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Caged mostra criação de 145.161 novos empregos em junho, acima das expectativas


O mercado de trabalho brasileiro abriu 145.161 novos empregos em junho, segundo dados do Novo Caged divulgados nesta quarta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O resultado ficou mais próximo do teto da pesquisa Projeções Broadcast, de 147 mil postos criados, do que da mediana, de 110 mil. A estimativa mais baixa apontava para criação de 80 mil vagas.

Os números interrompem uma sequência de dois meses de resultados abaixo do esperado no Caged, em abril (85.888, contra uma mediana de 120 mil) e maio (85.888 ante 211.100), considerando a série sem ajustes.

A leitura de economistas do mercado tem sido de que o mercado de trabalho brasileiro continua resiliente, mas tem mostrado sinais de desaceleração.

Apesar da surpresa positiva, o saldo do Caged de junho de 2026 foi o menor para o mês desde 2020, quando foram fechadas 53.381 vagas, em meio aos impactos da primeira onda de covid-19 sobre a economia brasileira. Em junho de 2025, o mercado de trabalho brasileiro criou 161.999 novos postos de trabalho, na série com ajustes de declarações fora do prazo.

Os dados divulgados nesta quarta-feira vão ser observados de perto pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que se reúne na próxima semana para definir a taxa Selic. No último encontro, em junho, o colegiado diminuiu os juros de 14,50% para 14,25%, mas destacou a resiliência do mercado de trabalho como um fator de pressão sobre a inflação, especialmente de serviços.

O saldo de junho de 2026 decorre de 2.220.131 admissões e 2.074.970 demissões, segundo o MTE. Com o resultado, o estoque de empregos celetistas no País alcançou 48.032.308 vínculos ativos.



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Fluxo cambial total em julho até dia 24 é negativo em US$ 876 milhões, revela BC







O Brasil registrou fluxo cambial negativo de US$ 876 milhões em julho até o dia 24, segundo dados preliminares divulgados nesta quarta-feira (29) pelo Banco Central (BC). Em junho, houve entrada líquida de US$ 3,884 bilhões.

O canal financeiro registrou saída líquida de US$ 1,764 bilhão até o último dia 24. Isso é o resultado de compras no valor de US$ 38,711 bilhões e vendas no total de US$ 40,476 bilhões. O segmento reúne os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, remessas de lucro e pagamento de juros, entre outras operações.

No comércio exterior, o saldo no período foi positivo em US$ 888 milhões, com importações de US$ 18,080 bilhões e exportações de US$ 18,968 bilhões. Nas exportações, estão incluídos US$ 2,397 bilhões em Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC), US$ 3,642 bilhões em Pagamento Antecipado (PA) e US$ 12,929 bilhões em outras entradas.

Acumulado do ano

O fluxo cambial está positivo em US$ 16,882 bilhões em 2026 até o dia 24 de julho. O canal financeiro apresenta saída líquida de US$ 17,869 bilhões. Já o fluxo comercial é positivo, somando US$ 34,751 bilhões no ano.

O segmento financeiro tem compras de US$ 397,817 bilhões e vendas de US$ 415,686 bilhões no período.

O canal comercial tem importações de US$ 139,667 bilhões e exportações de US$ 174,417 bilhões. Nas exportações, estão inclusos US$ 18,712 bilhões em adiantamento de contrato de câmbio, US$ 44,098 bilhões em pagamento antecipado e US$ 111,608 bilhões em outras operações.

*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.



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Carne bovina ganha mercado com acordo entre Mercosul e Singapura

O Acordo de Livre Comércio entre Mercosul e Singapura entra em vigor neste sábado (1) e representa um novo passo na estratégia brasileira de ampliar mercados para a carne bovina e reduzir a dependência de grandes compradores, como a China. Embora o país asiático tenha um mercado consumidor relativamente pequeno, analistas avaliam que o principal efeito do acordo será estrutural, ao oferecer maior segurança jurídica para as exportações, facilitar o comércio e abrir espaço para a diversificação dos destinos da proteína brasileira.

