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Enel São Paulo diz que vai cumprir integralmente as metas estabelecidas em concessão


A Enel São Paulo afirmou, em nota, que manifesta discordância em relação ao parecer da Procuradoria da Aneel. Em parecer assinado ontem, a Advocacia-Geral da União (AGU) rejeitou os argumentos apresentados pela Enel São Paulo contra a abertura de um processo da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que pode resultar no fim antecipado da concessão da distribuidora por causa do descumprimento das suas obrigações após os apagões de 2023 a 2025.

“A companhia seguirá atuando de forma transparente e colaborativa para demonstrar, em todas as instâncias competentes, o cumprimento integral das metas estabelecidas em contrato e no plano de melhoria apresentado ao regulador em 2024 A distribuidora mantém plena confiança nos fundamentos técnicos e legais que orientam sua atuação no País e reitera seu compromisso com a qualidade do serviço prestado a seus mais de 8,5 milhões de clientes na Grande São Paulo”, afirmou a Enel em nota.

A companhia acrescentou que a análise da Aneel representa uma etapa do processo. “A Enel São Paulo permanece à disposição da Aneel, do Ministério de Minas e Energia e de todos os órgãos competentes para colaborar com os esclarecimentos necessários. Os avanços operacionais recentes e os investimentos realizados refletem o compromisso permanente e de longo prazo da companhia com todos os consumidores da Grande São Paulo”, complementou a Enel São Paulo.



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Justiça de SP absolve Thiago Brennand de condenação a oito anos por estupro


O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) acolheu um pedido da defesa de Thiago Brennand, absolvendo-o de uma das nove acusações de estupro em que é réu.

A decisão de maio reverteu por dois votos a um a condenação em primeira instância de oito anos de prisão, ocorrida em agosto de 2025, da acusação de estupro da estudante Stefanie Cohen.

A defesa da vítima recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para restabelecer a condenação. Segundo os advogados Márcio Cézar Janjacomo, João Manssur, Marcelo Zovico e Márcio Cézar Janjacomo Jr., a decisão que absolveu o réu “violou a legislação federal ao dar muito peso a provas digitais unilaterais e desprovidas de cadeia de custódia”, afirmam em nota.

Segundo a defesa de Stefanie, houve ainda descumprimento do Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e da Lei Mariana Ferrer, que coíbe atentado à dignidade de mulheres em processos de violência sexual.

Já a defesa de Brennand sustenta que a relação foi consentida. Na análise do recurso, inconsistências apontadas pela defesa do réu fizeram os desembargadores concluírem que a dúvida deveria levar à absolvição.

Esta é a segunda condenação de Brennand revertida na Justiça de SP. O empresário tem outras três condenações judiciais em 1ª instância. Ele está preso desde abril de 2023, atualmente na Penitenciária II Álvaro de Carvalho, em Potim, no interior de São Paulo.

Stefanie diz ter sido dopada pelo empresário durante um jantar e levada a um hotel, onde ele a estuprou. Ele ainda a teria ameaçado com a divulgação de um vídeo íntimo.

“Eu estava passando mal, e ele forçando a relação sempre de forma violenta. Não houve relação consensual em nenhum momento, pois estava totalmente fora de mim. Ele foi forçando a relação anal, e eu lembro implorar que não, porque era uma coisa que eu nunca tinha feito. E ele estava forçando aquilo sem preservativo, sem nada, e falando que eu era a namorada dele. Eu disse não várias vezes, reagi com mais força quando ele quis fazer aquilo que é algo ainda mais agressivo, mas ele não se importou”, disse Stefanie em 2022 ao Estadão.

Além das acusações de violência sexual, a denúncia do Ministério Público de São Paulo contra Brennand aponta outros crimes, como cárcere privado, tortura e lesão corporal gravíssima, além de registro não autorizado da intimidade sexual e divulgação de cena de sexo ou estupro.



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Bovmeat aposta em expansão e prevê crescimento acima de 15% em 2026

A Bovmeat, indústria brasileira especializada na produção de hambúrgueres bovinos e derivados de proteína, projeta crescimento acima de 15% em 2026. Com 24 anos de atuação no mercado, a empresa aposta na expansão da distribuição, no lançamento de novos produtos e em investimentos em tecnologia para ampliar a presença da marca entre os consumidores.

