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Entenda decisão que envolve Déborah Eevelyn e testamento de Dennis Carvalho


A Justiça do Rio de Janeiro determinou o registro, a abertura e o cumprimento do testamento público deixado pelo ator e diretor Dennis Carvalho, que faleceu em 28 de fevereiro deste ano, aos 78 anos. A decisão foi proferida pela juíza Vera Maria Andrade Lage, da 2ª Vara de Órfãos e Sucessões da Comarca da Capital, e reconheceu que o documento atende às exigências legais para produzir efeitos.

Lavrado em agosto de 2023, o testamento também confirma a atriz Deborah Evelyn, ex-esposa de Dennis Carvalho, como testamenteira — pessoa responsável por fiscalizar e garantir o cumprimento das últimas vontades do falecido.

Na sentença, a magistrada destacou que o procedimento previsto pelo Código de Processo Civil limita-se à verificação da regularidade formal do testamento. Eventuais discussões sobre o conteúdo das disposições, como a validade de cláusulas específicas ou questionamentos apresentados pelos herdeiros, deverão ser analisadas posteriormente no inventário, caso sejam levantadas pelas partes interessadas.

Segundo a decisão, o documento observou todas as formalidades exigidas pelo Código Civil para um testamento público, incluindo a lavratura por tabelião, leitura em voz alta e assinatura do testador e de duas testemunhas. Também foi juntada aos autos a certidão que atesta tratar-se da última manifestação de vontade registrada por Dennis Carvalho.

Herança ficará integralmente entre os três filhos

No testamento, Dennis Carvalho reconhece como herdeiros necessários os três filhos: Leonardo Torloni de Carvalho, Tainah Alves de Carvalho e Luiza Evelyn de Carvalho.

Além da chamada legítima — parcela da herança reservada por lei aos descendentes —, o diretor destinou também toda a parte disponível de seu patrimônio aos mesmos três filhos, em partes iguais. Com isso, a totalidade do espólio permanecerá na linha descendente.

O documento prevê ainda que, caso algum dos beneficiários não possa ou não queira receber sua parte, a cota será transmitida aos seus descendentes. Na ausência deles, o patrimônio será redistribuído entre os demais herdeiros contemplados.

Testamento determina tratamento diferenciado em relação a um dos filhos

Um dos pontos que chama atenção no documento diz respeito à chamada colação, mecanismo previsto no Código Civil para equalizar doações realizadas em vida pelo autor da herança. Dennis dispensou os três filhos da obrigação de levar à colação os bens e valores recebidos anteriormente, afirmando que realizou atribuições patrimoniais semelhantes ao longo da vida.

No entanto, estabeleceu uma exceção para Leonardo Torloni de Carvalho. O testamento determina que ele deverá trazer à colação os recursos financeiros recebidos em doação nos anos de 2017 e 2018, atualizados monetariamente. Segundo o próprio documento, a medida foi adotada porque Leonardo teria recebido valores superiores aos destinados às irmãs, buscando preservar a igualdade entre os três sucessores na divisão final da herança.

Bens ficam protegidos contra dívidas e partilha em casamento

Outro trecho relevante do testamento impõe cláusulas de impenhorabilidade e incomunicabilidade sobre todos os bens herdados, tanto aqueles integrantes da legítima quanto da parte disponível. Na prática, isso significa que os bens não poderão ser utilizados para quitar dívidas pessoais dos herdeiros nem integrar eventual patrimônio comum de casamento ou união estável. As restrições também alcançam frutos e rendimentos produzidos pelos bens, como aluguéis, dividendos, lucros societários, juros e outros acréscimos patrimoniais.

Para justificar essas limitações — exigência prevista no artigo 1.848 do Código Civil quando recaem sobre a legítima —, Dennis afirmou que pretendia preservar o patrimônio dentro da própria linha sucessória e evitar que terceiros, como cônjuges, companheiros ou parentes por afinidade, fossem beneficiados pelos bens deixados.

A decisão judicial, entretanto, ressalta que essa justificativa não foi analisada quanto ao mérito nesta fase processual. A eventual validade dessas cláusulas poderá ser discutida durante o inventário.

Testamento previa hipótese de novo casamento

O documento também contempla uma situação hipotética envolvendo eventual casamento ou união estável constituídos após sua elaboração.

Dennis declarou não ter intenção de formar nova família, mas estabeleceu que, caso estivesse casado ou vivendo em união estável quando ocorresse sua morte, eventual cônjuge ou companheira teria direito apenas à parcela mínima prevista em lei, caso fosse reconhecida como herdeira necessária.

Segundo a certidão de óbito, porém, o diretor morreu divorciado, sem indicação de cônjuge ou companheira, motivo pelo qual essa disposição não chegou a produzir efeitos.

Deborah Evelyn também foi indicada para administrar o cumprimento do testamento

Além de nomear Deborah Evelyn como testamenteira, Dennis Carvalho fixou sua remuneração em R$ 5 mil, valor que deverá ser atualizado monetariamente desde a elaboração do documento até a abertura da sucessão.

