O corpo da fotógrafa Ana Paula Silveira Cardoso, de 29 anos, que estava desaparecida desde sábado (25), após cair em um rio enquanto fazia uma trilha em Sapopema, no norte do Paraná, foi encontrado nesta quinta-feira (30), segundo o Corpo de Bombeiros.
Ela foi encontrada sem vida às 7h10 desta quinta-feira, perto do Poço Preto, ponto em que caiu e foi arrastada pela correnteza. O corpo dela vai passar por exames necroscópicospara determinar qual foi a causa da morte.
Ana Paula fazia uma trilha com a amiga Ana Carolina Camilo, que também teria se desequilibrado e caído no mesmo local, mas foi encontrada e resgatada no domingo (26).
De acordo com o Corpo de Bombeiros, a fotógrafa foi encontrada com a ajuda de um drone. “As imagens captadas pelo equipamento permitiram localizar o corpo da vítima flutuando no rio”.
O secretário de Segurança Pública do Paraná, coronel Hudson Leôncio Teixeira, afirmou em entrevista à imprensa que o corpo de Ana Paula será periciado para determinar a causa da morte.
“Agora, o procedimento vai ser feito pela polícia científica para verificar qual a causa da morte, se foi só em decorrência do afogamento ou de algum trauma da queda”, disse.
As taxas de juros cobrada de pessoas físicas com recursos livres, aqueles definidos pelos bancos ou outras instituições financeiras, continuam a bater recordes no Brasil. Segundo as estatísticas monetárias e de crédito divulgadas pelo Banco Central nesta quinta-feira, a taxa média cobrada das famílias em junho foi a 64,0% anuais, subindo 1,2 ponto percentual em apenas um mês. E a modalidade que continua a liderar, de longe, é no rotativo do cartão de crédito, com 442,4% de taxa anual.
A taxa do pagamento parcelado no cartão de crédito vem em segundo lugar, com 191,4% ao ano. Com isso, a média das taxas de juros no segmento de cartões de crédito atingiu em junho o recorde de 97,4% anuais.
Também se destaca no mês a taxa de juros do cheque especial, de 139,8% anuais. O juro do crédito pessoal não consignado foi a 127,3% e o do não-consignado sem garantias foi a 149,5%.
O juro do crédito consignado dos trabalhadores do setor privado continua acima dos 50% anuais desde abril de 2025: em junho ficou em 54%.
Mesmo com as taxas nas alturas, no segmento de crédito com recursos livres, a inadimplência manteve-se estável em 6,2% no mês, embora tenha mostrado elevação de 0,9 p.p. em doze meses.
O endividamento das famílias ficou em 49,8% em maio (há uma defasagem nessa divulgação), com redução de 0,1 p.p. no mês e elevação de 0,9 p.p. em doze meses. Já o comprometimento de renda aumentou 0,1 p.p. em maio, na comparação com abril, e 1,3 p.p em doze meses, situando-se em 28,5%.
A Justiça paulista determinou que o governo de São Paulo reduza a superlotação de um Centro de Detenção Provisória (CDP) localizado em Americana.
A unidade prisional foi projetada para 639 pessoas, mas abriga 1.190 encarcerados – 551 a mais que a capacidade do local. As informações são do Ministério Público de São Paulo (MPSP).
A determinação tem caráter liminar e se refere ao CDP AEVP Renato Gonçalves Rodrigues. A decisão foi concedida pela 1ª Vara Cível de Americana e obriga ainda o estado a corrigir irregularidades sanitárias e de segurança contra incêndio.
A Justiça determinou a contenção de novos ingressos e o remanejamento dos presos excedentes no prazo de 90 dias. No mesmo prazo, o Estado deverá sanar as irregularidades apontadas pela Vigilância Sanitária.
Já as medidas necessárias para regularizar a situação da segurança contra incêndio, incluindo a obtenção do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), deverão ser concluídas em até 180 dias.
Em caso de descumprimento injustificado, foi fixada multa diária de R$ 10 mil. A ação civil pública foi ajuizada pelo promotor de Justiça Rafael Fernandes Viana, da 9ª Promotoria de Justiça de Americana, após inspeções e relatórios técnicos constatarem superlotação, ausência de AVCB, deficiências sanitárias e irregularidades estruturais na unidade prisional.
