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Loja no RS faz ‘prova de resistência’ com clientes, e vencedor leva R$ 7 mil


Uma loja de celulares em Rio Grande, no litoral sul do Rio Grande do Sul, de forma inusitada, organizou um desafio que consistia em manter uma das mãos apoiada em uma estrutura instalada em frente ao estabelecimento. O participante que resistisse por mais tempo seria premiado com um celular ou com o valor correspondente em dinheiro.

Ao todo, 120 pessoas participaram da disputa, iniciada ao meio-dia de sábado (11). A prova só chegou ao fim na noite de domingo (12), após mais de 32 horas ininterruptas. O vencedor foi Márcio Franco, de 46 anos, que preferiu receber o prêmio em dinheiro e levou R$ 7 mil.

A iniciativa partiu de Cristiano Lauterbach, proprietário da Padrinho’s Celulares. Segundo ele, a ideia surgiu depois que a loja foi alvo de um assalto. O empresário contou que criminosos invadiram o estabelecimento, danificaram a entrada e levaram aparelhos celulares e dinheiro. No entanto, os bens foram recuperados com a colaboração da população.

Veja o vídeo:

De acordo com Lauterbach, a duração da competição superou as expectativas da organização. Uma equipe de ambulância permaneceu no local durante todo o evento e, em determinado momento, chegou a sugerir o encerramento antecipado da disputa com a divisão do prêmio entre os finalistas.

A proposta, porém, foi rejeitada após críticas do público. Com isso, a organização optou por manter a competição até que restasse apenas um participante. Na reta final, os concorrentes também deixaram de poder se apoiar na estrutura e passaram a manter apenas o braço estendido, o que levou ao encerramento da prova pouco mais de uma hora depois.





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Ambiente de crédito melhora e endividamento das famílias fica estável em junho


Após cinco meses seguidos de alta, a porcentagem de famílias brasileiras endividadas ficou estável em 81,6% em junho, segundo dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

A taxa de inadimplência — contas em atraso — seguiu o mesmo comportamento do endividamento, mantendo-se em junho os mesmos 29,9% registrados em maio.

A entidade atribuiu a ligeira melhora ao ambiente de crédito menos pressionado e diz que a pesquisa traz indícios de que o poder de compra pode ser recuperado ainda em 2026

Mas, apesar da estabilização na comparação mensal, a CNC lembra que ambos os indicadores superam os patamares registrados em junho de 2025, quando o endividamento era de 78,4% e a inadimplência somava 29,5%.

Na visão de José Roberto Tadros, presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, a estabilização da inadimplência e a melhora dos prazos de pagamento em junho dão um respiro ao consumidor. No entanto, ele destaca que, para consolidar de vez esse ambiente de crédito favorável, “é essencial” que a continuação dos efeitos do Desenrola caminhe lado a lado com a redução progressiva da taxa Selic pelo Copom. “Sem o afrouxamento contínuo dos juros, o esforço das famílias para limpar o nome esbarra no encarecimento do crédito, travando a retomada do comércio”.

Leia também: Desenrola 2.0: quem poderá trocar empréstimos caros por crédito mais barato

A pesquisa da CNC aponta que o percentual de famílias que se declararam “pouco endividadas” teve um avanço expressivo, chegando a 34,2% em junho (ante 33,3% em maio), superando o crescimento daquelas que se consideram “muito endividadas”, que oscilou de 17% para 17,2%.

A proporção de consumidores que afirmam não ter condições de quitar suas pendências financeiras recuou ligeiramente de 12,3% em maio para 12,2% em junho.

Fabio Bentes, economista-chefe da CNC, diz que os resultados mensais menos adversos coincidem com os primeiros 60 dias de validade do Desenrola 2.0, programa voltado à renegociação de débitos da população inadimplente. Contudo, ele ressalta que os efeitos práticos da iniciativa na redução consolidada dos indicadores econômicos só deverão ser sentidos de forma mais expressiva ao longo dos próximos meses.

