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núcleo do PCE sobe 0,1% em junho, levemente abaixo do esperado


A expectativa de economistas consultados pela Reuters era de que o núcleo da inflação subisse 0,1%, para uma taxa anual de 3,3%

O núcleo da inflação PCE nos Estados Unidos, que exclui os componentes voláteis de alimentos e energia, subiu 0,1% em junho, informou o Escritório de Análise Econômica do Departamento de Comércio nesta quinta-feira (29). Na base anual, a taxa foi de 3,3%.

Já o índice de inflação retraiu 0,1% em junho, mesmo com gastos do consumidor subindo 0,3% no período.



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Ex-jogador do Botafogo morre após queda de muro durante ventania no RJ


O ex-atacante do Botafogo Tássio Maia dos Santos morreu, aos 41 anos, após ser atingido pelo desabamento de um muro durante as fortes ventanias que atingiram o Rio de Janeiro na quarta-feira (29). O ex-jogador foi uma das duas vítimas fatais registradas na capital fluminense em decorrência das condições climáticas.

A morte de Tássio foi confirmada pelo Botafogo em nota oficial. O clube informou que o ex-atleta defendeu a equipe em 2015 e manifestou solidariedade aos familiares, amigos e pessoas que conviveram com o ex-jogador.

“Neste momento de dor, o Clube presta solidariedade aos familiares, amigos e a todos os que conviveram com Tássio”Botafogo

As duas mortes ocorreram em Santa Teresa, na região central do Rio de Janeiro. Um muro desabou na Rua Itapiru, nas proximidades do Túnel da Rua Alice, durante a ventania. Um carro também foi atingido pela estrutura.

Segundo a Prefeitura do Rio de Janeiro, as rajadas de vento ultrapassaram 90 km/h e provocaram uma série de impactos na cidade. Diante da situação, o Centro de Operações e Resiliência (COR-Rio) colocou o município em estágio 2 de monitoramento às 16h50, o que ocasionou em mudança na rotina da população.

Caos no RJ

A ventania causou interrupções no transporte público, queda de árvores, falta de energia elétrica e problemas no trânsito em diferentes regiões da capital. O MetrôRio chegou a interromper a circulação nas linhas 1, 2 e 4 por causa de uma falha no fornecimento de energia. Posteriormente, as linhas 1 e 4 iniciaram o processo de normalização, enquanto a Linha 2 permaneceu temporariamente sem operação.

O Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) também teve a circulação interrompida durante a tarde, mas o serviço foi restabelecido após a normalização das condições.

As rajadas de vento provocaram a queda de árvores em diversos pontos da cidade, afetando vias importantes nas zonas norte, oeste e central. Também foram registrados galhos sobre a rede elétrica e bloqueios em ruas e avenidas.

A concessionária Light informou que uma ocorrência externa ao sistema provocou interrupções no fornecimento de energia em bairros das zonas sul, central e da Tijuca, além de reflexos em municípios da Baixada Fluminense. O abastecimento foi restabelecido nas principais áreas afetadas, mas equipes permaneceram atuando em ocorrências pontuais.

O COR-Rio orientou a população a acompanhar as atualizações meteorológicas, manter atenção aos comunicados oficiais e utilizar os canais da Defesa Civil em caso de emergência.

A passagem da frente fria também provocou impactos em outras regiões do Sudeste. No estado de São Paulo, a Defesa Civil confirmou três mortes relacionadas aos fortes ventos, além de registrar interrupções em serviços de transporte, queda de árvores, danos em estruturas e rajadas superiores a 120 km/h em cidades do interior. No litoral paulista, operações portuárias e travessias de balsas foram suspensas temporariamente por causa das condições climáticas.





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AGCO registra queda de 76,2% no lucro líquido do 2º trimestre

A AGCO, dona das marcas de máquinas agrícolas Valtra, Fendt e Massey Ferguson, registrou lucro líquido de US$ 74,8 milhões no segundo trimestre de 2026, queda de 76,2% em relação aos US$ 314,4 milhões apurados no mesmo período do ano anterior. 

