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Banco da Inglaterra mantêm juros em 3,75%, mas mais membros apoiam alta


LONDRES, ⁠30 de julho (Reuters) – O Banco da Inglaterra manteve as taxas ⁠de juros inalteradas nesta quinta-feira, conforme esperado, mas um terceiro membro da autoridade monetária defendeu ‌um aumento nos juros devido ao recrudescimento do conflito entre os Estados Unidos e o Irã.

A decisão de manutenção dos juros em 3,75% de seu por 6 votos a 3, ‌em vez da divisão de 7 a 2 esperada pela maioria dos economistas consultados pela Reuters.

Catherine Mann — que expressou reservas sobre a postura da política monetária no início deste mês — juntou-se a Megan Greene e ao economista-chefe Huw Pill ao votar a favor de um aumento para 4%.

O restante do Comitê de Política Monetária do Banco da Inglaterra, no entanto, não demonstrou pressa em ⁠aumentar ‌os juros, mantendo a abordagem de esperar para ver do presidente Andrew Bailey, que espera que ⁠isso garanta que a inflação não ultrapasse em muito a meta de 2% neste ano.

“Manter a taxa básica de juros inalterada é apropriado, já que as condições globais parecem estar mais incertas e inflacionárias, enquanto as condições domésticas são, em geral, mais favoráveis no que diz respeito às perspectivas de inflação”, disse Bailey.

Se o Banco da Inglaterra ​continuar a manter os juros inalterados, isso será um alívio para o novo primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, que priorizou medidas relacionadas ao custo de vida, incluindo a ​eliminação de um imposto sobre as contas de energia elétrica das residências — medida que, segundo o Banco da Inglaterra, ajudaria a reduzir a inflação em um décimo de ponto percentual.

Nas previsões publicadas nesta quinta-feira, a projeção central do Banco da Inglaterra — que pressupõe que os preços da energia evoluam basicamente conforme as expectativas do mercado e que haja apenas repercussões limitadas ‌dos altos custos da energia sobre os salários e a ​fixação de preços — indicou que a inflação subirá para 3,2% no final deste ano, partindo de uma mínima de 2,6% em junho — a menor em 15 meses —, e permanecerá acima da meta até o início de 2028, quando ⁠cairá para menos de 2%.

Essa é ​uma perspectiva de inflação ​mais moderada do que nas últimas previsões trimestrais completas do Banco do Inglaterra, divulgadas em abril, mas semelhante ao que ⁠foi previsto em junho.

No entanto, esse cenário se ​baseia nas expectativas dos mercados financeiros de que o Banco da Inglaterra aumentará os juros no último trimestre de 2026 e novamente em 2027, em contraste com a expectativa da maioria dos economistas consultados pela ​Reuters de que a autoridade monetária britânica conseguirá evitar novo aperto monetário.

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Embora o Banco Central Europeu tenha aumentado as taxas de juros em junho, Bailey afirmou ​que o Banco da Inglaterra ⁠pode se dar ao luxo de manter os juros inalterados, já que reduziu as taxas em menor magnitude antes que o ⁠conflito entre os EUA e o Irã, no final de fevereiro, fechasse o Estreito de Ormuz para a maioria das exportações de petróleo.

O Federal Reserve manteve as taxas de juros inalteradas na quarta-feira, mas três membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), do Fed, afirmaram que teriam preferido um aumento de 0,25 ponto. O chair do Fed, Kevin Warsh, disse que não tem “nenhuma tolerância” para a ​inflação.



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Raízen tem plano de recuperação extrajudicial homologado pela Justiça de SP

A Justiça de São Paulo homologou nesta quinta-feira (30) o plano de recuperação extrajudicial apresentado pela Raízen e algumas de suas controladas. A decisão foi tomada pela 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca Central do Foro de São Paulo e torna o acordo válido para todos os credores sujeitos ao plano.

Segundo a companhia, o plano teve adesão de 81,6% dos credores financeiros quirografários, aqueles sem garantias reais, e não recebeu impugnações de credores do Grupo Raízen.

Com a homologação, passa a valer o reperfilamento das dívidas financeiras da empresa contratadas com instituições financeiras e emitidas nos mercados de capitais brasileiro e internacional. O montante envolvido é de aproximadamente R$ 61,4 bilhões.

Em comunicado ao mercado, a Raízen afirmou que a aprovação reforça a confiança dos credores e demais partes envolvidas em uma solução consensual para reorganizar o endividamento da companhia, equilibrando a necessidade de liquidez no curto prazo com uma estrutura de capital sustentável no longo prazo.