“É inadmissível que um Centro de Detenção Provisória, local de restrição da liberdade de pessoas e edificação classificada como área de risco, permaneça em funcionamento superlotado, sem AVCB, com irregularidades relevantes de prevenção e combate a incêndio e sem plano efetivo de redução populacional, ignorando normas básicas de segurança, saúde e dignidade humana”, afirmou o promotor de Justiça na ação.
A economia da zona do euro superou a incerteza sobre as consequências do conflito no Oriente Médio para ultrapassar sua contraparte dos EUA durante o segundo trimestre.
A economia cresceu 1,8% em termos anualizados, superando o crescimento nos EUA, que foi de 1,5% no período. Apesar das contínuas interrupções na cadeia de suprimentos e dos preços mais altos da energia, impulsionados pela guerra dos EUA e Israel contra o Irã, as economias da zona do euro provaram ser mais resilientes do que muitos economistas acreditavam.
Choques econômicos repetidos, desde a invasão da Ucrânia pela Rússia até as tarifas do presidente dos EUA, Donald Trump, deixaram o sentimento econômico e a atividade em níveis historicamente baixos recentemente.
“O crescimento contínuo e constante da economia da zona do euro no segundo trimestre mostra que as famílias e empresas não reduziram muito seus gastos devido à guerra”, diz o economista-chefe para a Europa na Capital Economics, Andrew Kenningham.
Houve sinais de que a economia europeia está sendo impulsionada por serviços relacionados à inteligência artificial (IA). A Irlanda abriga as sedes internacionais de várias grandes empresas de tecnologia dos EUA, e seu salto no segundo trimestre foi impulsionado pelo setor de informação e comunicações.
A economia alemã cresceu 0,2% nos três meses até junho, em comparação com um crescimento revisado para cima de 0,4% no primeiro trimestre. A economia francesa cresceu 0,2%, recuperando-se de uma contração de 0,1% no primeiro trimestre, enquanto a da Espanha cresceu 0,7%, acima dos 0,6%.
Ainda assim, o crescimento na zona do euro permanece em terreno instável. Embora as tensões no Oriente Médio tenham diminuído em junho, um colapso nas negociações e a escalada dos ataques neste mês ameaçam pesar ainda mais na economia no futuro. O crescimento também enfrenta um arrasto significativo devido aos incêndios florestais, já que uma onda de calor recorde continua a se espalhar. Fonte: Dow Jones Newswires.
O Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro foi acionado para atender 292 ocorrências [diversas] relacionadas aos ventos em todo o estado. Segundo a corporação, até às 7h desta quinta-feira (30) foram 154 de cortes de árvores, 31 salvamentos de pessoas e 5 desabamentos.
A capital fluminense foi a cidade com o maior número de ocorrências, com 128 registros, seguido por Nova Iguaçu (28) e Niterói (25). O pico de chamadas para o 193 se deu às 17h, com 62 atendimentos simultâneos.
Por conta da ventania, mais de 1,9 milhão de residências ficaram sem energia elétrica no estado. Em última atualização, as concessionárias Enel e Light, responsáveis pelo fornecimento de energia elétrica no estado, disseram que apesar de terem restabelecido o serviço para diversos clientes impactados pelos fortes ventos, 522 mil acordaram sem energia nesta quinta.
Segundo a Enel, dos 503 mil clientes que ficaram sem energia, 130 mil continuam afetados até às 11h15 desta quinta. A região Sul do estado foi a mais impactada, principalmente em Paraty, Angra dos Reis e Mangaratiba.
Já a Light contabilizou 324 mil clientes sem o serviço nos bairros de Campo Grande, Bangu, Anchieta, Tijuca, Catumbi, Jacarepaguá, Santa Cruz e Recreio, conforme a última atualização das 11h15. A empresa chegou a tirar do ar o siteque mostrava as ocorrências em sua área de concessão poucas horas após o início da ventania.
A CNN Brasil apurou que os números estavam na casa de 400 mil clientes sem energia antes da página ser privada. A assessoria de imprensa da concessionária disse que os números não eram reais e a página “era um teste”.
“A Light esclarece que o site em questão está em fase de desenvolvimento e que, em razão de uma falha técnica, uma versão em construção ficou temporariamente acessível, mas foi retirada do ar. Importante ressaltar que concessionária não divulgou oficialmente qualquer número. A partir de 1º de agosto, a empresa disponibilizará essas informações de forma pública, em cumprimento à determinação da Aneel”.