Ele ainda dispensou a atriz da obrigação de prestar caução ou fiança para exercer a função e recomendou que a administração patrimonial dos bens herdados permaneça sob responsabilidade de uma empresa, salvo decisão diferente dos próprios herdeiros.

Inventário segue em andamento

Paralelamente ao registro do testamento, tramita na mesma Vara o inventário judicial dos bens deixados pelo diretor.

No processo, Deborah Evelyn requereu sua nomeação como inventariante, responsável pela administração do espólio até a partilha definitiva. O pedido conta com a concordância formal dos três filhos, manifestada em escritura pública assinada em abril. Segundo a petição inicial, o levantamento completo do patrimônio ainda está em andamento e os bens serão relacionados nas primeiras declarações do inventário.

A sentença que determinou o registro do testamento autorizou, em tese, a realização de inventário extrajudicial por escritura pública, desde que a decisão transite em julgado e não exista inventário judicial em curso. Como o inventário já foi distribuído e segue em tramitação, a efetivação dessa possibilidade dependerá do andamento daquele processo.

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro manifestou-se favoravelmente ao registro e ao cumprimento do testamento, por entender que todas as formalidades legais foram observadas. O órgão ressaltou, contudo, que eventuais questionamentos sobre o conteúdo das disposições testamentárias deverão ser apreciados no âmbito do inventário.



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Estelionatos sobem 3,1%, e Brasil registra 258 golpes por hora em 2025, diz Anuário


O estelionato se tornou o principal crime patrimonial do Brasil em 2025. Segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (23) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, foram registrados 2.261.055 casos ao longo do ano, o que representa uma alta de 3,1% em relação a 2024. O número representa uma média de 258 golpes por hora no país e reforça a mudança no perfil da criminalidade patrimonial, cada vez mais concentrada nas fraudes praticadas em ambientes digitais.

O crescimento deste tipo de crime ocorre de forma contínua desde o início da série histórica. Em 2018, foram contabilizados 426.799 registros. Sete anos depois, o número de ocorrências aumentou 429,8%, refletindo, segundo o Anuário, a mudança das dinâmicas criminosas para o ambiente digital e a expansão das fraudes eletrônicas.

Previsto no artigo 171 do Código Penal, o estelionato é o crime de obter vantagem ilícita para si ou para outra pessoa por meio de fraude, induzindo ou mantendo a vítima em erro. A prática pode ocorrer de diferentes formas, como golpes envolvendo falsas vendas, fraudes em seguros, emissão de cheques sem fundos e, mais recentemente, fraudes eletrônicas.

Desde 2021, o Código Penal prevê pena de quatro a oito anos de prisão, além de multa, para os casos praticados por meio de redes sociais, contatos telefônicos, e-mails fraudulentos ou outros meios digitais, com aumento da punição quando o crime é cometido contra idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade ou envolve servidores mantidos no exterior.

Apesar das mais de 2,26 milhões de ocorrências registradas pelas polícias, o Anuário avalia que os dados oficiais representam apenas parte do problema.

Pesquisa realizada pelo Fórum em março de 2026 mostra que 15,8% dos brasileiros com 16 anos ou mais afirmaram ter sido vítimas de algum golpe ou perdido dinheiro pela internet ou pelo celular nos 12 meses anteriores. O percentual corresponde a cerca de 26,3 milhões de pessoas, número muito superior ao total de boletins de ocorrência registrados no período.

O levantamento também indica que 83,2% da população tem medo de sofrer golpes pela internet ou pelo celular, o que mostra que esse tipo de crime passou a influenciar diretamente a percepção de insegurança da população.

“É preciso, no entanto, ter cautela na leitura: a taxa mede registros, não necessariamente ocorrências reais. Estados com maior estrutura de delegacias especializadas e maior confiança da população no sistema de justiça tendem a apresentar mais notificações”Anuário Brasileiro de Segurança Pública

Estruturas organizadas

O Anuário aponta que o estelionato deixou de ser um crime praticado predominantemente por autores isolados para assumir características de uma atividade organizada. De acordo com o levantamento, as investigações policiais identificam grupos com divisão de tarefas, roteiros padronizados de abordagem e metas de arrecadação financeira, operando de maneira semelhante à de empresas.

Um dos exemplos citados ocorreu em janeiro deste ano, quando a Polícia Civil de São Paulo desarticulou uma central de golpes que funcionava como um call center clandestino, com aproximadamente 100 funcionários e mais de 400 computadores.

O documento também destaca que organizações criminosas, entre elas o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), passaram a investir nesse mercado diante do elevado retorno financeiro e do menor risco de punição em comparação com o tráfico de drogas.