Entre as próximas etapas previstas no plano está a conversão de parte dos créditos em participação na companhia, por meio de Units, além da emissão de novos títulos de dívida garantidos.

O acordo também prevê um aumento de capital entre R$ 3,5 bilhões e R$ 4 bilhões, que deverá ser realizado em dinheiro pela Shell Brasil e, caso haja adesão, pela Aguassanta Participações, empresa ligada à família de Rubens Ometto, acionista controlador da companhia.

O plano inclui ainda reorganizações societárias, separação de negócios e possíveis desinvestimentos de ativos, com o objetivo de estruturar a divisão entre as operações de distribuição de combustíveis e de energia.

A Raízen informou que seguirá com os procedimentos necessários para implementação do plano e que divulgará aos credores os materiais para escolha das opções de pagamento previstas no acordo.

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PIB dos EUA tem alta anualizada de 1,5% no 2º trimestre de 2026, abaixo do esperado


O Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA cresceu 1,5% em termos anualizados no segundo trimestre, segundo estimativa inicial divulgada na quinta-feira (29) pelo Bureau de Análise Econômica do Departamento de Comércio em sua estimativa do PIB. A expectativa de economistas ouvidos pela Reuters era de crescimento de 2,1%, com as estimativas variando de 0,8% a 2,9%.

O crescimento econômico dos Estados Unidos desacelerou no segundo trimestre em meio ao aumento do déficit comercial, mas a aceleração dos gastos do consumidor e o investimento robusto das empresas em equipamentos relacionados à implantação de infraestrutura de inteligência artificial apontam para uma força subjacente.

A pesquisa, no entanto, foi realizada antes da divulgação do relatório preliminar dos indicadores econômicos de junho, que mostrou uma contração moderada no déficit comercial de bens e estagnação dos estoques no varejo. Esses dados levaram alguns economistas a reduzir suas estimativas para o PIB em até 0,8 ponto percentual, para uma taxa de 1,5%. A economia cresceu a um ritmo de 2,1% no primeiro trimestre.

Os gastos do consumidor, que representam mais de dois terços da atividade econômica dos EUA, dispararam a uma taxa de 3,2% no último trimestre, após desacelerarem abruptamente para um ritmo de crescimento de 0,5% no trimestre de janeiro a março.

Apesar do conflito no Oriente Médio, os gastos permaneceram resilientes, em parte graças às restituições de impostos mais altas este ano, que serviram de amortecedor para os consumidores contra os preços mais elevados da gasolina decorrentes da guerra.

Além disso, as famílias de renda mais alta, que estão se beneficiando do forte crescimento dos preços dos ativos, também estão impulsionando os gastos. A Copa do Mundo da Fifa provavelmente também ajudou a estimular os gastos, assim como os gastos relacionados às eleições de meio de mandato por parte de organizações sem fins lucrativos.

O boom de investimentos em IA, que não mostra sinais de desaceleração apesar das preocupações dos investidores de que as avaliações de muitas empresas de tecnologia tenham se tornado exageradas, também está ajudando a sustentar a demanda interna. Mas economistas alertaram que a guerra liderada pelos EUA contra o Irã, agora em seu sexto mês, representa um risco de queda para a demanda e, em última instância, para o crescimento econômico no segundo semestre do ano.

Na quarta-feira, o Federal Reserve manteve sua taxa básica de juros na faixa de 3,50% a 3,75%. Três membros discordaram, defendendo um aumento de 0,25 ponto percentual.

O Fed descreveu a atividade econômica como “em expansão a um ritmo sólido, apesar da elevada incerteza que se deve, em parte, ao conflito no Oriente Médio”. Economistas esperavam que o Fed aumente os juros já em setembro para conter a inflação, o que também influenciou suas expectativas de um crescimento econômico mais lento no segundo semestre.

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SP vai revisar protocolos para corridas de rua após morte de corredor; entenda


A Prefeitura de São Paulo criou um grupo de trabalho para revisar os protocolos de segurança e atendimento médico em corridas de rua e outros eventos esportivos da capital paulista.

A iniciativa foi anunciada dois dias depois da morte do publicitário e atleta amador Júlio Barreto, de 50 anos. Ele sofreu uma parada cardíaca após concluir a meia maratona da SP City Marathon, no domingo (26).

Segundo a medida assinada pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB), o grupo terá 20 dias para apresentar uma proposta com parâmetros mínimos de segurança, estrutura médica e atendimento de emergência para esse tipo de evento.