Rajadas de ventos
Fortes rajadas de ventoacima de 100 km/h provocaram estragos e deixaram diversos bairros no Rio de Janeiro e na região metropolitana sem energia, nesta quarta-feira (29). Segundo a prefeitura, o maior registro foi de 105,5 km/h no Galeão, entre 16h e 17h.
Segundo o Sistema Alerta Rio, a aproximação de uma frente fria no oceano intensificou os ventos na cidade do Rio e deixou a capital fluminense em Estágio 2, conforme informou o COR-Rio (Centro de Operações e Resiliência da Prefeitura do Rio).
O Estágio 2 é o segundo em uma escala de cinco níveis e aponta risco de ocorrências de alto impacto. Já a Marinha afirmou por meio de nota que foram reportados incidentes com embarcações durante a ventania e que atua nas ocorrências.
Em razão da siuação, o Cemaden-RJ (Centro Estadual de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais) emitiu um alerta, às 15h30 desta quarta para as regiões da Costa Verde, Sul II, Baixada Fluminense, Metropolitana, Baixada Litorânea e Norte Fluminense. Um gabinete de crise foi ativado na Sala de Situação do Comitê de Enfrentamento ao El Niño.
Duas mortes e um desaparecido
Duas pessoas morreram após um muro desabar por conta de fortes rajadas de vento registradas em Santa Teresa, na região central do Rio de Janeiro, nesta quarta. Além das mortes, o Corpo de Bombeiros Militar do Estado está buscando um pescador desaparecido em Tarituba.
Serviço de trem e metrô interrompido
O vendaval também interrompeu o serviço de trem e metrô. Em última atualização, o Metrô Rio informou que a circulação de trens nas linhas 1, 2 e 4 está em processo de normalização, na noite desta quarta. Mais cedo, uma falha no fornecimento de energia elétrica interrompeu a operação em todo o sistema metroviário. Veja:
Já a TrensRJ apontou que segue realizando as vistorias necessárias nos ramais de circulação. “Os impactos no [ramal] Japeri foram de grandes proporções. Sendo assim, não há previsão de retorno para a circulação deste ramal”, destacou a empresa.
Ainda de acordo com a TrensRJ, na noite desta quarta os ramais Santa Cruz, Deodoro e Belford Roxo estavam em processo de normalização, enquanto o de Saracuruna, estava em processo de vistoria.
Em imagens registradas por moradores de Campo Grande, na Zona Oeste da capital, é possível ver o local, cercado por comércios, com a via obstruída por produtos, cadeiras e mesas espalhadas.
As rajadas de vento ultrapassaram os 100 km/h e provocaram estragos em diversos pontos do estado.
A cidade de São Paulo registrou o menor número de roubos da série histórica no primeiro semestre. Entre janeiro e junho deste ano, foram contabilizados 44.649 casos, segundo dados divulgados pela Secretaria da Segurança Pública (SSP). É a primeira vez, desde o início da série histórica, em 2001, que a capital fecha os seis primeiros meses do ano com menos de 50 mil ocorrências.
Na comparação com o mesmo período de 2025, quando foram registrados 51.266 roubos, a queda foi de 12,9%. Em relação a 2023, quando a cidade teve 68.403 ocorrências, a redução chega a 34,7%.
Os registros também caíram em junho. No mês, foram contabilizados 6.861 roubos na capital, contra 7.887 no mesmo período do ano passado. A redução foi de 13%.
As maiores quedas no primeiro semestre foram registradas nas regiões de Guaianases, São Mateus, Sapopemba e Cidade Tiradentes, onde o número de roubos caiu 24,7%. Em Itaquera e Itaim Paulista, a redução foi de 23%.
Na região central da cidade, os casos passaram de 7.647 para 6.940, uma queda de 9,2%. Já a zona oeste registrou redução de 7,9% nas ocorrências.
Segundo a SSP, a redução dos roubos ocorreu em meio ao reforço do policiamento ostensivo, ao monitoramento das áreas com maior incidência de crimes e à integração entre as polícias Militar e Civil. A pasta afirma que as ações são direcionadas com base em dados de inteligência e no acompanhamento das regiões com maior concentração de ocorrências.