O principal benefício para a carne bovina é a concessão de tarifa zero imediata para 100% das linhas tarifárias de Singapura. Na prática, toda a carne bovina exportada pelo Brasil poderá ingressar no mercado singapuriano sem incidência de imposto de importação, aumentando a competitividade do produto brasileiro frente a outros fornecedores internacionais.

Para usufruir da preferência tarifária, no entanto, os exportadores precisarão cumprir as regras de origem previstas no acordo. Será necessário comprovar que a carne atende aos critérios estabelecidos entre Mercosul e Singapura, demonstrando que o produto foi totalmente obtido ou processado no Brasil. As orientações sobre classificação de mercadorias, emissão da prova de origem e procedimentos operacionais já foram disponibilizadas pelo MIDC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) por meio do Portal Siscomex.

Além da eliminação das tarifas, o acordo estabelece critérios comuns para as operações comerciais entre as partes, amplia o acesso ao mercado de serviços, incentiva investimentos e inclui um capítulo específico sobre comércio eletrônico, o primeiro negociado pelo Mercosul com um parceiro extrarregional. O acordo já está em vigor no Paraguai desde fevereiro e no Uruguai desde março.

Embora Singapura esteja longe de representar um mercado do tamanho da China, o país ocupa uma posição estratégica no comércio asiático. Além de ser um importante centro financeiro, é considerado um dos principais polos logísticos da região, característica que pode ampliar a presença da carne brasileira em outros mercados do Sudeste Asiático.

Para o analista de mercado da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o acordo fortalece não apenas as exportações de carne bovina, mas de todas as proteínas animais produzidas pelo Brasil.

Segundo ele, Singapura é um mercado em expansão e a redução das barreiras comerciais facilita a entrada de novos produtos brasileiros, contribuindo para a diversificação das exportações e reduzindo a concentração das vendas em poucos destinos.

“Esse acordo vai ser muito útil para as exportações brasileiras de proteínas de origem animal, não só de carne bovina, como para as demais, e pode facilitar o acesso a mais produtos no mercado. É um mercado importante, em expansão, que pode ajudar muito na diversificação das exportações brasileiras”, afirma Iglesias.

Na avaliação do analista da Terra Agro, Geraldo Isoldi, os efeitos positivos devem ocorrer de forma gradual e não devem provocar mudanças imediatas nos preços da carne bovina.

“Vai ampliar o acesso ao mercado, mas não vai interferir nos preços de imediato e muito menos de forma isolada. É uma mudança muito mais importante do ponto de vista estrutural”, diz.

Segundo o analista, a abertura de novos mercados reduz a concentração das exportações brasileiras. “Quanto mais a gente diversificar esse mercado com Singapura, com Coreia do Sul e outros países, melhor. Mas nenhuma dessas nações, isoladamente ou mesmo em conjunto, substitui a China. Essa é a realidade do mercado hoje”, afirma.

De acordo com os dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior), o Brasil exportou cerca de 25,3 mil toneladas de carne bovina para Singapura no ano passado, o maior volume já registrado nas vendas ao país. No mesmo período, os embarques para a China alcançaram aproximadamente 1,7 milhão de toneladas, volume quase 70 vezes superior.

Para Isoldi, isso mostra que a diversificação é importante para reduzir riscos e ampliar oportunidades, mas o impacto econômico ocorre de forma gradual e depende da abertura de vários mercados ao longo do tempo, e não apenas de um único parceiro comercial.

O consultor de mercado Rodrigo Costa avalia que o maior ganho do acordo não está apenas na eliminação das tarifas, mas em três pilares que aumentam a competitividade da carne bovina brasileira no longo prazo.

“O real benefício do acordo para a carne bovina está em três ganhos estruturais, sendo eles a segurança jurídica, regras de origem mais claras e facilitação aduaneira com potencial logístico”, afirma o consultor de mercado.

Antes do tratado, a tarifa zero poderia ser alterada unilateralmente pelo governo de Singapura. Com a entrada em vigor do acordo, esse benefício passa a fazer parte de um compromisso internacional, oferecendo maior previsibilidade para exportadores e investidores.