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Sobre os prazos e estrutura de pagamento, o tempo médio de atraso das contas registrou a sua segunda queda consecutiva, caindo para 64,8 dias.

Já o percentual médio de comprometimento da renda com o pagamento de parcelas permaneceu fixado em 29,3%, sendo que a maioria dos devedores (55,8%) vincula entre 11% e 50% dos seus rendimentos mensais para honrar os compromissos. O volume de famílias com parcelas comprometidas por prazos superiores a um ano ficou inalterado em 33,3%.

Leia também: PoderData: 37% deixou de pagar alguma conta em maio

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Entre os tipos de dívida, os débitos no cartão de crédito continuam a liderar com folga, com 84,7% em junho. Em segundo lugar estão os carnês (16,1%) e o crédito pessoal (13,2%). Os financiamentos de imóveis representam 9,9% e os financiamentos de automóveis eram 9,0% do total no mês.

Para o curto e médio prazo, as projeções estatísticas da CNC sinalizam viés de elevação para o nível geral de endividamento no País, acompanhado por um ligeiro crescimento residual do indicador de contas em atraso.



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Corpo de idosa é enviado a outro estado após erro de hospital na Bahia


O corpo de uma idosa de 79 anos foi enviado para a outra família após sua morte devido a um erro na liberação dos corpos pelo Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), em Feira de Santana, na Bahia. O caso ocorreu na segunda-feira (13) e só foi descoberto quando os parentes foram ao hospital para realizar a liberação do corpo.

Segundo os familiares, Dália Ventim Costa sofreu um infarto e foi internada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Mangabeira em 26 de maio. Posteriormente, ela foi transferida para o HGCA, onde morreu por volta das 23h30 de domingo (12).

Após receberem a notícia do falecimento, os parentes foram orientados a retornar ao hospital às 5h para retirar o corpo. No entanto, ao chegarem no horário informado, foram comunicados de que o corpo já não estava mais na unidade.

O hospital informou que a idosa foi encaminhada para outra cidade após um erro no processo de liberação do corpo, o que fez com que Dália fosse entregue aos familiares de outra paciente, que seriam de Aracaju, em Sergipe.

Investigação

Em nota, o Hospital Geral Clériston Andrade lamentou o episódio e manifestou solidariedade às famílias envolvidas. A direção informou que o corpo já está sendo enviado de volta a Feira de Santana para que os familiares possam realizar o velório e o enterro.

A unidade também anunciou a abertura de uma sindicância para apurar como ocorreu a troca dos corpos, identificar eventuais falhas no procedimento de liberação e adotar as medidas administrativas necessárias para evitar que novos erros como esse voltem a acontecer.

O hospital também afirma que mantém contato com as famílias para que o sepultamento das duas pacientes ocorra o mais rápido possível.



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Deflação em junho traz alívio, mas inflação acumulada ainda exige cautela pelo Fed


O risco de o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) voltar a subir os juros nos EUA neste ano por conta da inflação ainda “quente” no acumulado de 2026 ainda persiste, mas as chances de isso acontecer já na reunião do final de julho são menores após a surpresa positiva com os dados do Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) referente a junho.

O indicador mostrou deflação de 0,4% no mês passado, ante uma subida de 0,5% em maio.

O dado divulgado pelo Bureau of Labor Statistics dos Estados Unidos significou a maior retração mensal desde abril de 2020, quando o índice havia recuado 0,8%. Os economistas de vários bancos e casas de investimentos destacaram os preços mais baixos no mês não só de itens relacionados à energia – que recebem impacto das incertezas com a guerra no Oriente Médio –, mas também de algumas categorias de serviços.

Leia também: Operadores reduzem apostas em alta dos juros em julho após dados de inflação fracos

Mas os especialistas também alertam que o CPI acumulado nos últimos 12 meses, de 3,5%, ainda é alto e está distante da meta de 2% perseguida pelo Fed, o que deve manter a autoridade monetária cautelosa em suas decisões.