Segundo o CEO da Bovmeat, Alessandro Sampaio de Almeida, o objetivo da companhia é ampliar a participação no mercado sem abrir mão do posicionamento ligado à qualidade e à confiança do consumidor. “Mais do que crescer em volume, queremos crescer em marca e reconhecimento pela qualidade e confiança do produto”, afirma.

Atualmente, a empresa tem como principal produto os hambúrgueres bovinos, mas busca diversificar o portfólio com novas linhas, como produtos gourmet, opções com apelo de saudabilidade e itens porcionados e desenvolvido para oferecer mais praticidade no preparo das refeições.

A companhia avalia que a mudança no comportamento do consumidor deve ser um dos principais fatores para impulsionar as vendas nos próximos anos. A busca por alimentos com maior teor de proteína, praticidade e informações mais claras nos rótulos tem ganhado espaço no mercado.

“Hoje o consumidor mudou um pouco o hábito alimentar. Ele busca um produto mais elaborado, com uma maior quantidade de proteína e mais qualidade, mas o hambúrguer tradicional ainda representa uma grande parte do consumo”, explica Alessandro.

Outro movimento da empresa está relacionado ao desenvolvimento de produtos com maior valor agregado. A Bovmeat afirma que seu portfólio conta itens sem conservantes e sem adição de temperos, utilizando o processo de ultracongelamento para a conservação dos alimentos.

“Entre as apostas está o hambúrguer de patinho, produzido exclusivamente com esse corte de carne, uma estratégia voltada a consumidores que buscam praticidade, qualidade e maior transparência na composição dos produtos”, comenta.

Para acompanhar o crescimento esperado, a Bovmeat pretende direcionar 2% do faturamento anual para investimentos em tecnologia e melhorias no processo produtivo em 2026. Para o próximo ano, a previsão é dobrar esse investimento.

A empresa afirma que o foco está em aumentar a eficiência da fábrica, reduzir desperdícios e melhorar a produtividade. Atualmente, a indústria estima uma perda de aproximadamente 5% durante o processo produtivo, considerando fatores como excesso de peso nas porções, perdas no congelamento e desvios de linha.

“O nosso projeto é reduzir essa perda para próximo de zero. É um resultado que impacta diretamente a última linha da empresa”, afirma o executivo.

Além do mercado interno, a Bovmeat também avalia oportunidades no exterior. A empresa afirma que já recebeu contatos de países como Uruguai, Chile, Cuba e África do Sul e pretende avançar nas negociações para iniciar exportações.

A meta da companhia é que, a partir de 2027, cerca de 10% da produção seja destinada ao mercado internacional.

Apesar do interesse em novos mercados, a empresa afirma que o Brasil continua sendo a principal prioridade neste momento. A expectativa é aproveitar o cenário de maior demanda global por proteína bovina, especialmente diante da redução do rebanho nos Estados Unidos.

A Bovmeat também destaca a importância das parcerias com frigoríficos para garantir o fornecimento de matéria-prima. A empresa mantém acordos de longo prazo com fornecedores e trabalha com seleção de carnes para manter o padrão de qualidade dos produtos.

Com relação ao mercado pecuário, a indústria afirma que a alta volatilidade dos preços da arroba do boi e dos custos de produção exige estratégias para reduzir impactos. Entre as medidas estão a negociação com fornecedores, melhorias internas e redução de perdas no processo.

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Temer revela que Trump perguntou quando Brasil invadiria a Venezuela


O ex-presidente Michel Temer afirmou que Donald Trump perguntou a líderes da América Latina, em 2017, ‘quando eles pretendiam invadir a Venezuela’. A declaração foi dada em entrevista ao Estadão, na qual Temer relembrou um jantar realizado em Nova York, na véspera da abertura da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

Segundo Temer, a pergunta foi dirigida aos presidentes do Brasil, da Argentina, da Colômbia e do Panamá e causou constrangimento entre os presentes. De acordo com o ex-presidente, os líderes responderam que defendiam uma solução diplomática para a crise venezuelana e destacaram que, apesar das críticas ao governo de Nicolás Maduro, mantinham boas relações com o povo do país.