O segundo ponto é a definição de regras de origem mais claras, com critérios objetivos para comprovar que a carne é efetivamente brasileira. Na avaliação do consultor, isso reduz riscos de questionamentos pelas autoridades aduaneiras e simplifica os processos de certificação.

O terceiro benefício está na facilitação aduaneira e no potencial logístico. Além da simplificação dos procedimentos alfandegários, Singapura pode ampliar seu papel como plataforma de redistribuição de mercadorias para outros países asiáticos, funcionando como um hub logístico para a carne bovina brasileira.

Relação comercial

Em 2025, a corrente de comércio entre Brasil e Singapura alcançou US$ 10,7 bilhões, sendo US$ 7,4 bilhões em exportações brasileiras, com superávit comercial de US$ 4,1 bilhões. Entre os principais produtos enviados ao país estão óleos combustíveis, máquinas e proteínas animais, como carnes bovina, suína e de aves.

Assinado em 2022, o Acordo Mercosul-Singapura foi negociado desde 2018. A expectativa do governo brasileiro é que o tratado eleve em cerca de US$ 500 milhões por ano as exportações do Mercosul para o país asiático e contribua para um aumento de R$ 28,1 bilhões no PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro até 2041.

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Dívida pública federal do Brasil sobe 2,61% em junho, a R$ 9,268 trilhões


No período, a dívida ‌pública mobiliária ​interna teve alta de ⁠2,63%, ​a ​R$ 8,921 trilhões






BRASÍLIA, ⁠29 ⁠Jul (Reuters) – A dívida ‌pública federal do ‌Brasil subiu 2,61% em junho em ⁠relação ‌ao ⁠mês anterior, a R$ 9,268 trilhões, divulgou ​o Tesouro Nacional nesta ​quarta-feira.

No período, a dívida ‌pública mobiliária ​interna teve alta de ⁠2,63%, ​a ​R$ 8,921 trilhões, enquanto ⁠a ​dívida pública federal ​externa cresceu 2,12% ​e ⁠atingiu R$ 347,71 bilhões.



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Rajadas de vento com mais de 90km/h paralisam metrô e geram apagão no Rio


Prefeitura do Rio de Janeiro informou nesta quarta-feira (29) que fortes rajadas de vento, que chegaram a mais de 90km/h, paralisaram as linhas de metrô, derrubaram árvores por toda a cidade e geraram apagão. A falta de energia afetou bairros da capital e da Baixada.

Conforme o Centro de Operações e Resiliência da Prefeitura do Rio (COR-Rio), o município entrou no estágio 2 às 16h50 desta quarta. Segundo o COR-Rio, o estágio 2 é quando há previsão de mudança na rotina da cidade nas próximas horas, ou já há impactos que exigem ações de resposta imediatas.

Eles informaram ainda que a medida foi devido ao registro de “ventos fortes e muito fortes e previsão de intensificação nas próximas horas”.

O COR-Rio aconselhou que as pessoas sigam suas rotinas, mas fiquem atentos, além de recomendações práticas:

  • Acompanhe a previsão do tempo do Alerta Rio e suas atualizações;
  • Mantenha-se informado através dos meios de comunicação e canais oficiais do COR;
  • Todos os cidadãos devem se cadastrar no serviço de alertas da Defesa Civil via SMS. Basta enviar o CEP de casa para o nº 40199, por mensagem de texto.
  • Baixe o aplicativo do COR.Rio para mais informações.
  • Se necessário, use os telefones de emergência 193 (Corpo de Bombeiros) e 199 (Defesa Civil).

Metrô paralisado

MetrôRio disse que, por conta de falha no fornecimento de energia elétrica, toda a circulação de trens estava interrompida, sendo as linhas 1, 2 e 4. Há pouco, porém, eles informaram que as linhas 1 e 4 estão processo de normalização, mas a 2 permanece inativa.

“O MetrôRio informa que, neste momento, os intervalos estão em processo de normalização nas linhas 1 e 4. A circulação na Linha 2, no entanto, permanece interrompida, devido a falha no fornecimento de energia elétrica na tarde desta quarta-feira”, escreveram na rede social X.

O VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) do Rio de Janeiro, (sistema moderno de bonde elétrico que atua no Centro e na Região Portuária da cidade, integrando trens, metrô, barcas, ônibus e aeroportos) chegou a ser paralisado por conta das ocorrências mas já foi normalizado.

Queda de árvores

De acordo com o Sistema Alerta Rio, no momento, pequenos núcleos de chuva afetam o município. Outros núcleos que atuam na Região Serrana do estado não devem se deslocar para a capital fluminense. “Na próxima hora, há previsão de chuva fraca em pontos isolados e rajadas de vento moderado a muito forte”, informou o COR-Rio às 17h43 desta quarta.

Muitas árvores caíram pela cidade carioca, o COR-Rio informou os pontos:

  1. Viaduto Waldemar Vianna, sentido Avenida Brasil;
  2. Rua Aurélio de Figueiredo, na altura da Rua Viúva Dantas;
  3. Rua Marquês de Barbacena, na altura da Estrada de Urucânia;
  4. Estrada da Pedra, na altura da estação de BRT Santa Veridiana, nos dois sentidos;
  5. Viaduto Doze de Outubro, no sentido Avenida Brasil;
  6. Estrada Benvindo de Novaes, no sentido Orla, na altura do Américas Shopping;
  7. Avenida das Américas, na altura da estação de BRT Pedra de Itaúna, sentido Santa Cruz
  8. Rua Luiz da Câmara Cascudo, número 60, no Recreio
  9. Rua Ulisses Guimarães, altura da Estácio – Cidade Nova
  10. Rua Itapirú, altura do Presunic – Rio Comprido
  11. Rua Dias da Cruz, no sentido Engenho de Dentro, altura do Imperador – Méier
  12. Avenida Paulo de Frontin, no sentido Lagoa, na altura da Rua Haddock Lobo – Rio Comprido
  13. Avenida Francisco Alves – Jardim Guanabara
  14. Rua João Paulo I, na altura Joaquim Palhares – Estácio
  15. Rua Engenheiro Coloriano – Freguesia
  16. Rua Miritiba, na altura da Rua Coronel Rogaciano Mendes – Freguesia
  17. Rua Teixeira de Freitas, na altura dos Arcos da Lapa – Centro

Queda de galho sobre fiação:

  1. Rua Dom Maurício, em Curicica

Apagão

A Light, concessionária responsável pela distribuição e comercialização de energia elétrica no Rio, informou que registraram uma ocorrência externa ao sistema da Light, afetando o fornecimento de energia para Zona Sul, Tijuca e Centro do Rio. “Nossas equipes estão atuando para restabelecer o serviço o mais breve possível”, escreveram no X.

Concessionária afirmou, porém, que a energia foi restabelecido para as três regiões citadas. Mas que as equipes da empresa continuam atuando em casos pontuais para normalizar o serviço para todos os clientes.

Com a queda de energia, sinais de trânsito ficaram paralisado, o que causou problemas no trânsito.





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Café arábica recua em NY e devolve ganhos da sessão anterior

O café arábica voltou a cair nesta quarta-feira (28) na Bolsa de Nova York, após a alta registrada no pregão anterior. O contrato com vencimento em setembro encerrou a sessão com desvalorização de 4,01%, cotado a US$ 3,25 por libra-peso.

Segundo o Barchart, a queda foi influenciada principalmente pela desvalorização do real brasileiro frente ao dólar, movimento que estimula as exportações dos cafeicultores do país e levou investidores a liquidarem posições compradas nos contratos futuros.

Apesar do recuo, o mercado segue atento às condições da safra brasileira. Na terça-feira, os preços haviam atingido o maior nível em duas semanas diante das preocupações de que as chuvas acima da média em regiões produtoras possam atrasar a colheita e reduzir a oferta global.

Em Minas Gerais, principal estado produtor de café do Brasil, a Climatempo apontou que foram registrados 32,4 milímetros de chuva na semana encerrada em 26 de julho, volume 2.700% acima da média histórica para o período.