“Apesar desse alívio no mês, os dados do último ano mostram que a inflação continua pressionada, principalmente no núcleo dos preços de serviços, que subiu mais de 3% em 12 meses”, destaca Claudia Moreno, economista do C6 Bank.

Sobre os preços de energia, a economista destaca que eles vinham de altas expressivas por conta da guerra, mas que caíram 5,7% no mês, puxados pela gasolina (-9,7%). No entanto, ela lembra que, em junho, o setor foi beneficiado pelo recuo nos preços de petróleo no mercado internacional, após o alívio das tensões e a assinatura de um memorando de entendimento entre EUA e Irã.

“O acordo não durou muito tempo – os dois países voltaram a trocar ataques na semana passada. (…) O aumento das tensões entre EUA e Irã e as incertezas em torno do conflito podem voltar a pressionar os preços de energia.”

Na avaliação de Marianna Costa, economista-chefe da Mirae Asset, o índice cheio acumulado em doze meses ficou bem abaixo da mediana das expectativas do mercado, que indicava uma taxa de 3,8%.

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“Embora parte desse recuo já fosse antecipada pelo recuo expressivo nos preços de energia, a grande surpresa positiva ficou por conta do comportamento do núcleo do indicador (que exclui itens voláteis). Em vez de apresentar a leve queda estimada de 2,9% para 2,8%, o núcleo em doze meses recuou de forma mais expressiva, atingindo 2,6%”.

Dinâmica de preços mudando?

Para Ariane Benedito, economista-chefe do PicPay, embora a queda dos preços da energia tenha sido determinante para a retração do índice cheio, a principal mensagem do relatório está na desaceleração da inflação subjacente.

“O núcleo permaneceu estável no mês, contrariando a expectativa de nova alta, enquanto componentes estruturalmente mais persistentes, como habitação e serviços, também perderam força. Esse conjunto de indicadores sugere que a desinflação começa a ganhar maior consistência e deixa de depender exclusivamente da volatilidade dos preços de energia”, explica.

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Ariane comenta ainda que o aspecto mais relevante da divulgação não foi a redução da inflação acumulada em 12 meses, mas sim a mudança na dinâmica mensal dos preços. Ela explica que o fato de o núcleo registrar estabilidade indica que as pressões inflacionárias seguem perdendo intensidade mesmo em segmentos tradicionalmente mais resistentes ao aperto monetário.

“A desaceleração do componente de habitação, que possui elevado peso na composição do índice, reforça a percepção de que um dos principais focos de preocupação do Federal Reserve começa, finalmente, a responder às condições financeiras mais restritivas”, afirma.

O Itaú também destaca em sua análise que a inflação dos serviços essenciais caiu, impulsionada pelos serviços de abrigo (habitação), com as surpresas mais marcantes em relação a hospedagem, tarifas aéreas e outros serviços. “Por sua vez, a inflação “supercore” — serviços essenciais excluindo abrigo — caiu para -0,20% (de 0,27% m/m), e nosso índice de difusão caiu para 51% (de 62%)”.

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Sara Paixão, analista de Macroeconomia da InvestSmart XP, foi outra especialista a dar ênfase ao núcleo da inflação em junho, que surpreendeu positivamente ao permanecer estável, enquanto o consenso esperava uma alta de 0,2%. “Ainda assim, vale destacar que boa parte da desaceleração do índice foi impulsionada pela queda do petróleo, movimento que pode não se sustentar, já que a commodity voltou a registrar alta após o anúncio do fim da trégua entre Estados Unidos e Irã”, destaca.

O que esperar do Fed após o CPI?

Os economistas sugerem cautela ao avaliar o efeito que a deflação em junho pode trazer no processo decisório do Fed em relação aos juros. Para Marianna Costa, da Mirae Asset, o alívio trazido pelo CPI de junho reduziu a probabilidade de um aperto monetário imediato ao longo de 2026. A probabilidade de alta de 25bps nos juros neste ano implícita na curva de juros, caiu de 20% para um pouco menos de 10% após a divulgação do dado. 