Temer afirmou que, após ouvir os argumentos, Trump concordou que a via diplomática era o melhor caminho, em vez de uma intervenção militar. O ex-presidente usou o episódio para defender uma postura cautelosa na relação com o atual presidente dos Estados Unidos, afirmando que respostas agressivas às declarações de Trump tendem a aumentar as tensões entre os países, como no caso da recente classificação, por parte dos EUA, do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas.

“Foi a primeira pergunta que ele fez”, contou Temer. “Houve um certo constrangimento, mas cada um disse: ‘Olha, presidente, nós estamos tomando providências de natureza diplomática (…) É por isso que eu digo: ‘Quando ele (Trump) diz uma coisa lá, se nós respondermos agressivamente aqui, vamos piorar a relação’”, afirmou Temer.



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Semana começa com frio, garoa e máxima de 16°C em São Paulo; veja previsão


A semana começou com tempo fechado, temperaturas baixas e previsão de garoa na cidade de São Paulo. Nesta segunda-feira (13), os termômetros devem variar entre 10°C e 16°C, enquanto o céu permanece encoberto ao longo do dia, com possibilidade de chuva fraca em diferentes períodos, de acordo com a Climatempo.

A previsão indica acumulado de aproximadamente 4,9 milímetros de chuva nesta segunda-feira, volume classificado como fraco a moderado. A combinação entre o frio e o tempo nublado deve predominar desde a manhã até a noite.

Na terça-feira (14), o frio deve continuar na capital paulista. A temperatura mínima prevista é de 9°C, a mais baixa da semana, enquanto a máxima deve chegar a 19°C. O dia terá períodos de sol entre muitas nuvens e momentos de céu encoberto. A expectativa é de pouca chuva, com acumulado de cerca de 0,2 milímetro.

Já na quarta-feira (15), a tendência é de elevação gradual das temperaturas. A mínima deve ser de 10°C e a máxima pode atingir 21°C. O dia será marcado por sol entre muitas nuvens e há previsão de formação de nevoeiro durante a noite.

De acordo com a previsão meteorológica, as condições do tempo são influenciadas por uma área de baixa pressão atmosférica formada sobre o oceano, próxima às regiões Sul e Sudeste do país, favorecendo a manutenção do tempo instável no início da semana.

Na quinta-feira (16), a amplitude térmica chega a 16ºC, com mínima de 8ºC e máxima de 24ºC. Ainda segundo a Climatempo, não há previsão de chuva.

Já na reta final da semana, na sexta-feira (17), a amplitude deve ser ainda maior. Com diferença de 18ºC, São Paulo tem previsão de mínima de 8ºC, enquanto a máxima deve chegar em 26ºC. Assim como no dia anterior, não há previsão de chuva.



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Cota da China altera estratégia e preocupa setor da carne bovina brasileira

A medida de salvaguarda adotada pela China para proteger a produção local de carne bovina começa a mudar a dinâmica do setor brasileiro. O preenchimento da cota de exportação já reduziu o ritmo dos frigoríficos, pressionou a arroba do boi gordo e acendeu o alerta entre exportadores e pecuaristas.

A medida de salvaguarda comercial entrou em vigor em 1º de janeiro deste ano, após ser anunciada pelo governo chinês em dezembro de 2025, e foi adotada sob a justificativa de proteger os pecuaristas e a indústria local diante do avanço das importações.

Na prática, a iniciativa segue a tendência de aumento das barreiras comerciais observada em outras economias. Enquanto a União Europeia reforça exigências regulatórias para produtos importados, os Estados Unidos ampliaram o uso de tarifas sobre parceiros comerciais como forma de proteger sua indústria.

O mecanismo estabelece uma quantidade máxima de carne que pode entrar na China pagando apenas a tarifa regular. A partir desse limite, passa a incidir uma sobretaxa capaz de reduzir significativamente a competitividade do produto estrangeiro.

