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Irani Papel tem queda de 72,4% no lucro líquido do segundo trimestre

A Irani Papel e Embalagens registrou lucro líquido de R$ 30,9 milhões no segundo trimestre, resultado 72,4% inferior ao apurado no mesmo período do ano anterior.

A receita líquida de vendas somou R$ 431,8 milhões entre abril e junho, crescimento de 4,4% na comparação anual. 

No mercado interno, as vendas alcançaram R$ 397 milhões, alta de 7,5% em relação ao segundo trimestre de 2025. As vendas ao mercado externo, no entanto, registraram queda de 21,6% na mesma base de comparação, totalizando R$ 34,8 milhões.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado das operações continuadas foi de R$ 131,6 milhões, avanço de 3,2% em relação ao trimestre anterior. A companhia informou que, após o encerramento das atividades do negócio de resinas em 2025, os resultados passaram a priorizar as operações continuadas, com os períodos anteriores ajustados para fins de comparabilidade.

Segundo a empresa, o segundo trimestre foi marcado pela normalização das operações após as paradas programadas realizadas nos três primeiros meses do ano. A produção total de papéis para embalagens sustentáveis, incluindo papéis flexíveis e rígidos, cresceu 5,3% em relação ao segundo trimestre de 2025, atingindo o maior volume trimestral da história da companhia.

A Irani atribuiu o desempenho à evolução da produção da Máquina de Papel 05, principal etapa do Projeto Gaia XI, com avanço gradual da curva de ramp-up e captura de ganhos de produtividade e eficiência.

Ao fim do trimestre, a companhia encerrou o período com alavancagem de 2,07 vezes, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado.

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BC do Japão sinaliza chance de alta de juros enquanto Tóquio sustenta o iene


TÓQUIO, 31 Jul (Reuters) – ⁠O Banco do Japão alertou nesta sexta-feira, pela primeira ⁠vez, que a inflação subjacente pode ultrapassar sua meta e afirmou que as futuras ‌discussões sobre política monetária se concentrarão nos riscos de alta dos preços, sinalizando a possibilidade de um aumento da taxa de juros já em setembro.

Esses sinais hawkish surgiram ‌após a suposta intervenção do governo nos mercados de Nova York na quinta-feira com compra de ienes, o que ressaltou a preocupação de Tóquio com os impactos negativos que o iene fraco está causando às famílias por meio do aumento dos custos de importação.

“Como a inflação subjacente está se aproximando de nossa meta de 2%, devemos estar mais atentos do que ⁠nunca ‌aos riscos de alta dos preços. Debateremos nossa política monetária a partir de nossa ⁠próxima reunião tendo esse ponto em mente”, disse o presidente do banco central, Kazuo Ueda, em coletiva de imprensa, referindo-se à reunião de setembro.

“Em um momento em que há o risco de a inflação subjacente ultrapassar a meta, adiar as medidas necessárias poderia concretizar esse risco e prejudicar a economia”, disse ele, alertando que os ​riscos de a inflação superar a meta são “grandes demais para serem ignorados”.

Na reunião de política monetária que terminou nesta sexta-feira, o Banco do Japão manteve a taxa ​de juros de curto prazo em 1%, como amplamente esperado após um aumento para o nível mais alto em 31 anos no mês passado.

A decisão do Banco do Japão e seu comunicado hawkish impulsionaram o rendimento dos títulos do governo japonês de dois anos. O iene inicialmente apresentou pouca reação à decisão, mas subiu acentuadamente no pregão europeu, ‌com os operadores atentos à possibilidade de uma nova intervenção. ​Não ficou imediatamente claro o que motivou o movimento do mercado nesta sexta-feira nem se as autoridades japonesas estavam atuando no mercado.

O membro da diretoria Hajime Takata foi o único a votar contra a decisão, defendendo ⁠um aumento dos juros para 1,25% ​para responder aos riscos ​inflacionários decorrentes de choques na demanda externa.

Em um relatório trimestral de perspectivas, o Banco do Japão destacou a forte ⁠demanda por IA e as flutuações cambiais, bem ​como os acontecimentos no Oriente Médio, como principais riscos inflacionários que podem afetar o ritmo e o momento de futuros aumentos da taxa de juros.

