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Ministra da França pede demissão e volta atrás por crise com pesticidas

A ministra do Meio Ambiente da França, Monique Barbut, anunciou nesta quarta-feira (22) que deixaria o governo em protesto contra a aprovação de uma lei que reabre caminho para o uso de pesticidas controversos no país. Horas depois, porém, voltou atrás após o presidente Emmanuel Macron rejeitar seu pedido de demissão e pedir que ela permanecesse no cargo.

A reviravolta acontece em meio a um dos debates ambientais mais sensíveis da França nos últimos anos: a possível reintrodução de pesticidas proibidos no país, mas autorizados pela União Europeia, após pressão de setores do agronegócio e protestos de agricultores.

Pela manhã, Barbut afirmou, em uma publicação no LinkedIn, que as condições para continuar no governo “deixaram de existir” depois que o Parlamento aprovou um projeto de lei agrícola que permite, em caráter excepcional, o uso da acetamiprida e da flupiradifurona em algumas culturas.

Segundo o gabinete da ministra, ouvido pelo jornal Le Monde, ela chegou a apresentar formalmente sua renúncia a Macron. O presidente, no entanto, recusou o pedido e pediu que Barbut continuasse à frente da pasta, argumentando que sua atuação é importante diante da urgência da agenda climática. A ministra aceitou permanecer no cargo.

O projeto de lei aprovado pelo Parlamento autoriza a Agência Nacional de Segurança Sanitária da Alimentação, do Meio Ambiente e do Trabalho a liberar, sob condições, o uso da acetamiprida em plantações de avelã e da flupiradifurona em cultivos de beterraba-açucareira, maçã e cereja. A autorização, caso concedida pela agência, terá validade máxima de três anos.

A acetamiprida pertence ao grupo dos neonicotinoides, pesticidas associados por diversos estudos a impactos sobre abelhas e outros polinizadores. A França proibiu o produto em 2016 com base no princípio da precaução, mas produtores rurais afirmam que a restrição reduziu sua competitividade em relação a outros países europeus onde a substância continua permitida.

A proposta divide o país. Ambientalistas, organizações como a Greenpeace e sindicatos que representam pequenos agricultores afirmam que a medida ignora evidências científicas sobre possíveis impactos à biodiversidade e à saúde humana. Já representantes da indústria açucareira argumentam que os pesticidas são necessários para proteger as lavouras contra pulgões, responsáveis por perdas nas safras de beterraba nos últimos anos.

A controvérsia não é nova já que, em 2024, uma tentativa semelhante de reintroduzir a acetamiprida foi barrada pelo Conselho Constitucional da França, que considerou insuficientes as salvaguardas previstas no texto. No mesmo ano, uma petição contrária à medida reuniu mais de 2 milhões de assinaturas no site da Assembleia Nacional, o maior número já registrado pela plataforma.

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Estudante de direito e PM são presos com armas e 119 kg de drogas em shopping na BA



Brasil

Dentro de um automóvel, no estacionamento do local, policiais encontraram duas pistolas, munições e celulares

As polícias Militar e Civil da Bahia prenderam, na noite de quarta-feira (22), um estudante de direito e um policial militar que, dentro de um carro, carregavam cerca de 119 kg de drogas.

O flagrante aconteceu no estacionamento do Salvador Norte Shopping, na capital baiana. Os entorpecentes estavam escondidos dentro de um veículo modelo Strada. De acordo com apuração do g1, os presos foram identificados como o soldado Elder Lourenço Santos Pereira, lotado no Batalhão de Euclides da Cunha, e Renan Santana Carvalho. Este último se identificou com um documento oficial do Exército, que estava vencido.

Além de 69 kg de cocaína e 50 kg de crack, no automóvel os policiais encontraram também duas pistolas, carregadores, munições, celulares, entre outros itens. No momento da prisão, segundo a reportagem, os dois tentaram despistar os policiais e, inicialmente, negaram qualquer relação com a picape onde as drogas estavam armazenadas. No entanto, as equipes de segurança já monitoravam os passos da dupla desde a chegada ao estacionamento.

Ambos foram levados para o DHPP, onde foi registrada a ocorrência. Ainda não se sabe o destino e a origem da carga apreendida.

A Jovem Pan não conseguiu localizar as defesas dos presos. O espaço está aberto para manifestação.