O objetivo é padronizar critérios técnicos que hoje envolvem diferentes órgãos municipais e entidades esportivas. Entre as atribuições do grupo estão:

  • Diagnosticar as exigências adotadas para a autorização de corridas de rua;
  • Estabelecer parâmetros mínimos de segurança e de atendimento médico-emergencial;
  • Definir uma matriz de responsabilidades entre os órgãos públicos e os organizadores nas etapas de autorização, realização e fiscalização dos eventos.

Em nota, a Secretaria Municipal da Saúde informa que “revisa continuamente os fluxos assistenciais e os critérios técnicos aplicáveis aos eventos temporários na cidade”.

“Como parte desse processo de avaliação contínua”, continua o documento, “foi instituído um grupo de trabalho para revisar e aprimorar os procedimentos relacionados à realização de corridas de rua e eventos esportivos”.

De acordo com a Associação dos Treinadores de Corrida de São Paulo (ATC-SP), a Prefeitura de São Paulo ainda não tem um protocolo específico para corridas de rua. “Seria muito interessante termos esta conversa com eles e poder participar da construção deste protocolo, considerando tudo o que já se tem elaborado no Corrida Segura (protocolo nacional)”.

SP epicentro das corridas

São Paulo é hoje a cidade que mais recebe corridas de rua no Brasil. A previsão do setor é que cerca de 300 provas sejam realizadas na capital ao longo deste ano, entre eventos de 5 km, 10 km, meia maratona e maratona.

Segundo Guilherme Celso, presidente da Associação Brasileira de Organizadores de Corridas de Rua e Esportes Outdoor (Abraceo), a realização de uma corrida depende de uma série de licenças municipais e da obtenção do chamado Permit, documento emitido pelas entidades responsáveis pela modalidade.

Existem três categorias de certificação – Bronze, Prata e Ouro. O Permit Bronze é concedido pela Federação Paulista de Atletismo; as demais categorias são homologadas pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt).

Para obter a autorização, os organizadores precisam cumprir as exigências previstas na Norma 7 da CBAt, que estabelece critérios para aspectos como percurso, interdição de vias, guarda-volumes e estrutura médica.

O Anexo 3 da norma, produzida pela Abraceo, CBAt, Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBMEE) e Associação dos Treinadores de Corrida de São Paulo (ATC-SP), detalha o plano médico da prova, incluindo o número mínimo de ambulâncias, a distribuição dos desfibriladores, a presença de diretor médico e outros requisitos.

Além das regras da confederação, cada município possui exigências próprias para emissão dos alvarás necessários à realização dos eventos. “Há uma dupla fiscalização: das entidades esportivas e do poder público municipal”, afirma Guilherme Celso.

O especialista afirma que o protocolo municipal não deve substituir as normas já existentes. “O ideal é que ele seja complementar, considerando as particularidades locais, mas mantendo alinhamento com as diretrizes técnicas nacionais e com as normas que regem a emissão do Permit pelas Federações de Atletismo”, avalia.

O texto da CBAt também ressalta que a segurança das provas depende de uma atuação conjunta entre organizadores, equipes médicas e atletas, destacando que cabe ao participante manter sua avaliação clínica em dia e respeitar as orientações médicas antes da competição.

Morte reabre debate sobre segurança nas corrida

A criação do grupo ocorre após a repercussão da morte de Júlio Barreto, corredor que completou os 21 quilômetros da meia maratona da SP City Marathon e começou a se sentir mal na área de chegada.

A prova chegou à décima edição em 2026. A largada foi realizada na Praça Charles Miller, no Pacaembu, e a chegada aconteceu no Jockey Club, na zona sul da cidade. O evento reuniu atletas nas distâncias de 21,1 km e 42,2 km.

Segundo o boletim de ocorrência, Júlio reclamou de dores no braço logo após cruzar a linha de chegada. Enquanto caminhava em direção a uma ambulância disponibilizada pela organização da prova, sofreu um mal súbito e caiu.

O médico Miguel Carvalho Santacreu, que participava da prova e ajudou nos primeiros atendimentos, afirmou nas redes sociais nesta quinta-feira, 30, que houve demora de 15 minutos na chegada de uma ambulância com Desfibrilador Externo Automático (DEA).

“E aí continuamos tocando a parada ali (fazendo atendimentos) por uns 10 minutos, quando chegou a primeira ambulância. A primeira ambulância chegou com uma equipe de bombeiros, e sem nenhum médico. A gente solicitou um DEA, e eles falaram que naquela ambulância não tinha”, contou.

“Eu e dezenas de outras pessoas que estavam lá sabemos que o atendimento do evento demorou a chegar, não foi instantâneo. O primeiro foi com diversas falhas. Não vou falar que o desfecho poderia ter sido diferente, não sei. Mas a conduta toda poderia ter sido diferente”, revelou.

