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beneficio depende de frequência escolar; veja como fazer


Lançado há pouco mais de dois anos, para reduzir a evasão escolar de alunos da rede pública, o programa Pé-de-Meia do Ministério da Educação (MEC) oferece um incentivo financeiro de R$ 200 mensais para estudantes do ensino regular ou educação de jovens e adultos (EJA), que tenham frequência mínima de 80% nas aulas.

O repasse da parcela mensal se baseia na frequência dos meses anteriores e leva em conta um cálculo contínuo. O programa avalia tanto a assiduidade mensal dos estudantes quanto o acumulado de presenças ao longo do período letivo, por meio dos dados enviados pelas redes estaduais, municipais e federais que ofertam o ensino médio.

Caso o estudante não alcance a frequência de 80% em algum mês, a parcela não será paga. Se nos meses seguintes ele atingir a média necessária e continuar a cumprir os outros critérios do programa, poderá receber o incentivo daquele mês que havia sido bloqueado.

Para consultar a sua porcentagem computada pelo MEC, o beneficiário deve conferir seu histórico de comparecimento na escola pela página de consulta. Em casos de informação incorreta, é preciso procurar a secretaria da escola para solicitar a correção.

Faltas justificadas são válidas desde que o aluno ou responsável procure a secretaria da escola o quanto antes para comprovar o motivo, garantido um tempo hábil para que a instituição atualize o registro de frequência e envie os dados ao MEC.

Quem pode participar:

  • O estudante precisa estar matriculado no ensino médio regular das redes públicas.
  • Ter entre 14 e 24 anos ou ser estudante da Educação de Jovens e Adultos (EJA) das redes públicas.
  • É preciso ser integrante de família inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico) e que tenha renda, por pessoa, de até meio salário mínimo (R$ 759).
  • Ter CPF regular.
  • Ter o mínimo de 80% de frequência escolar no mês.

Caso o estudante cumpra todos os requisitos e passe pela seleção do MEC, a própria Caixa abrirá uma conta digital em nome dele. As folhas de pagamento são enviadas à Caixa Econômica Federal, responsável pelos pagamentos, que podem ser consultados pelos beneficiários por meio do aplicativo Jornada do Estudante.

Se o beneficiário já tiver conta na Caixa Econômica Federal, não será necessária abertura de nova conta para crédito do incentivo, desde que a conta seja do tipo Poupança Social Digital ou Poupança Caixa Tem, e que estejam em nome do estudante.

Em caso de menores de 18 anos, o responsável legal do aluno deve autorizar a movimentação da conta pelo App CAIXA Tem, por meio da opção “Programa Pé-de-Meia” – “Permitir acesso a um menor”. Isso também pode ser feito em uma agência da Caixa.



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churrasco da Copa do Mundo encarece no Brasil


A disparada dos preços no Brasil, maior produtor de carne bovina do mundo, significa que as famílias devem comprar menos carne vermelha quando se reunirem para assistir ao primeiro jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo neste sábado (13).

César Visini, por exemplo, abasteceu a churrasqueira com frango e linguiça para o encontro em família neste fim de semana.

“É mais econômico”, disse o professor de 29 anos, que mora na cidade litorânea de Praia Grande. Ele se diz irritado com o fato de os açougues estarem reduzindo a qualidade dos produtos para driblar o alto custo dos cortes nobres. “Às vezes o preço continua o mesmo, mas a qualidade piora. Isso tem acontecido bastante.”

Fazer churrasco e torcer pela seleção é uma tradição antiga, mas os preços da carne bovina, perto de níveis recordes, e a crise de endividamento das famílias ameaçam reduzir o apetite dos brasileiros justamente quando o país se prepara para semanas de futebol e churrasco. Nesta edição do torneio, os brasileiros devem colocar mais frango e linguiça suína na grelha do que carne bovina, segundo projeções da Worldpanel by Numerator.