Açúcar

O contrato futuro do açúcar para entrega em outubro encerrou a sessão na Bolsa de Nova York com queda de 0,34%, cotado a 14,50 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo o Barchart, os preços foram pressionados pela perspectiva de aumento da produção de açúcar na Índia, após a melhora no volume de chuvas durante a temporada de monções, período importante para o desenvolvimento das lavouras.

O Departamento Meteorológico da Índia informou que o acumulado de chuvas de monção estava 15% abaixo da média até 29 de julho, uma melhora significativa em relação ao déficit de 42% registrado no fim de junho.

Inicialmente, o Ministério de Ciências da Terra da Índia havia indicado que a temporada de monções poderia ser a mais fraca em 11 anos. O período de chuvas no país ocorre entre junho e setembro e tem influência direta sobre a produção agrícola, incluindo a cana-de-açúcar.

Cacau

O contrato futuro do cacau para entrega em setembro encerrou o pregão na Bolsa de Nova York com desvalorização de 0,31%, cotado a US$ 5.185 por tonelada.

Os preços seguem pressionados pelos sinais de aumento da oferta global e pela incerteza em relação ao ritmo da demanda. Na terça-feira, as cotações atingiram o menor nível em três semanas e meia.

Entre os fatores que limitaram uma queda mais intensa está a revisão da StoneX sobre o balanço global de cacau para a safra 2026/27. A consultoria reduziu a estimativa de excedente para 25 mil toneladas, ante 149 mil toneladas projetadas em abril, citando riscos para a produção na África Ocidental diante da possibilidade de ocorrência do fenômeno El Niño.

Do lado da oferta, dados da Costa do Marfim indicaram que os produtores enviaram 2,11 milhões de toneladas de cacau aos portos no atual ano comercial, iniciado em outubro de 2025, volume 21% superior ao registrado no mesmo período da temporada anterior.

Além disso, informações divulgadas pela Bloomberg apontaram que as exportações de cacau da Nigéria cresceram 30% em junho na comparação anual, alcançando 18.922 toneladas.

Algodão

O algodão encerrou a sessão em queda na Bolsa de Nova York, em meio à cautela dos investidores antes da decisão do Federal Reserve sobre os juros nos Estados Unidos.

O contrato futuro com vencimento em dezembro recuou 1,24% e terminou o pregão cotado a 79,53 centavos de dólar por libra-peso.

Os contratos futuros da fibra registraram perdas ao longo do dia, com a maior parte das posições operando em baixa entre 105 e 120 pontos. O movimento ocorreu em um cenário de valorização do dólar e acompanhamento das demais commodities.

O petróleo bruto avançou US$ 5,20 por barril, enquanto o índice do dólar americano apresentou alta de 0,024. Para a decisão do Fed, a expectativa predominante entre analistas é de manutenção das taxas de juros, embora parte do mercado considere a possibilidade de uma mudança na política monetária.

Suco de laranja

O contrato futuro do suco de laranja concentrado congelado para entrega em setembro encerrou o dia na Bolsa de Nova York com valorização de 0,80%. O vencimento fechou negociado a US$ 1,37 por libra-peso, em uma sessão de recuperação para o mercado.

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Comércio brasileiro fatura R$ 7,7 tri e emprega 10,6 milhões em 2024


As empresas comerciais brasileiras apresentaram uma receita operacional líquida de R$ 7,7 trilhões em 2024 e geraram um valor adicionado bruto à economia de R$ 1,3 trilhão, segundo a Pesquisa Anual de Comércio (PAC). Os negócios, distribuídos em 1,6 milhão de estabelecimentos, empregavam aproximadamente 10,6 milhões de pessoas, de acordo com os dados divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Dentre os três segmentos que compõem a pesquisa, o comércio por atacado – quando um produto é vendido a outros estabelecimentos – apresentou a maior participação na receita operacional líquida do setor (48,7%), ou R$ 3,8 trilhões, seguido pelo comércio varejista (41,4%) e pelo comércio de veículos, peças e motocicletas (9,9%).