A Iguana Sports, organizadora da SP City Marathon, afirmou que “nenhuma estrutura médica, por mais completa que seja, consegue prevenir 100% desses eventos – o que ela consegue é reduzir o tempo entre o colapso e o primeiro atendimento, que é o fator que mais influencia a sobrevida”, afirma a nota assinada por Paulo Carelli, diretor de prova.

“E nós estávamos na linha de chegada a 100 metros onde tudo aconteceu com os DEAs, conforme registrado nos relatórios médicos e imagens fotográficas, que confirmam que o atleta recebeu atendimento protocolar assim que chegou a comunicação à equipe”, continua o comunicado.

“Infelizmente o quadro clínico do atleta não permitiu sua recuperação, apesar de todo esforço da equipe médica e adoção de todos os procedimentos de suporte avançado”.

A família ainda não se pronunciou oficialmente. O Estadão apurou que os parentes estão em contato frequente com os organizadores do evento. O caso foi registrado como morte natural pelo 7º Distrito Policial (Lapa), informou a Secretaria da Segurança Pública.

A Secretaria Municipal da Saúde informou que a SP City Marathon cumpriu as exigências médicas e que a infraestrutura voltada à assistência à saúde é de responsabilidade dos organizadores.

“Em grandes eventos realizados na cidade de São Paulo, é obrigatória a contratação de recursos de saúde, conforme previsto na Portaria SMS nº 490/2020, que estabelece as normas para elaboração dos Planos de Atenção Médica, que devem ser submetidos ao Grupo de Planejamento e Apoio a Eventos (GPAE), da SMS, exigência cumprida pela SP City Marathon”.

Júlio Barreto atuava como gerente de acesso ao mercado na Danone, com atuação voltada para saúde suplementar, nutrição especializada e oncologia. Ele havia ingressado na empresa em abril deste ano, depois de ter trabalhado como gerente de Oncologia na Johnson & Johnson.

Com experiência em provas de longa distância, Barreto foi atleta amador de ciclismo. Ele migrou para as corridas de rua e trilhas (trail run), participando de maratonas e competições de montanha em 2021.



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Campanha de Multivacinação 2026 atualiza cadernetas de crianças e adolescentes em MS – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul


Começa na próxima segunda-feira (3) em Mato Grosso do Sul a Campanha de Multivacinação 2026, destinada à atualização da caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. No Estado, a iniciativa nacional do Ministério da Saúde é coordenada pela SES (Secretaria de Estado de Saúde). A campanha segue até 1º de setembro e terá o Dia D de mobilização em 22 de agosto, um sábado.

A campanha tem como objetivo localizar crianças e adolescentes não vacinados e completar esquemas em atraso, atualizando as cadernetas do público com até 14 anos, 11 meses e 29 dias, conforme o Calendário Nacional de Vacinação.

Durante a mobilização, serão disponibilizadas todas as vacinas indicadas para crianças e adolescentes menores de 15 anos, além dos imunizantes destinados a grupos e estratégias específicas. A vacinação será seletiva: a equipe avaliará a caderneta e o histórico de cada pessoa para administrar somente as doses necessárias.

Pais e responsáveis devem procurar uma UBS (Unidade Básica de Saúde) ou sala de vacinação do município, levando a caderneta de vacinação, CPF ou Cartão SUS (Sistema Único de Saúde) da criança ou do adolescente. Os locais e horários de atendimento devem ser consultados junto à Secretaria Municipal de Saúde.

Confira as vacinas que serão ofertadas

A aplicação será realizada após a avaliação da caderneta, conforme a idade e a situação vacinal de cada criança ou adolescente.

Serviço

Campanha de Multivacinação 2026
Período: 3 de agosto a 1º de setembro
Dia D: Sábado, 22 de agosto
Público: Crianças e adolescentes com até 14 anos, 11 meses e 29 dias
O que levar: Caderneta de vacinação, CPF ou Cartão SUS
Onde: Unidades e salas de vacinação dos municípios de Mato Grosso do Sul, conforme a programação municipal.

Comunicação SES



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Oferta global maior pressiona cacau e cotações recuam em Nova York

Os preços do cacau voltaram a cair na Bolsa de Nova York nesta quinta-feira (30), pressionados pela perspectiva de maior oferta global e pelo aumento dos estoques monitorados pela ICE. O contrato com vencimento em setembro recuou 1,41% e encerrou o pregão cotado a US$ 5.112 por tonelada.

Segundo análise da Barchart, o mercado segue próximo das mínimas de três semanas e meia registradas na última terça-feira. A pressão sobre as cotações tem sido sustentada por sinais de aumento da disponibilidade de cacau, ao mesmo tempo em que persistem dúvidas sobre o ritmo da demanda mundial.