A queda no consumo de carne também amplia os desafios do governo Lula às vésperas das eleições nacionais de outubro. Para um país que está entre os três maiores consumidores de carne bovina per capita do mundo, cortar o churrasco é mais um sinal de estresse econômico — e isso pode atrapalhar as chances de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que já fez campanha com a promessa de mais churrasco e cerveja.

A oferta global apertada e a forte demanda externa estão levando as exportações brasileiras a níveis recordes e reduzindo a disponibilidade no mercado interno. Isso aumenta ainda mais a pressão sobre os brasileiros de baixa renda, já sem folga no orçamento e com dificuldade para acompanhar os preços elevados dos alimentos e o alto nível de endividamento.

Nos três primeiros meses do ano, os brasileiros já destinaram uma fatia menor do orçamento às proteínas; a queda no volume de compra de carne bovina respondeu pela maior parte dessa redução, segundo Daniela Jakobovski, gerente de contas da Worldpanel.

Na cidade mais populosa do país, São Paulo, o preço da picanha — corte favorito dos brasileiros para churrasco — passou de 81 reais no ano passado para mais de 90 reais (US$ 17,75) por quilo em março, de acordo com o Instituto de Economia Agrícola, órgão público de pesquisa.

A inflação elevou o preço de alguns cortes nobres em até 11% nos últimos 12 meses, segundo dados de maio do IBGE. No atacado, os preços da carne de vaca atingiram recentemente o maior nível da série histórica de mais de 20 anos do Cepea, centro de pesquisa agrícola da Universidade de São Paulo.

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“Pessoas como eu, que costumavam comer carne bovina duas ou três vezes por semana, agora estão limitando isso a uma vez por semana”, disse Thiago Durões, vendedor de 37 anos que mora em Brasília. “Estamos migrando para cortes mais baratos e, em muitos casos, substituindo a carne bovina por frango, porco ou qualquer proteína que ofereça melhor custo-benefício.”

O aumento da carne é apenas uma entre muitas preocupações no Brasil, onde um recorde de 82% das famílias tem dívidas em aberto, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Reduzir o endividamento dos brasileiros virou uma bandeira importante da campanha de Lula, que recentemente lançou um novo programa de renegociação de dívidas das famílias na tentativa de elevar sua popularidade.

O problema é particularmente preocupante entre as famílias de baixa renda, que apresentam taxas de endividamento acima da média. (Foto: Bloomberg)

O setor chegou até a culpar as apostas online. A Abiec, que representa os exportadores de carne bovina, e a Abaas, associação do varejo, pediram recentemente ao governo medidas para limitar os gastos em plataformas de apostas.

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Ainda assim, os brasileiros já enfrentaram tempos piores. Em 2022, quando a Argentina venceu a última Copa do Mundo, os preços dos alimentos dispararam depois que a invasão da Ucrânia pela Rússia elevou os custos globais das commodities. As empresas frigoríficas continuam otimistas com a perspectiva de vendas maiores durante o torneio, com propagandas na TV exibindo não apenas os cortes tradicionais e mais caros de carne bovina, mas também alternativas mais baratas, como hambúrgueres, nuggets de frango e cachorro-quente.

“Acreditamos em um portfólio democrático, com opções de proteína tanto sofisticadas quanto acessíveis”, disse Luiz Franco, diretor de marketing da MBRF Global Foods (MBRF3), uma das patrocinadoras da seleção brasileira.

Mas até as carnes mais baratas enfrentam dificuldades, já que o consumidor brasileiro é muito sensível a preço. A guerra no Irã elevou custos de fornecedores em tudo, de embalagens plásticas a frete rodoviário, e os reajustes não têm conseguido acompanhar nem compensar totalmente esse aumento, segundo Ricardo Santin, presidente da ABPA.