“Entre as 37 grandes atividades do comércio, o maior volume de receita está sendo gerado no comércio de hipermercados e supermercados, com 12%, seguido pelo comércio por atacado de combustíveis e lubrificantes (11,5%) e o comércio por atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumos (8,2%)”, comenta o gerente de análise estrutural do IBGE, Marcelo Miranda.

A PAC levanta informações sobre receitas, margem de comercialização, unidades que uma mesma empresa possui, pessoal, estoques e investimentos em ativos. Em 2024, 98.239 empresas com 20 ou mais pessoas ocupadas responderam ao questionário.

Receita e Emprego

Em 2024, 10,6 milhões de pessoas estavam empregadas em 1,8 milhão de unidades locais (onde estão estabelecidas de fato) e receberam um total de R$ 369,2 bilhões em salários. O setor varejista (vendas ao consumidor final) responde pela maior parte dos empregos: 7,6 milhões de trabalhadores, seguido pelo comércio por atacado, com 2 milhões de pessoas, e o comércio de veículos, peças e motocicletas com 950.700 pessoas.

O comércio em mercados e supermercados corresponde a 15,2% do total de empregos (1,6 milhão de pessoas). “É o grande destaque da pesquisa, com 83 pessoas sendo empregadas em média dentro dessa estrutura”, diz.

Destacam-se também como maiores empregadores o comércio varejista de produtos farmacêuticos, perfumaria e cosméticos e artigos médicos, ortopédicos e de óptica (887,3 mil); e de material de construção (858,5 mil).

Em contrapartida, explica Miranda, em termos de volume salarial, o comércio varejista tem maior representação, com R$ 229,2 bilhões sendo pagos por esses negócios.

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A PAC fornece, desde 2007, um panorama detalhado das características estruturais do segmento empresarial da atividade de comércio no Brasil. No entanto, mudanças metodológicas, como a migração da base de dados da RAIS (Relação Anual de Informações Sociais) para o e-Social, impossibilitam comparações com dados anteriores a 2024.



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Ventos em SP superam 120 km/h e deixam três mortos


Três pessoas morreram durante os fortes ventos que atingiram o Estado de São Paulo nesta quarta-feira (29). A informação foi confirmada pela Defesa Civil, que disparou alerta sobre a ventania, ressacas no litoral e chuva de granizo, reflexo da passagem de uma frente fria. No interior, as rajadas superaram 120 km/h.

Em Santos, um homem morreu após ser atingido por uma árvore. A vítima era uma pessoa em situação de rua, e o acidente ocorreu na Avenida Almirante Cochrane. O homem chegou a ser socorrido pelo Corpo de Bombeiros, mas o óbito foi constatado no local.

O município registrou ventos de 83,7 km/h. Outra morte foi registrada em Cesário Lange, no interior. Um homem morreu após uma árvore atingir o veículo com o qual ele circulava.

Em São Sebastião, um pescador morreu após uma embarcação naufragar no canal entre São Sebastião e Ilhabela. Segundo a Defesa Civil, dos cinco ocupantes, dois saíram ilesos no acidente que aconteceu no canal entre São Sebastião e Ilhabela.

Outros dois foram socorridos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) em estado de choque, enquanto a vítima foi encontrada após buscas realizadas pela Defesa Civil e pelo Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBmar).

A ventania paralisou as operações do Porto de Santos por mais de quatro horas, além de interromper a travessia de balsas entre Santos e Guarujá e entre Ilhabela e São Sebastião. A mudança no clima fez os banhistas saírem às pressas das praias. Vídeos nas redes sociais mostram a ventania sacudindo as árvores, levando faixas e papéis pelo ar e barcos à deriva.

Na capital, após o início da ventania, dezenas de milhares de imóveis ficaram sem luz e voos foram cancelados no Aeroporto de Congonhas, na zona sul. Em Botucatu, uma árvore caiu sobre a rede elétrica e atingiu um carro, onde estava um casal, que foi resgatado pelos bombeiros.