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Cerradinho Bio ampliará produção de biocombustíveis com R$ 150 milhões

A Cerradinho Bioenergia vai investir R$ 150 milhões em projetos de inovação tecnológica, modernização industrial e ampliação da produção de biocombustíveis em suas unidades localizadas em Chapadão do Céu (GO) e Maracaju (MS). 

Os recursos, obtidos com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) serão destinados à aquisição de máquinas, equipamentos e tecnologias voltadas ao aumento da eficiência operacional das plantas industriais.

Os investimentos serão realizados por meio de duas operações de crédito. A primeira, de R$ 50 milhões, será destinada à Neomille, subsidiária do grupo especializada na produção de etanol de milho e coprodutos. Os recursos serão aplicados na compra de máquinas, equipamentos e serviços tecnológicos com características inovadoras.

A segunda operação, de R$ 100 milhões, envolve a Cerradinho Bioenergia. e a Neomille e prevê a aquisição de bens de capital, incluindo equipamentos industriais e agrícolas desenvolvidos com tecnologia nacional.

Segundo as empresas, os investimentos têm como objetivo ampliar a capacidade tecnológica das unidades produtivas, aumentar a eficiência energética dos processos e contribuir para a redução das emissões de carbono.

As operações fazem parte do programa BNDES Mais Inovação, voltado ao financiamento de projetos de inovação e digitalização em empresas brasileiras.

Fundado em 1970, em Catanduva (SP), o Grupo Cerradinho atua na produção de etanol de cana e de milho, açúcar, bioeletricidade e coprodutos como DDG e óleo de milho. O grupo mantém unidades industriais em Goiás e Mato Grosso do Sul, com capacidade para processar 1,8 milhão de toneladas de milho e 6,1 milhões de toneladas de cana por ano.

Nos últimos anos, a companhia tem ampliado seus investimentos em expansão industrial, com destaque para o crescimento da produção de etanol de milho, segmento que representa uma parcela crescente da receita operacional do grupo.

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Prefeitura suspende rodízio na Zona Leste de SP após falhas nas linhas de trem


A Prefeitura de São Paulo suspendeu na manhã desta quinta-feira (23) o rodízio municipal de veículos em parte da Zona Leste em razão dos transtornos provocados pela interrupção da circulação dos trens das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, operadas pela concessionária Trivia Trens.

Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a suspensão do rodízio vale para as avenidas Celso Garcia, Radial Leste, Salim Farah Maluf, Avenida do Estado, Luiz Inácio de Anhaia Mello e também para a Marginal Tietê. A medida foi adotada para minimizar os impactos no trânsito após milhares de passageiros enfrentarem problemas no transporte nesta manhã precisarem buscar alternativas.

A circulação dos trens das três linhas foi interrompida temporariamente após uma ocorrência afetar o fornecimento de energia entre as estações Brás e Sebastião Gualberto, informou a Trivia Trens. O Serviço Expresso Aeroporto também foi afetado e deixou de operar durante a ocorrência.

Os reflexos da paralisação foram sentidos rapidamente no sistema viário. De acordo com a CET, a Zona Leste concentrava 63 quilômetros de lentidão no início da manhã, região diretamente impactada pela interrupção dos trens.

Passageiros enfrentam transtornos

A falha provocou uma série de transtornos aos passageiros. Nas redes sociais, usuários relataram dificuldades para embarcar, catracas travadas, plataformas lotadas e demora para conseguir acesso às estações. Vídeos publicados por passageiros também mostram pessoas caminhando sobre os trilhos durante a interrupção do serviço.

Na região da Estação Brás, a concessionária realizou o desembarque assistido de uma composição. Segundo a empresa, o procedimento foi adotado por questões de segurança e acompanhado por equipes operacionais.

Durante a ocorrência, um foco de incêndio atingiu um trem nas proximidades do pátio de manutenção da concessionária, na região da Estação Bresser-Mooca. O Corpo de Bombeiros informou que foi acionado às 5h38. Após controlar as chamas, as equipes permaneceram no local realizando o trabalho de rescaldo para evitar novos focos de incêndio.

Para reduzir os impactos da paralisação, a Trivia Trens informou que solicitou a ativação do Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (PAESE), sistema que disponibiliza ônibus para atender passageiros quando há interrupções na operação ferroviária. Por volta das 6h30, pontos de ônibus nas regiões afetadas registravam aglomeração de passageiros e longas filas.