Para o Brasil, a cota foi fixada em 1,106 milhão de toneladas. Até esse volume permanece válida a tarifa de importação de 12%. Acima disso, entra em vigor uma sobretaxa adicional de 55%, elevando a tributação total para 67%.

O volume estabelecido pela cota ficou abaixo do fluxo comercial já consolidado entre Brasil e China. Dados da ComexStat mostram que, em 2025, o Brasil embarcou cerca de 1,68 milhão de toneladas de carne bovina ao mercado chinês, quantidade aproximadamente 35% superior ao limite definido pela nova regra.

O diretor da Athenagro, Maurício de Palma Nogueira, afirma que a decisão chinesa representa uma tentativa de fortalecer a cadeia pecuária doméstica.

“O que foi falado é que havia necessidade de proteger a indústria local. Eles estabeleceram essas medidas de salvaguarda e aplicaram cotas para todos os países.”

Segundo ele, o Brasil acabou recebendo a maior cota justamente porque é o principal fornecedor da China.

“Como o Brasil é o maior exportador para eles, ficou também com a maior cota. O que passar desse limite recebe uma tributação total de aproximadamente 67%, o que praticamente inviabiliza nossa competitividade.”

O pesquisador do FGV Agro, Felippe Serigatti, avalia que a tendência é de uma forte desaceleração das exportações brasileiras para a China no segundo semestre. Apesar disso, ele ressalta que alguns embarques ainda devem ocorrer.

“Contratos já firmados precisam ser cumpridos e alguns cortes de maior valor agregado podem continuar competitivos, mesmo com a tarifa adicional. Mas esses casos devem ser exceção”, afirma.

Para Serigatti, a nova política também deve alterar o comportamento do mercado chinês ao longo do ano. A expectativa é de que as compras fiquem mais concentradas no primeiro semestre, quando ainda há espaço dentro da cota, enquanto os embarques percam ritmo após o limite ser atingido.

Apesar da criação de novas tarifas, especialistas avaliam que a China não deve reduzir de forma significativa as compras de carne bovina brasileira. O país asiático ainda depende das importações para atender à demanda interna, especialmente diante do crescimento do consumo.

Segundo Maurício de Palma Nogueira, a China conseguiu recuperar boa parte do rebanho suíno após os impactos da peste suína africana em 2020, mas o cenário é diferente no mercado de carne bovina. A produção doméstica continua insuficiente para atender ao consumo, que segue em expansão.

“Na carne bovina, eles precisam importar bastante. O consumo aumenta ano a ano e eles não conseguem produzir o suficiente”, afirma.

Segundo ele, a estratégia chinesa faz parte de um plano mais amplo para reduzir a dependência externa em alimentos considerados estratégicos.

“A grande preocupação da China hoje é garantir segurança alimentar diante dos conflitos internacionais. Eles querem reduzir a vulnerabilidade do abastecimento.”

Estratégias das Indústrias

O levantamento da StoneX aponta que, até o final de junho, aproximadamente 98,5% do volume autorizado já havia sido comprometido nos embarques. Como as cargas levam, em média, um mês para chegar à China, a projeção é que o limite seja atingido em agosto.

Na avaliação do mercado, isso já levou frigoríficos a reduzir o ritmo de compras de animais para abate e diminuir a produção destinada ao mercado chinês.

Segundo Felipe Fabbri, da Scot Consultoria, existe uma diferença importante entre os números oficiais divulgados pela China e a percepção do mercado.

“Os dados oficiais mostram cerca de 65% da ocupação da cota até maio. Mas essas informações consideram apenas a carne que já entrou na China. O mercado olha também para os embarques realizados até o final de junho e entende que a cota praticamente já foi preenchida.”

Esse cenário explica por que diversas indústrias anunciaram férias coletivas, redução de turnos de produção e desaceleração das compras de boi gordo nas últimas semanas.

Para Maurício de Palma Nogueira, trata-se de um movimento preventivo.

“Os frigoríficos já vão reduzindo um pouco os abates para não produzir essa carne que será exportada para lá ou para produzir essa carne em um custo menor.”