O órgão informou que, até as 14h desta quarta-feira, as maiores rajadas de vento foram registradas nas cidades de:

  • Itaporanga-SP: 124.9km/h
  • Itaí-SP: 124.9km/h
  • Itaberá-SP: 104.8km/h
  • Paranapanema-SP: 113.0km/h
  • Taquarituba-SP: 117.0km/h
  • Itanhaém-SP: 111.0km/h
  • Itapeva-SP: 84.6km/h
  • Santos-SP: 83.7km/h
  • Coronel Macedo-SP: 80.6km/h
  • Queluz-SP: 75.2km/h
  • São Caetano do Sul-SP: 71.0km/h
  • Registro-SP: 70.2km/h
  • São Paulo-SP: 69.8km/h
  • Baixada Santista

Em Santos, o pico das marés foi de 1,64 metro às 13h40. A Autoridade Portuária de Santos (APS) informou que a navegação no estuário de Santos foi suspensa a partir das 12h45 e só foi retomada às 17h10. Uma boia de sinalização do canal de navegação chegou a ser deslocada pelo vento, mas foi reposicionada.

Na área do porto sob jurisdição da APS, houve a paralisação preventiva das operações na Ilha Barnabé, local especializado em granéis líquidos químicos e combustíveis, que foi retomada às 14h10. Houve várias quedas de árvore, sendo que uma de grande porte caiu no terminal de granéis líquidos do bairro de Alemoa.

Um armazém de uma empresa que opera porto, onde já funcionou uma estrutura da Receita Federal, foi gravemente afetado.

A travessia de pedestres entre Santos e o distrito de Vicente de Carvalho (Guarujá) também parou devido aos ventos fortes. As operações serão retomadas somente após a cessação da ventania.

Litoral Norte

Em Ilhabela, no litoral norte, os fortes ventos provocaram o rompimento de poitas – peso fixo usado no fundo da água para segurar barcos – de algumas embarcações fundeadas no canal. Com isso, as embarcações ficaram à deriva e foram sendo levadas para praias e encostas em diferentes pontos do município.

Já o serviço de balsas entre São Sebastião e Ilhabela foi suspenso às 13h50 devido à ventania.

Alerta

A Defesa Civil de São Paulo enviou, nesta quarta-feira, dois alertas severos por celular à população por causa das fortes rajadas de vento no avanço da frente fria sobre o Estado. O primeiro foi disparado às 13h para os municípios do litoral, de Itanhaém a Ubatuba. Por volta das 14h, o alerta foi enviado para a capital paulista e região metropolitana.

Conforme o porta-voz da Defesa Civil do Estado, Maxwel de Souza, as condições previstas já provocam impactos em diferentes municípios. “Os ventos que nós tínhamos previsto já chegaram. O Gabinete de Crise segue mobilizado. Seguimos reunidos e continuamos respondendo aos chamados”, afirmou.

Diante do cenário, foi ativado o gabinete de crise para reforçar o monitoramento e dar rápida resposta a eventuais ocorrências.

*Com informações do Estadão Conteúdo



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USDA aponta crescimento no alojamento de frangos nos EUA

Os Estados Unidos ampliaram o volume de ovos incubados e o alojamento de pintinhos de frango de corte na última semana, segundo dados divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). O movimento ocorre em um cenário de menor disponibilidade de carne de frango, que tem pressionado os preços no mercado norte-americano.

Na semana encerrada em 25 de julho de 2026, os incubatórios no país colocaram 254 milhões de ovos de frangos de corte em incubadoras, volume 2% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

A taxa média de eclosão dos pintinhos ficou em 79,3%, índice calculado pelo USDA com base na relação entre os pintinhos nascidos na semana e os ovos incubados três semanas antes.

Já o alojamento de pintinhos destinados à produção de carne somou 195 milhões de aves na semana, alta de 1% na comparação anual.

No acumulado entre 10 de janeiro e 25 de julho de 2026, os produtores norte-americanos alojaram 5,70 bilhões de pintinhos de frango de corte, crescimento de 2% frente ao mesmo período de 2025.

A expectativa do setor americano é que o aumento nos alojamentos contribua para recompor a oferta de carne de frango nos próximos meses e alivie a pressão sobre os preços, que avançaram diante de um mercado mais ajustado entre produção e demanda.