“Existe o risco de que a inflação subjacente ​possa ultrapassar nossa meta de 2%”, afirmou o relatório, emitindo o alerta mais forte até o momento sobre a possibilidade de a inflação superar a ​meta.

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Essa linguagem foi mais forte ⁠do que a utilizada no relatório anterior, divulgado em abril, no qual o banco afirmou que a inflação subjacente ⁠se aproximava de 2% e exigia vigilância em relação aos riscos de alta dos preços.

“A mensagem de Ueda na coletiva de imprensa foi clara: maior ênfase no fato de que a desvalorização do iene está contribuindo cada vez mais para a inflação”, disse Masahiko Loo, estrategista sênior de renda fixa da State Street Investment Management em Tóquio.



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Inflação na zona do euro acelera em julho e reforça argumentos para alta de juros


FRANKFURT, 31 Jul (Reuters) – A ⁠inflação na zona do euro acelerou ⁠em julho, reforçando os argumentos já fortes a favor ‌de um novo aumento das taxas de juros pelo Banco Central Europeu, especialmente porque os altos preços do petróleo prenunciam ‌um aumento ainda maior das pressões inflacionárias.

A inflação anual nos 21 países que adotam o euro subiu para 2,9% em julho, ante 2,8% no mês anterior, em linha com as expectativas, com o aumento dos preços do petróleo devido à guerra ⁠no ‌Irã sendo o principal fator por trás desse resultado, segundo ⁠dados divulgados pela Eurostat nesta sexta-feira.

A inflação subjacente, que exclui os preços voláteis de alimentos e energia, acelerou de 2,4% para 2,5% uma vez que a inflação dos serviços subiu para 3,3%.

Embora cruciais, os números de julho provavelmente ​não serão um fator decisivo para o BCE, já que as autoridades receberão outro dado sobre a inflação em ​agosto, antes de sua próxima reunião de política monetária, e os preços do petróleo têm se mostrado extremamente voláteis.

Ainda assim, o banco central sinalizou fortemente que um aumento dos juros está por vir, argumentando que a economia está se ‌comportando de acordo com seu cenário “de referência”, ​que por si só já previa um aumento em 10 de setembro.

Os dados sobre o crescimento econômico também amenizaram as preocupações de que um aumento ⁠dos juros, destinado ​a impedir que ​os altos preços da energia se infiltrem de forma mais ampla nos preços ⁠e salários, pudesse prejudicar o crescimento ​econômico.

A economia da zona do euro cresceu 0,4% no segundo trimestre, o dobro do esperado, contrariando as previsões pessimistas de que a ​guerra e os altos custos da energia poderiam levá-la à beira de uma recessão.

Os mercados financeiros apostam em ​mais de dois ⁠aumentos nas taxas de juros, com esses movimentos já totalmente precificados para outubro e ⁠abril.

Os economistas, no entanto, estão mais cautelosos e prevêem apenas mais um aumento, partindo do pressuposto de que os altos preços da energia ainda não geraram impactos de segunda ordem nos preços, o que poderia, então, perpetuar a inflação elevada.

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Chuvas atrasam colheita de uvas para vinhos de inverno em MG e SP

As chuvas acima da média registradas durante o outono e o inverno atrasaram a maturação das uvas destinadas à produção dos chamados vinhos de inverno em Minas Gerais e São Paulo. Com isso, parte das vinícolas precisou adiar o início da colheita da safra de 2026.

Em São Paulo, a Philosophia Wines, em São Roque, iniciará apenas na próxima terça-feira a colheita das uvas destinadas aos seus vinhos. Segundo o sócio da vinícola e presidente da Associação Nacional dos Produtores de Vinho de Inverno (Anprovin), Cláudio Góes, o calendário foi adiado em razão das condições climáticas registradas nos últimos meses.

O início da vindima será na próxima segunda-feira (3). Geralmente, as vinícolas iniciam suas colheitas na primeira quinzena de julho.

