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Ciclone perde força e dá trégua no frio para o Sudeste; veja previsão


Brasil tem diversos cenários climáticos nesta quarta (10/6). Frio dá trégua no Sudeste, Sul deve ter rajadas de vento, Norte concentra chuva



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Governo de MS destaca força da agricultura familiar no desenvolvimento regional e na segurança alimentar


A agricultura familiar tem papel fundamental nos avanços econômicos e sociais alcançados por Mato Grosso do Sul e contribui diretamente para a geração de renda, a segurança alimentar e a qualidade de vida da população. A avaliação foi feita pelo secretário Artur Falcette, da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) durante a abertura da 6ª edição da Tecnofam (Tecnologias e Conhecimentos para Agricultura Familiar), realizada nesta terça-feira (9), em Dourados.

Considerada a maior feira da agricultura familiar do Centro-Oeste, a Tecnofam segue até o dia 11 de junho na Embrapa Agropecuária Oeste, reunindo produtores rurais, pesquisadores, estudantes, instituições públicas e privadas e representantes do setor produtivo. A expectativa é receber cerca de 5 mil visitantes durante os três dias de programação.

Representando o governador Eduardo Riedel no evento, Artur Falcette destacou que os resultados econômicos conquistados por Mato Grosso do Sul nos últimos anos passam pela contribuição dos agricultores familiares, que garantem produção de alimentos, movimentação econômica e desenvolvimento regional.

“A agricultura familiar participa diretamente dos resultados que Mato Grosso do Sul vem alcançando nos últimos anos. Quando falamos de crescimento econômico, geração de renda, segurança alimentar e melhoria da qualidade de vida da população, estamos falando também do trabalho realizado diariamente pelos agricultores familiares em todas as regiões do Estado. Por isso, eventos como a Tecnofam são fundamentais para aproximar conhecimento, tecnologia e oportunidades de quem produz”, afirmou.

O secretário ressaltou ainda que a construção de políticas públicas voltadas ao campo depende da cooperação entre instituições e da continuidade das ações ao longo do tempo. Segundo ele, os avanços observados atualmente são resultado de um trabalho coletivo desenvolvido por diferentes governos, entidades e organizações parceiras.

“Os melhores resultados surgem quando as instituições trabalham juntas. É isso que vemos na Tecnofam e também em programas que ampliam o acesso ao mercado para os agricultores familiares e, ao mesmo tempo, garantem alimento para quem mais precisa. Esse esforço conjunto fortalece a produção, promove inclusão social e contribui para o desenvolvimento sustentável do Estado”, destacou.

A secretária-executiva de Agricultura Familiar, Povos Originários e Comunidades Tradicionais da Semadesc, Karla Nadai, enfatizou que a Tecnofam se tornou um importante instrumento de aproximação entre os agricultores e as inovações desenvolvidas para o setor.

“A Tecnofam se consolidou como um dos principais ambientes de difusão de conhecimento para a agricultura familiar no Estado. A presença da Agraer, da Iagro e de diversas instituições parceiras demonstra a força dessa articulação. Quando aproximamos tecnologia, assistência técnica e políticas públicas dos produtores, criamos condições para uma agricultura familiar mais produtiva, sustentável e preparada para os desafios do futuro”, afirmou.

Outro tema abordado por Artur Falcette foi a sucessão rural. Para ele, garantir oportunidades para os jovens no campo é uma das estratégias essenciais para a continuidade da agricultura familiar e para o fortalecimento das comunidades rurais.

“Precisamos criar oportunidades para que os jovens enxerguem perspectivas de futuro no meio rural. A inovação, a pesquisa, a assistência técnica e a capacitação são ferramentas essenciais para tornar a atividade cada vez mais atrativa e garantir a continuidade das propriedades familiares nas próximas gerações”, disse.

Durante a cerimônia de abertura também foi assinada a repactuação do Pacto de Inovação Dourados, iniciativa que atualiza e fortalece a governança do ecossistema de inovação do município, ampliando a integração entre instituições de ensino, pesquisa, setor produtivo e poder público.