No entanto, ela comenta que, embora o resultado benigno ajude a acalmar os temores de que o recente choque do petróleo esteja se espalhando de forma persistente pela economia, o tom cauteloso deve prevalecer, como bem salientou diretor do Fed Christopher Waller nesta segunda-feira. “Waller sinalizou que serão necessários vários meses de dados favoráveis para afastar de vez a necessidade de novos aumentos. Com isso, as atenções se voltam para o depoimento do novo presidente do Fed, Kevin Warsh, ao Congresso, hoje e amanhã, onde ele deve reforçar que a instituição tem baixa tolerância com a inflação persistente, mantendo relevante a probabilidade de que algum ajuste seja necessário”, pondera.

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Para o Itaú, os componentes do CPI apontam para uma leitura do PCE (a inflação do consumo e o indicador preferido do Fed) subjacente de 0,23%, um resultado que não cria urgência para o Fed aumentar as taxas em julho e, por enquanto, afasta essa discussão.

A visão de Sara Paixão, da InvestSmart XP, é similar. “Após a divulgação dos dados, a curva de juros de americana passou a operar em queda em praticamente todos os vértices, refletindo uma percepção mais favorável para a inflação. Apesar disso, o mercado ainda atribui 54% de probabilidade a uma elevação dos juros na reunião de setembro, abaixo dos 59% observados no dia anterior”, comenta.

Já Ariane Benedito, do PicPay, lembra que a inflação permanece bem acima da meta de 2%, o que impede uma mudança significativa na estratégia do Federal Reserve com base em apenas uma divulgação, embora o dado represente um avanço importante para a autoridade monetária.

“Depois de meses em que a inflação de serviços manteve o processo de desinflação incompleto, a medição de junho oferece uma evidência mais consistente de perda de fôlego das pressões domésticas, que se apresentaram disseminadas. Caso essa tendência seja confirmada pelo PCE e pelos próximos indicadores de atividade e mercado de trabalho, aumenta a probabilidade de o Fed iniciar um ciclo de flexibilização monetária em um horizonte mais próximo”, prevê.

Para ela, dadas as incertezas do cenário geopolítico e consequentemente a pressão sobre preços de comodities, a expectativa é que o Fed não flexibilize a política de juros neste ano.

Necessidade de cautela também é a mensagem captada por Andressa Durão, economista do ASA, após o CPI. “Para a política monetária, o dado de hoje aponta para a adoção de maior cautela por parte do Fed. É cedo para assumir uma reversão do movimento de persistência da inflação apenas com um único dado, mas a informação sugere que o Fed deve esperar por mais dados antes de agir”, avalia.

Para além das discussões sobre as futuras decisões de política monetária, Felipe Cima, especialista em Renda Variável da Manchester Investimentos, diz que o que animou o mercado após o CPI não foi exatamente a queda do barril do petróleo depois do acordo de cessar-fogo, mas o núcleo do indicador, que exclui os preços de energia.

“A ideia é que agora o último dado inflacionário possa estar mirando um patamar mais aceitável, mais perto da meta, num futuro não tão distante assim. O que possibilitaria que a autoridade monetária americana, encabeçada pelo Kevin Warsh [novo chairman do Fed], não precisasse de uma atuação tão firme para ganhar sua credibilidade frente ao mercado e ancorar as expectativas. A ideia é que, de repente, o Kevin Warsh poderia se importar muito mais com o lado direito do número da inflação do que com o lado esquerdo. Então, se a inflação rodasse a 2,9%, por assim dizer, o Fed já poderia dar-se por satisfeito.”



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Cartolouco rebate acusações de agressões a ex-namoradas: ‘Eu fui inocentado’


O influenciador Lucas Strabko, conhecido como Cartolouco, publicou um vídeo nas redes sociais nesta terça-feira (14), em que negou as acusações de violência física e psicológica feitas por ex-namoradas em reportagem exibida pelo Fantástico, da TV Globo. Ele afirmou que a matéria apresentou uma versão incompleta dos fatos e questionou informações divulgadas pelo programa.