O mesmo cenário também foi observado em Minas Gerais. De acordo com o engenheiro agrônomo Murilo Regina, um dos principais responsáveis pelo desenvolvimento da técnica da dupla poda no Brasil, o excesso de nebulosidade e de chuvas durante o período de maturação retardou a evolução das uvas em diferentes vinhedos do Sul do estado.

“O atraso de maturação é devido a um outono-inverno com dias mais nublados e mais chuvosos. O volume de chuva registrado no Sul de Minas foi bem superior aos anos normais para esse período. E isso vai, sim, atrasar a maturação”, afirmou à CNN.

Apesar da mudança no calendário, produtores e especialistas afirmam que o cenário não compromete a expectativa para a safra. Diferentemente do modelo tradicional de cultivo da videira, a técnica da dupla poda permite maior flexibilidade para definir o momento da colheita, já que as uvas podem permanecer por mais tempo na planta até atingirem o ponto ideal de maturação.

Na prática, a dupla poda transfere o ciclo produtivo da videira para os meses mais secos do ano, reduzindo a exposição das uvas às chuvas de verão e ampliando a janela para a vindima. Assim, um atraso provocado por menor incidência de sol, temperaturas mais amenas ou maior nebulosidade tende a ser absorvido sem prejuízos significativos à produtividade ou à qualidade das uvas.

O cenário é diferente do observado na Serra Gaúcha, principal região vitivinícola do país. Como a colheita ocorre durante o verão, chuvas próximas à vindima podem acelerar a deterioração dos cachos e obrigar os produtores a antecipar a colheita antes da maturação ideal.

A safra de vinhos de inverno deve render cerca de 4,5 mil toneladas de uvas viníferas neste ano, alta de aproximadamente 15% em relação ao ciclo anterior, principalmente por conta do aumento do número de hectares plantados.

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Cooperativismo movimenta R$ 848 bi em 2025 e alcança 29 mi de pessoas


O setor de cooperativas continua a mostrar crescimento sólido, mesmo em tempos de incerteza, com desafios climáticos, macroeconômicos e na oferta de crédito no país. Em 2025, o número de brasileiros cooperados atingiu 29 milhões, uma alta de 12,5% ante o ano anterior, enquanto os ingressos avançaram 12% na mesma comparação, somando R$ 848 bilhões. Os dados são do Anuário do cooperativismo Brasileiro 2026, lançado nesta sex-feira (31) pelo Sistema OCB.

As cerca de 4,4 mil cooperativas espalhadas pelo Brasil (em 3.425 municípios) atingiram a marca de R$ 1,4 trilhão em ativos no ano passado (+14,9%) e responderam para 623, mil empregos diretos, um crescimento de 6,1% frente a 2024.

Leia também: Em ranking inédito de indústrias, uma cooperativa ficou à frente da Unilever e Nestlé

Tania Zanella, presidente-executiva do Sistema OCB, destacou que hoje, 13,6% da população brasileira faz parte de alguma cooperativa, o que confirma a consolidação do modelo como forma de organização econômica e social do país.

“Os números do Anuário mostram que o cooperativismo continua crescendo de forma consistente e entrega resultados concretos para as pessoas. Cada novo cooperado representa alguém que escolheu participar de um modelo baseado na cooperação, na geração compartilhada de riqueza e no desenvolvimento das comunidades. O crescimento econômico das cooperativas demonstra que é possível conciliar competitividade, inclusão e prosperidade”, afirma Zanella.

Essa característica da inclusão pode ser comprovada por outro dado do Anuário: em 1.072 municípios brasileiros, a cooperativa é a única instituição financeira presente, o que ajuda a promover a inclusão bancária e o acesso ao crédito em regiões muitas vezes esquecidas pelo sistema tradicional.

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Crédito

Entre os sete ramos de atuação das cooperativas – em breve, serão oito, com a liberação aprovada para seguros – o de crédito é o maior quando observado o número de cooperados. Foram 22,96 milhões no ano passado (79,1% do setor), que representaram um incremento de 14,1% ante 2024.