“Esse conjunto de evidências deixa claro que o Brasil não está diante de um problema de estelionatários dispersos, mas de uma economia criminal integrada, com estrutura empresarial, financiamento faccional e capacidade de captura do sistema financeiro”Anuário Brasileiro de Segurança Pública

Celular amplia alcance das fraudes

Outro fator apontado como impulsionador dos golpes é o roubo e o furto de celulares. Embora o número total de ocorrências envolvendo aparelhos tenha caído 7,7% em 2025, chegando a 792.284 registros, a composição desse tipo de crime mudou.

Os roubos, caracterizados pelo uso de violência ou ameaça, diminuíram 18,6%, enquanto os furtos cresceram 0,9%. Com isso, atualmente seis em cada dez celulares subtraídos no Brasil são furtados, modalidade que, segundo o estudo, facilita o acesso dos criminosos a aplicativos bancários, contas digitais e dados pessoais armazenados nos aparelhos.

Golpes mais frequentes

Levantamento do setor financeiro citado pelo Anuário aponta que as modalidades mais comuns são:

  1. Clonagem ou troca de cartão de crédito (45%);
  2. Golpe do WhatsApp, em que criminosos se passam por conhecidos da vítima (34%);
  3. Falsa central telefônica bancária (31%);
  4. Golpe do Pix (24%);
  5. Uso indevido de CPF por mensagens de texto (13%);
  6. Leilões e lojas virtuais falsas (10%).

Em comum, essas modalidades utilizam técnicas de engenharia social para convencer as vítimas a fornecer senhas, códigos de autenticação ou realizar transferências financeiras.

Poucos casos chegam à Justiça

Os dados também revelam uma diferença entre o número de ocorrências registradas e a responsabilização criminal.

Em 2025, dos 2.261.055 boletins de ocorrência, apenas 63.771 processos penais foram iniciados e 4.819 pessoas foram presas por estelionato. Na prática, apenas 2,8% dos registros resultaram na abertura de processos judiciais, percentual ligeiramente superior aos 2,4% observados em 2024.

Isso significa que mais de 97% dos casos comunicados às autoridades não chegam ao Poder Judiciário, cenário que, segundo o Anuário, reduz o risco percebido pelos criminosos e favorece a expansão desse mercado ilícito.

“Dar golpes no Brasil oferece riscos excepcionalmente baixos de punição, mesmo para um país que tem baixos índices gerais de esclarecimentos de crimes”Anuário Brasileiro de Segurança Pública

Países adotam modelos diferentes

O relatório também reúne programas de países que têm como objetivo combater as fraudes digitais.

Em Singapura, o governo criou um Centro Anti-Golpes integrado a bancos e empresas de tecnologia, permitindo bloquear contas bancárias e linhas telefônicas utilizadas pelos criminosos em poucos minutos. A estratégia contribuiu para uma redução de 27,6% nos casos e de 17,9% nas perdas financeiras em 2025.

No Reino Unido, bancos passaram a ser obrigados a reembolsar vítimas de golpes envolvendo pagamentos autorizados, medida que permitiu recuperar 88% dos valores perdidos no primeiro ano de vigência, embora tenha provocado a migração dos criminosos para outros tipos de fraude.

A Austrália estabeleceu um marco regulatório que prevê multas de até 52 milhões de dólares australianos para empresas de telecomunicações e plataformas digitais que deixarem de adotar medidas de prevenção.

Já os Estados Unidos registraram perdas de US$ 12,5 bilhões em 2024 com fraudes, cenário atribuído pelo Anuário à ausência de uma coordenação nacional entre os diferentes órgãos reguladores e forças policiais responsáveis pelo enfrentamento desse tipo de crime.



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Anuário de Segurança: Policiais batem novo recorde e mataram 5,4% a mais em 2025


As mortes decorrentes de intervenções de policiais civis e militares no Brasil atingiram o maior patamar da série histórica em 2025. Segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (23) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), 6.602 pessoas morreram em ações policiais no ano passado, um aumento de 5,4% em relação a 2024. O avanço acontece na contramão da tendência nacional de redução da violência letal: no mesmo período, as Mortes Violentas Intencionais (MVI) caíram 8,2%.

As mortes decorrentes de intervenção policial correspondem aos casos em que uma pessoa morre durante ações de policiais civis ou militares, em serviço ou fora dele. O indicador é utilizado para medir a letalidade da atuação das forças de segurança pública e integra as estatísticas oficiais de Mortes Violentas Intencionais (MVI), ao lado dos homicídios dolosos, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte.

Em 2025, as intervenções policiais responderam por 16,2% de todas as mortes violentas intencionais registradas no país. Na prática, isso significa que uma em cada seis mortes violentas ocorreu durante ações de agentes de segurança pública. Ao todo, o Brasil contabilizou 40.775 mortes violentas intencionais no ano, o equivalente a uma taxa nacional de 19,1 mortes por 100 mil habitantes.

“O país precisa encontrar mecanismos de controle do uso da força mais efetivos, já que tais dados mostram que o Estado, em suas múltiplas esferas e poderes, tem sido parte do problema e não apenas das soluções para a segurança pública brasileira”, aponta o Anuário.