A receita líquida somou US$ 2,6 bilhões entre abril e junho, recuo de 1% na comparação anual.

Em comunicado, o presidente e CEO da empresa, Eric Hansotia, afirmou que os agricultores adotaram uma postura mais cautelosa na compra de máquinas em razão da elevação dos custos de produção e das incertezas em relação à demanda. Segundo ele, a companhia continua ajustando os níveis de produção à demanda do mercado, administrando os estoques da rede de concessionárias e mantendo controle sobre despesas operacionais e capital de giro.

Hansotia afirmou ainda que a empresa revisou suas perspectivas para o restante do ano em razão de condições do mercado mais fracas do que o esperado, das oscilações cambiais e do ambiente macroeconômico.

 “Os agricultores continuam enfrentando pressão de custos operacionais elevados, economia agrícola desigual e incerteza macroeconômica, o que resulta em adiamento dos investimentos em máquinas e pouca visibilidade sobre a recuperação da demanda”, disse em comunicado.

No acumulado do primeiro semestre, a AGCO registrou receita líquida de aproximadamente US$ 5 bilhões, alta de 5,7% sobre igual período de 2025. Desconsiderando o efeito positivo da variação cambial, o avanço foi de 0,5%.

Brasil

No Brasil, as vendas de tratores no varejo caíram 11% nos seis primeiros meses de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo a companhia, a retração reflete principalmente a menor demanda por tratores de maior porte, parcialmente compensada pelo aumento das vendas de máquinas pequenas e médias.

A empresa avaliou que a rentabilidade dos produtores brasileiros segue pressionada pelos elevados custos de produção, especialmente com fertilizantes importados. Além disso, afirmou que custos de financiamento, condições de crédito e fatores políticos devem continuar limitando a demanda por máquinas agrícolas ao longo de 2026.

As vendas de colheitadeiras no Brasil recuaram 39% no primeiro semestre na comparação anual. O desempenho foi inferior ao observado em outras regiões. Na América do Norte, as vendas de tratores caíram 9% e as de colheitadeiras, 7%, enquanto na Europa Ocidental houve crescimento de 3% nas vendas de tratores e queda de 3% nas de colheitadeiras.

Na América Latina como um todo, a receita líquida da AGCO diminuiu 25% no segundo trimestre, excluindo os efeitos cambiais. A companhia atribuiu o resultado à menor demanda do setor, que reduziu as vendas em todas as categorias de produtos. O lucro operacional da região caiu US$ 48,7 milhões em relação ao segundo trimestre de 2025, impactado principalmente pelo menor volume de vendas e produção e pelo aumento das despesas com engenharia.

Finanças

Durante o trimestre, a empresa concluiu a recompra de US$ 345 milhões em ações. Também finalizou a venda de sua participação de 49% nas joint ventures AGCO Finance nos Estados Unidos e no Canadá por aproximadamente US$ 190 milhões.

Para 2026, a AGCO passou a projetar receita líquida entre US$ 10,1 bilhões e US$ 10,2 bilhões, margem operacional ajustada de aproximadamente 7,5% e lucro por ação entre US$ 5,50 e US$ 5,75. Segundo a companhia, as estimativas consideram as políticas tarifárias vigentes até 30 de julho e poderão ser revisadas caso ocorram mudanças nesse cenário.

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Brasil tem desemprego de 5,4% no tri até junho, diz IBGE


RIO ⁠DE ⁠JANEIRO, Jul ‌30 (Reuters) – A taxa de ‌desemprego no Brasil ficou em 5,4 ⁠por ‌cento ⁠nos três meses até junho, informou ​o Instituto Brasileiro ​de Geografia e Estatística (IBGE) nesta ‌quinta-feira.

A ​mediana das previsões em ⁠pesquisa ​da ​Reuters era de ⁠que ​a taxa ficaria ​em 5,4 por ​cento ⁠por cento no ⁠período.



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FMC registra prejuízo líquido de US$ 187 milhões no segundo trimestre

A americana FMC, de defensivos agrícolas, registrou prejuízo líquido de US$ 187 milhões no segundo trimestre. No mesmo período do ano passado, as perdas somaram US$ 253 milhões.