Zanella acredita que as cooperativas representam um grande papel não só no acesso ao crédito com juros mais acessíveis, mas também na necessária educação financeira da população, uma meta do Banco Central que o setor tem incorporado desde sempre. “Hoje, as cooperativas, temos todo o portfólio de produtos das instituições financeiras, como um fundo garantidor”, disse, destacando a força da relação “olho no olho”, facilitada pelo fato de o cooperado ser, ao mesmo tempo cliente e dono.

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Ela também disse que a taxa de inadimplência do crédito nas cooperativas é a mais baixa do sistema financeiro.

Outros dados divulgados pela entidade mostram a força das cooperativas de crédito: nos locais onde elas atuam, há um acréscimo de R$ 3,9 mil em termos de PIB por habitante. O cálculo é que, a cada R$ 1 de crédito concedido pelas cooperativas, são gerados R$ 2,56 na atividade econômica.

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Agro

Se o setor de crédito lidera em número de cooperados, são as cooperativas agrícolas que estão à frente em produção. Clara Maffia, gerente-geral do Sistema OCB detalhou que o ramo é, por exemplo, líder em receita/ingressos, com R$ 487,3 bilhões (57,4% do total), montante que cresceu 11,2% ante 2024.

O ramo também é o maior empregador, com 277 mil pessoas (452% do total) e crescimento de 3,3% entre 2024 e 2025.

Nesse momento de forte endividamento no setor agrícola, com desafios climáticos crescentes e problemas decorrentes do protecionismo comercial, Maffia destacou que a resiliência das cooperativas agrícolas é um claro diferencial.

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No ano passado, as cooperativas de saúde atingiram um número de 20 milhões de beneficiados na área médica e 4,3 milhões na odontológica. “Entre as 20 operadoras médico-hospitalares que obtiveram nota máxima no IDSS [Índice de Desempenho da Saúde Suplementar, uma métrica da ANS], 18 são cooperativas”, destacou Maffia.



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Importação de trigo será recorde, mas qualidade é problema maior que volume | Blogs | CNN Brasil

A redução da safra brasileira de trigo em 2026 deve levar o país a registrar um volume recorde de importações do cereal. Com uma produção estimada em cerca de 6 milhões de toneladas e um consumo interno próximo de 14 milhões de toneladas, o Brasil deverá importar pelo menos 8 milhões de toneladas para atender a demanda doméstica, segundo projeções do analista da Safras & Mercado, Elcio Bento. 

Caso parte da produção nacional apresente perdas de quantidade ou qualidade, o volume pode ser maior. E isso é bastante possível, uma vez que o fenômeno El Niño provoca maiores chuvas no sul do país, principal região produtora, aumentando a incidência de doenças e derrubando a quali7,4dade no momento da colheita. Na estimativa do analista, se o cenário se confirmar, a necessidade de importação pode subir para entre 9 milhões e 10 milhões de toneladas

Se confirmada, a importação superará o maior volume já registrado pelo país, de 7,4 milhões de toneladas na temporada 2006/07, segundo Bento. 

As estimativas ocorrem em um momento em que a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) projeta queda de 23,5% na produção brasileira de trigo em relação ao ciclo anterior. Para a Companhia, a menor oferta doméstica deverá elevar as importações em cerca de 1,9 milhão de toneladas em 2027.

“O Brasil não é autossuficiente em trigo e, por isso, qualquer turbulência externa tem impacto direto sobre custos, disponibilidade e previsibilidade do abastecimento”, afirma o presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), Rubens Barbosa.

Além do maior volume de compras externas, representantes do setor afirmam que a preocupação está na qualidade do trigo disponível no mercado internacional. O Brasil depende principalmente da Argentina para abastecer seus moinhos, mas a safra recorde do país vizinho em 2025/26 apresentou níveis mais baixos de proteína e glúten, características essenciais para a produção de farinha destinada à panificação.

A safra argentina 2025/26 alcançou quase 30 milhões de toneladas. Mas, segundo Bento, “a abundância em quantidade não se reflete em qualidade. Os moinhos brasileiros têm encontrado dificuldade porque o trigo argentino não ajuda a melhorar a qualidade do trigo brasileiro como normalmente acontece”.