Para o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, a redução dos roubos depende de ações que vão além das prisões em flagrante.
“É preciso desarticular toda a cadeia criminosa, desde quem pratica o crime até quem financia esse mercado ilegal por meio da receptação. A integração entre as polícias, o uso intensivo de inteligência, a tecnologia e o combate aos desmanches clandestinos têm sido fundamentais para alcançar esses resultados históricos e ampliar a segurança da população”Osvaldo Nico Gonçalves
A arrecadação do governo federal teve alta real de 7,72% em junho sobre o mesmo mês do ano passado, somando R$ 264,437 bilhões — maior nível já observado para o mês, o que ajudou a levar o resultado acumulado do primeiro semestre a um recorde histórico, informou a Receita Federal nesta quinta-feira.
As receitas administradas pela Receita Federal somaram R$ 255,307 bilhões no mês passado, uma alta real de 7,66% ante junho de 2025. Já as receitas administradas por outros órgãos públicos, que são sensibilizadas pela comercialização de petróleo, somaram R$ 9,130 bilhões, um aumento real de 9,62%.
De acordo com o fisco, o dado do mês foi impactado positivamente por ganhos considerados não recorrentes, com um incremento de R$ 4 bilhões em tributos pagos sobre resultados de empresas e R$ 3,8 bilhões em imposto de exportação de petróleo, instituído temporariamente pelo governo como medida de enfrentamento aos efeitos da guerra no Oriente Médio.
Sem esses ganhos atípicos, o desempenho das receitas administradas pelo fisco em junho seria de alta real de 4,38%, segundo o governo.
No recorte por setores, o destaque ficou com um ganho de R$ 15,388 bilhões com extração de petróleo e gás natural — aumento expressivo na comparação com os R$ 819 milhões vistos em junho de 2025. Também houve ganhos significativos em comércio atacadista (+15,18%) e fabricação de veículos (+34,62%).
Entre os principais destaques do mês estão altas de 20,40% na arrecadação de Imposto de Renda de empresas e de Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL); 12,43% em Imposto de Renda cobrado sobre rendimentos de capital; 4,69% em receitas previdenciárias; e 22,87% em Imposto de Importação.
Resultado acumulado
No acumulado de janeiro a junho, a arrecadação cresceu 6,63% acima da inflação em comparação com o mesmo período de 2025, a R$ 1,587 trilhão — recorde para o semestre em série histórica iniciada em 1995.
De acordo com a Receita, o dado reflete o desempenho da economia, citando também uma contribuição da arrecadação previdenciária por conta do aumento da massa salarial no país e da redução do benefício de desoneração da folha de pagamento de setores da economia.
O fisco ainda mencionou uma melhora no desempenho da arrecadação de PIS/Cofins em razão do “melhor desempenho do setor de serviços e do crescimento da arrecadação do setor de extração de petróleo”.
A Pilgrim’s Pride, empresa americana de carne de frango controlada pela JBS, encerrou o segundo trimestre com lucro líquido de US$ 13,2 milhões, resultado 96,3% inferior ao obtido no mesmo período do ano passado, quando a companhia havia registrado US$ 356 milhões.
A receita líquida recuou 2,8% na comparação anual, para US$ 4,626 bilhões, enquanto o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado caiu 47,6%, totalizando US$ 360 milhões.
Segundo a empresa, em comunicado, o desempenho foi afetado pela redução dos preços de comercialização, segundo a empresa.
A Pilgrim’s informou, no entanto, que as margens evoluíram na comparação com o primeiro trimestre, em razão de um aumento da produtividade e da conclusão de obras de modernização em uma unidade no estado da Geórgia. Em junho, a empresa anunciou um aporte de US$ 75 milhões para ampliar a capacidade de abate e de porcionamento dessa planta.
Em nota, o presidente e CEO da Pilgrim’s, Fabio Sandri, afirmou que o consumo de carne de frango permaneceu aquecido nos mercados em que a companhia atua, sustentado pelo menor custo da proteína para consumidores do varejo e do segmento de alimentação fora do lar.
Ao mesmo tempo, o executivo observou que o mercado continua pressionado pelo excesso de oferta. “Continuamos investindo para impulsionar o crescimento das vendas e reduzir a volatilidade, mitigando os riscos no mercado de frango”, afirmou.