Na Costa do Marfim, maior produtor global da commodity, dados acumulados até 26 de julho mostram que os agricultores enviaram 2,11 milhões de toneladas de cacau aos portos desde o início da temporada 2025/26, em 1º de outubro, volume 21% superior ao registrado no mesmo período do ciclo anterior.

Outro fator baixista veio da Nigéria, em que as informações da Bloomberg divulgadas em 16 de julho, as exportações de cacau do país somaram 18,9 mil toneladas em junho, avanço de 30% na comparação anual.

Além da maior oferta, o mercado acompanha o crescimento dos estoques certificados da ICE. Na terça-feira, os volumes armazenados atingiram 3.375.119 sacas, o maior nível em dois anos, reforçando a percepção de um mercado mais abastecido e contribuindo para a pressão sobre os preços internacionais do cacau.

Açúcar

A expectativa de uma recuperação da produção de açúcar na Índia voltou a pressionar as cotações futuras nesta sessão. A melhora no regime de chuvas de monção no país, um dos maiores produtores mundiais, reforçou a perspectiva de uma safra mais robusta e levou os preços a recuarem na Bolsa de Nova York.

O contrato futuro do açúcar com vencimento em outubro encerrou o pregão cotado a 14,43 centavos de dólar por libra-peso, queda de 0,48%.

Segundo análise da Barchart, o mercado continua pressionado pelas expectativas de aumento da oferta indiana. Dados divulgados pelo Departamento Meteorológico da Índia mostram que o acumulado das chuvas de monção até 29 de julho estava 15% abaixo da média histórica, uma melhora significativa em relação ao déficit de 42% registrado no fim de junho.

No início da temporada, o Ministério de Ciências da Terra da Índia havia alertado que a monção de 2026 poderia ser a mais fraca em 11 anos. No entanto, a recuperação das precipitações ao longo de julho reduziu as preocupações com o desenvolvimento da safra de cana-de-açúcar. O período de monções no país ocorre entre junho e setembro.

Apesar da pressão exercida pela expectativa de maior produção na Índia, o mercado segue atento às projeções de déficit global para a próxima temporada.

Na quarta-feira, a Green Pool Commodity Specialists elevou sua estimativa de déficit mundial de açúcar para a safra 2026/27 de 1,76 milhão para 3,3 milhões de toneladas. Um dia antes, a StoneX também revisou sua projeção, passando de um déficit de 550 mil toneladas para 1,7 milhão de toneladas.

As revisões indicam que, embora a melhora das condições climáticas na Índia favoreça a oferta, o mercado ainda espera um consumo superior à produção global na próxima temporada.

Café

As previsões de tempo seco para as principais regiões produtoras do Brasil voltaram a pressionar o mercado de café neste pregão. A expectativa de aceleração da colheita da safra brasileira reduziu os preços do arábica na Bolsa de Nova York.

O contrato futuro do café arábica com vencimento em setembro encerrou o pregão cotado a US$ 3,23 por libra-peso, com queda de 0,84%.

Segundo análise da Barchart, o mercado reagiu às previsões de clima predominantemente seco para a próxima semana nas áreas cafeeiras brasileiras. A expectativa é de que as condições climáticas favoreçam o avanço dos trabalhos de colheita, ampliando a disponibilidade de café no mercado e pressionando as cotações do arábica.

Algodão

O mercado do algodão encerrou a sessão em alta na Bolsa de Nova York, impulsionado pelo forte desempenho das vendas externas da nova safra dos Estados Unidos.

O contrato futuro com vencimento em dezembro avançou 1,43%, fechando cotado a 80,67 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo análise da Barchart, o mercado foi sustentado pelo avanço das exportações, especialmente para a safra 2026/27. Dados semanais mostraram a comercialização de 352.447 fardos da nova temporada até 23 de julho, o maior volume registrado no atual ano comercial.

Para a safra 2025/26, as vendas somaram 29.719 fardos, o menor volume do ciclo, comportamento considerado normal para o período de encerramento da temporada. Já os embarques alcançaram 233.795 fardos na semana.

No cenário macroeconômico, o petróleo registrou leve queda de 38 centavos de dólar por barril, enquanto o índice do dólar perdeu força, fatores que também contribuíram para dar suporte às cotações do algodão.

