PEQUIM, 9 Jun (Reuters) – O crescimento das exportações da China acelerou em maio, impulsionado pela forte demanda por chips, automóveis e outros produtos de alta tecnologia que alimentam o boom global da IA, proporcionando algum alívio às autoridades enquanto os choques nos preços da energia decorrentes do conflito no Irã pesam sobre a demanda em geral.
Um aumento nos investimentos globais em IA ajudou o maior fabricante do mundo a compensar o impacto nas exportações que muitos esperavam devido à turbulência no Oriente Médio.
Mas surgem sinais de que o acúmulo de estoques relacionado aos custos mais altos de energia está diminuindo, com os preços subindo e os compradores estrangeiros começando a reduzir seus estoques enquanto aguardam um cessar-fogo.
As exportações cresceram 19,4% em maio em relação ao ano anterior em termos de valor em dólares, segundo dados da alfândega divulgados nesta terça-feira, superando o ganho de 14,1% em abril e o aumento de 15% previsto por economistas.
As importações registraram mais um mês forte, subindo 27,4% contra um aumento de 25,3% no mês anterior. Economistas haviam previsto crescimento de 25%.
“Os aumentos nos preços dos chips continuam a sustentar as exportações, com os preços de memória subindo 20% em relação ao mês anterior, impulsionando o crescimento das exportações de circuitos integrados para 111% no mês”, disse Xing Zhaopeng, estrategista sênior do ANZ para a China.
As exportações chinesas de equipamentos de processamento automatizado de dados dispararam 66,1% em termos de valor em maio em relação ao ano anterior, os produtos de alta tecnologia subiram 50,9% e as remessas de carros aumentaram 39%, segundo os dados.
“Olhando para o futuro, a história da IA está longe de terminar — os chips estão reescrevendo o panorama comercial da China”, acrescentou Xing.
O boom da IA impulsionou uma forte demanda por semicondutores que alimentam centros de dados e eletrônicos avançados, aproveitando os pontos fortes da indústria chinesa.
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Mas há sinais de tensão em outros setores que sugerem que o ímpeto pode estar começando a enfraquecer. As exportações de móveis, por exemplo, cresceram apenas 1,9% em maio em relação ao mesmo mês do ano anterior, enquanto as remessas de brinquedos caíram 7% e as exportações de calçados diminuíram 10,4%.
A Vittia, empresa brasileira de insumos biológicos, informou ao mercado nesta terça-feira (9) a conclusão de seu 5º Programa de Recompra de Ações, com a aquisição de 4,5 milhões de ações ordinárias, equivalente a 100% do limite aprovado pelo Conselho de Administração. O volume representa atualmente 2,8% do capital social da companhia.
Além do encerramento do programa, o Conselho de Administração aprovou o cancelamento de 4.455.436 ações ordinárias mantidas em tesouraria, adquiridas ao longo da iniciativa. A operação será realizada sem redução do capital social da empresa, utilizando saldos de reservas de lucro disponíveis, conforme previsto na regulamentação da CVM (Comissão de Valores Mobiliários).
Com o cancelamento, o capital social da Vittia permanece em R$ 618 milhões, mas passa a ser dividido em 157.589.984 ações ordinárias nominativas e sem valor nominal.
A companhia informou ainda que convocará uma Assembleia Geral Extraordinária para atualizar o Estatuto Social em função da alteração no número de ações emitidas.
Paralelamente, a empresa aprovou a criação de seu 6º Programa de Recompra de Ações. A nova iniciativa prevê a aquisição de até 4,5 milhões de ações ordinárias, também correspondentes a cerca de 2,8% do capital social da companhia e a 9,4% das ações atualmente em circulação no mercado.
Segundo a Vittia, o objetivo do programa é maximizar a geração de valor aos acionistas, permitindo que os papéis adquiridos sejam mantidos em tesouraria, cancelados ou utilizados em futuras operações estratégicas. Entre as possibilidades estão programas de remuneração baseados em ações, planos de opções para executivos e colaboradores, além de eventuais operações de fusões e aquisições.
O novo programa terá validade de 12 meses, com início em 9 de junho de 2026 e término em 8 de junho de 2027. A definição sobre o momento e a quantidade de ações efetivamente adquiridas ficará a cargo da diretoria da companhia, observadas as condições de mercado e a disponibilidade de recursos.
Atualmente, a Vittia possui 47,9 milhões de ações em circulação, o equivalente a 32,5% do capital social. Após o cancelamento aprovado pelo Conselho, a empresa informou que não permanecerão ações em tesouraria.
