zebuína, pastagens adaptadas, sanidade animal, sistemas de manejo, equipamentos e outras soluções voltadas à produção eficiente de carne e leite em ambientes tropicais e subtropicais.

“Cada vez mais fica evidente que a agropecuária tropical brasileira é a solução mais adequada para essas realidades”, diz.

O interesse crescente também pode ser observado no aumento das missões internacionais ao Brasil. De acordo com Bento, a ABCZ (Associação Brasileira dos Criadores de Zebu) tem recebido quase mensalmente delegações africanas formadas por ministros da Agricultura, representantes de governos, pesquisadores e empresários interessados em conhecer a tecnologia desenvolvida no país.

Na última edição da Expozebu, realizada em Uberaba (MG), mais de 700 estrangeiros de mais de 40 países participaram do evento. Uma parcela significativa dos visitantes veio de países africanos.

“Eles estão buscando ser mais eficientes e fortalecer sua produção local. Existe uma demanda crescente por segurança alimentar e pela capacidade de produzir mais proteína dentro dos próprios países”, afirma.

Para o empresário da Zebuembryo, a preocupação dos governos com a produção local de alimentos ganhou força após eventos que expuseram vulnerabilidades nas cadeias globais de abastecimento.

“A pandemia mostrou uma certa fragilidade nas relações comerciais globais. Depois vieram a guerra da Ucrânia e outros conflitos internacionais. Isso despertou ainda mais a preocupação dos países com a garantia da segurança alimentar”, explica.

Segundo ele, embora a autossuficiência alimentar sempre tenha sido um objetivo de muitos países, o tema passou a ocupar posição ainda mais estratégica nos últimos anos.

“Esse assunto vem subindo cada vez mais na prioridade dos governos. Eles querem produzir mais localmente e garantir o abastecimento das suas populações”, observa.

Investimentos

O avanço dos negócios no continente africano tem impulsionado investimentos na estrutura da Zebuembryo. A empresa está ampliando tanto a capacidade do laboratório de produção de embriões quanto as áreas destinadas à quarentena e preparação dos animais para exportação.

Atualmente, a companhia produz cerca de 22 mil embriões por ano. A expectativa é alcançar aproximadamente 30 mil embriões no próximo ciclo produtivo e, posteriormente, atingir capacidade para até 60 mil embriões anuais.

“Nós estamos ampliando nossas estruturas porque enxergamos uma possibilidade muito grande de crescimento. Nossa expectativa é crescer entre 30% e 40% nos próximos anos”, afirma Bento.

A expansão será realizada na unidade de Uberaba (MG), um dos principais polos mundiais da genética zebuína. A empresa também pretende dobrar sua capacidade de doadoras, passando das atuais 300 para 600 matrizes em produção.

Além da África, a Zebuembryo também mira novos mercados no Sudeste Asiático. Países como Indonésia, Vietnã, Tailândia e Camboja já demonstram interesse pela genética brasileira, e negociações para os primeiros embarques estão em andamento.

O trabalho de abertura de mercados conta com apoio da ABCZ, da ApexBrasil, do Ministério da Agricultura e da rede de adidos agrícolas brasileiros no exterior.

“Estamos buscando novos mercados de forma incansável. A genética zebuína é uma tecnologia genuinamente brasileira e pode desempenhar um papel estratégico em diversos países tropicais”, afirma.

Para Bento Mineiro, o avanço da genética bovina brasileira no exterior representa mais do que uma oportunidade comercial. Trata-se da exportação de um modelo produtivo desenvolvido no Brasil e que vem sendo adotado por países que buscam ampliar sua capacidade de produzir alimentos.

“É uma tecnologia criada no Brasil sendo utilizada como ferramenta estratégica em outras partes do mundo. Isso fortalece não apenas a exportação de genética, mas também a imagem da agropecuária brasileira e abre portas para outros produtos do país”, conclui.

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Jovem morta em rope jump é velada neste domingo na Grande São Paulo


O velório da jovem Maria Eduarda Rodrigues, de 21 anos, morta após ser jogada de uma ponte na cidade de Limeira, interior de São Paulo, ocorre na manhã deste domingo (14).

A cerimônia acontece no Cemitério Municipal de Jandira, na Grande São Paulo, até às 11h. O sepultamento deve começar na sequência, no mesmo local.

Maria Eduarda faria rope jump na Ponte do Esqueleto e foi arremessada por funcionários da empresa Entre Cordas, que não perceberam que ela estava sem a corda de segurança. Maria caiu de uma altura de 40 metros.

“A corda dela”: vídeo mostra reação em queda de jovem morta em rope jump

A jovem chegou a ser socorrida pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel Urgente) no local do acidente, mas não resistiu aos ferimentos. Em suas redes sociais, Maria publicou fotos e um vídeo momentos antes do salto.

Três foram presos

A Polícia Militar informou que, até o momento, três pessoas foram presas por envolvimento na morte da jovem de 21 anos.

Segundo as informações do órgão, seis pessoas foram conduzidas ao Distrito Policial local, das quais três permaneceram detidas. O boletim de ocorrência aponta que, quando a guarnição chegou ao local, dois indivíduos foram encontrados próximos à vítima e questionaram o que teria ocorrido.

Quando um dos policiais se afastou para prestar apoio ao resgate, os homens fugiram em direção a uma área de vegetação. O helicóptero Águia da PM prestou apoio à ocorrência, além de outras viaturas terrestres para a localização dos suspeitos.

O acidente

A empresa responsável pelos saltos de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), onde uma mulher de 21 anos morreu neste sábado (13), tinha a premissa de um serviço de salto para o extraordinário“. 

Maria Eduarda Rodrigues faleceu depois de ser jogada da ponte sem o equipamento adequado de segurança. A empresa não colocou a corda que deveria segurar a jovem, que foi lançada de uma grande altura.

A Polícia Militar atendeu à ocorrência no interior de São Paulo e informou que, segundo as informações preliminares, a vítima participava da atividade acompanhada por instrutores.

Pessoas no local teriam realizado manobras de RCP até a chegada da equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). Porém, o óbito foi constatado no local por politraumatismo.



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