Abertura de transferências

O Metrô também adotou medidas para comportar o aumento da demanda. Desde as 6h, foram abertas as transferências nas estações Tatuapé e Corinthians-Itaquera. Além disso, a Linha 3-Vermelha passou a operar com dois trens extras e foram implantadas manobras operacionais nas estações Tatuapé e Penha para ampliar a oferta de viagens.

A companhia informou ainda que monitora a demanda em tempo real, envia trens vazios para estações com maior concentração de passageiros e reforçou o número de funcionários nas estações de transferência para orientar o público.

A Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) afirmou que acompanha, desde o início da manhã, a ocorrência que afetou a operação das linhas concedidas à Trivia Trens. Segundo a agência, a fiscalização inclui o acompanhamento das medidas adotadas pela concessionária para restabelecer o serviço e prestar assistência aos passageiros.

A Artesp acrescentou que mantém monitoramento permanente da concessão e avaliará a adoção das medidas administrativas e contratuais cabíveis em relação ao episódio.

Em nota, a Trivia Trens informou que equipes técnicas seguem trabalhando para identificar a causa da interrupção no fornecimento de energia e realizar os reparos necessários para restabelecer a circulação dos trens no menor tempo possível.

A concessionária assumiu a operação das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade na terça-feira (21). Até então, as linhas eram administradas pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Desde o início da concessão, a nova operação tem registrado falhas constantemente que afetam a circulação dos trens.



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Mercado de bioinsumos movimenta R$ 1,35 bilhão até abril e área cresce 15%

O mercado brasileiro de bioinsumos movimentou R$ 1,347 bilhão entre janeiro e abril de 2026, alta de aproximadamente 5% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (23) pela CropLife Brasil.

No mesmo intervalo, a área tratada com produtos biológicos cresceu 15%, passando de 27,2 milhões para 31,2 milhões de hectares. 

Segundo a entidade, o avanço está associado à ampliação do manejo integrado de pragas resistentes e à maior adoção de práticas sustentáveis nas lavouras. Como o primeiro quadrimestre antecede o plantio das principais culturas de verão, a comercialização de bioinsumos costuma ser menor nessa época do ano, com expectativa de aceleração das vendas a partir do segundo semestre, conforme o calendário agrícola.

Os bioinseticidas responderam pela maior parcela do mercado no período, com faturamento de R$ 738 milhões, praticamente estável em relação aos R$ 736 milhões registrados no primeiro quadrimestre de 2025. A área tratada chegou a 15 milhões de hectares, mantendo o mesmo patamar do ano anterior. 

O desempenho é impulsionado principalmente pelo uso na segunda safra de milho, cultura em que há incidência de pragas como cigarrinhas e lagartas. De acordo com o relatório, mais de 40% do mercado anual desse segmento se concentra entre janeiro e março. A expectativa é de desaceleração das vendas nos próximos meses, com retomada a partir de novembro, quando se inicia o preparo para o plantio da safrinha.

Os bionematicidas registraram crescimento tanto em valor quanto em área tratada. O mercado alcançou R$ 353 milhões no primeiro quadrimestre, contra R$ 316 milhões no mesmo período de 2025, enquanto a área tratada aumentou de 5 milhões para 7,6 milhões de hectares. 

Segundo o levantamento, o segmento continua em expansão em razão da maior incidência de nematoides e da consolidação do uso desses produtos no manejo do solo para ganhos de produtividade. Como cerca de 35% da área de soja utiliza a tecnologia, a comercialização tende a ganhar força novamente no segundo semestre.

O segmento de biofungicidas também apresentou avanço. O faturamento somou R$ 203 milhões entre janeiro e abril, frente aos R$ 185 milhões registrados um ano antes, o maior valor da série dos últimos quatro anos para o período. A área tratada passou de 3,5 milhões para 3,7 milhões de hectares. 

A CropLife atribui o crescimento ao aumento da adoção e da expansão da área cultivada, especialmente na soja, onde os produtos são utilizados de forma complementar aos defensivos químicos. Como o plantio da próxima safra começa a partir de setembro, após o vazio sanitário, apenas cerca de 18% do valor anual deste mercado costuma ser registrado no primeiro quadrimestre.