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Geração de empregos supera estimativas em junho, mas analistas preveem desaceleração


O mercado de trabalho teve um desempenho acima das expectativas em junho de 2026, com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) registrando a criação líquida de 145.161 novos empregos formais. O saldo positivo de contratações superou com folga o consenso de mercado, que oscilava em projeções de 110 mil a 115 mil postos. 

Com esse resultado, a geração acumulada nos últimos doze meses alcançou cerca de 964 mil posições, o que ajudou a elevar o estoque total de vínculos celetistas no país para 48 milhões de trabalhadores. O panorama positivo está distribuído pelo país, com a criação líquida de vagas em 25 das 27 unidades da federação. São Paulo lidera a geração de vagas abrindo, sozinho, 35 mil novos empregos.

A rápida recuperação do nível de emprego foi puxada pelo setor de serviços, responsável pela criação líquida de 74,5 mil vagas, destaca o economista Leonardo Costa, do ASA. O saldo positivo geral contou também com o avanço da agropecuária, do comércio, da indústria e da construção civil. 

A construção civil foi o único grupo a apresentar crescimento de vagas acumuladas ao longo de 2026 em relação ao mesmo intervalo do ano anterior, segundo relatório da equipe de macroeconomia da 4Intelligence. Esse movimento é impulsionado, sobretudo, pela intensificação das contratações voltadas para obras de infraestrutura típicas de anos eleitorais, setor responsável por 38% dos novos postos na construção neste primeiro semestre.

Recorde de desligamentos

Por trás do volume bruto de contratações, as estatísticas também mostram uma dinâmica de forte aquecimento e aumento da confiança por parte da mão de obra empregada. Segundo os dados do Caged, o mês de junho registrou 760 mil desligamentos a pedido do trabalhador, elevando o índice para a máxima histórica de 9,2 milhões de demissões voluntárias no período de doze meses. A 4Intelligence aponta que essa elevação mostra uma clara evidência de que os brasileiros estão encontrando melhores ofertas de trabalho e migrando proativamente para outras empresas, que oferecem condições profissionais e salariais mais vantajosas. 

Em sintonia com a rotatividade, os rendimentos demonstram resiliência. O salário médio real de contratação atingiu o valor de R$ 2.404, mantendo uma dinâmica favorável que se sustenta alinhada e compatível com a inflação de serviços observada na economia.

Queda no segundo semestre

Apesar do forte vigor pontual exibido nos dados e da força do setor de serviços, os escritórios e casas de análise projetam um arrefecimento nessa trajetória para a segunda metade do ano. 

O economista Rodolfo Margato, da XP, aponta que as incertezas relacionadas à futura condução da política econômica pós-2027 e os eventuais embates no Congresso sobre alterações na jornada de trabalho, como o fim da escala semanal de seis por um (6×1), devem fazer com que as empresas passem a adotar uma postura de estrita cautela com investimentos e contratações. Margato avalia que atividades fundamentais como serviços de alimentação, hospedagem e serviços domésticos já estão operando estranguladas pela alta escassez de mão de obra disponível.

A expectativa do mercado financeiro e de trabalho aponta para um esfriamento que deve acompanhar a própria economia nacional. “Como esperado, existem sinais de desaceleração (não de contração) no mercado de trabalho”, diz Margato, que projeta que o ritmo médio de abertura de vagas sofrerá uma redução ao longo do tempo mediante a política monetária contracionista e o esgotamento dos estímulos governamentais de curto prazo. 

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Essa mesma visão de acomodação moderada é partilhada por Leonardo Costa, que aposta em uma perda progressiva de fôlego da economia, indicando que os indicadores antecedentes já demonstram essa fadiga estrutural. 

Em meio a essas variáveis, a previsão estabelecida pelas consultorias, como a 4Intelligence, consolida a perspectiva da abertura de um milhão de novos empregos formais na conclusão de 2026, projetados sobre uma expectativa paralela de avanço de apenas 2% no Produto Interno Bruto (PIB) do ano.



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