Nesse cenário, empresas com operações internacionais, como Minerva e MBRF, podem ampliar o uso de unidades localizadas em países vizinhos ao Brasil, como Argentina, Uruguai e Paraguai, para atender a demanda externa.

Fontes ligadas ao setor apontam que parte das plantas brasileiras deve manter o foco em outros destinos, como os Estados Unidos, enquanto unidades instaladas em países como Argentina, Uruguai e Colômbia podem seguir com maior participação no abastecimento do mercado chinês.

Segundo Luca Vello, analista da Genial Investimentos, esses países ainda possuem espaço dentro das cotas de exportação concedidas pela China, o que permite um eventual redirecionamento de volumes caso haja redução dos embarques a partir do Brasil.

Como fica o mercado?

No mercado brasileiro, o pesquisador acredita que os impactos serão mais graduais do que parte do setor espera. Embora possa haver pressão de curto prazo sobre os preços, ele considera improvável uma queda significativa no valor da carne ao consumidor.

“O Brasil pode redirecionar parte da produção para outros mercados, embora nenhum tenha capacidade de absorver os volumes comprados pela China. Além disso, o ciclo pecuário já mostra um movimento de retenção de fêmeas, o que reduz a oferta de animais para abate e ajuda a sustentar os preços”, explica Serigatti.

Segundo levantamento da Safras & Mercado, a China pagou, em média, US$ 6.751,13 por tonelada da carne bovina brasileira em junho. Caso incidam 55% de tarifas adicionais, esse custo subiria para US$ 10.464,26 por tonelada, um acréscimo de US$ 3.713 por tonelada.

Outro fator citado por Serigatti é o comportamento do mercado futuro do boi gordo. Segundo ele, a curva de preços continua apontando valorização da arroba até o fim do ano.

“Se o frigorífico vai pagar mais caro pelo boi, é difícil imaginar que consiga vender a carne por um preço menor. Os sinais do mercado não sustentam a hipótese de uma queda expressiva dos preços da carne bovina nos próximos meses”, conclui.

Já no mercado físico, a Scot Consultoria observa que a arroba do boi gordo perdeu força desde a segunda quinzena de junho. A expectativa é que os preços em São Paulo permaneçam entre R$ 320 e R$ 330 durante julho e agosto.

O consumidor vai pagar menos?

Apesar da possibilidade de uma parcela da carne que seria destinada ao mercado externo permanecer no Brasil, especialistas avaliam que a cota chinesa não deve provocar uma queda significativa nos preços da carne bovina ao consumidor.

O impacto tende a ser limitado, já que o consumo interno segue firme e a oferta disponível não representa um excesso capaz de pressionar fortemente os valores no varejo.

Segundo Felipe Fabbri, o cenário mais provável é de ajustes pontuais, como promoções específicas em alguns cortes, mas sem uma mudança estrutural nos preços.

“É pouco provável uma redução expressiva nos preços. O mais provável são promoções pontuais, sem mudança estrutural”, afirma.

Para Maurício de Palma Nogueira, a ideia de que uma dificuldade nas exportações automaticamente beneficia o consumidor pode gerar uma distorção na análise do mercado.

Segundo ele, uma queda prolongada na remuneração do produtor poderia desestimular investimentos na pecuária e reduzir a oferta de animais no futuro.

“Pode até parecer bom num primeiro momento, mas depois ocorre o desestímulo da produção. Lá na frente falta carne e os preços voltam a subir”, explica.

O analista destaca que o mercado de carne bovina funciona em ciclos. Uma redução nas vendas externas pode aliviar os preços no curto prazo, mas, se comprometer a rentabilidade da atividade, pode provocar uma menor oferta nos anos seguintes e pressionar novamente os valores ao consumidor.

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Técnica de enfermagem é presa após tentar levar bebê escondida em bolsa no Piauí


Uma técnica de enfermagem foi presa preventivamente após tentar retirar uma recém-nascida da Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina, no Piauí, escondendo a criança dentro de uma bolsa. O caso foi registrado por câmeras de segurança da unidade e só não teve um desfecho mais grave porque a tia da bebê desconfiou da atitude da funcionária e conseguiu impedir que ela deixasse o hospital. As informações são do Fantástico, da TV Globo.