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O conflito em curso no Oriente Médio surgiu como um novo risco inflacionário para as autoridades econômicas brasileiras. O aumento do preço do petróleo tem gerado preocupação com os custos dos fertilizantes, insumo fundamental para o agronegócio do país, ameaçando elevar os custos de produção em toda a cadeia agrícola.

“O choque nos preços internacionais do petróleo, além de afetar os combustíveis, pressionou os insumos industriais e os custos de transporte, com possíveis repercussões sobre itens da cadeia de alimentos”, escreveu o Ministério da Fazenda em boletim de maio. “Esse cenário é compatível com uma trajetória de inflação mais prolongada e persistente ao longo de 2026.”

No Olinda Bar e Restaurante, na Asa Sul, em Brasília, a carne de sol sempre foi um prato muito pedido. Mas o choque de preços tem levado cada vez mais clientes a escolher a salada Caesar.

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“A carne bovina ficou muito mais cara, e isso inevitavelmente elevou os preços do cardápio”, disse Jaqueline Rodrigues, gerente do restaurante. “Mais gente está optando por proteínas mais baratas, e algumas pessoas estão até deixando de comer carne.”
© 2026 Bloomberg L.P.



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Cacau fecha em alta na bolsa de Nova York com aumento da oferta global

Na bolsa de Nova York, os contratos futuros do cacau encerraram a sessão desta sexta-feira (12) em alta. O vencimento para setembro avançou 1,84%, fechando cotado a US$ 3.868 por tonelada.

Apesar da valorização no fechamento, o mercado segue atento aos sinais de aumento da oferta global. Segundo informações do Barchart, os preços da commodity enfrentaram pressão ao longo da semana após novos dados indicarem maior disponibilidade do produto na Costa do Marfim, principal produtor mundial de cacau.

O país africano revisou para cima sua estimativa de recebimento de cacau nos portos, acrescentando mais de 260 mil toneladas ao volume projetado para a atual temporada. Dados acumulados mostram que os produtores enviaram 1,95 milhão de toneladas aos portos entre 1º de outubro de 2025 e 7 de junho de 2026, volume 18,9% superior ao registrado no mesmo período do ciclo anterior.

O crescimento dos embarques reforça as expectativas de uma oferta mais robusta no mercado global, fator que continua sendo monitorado pelos investidores.

Café

Os contratos futuros do café arábica encerraram a sessão em alta na Bolsa de Nova York. O vencimento para setembro avançou 1,26%, fechando negociado a US$ 2,53 por libra-peso.

O mercado deu continuidade ao movimento de valorização iniciado na véspera, sustentado pelas preocupações com o ritmo da colheita brasileira. As previsões climáticas indicam volumes expressivos de chuva nas principais regiões produtoras do país, o que pode dificultar os trabalhos no campo e atrasar a entrada da nova safra no mercado.

Segundo a empresa de monitoramento climático Vaisala, são esperadas precipitações de moderada a forte intensidade ao longo desta semana nas áreas cafeeiras do Brasil. Além disso, os modelos meteorológicos apontam que as chuvas podem persistir também na próxima semana, aumentando a atenção dos operadores quanto à oferta do produto.

Açúcar

Nesta sessão, o vencimento do açúcar para entrega em outubro recuou 0,77% na bolsa de Nova York, fechando cotado a 14,23 centavos de dólar por libra-peso.

A commodity seguiu pressionada por fatores externos. O fortalecimento do dólar reduziu a competitividade do açúcar negociado em moeda norte-americana, enquanto as perspectivas de um possível acordo provisório entre Estados Unidos e Irã alimentaram expectativas de maior fluidez no comércio da commodity no Oriente Médio.

Com isso, os preços em Nova York atingiram o menor patamar das últimas sete semanas, refletindo o aumento do apetite vendedor e a cautela dos investidores diante do cenário internacional.