Além de Artur Falcette e Karla Nadai, participaram da solenidade o secretário-executivo de Ciência, Tecnologia e Inovação da Semadesc, Ricardo Senna, e o diretor-presidente da Agraer, Fernando Nascimento.

Ao longo dos três dias de evento, a Agraer e a Iagro promovem oficinas práticas, painéis técnicos e debates voltados aos agricultores familiares, abordando temas relacionados à produção, comercialização, assistência técnica, inovação e sustentabilidade.

Sobre a Tecnofam

A Tecnofam tem por objetivo aproximar os agricultores familiares de tecnologias, conhecimentos e soluções capazes de melhorar a produtividade e a sustentabilidade das propriedades rurais. A programação inclui vitrines tecnológicas, estações de campo, exposição de máquinas e equipamentos, oficinas, palestras e feira de produtos da agricultura familiar.

Realizada pela Embrapa em parceria com diversas instituições públicas e privadas, a feira tem entre seus realizadores o Governo do Estado, por meio da Semadesc, Agraer e Iagro, além da APOMS, Sebrae/MS e demais entidades parceiras comprometidas com o fortalecimento da agricultura familiar sul-mato-grossense.

Marcelo Armôa, Comunicação Semadesc
Fotos: Ana Christina



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O que trava o potencial da aviação no Brasil? Veja algumas respostas


Para que o Brasil possa avançar no sentido de desenvolver seu potencial de crescimento do transporte aéreo precisa avançar em alguns temas cruciais, sendo os mais urgentes combater distorções na precificação do combustível de aviação, reduzir a litigação no setor e rediscutir a taxação imposta às companhias. O assunto foi tema de debate entre especialistas durante painel da 82ª assembleia anula da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), que está acontecendo no Rio de janeiro.

Um estudo divulgado pela associação colocou em números esse potencial a ser destravado. Dois indicadores-chave são o número de empregos e a contribuição para o Produto Interno Bruto (PIB) gerada pelo setor de aviação como um todo.

Leia também: Escala 6×1: Latam acredita em impactos diferentes em equipes de solo e tripulação

No Brasil, 246.800 pessoas estavam diretamente empregadas na aviação em 2023, gerando US$ 10,3 bilhões de produção econômica, o equivalente a 0,5% do PIB total.  Os benefícios adicionais são gerados pela cadeia de suprimentos mais ampla, gastos dos funcionários e atividades do turismo, contribuindo com um total de US$ 46,4 bilhões para o PIB e 1,9 milhão de empregos.

Já o turismo apoiado pela aviação contribui com US$ 6,6 bilhões para o PIB do país e emprega 310.000 pessoas. Estima-se que os turistas internacionais para o Brasil contribuam com US$ 6,8 bilhões anualmente para a economia através da compra de bens e serviços de empresas locais.  

Só no ano passado, o Brasil transportou 100 milhões de passageiros domésticos e a quantidade de estrangeiros voando pelo país alcançou 9,3 milhões de pessoas.

Mas também há estatísticas ruins. Os custos com o combustível pelas companhias representam 40% do total, uma das maiores proporções no mundo. Também há uma gastos de cerca de US$ 200 milhões por ano com litigação. Calcula-se que há uma ação para cada 227 passageiros transportados, o que dá quase um avião lotado. Por fim, as ameaças e propostas efetivas de isenções ou de criações de taxas por parte de poderes Executivo e Legislativo acrescentam riscos financeiros à operação.

Para Jerome Cadier, CEO da Latam no Brasil, é preciso compreender que o transporte aéreo de passageiro é muito mais do que levar as pessoas de um local ao outro, mas algo que se insere na agenda de desenvolvimento de um país, pela interconectividade que proporciona.

Sobre as constantes batalhas sobre novas leis e regulamentos criados no Brasil, ele foi enfático: “precisamos de mais estabilidade regulatória”, declarou, destacando que o setor aéreo tem investimentos de longo prazo.

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O jornalista viajou a convite da IATA.