Suco de Laranja

O vencimento futuro para o suco de laranja para entrega em setembro finalizou com valorização de 5,84% em que o contrato fechou negociado a US$ 1,46 por libra-peso.

https://www.cnnbrasil.com.br/agro/cacau-entra-em-2026-em-busca-de-equilibrio/

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Pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA crescem menos que o esperado


O número de norte-americanos que entraram com pedidos de auxílio-desemprego aumentou menos do que o esperado na semana passada, sugerindo que as condições do mercado de trabalho permaneceram estáveis.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego subiram em 9.000, para 197.000 em dado com ajuste sazonal, na semana encerrada em 25 de julho, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira. Economistas consultados pela Reuters previam 200.000 pedidos para a última semana.

O aumento reverteu parcialmente a queda da semana anterior, que havia levado os pedidos ao nível mais baixo desde o final de 1969. Os pedidos tendem a apresentar volatilidade em julho, quando as montadoras de veículos motorizados costumam paralisar as fábricas para manutenção anual.

A General Motors manteve em operação a maioria de suas fábricas de montagem este ano, enquanto a Ford Motor cancelou as tradicionais paradas em suas fábricas de caminhões. Isso pode ter distorcido o modelo que o governo utiliza para eliminar as flutuações sazonais dos dados de pedidos de auxílio-desemprego.

Economistas afirma que o mercado de trabalho permanece em um modo de “contratação lenta, demissão lenta”. O Federal Reserve manteve, na quarta-feira, sua taxa básica de juros na faixa de 3,50% a 3,75%.



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Governo Central tem déficit primário de R$ 48,178 bilhões em junho, afirma Tesouro


As contas do governo central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) tiveram déficit primário de R$ 48,178 bilhões em junho, após um resultado negativo de R$ 53,257 bilhões em maio, informou o Tesouro nesta quinta-feira, 30.

O déficit de junho superou a mediana da pesquisa Projeções Broadcast, que apontava para um resultado negativo de R$ 47,20 bilhões. As estimativas do mercado, todas de déficit, variavam de R$ 50,155 bilhões a R$ 39,0 bilhões.

O déficit primário do mês passado foi maior do que o registrado em junho de 2025, quando o saldo nas contas do governo central foi negativo em R$ 44,216 bilhões. Esse foi o pior resultado para meses de junho desde 2023, quando houve déficit de R$ 51,640 bilhões.

As despesas do governo central cresceram 9% em junho, na comparação com o mesmo mês de 2025, já contabilizando a inflação do período. As receitas totais tiveram alta real de 10,2%, na mesma base de comparação.

No mês passado, a arrecadação do governo com impostos e contribuições federais somou R$ 264,437 bilhões, o maior resultado para meses de junho desde 2000, segundo dados da Receita Federal.

Acumulado

O governo central tem déficit primário de R$ 92,227 bilhões no acumulado até junho de 2026. No mesmo período de 2025, o resultado era negativo em R$ 11,277 bilhões, sem correção pelo IPCA. As despesas tiveram alta real de 12,3% na soma do ano, enquanto as receitas totais subiram 5,2% acima da inflação. O déficit do governo central no acumulado do ano é o pior desde 2020.

No acumulado de 12 meses até junho, o déficit primário do governo central soma R$ 144,1 bilhões, o equivalente a 1,08% do Produto Interno Bruto (PIB). As despesas obrigatórias somam 17,76% do PIB, e as discricionárias, 1,89%.

A meta fiscal de 2026 é de superávit primário de 0,25% do PIB, com tolerância de 0,25 ponto porcentual para mais ou para menos.

No Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do terceiro bimestre, o governo aumentou a estimativa de superávit primário de 2026, já considerando as exceções para o cumprimento da meta, de R$ 4,1 bilhões, estimado no segundo relatório, para R$ 10,8 bilhões. Ao deduzir R$ 62,8 bilhões de exceções, o resultado esperado para o ano é negativo em R$ 52 bilhões.

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Polícia investiga morte de três eletrocutados após ventania no Rio


A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga se três mortes por descarga elétrica dentro de uma casa, na madrugada desta quinta-feira (30), têm relação com a ventania que atingiu o estado na tarde de quarta-feira (29). Uma mulher sobreviveu, e o quadro dela é grave.

A corporação confirmou à Agência Brasil que Juadson Amorim da Silva, de 57 anos; Wagner Carvalho de Medeiros, de 41; e Marcos Antonio Vieira Filho, de 34, não resistiram à descarga elétrica.

Eles estavam em uma casa na Rua Maria da Fé, na Cidade de Deus, comunidade da Zona Sudoeste da cidade do Rio de Janeiro.

A investigação é realizada pela 32ª Delegacia Policial, no bairro da Taquara, vizinho à Cidade de Deus. “A perícia será realizada no local e outras diligências estão em andamento para apurar as circunstâncias das mortes”, diz a Polícia Civil.