Em anos de produção normal, os moinhos costumam misturar o trigo nacional ao cereal argentino para obter padrões industriais específicos. Com uma safra doméstica menor e um produto importado de qualidade inferior à habitual, esse processo tende a se tornar mais complexo, segundo o analista.

Para a próxima safra argentina, a expectativa ainda é de uma produção elevada, embora inferior ao recorde do ciclo anterior. A principal incerteza, segundo Bento, permanece relacionada às características do trigo que será colhido, e não necessariamente ao volume disponível para exportação.

Diante desse cenário, o setor acompanha alternativas de abastecimento fora da Argentina. O trigo russo aparece como uma das principais opções em termos de oferta mundial, mas enfrenta restrições fitossanitárias que limitam sua distribuição para parte do território brasileiro. Atualmente, esse cereal pode abastecer principalmente moinhos localizados no Norte e Nordeste, enquanto regiões do Sul e parte do Sudeste permanecem sujeitas às restrições.

Outra alternativa é o trigo hard produzido nos Estados Unidos, reconhecido pela qualidade industrial. Segundo Bento, porém, esse produto está sendo comercializado a preços superiores aos praticados normalmente, o que pode elevar os custos de aquisição para os moinhos brasileiros. Paraguai e Uruguai também figuram entre os fornecedores do Mercosul, mas possuem menor capacidade de oferta e dificilmente compensariam uma eventual redução do trigo argentino disponível ao Brasil.

“Estamos diante de um cenário que combina menor oferta interna, maior necessidade de importação e custos internacionais mais elevados. Isso aumenta significativamente a complexidade da operação das indústrias moageiras”, afirma Barbosa.

Apesar da maior dependência das importações, Bento avalia que a taxa de câmbio tem contribuído para reduzir parte da pressão sobre os custos das compras externas. Ainda assim, ele considera que a combinação de uma produção menor no Brasil e de um mercado internacional mais firme tende a sustentar preços mais elevados ao longo da temporada.

“O fator cambial ajuda a amenizar parte dessa pressão, mas o Brasil entra em um ano de maior dependência das importações em um mercado internacional mais apertado. Isso tende a manter os preços em níveis mais altos”, afirma.

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Milho recua em Chicago com mercado atento ao clima e à oferta global

Os preços do milho encerraram a sessão desta quinta-feira (30) em baixa na Bolsa de Chicago, em um mercado que segue acompanhando as condições climáticas nos Estados Unidos e a evolução da oferta global do cereal.

O contrato futuro com vencimento em dezembro recuou 0,69%, encerrando o dia cotado a US$ 4,68 por bushel.

Segundo análise da Royal Rural, embora o clima nas lavouras norte-americanas continue no radar dos investidores, o mercado também monitora o avanço da colheita na Argentina e no Brasil. A oferta dos principais exportadores influencia diretamente a formação dos preços internacionais, já que Chicago reflete o equilíbrio entre produção, exportações e disponibilidade física do grão em nível global.

As atenções agora se voltam para os próximos relatórios oficiais de oferta e demanda. No dia 12 de agosto, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgará uma nova atualização das estimativas de produção, estoques e consumo mundiais. Já em 13 de agosto, será a vez da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) apresentar sua revisão para a safra brasileira.

De acordo com a Royal Rural, os dois levantamentos são considerados decisivos para o mercado e podem provocar forte volatilidade tanto nas cotações da Bolsa de Chicago quanto na formação dos preços do milho no mercado brasileiro.

Soja

Os preços da soja fecharam em baixa na Bolsa de Chicago, pressionados pelas previsões de chuvas para importantes áreas produtoras dos Estados Unidos e pela continuidade das vendas por parte dos fundos de investimento.

O contrato futuro com vencimento em novembro recuou 0,34%, encerrando o pregão cotado a US$ 11,88 por bushel.

Segundo análise da Granar, as precipitações registradas nas Grandes Planícies Centrais e no estado de Iowa melhoraram as perspectivas para as lavouras norte-americanas. A previsão é de que esse sistema avance nos próximos dias para o cinturão central e leste de produção de soja e milho, beneficiando as áreas que enfrentaram temperaturas acima da média durante o período crítico de floração.