Segundo Sandri, a companhia seguirá direcionando recursos para elevar a eficiência operacional e ampliar a capacidade produtiva das fábricas. Na avaliação do executivo, esses investimentos devem reduzir a exposição da empresa às oscilações dos preços das commodities e contribuir para resultados mais estáveis ao longo do tempo.
SÃO PAULO, 30 Jul (Reuters) – O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) caiu 1,16% em julho, um pouco mais do que o esperado, após recuo de 0,50% no mês anterior, mostraram dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quinta-feira
A expectativa em pesquisa da Reuters era de queda de 1,09%, e com o resultado do mês o índice passou a acumular em 12 meses alta de 2,76%.
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, caiu 1,74% em julho, depois de ter recuado 0,97% no mês anterior, influenciado por combustíveis e derivados de petróleo.
‘A reversão das pressões dos meses anteriores reflete o recuo das tensões entre EUA e Irã no Estreito de Ormuz, que reduziu as cotações internacionais do petróleo e se repassou rapidamente ao índice. Ainda assim, parte da cadeia petroquímica permanece pressionada por fretes, câmbio e óleos básicos’, explicou Matheus Dias, economista do FGV IBRE.
No entanto, após alguns dias de alívio, as tensões no Oriente Médio voltaram a se intensificar, o que deve repercutir nos preços.
Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30% no índice geral, registrou variação negativa de 0,01% em julho, de uma alta de 0,47% em junho.
‘O IPC apresentou desaceleração, refletindo a desinflação dos alimentos in natura, parcialmente compensada pela elevação das passagens aéreas — item pressionado pela sazonalidade das férias de julho e pelo repasse defasado de reajustes anteriores do QAV’, disse Dias.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) passou a subir no período 0,62%, de uma alta de 0,85% em junho.
O IGP-M calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.
A ADM anunciou uma série de investimentos para ampliar a capacidade de processamento de oleaginosas na América do Norte. A iniciativa tem como objetivo atender ao aumento da demanda por combustíveis renováveis e outros mercados de óleos vegetais. Os valores não foram divulgados.
As melhorias deverão adicionar aproximadamente 700 mil toneladas métricas por ano à capacidade de processamento de oleaginosas da companhia, o equivalente a uma demanda adicional superior a 25 milhões de bushels para produtores norte-americanos.
Em comunicado, o presidente da divisão de Serviços Agrícolas e Oleaginosas da ADM na América do Norte, Gary McGuigan, afirmou que os investimentos acompanham a tendência de crescimento da demanda de longo prazo e são impulsionados, nos Estados Unidos, pelas políticas de incentivo aos biocombustíveis.
De acordo com a empresa, os investimentos iniciais serão realizados em quatro unidades de processamento nos Estados Unidos, localizadas em Frankfort (Indiana), Deerfield (Missouri), Lincoln (Nebraska) e Spiritwood (Dakota do Norte). Segundo a ADM, a estratégia consiste em realizar melhorias direcionadas nas operações existentes, aumentando a capacidade de processamento por meio da modernização da infraestrutura já instalada.
Na unidade de Frankfort, os investimentos incluem melhorias na armazenagem, otimização operacional e atualização de equipamentos. A conclusão das obras está prevista para o fim de 2028.
Em Deerfield, os recursos serão destinados à ampliação da capacidade dos sistemas de transporte, laminação, extração e utilidades. A previsão é que os trabalhos sejam concluídos entre o final de 2028 e o início de 2029.
A planta de Lincoln receberá melhorias na capacidade de armazenagem de farelo e intervenções para eliminar gargalos operacionais. A conclusão também está prevista para o fim de 2028.
Já a unidade de Spiritwood, operada por meio da joint venture Green Bison com a Marathon Petroleum Corporation, passará por otimizações operacionais e atualização de equipamentos selecionados. A expectativa é que as obras sejam finalizadas em meados de 2028.
Segundo a ADM, os novos projetos dão continuidade a investimentos recentes realizados em sua estrutura nos Estados Unidos, incluindo modernizações na unidade de processamento de milho em Clinton, Iowa, e a expansão da capacidade do terminal de grãos em Optima, Oklahoma.
A empresa informou ainda que avalia investimentos semelhantes em outras unidades de processamento de oleaginosas na América do Norte.