Por outro lado, o mercado encontrou algum suporte nas novas projeções da consultoria Czarnikow. A empresa revisou sua estimativa para o balanço global de açúcar na safra 2026/27, reduzindo a previsão de superávit de 1,4 milhão de toneladas para um déficit de 10 mil toneladas. A mudança reflete a maior destinação de cana para a produção de etanol no Brasil, favorecida pelos preços mais elevados do petróleo no mercado internacional.

Algodão

O algodão com contrato futuro para entrega em dezembro fechou com ligeira alta de 0,08% e precificado em 76,42 centavos de dólar a libra-peso.

Suco de Laranja

Os contratos futuros do suco de laranja encerraram o pregão em baixa. O vencimento julho recuou 0,57%, fechando a US$ 1,64 por libra-peso.

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Cármen Lúcia alerta sobre abuso tecnológico e risco da IA às eleições


A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), participou, nesta terça-feira (9/6), da sexta edição do Congresso Brasileiro da Internet (CBI), em Brasília. A ministra manifestou preocupação sobre os impactos das novas tecnologias no processo eleitoral brasileiro e a democracia.

Veja vídeo:

 

Cármen alertou sobre uso e abuso das tecnologias e as liberdades democráticas, que segundo ela, preocupam todos que trabalham com o direito, especialmente os tribunais constitucionais em todo o mundo. A ministra também destacou que a “máquina serve ao ser humano e não o ser humano que tem de servir à máquina”.

A ministra Cármen Lúcia alertou sobre os perigos da Inteligência Artificial no contexto eleitoral, destacando que a junção entre o grande volume, a rapidez, a variedade de conteúdos e o alto potencial de viralização cria um cenário que sufoca a checagem dos fatos e ameaça diretamente a autonomia dos eleitores.

“A Inteligência Artificial cria situações que são verossímeis, mas não são verdadeiras”, ressaltou.

“Nós estamos sendo tragados por tecnologias que nos levam quase que para dentro de espaços nos quais a nossa liberdade está sendo algemada, restringida, limitada, por um mau uso da parte de todos nós mesmos”, afirmou a magistrada, que participou do evento de forma remota.

Ela também relembrou que em 2022 o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) passou a se preocupar de uma maneira “muito responsável” com o uso dessas tecnologias.

“Não havia, então, a preocupação maior com a Inteligência Artificial, mas com redes sociais que desinformavam e contrariavam, literal e diretamente, a Constituição brasileira que garante o direito à informação livre que se passa com a aquisição de conhecimentos sobre os fatos históricos e fatos presentes, para que a gente pudesse projetar criticamenteb opções para o futuro”, destacou.

Matéria em atualização.



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Estimativa da soja aponta novo recorde na série histórica


A safra brasileira de grãos, cereais e leguminosas deve somar 350,4 milhões de toneladas em maio de 2026, um crescimento…



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Mato Grosso do Sul amplia preparação da rede de saúde para vigilância da malária na Rota da Celulose


Evento promovido pela SES e Ministério da Saúde reforçou a capacidade dos municípios para identificar, investigar e responder a casos da doença

Em um contexto de crescente mobilidade populacional e da necessidade de manter os serviços de saúde preparados para o enfrentamento de doenças de relevância epidemiológica, Mato Grosso do Sul tem ampliado as ações de capacitação voltadas à prevenção e ao controle da malária. Com esse objetivo, a SES (Secretaria de Estado de Saúde), por meio da superintendência de Vigilância em Saúde, em parceria com o Ministério da Saúde, realizou nos dias 10 e 11 de junho, em Três Lagoas, o evento “Malária em Foco – Vigilância e Resposta na Região Extra-Amazônica da Rota da Celulose”.

Promovido no Hospital Regional da Costa Leste Magid Thomé, o encontro reuniu representantes do Ministério da Saúde e profissionais da saúde dos municípios de Três Lagoas, Costa Rica, Chapadão do Sul, Inocência e Brasilândia, incluindo equipes da vigilância epidemiológica, laboratórios, controle vetorial, assistência e gestão municipal. A capacitação teve como foco fortalecer a capacidade de detecção, diagnóstico e resposta à malária na região da Costa Leste e em municípios inseridos na área de influência da Rota da Celulose.