Apesar da expectativa de alívio com as chuvas, o monitoramento da seca nos Estados Unidos continua indicando deterioração das condições em parte do Meio-Oeste. O levantamento mais recente mostrou aumento da área com seca moderada, de 12,9% para 21,52%, e da área com seca severa, de 3,35% para 6,89%.

Refletindo esse cenário, o USDA elevou de 18% para 26% a parcela da área cultivada com soja afetada por algum nível de seca. Mesmo assim, o mercado interpretou que as previsões de precipitações nos próximos dias podem limitar perdas produtivas, o que contribuiu para a queda das cotações em Chicago.
Trigo

Os preços do trigo fecharam em alta na Bolsa de Chicago, sustentados pelo aumento das tensões geopolíticas na região do Mar Negro, um dos principais corredores de exportação de grãos do mundo.

O contrato futuro com vencimento em setembro avançou 0,42%, encerrando o pregão cotado a US$ 6,63 por bushel.

Segundo análise da Granar, embora o mercado tenha devolvido parte dos ganhos registrados no início do dia, as cotações permaneceram no campo positivo diante da preocupação com possíveis impactos sobre o comércio internacional de grãos. Durante a sessão noturna, os preços chegaram a subir cerca de US$ 9 por tonelada.

O movimento foi provocado pela intensificação dos ataques da Ucrânia contra alvos estratégicos da Rússia na região do Mar Negro. Entre os principais episódios está o ataque com drones ao porto de Taman, na região de Krasnodar, que atingiu um terminal de exportação de grãos da Demetra, uma das maiores empresas agrícolas russas. Segundo a Reuters, a estrutura sofreu danos considerados significativos.

Na mesma região, também foi alvo uma unidade de exportação de óleo de girassol da Efko, uma das maiores processadoras de alimentos e produtos agrícolas da Rússia.

Os ataques se somam ao bombardeio registrado na véspera contra uma refinaria da Lukoil, em Perm, que interrompeu as operações de uma importante unidade de processamento de petróleo do país. Além disso, novas ofensivas contra embarcações russas nos mares de Azov e Negro reforçaram as preocupações com a segurança da logística regional.

Para o mercado, a escalada dos conflitos aumenta o risco de interrupções nas exportações de grãos pelo Mar Negro, fator que segue oferecendo suporte às cotações internacionais do trigo.

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GTF amplia exportações de farinhas de aves para Argentina e México

A GTF ampliou seu acesso ao mercado internacional após obter novas habilitações sanitárias para exportar farinhas e óleo de aves à Argentina e farinhas de aves ao México. As autorizações contemplam as unidades de Maringá e Paranavaí, no Paraná, e reforçam a estratégia de expansão da companhia na América Latina.

Com a decisão, as fábricas de Maringá e Paranavaí passam a estar autorizadas a exportar farinhas e óleo de aves para a Argentina. Além disso, a unidade de Maringá recebeu aval para embarcar farinhas de aves ao mercado mexicano, ampliando o portfólio de destinos atendidos pela empresa na região.

As habilitações representam um avanço na estratégia de internacionalização da GTF e se somam à recente retomada das exportações de farinhas de origem animal para o Paraguai, ampliando a presença da companhia em mercados latino-americanos.

Segundo a empresa, as autorizações refletem o atendimento aos requisitos sanitários e de qualidade estabelecidos pelos países importadores. A planta de Maringá opera sob o SIF (Serviço de Inspeção Federal) nº 4198, enquanto a unidade de Paranavaí possui o SIF nº 1880, certificações que atestam o cumprimento dos padrões exigidos para o comércio internacional.

Em nota, a GTF destacou que as novas habilitações reforçam o compromisso da companhia com a segurança dos alimentos, a rastreabilidade e a eficiência operacional, pilares considerados estratégicos para ampliar sua competitividade no mercado externo.

A empresa atualmente exporta produtos para mais de 100 países, com presença em mercados da América Latina, Oriente Médio, África do Sul e Ásia, incluindo China e Japão. A ampliação das habilitações fortalece a diversificação dos destinos das exportações e reduz a dependência de mercados específicos.

Para o CEO da GTF, Rafael Tortola, as novas autorizações representam mais um passo no plano de crescimento internacional da companhia.