Segundo a investigação, Auricélia Rocha, que trabalhava na maternidade havia pouco mais de dois anos, estava de folga no dia da ocorrência. Ainda assim, ela teria informado à mãe da criança, uma adolescente de 14 anos, que levaria a bebê para a realização de exames de rotina.

As imagens mostram a técnica caminhando com a recém-nascida por um corredor do hospital por volta das 13h40. Pouco depois, ela deixa a sala carregando uma bolsa preta de grandes dimensões e entra em um banheiro. A movimentação despertou a desconfiança de Daniela Beatriz, tia da bebê, que decidiu acompanhá-la.

Ao sair do banheiro, já com outra roupa, a técnica foi abordada pela familiar. Daniela abriu a bolsa e encontrou a sobrinha dentro dela. Em seguida, retirou a recém-nascida, pediu ajuda e acionou os profissionais da unidade.

Em entrevista ao Fantástico, Daniela afirmou que percebeu que algo estava errado quando a funcionária entrou no banheiro com a bolsa. “Quando eu puxo, a neném tá lá. Eu questiono: ‘Mulher, pelo amor de Deus, o que tu tá fazendo com essa menina nessa bolsa?’. Eu já tiro a neném e saio pedindo socorro“, relatou.

A Polícia Civil investiga o caso como tentativa de sequestro. Como a comunicação às autoridades não ocorreu de forma imediata, não foi possível efetuar a prisão em flagrante. Posteriormente, a Justiça determinou a prisão preventiva da suspeita.

Após a repercussão do caso, Auricélia foi internada por familiares em uma clínica psiquiátrica. De acordo com a polícia, o mandado de prisão foi cumprido assim que ela recebeu alta médica.

Durante as diligências, os investigadores encontraram na residência da técnica um quarto preparado para receber um bebê, com berço, banheira, roupas e fraldas. Conforme a Polícia Civil, familiares acreditavam que ela estivesse grávida, embora não houvesse exames que comprovassem a gestação.

A defesa informou, por meio de nota, que ela apresenta sintomas esquizofrênicos, faz uso de medicamentos psiquiátricos e teria comprometimento para compreender a gravidade dos fatos. A polícia, no entanto, afirma que, até o momento, não há elementos que indiquem incapacidade mental suficiente.



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Free flow começa a operar nas rodovias Anchieta e Imigrantes em agosto


O sistema de rodovias Anchieta-Imigrantes se prepara para iniciar, a partir do dia 1º de agosto, a cobrança de pedágio por meio do sistema ‘Free Flow’, modelo que dispensa as tradicionais cabines e permite o fluxo direto dos veículos. A mudança na dinâmica das pistas visa otimizar as viagens e diminuir gargalos nas estradas paulistas.

A cobrança será efetuada em ambos os sentidos da via, tanto na ida quanto na volta. Para os motoristas que possuem tags eletrônicas instaladas no para-brisa, o débito ocorre de forma automática. Já aqueles que não dispõem do dispositivo deverão realizar o pagamento associado à placa do veículo por meio do aplicativo ou site oficial, utilizando modalidades como Pix ou cartão de crédito.

Uma das principais alterações percebidas pelos usuários será a redistribuição dos valores. Anteriormente fixada em R$ 40,60 para o sentido único, a tarifa agora passa a ser de R$ 20,30 tanto para a descida em direção ao litoral paulista quanto para a subida.

Segundo dados da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), cerca de 77% dos veículos que circulam pelo sistema já utilizam a tecnologia de tag, índice que atinge 71% entre veículos de passeio e 93% na categoria de comerciais. De acordo com o órgão, a implementação do modelo tem como objetivos principais reduzir o tráfego, conferir maior fluidez ao trânsito, facilitar a logística e a circulação de caminhoneiros, diminuir o índice de acidentes nas rodovias e viabilizar a retirada definitiva das praças físicas de pedágio ainda este ano.

Os motoristas que realizarem a passagem pelo free flow terão um prazo estendido até o dia 16 de novembro para efetuar o pagamento da tarifa correspondente. Após essa data-limite, o período regular para quitação retorna ao padrão de até 30 dias.