A escolha de Três Lagoas como sede do evento está relacionada ao crescimento econômico da região e ao aumento do fluxo migratório impulsionado pelos empreendimentos da Rota da Celulose. Esse cenário torna ainda mais importante a preparação das equipes de saúde para reconhecer rapidamente casos suspeitos e adotar as medidas de vigilância necessárias.

Para o consultor técnico da Coordenação-Geral de Eliminação da Malária do Ministério da Saúde, Ronan Rocha Coelho, a realização do encontro demonstra o compromisso dos gestores com o fortalecimento da vigilância diante das transformações vivenciadas pela região.

“A realização deste evento no município de Três Lagoas reflete a preocupação do município, que é sede de um núcleo regional de saúde, juntamente com o Estado de Mato Grosso do Sul, em relação à temática da vigilância da malária diante da Rota da Celulose, que tem elevado o fluxo migratório de trabalhadores provenientes de diversas regiões do país, com destaque para a Região Amazônica. Dessa forma, possibilitar discussões sobre os eixos do Programa Nacional de Prevenção, Controle e Eliminação da Malária é essencial para garantir que as equipes de saúde estejam preparadas para a ocorrência de casos da doença”, destacou.

De acordo com a gerente de Doenças Endêmicas da SES, Jéssica Klener, a atualização permanente dos profissionais é uma das principais estratégias para manter a capacidade de resposta dos serviços de saúde.

“A malária é uma doença que exige atenção constante, mesmo em regiões onde não há transmissão sustentada. Manter os profissionais capacitados para reconhecer sinais e sintomas, realizar o diagnóstico em tempo oportuno e desencadear rapidamente as ações de vigilância é essencial para evitar a ocorrência de casos secundários e garantir a assistência adequada aos pacientes”, afirmou.

Durante os dois dias de programação, os participantes acompanharam palestras, mesas de discussão e atividades de troca de experiências sobre vigilância epidemiológica, diagnóstico laboratorial, assistência aos pacientes, investigação de casos e estratégias de prevenção e controle da malária.

Um dos destaques da capacitação foi a abordagem sobre a incorporação da tafenoquina e da testagem de G6PD, recursos que ampliam a segurança e a efetividade do tratamento da doença. A atividade reuniu conteúdo teórico e treinamento prático voltados à utilização do medicamento, à realização dos testes e à organização dos fluxos necessários para a implementação dessas tecnologias nos serviços de saúde.

A programação também reforçou a integração entre os diferentes níveis de gestão e a importância da atuação articulada para manter a rede preparada para identificar, investigar e conduzir adequadamente casos suspeitos e confirmados da doença.

Participaram da programação a tecnologista da Coordenação-Geral de Eliminação da Malária do Ministério da Saúde, Chayane Marques; a farmacêutica bioquímica do LACEN-MS, Elisângela Freitas Mendonça; a especialista em Serviços de Saúde da Gerência de Doenças Endêmicas da SES e apoiadora da Coordenação-Geral de Vigilância de Arboviroses, Bianca Modafari Godoy; e o supervisor técnico da Coordenadoria de Controle de Vetores, José Pedro.

Comunicação SES, com informações do HRCLMT
Fotos: Divulgação HRCLMT (Hospital Regional da Costa Leste Magid Thomé)



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Soja fecha em baixa em Chicago após semana de volatilidade

A soja encerrou o pregão desta sexta-feira (12) em baixa na Bolsa de Chicago, refletindo a cautela dos investidores após uma semana marcada por forte volatilidade. O contrato com vencimento em julho recuou 0,18%, fechando cotado a US$ 11,32 por bushel.