Amapá lidera pelo 7º ano seguido

Pelo sétimo ano consecutivo, o Amapá registrou a maior taxa de letalidade policial do país, com 17,1 mortes por 100 mil habitantes. Veja as taxas de letalidade policial por estado:

  1. Amapá: 17,1;
  2. Bahia: 10,6;
  3. Sergipe: 8,4;
  4. Pará: 7,3;
  5. Rio de Janeiro: 6,6;
  6. Acre: 6,0;
  7. Rondônia: 2,7;
  8. Mato Grosso: 2,7;
  9. Pernambuco: 2,6;
  10. Ceará: 2,5;
  11. Espírito Santo: 2,5;
  12. Tocantins: 2,4;
  13. Goiás: 2,3;
  14. Mato Grosso do Sul: 2,3;
  15. Alagoas: 2,2;
  16. Maranhão: 2,1;
  17. Paraíba: 2,0;
  18. Rio Grande do Norte: 1,9;
  19. Paraná: 1,8;
  20. Minas Gerais: 1,7;
  21. Santa Catarina: 1,4;
  22. São Paulo: 1,2;
  23. Amazonas: 0,9;
  24. Piauí: 0,9;
  25. Rio Grande do Sul: 0,7;
  26. Distrito Federal: 0,5;
  27. Roraima: 0,4;

Embora ocupe a segunda posição em taxa, a Bahia liderou em números absolutos. O estado registrou 1.570 mortes decorrentes de intervenção policial em 2025, o equivalente a quase 24% de todos os casos registrados no Brasil.

Entre 2024 e 2025, a maior parte dos estados registrou crescimento da letalidade policial. Apenas dez estados reduziram seus indicadores. O aumento mais expressivo ocorreu em Rondônia, onde o número de mortes passou de oito para 47 casos, elevando a taxa em 485,6%. Também foram registradas altas relevantes no Maranhão (84%), Alagoas (54,6%) e Rio Grande do Sul (50,2%).

O relatório também cita a Operação Contenção, realizada em outubro do ano passado nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro. A ação resultou em 122 mortes, sendo 117 civis e cinco agentes de segurança pública, tornando-se uma das ocorrências de maior impacto do período.

“Os dados apresentados reforçam que a redução da letalidade policial depende menos do aumento da capacidade coercitiva do Estado e mais do aprimoramento da forma como essa capacidade é empregada”Anuário Brasileiro de Segurança Pública

Taxa de mortes nas cidades

Entre os municípios com mais de 100 mil habitantes, a maior taxa de mortes decorrentes de intervenção policial foi registrada em Porto Seguro (BA), com 32,3 mortes por 100 mil habitantes. Veja as 10 maiores taxas:

  1. Porto Seguro (BA): 32,3 por 100 mil habitantes (59 mortes);
  2. Eunápolis (BA): 29,7 por 100 mil habitantes (36 mortes);
  3. Marituba (PA): 28,5 por 100 mil habitantes (34 mortes);
  4. Itabaiana (SE): 22,0 por 100 mil habitantes (24 mortes);
  5. Simões Filho (BA): 19,1 por 100 mil habitantes (23 mortes);
  6. Jequié (BA): 18,9 por 100 mil habitantes (32 mortes);
  7. Lauro de Freitas (BA): 18,2 por 100 mil habitantes (40 mortes);
  8. Luís Eduardo Magalhães (BA): 17,7 por 100 mil habitantes (21 mortes);
  9. Japeri (RJ): 17,6 por 100 mil habitantes (18 mortes);
  10. Macapá (AP): 17,2 por 100 mil habitantes (84 mortes);

Em alguns municípios, a participação das intervenções policiais no total de mortes violentas é predominante. Em Itabaiana (SE), por exemplo, 75% das mortes violentas registradas em 2025 decorreram de ações policiais, segundo o Anuário.

Homens jovens e negros concentram vítimas

Os dados analisados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que a letalidade policial atinge principalmente homens jovens e negros.

Em 2025, 97% das vítimas eram do sexo masculino. A taxa entre homens chegou a 6,19 mortes por 100 mil habitantes, crescimento de 6% em relação ao ano anterior. Entre as mulheres, o índice permaneceu estável em 0,04 por 100 mil habitantes.

A faixa etária mais atingida é a de 20 a 29 anos, responsável por 46% das mortes decorrentes de intervenção policial registradas no país.

O levantamento também mostra uma disparidade racial. A taxa de letalidade policial entre pessoas negras foi de 3,5 mortes por 100 mil habitantes, enquanto entre pessoas brancas ficou em 1,0 por 100 mil. Isso significa que negros morreram em intervenções policiais em uma proporção 3,5 vezes maior que a registrada entre brancos.

Além da diferença entre os grupos, o Anuário mostra que a taxa entre pessoas negras cresceu 3,5% entre 2024 e 2025, enquanto permaneceu estável entre a população branca.