“Não tem como eu ficar quieto mais pelas acusações que eu recebi”, afirmou o influenciador no início do pronunciamento.

Cartolouco disse que uma das mulheres ouvidas pelo programa, Gabriela Augusto, já havia apresentado acusações semelhantes em um processo aberto em 2023. Segundo ele, a Justiça o inocentou em setembro de 2024. O influenciador também contestou a informação exibida pelo Fantástico de que as denúncias de duas ex-namoradas não haviam chegado à Justiça. “As queixas chegaram sim na Justiça, e eu fui inocentado”, afirmou.

No vídeo, Cartolouco apresentou mensagens que, segundo ele, foram enviadas por Gabriela após o processo citado. Ele afirmou que os contatos posteriores entre os dois demonstrariam que a relação continuou após as acusações. “Se eu fosse esse monstro que estão tentando me colocar, nada disso teria acontecido depois”, disse.

Sobre o processo atual, no qual se tornou réu por agressão física e violência psicológica contra outra ex-namorada, Cartolouco afirmou que não poderia comentar detalhes por orientação de seus advogados.

“Não posso comentar mais nada sobre ele, mas poderia falar muita coisa também. Eu nunca fugi da Justiça e também não vou. Eu vou responder de peito aberto até o final”, declarou.

Agressão com cigarro

O caso que levou à abertura do processo envolve imagens de câmeras de segurança exibidas pelo Fantástico que mostram um episódio em que Cartolouco teria encostado um cigarro aceso na orelha da então namorada e, em seguida, dado um tapa no rosto dela durante uma discussão em uma rua de São Paulo.

Segundo a reportagem, a ex-namorada relatou um relacionamento de pouco mais de nove meses marcado por ofensas, violência psicológica e agressões físicas. O programa também ouviu outras duas ex-companheiras do influenciador, que relataram episódios semelhantes de violência.

“Esse vídeo aqui jamais vai ser feito, ou foi feito, para deslegitimar a causa, a luta, de maneira alguma. Só foi feito para eu mostrar o meu lado da história, para contar o outro lado, e para mostrar como que tem matérias que se não for bem feita, se não for correta, acaba com a vida das pessoas”, disse o influenciador.





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Dona de empresa e 3 instrutores viram réus por morte em salto de rope jump em SP


Os quatro acusados pela morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, em um salto de rope jump sem cordas, na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), viraram réus pelo crime na tarde desta segunda-feira (13), após a Justiça receber a denúncia do Ministério Público de São Paulo (MP-SP). O processo tramita em segredo de justiça.

O Estadão apurou que a organizadora do evento de rope jump, Evelyne dos Santos Gonçalves, de 43 anos, responsável pela Entre Cordas (empresa sem registro), se tornou ré por homicídio com dolo eventual – quando não há intenção, mas se assume o risco de matar -, qualificado por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

Evelyne também responde pelo crime de fraude processual por tentar eliminar prova relevante para a investigação. Procurada pela reportagem, a defesa dela informou que irá analisar o recebimento da denúncia antes de se manifestar. Quando foi denunciada, a defesa disse que demonstraria a inocência dela.

Além da organizadora, os três instrutores que aparecem no vídeo lançando Maria Eduarda sem cordas, Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos, Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos, e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos, viraram réus por homicídio com dolo eventual, qualificado por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. A reportagem tenta contato com as defesas.

Os três instrutores foram presos em flagrante pela morte da jovem e depois tiveram as prisões convertidas em preventiva, ou seja, por tempo indeterminado, ainda durante a fase de inquérito policial. Nesta segunda-feira (13), a Justiça também converteu em preventiva a prisão de Evelyne.

A investigação em relação aos suspeitos que não chegaram a ser indiciados pela Polícia Civil foi arquivada.