Os inoculantes permaneceram como o menor segmento em faturamento no período, com R$ 53 milhões, ligeiramente acima dos R$ 51 milhões registrados em igual intervalo de 2025. A área tratada avançou de 3 milhões para 5 milhões de hectares. 

Segundo o levantamento, trata-se do mercado mais consolidado entre os bioinsumos, impulsionado pela elevada adoção na soja, estimada em cerca de 90%, em razão da substituição parcial de fertilizantes nitrogenados e da maior fixação biológica de nitrogênio. A comercialização tende a crescer a partir de junho, quando os produtores iniciam a compra de sementes e o tratamento industrial para a próxima safra.

Na comparação histórica, o mercado total de bioinsumos cresceu de R$ 1,173 bilhão no primeiro quadrimestre de 2024 para R$ 1,288 bilhão em 2025 e R$ 1,347 bilhão em 2026. No mesmo intervalo, a área tratada passou de 21 milhões para 27 milhões e, neste ano, atingiu 31 milhões de hectares, indicando avanço contínuo da utilização dessas tecnologias no campo.

Em relação aos registros de produtos, o setor contabilizou 53 ingredientes ativos aprovados até o fim do primeiro semestre de 2026, o equivalente a cerca de um terço do total registrado em todo o ano de 2025. Do total, 39 são agentes microbiológicos, oito macrobiológicos e seis bioquímicos, conforme dados da consultoria Move Analytics com base nas informações do Ministério da Agricultura e Pecuária disponíveis no sistema Agrofit.

O levantamento também mostra desempenho positivo nas exportações brasileiras de sementes. No primeiro semestre de 2026, as vendas externas atingiram recorde de US$ 110,4 milhões, crescimento de 2,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em volume, foram exportadas 20 mil toneladas, alta de 13,5%. 

Os principais destinos foram Venezuela, Paraguai e Colômbia, que responderam por 47% do valor exportado. As sementes de milho lideraram as exportações, com US$ 44 milhões, seguidas pelas sementes de forrageiras, com US$ 38 milhões, e de hortaliças, com US$ 11 milhões.

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Dois dias após privatização, falha paralisa trens e provoca caos nesta quinta em SP


A circulação dos trens das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade foi interrompida temporariamente na manhã desta quinta-feira (23), após uma ocorrência afetar o fornecimento de energia entre as estações Brás e Sebastião Gualberto, informou a Trivia Trens.

A falha provocou uma série de transtornos aos passageiros. Nas redes sociais, passageiros relataram dificuldades para embarcar, catracas travadas e plataformas lotadas em diferentes estações. Vídeos publicados por usuários também mostram pessoas caminhando sobre os trilhos durante a interrupção. Veja abaixo:

Na região da Estação Brás, a concessionária realizou o desembarque assistido de uma composição. Segundo a empresa, o procedimento foi adotado por questões de segurança e acompanhado por equipes operacionais.

Durante a ocorrência, um foco de incêndio foi registrado em um trem próximo ao pátio de manutenção da concessionária, na região da Estação Bresser-Mooca. O Corpo de Bombeiros informou que foi acionado às 5h38. Após controlar as chamas, as equipes permaneceram no local realizando o trabalho de rescaldo para evitar novos focos de incêndio.

Para reduzir os impactos da paralisação, a Trivia Trens informou ter solicitado a ativação do Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (PAESE). Por volta das 6h30, pontos de ônibus nas regiões atingidas registravam aglomeração de passageiros, com longas filas à espera dos coletivos.

Os reflexos da paralisação também foram sentidos no trânsito. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a zona leste concentrava 63 quilômetros de lentidão no início da manhã, região diretamente impactada pela interrupção da circulação ferroviária.

Em razão do aumento no fluxo de passageiros, o Metrô informou que reforçou a operação. Desde as 6h, foram abertas as transferências nas estações Tatuapé e Corinthians-Itaquera, a Linha 3-Vermelha passou a operar com dois trens extras e foram implantadas manobras operacionais nas estações Tatuapé e Penha para ampliar a oferta de viagens.

A companhia também afirmou que monitora a demanda em tempo real, envia trens vazios para estações com maior lotação e reforçou o número de funcionários nas estações de transferência para orientar os passageiros.

A Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) informou que acompanha, desde o início da manhã a ocorrência que afetou a operação das linhas. Segundo a agência, a atuação inclui a fiscalização das medidas adotadas pela concessionária para restabelecer o serviço e prestar assistência aos passageiros.

A Artesp acrescentou que mantém monitoramento permanente da concessão e avaliará a adoção das medidas administrativas e contratuais cabíveis.

Segundo a Trivia Trens, equipes técnicas seguem trabalhando para identificar a causa da interrupção no fornecimento de energia e realizar os reparos necessários para restabelecer a circulação dos trens no menor tempo possível.

A empresa assumiu a operação das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade na terça-feira (21). Até então, os ramais eram administrados pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Desde o início da concessão, a nova operação já registrou falhas que afetaram a circulação dos trens.





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economia

Escalada no Oriente Médio eleva petróleo, mas inflação menor reduz temor com juros


A nova escalada das tensões no Oriente Médio voltou a pressionar os preços do petróleo, aumentando os riscos para a economia global.

Ainda assim, a melhora do cenário inflacionário, especialmente nos Estados Unidos, tem reduzido os temores de novos aumentos de juros pelo Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) e ajudado a limitar uma deterioração mais intensa do sentimento dos investidores, segundo relatório assinado por Jan Hatzius, analista do Goldman Sachs.

Para o banco, o principal risco de curto prazo continua sendo o mercado de energia. Embora a instituição mantenha suas projeções de Brent em US$ 80 por barril no fim de 2026 e US$ 75 em 2027, novos ataques a petroleiros ou à infraestrutura do Oriente Médio poderiam levar a commodity novamente para a faixa acima de US$ 100 por barril.

Por outro lado, o Goldman destaca que as notícias sobre inflação têm sido mais favoráveis. O banco estima que o núcleo do índice de preços de gastos com consumo (PCE), principal medida de inflação acompanhada pelo Fed, tenha mostrado um comportamento benigno em junho, reforçando a expectativa de desaceleração gradual da inflação nos próximos anos.

Segundo os economistas, a inflação subjacente americana deve se aproximar de 2% em 2027, impulsionada pela menor contribuição dos preços de energia, de softwares e dos efeitos das tarifas comerciais.

Nesse contexto, o Goldman Sachs afirma que a melhora do quadro inflacionário praticamente eliminou as chances de uma alta de juros na próxima reunião do Fed, marcada para os dias 28 e 29 de julho. Embora novas elevações não estejam totalmente descartadas, elas exigiriam um cenário de inflação significativamente mais forte ou um mercado de trabalho mais aquecido do que o esperado atualmente.

Além disso, os dados mais recentes sugerem uma moderação gradual da atividade nos Estados Unidos. O Goldman estima que a economia americana tenha crescido a um ritmo próximo de 2,25% no primeiro semestre, mas espera uma desaceleração no restante do ano, diante do enfraquecimento da renda disponível das famílias e dos riscos associados a uma eventual perda de força do ciclo de investimentos em inteligência artificial.

Na avaliação do banco, o ambiente global segue marcado por forças opostas. De um lado, estão a renovação dos riscos geopolíticos e a possibilidade de um novo choque nos preços do petróleo. De outro, aparecem uma inflação mais comportada e a perspectiva de condições monetárias menos restritivas. Esse equilíbrio entre o risco energético e a desinflação deve continuar sendo o principal vetor para os mercados globais nos próximos meses.



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Áudios revelam propinas para policiais de SP acobertarem o PCC


Áudios encontrados no celular de Cléber Azevedo dos Santos – “companheiro” do PCC e um dos alvos das Operações Recidere, Bazaar e Janus – mostram a rede de pagamento de propinas mantida pelo esquema de lavagem de dinheiro de alguns dos maiores doleiros do país. São 59 áudios que a Polícia Federal repassou ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo.

Com base neles, o Gaeco, a PF e a Corregedoria da Polícia Civil deflagraram, em março, a Operação Bazaar, que mirou um esquema de corrupção “sistêmico”, incluindo lavagem de dinheiro, envolvendo quatro delegacias e uma divisão de três departamentos da Polícia Civil de São Paulo.

Foram cumpridos, na ocasião, 25 mandados de busca e apreensão, além de 11 mandados de prisão e 6 de intimação, relativos a medidas cautelares diversas da prisão, que atingiram integrantes da organização criminosa, advogados e policiais. Em seguida, as provas ajudaram a compor a Operação Janus, que levou à decretação de prisão de 18 acusados, 11 dos quais foram capturados na terça-feira – outros dois já estavam presos.