Segundo a Agrinvest, o complexo soja operou no campo negativo ao longo da sessão. Após as reações ao relatório mais recente do USDA e às notícias envolvendo um possível acordo entre Estados Unidos e Irã, os contratos chegaram a ensaiar uma recuperação na abertura dos negócios, mas perderam força no decorrer do dia.

O óleo de soja apresentou desempenho relativamente mais firme, especialmente diante da forte queda observada nos preços do petróleo. Ainda assim, a pressão sobre o complexo energético acabou influenciando negativamente as commodities ligadas ao setor, limitando o avanço dos derivados da oleaginosa.

Com isso, o mercado seguiu ajustando posições e monitorando os desdobramentos no cenário macroeconômico e energético, fatores que continuam ditando o comportamento dos preços no curto prazo.

Milho

Os contratos futuros do milho fecharam a sexta-feira em leve alta na Bolsa de Chicago, em que o vencimento para julho avançou 0,24%, encerrando o pregão cotado a US$ 4,12 por bushel.

A Granar apontou que a recuperação foi impulsionada por movimentos de cobertura de posições por parte dos investidores, após as perdas registradas nas últimas sessões, além das preocupações com a falta de umidade em áreas das Grandes Planícies norte-americanas. Apesar do avanço no dia, o cereal acumulou sua terceira semana consecutiva de desvalorização.

O mercado também acompanhou de perto os desdobramentos das negociações entre Estados Unidos e Irã. A evolução das tensões no Oriente Médio e seus reflexos sobre os preços do petróleo são considerados fatores importantes para a cadeia do milho, especialmente diante das expectativas em torno da ampliação do uso de etanol nos Estados Unidos.

Nesse contexto, os agentes monitoram a tramitação no Senado norte-americano da proposta que autoriza a comercialização da gasolina E-15 durante todo o ano. A medida, já aprovada pela Câmara dos Representantes, pode ampliar a demanda por etanol e, consequentemente, por milho, principal matéria-prima utilizada na produção do biocombustível no país.

Trigo

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Durigan diz que governo terá nova rodada de conversas com EUA


O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou, nesta terça-feira (9/6), que o Brasil prepara uma nova rodada de conversas para negociações sobre a intenção de os Estados Unidos imporem novas tarifas a produtos brasileiros.

O ministro disse que “nos próximos dias” haverá um encontro virtual entre o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil, Márcio Fernando Elias Rosa, e o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer. Durigan também estará presente no encontro.

“A próxima reunião é para tratar das tarifas entre o ministro Márcio Elias Rosa e o Greer. Eu devo estar presente, devo acompanhar. E, a depender de como essa reunião acontecer, eu não teria problema nenhum em fazer reuniões subsequentes com Scott Bessent (secretário do Tesouro dos Estados Unidos), com outros interlocutores dos Estados Unidos”, afirmou o ministro em entrevista ao portal UOL.

Durigan também disse que o Brasil pode fazer negociações setoriais, ou seja, barganhando temas de interesses paralelos entre os dois países. Nesse caso, entrariam em debate pontos como o etanol e a tecnologia de nuvem dos norte-americanos e o açúcar e a indústria de aviação brasileiros.

Origem da ameaça de taxação

Os Estados Unidos estudam aplicar duas taxações aos produtos brasileiros. A primeira medida propõe uma sobretaxa de 25%. Ela é decorrente de uma punição por supostas práticas “irrazoáveis” apontadas no relatório final do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) em uma investigação.

A apuração é fundamentada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que trata da política comercial do país.

A segunda medida propõe um acréscimo de 12,5% porque o Brasil teria falhado em impor uma ação legal que proíba a importação de produtos manufaturados com mão de obra de trabalho forçado. O caso foi tratado em uma investigação que envolve ao todo 54 países.



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IPCA de maio rompe teto da meta e traz dilema sobre corte ou manutenção da Selic


O avanço da inflação para 4,72% no acumulado de 12 meses, acima do teto da meta, está dividindo o mercado. Os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgados nesta sexta-feira (12), mostram uma melhora qualitativa nos serviços, o que sustenta apostas de um último alívio na Selic, atualmente em 14,5%.