A denúncia

A morte de Maria Eduarda aconteceu no dia 13 de junho e foi registrada em vídeo. Segundo a denúncia, os acusados promoviam saltos de rope jump para cerca de 80 a 100 pessoas por dia de evento sem que houvesse estrutura formal de gerenciamento de riscos e sem observar protocolos básicos de segurança.

Os promotores sustentam que os responsáveis pela execução do salto tinham pleno conhecimento dos riscos da atividade, mas deixaram de adotar cautelas necessárias, como a conferência da conexão da corda de segurança e a realização da dupla checagem dos equipamentos.

Maria Eduarda foi submetida à modalidade conhecida como “aviãozinho”, na qual os instrutores erguem a praticante e a projetam da estrutura. Para o MP, os acusados lançaram a jovem sem que a corda de segurança estivesse conectada ao seu peitoral, fazendo com que ela caísse de cerca de 40 metros de altura e morresse em decorrência de politraumatismo.

A denúncia também aponta que o grupo de rope jump funcionava sem definição clara de funções, explorava comercialmente a atividade sem atender às exigências legais e priorizava interesses econômicos e a divulgação de saltos nas redes sociais em detrimento da segurança dos participantes. Conforme a acusação, Evelyne deixou de interromper a atividade mesmo após ter ocorrido uma falha operacional semelhante anteriormente.

“A inobservância técnica somava-se à irregularidade formal da própria atividade. Os denunciados exploravam comercialmente o rope jump sem inscrição no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur) do Ministério do Turismo, sem contratação de seguro de responsabilidade civil e sem a elaboração de termos de conhecimento, de responsabilidade e de ciência de risco a serem firmados pelos participantes, exigências já vigentes à época dos fatos”, sustentam os promotores.

Sumiço de câmera

A investigação da Polícia Civil, dividida em dois inquéritos, não conseguiu localizar a câmera Go Pro, que estava fixada ao braço da vítima, nem determinar quem retirou o equipamento de Maria Eduarda. Mesmo assim, a organizadora do evento foi denunciada por determinar a localização do equipamento e a exclusão do conteúdo, com o objetivo de dificultar a elucidação dos fatos.

De acordo com o inquérito, uma testemunha afirmou que Evelyne “mencionou expressamente” a necessidade de apagar o vídeo do salto da jovem. O relatório final da Polícia Civil apontou que ao menos três testemunhas relataram que um homem retirou a câmera da vítima. Porém, nenhuma conseguiu reconhecê-lo. Duas testemunhas disseram que se tratava de um homem de cabelo escuro e que usava uniforme da equipe responsável pela atividade.

O desaparecimento da câmera ainda é investigado pela polícia, que aguarda a perícia em celulares apreendidos.



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Doutor em Teologia e professor: quem é o padre que rejeitou excomunhão do Vaticano


O padre Françoá Rodrigues Figueiredo Costa, de 47 anos, é doutor em Teologia pela Universidade de Navarra, em Pamplona, na Espanha, professor da Faculdade Católica de Anápolis e atua pastoralmente na Paróquia Senhor Bom Jesus, no Setor O da Ceilândia Norte, no Distrito Federal (DF). O sacerdote ganhou repercussão após relatar que não reconhece a excomunhão anunciada pelo Vaticano contra integrantes da Fraternidade Sacerdotal São Pio X e que continuará celebrando missas.

A declaração foi feita em um vídeo publicado no sábado (11) nas redes sociais da Capela Santo Atanásio. Na gravação, Françoá chama as acusações de cisma de “inválidas” e “nulas” e diz que seguirá celebrando diariamente a missa, mantendo a menção ao papa durante a celebração.

No último dia 2, a Santa Sé decidiu excomungar os bispos da Fraternidade Sacerdotal São Pio X e considerar cismáticos os integrantes do grupo. Segundo o Vaticano, a nomeação de quatro novos bispos pela fraternidade configurou um ato de natureza cismática, por representar desobediência à autoridade da Igreja Católica.