Segundo o Gaeco, os “áudios obtidos nas extrações analisadas evidenciam, de forma clara, a atuação dos investigados como agentes de promoção e financiamento da facção, sendo parte dos interlocutores integrantes e lideranças efetivas da organização criminosa”. O Estadão teve acesso a parte dessas conversas.

Uma delas é entre o advogado Guilherme Sacomano Nasser, que, segundo o Gaeco, concorreu para a oferta de vantagem indevida no valor de R$ 100 mil a policiais, com o propósito de obstar investigações contra pessoas jurídicas vinculadas ao grupo criminoso integrado por Cléber Santos, Robson Martins de Souza e Paulo Rogério Dias, o Paulo Barão, oferecendo propina aos policiais José Eduardo da Silva e Ciro Borges de Magalhães Ferraz.

Conforme o Gaeco, os agentes deixaram de “apurar as condutas ilícitas por eles identificadas na análise dos relatórios de inteligência financeira (RIFs) requisitados ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf)”. O Estadão não conseguiu contato com Nasser e com a defesa dos outros citados na investigação.

Operação Janus

A Operação Janus reuniu indícios de que os operadores financeiros do PCC também mantinham relações de proximidade e amizade com coronéis que foram da cúpula da PM de São Paulo. São citados Luiz Carlos Pereira Martins e José Augusto Coutinho – ex-comandante-geral da PM e da Rota -, além de um “Patrício”. Procurado, o comando da PM ressaltou que participou da operação com o MP.

Coutinho pediu demissão e foi exonerado do cargo em 16 de abril após reunião com o governador Tarcísio de Freitas sobre depoimento do promotor Lincoln Gakiya à Corregedoria da PM, no qual disse ter levado até Coutinho um áudio que provava que PMs da Rota haviam vendido informações ao PCC. Segundo Gakiya, Coutinho não tomou providências. O Estadão pediu manifestação dos coronéis. Os integrantes da antiga cúpula da PM, citados na investigação, não foram alvo da operação.



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Agro e setor extrativo puxam superávit da balança comercial na 3ª semana de julho


A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 526,3 milhões na terceira semana de julho. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), divulgados há pouco, o valor foi alcançado com exportações de US$ 6,113 bilhões e importações de US$ 5,587 bilhões.

O mês de julho acumula superávit de US$ 4,950 bilhões, resultante de US$ 19,383 bilhões em exportações e US$ 14,433 bilhões em importações.

Leia também: Nova tarifa dos EUA mira manufaturados e expõe São Paulo e o Sul

Até a terceira semana de julho, na comparação com o mesmo período de 2025, as exportações cresceram 6,7%. O desempenho dos setores foi o seguinte: crescimento de 6,5% em Agropecuária, que somou US$ 4,308 bilhões; crescimento de 17,2% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 4,919 bilhões; e, por fim, crescimento de 1,4% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 9,987 bilhões.

Em relação às importações, houve alta de 1,6% na mesma comparação. Houve queda de 16,3% em Agropecuária, que somou US$ 236 milhões; crescimento de 37,7% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 784 milhões; e, por fim, crescimento de 0,4% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 13,327 bilhões.

Acumulado do ano

De janeiro até a terceira semana de julho, o ano acumula superávit de US$ 47,308 bilhões, crescimento de 36,7% em relação ao mesmo período de 2025, quando o superávit no período somava US$ 37,184 bilhões.

A projeção do MDIC é de que o superávit da balança comercial seja de US$ 90,0 bilhões neste ano, crescimento de 32,3% em relação a 2025. O resultado projetado para este ano é decorrente de uma previsão de US$ 394,4 bilhões em exportações e US$ 304,4 bilhões em importações.



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economia

Leilão da BR-116 mira R$ 7,2 bi em obras e terá efeito cascata na economia, diz FGV


O leilão da nova concessão da Rodovia Régis Bittencourt (BR-116), marcado para esta quinta-feira (23), colocará em disputa três grandes empresas da área, interessadas em colocar em prática um pacote de investimentos projetado em R$ 7,2 bilhões para o trecho de 400 quilômetros entre São Paulo e Curitiba.