Mulher foi socorrida

O Corpo de Bombeiros informou que agentes do 12º Grupamento de Bombeiro Militar (GBM) foram acionados para uma ocorrência de choque elétrico. Quando os militares chegaram ao endereço, encontraram três corpos, que teriam sofrido uma descarga elétrica provocada por uma tomada no interior do imóvel.

Ainda segundo a corporação, a mulher foi socorrida por moradores e levada para a Unidade de Pronto Atendimento da Cidade de Deus, antes da chegada dos bombeiros.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a mulher deu entrada na unidade com queimaduras e foi transferida pela manhã para o Hospital do Andaraí, na Zona Norte. O hospital é referência no tratamento de vítimas de queimaduras.

“O estado de saúde é grave”, diz nota enviada à Agência Brasil.

Light

A companhia Light, responsável pelo abastecimento da cidade, informou que se solidariza com as famílias das vítimas e que apura as circunstâncias do ocorrido.

A empresa comentou que, durante vendavais, árvores, galhos e outros objetos podem atingir a rede elétrica e provocar o rompimento de cabos. A concessionária ressalta que a população não deve se aproximar de postes, estruturas elétricas ou fios caídos.

“Caso encontre um cabo partido no chão, não toque, mantenha distância do local e acione imediatamente a concessionária por meio de seus canais oficiais de atendimento”, diz a nota.

Além de um aplicativo, WhatsApp (21 99981-6059) e site, a Light atende a pedidos de emergência pelo telefone 0800 021 0196.

A empresa acrescenta que, em casos de ligações clandestinas, o problema de rompimento de cabos é mais frequente.



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economia

Desemprego cai a 5,4% e segue amortecendo efeito dos juros e travando Selic


Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, referentes ao trimestre encerrado em junho de 2026, apontam que a taxa de desocupação recuou para 5,4%, atingindo o menor nível para este período desde o início da série histórica em 2012. Segundo economistas, o número recorde de população ocupada, de 103,1 milhões de pessoas, tem feito com que o mercado de trabalho continue sendo uma forte barreira contra os efeitos restritivos da política monetária, com juros atuais em 14,25%. 

Leia também: Geração de empregos supera estimativas em junho, mas analistas preveem desaceleração

Desemprego baixo sustenta o PIB

Na avaliação da XP, os dados de junho reforçaram o cenário de mercado de trabalho aquecido, com a taxa de desemprego bem abaixo de seu nível neutro e a massa de rendimentos em alta. 

Indicador/Período abr-mai-jun 2026 jan-fev-mar 2026 abr-mai-jun 2025
Taxa de desocupação 5,40% 6,10% 5,80%
Taxa de subutilização 12,90% 14,30% 14,40%
Rendimento real habitual R$ 3.738 R$ 3.795 R$ 3.635
Fonte: IBGE

Esse alto número de contratações explica por que o Produto Interno Bruto (PIB) continua crescendo, mesmo com o crédito mais caro. Para Gustavo Assis, CEO da Asset, o desemprego em patamares tão baixos “mostra que o mercado de trabalho se tornou o principal amortecedor da desaceleração provocada pelos juros elevados”.

Isso ajuda a explicar o consumo das famílias, sustentado pela massa de rendimentos, que atingiu R$ 380,3 bilhões, uma alta de 3,6% em doze meses. “O mercado de trabalho continua sustentando o PIB, mas dificilmente conseguirá fazê-lo sozinho por muito tempo”, afirma Valdir Piran Jr., CEO da Intra Asset. Ele alerta que, se não houver uma redução estrutural do custo de capital, o crescimento deverá perder força de forma gradual.

O descompasso entre as queixas do setor corporativo sobre a Selic e a manutenção das contratações é explicado pelas necessidades operacionais imediatas. Daniel Duque, pesquisador associado da FGV/Ibre, esclarece que, com o crédito caro, os empresários não contraem empréstimos para modernizar máquinas ou ampliar instalações, o que trava a melhoria da produtividade. Entretanto, a forte demanda força a contratação contínua de funcionários apenas para suportar a operação básica e o atendimento direto ao cliente. 

No longo prazo, a limitação da produtividade entra em choque com gargalos demográficos. A taxa de participação da força de trabalho brasileira (62,1%) segue inferior aos níveis pré-pandêmicos. Um levantamento da 4intelligence indica que o envelhecimento populacional deve aprofundar essa menor participação nas próximas décadas. Diante dessa conjuntura, Antônio Patrus, diretor da Bossa Invest, avalia que “a menor disponibilidade de profissionais transforma produtividade em uma das principais teses de crescimento da economia brasileira”. 