Na Igreja Católica, o termo “cismático” é usado para definir quem rompe a comunhão com a autoridade do papa e com a unidade da Igreja. Segundo o Catecismo da Igreja Católica, o cisma consiste na recusa de submissão ao Sumo Pontífice ou da comunhão com os fiéis que permanecem ligados a ele.

Pivô de toda polêmica, Françoá Costa construiu sua formação acadêmica principalmente na Universidade de Navarra. Além disso, ele é doutor em Teologia Sistemática desde 2011, com pesquisa sobre a teologia do jesuíta francês Jean Daniélou. Antes do doutorado, concluiu o mestrado em Teologia na mesma instituição, em 2009, também voltado aos estudos sobre cristologia e teologia da história.

Além da formação em Teologia, o sacerdote é bacharel em Filosofia, curso concluído em 2001, e obteve licenciatura na área em 2020. Ele também possui licenciatura em Estudos Eclesiásticos, concluída em 2004.

Além da atuação religiosa, Françoá atua há mais de uma década no ensino superior. Desde 2012, é professor da Faculdade Católica de Anápolis, onde também exerceu funções de coordenação do curso de Teologia entre 2015 e 2018 e dirigiu a instituição em 2019.

Ao longo da carreira, Françoá recebeu homenagens concedidas por órgãos públicos de Goiás. Em 2015, foi agraciado com a Comenda Dr. Henrique Santillo pela Câmara Municipal de Anápolis. Em 2018, recebeu a Comenda Gomes de Souza Ramos, concedida pela Prefeitura de Anápolis, e, em 2019, recebeu o título de Cidadão Anapolino da Câmara Municipal.

Entenda a decisão do Vaticano

Na decisão do último dia 2, o Vaticano informou que os ministros da Fraternidade administram os sacramentos de forma ilícita e declarou inválidos os sacramentos da penitência e do matrimônio celebrados por sacerdotes ligados ao grupo.

Em resposta, Françoá diz que não houve um cisma formal nem uma excomunhão válida. No vídeo publicado no último sábado, o padre cita dispositivos do Direito Canônico relacionados ao estado de necessidade para defender a continuidade da atuação da Fraternidade Sacerdotal São Pio X e afirma que o grupo permanece em comunhão espiritual com o Vaticano, apesar dos conflitos administrativos.

O sacerdote também rebate críticas dirigidas ao movimento, contesta a afirmação de que a fraternidade não possui sacramentos válidos e defende que a obediência dos católicos deve estar vinculada ao magistério tradicional da Igreja, mesmo diante das mudanças litúrgicas adotadas nas últimas décadas.

Após a divulgação do vídeo, a Arquidiocese de Brasília publicou uma nota confirmando a aplicação, em seu território, das medidas determinadas pelo Vaticano contra a Fraternidade São Pio X e, consequentemente, contra a Capela Santo Atanásio. No comunicado, a arquidiocese afirmou que os atos ministeriais praticados por Françoá são considerados ilícitos a partir da excomunhão.

Nos comentários da publicação, o padre disse que já tinha conhecimento da nota e afirmou que pretende responder oficialmente ao posicionamento da Arquidiocese de Brasília.



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EUA têm deflação de 0,4% em junho, a primeira desde 2020 e com queda além do esperado


O índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA caiu 0,4% em junho, informou o Escritório de Estatísticas do Trabalho do Departamento do Trabalho nesta terça-feira (14).

Economistas consultados pela Reuters previam queda ante maio de 0,1%, sendo assim a primeira baixa mensal desde ​maio de 2020, após alta de 0,5% em maio.

O banco central dos EUA acompanha o índices de preços PCE para sua meta de inflação de 2%. A inflação ficou abaixo de 2% pela última vez no ‌início de 2021. A ata da reunião do Fed de 16 ​e 17 de junho, publicada na semana passada, mostrou que as preocupações das autoridades com a inflação aumentaram no mês passado.