Mas pressões em alimentos e energia também fortalecem o argumento de pausa na próxima reunião, marcada para os dias 16 e 17 de junho. No dado mensal, o IPCA avançou 0,58% em maio, superando as projeções do mercado, que estavam entre 0,52% e 0,55%.  

Alimentos e energia puxam alta do IPCA em maio

A composição do índice mostra que as pressões seguem enraizadas no orçamento diário dos brasileiros. Olívia Flôres de Brás, CEO da Magno Investimentos, destaca que o grupo de Alimentação e Bebidas saltou 1,33%, respondendo por praticamente metade da inflação do mês. O movimento reflete problemas de oferta impulsionados por fatores climáticos e custos logísticos, que encareceram itens da cesta in natura, como batata-inglesa (+44,69%), tomate (+20,62%) e cebola (+16,80%), além de carnes, leite e arroz.  

“O dado mais relevante não está no resultado mensal. Está nos 4,72% acumulados em doze meses. Em abril, esse número era de 4,39%. A inflação não apenas permanece acima do teto da meta. Ela voltou a ganhar altura. O mercado comemora números. O Banco Central observa tendências. E a tendência continua desconfortável”, afirma Olívia.

Outro vetor determinante de alta foi o grupo Habitação, que avançou 1,22%. O acionamento da bandeira tarifária amarela pela Aneel e os reajustes aplicados em diversas capitais levaram a energia elétrica residencial a uma alta de 3,67%, representando o maior impacto individual do mês no índice.  

Queda nos combustíveis e alívio nos serviços

Se o índice cheio assustou, as métricas subjacentes ofereceram certo conforto, segundo os economistas. Rafael Rondinelli, economista da MAG Investimentos, destaca que os Transportes trouxeram alívio ao registrar queda de 0,46%, beneficiados pelo recuo da gasolina (-1,46%) e do etanol (-6,20%). 

No entanto, o detalhe que mais atrai a atenção do Banco Central veio do setor terciário, avalia Rondinelli. O grupo de serviços, que há meses demonstrava resistência impulsionada por um mercado de trabalho aquecido, apontou desaceleração na margem em itens subjacentes e intensivos em mão de obra. A média dos cinco principais núcleos de inflação recuou de 0,50% em abril para 0,45% em maio.  

“Os grupos mais relevantes para a análise do núcleo — subjacentes, serviços, semi-duráveis e duráveis — vieram em linha com o esperado e apresentaram bom comportamento”, explica Carlos Thadeu, economista de inflação da BGC Liquidez. Para ele, a leitura para o Banco Central deveria ser benigna, ou seja, abre espaço para mais um corte de juro.

Copom: Os dados que justificam corte de juro

As surpresas mistas dividem os economistas sobre a próxima decisão do Copom. Para uma ala, a melhora na qualidade dos serviços garante espaço para o BC cumprir a sinalização dada na última reunião de fazer mais um corte.

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Para Helena Veronese, economista-chefe da B.Side Investimentos, a desaceleração nos núcleos da inflação dão espaço para o Banco Central reduzir os juros em 25 pontos-base, indo a 14,25% e, ainda assim, manter o discurso cauteloso, observando os sinais inflacionários. 

Na mesma linha, Julio Barros, economista do Daycoval, aponta que o número não deve alterar o cenário e que o Banco Central deve continuar o ciclo de corte com 0,25 pontos percentuais na reunião da próxima semana. 

Os dados que reforçam pausa 

Por outro lado, o avanço da inflação para além do teto e a ausência de ancoragem nas expectativas levam casas a projetarem a interrupção da queda da Selic. “A inflação não apenas permanece acima do teto da meta. Ela voltou a ganhar altura. A inflação de hoje não entrega conforto suficiente para decisões precipitadas. Juros podem até cair por expectativa. Credibilidade, não”, alerta Olívia, da Magno Investimentos. Ela chama a atenção também para os impactos da incerteza fiscal em Brasília, já que as políticas de estímulo ao crédito pressionam a alta da inflação.