O valor bilionário de investimento deverá ter impacto ainda maior na economia. Segundo cálculos de um estudo do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (IBRE/FGV), cada R$ 1 milhão aportado na construção de infraestrutura rodoviária, são gerados cerca de 24 postos de trabalho e injetados R$ 2,47 milhões na produção econômica, além de R$ 1,10 milhão em valor adicionado bruto (VAB).

A disputa envolve a Arteris, que busca renovar seu contrato atual, a joint venture EPR e a Motiva (MOTV3). Um relatório do Bradesco BBI estima que a concessão pode entregar uma taxa interna de retorno real de até 20%.

O banco destaca como atrativos um desconto tarifário superior a 17%, um volume de tráfego atual acima das premissas do governo e a possibilidade de alavancar cerca de 60% da necessidade de caixa nos primeiros cinco anos de operação.

Cautela nas projeções

O otimismo do mercado, no entanto, é ponderado por ressalvas importantes. O mesmo relatório do Bradesco BBI adverte para a menor visibilidade sobre os ativos e passivos acumulados pela atual gestão. Além disso, o prazo de contrato mais curto em comparação com projetos novos (greenfield) e a cobrança intensa por investimentos nos primeiros anos de transição exigirão da vencedora um fôlego financeiro rigoroso.

No caso da Motiva, a avaliação inicial do certame é cautelosa. O Bank of America calcula um impacto financeiro inicialmente neutro para a companhia, projetando que o projeto geraria um Valor Presente Líquido (VPL) na casa dos R$ 200 milhões, o equivalente a cerca de R$ 0,10 por ação. 

A criação de valor adicional estaria condicionada à capacidade de a empresa extrair ganhos de eficiência operacional não previstos no modelo oficial. Apesar dessa neutralidade no curto prazo em relação ao leilão, o banco manteve a recomendação de compra para os papéis da Motiva, argumentando que a empresa continua negociando a múltiplos atrativos na Bolsa.

Efeito cascata

Enquanto os investidores calculam os riscos e retornos, a economia real deve observar um efeito multiplicador em toda a cadeia produtiva. O estudo da FGV, assinado pelos pesquisadores Tulio Bastos Barbosa, Isadora Osterno, e Christiano Modesto Penna, demonstra que quando a rodovia entra em operação, o setor de transporte — a atividade-fim viabilizada pelas obras — entrega métricas ainda mais robustas. 

O multiplicador de produção atinge 2,98, o que significa que cada R$ 1 milhão em demanda mobiliza quase R$ 3 milhões na economia paranaense, liderando também a geração de riqueza líquida (VAB), com índice de 1,24.

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Os pesquisadores afirmam que os dados apontados são, na verdade, conservadores. Os autores explicam que a metodologia adotou uma matriz de região única, restrita às fronteiras do Paraná. Caso o modelo contemplasse a retroalimentação inter-regional — contabilizando a renda e a produção que vazam para fornecedores de outros estados e retornam ao Paraná —, o impacto no emprego e na produção seria ainda maior, aproximando-se dos níveis nacionais.

Custo Brasil

Além disso, o impacto final desses R$ 7,2 bilhões previstos para a BR-116 incide diretamente sobre o gargalo estrutural conhecido como “Custo Brasil”, conceito que se refere ao aumento no tempo de deslocamento, custos e perdas que oneram a produção e a distribuição dos bens. Neste caso, a modernização e a ampliação de capacidade da pista ajudariam a reduzir parte destes entraves.

Segundo a FGV, os setores que possuem elevada dependência logística — com destaque para a agropecuária, a agroindústria e o comércio atacadista — figuram como os maiores beneficiados pela melhoria da malha viária. Assim, a maior eficiência no transporte facilita o escoamento das safras agrícolas, eleva a competitividade dos produtos nacionais nas exportações e amplia a atratividade das regiões atendidas para novos aportes do setor privado.

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Paralelamente aos ganhos produtivos, o combate às deficiências viárias gera desdobramentos sociais diretos. Conforme conclui a pesquisa do Ibre, estradas em melhores condições de trafegabilidade encurtam os tempos de deslocamento, facilitam o acesso da população a serviços essenciais de saúde, educação e segurança, e promovem a inclusão de comunidades geograficamente isoladas em áreas rurais e periferias urbanas.



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