A empresa alcançou uma receita de US$ 867 milhões, 17% inferior na comparação interanual. 

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), por sua vez, caiu 26%, para US$ 153 milhões.

Segundo a empresa, o desempenho refletiu principalmente a redução dos preços e dos volumes comercializados. A FMC afirmou que esse impacto foi parcialmente compensado pela diminuição dos custos e por um efeito cambial favorável.

Dívida

Em comunicado, o presidente-executivo da companhia, Pierre Brondeau, afirmou que a empresa concluiu, ao longo do trimestre, iniciativas voltadas ao fortalecimento de sua estrutura financeira. Brondeau acrescentou que a revisão estratégica da empresa foi concluída e que a companhia pretende concentrar esforços para elevar sua competitividade, ampliar o desenvolvimento de seu portfólio tecnológico e sustentar o crescimento no longo prazo.

Como parte da estratégia para fortalecer sua estrutura financeira, a FMC concluiu no trimestre a venda de seus negócios na Índia por US$ 252 milhões, firmou um acordo de licenciamento com a Corteva no valor de US$ 200 milhões, realizou uma operação de sale and leaseback de um imóvel em Delaware por US$ 114 milhões e recebeu um aporte de capital de US$ 400 milhões do Tessenderlo Group.

Apesar dessas iniciativas, a dívida total da companhia passou de US$ 4,163 bilhões em junho de 2025 para US$ 4,280 bilhões em junho de 2026. Já o indicador que considera a dívida em relação ao patrimônio líquido (equity dos acionistas) recuou de US$ 8,56 bilhões para US$ 5,917 bilhões no mesmo intervalo.

Projeções

A FMC também revisou para baixo suas projeções para o ano. A expectativa de receita, desconsiderando as operações na Índia, passou para um intervalo entre US$ 3,5 bilhões e US$ 3,7 bilhões, o que representa queda de 7% no ponto médio em relação a 2025. Excluindo a contribuição da Índia registrada no ano passado, a previsão indica retração de 5%.

A estimativa de Ebitda ajustado foi reduzida para uma faixa entre US$ 620 milhões e US$ 680 milhões, enquanto a projeção de lucro ajustado por ação caiu para entre US$ 1,19 e US$ 1,49 por papel. 

Já a previsão de fluxo de caixa livre foi elevada para um intervalo entre US$ 75 milhões e US$ 225 milhões, incorporando o pagamento antecipado de US$ 200 milhões referente ao licenciamento de um herbicida para a Corteva.

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Tráfego aéreo doméstico do Brasil cresce em junho e destoa da retração global


Entre os mercados doméstico de tráfego aéreo no mundo, o Brasil foi o único país a mostrar crescimento em junho, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (30) pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA). A associação revelou que a demanda total no mundo, medida em quilômetro-viagem de receitas (RPK), caiu 1,7% em comparação com junho de 2025, com contrações de 0,9% na demanda internacional e de 3,0% na demanda doméstica

No tráfego doméstico, o Brasil foi em direção contrária e apresentou alta de 0,9% no RPK em junho ante o mesmo mês do ano passado — todos os outros grandes mercados caíram, exceto a Austrália, que permaneceu estável. As quedas mais acentuadas ocorreram na China (-5,2%) e no Japão (-3,8%), sendo o motivo provável os preços mais altos dos combustíveis.

Os dados da IATA destoam dos números para o mês divulgados pela Anac, que mostraram queda de 1,2% no mês em termos anuais.

A capacidade nos voos do Brasil se expandiu 4,0%, o que levou a um declínio de 2,5 pontos percentuais nos fatores de ocupação — (-2,5 pontos percentuais, para 80,2%.

Leia mais: Setor de carga área aproveita cessar-fogo em junho e cresce 8,5% anuais

Tráfego global e regional

Segundo a IATA, o tráfego de passageiros mostrou uma moderação no ritmo de crescimento anual entre as transportadoras da África, América Latina e Caribe e Europa, enquanto o tráfego transportado por companhias aéreas da Ásia-Pacífico, América do Norte e Oriente Médio contraiu.