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Violência infantil piora em meio ao aumento de mais de 60% do bullying, diz Anuário


Os registros de bullying e ciberbullying contra crianças e adolescentes cresceram significativamente no Brasil em 2025. Segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (23) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), os casos de bullying aumentaram 68,2% em relação a 2024, totalizando 4.549 ocorrências, enquanto os registros de ciberbullying subiram 61,4%, chegando a 677 casos. O levantamento também aponta aumento nos registros de maus-tratos, violência doméstica e crimes relacionados ao abuso sexual infantil na internet.

O bullying é caracterizado por agressões físicas, verbais ou psicológicas repetidas, praticadas com a intenção de intimidar, humilhar ou constranger outra pessoa, geralmente no ambiente escolar. Já o ciberbullying ocorre por meios digitais, como redes sociais, aplicativos de mensagens e outras plataformas online. O Anuário atribui parte do aumento dos registros à consolidação da Lei nº 14.811/2024, que passou a tipificar criminalmente as duas condutas.

Entre as vítimas de bullying, 48% tinham entre 10 e 13 anos, enquanto 45% estavam na faixa de 14 a 17 anos. No ciberbullying, os adolescentes aparecem com maior frequência: 57% das vítimas tinham entre 14 e 17 anos, e 42% entre 10 e 13 anos.

O ambiente doméstico concentrou parte do aumento da violência contra crianças e adolescentes. Em 2025, o Brasil registrou 38.986 ocorrências de maus-tratos, alta de 14,6% em relação ao ano anterior. Na comparação com 2021, o crescimento chega a 106,1%.

As crianças menores foram as principais vítimas. Segundo o Anuário, 59,1% dos casos envolveram crianças de até 9 anos. O crescimento foi registrado em todas as faixas etárias:

  • 16,3% entre crianças de 0 a 4 anos;
  • 14,9% entre 5 e 9 anos;
  • 10,9% entre 10 e 13 anos;
  • 17,2% entre adolescentes de 14 a 17 anos.

O levantamento também aponta aumento de outros indicadores de violência no ambiente familiar. Os casos de lesão corporal dolosa em contexto de violência doméstica contra crianças e adolescentes cresceram 5,5%, totalizando 21.811 registros. Já as ocorrências de abandono de incapaz aumentaram 18,5%, chegando a 14.815 casos, enquanto os registros de subtração de crianças e adolescentes tiveram alta de 33,7%, com 1.866 ocorrências.

Crimes de abuso sexual infantil na internet

Outro indicador que apresentou crescimento foi o de produção, posse ou distribuição de material de abuso sexual infantil. Em 2025, foram registrados 4.063 casos, aumento de 25,3% em relação a 2024 e de 176,7% na comparação com 2021.

Os dados analisados pelo Fórum mostram que 84,2% das vítimas eram do sexo feminino e 15,8% do sexo masculino. Em relação à raça ou cor, 51,2% eram brancas e 48,2% negras.

A maior concentração de vítimas ocorreu entre adolescentes: 30% tinham entre 14 e 15 anos, enquanto 26,8% estavam na faixa de 12 a 13 anos.

O perfil dos autores também chama atenção. Nos casos em que houve identificação, 86,5% dos responsáveis eram homens, e 34,2% dos autores eram adolescentes.

Estupros recuam

Na contramão dos demais indicadores, o número de registros de estupro e estupro de vulnerável contra crianças e adolescentes apresentou redução de 5,5% em relação a 2024. Ao todo, foram contabilizadas 61.076 vítimas em 2025.

Apesar da queda, crianças e adolescentes continuam sendo a maior parte das vítimas desse tipo de crime. Segundo o Anuário, 76,6% de todos os estupros registrados no Brasil tiveram como vítimas pessoas de até 17 anos. Dentro desse grupo, os casos de estupro de vulnerável, que envolvem vítimas com menos de 14 anos, representam 42,5% das ocorrências.

Para o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o aumento dos registros de crimes não letais pode refletir tanto o fortalecimento dos mecanismos de denúncia e da capacidade de identificação das violências por parte das instituições públicas quanto a permanência de práticas de agressão e negligência nas relações familiares e de cuidado.

“A visibilidade da violência cresce justamente porque ela continua presente, mas também porque se fortalece a intolerância social diante de violações historicamente banalizadas”Anuário Brasileiro de Segurança Pública



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Vídeos mostram fogo e passageiros sob trilhos após falha de trens em SP; assista


circulação dos trens das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade foi interrompida temporariamente na manhã desta quinta-feira (23), após uma ocorrência afetar o fornecimento de energia entre as estações Brás e Sebastião Gualberto, informou a Trivia Trens. A falha provocou uma série de transtornos aos passageiros.

As atividades das linhas já foram normalizadas, segundo a Trivia Trens. A Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) confirmou que a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) voltará a operar as linhas afetadas por 90 dias.