As operações de recompra poderão ser realizadas por meio das corretoras BTG Pactual, XP Investimentos, Itaú, Bradesco, Santander e Citigroup. Segundo a companhia, todas as informações detalhadas sobre o novo programa estão disponíveis nos canais de relações com investidores, da CVM e da B3.
https://www.cnnbrasil.com.br/agro/
SÃO PAULO, 9 Jun (Reuters) – A alta do Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) desacelerou a 0,87% em maio, de 2,41% em abril, mas ficou acima do esperado, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta terça-feira.
A expectativa em pesquisa da Reuters era de alta de 0,77% no mês. O resultado levou o índice a acumular em 12 meses avanço de 2,53%.
‘A desaceleração significativa em relação a abril pode ser atribuída à agropecuária, que registrou queda nos preços e influenciou os resultados do IPA e do IPC’, disse Matheus Dias, economista do FGV IBRE.
No período, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI), que responde por 60% do indicador geral, teve alta de 0,95%, de 3,09% no mês anterior.
‘No âmbito dos preços ao produtor, destacam-se as retrações nos preços do café (em grão), da cana-de-açúcar e do milho (em grão), o que contribuiu para uma alta menos intensa do índice’, disse Dias. ‘Vale ressaltar que os dois últimos produtos também impactaram os preços do álcool etílico anidro (etanol), cujas principais matérias-primas são o milho e a cana-de-açúcar.’
Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) — que responde por 30% do IGP-DI — mostrou que a pressão aos consumidores diminuiu ao desacelerar a alta a 0,60% em maio, de 0,88% em abril.
‘No varejo, a redução nos preços dos combustíveis também foi observada, com o etanol registrando queda de 6,9%’, destacou Dias.
O Índice Nacional de Custo de Construção (INCC), por sua vez, registrou desaceleração da alta a 0,88% em maio, de 1,0% antes.
O IGP-DI calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre o 1º e o último dia do mês de referência.
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(Por Camila Moreira; Edição de Eduardo Simões)
O Banco do Brasil (BB) estima receber R$ 850 milhões em propostas de financiamento durante a 20ª edição da Bahia Farm Show, que acontece em Luís Eduardo Magalhães (BA) até o proximo dia 13.
Segundo o banco, a expectativa é atender produtores de diferentes perfis, desde agricultores familiares até médios e grandes produtores, com linhas voltadas para aquisição de máquinas, armazenagem e investimentos em tecnologia.
Entre os produtos destacados pelo BB estão linhas de crédito rural como Moderfrota, Pronamp Investimento, Inovagro e Pronaf Mais Alimentos, voltadas para a compra de tratores, colheitadeiras, implementos agrícolas e modernização das propriedades.
A instituição também informou que dispõe de recursos para financiar silos e armazéns por meio do PCA (Programa para Construção e Ampliação de Armazéns), além de investimentos ligados à recuperação de pastagens, implantação de plantio direto e tecnologias voltadas à eficiência produtiva.
A expectativa do banco é reforçada pelo momento vivido pelo setor. Durante a abertura da feira, o governo federal anunciou uma nova linha de R$ 14 bilhões para financiamento de máquinas e implementos agrícolas, ampliando a oferta de crédito em um período marcado por juros elevados e demanda dos produtores por condições mais favoráveis de financiamento.
Segundo o diretor de Agronegócios e Agricultura Familiar do Banco do Brasil, Alberto Martinhago, a estratégia da instituição é oferecer linhas adequadas ao perfil de cada produtor e ampliar o acesso ao crédito rural.
Na agricultura familiar, as taxas de juros partem de 3% ao ano, enquanto para médios e grandes produtores os financiamentos começam em 8% ao ano. Os prazos podem chegar a 12 anos, com até três anos de carência para investimentos.
A Bahia Farm Show segue até sábado (13) e reúne fabricantes de máquinas, instituições financeiras, empresas de tecnologia e produtores de todo o país em uma das principais vitrines do agronegócio brasileiro.
A equipe de pré-campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou, nesta terça-feira (9/6), um jingle para a Copa do Mundo, que começa nesta quinta-feira (11/6).
Leia na íntegra:
“Eu quero ver você
jogar pelo Brasil
Ver você vibrar
Soltar a emoção
Quando tá em campo
A gente é soberano
Não baixa a cabeça
Faz o drible e grita goool
Quem veste a camisa
E mostra que é Guerreiro
Não foge da luta
É o povo brasileiro
Chama quem conhece
Sabe dar valor
A torcida grita Lula é meu jogador
Vai Lula vai
Que eu quero ver
O Povo brasileiro
Joga junto com você
Vai Lula vai
Como nunca se viu
Quem Joga pelo povo
Joga pelo Brasil
É Lula na área
O povo confia
Quem
Luta e defende
A democracia
Voce tá ligado que ele é diferente
Lula é o povo
É pela gente
Vai Lula vai
Que eu quero ver
O Povo brasileiro
Joga junto com você
Vai Lula vai
Como nunca se viu
Quem Joga pelo povo
Joga pelo Brasil
Joga pelo Brasil
Joga Pelo Brasil
Joga pelo Brasil
Brasil.”