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Campanha de Lula ganha sede e prepara minuta de programa de governo


QG da campanha petista começou a funcionar nesta semana. Coordenadores trabalham para apresentar primeira versão do programa em julho



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economia

Selic em até 14,25%? O que mudou no cenário de juros, inflação e orçamento para 2026


O cenário de projeção macroeconômica global e doméstica mudou, e não é só a guerra que está causando impactos nas expectativas de inflação e juros para o ano. Estão pensando na conta também o desempenho da economia no primeiro trimestre, as medidas de estímulo do governo, o El Niño, e fatores globais como investimento pesado em Inteligência Artificial e a retomada da agenda protecionista dos Estados Unidos.

Diante deste cenário, bancos e gestoras de investimento estão refazendo as contas e estimando que a taxa básica de juros, a Selic, deve terminar o ano em até 14,25%, com espaço de apenas mais um corte. Outras vêem espaço para dois cortes de 0,25 pontos-base, uma projeção bem diferente daquela espelhada no primeiro Boletim Focus do ano, em que a Selic ao fim de 2026 era projetada em 12,25%. Atualmente, a Selic está em 14,5%.

O Boletim Focus desta semana já reflete essa postura mais defensiva, elevando a mediana das expectativas da Selic para 13,50% no fim de 2026, com o IPCA avançando para 5,11% neste ano e 4,03% em 2027. 

Cenário externo: choque de oferta e reprecificação de juros

A economia global também está impactando as projeções de juros e inflação no Brasil. O conflito no Oriente Médio, especialmente as restrições no Estreito de Ormuz, seguem sendo um vetor de risco altista para energia e cadeias produtivas, não só porque limitam a oferta atual de petróleo, mas também porque o prolongamento do conflito faz com que aumentem as chances de danos nas infraestruturas produtoras de petróleo, o que não irá se recompor facilmente mesmo com o fim da disputa.

A XP ressalta que, além do petróleo, os pesados investimentos globais em inteligência artificial têm gerado gargalos e pressionado os custos de componentes tecnológicos em todo o mundo. Simultaneamente, a retomada da agenda protecionista nos Estados Unidos, com possíveis novas tarifas de importação, amplifica os custos globais. 

Esse cenário afeta diretamente as decisões dos bancos centrais. Nos Estados Unidos, o payroll mostrou a criação de 172 mil postos de trabalho em maio, número acima das  expectativas e que acendeu um alerta para um possível aumento de juros por lá, destaca José Raymundo Faria Junior, diretor da Wagner Investimentos, que usa a expressão “aspirador de dólares” para ilustrar a fuga de capital estrangeiro do Brasil. 

Para Cristiano Oliveira, diretor de pesquisa econômica do Banco Pine, o ajuste da curva de juros é uma “reprecificação necessária” diante de um ambiente global com “inflação mais persistente, déficits fiscais elevados e aumento dos riscos geopolíticos”. 

Segundo ele, a elevação das taxas reais indica que o mercado passou a incorporar juros neutros mais altos diante da “piora da dinâmica fiscal global”. 

Resiliência doméstica: orçamento, mercado de trabalho e El Niño

No Brasil, os fundamentos apontam para uma inflação de serviços resistente, impulsionada por um mercado de trabalho apertado, com o desemprego recuando para a faixa de 5,5% a 5,8%. 

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O PIB do primeiro trimestre confirmou o aquecimento da atividade, avançando 1,1% na margem, o que levou instituições como Itaú e BNP Paribas a elevarem suas projeções de crescimento para 2,1% e 2,3% em 2026, respectivamente. 

Esse dinamismo, no entanto, é impulsionado por estímulos do governo, mantendo o impulso fiscal elevado e evitando melhoras nas contas públicas. A XP e o BNP Paribas estimam que programas como o novo Desenrola e as linhas para renovação de frotas representam um pacote de até R$ 200 bilhões.

O Bank of America (BofA) reforça essa leitura, pontuando que a atividade econômica “permanece sustentada por estímulos fiscais e de crédito contínuos”, o que tem adiado o ajuste necessário na demanda. Em relatório, o banco analisou o PIB do primeiro trimestre e classificou a composição como “pouco convincente”, observando que a recuperação dos investimentos (3,5%) parece mais influenciada por políticas públicas do que indicativa de uma reaceleração estrutural duradoura. 