O que nós vimos nos últimos dois dias, especialmente hoje, é inaceitável. Como fiscalizadores e reguladores do contrato, estamos agindo de modo imediato. A ideia é a volta da CPTM pra operação porque o que nós vimos realmente é muito ruim, muito penoso para o cidadãoAndré Isper, Diretor-Presidente da Artesp.

O formato da atuação da CPTM será definido pela diretoria da Artesp ao longo desta quinta-feira (23). A companhia possui corpo técnico, estrutura operacional e equipes plenamente preparadas para atuar, contribuindo para a continuidade do serviço e para a redução dos impactos aos passageiros, diz a empresa.

Jovem Pan tenta contato com a Trivia Trens, responsável pelas linhas afetadas. O espaço está aberto para manifestação.

Nas redes sociais, passageiros relataram dificuldades para embarcarcatracas travadas e plataformas lotadas em diferentes estações. Vídeos publicados por usuários também mostram pessoas caminhando sobre os trilhos durante a interrupção.

Em um deles, usuários estão dentro do vagão quando começam a perceber faíscas no lado externo. Depois, chamas começam a se formar dentro do vagão, com gritos e desespero, enquanto os usuários tentam se amontoar ao fundo do trem para não serem atingidos pelo incêndio. Veja abaixo:

Em outra filmagem, do lado de fora do vagão, podemos ver os incêndios tomando conta do trem enquanto as pessoas aguardam instruções de como prosseguir, se pela via ou se devem esperar pela retirada dos vagões. Pode-se escutar o choro de alguns dos passageiros. Não houve vítimas.

Por fim, foram registradas imagens de passageiros tendo que andar sob os trilhos no escuro, com auxílio das lanternas dos celulares, para conseguirem retornar à plataforma de embarque mais próxima e saírem da via. Outros passageiros ficaram presos sob a plataforma elevada, necessitando do apoio da Polícia para se locomoverem pelo pontilhão. Nas filmagens, é possível ver o trânsito abaixo dos passageiros, que andam devagar, de mãos dadas com policiais, pelo trilho.

Para reduzir os impactos da paralisação, a Trivia Trens informou ter solicitado a ativação do Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (PAESE). Por volta das 6h30, pontos de ônibus nas regiões atingidas registravam aglomeração de passageiros, com longas filas à espera dos coletivos.

Os reflexos da paralisação também foram sentidos no trânsito. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a zona leste concentrava 63 quilômetros de lentidão no início da manhã, região diretamente impactada pela interrupção da circulação ferroviária.

Em razão do aumento no fluxo de passageiros, o Metrô informou que reforçou a operação. Desde as 6h, foram abertas as transferências nas estações Tatuapé e Corinthians-Itaquera, a Linha 3-Vermelha passou a operar com dois trens extras e foram implantadas manobras operacionais nas estações Tatuapé e Penha para ampliar a oferta de viagens.

Segundo a Trivia Trens, equipes técnicas seguem trabalhando para identificar a causa da interrupção no fornecimento de energia e realizar os reparos necessários para restabelecer a circulação dos trens no menor tempo possível.

empresa assumiu a operação das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade na terça-feira (21). Até então, os ramais eram administrados pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Desde o início da concessão, a nova operação já registrou falhas que afetaram a circulação dos trens.





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Safra recorde projetada pelo USDA pressiona preços futuros do café em NY

Na Bolsa de Nova York, o contrato futuro do café arábica com vencimento em setembro encerrou o pregão desta quinta-feira (23) com queda de 2,29%, cotado a US$ 3,09 por libra-peso.

Os preços recuaram após o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) elevar as perspectivas para a oferta mundial de café na safra 2026/27. O órgão estima uma produção recorde de 189,7 milhões de sacas, volume 6% superior ao ciclo anterior, impulsionado principalmente pela recuperação da safra brasileira.

Segundo o relatório, a produção global de café arábica deve crescer 12%, enquanto a de robusta tende a recuar 0,7%. O USDA também projeta aumento dos estoques finais mundiais para 26,3 milhões de sacas, reforçando a expectativa de maior disponibilidade do produto no mercado.

Para o Brasil, o órgão mantém a previsão de uma safra recorde de 71,9 milhões de sacas em 2026/27, alta de 14% na comparação anual, favorecida pela melhora das condições climáticas e produtivas.

Cacau

O contrato futuro do cacau com vencimento em setembro, negociado na Bolsa de Nova York, encerrou a sessão com queda de 0,51%, cotado a US$ 5.301 por tonelada.

O Barchart apontou que o mercado permaneceu pressionado pelas expectativas de maior oferta global, após a forte desvalorização registrada no pregão anterior.

Dados da Costa do Marfim, principal produtor mundial da commodity, mostram que os embarques acumulados no atual ano comercial, entre 1º de outubro de 2025 e 19 de julho de 2026, somaram 2,10 milhões de toneladas, um avanço de 21% na comparação anual.