Conforme apurou o Metrópoles, através da coluna de Milena Teixeira, a música, em ritmo de funk, tenta retomar símbolos como a bandeira nacional, a camisa da Seleção e as cores verde e amarela à identidade nacional.
A movimentação do petista acompanha a do concorrente, Flávio Bolsonaro (PL), que também pretende disputar a Presidência. O senador divulgou, na última sexta-feira (5/6) um vídeo com o jingle “Vem com Fé”. Em ritmo sertanejo, o vídeo mostra imagens do político em eventos, inclusive, fazendo dancinhas.
“Vem com fé, pode sonhar; vem com fé, pode acreditar; vem com fé, que o Brasil vai melhorar”, diz a letra.

A Polícia Civil do Mato Grosso do Sul, por meio da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), em parceria com a Prefeitura de Fátima do Sul, inaugurou nesta segunda-feira (8) a Sala Lilás do município. A unidade é a 67ª implantada no Estado e a décima entregue em 2026.
A nova estrutura integra a política pública de enfrentamento à violência contra a mulher e amplia a rede de acolhimento e proteção disponível às vítimas em Mato Grosso do Sul. O espaço foi concebido para oferecer atendimento humanizado, garantindo privacidade, escuta qualificada e acolhimento adequado às mulheres em situação de violência.
Com a inauguração da unidade em Fátima do Sul, o Estado avança na meta de implantar Salas Lilás nos 79 municípios sul-mato-grossenses, fortalecendo o acesso aos serviços de proteção e apoio em todas as regiões. As Salas Lilás funcionam como ambientes preparados para receber mulheres vítimas de violência, proporcionando um atendimento mais acolhedor e contribuindo para o encaminhamento das demandas à rede de proteção e aos órgãos competentes.
A entrega da 67ª unidade reforça o compromisso do Governo do Estado, da Sejusp e da Polícia Civil com a ampliação das políticas públicas voltadas à proteção das mulheres e ao enfrentamento da violência de gênero. A Sala Lilás de Fátima do Sul passa a integrar a rede estadual de atendimento especializada, ampliando a oferta de acolhimento e fortalecendo as ações de prevenção e proteção às mulheres no município e região.
Keila Flores, Comunicação Polícia Civil de MS
Fotos: PCMS
Exportações dos EUA avançaram 2,6% em abril ante março, a US$ 327,10 bilhões
O déficit comercial dos Estados Unidos caiu 1,2% em abril ante março, a US$ 55,88 bilhões, segundo dados publicados pelo Departamento do Comércio americano nesta terça-feira, 9. O resultado de abril veio praticamente em linha com a previsão de analistas consultados pela FactSet, de déficit de US$ 55,5 bilhões.
O saldo negativo da balança de março foi revisado para baixo, de US$ 60,31 bilhões para US$ 56,59 bilhões.
As exportações dos EUA avançaram 2,6% em abril ante março, a US$ 327,10 bilhões, enquanto as importações aumentaram 2%, a US$ 382,98 bilhões.
O MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária) anunciou nesta terça-feira (9) a abertura de 13 novos mercados para produtos agropecuários nacionais, após a conclusão de negociações sanitárias e fitossanitárias com países da América do Sul, América Central, África e com a União Econômica Euroasiática. Com os novos acordos, o agronegócio brasileiro alcança 639 aberturas de mercado em 97 destinos desde o início de 2023.
Entre as autorizações obtidas estão a exportação de sêmen de pacu-caranha para a Argentina, couro bovino salgado para a Bolívia, material genético bovino para El Salvador e Honduras, milho pipoca para o Equador e a República Dominicana, além de sementes de coco, mamona, maracujá e pimenta habanero para diferentes mercados da região.
Também foram liberadas as vendas de ovos férteis para a Nigéria e de farinhas, gorduras animais e hemoderivados destinados à alimentação animal para a Etiópia.
Um dos destaques é a autorização para exportação de castanha de caju para a União Econômica Euroasiática, bloco formado por Rússia, Belarus, Cazaquistão, Quirguistão e Armênia. Segundo o governo, o bloco importou mais de US$ 1,4 bilhão em produtos agropecuários brasileiros no último ano, com destaque para soja, carnes e café.
De acordo com nota conjunta do Ministério da Agricultura e do MRE (Ministério das Relações Exteriores), as novas habilitações ampliam as oportunidades para produtores e exportadores brasileiros, diversificando a pauta de produtos com acesso ao mercado internacional.
Com os novos acordos, o agronegócio brasileiro alcança 639 aberturas de mercado em 97 destinos desde o início de 2023.