O não pagamento dentro do prazo estipulado sujeita o condutor a uma multa de R$ 195,23, além da perda de cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH), sem previsão de descontos para usuários frequentes. As novas câmeras integradas ao sistema possuem tecnologia avançada para a leitura das placas mesmo sob condições climáticas adversas, como chuva forte ou neblina densa, ou em casos de sujeira parcial na identificação do veículo.

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Professora é encontrada morta em casa com sinais de esganadura após incêndio no RS


A professora Glória Werkhausen, de 44 anos, foi encontrada morta dentro de casa depois de um incêndio no local na noite de domingo, 12, na cidade de Constantina, no Rio Grande do Sul. A polícia civil suspeita que Werkhausen tenha sido assassinada antes do incêndio.

De acordo com a corporação, a professora apresentava sinais de esganadura no pescoço. Um cabo de internet foi encontrado na região, próximo da vítima. A confirmação da causa da morte, no entanto, depende dos laudos periciais. A polícia apura, por exemplo, se o cabo foi utilizado para cometer um possível crime ou se foi colocado lá posteriormente.

A hipótese de suicídio foi descartada. Até o momento, a Polícia Civil ainda não tem suspeitos definidos para o cometimento do possível homicídio e prossegue com as investigações.

A prefeitura Municipal de Constantina suspendeu as aulas na rede municipal nesta segunda-feira (13), em respeito à memória da professora.

Em nota oficial, a administração municipal manifestou pesar pela morte, agradeceu à profissional da educação pelos serviços prestados e classificou Werkhausen como “uma profissional que deixa um legado de dedicação e compromisso”.





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Filho denuncia mãe após descobrir plano para matar funcionária de abrigo no PR


A Polícia Civil do Paraná (PCPR), com apoio da Polícia Militar do Paraná (PMPR), prendeu uma mulher, de 41 anos, investigada por tentativa de homicídio duplamente qualificado praticada contra uma servidora pública. O mandado de prisão preventiva foi cumprido nesta sexta-feira (10), em Abatiá, no Norte do Estado.

De acordo com o delegado Luis Guilherme Almeida, a motivação estaria relacionada a uma vingança decorrente do acolhimento judicial dos três filhos da suspeita em uma instituição de acolhimento. Além de contratar um executor, ela teria monitorado a rotina da vítima para realizar uma emboscada. O crime não foi consumado porque um dos filhos descobriu o plano da mãe.

Segundo a Polícia Civil, após a perda da guarda, a mulher passou a responsabilizar funcionárias da instituição pela situação e teria criado conflitos com a equipe do abrigo.

Adolescente encontrou conversas

Mesmo após ser acolhido pela instituição, o adolescente continuou visitando os pais. Em uma dessas ocasiões, ele teria ouvido a mãe comentar sobre a contratação de alguém para matar uma funcionária da Casa Lar.

O jovem então acessou o celular da mãe e encontrou conversas com um intermediário que, segundo a polícia, faria a ligação com o executor do crime. Nas mensagens, a suspeita teria informado detalhes sobre a rotina da vítima, incluindo o local onde ela costumava deixar o carro.

A investigação aponta ainda que houve negociação de um pagamento de R$ 3 mil pelo crime. Em uma das mensagens, a mulher teria indicado uma data para realizar o pagamento. Após descobrir o conteúdo das conversas, o adolescente procurou a funcionária que seria atacada e contou o que havia encontrado.

Polícia identificou intermediário

Durante a investigação, um homem confirmou que foi procurado para executar o homicídio e apresentou elementos que ajudaram na apuração. A perícia realizada em aparelhos celulares também identificou fotografias da vítima e de outros servidores públicos, indicando o monitoramento de suas rotinas.

Segundo o delegado, o homem afirmou que estava tentando verificar se a mulher realmente levaria o plano adiante e que pretendia repassar as informações às autoridades. Ele não foi preso. Com base nas provas reunidas, a polícia pediu a prisão preventiva da suspeita. O inquérito está em fase final e ela deve responder por tentativa de homicídio qualificado por motivo torpe e mediante promessa de recompensa.



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