Outro fator que reforçou o movimento foi o crescimento das exportações da Nigéria. Em junho, o país embarcou 18.922 toneladas de cacau, volume 30% superior ao registrado no mesmo mês de 2025, ampliando a percepção de maior disponibilidade do produto no mercado internacional.

Açúcar

O mercado futuro do açúcar continua operando em uma faixa estreita de preços, à espera de sinais mais claros sobre os impactos do El Niño na produção global. Neste cenário, o contrato futuro com vencimento em outubro encerrou o dia com queda de 0,34%, cotado a 14,69 centavos de dólar por libra-peso.

Apesar da leve desvalorização, o mercado continua sem um direcionamento definido. Segundo Mauricio Muruci, analista da Safras & Mercado, as cotações seguem sustentadas por um equilíbrio entre a oferta atual e as incertezas climáticas para os próximos meses.

“O mercado permanece em uma faixa de equilíbrio entre 14,50 e 15 centavos de dólar por libra-peso. Ainda não houve uma revisão oficial da produção dos principais países produtores, mas o avanço do El Niño pode trazer novos riscos para a oferta e sustentar uma alta dos preços mais à frente”, afirma.

De acordo com Muruci, os efeitos do El Niño ainda não foram plenamente incorporados às estimativas de produção. Embora o fenômeno já tenha provocado ondas de calor na Europa e reduzido as chuvas de monção em partes da Ásia, os impactos sobre os canaviais só deverão ficar mais claros nos próximos meses.

A expectativa é que, à medida que esses efeitos sejam confirmados em países como Índia, Tailândia, China e na própria Europa, o mercado possa revisar as projeções de oferta global, o que tende a aumentar a volatilidade dos preços do açúcar.

Algodão

O contrato futuro do algodão com vencimento em dezembro encerrou a sessão com alta de 0,12%, cotado a 81,21 centavos de dólar por libra-peso.

As cotações seguem sustentadas pelas incertezas em torno da safra norte-americana. Embora as chuvas tenham melhorado as condições das lavouras nas últimas semanas, o mercado ainda aguarda uma definição sobre o potencial produtivo e o nível de abandono de áreas nos Estados Unidos.

Segundo Pery Passotti Pedro, consultor independente, essa indefinição impede uma correção mais acentuada dos preços.

“Apesar da melhora significativa das chuvas nas últimas semanas, o mercado ainda trabalha com dúvidas importantes sobre o nível final de abandono de área e o potencial produtivo das lavouras dos EUA. Essa incerteza impede que os preços devolvam toda a alta registrada durante o período de seca.”

O especialista destaca que fatores como o petróleo e o cenário geopolítico continuam influenciando o mercado de commodities e a competitividade das fibras sintéticas, mas exercem um papel secundário neste momento.

“O principal direcionador dos preços do algodão permanece sendo a expectativa para a oferta americana na safra 2026/27. Os próximos relatórios do USDA serão determinantes para confirmar se as perdas de produção justificam os preços atuais ou se haverá espaço para uma correção.”

Suco de Laranja

O vencimento futuro para o suco de laranja para entrega em setembro finalizou com desvalorização de 2,33% em que o contrato fechou negociado a US1,46 por libra-peso.

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Pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA têm forte queda na última semana


23 Jul (Reuters) – O ⁠número de norte-americanos que solicitaram auxílio-desemprego ⁠pela primeira vez caiu com força na semana ‌passada, indicando que o mercado de trabalho dos Estados Unidos continua estável e permitindo que as autoridades do ‌Federal Reserve mantenham o foco na contenção da inflação.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 22.000, para 187.000 em dado ajustado sazonalmente na semana encerrada em 18 de julho, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira. Economistas ⁠consultados ‌pela Reuters previam 212.000 novos pedidos para a ⁠última semana.

Abrangendo a semana de referência para o relatório nacional de emprego de julho, a ser divulgado em cerca de duas semanas, o relatório desta quinta-feira foi o mais recente a sinalizar estabilidade contínua ​no mercado de trabalho. Enquanto isso, o número de pessoas que recebem auxílio-desemprego há mais de uma ​semana, um indicador de contratações, caiu para 1,796 milhão na semana encerrada em 11 de julho.

A taxa de desemprego caiu inesperadamente em junho para 4,2%, o menor nível em um ano, embora isso tenha ‌sido mais resultado de uma redução na ​força de trabalho do que de um boom nas contratações.

O mercado de trabalho dos EUA tem se caracterizado por um equilíbrio incomum ⁠entre uma oferta ​restrita de trabalhadores ​disponíveis, um ritmo moderado de criação de empregos e demissões limitadas, o ⁠que permitiu que a taxa ​de desemprego permanecesse em um nível historicamente baixo.

Essa dinâmica tem levado um grupo crescente de autoridades do Fed a se ​mostrar mais abertamente preocupado com a inflação, que permanece bem acima da meta de 2%, ​do que com ⁠a resiliência do mercado de trabalho.