O PLF das companhias aéreas em junho permaneceu em ou abaixo dos níveis de 2025, com a Europa registrando o maior entre todas as regiões.

O tráfego transportado por transportadoras do Oriente Médio caiu 13,9% na comparação anual, uma melhora em relação ao declínio de 28,8% em maio. Embora ainda severa, a contração moderou à medida que as disrupções regionais diminuíram após o cessar-fogo no conflito do Irã no mês, que motivou um alívio parcial das restrições de voo, apoiando uma recuperação gradual da demanda.

A capacidade caiu 11,3% na comparação anual, um ritmo mais lento que o da demanda, resultando em um declínio de 2,3 pontos percentuais no PLF, para 76,1%.

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As companhias aéreas da Ásia-Pacífico registraram uma queda de 2,0% na comparação anual no tráfego de passageiros em junho, marcando o segundo mês consecutivo de contração.

“O declínio foi impulsionado pela fragilidade em mercados domésticos-chave, incluindo a China, o maior mercado doméstico da região, e a demanda mais amena na Índia. O segmento internacional de curta distância também foi impactado por reduções de capacidade ligadas aos custos mais altos de combustível”, disse a associação.

A capacidade geral na Ásia-Pacífico caiu 2,1% na comparação anual, elevando o PLF em 0,1 ponto percentual, para 83,1%, um recorde para o mês de junho.

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As transportadoras da América do Norte reportaram um declínio de 1,1% na comparação anual no tráfego, marcando o segundo mês consecutivo de contração. Esse declínio refletiu a fragilidade contínua no mercado doméstico dos EUA, juntamente com um tráfego internacional mais ameno resultante de uma gestão de capacidade mais apertada.

A capacidade caiu em linha com a demanda, declinando 1,1% na comparação anual, mantendo o PLF inalterado em 86,1%.

As transportadoras europeias registraram um modesto aumento de 0,8% na comparação anual no tráfego de passageiros, apoiado por um aumento de 1,5% na demanda internacional. A capacidade aumentou 1,4% na comparação anual, superando a demanda e reduzindo o PLF em 0,5 ponto percentual, para 87,5%. Este é o maior PLF entre todas as regiões para junho.

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As companhias aéreas da América Latina e Caribe registraram um aumento de 1,5% na comparação anual no tráfego, impulsionado pela demanda internacional, que subiu 3,5% na comparação anual. A capacidade cresceu a um ritmo mais rápido, de 3,9% na comparação anual, empurrando o PLF para baixo em 2,0 pontos percentuais, para 81,2%.

Já as transportadoras africanas registraram o crescimento de tráfego mais forte entre todas as regiões em junho, com 3,8% na comparação anual. A capacidade expandiu 4,7% na comparação anual, superando a demanda e levando a um declínio de 0,6 ponto percentual no PLF, para 73,9%.

A IATA representa mais de 370 companhias aéreas em todo o mundo, abrangendo cerca de 85% do tráfego aéreo global.



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Tempestades em SP deixam 3 mortos e 10 feridos, aponta Defesa Civil


As fortes chuvas acompanhadas de ventos intensos que atingiram o estado de São Paulo nas últimas 24 horas deixaram ao menos três mortos e dez feridos, segundo balanço divulgado nesta terça-feira (29) pelo Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da Defesa Civil estadual.

As ocorrências foram registradas em diversas cidades e incluíram queda de árvores, destelhamentos, interrupções no fornecimento de energia elétrica, queda de muros, tombamento de contêineres e naufrágios de embarcações.

As mortes ocorreram em Cesário Lange, São Sebastião e Santos. Em Cesário Lange, uma pessoa morreu após ser atingida pela queda de uma árvore. Em São Sebastião, uma embarcação virou durante o temporal. Das cinco pessoas a bordo, uma morreu, duas ficaram feridas e outras duas saíram ilesas. Em Santos, uma pessoa morreu em meio aos estragos causados pelo temporal.