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Para a 4intelligence, esses estímulos fiscais e creditícios ocorrem em um momento no qual a economia já opera acima do seu produto potencial. 

Pelo lado da oferta doméstica, o clima impõe riscos severos. A maior probabilidade de um El Niño severo em 2026 levou as instituições a revisarem a inflação de alimentos. O BNP Paribas, por exemplo, elevou sua projeção de alimentação no domicílio para 8,5% em 2026 e 7,0% em 2027, incorporando o risco de secas no MATOPIBA (sigla referente aos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) e chuvas excessivas no Sul. O Itaú revisou o IPCA para 5,4% em 2026 e 4,5% em 2027, e a XP subiu suas estimativas para 5,5% e 4,2%, respectivamente.

Leia também: Além da guerra, El Niño é outra fonte de pressão sobre safras e inflação no Brasil

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A deterioração da dinâmica de preços motivou alertas do BofA, que destacou a aceleração do núcleo médio da inflação de serviços para 6,2% ao ano. David Beker, chefe de economia para o Brasil do banco, ressalta que “riscos adicionais de alta decorrentes de choques como o El Niño e a mudança para o turno de trabalho de 6×1 ainda não foram incorporados”, mas já apontam para uma maior inércia e persistência da inflação no futuro. 

Limites para cortes do Copom

Com a desancoragem das expectativas, o mercado aposta em uma postura conservadora do Comitê de Política Monetária (Copom), com espaço reduzido para cortes nas reuniões de 16 e 17 de junho. 

Selic IPCA
BofA 14,25 5,09
Genial 14,25 5,3
XP 14 5,3
Pine 14 5,6
BNP Paribas 14 5,6
Itaú 13,5 5,4
Boletim Focus 13,5 5,11

A Genial Investimentos e o Banco Pine defendem a interrupção do ciclo desde já, estacionando a taxa em 14,00%. A XP projeta apenas duas reduções de 0,25 ponto percentual, encerrando o ano também em 14,00%. Já o BNP Paribas prevê um corte de 0,25 ponto em junho e uma pausa prolongada até dezembro, enquanto o Itaú estima a Selic terminal em 13,75%. A 4intelligence alerta para a probabilidade de encerramento do ciclo antes do patamar de 13,50%. 

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Engrossando o caldo das revisões institucionais, o BofA alterou sua projeção para a Selic no fim de 2026, saltando de 13,25% para 14,25%. A casa prevê “apenas um último corte de 25 pontos-base em junho, seguido por uma pausa prolongada até meados de 2027”, retomando o afrouxamento apenas em conjunto com o Fed. 

Para Beker, as condições financeiras restritivas e o real mais fraco limitam a margem de manobra. “O patamar para novos cortes tornou-se significativamente mais alto, consistente com o retorno a um contexto de inflação mais elevada por um período prolongado”. 



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Presidente do PT diz respeita decisão de Nunes Marques sobre pesquisa


Dirigente evitou críticas ao presidente do TSE e afirmou que medida deve “ter fundamento”. Decisão barrou pesquisa com queda de Flávio



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economia

Boletim Focus eleva estimativa da Selic para 13,5% em 2026 e 11,5% em 2027


A projeção do mercado para a taxa Selic voltou a subir no Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (8) pelo Banco Central. A estimativa para os juros básicos ao fim de 2026 passou de 13,25% para 13,50% ao ano, enquanto a previsão para 2027 avançou de 11,25% para 11,50%.

O relatório também mostrou alta nas expectativas para a inflação, com o IPCA de 2026 passando de 5,09% para 5,11%, além de uma leve revisão para cima do crescimento do PIB, de 1,90% para 1,91%. Já a projeção para o dólar ao final de 2026 foi reduzida de R$ 5,16 para R$ 5,15.