O Fed manteve sua taxa básica de juros na faixa de 3,50% a 3,75% na reunião de junho, embora ⁠novas projeções tenham revelado um sentimento ​crescente em relação a um ​provável aumento dos juros em 2026.

(com Reuters)



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Avião com destino a Manaus precisou retornar à Viracopos por ‘motivos técnicos’


Um avião da Azul, que tinha como destino Manaus, no Amazonas, precisou retornar ao ponto de decolagem em Viracopos, na cidade de Campinas, e pousou no aeroporto às 9h41 deste sábado (11) por motivos técnicos.

“A Azul informa que, por motivos técnicos, a aeronave que fazia o voo AD2943 (Viracopos-Manaus), deste sábado (11), precisou retornar para Viracopos, com solicitação, de forma preventiva, de prioridade para pouso”, escreveu a companhia em nota.

Eles informaram ainda que não houve pouso de emergência e que a aterrissagem aconteceu “normalmente e em total segurança”. “A aeronave precisou aguardar na pista sua liberação, seguindo posteriormente para posição de parada”, completou.

Segundo a companhia, os clientes impactados receberam a assistência prevista na Resolução 400 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e foram colocados em outra aeronave, que já está em Manaus.

“A Azul lamenta eventuais transtornos e ressalta que medidas como essas são necessárias para conferir a segurança de suas operações, valor primordial para a Companhia”, finalizou.



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exportações aproveitam boom da IA enquanto economia interna tem dificuldades


PEQUIM, ⁠14 Jul (Reuters) – As exportações da China ⁠aumentaram em junho, impulsionadas por pedidos de chips para alimentar ‌o boom global da IA e automóveis, aprofundando a dependência dos produtores em relação aos compradores estrangeiros enquanto as autoridades continuam ‌a se debater com a questão de como impulsionar a demanda interna.

O desempenho comercial acima do esperado mantém a China no caminho para registrar um superávit superior a US$1 trilhão pelo segundo ano consecutivo, com as fábricas mantendo as vendas apesar da desaceleração ⁠do ‌crescimento nas principais economias e dos atritos comerciais com ⁠os Estados Unidos.

As exportações subiram 27% em junho em relação ao ano anterior em termos de valor em dólares, segundo dados da alfândega divulgados nesta terça-feira, seu melhor desempenho em quatro meses, superando o aumento de 19,4% registrado em ​maio e a previsão de 18,2% feita pelos economistas.

As importações dispararam 36%, em comparação com um aumento de 27,4% no ​mês anterior, atingindo a o pico em cinco anos. Economistas haviam previsto um crescimento de 24% para junho.

“A força contínua das exportações, impulsionada principalmente pela IA, aponta para um segundo semestre melhor, aliada a um conjunto de políticas mais expansionistas, ‌gastos fiscais acelerados e uma leve flexibilização ​monetária, bem como uma redução da tensão no Oriente Médio, o que beneficiará a China por meio de preços mais baixos do petróleo”, disse Xu ⁠Tianchen, economista sênior da ​Economist Intelligence Unit ​em Pequim.

“Mas a demanda interna continua sendo um empecilho. As vendas no varejo permanecem ⁠praticamente estáveis e o investimento ​em ativos fixos foi negativo no mês passado.”

As exportações mensais de automóveis da China ultrapassaram 1 milhão pela primeira vez em junho, segundo ​os dados, o que corre o risco de aumentar as tensões com parceiros como a União Europeia. Enquanto ​isso, a China ⁠vendeu ao mundo 32 bilhões de circuitos integrados.

O superávit comercial da China ficou em ⁠US$125,6 bilhões em junho, acima dos US$105,4 bilhões do mês anterior.

Com as autoridades ainda sem uma solução para a prolongada crise imobiliária que vem pesando sobre a demanda interna há vários anos, os fabricantes chineses parecem ter poucas opções viáveis além de vender no ​exterior.

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