Entre os feridos, Ubatuba concentrou o maior número de vítimas. Sete pessoas ficaram feridas após o naufrágio de uma escuna e outra sofreu ferimentos provocados pela queda de uma árvore, totalizando oito atendimentos no município. Em São Sebastião, outras duas pessoas ficaram feridas no naufrágio da embarcação.

Além das vítimas, o mau tempo causou prejuízos em várias cidades. Em Cubatão, foram registradas quedas de árvores e interrupções no fornecimento de energia elétrica. Jacareí teve quedas de árvores, destelhamentos e falta de energia. Em Laranjal Paulista, uma árvore caiu durante o temporal.

Já em Peruíbe e São Vicente, a Defesa Civil registrou quedas de árvores e destelhamentos, enquanto Peruíbe também enfrentou interrupções no fornecimento de energia.



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Ventos fortes causam cinco mortes em São Paulo e Rio de Janeiro


Os estados do Rio de Janeiro e de São Paulo foram afetados por fortes rajadas de vento nesta quarta-feira (29). Em São Paulo, três mortes foram registradas em decorrência do vendaval, enquanto no Rio de Janeiro, duas pessoas morreram.

São Paulo

Segundo o Corpo de Bombeiros, duas das vítimas morreram após serem atingidas por quedas de árvores.

Em Santos, no litoral paulista, um homem em situação de rua morreu após ser atingido durante a queda de uma árvore, no bairro Estuário. A corporação chegou a prestar atendimento, mas a morte foi constatada ainda no local.

 

Já em Cesário Lange, cidade localizada na região metropolitana de Sorocaba, no interior do estado, um segundo homem também morreu após uma árvore cair sobre um veículo que trafegava pela via. Em última atualização, equipes da Defesa Civil do município realizavam a remoção da árvore e a limpeza da rua.

Em São Sebastião, no litoral de São Paulo, um pescador morreu após o naufrágio de uma embarcação no canal entre a cidade e o município de Ilhabela.

A Defesa Civil do Estado de São Paulo enviou um alerta severo, na tarde desta quarta-feira (29), para fortes rajadas de vento no Litoral Paulista, de Itanhaém até Ubatuba.

Os ventos já superaram o previsto no alerta inicial, de terça-feira (28). O previsto era uma ventania de até 90 km/h. Em Itanhaém, já foram registrados ventos de 111 km/h.

Veja registros da Praia do Boqueirão:


Rio de Janeiro

Duas pessoas morreram após um muro desabar por conta de fortes rajadas de vento registradas em Santa Teresa, na região central do Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (29).

Além das mortes, o Corpo de Bombeiros Militar do Estado está buscando um pescador desaparecido em Tarituba.

Segundo a corporação, as equipes foram acionadas para atender 185 ocorrências relacionadas aos ventos em todo o estado, sendo 93 de cortes de árvores, 31 salvamentos de pessoas e cinco desabamentos.

O maior registro de vento foi de 105,5 km/h no Galeão, entre 16h e 17h. Segundo o Alerta Rio, a previsão para a noite desta quarta é de céu parcialmente nublado, sem chuva e ventos moderados a muito fortes.

Veja imagens:




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Fed mantém juros, mas sem decisão unânime; três membros votam por alta das taxas







O Fomc (Federal Open Market Committee) manteve a taxa de juros básica americana na faixa entre 3,50% e 3,75% nesta quarta-feira (29), em linha com a expectativa da maior parte do mercado. A votação ficou com placar de 9 a 3 para a manutenção dos juros. Os dissidentes preferiam que houvesse alta de 0,25 ponto percentual.

Contudo, uma parte importante dos agentes apontava em um desfecho excepcionalmente incerto com um número crescente de autoridades manifestando abertamente sua preocupação com a inflação e devido ao regime de não divulgação de orientação futura adotado pelo chair Kevin Warsh.

Warsh, que assumiu o comando do banco central em maio e passou por sua segunda reunião de política monetária do Federal Reserve, afirmou recentemente não ter “nenhuma tolerância” à inflação, que vem se mantendo acima da meta de 2% do Fed há mais de cinco anos e, até o mês passado, vinha acelerando uma vez que a guerra liderada pelos EUA contra o Irã elevou os preços globais de combustíveis e alimentos e os investimentos em centros de dados e outros gastos ligados à inteligência artificial impulsionaram a demanda.