Inflação

A projeção para o IPCA de 2026 subiu de 5,09% para 5,11%, registrando a terceira alta consecutiva. Para 2027, a estimativa avançou de 4,02% para 4,03%, na terceira elevação seguida. Já para 2028, a projeção recuou de 3,66% para 3,65%, após uma semana de estabilidade. Para 2029, a expectativa permaneceu em 3,50% pela 40ª semana consecutiva.

No caso do IGP-M, a projeção para 2026 passou de 6,00% para 6,10%, na 14ª alta consecutiva. Para 2027, a estimativa foi mantida em 4,00% pela 16ª semana seguida. As previsões para 2028 e 2029 permaneceram em 3,82% e 3,70%, respectivamente, estáveis há quatro e oito semanas.

Para os preços administrados, a projeção para 2026 ficou em 4,98%, repetindo o mesmo patamar da semana anterior. Em 2027, a estimativa avançou de 3,81% para 3,84%. Para 2028 e 2029, as projeções seguiram em 3,50%, estáveis há 28 e 47 semanas, respectivamente.

PIB

A expectativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 passou de 1,90% para 1,91%, configurando a terceira alta consecutiva. Para 2027, a projeção foi mantida em 1,70% pela segunda semana seguida.

As estimativas para 2028 e 2029 permaneceram em 2,00%, sem alterações. No caso de 2028, a projeção está estável há 117 semanas consecutivas, enquanto para 2029 a manutenção ocorre há 64 semanas.

Câmbio

Os economistas reduziram a projeção para o dólar ao final de 2026 de R$ 5,16 para R$ 5,15, registrando a terceira queda consecutiva. Para 2027, a estimativa também foi revisada para baixo, passando de R$ 5,25 para R$ 5,20, na quarta queda seguida.

Para 2028, a projeção permaneceu em R$ 5,30 pela segunda semana consecutiva. Já para 2029, a expectativa recuou de R$ 5,40 para R$ 5,35, registrando a primeira queda após um longo período de estabilidade.

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Selic

A mediana das projeções para a taxa Selic ao final de 2026 subiu de 13,25% para 13,50% ao ano. Trata-se da primeira alta após uma semana de estabilidade e mantém a percepção de juros elevados por mais tempo.

Para 2027, a expectativa também avançou, passando de 11,25% para 11,50%, na primeira alta após um período de estabilidade. Já para 2028 e 2029, as projeções permaneceram em 10,00% ao ano, estáveis há 20 e cinco semanas consecutivas, respectivamente.



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STJ nega por unanimidade pedido de liberdade de Deolane Bezerra


A Quinta Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) negou, por unanimidade, o pedido de liberdade da defesa da influenciadora Deolane Bezerra, presa por suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro do PCC (Primeiro Comando da Capital).

A ministra Maria Marluce Caldas declarou, ao final do julgamento na tarde desta terça-feira (9), que a Corte negou provimento ao agravo regimental no habeas corpus, “com recomendação ao Tribunal de Justiça de São Paulo de celeridade”. Deolane está presa preventivamente desde o último dia 21 de maio em uma penitenciária no interior de São Paulo.

O advogado Aury Lopes Jr., que representa Deolane, defendeu que a prisão preventiva é, neste caso, “excessiva, desnecessária e midiática”, causando ainda grande trauma para a filha de 10 anos da influenciadora. 

A defesa sustentou que a prisão preventiva foi banalizada e que Deolane foi presa como “um personagem e um troféu midiático”. Aury ressaltou que ela é advogada, empresária, mãe, que não cometeu crime com violência e grave ameaça, e citou precedentes do próprio STJ.

Segundo o advogado, em um período entre 2022 e 2024 enquanto a influenciadora já era investigada por lavagem de dinheiro, ela nunca foi chamada para prestar informações. Aury defende que ela poderia ter sido intimada e poderia ter dado explicações sobre determinados depósitos aos investigadores, mas isso nunca ocorreu.

“Parece que efetivamente não se buscava apurar a verdade dos fatos. Ficou quatro anos investigando para depois se ter uma prisão midiática e desnecessária“, disse o advogado.

Por fim, a defesa enfatizou que todo patrimônio de Deolane está bloqueado, a prova para a investigação de lavagem de dinheiro é rastreável e que não há risco de fuga, sendo que ela foi presa em casa após voltar de viagem internacional, em Roma, com a filha.