“As novas habilitações para Argentina e México representam avanços importantes na estratégia de internacionalização da GTF. Estamos ampliando nossa presença na América Latina e levando produtos desenvolvidos com excelência em processos, segurança e inovação para novos mercados”, afirmou.

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Concessões de empréstimos no Brasil sobem 6,5% em junho, diz BC


SÃO PAULO, 30 Jul (Reuters) – As concessões de empréstimos no Brasil aumentaram 6,5% em junho na comparação com o mês anterior, informou o Banco Central nesta quinta-feira, com o estoque total de crédito subindo 0,7% no período, a R$7,356 trilhões.

No mês, as concessões de financiamentos com recursos livres, nos quais as condições dos empréstimos são livremente negociadas entre bancos e tomadores, tiveram alta de 6,7% em relação ao mês anterior. Para as operações com recursos direcionados, que atendem a parâmetros estabelecidos pelo governo, houve avanço de 4,9% no período.

No mês, a inadimplência no segmento de recursos livres ficou em 6,2%, repetindo a mesma taxa do mês anterior.

Os juros cobrados pelas instituições financeiras no crédito livre ficaram em 49,8%, um aumento de 0,5 ponto percentual em relação ao mês anterior.

Nos recursos direcionados, houve queda de 0,1 ponto no mês, a 12,2%.

O spread bancário, diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa final cobrada do cliente, subiu para 35,8 pontos percentuais nos recursos livres, contra 35,6 pontos no mês anterior.



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Cargill, IBS e Cooperleite firmam parceria para fortalecer leite na Bahia

A Cargill, o IBS (Instituto Biosistêmico) e a Cooperleite (Cooperativa dos Produtores de Leite do Oeste da Bahia) firmaram uma parceria para fortalecer a cadeia produtiva leiteira em Barreiras, no oeste da Bahia. A iniciativa tem como foco apoiar produtores rurais cooperados com assistência técnica especializada, capacitação e ferramentas de gestão voltadas ao aumento da eficiência e da sustentabilidade das propriedades.

O acordo terá duração de um ano e busca unir a atuação da Cargill no desenvolvimento de soluções para o agronegócio ao trabalho da Cooperleite no fortalecimento dos produtores da região. A proposta é melhorar indicadores produtivos, econômicos e ambientais das fazendas acompanhadas.

Segundo a Cargill, a parceria representa um investimento na competitividade e na resiliência dos produtores rurais, com ações voltadas às melhores práticas de manejo e gestão no campo.

“Este acordo reflete diretamente o propósito da Cargill de trabalhar em colaboração próxima com parceiros e comunidades locais para gerar impactos econômicos, sociais e ambientais positivos. Estamos investindo diretamente na competitividade e na resiliência dos produtores rurais de Barreiras, ajudando a construir uma cadeia leiteira forte e alinhada às melhores práticas de sustentabilidade do campo”, afirma Lígia Dutra Silva, diretora sênior de Relações Governamentais da companhia.

Fundada em 2008, a Cooperleite reúne cerca de 500 produtores rurais e movimenta aproximadamente 600 mil litros de leite por mês. Entre as ações previstas na parceria estão atendimentos técnicos individuais, cursos e workshops sobre gestão, produção, sustentabilidade e inovação na atividade leiteira.

O trabalho será estruturado em cinco áreas principais, sendo a gestão reprodutiva, sanitária, nutricional, zootécnica e financeira das propriedades, além da adoção de boas práticas agropecuárias.

As propriedades participantes também serão acompanhadas por meio da plataforma CheckMilk, desenvolvida pelo IBS, que permite o diagnóstico digital, o monitoramento contínuo dos indicadores e o suporte das equipes técnicas em campo.

A expectativa das instituições é que a parceria contribua para elevar a produtividade, melhorar a qualidade do leite produzido e ampliar a sustentabilidade da atividade na região oeste da Bahia, gerando benefícios para produtores, comunidades locais e toda a cadeia leiteira.

https://www.cnnbrasil.com.br/agro/mercado-de-leite-no-brasil-recuperacao-gradual-de-precos-em-2026/

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