O Fed se reúne na próxima semana ⁠e a expectativa é de que mantenha a taxa de juros, mas os mercados futuros estão posicionados para que o banco central realize pelo menos um aumento de 0,25 ponto percentual antes do fim do ano.



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Brasil manifesta ‘preocupação’ com fala do presidente da Nicarágua sobre fim de eleição no país


O Ministério das Relações Exteriores (MRE) afirma, por meio de nota divulgada nesta quinta-feira (23) que vê com “preocupação” o anúncio do presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, sobre o fim das eleições no país.

A nota ainda destaca que a “realização de eleições livres, periódicas, plurais e transparentes é um dos esteios da democracia, valor com que o Brasil tem um profundo compromisso.” Por fim, a nota pede que as autoridades do país assegurem ao povo direito de escolher os seus governantes.

O ditador nicaraguense está poder há quase 20 anos, e novas eleições eram previstas no País em 2027. “Esqueçam, aqui não haverá mais eleições para que assim tentem tomar o governo e tomar o poder”, declarou Ortega ao referir-se aos seus opositores. A declaração foi feita no o aniversário da Revolução Sandinista no último domingo (19).

O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, no poder há quase duas décadas, descartou neste domingo (19) qualquer possibilidade de eleições em seu país para evitar que a oposição, no exílio, chegue algum dia ao governo.

“Esqueçam, aqui (na Nicarágua) não haverá mais eleições para que assim tentem tomar o governo e tomar o poder”, declarou Ortega ao referir-se aos seus opositores em um ato pelo 47º aniversário da Revolução Sandinista, celebrado em Manágua.

Ortega, de 80 anos, governou na década de 1980 e voltou ao poder em 2007. Desde então exerce o poder, após eleições questionadas ou com medidas que anularam seus adversários, ao lado de sua esposa Rosario Murillo.



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Raízen nomeia Felix Faber como vice-presidente do Conselho de Administração

A Raízen informou nesta quinta-feira (23) que o Conselho de Administração aprovou a nomeação de Felix Faber para o cargo de vice-presidente do colegiado. O executivo assume a posição em substituição a Anna Mascolo, indicada pela acionista Shell Brazil Holding BV.

Com mais de 26 anos de experiência no setor de energia, Faber construiu sua carreira na Shell, onde atuou em diferentes áreas da cadeia de valor, incluindo combustíveis marítimos, lubrificantes, mobilidade, comercialização e suprimentos, além de estratégia e energias renováveis.

O executivo é graduado em Administração de Empresas e ocupou posições de liderança na companhia, como CEO, vice-presidente sênior e presidente nacional da Shell na Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Turquia.

Ao longo da trajetória profissional, Faber também integrou conselhos de administração de empresas do grupo Shell e de associações do setor, além de participar de conselhos internacionais ligados a joint ventures da companhia na Suíça, Arábia Saudita e África.

Segundo a Raízen, o mandato do novo vice-presidente do Conselho de Administração começa nesta data e seguirá até a próxima Assembleia Geral da companhia, quando a eleição deverá ser ratificada para completar o período de gestão em andamento.

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Consultoria vê queda de 1,5% na safra de algodão do Brasil, em avaliação pré-Rally


A safra de algodão do Brasil 2025/26 foi estimada em 4,2 milhões de toneladas, uma queda de 1,5% ante o ciclo anterior, com uma redução na área plantada limitando a oferta do maior exportador global da pluma, projetou nesta quinta-feira (23) a Agroconsult.

A previsão foi divulgada antes do início da expedição técnica Rally da Safra, que deverá medir as produtividades nos campos, a partir da próxima segunda-feira, apontou a consultoria em relatório.

Leia também: SLC Agrícola (SLCE3) registra queda de 54% do lucro líquido no 1T, a R$ 236 milhões

Em uma avaliação inicial, as boas produtividades esperadas devem mitigar um recuo de 4,1% na área plantada no Brasil em 2025/26, estimada em 2,12 milhões de hectares.

“Utilizamos uma metodologia que inclui o mapeamento por satélite para garantir a exatidão do tamanho da área plantada e de dados sobre áreas irrigadas, além do diagnóstico técnico in loco da safra de algodão, com identificação das principais doenças, pragas e plantas daninhas”, disse Heloisa Melo, sócia diretora da Agroconsult e coordenadora técnica da etapa.

O Mato Grosso, maior produtor brasileiro de algodão, onde a colheita está em fase inicial, deverá ver uma redução de 6,5% na área plantada em relação à safra passada, segundo dados da consultoria, diante de condições menos favoráveis no período de plantio.

As avaliações de campo, juntamente com uma nova análise de imagens de satélite a ser realizada em agosto, permitirão aprofundar as análises e ajustar os números de produção e oferta até o encerramento oficial do Rally da Safra.

Os resultados serão apresentados durante o Congresso Brasileiro do Algodão, em 22 de setembro.



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