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Leonardo Costa, economista do ASA, e Carlos Lopes, economista do BV, reforçam essa tese. Costa destaca que o cenário segue preocupante para o BC, que deve encerrar o ciclo de corte de juros na próxima reunião. 

Alexandre Maluf, economista da XP, lembra ainda que parte do mercado já reprecificou o ciclo de juros, inclusive vendo possível alta este ano. A XP, no entanto, projeta mais dois cortes de 0,25 ponto percentual, com Selic encerrando o ano em 14%. “Ainda estamos com uma visão de queda, mas com viés de uma Selic um pouco mais alta”, diz.

Efeitos do Acordo EUA-Irã no preço do petróleo

Em paralelo às pressões domésticas, os economistas observam as movimentações no Oriente Médio. O mercado repercute as negociações entre os Estados Unidos e o Irã — impulsionadas por sinalizações atribuídas a Donald Trump —, o que já levou a quedas robustas no preço do barril de petróleo Brent.  

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Peterson Rizzo, Head de R.I da Multiplike, explica que, caso a reabertura do Estreito de Ormuz se confirme, o alívio no petróleo pode se estender, contribuindo para descomprimir o câmbio e a inflação nos próximos meses, e abrindo espaço para cortes na Selic.

Porém, para Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos, a queda do petróleo funcionaria mais como “mitigador de risco inflacionário futuro” do que como solução para as pressões domésticas já incorporadas em serviços, alimentação e núcleos de inflação. 

Antes da divulgação deste IPCA, até o dia 10 de junho, as apostas do mercado nas Opções Copom na B3 estavam caindo levemente para a manutenção dos juros, indo de 70% para 67,3%, e subindo levemente para o corte, passando de 29,5% para 31,36%.

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Resta saber qual peso o Banco Central dará a cada uma dessas forças na sua próxima deliberação. 



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Bahia Farm Show bate recorde de público e recebe mais de 172 mil visitantes

A 20ª edição da Bahia Farm Show encerrou nesta sexta-feira (12) com recorde de público e crescimento em praticamente todos os principais indicadores do evento realizado em Luís Eduardo Magalhães (BA). Ao longo dos seis dias de programação, a feira recebeu 172.328 visitantes, alta de 6% em relação ao ano passado.

O número de expositores saltou de 434 para 554, crescimento de 28%, enquanto as marcas representadas passaram de 1.124 para 1.421, avanço de 26%. O total de patrocinadores também aumentou, passando de 21 para 24 empresas.

A edição deste ano foi marcada pela ampliação do parque de exposições, pela presença de autoridades do governo federal e por anúncios voltados ao agronegócio e à infraestrutura.

Entre os destaques estiveram o lançamento da linha de R$ 14 bilhões para financiamento de máquinas e implementos agrícolas e o anúncio de investimentos no setor elétrico para a Bahia.

A feira também reforçou a aposta na diversificação da programação. Entre as novidades estiveram o espaço dedicado às startups, a criação do projeto Vozes do Agro e a realização do primeiro leilão oficial da Bahia Farm Show, iniciativa que ampliou a presença da pecuária dentro do evento e comercializou mais de 1500 animais.

A agricultura familiar também ganhou mais espaço. O número de expositores do segmento passou de 28 para 34, crescimento de 21% na comparação com 2025.

Consolidada como a principal feira agropecuária do Matopiba, região que reúne áreas da Bahia, Maranhão, Tocantins e Piauí, a Bahia Farm Show chega ao fim de sua edição histórica com os maiores números já registrados em público, expositores e marcas participantes.

https://www.cnnbrasil.com.br/agro/

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