As pressões sobre os preços, no entanto, diminuíram desde que as autoridades do Fed se reuniram no mês passado. A inflação dos preços ao consumidor desacelerou para 3,5% em junho na base anual, ante 4,2% em maio, e os preços do petróleo caíram na última semana devido às expectativas de um novo cessar-fogo entre os EUA e o Irã, ainda que a commodity registre forte volatilidade.

(com Reuters)



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Governo Lula repudia decisão dos EUA em prorrogar emergência nacional contra Brasil


O governo brasileiro repudiou nesta terça-feira (29) a decisão dos Estados Unidos de prorrogar por mais um ano a declaração de emergência nacional em relação ao Brasil.

Em nota divulgada pela Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República, o Executivo classificou como infundadas as justificativas apresentadas pela Casa Branca e reafirmou a soberania nacional e a independência entre os Poderes.

Segundo a manifestação oficial, a decisão estadunidense repete acusações sem respaldo nos fatos ao sustentar que o Brasil representa uma ameaça à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos.

Na nota, o governo brasileiro afirma que a declaração “reitera argumentos infundados e inverídicos” ao mencionar supostas violações à liberdade de expressão, aos direitos humanos e alegações de perseguição política a um ex-presidente brasileiro, sua família e apoiadores.

O Executivo também declarou que “é inteiramente descabido caracterizar o Brasil como ameaça aos Estados Unidos, especialmente à luz dos históricos laços diplomáticos e da amizade que une os dois povos”.

Ainda de acordo com a Secom, as acusações já foram amplamente rebatidas em reuniões entre autoridades dos dois países. O governo ressaltou que o Poder Judiciário brasileiro atua de forma independente e em conformidade com a Constituição Federal.

Medida renovada

Na terça-feira (29), a Casa Branca anunciou a prorrogação, por mais um ano, da emergência nacional em relação ao Brasil, mantendo em vigor a ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump em 30 de julho de 2025.

Após a publicação no Federal Register, o diário oficial do governo estadunidense, e o encaminhamento ao Congresso dos Estados Unidos, a medida permanecerá em vigor pelo menos até 30 de julho de 2027.

Na justificativa, o governo estadunidense afirma que continuam existindo as condições que motivaram a edição da Ordem Executiva 14323. Segundo essa ordem, políticas e ações adotadas pelo governo brasileiro representam uma ameaça à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos.

A Casa Branca também voltou a acusar autoridades brasileiras de restringirem a liberdade de expressão de cidadãos e empresas estadunidenses, de promoverem violações de direitos humanos e de adotarem medidas que afetariam interesses dos Estados Unidos.

O texto cita ainda decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) relacionadas à remoção de conteúdos em plataformas digitais e à prisão de pessoas por manifestações, classificadas pelo governo estadunidense como atos de censura. O documento também repete a alegação de que um ex-presidente brasileiro, familiares e apoiadores estariam sendo alvo de perseguição política.

Escalada diplomática

A renovação da emergência nacional ocorre após um ano de agravamento das tensões entre Brasília e Washington. Desde a edição da ordem executiva, em julho de 2025, a administração Trump adotou uma série de medidas contra o Brasil, incluindo a abertura de investigações comerciais, a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros e críticas às decisões do STF sobre moderação de conteúdo em plataformas digitais e o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em resposta, o governo brasileiro intensificou as negociações diplomáticas com autoridades estadunidenses e contestou as medidas na Organização Mundial do Comércio (OMC), sob o argumento de que as tarifas violam regras do comércio internacional. Integrantes do Executivo também reiteram que o Judiciário atua de forma independente, enquanto o STF sustenta que suas decisões seguem a Constituição e a legislação brasileira.

Apesar das tratativas diplomáticas, as medidas adotadas pela administração estadunidense foram mantidas e ampliadas ao longo do último ano. A nota divulgada pela Secom representa a primeira manifestação oficial do governo brasileiro após o anúncio da prorrogação da emergência nacional.



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