Por outro, o procurador-geral da República Augusto Aras, representando o Ministério Público Federal e sustentando a manutenção da prisão, citou precedentes da Quinta e Sexta Turmas justificando a prisão preventiva de uma mãe e de uma pessoa relacionada a integrante de organização criminosa. 

A Quinta Turma do STJ é formada pelos ministros Reynaldo Soares da Fonseca, Ribeiro Dantas, Joel Ilan Paciornik, Messod Azulay Neto e Maria Marluce Caldas. Todos, a partir do voto do relator Ribeiro Dantas, votaram a favor da manutenção da prisão preventiva de Deolane. 

“Meu entendimento está em consonância com a jurisprudência dessa Corte, firmada no sentido de não ser cabível a impetração de habeas corpus contra decisão que indefere a liminar na origem, especialmente ratificando todos os arguimentos do ministro relator, entendendo que não é caso de decisão teratológica ou desprovida de qualquer fundamentação“, afirmou a ministra Maria Marluce.

Suspeita de elo com PCC

A Polícia Civil de São Paulo indiciou Deolane Bezerra, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, e outras cinco pessoas por suspeita de envolvimento em organização criminosa e lavagem de capitais.

A investigação aponta que ela utilizava, ao menos desde 2022, sua “aparente respeitabilidade social” e projeção pública para conferir uma camada de legalidade a recursos provenientes de atividades ilícitas da facção. Os advogados da influenciadora negam as suspeitas.

Dias após a prisão, a defesa de Deolane acionou o STJ pedindo a revogação da ordem. A Presidência do STJ rejeitou o pedido alegando que um recurso similar foi apresentado ao Tribunal de Justiça de São Paulo e ainda precisaria ser analisado pela primeira instância.

A defesa da influenciadora recorreu da decisão e insistiu em uma nova análise do pedido de revogação da prisão preventiva.

Em nota, a defesa de Deolane lamentou o resultado e reforçou que a “manutenção da prisão é ilegal e desnecessária”. Leia na íntegra:

“A defesa de Deolane Bezerra, patrocinada pelo advogado Aury Lopes Jr. lamenta o resultado do julgamento de hoje, uma vez que a manutenção da sua prisão é ilegal e desnecessária, pois Deolane não faz parte de nenhuma organização criminosa e tampouco cometeu qualquer crime, o que será provado ao longo do processo. A decisão do STJ se baseou apenas em aspectos formais da tramitação, sem qualquer análise de mérito. Acrescenta a defesa que continuará lutando pela liberdade de sua cliente, agora perante o Tribunal de Justiça de São Paulo”. 



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Cidade do RJ está no ranking das mais frias do Brasil. Veja lista


O frio ganhou força na Região Serrana do Rio de Janeiro nos últimos dias e colocou Nova Friburgo entre as cidades mais geladas do Brasil. Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mostram que o município registrou as menores temperaturas do estado em duas madrugadas consecutivas.

A menor marca foi registrada na madrugada de domingo (7/6), quando a estação meteorológica de Salinas apontou 1,9°C. A temperatura foi a mais baixa do Rio de Janeiro e a segunda menor do país naquele dia, ficando atrás de Monte Verde (MG), que registrou 0,4°C.

Na segunda-feira (8/6), apesar de uma leve elevação nos termômetros, Nova Friburgo voltou a liderar o ranking estadual. A mesma estação registrou 3,9°C, índice que colocou o município na quarta posição entre os locais mais frios do Brasil.

De acordo com o levantamento do Inmet, as cinco menores temperaturas registradas no país na segunda-feira foram:

  • Monte Verde (MG): 1,4°C;
  • Maria da Fé (MG): 2,1°C;
  • Campos do Jordão (SP): 2,8°C;
  • Nova Friburgo – Salinas (RJ): 3,9°C;
  • Paty do Alferes – Avelar (RJ): 4,9°C.

As baixas temperaturas ocorreram poucos dias antes do início oficial do inverno, marcado para 20 de junho. Mesmo antes da chegada da estação, o cenário já é típico dos meses mais frios do ano, especialmente nas áreas de maior altitude do estado.