Mercado de trabalho aquecido trava Selic

A manutenção de um mercado “apertado” — onde a procura por trabalhadores supera a oferta em diversos setores — coloca pressão sobre a inflação de serviços, dificultando o trabalho do Banco Central, que se reúne na semana que vem para decidir os rumos da política de juros. Segundo Claudia Moreno, economista do C6 Bank, este cenário “deve manter a inflação de serviços pressionada”, uma vez que o desemprego segue em patamares historicamente baixos para os padrões do país.

Peterson Rizzo, Head de RI da Multiplike, também destaca que essa resiliência é o que impede a queda da taxa Selic: “A própria resiliência da atividade e do emprego é o que mantém a inflação pressionada e sustenta os juros no patamar atual”. 

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Sinais de desaceleração

Apesar da robustez geral, métricas ajustadas revelam que o fôlego do emprego começou a ceder marginalmente. Com ajuste sazonal, a taxa de desemprego apresentou estabilidade em 5,4% ou leve alta para 5,5%. Duque destaca que o cenário de desaceleração se consolidou. O pesquisador pontua que se nota atualmente a estagnação na taxa de desemprego e na criação de novas empresas, com números de geração de vagas próximos de zero. 

Duque avalia, ainda, que a economia reage em “três tempos” aos juros altos. Primeiro, a atividade econômica impacta o número de vagas; em seguida, o desemprego baixo afeta os salários. Segundo ele, a renda “para de aumentar por último”, sendo o canal final a se ajustar à economia desaquecida. É por esse motivo que os rendimentos continuam avançando de forma significativa, mesmo com a estagnação na criação de empregos formais. 

Renda estagnada e alta informalidade

Apesar da expansão na ocupação, os indicadores apontam que o mercado atingiu um platô qualitativo. A taxa de subutilização caiu de 14,3% para 12,9% no trimestre, enquanto o número de desalentados recuou 14,7%, atingindo 2,3 milhões de pessoas. 

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No entanto, a desaceleração já é palpável em diversas áreas. Antonio Ricciardi, economista do Daycoval, destaca que cinco dos dez setores analisados já demonstram fraqueza na demanda por trabalho: construção, comércio, alojamento e alimentação, tecnologia e finanças, e administração pública. 

Além disso, a leitura de salários mostra divergências setoriais. Ricciardi aponta que os rendimentos reais registraram a terceira queda consecutiva na margem, indicando esfriamento em áreas como construção, comércio e tecnologia. Duque explica que a alta rotatividade geral mantém os salários aquecidos em outras frentes. As empresas buscam atrair funcionários que já possuem habilidades específicas e estão empregados, o que retroalimenta a competição por profissionais. 

A qualidade dessa ocupação também emite alertas. Ariane Benedito, economista-chefe do PicPay, assinala que o impulso não partiu do setor privado com carteira assinada, mas sim dos postos informais e da administração pública. Segundo a economista, “o resultado é compatível com um ciclo de emprego ainda forte, mas mais maduro”, onde a abrangência setorial mostra acomodação. 

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Impacto na inflação

Para Benedito, a leitura dos dados voltada ao impacto na inflação é mista. Ela diz que a taxa de desemprego historicamente baixa e a queda ampla da subutilização confirmam um mercado de trabalho apertado, o que ainda impõe riscos à inflação de serviços. 

Mas, no lado oposto, a ausência de aceleração dos salários e a concentração da expansão em empregos públicos e sem carteira reduzem o risco de uma nova pressão salarial generalizada. “O dado, portanto, não representa uma reaceleração homogênea do mercado de trabalho, mas também não entrega enfraquecimento suficiente para produzir conforto adicional ao Banco Central”, avalia.

“Em conjunto com os indicadores de atividade, os dados reforçam a hipótese de desaceleração gradual da economia na segunda metade do ano, sem sinais de deterioração mais abrupta do mercado de trabalho”, diz Leonardo Costa, do ASA.

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O que esperar para a reunião do Copom

Para o Comitê de Política Monetária (Copom), os dados da PNAD apontam que a política monetária, embora opere de modo mais lento, continua funcionando. 

Para Duque, da FGV, o início do desaquecimento do mercado de trabalho já mitiga parte das preocupações do Banco Central sobre os rumos da inflação. 

A expectativa de instituições como o C6 Bank é que a taxa Selic encerre o ano de 2026 em 14% ao ano. A XP projeta taxa de desemprego em 5,6% ao fim do ano e de 6,2% em 2027. O PIB é estimado em 2% para 2026 e 1% em 2027.



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