Como fica o tempo no país nos próximos dias

No restante do país, a previsão do Inmet indica diferentes condições climáticas entre quarta-feira (10/6) e quinta-feira (11/6).

Na região Norte, as pancadas de chuva continuam concentradas em estados como Amazonas, Acre, Roraima e Amapá. Os maiores acumulados são esperados para o sudoeste do Amazonas, o leste do Acre e o norte de Rondônia, onde os volumes podem superar 50 milímetros.

Já Tocantins deve seguir com tempo firme e, na quinta-feira, há previsão de névoa seca em grande parte do estado. As temperaturas na região variam entre 24°C e 35°C.

No Nordeste, a chuva deve atingir principalmente áreas do litoral. Entre quarta e quinta-feira, há previsão de pancadas isoladas do Maranhão até Pernambuco, além de precipitações fracas em trechos do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco. No interior nordestino, o tempo segue estável.

Também há possibilidade de nevoeiros em áreas do leste da Bahia, Sergipe, Alagoas e Pernambuco. As mínimas ficam próximas de 19°C, enquanto as máximas podem chegar a 35°C no interior do Piauí.

Centro-Oeste e Sudeste

No Centro-Oeste, a instabilidade se concentra em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no sul de Goiás. As chuvas podem vir acompanhadas de trovoadas e, no extremo sul de Mato Grosso do Sul, há possibilidade de queda de granizo.

Distrito Federal e o norte goiano devem permanecer sem previsão de chuva. As temperaturas variam entre 22°C e 35°C, mas no Distrito Federal os termômetros podem marcar menos de 15°C durante as madrugadas.

Na região Sudeste, o tempo firme predomina na maior parte dos estados. A exceção é São Paulo e o sul de Minas Gerais, que podem registrar pancadas isoladas de chuva nos dois dias.

Também há previsão de nevoeiro no norte do Rio de Janeiro, no sul do Espírito Santo e em áreas do oeste mineiro. As mínimas ficam entre 12°C e 14°C nas áreas mais frias da região, enquanto as máximas podem alcançar 32°C no interior paulista.

Sul

Já na Região Sul, o avanço de áreas de instabilidade deve provocar pancadas de chuva e trovoadas nos três estados.

Santa Catarina e Paraná devem registrar os maiores volumes, com acumulados que podem chegar a 50 milímetros em 24 horas. Há ainda risco de queda de granizo em algumas localidades.

As menores temperaturas ficam em torno de 6°C nas áreas serranas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, enquanto as máximas podem atingir 30°C no noroeste do Paraná.



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Especialistas e gestores se reunirem para debater mudanças climáticas e fortalecer políticas ambientais em MS


Bonito recebe nesta semana dois dos principais eventos da agenda ambiental de Mato Grosso do Sul: o IV Fórum Estadual de Mudanças Climáticas e o III Encontro de Secretarias Municipais de Meio Ambiente. Realizados no Centro de Convenções de Bonito, os encontros reúnem gestores públicos, pesquisadores, especialistas e representantes da sociedade civil para discutir os impactos das mudanças climáticas, estratégias de adaptação e a construção de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável.

A abertura contou com a presença do secretário-adjunto da Semadesc, Alex Melotto; da secretária-executiva de Meio Ambiente da Semadesc, Ana Cristina Trevelin; da vice-prefeita de Bonito, Juliana Salvatore; do secretário municipal de Meio Ambiente, Tiago Sabino; e do vice-presidente do Instituto das Águas da Serra da Bodoquena (IASB), Lucas Alves.

Segundo a secretária-executiva de Meio Ambiente da Semadesc, Ana Cristina Trevelin, o objetivo do fórum é aproximar a produção científica, as ferramentas de gestão pública e as experiências vivenciadas pelos municípios.
“Quando reunimos pessoas que estudam, pesquisam e atuam diretamente nos territórios, criamos um ambiente muito rico para a troca de experiências. O propósito é trazer grandes discussões para a realidade do nosso Estado, entendendo os desafios que enfrentamos e construindo soluções conjuntas. Vamos debater temas como a revisão da Política Estadual de Pesca, o enfrentamento aos impactos causados pelo javali e os desafios das mudanças climáticas sob a ótica dos municípios”, destacou.

O Fórum Estadual de Mudanças Climáticas chega à sua quarta edição consolidado como um espaço estratégico para o debate de ações voltadas à mitigação e adaptação aos efeitos do aquecimento global. Entre seus objetivos estão contribuir para que Mato Grosso do Sul alcance a meta de Estado Carbono Neutro até 2030, promover a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEEs) e fortalecer iniciativas de conservação ambiental.

Durante a abertura, o secretário-adjunto da Semadesc, Alex Melotto, destacou Bonito como exemplo nacional de desenvolvimento sustentável. “É um privilégio discutir esses temas em Bonito. O município demonstra que é possível conciliar atividades econômicas, conservação ambiental e qualidade de vida. Ao longo dos anos, acompanhamos o crescimento do turismo, a evolução da agricultura e da pecuária e a valorização dos ativos ambientais da região. Bonito mostra ao Brasil que, com diálogo e maturidade, é possível construir um modelo de desenvolvimento sustentável”, afirmou.

Integração e inovação para enfrentar os desafios climáticos

Entre as iniciativas apresentadas durante o evento está o projeto CEP Rural, desenvolvido pelo Governo do Estado para ampliar a integração entre as comunidades rurais e os serviços públicos.
A ferramenta permitirá que propriedades rurais tenham um endereço oficial e padronizado, facilitando a comunicação e o acesso a serviços essenciais, especialmente em situações de emergência e eventos climáticos extremos.

“A propriedade rural passará a ter um endereço semelhante ao que temos nas áreas urbanas. Isso permitirá que informações importantes cheguem com mais rapidez aos produtores e às autoridades responsáveis. São ações que fortalecem a integração e melhoram a entrega dos serviços públicos ao cidadão”, explicou Melotto.

O secretário-adjunto ressaltou ainda que Mato Grosso do Sul apresenta realidades ambientais bastante distintas, exigindo políticas públicas adaptadas às características de cada região. “Os impactos das mudanças climáticas são sentidos de maneiras diferentes pelas comunidades. Uma estiagem pode beneficiar determinados setores, como o turismo em Bonito, mas representar prejuízos para a agropecuária. O grande desafio deste fórum é justamente construir propostas que considerem essa diversidade e permitam respostas eficientes para cada realidade”, acrescentou.

Ciência, gestão pública e experiências municipais

Um dos diferenciais da programação é a conexão entre conhecimento técnico e aplicação prática. A agenda foi estruturada para aproximar pesquisadores, gestores públicos e representantes municipais, fortalecendo a tomada de decisão em áreas como clima, saneamento, fiscalização, regulação e licenciamento ambiental.

A proposta integra três dimensões fundamentais da política ambiental: a ciência, representada por universidades e instituições de pesquisa; a gestão pública, voltada ao planejamento e execução das políticas; e as experiências municipais, que trazem soluções concretas para os desafios enfrentados no dia a dia das cidades.

Entre os destaques da programação estão as apresentações dos trabalhos da Câmara Técnica da Política Estadual de Pesca, conduzida pelo pesquisador da Embrapa Pantanal, Agostinho Carlos Catella, e da Câmara Técnica de Enfrentamento ao Javali, apresentada pelo médico-veterinário Walfrido Moraes Tomas, também da Embrapa Pantanal.

Com uma agenda integrada, o IV Fórum Estadual de Mudanças Climáticas e o III Encontro de Secretarias Municipais de Meio Ambiente reforçam o compromisso de Mato Grosso do Sul com a sustentabilidade, a adaptação às mudanças climáticas e o fortalecimento da gestão ambiental nos municípios, aproximando o conhecimento técnico da formulação de políticas públicas e promovendo soluções cada vez mais eficazes para a proteção dos recursos naturais e a qualidade de vida da população.

Rosana Siqueira, Comunicação Semadesc



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