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‘Brincadeira’ de falso assalto termina com dois homens baleados por policial de folga


Dois homens foram baleados por um policial civil de folga na tarde desta segunda-feira (13) na Avenida Sapopemba, zona leste de São Paulo. O caso aconteceu em frente a uma loja de comércio de veículos durante uma “brincadeira” dos dois homens com um funcionário do estabelecimento.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o policial, de 31 anos, interveio ao ser surpreendido pelo anúncio de assalto. Imagens de câmeras de segurança mostram os feridos chegando em uma moto e fazendo menção de estarem armados.

Os homens, de 21 e 36 anos, foram socorridos e levados ao Hospital Alpina. O estado de saúde deles não foi informado pela secretaria.

O caso foi registrado como lesão corporal decorrente de intervenção policial e legítima defesa no 42º Distrito Policial, que fica no Parque São Lucas. A investigação será acompanhada pela Corregedoria da Polícia Civil.



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El Niño pode ser o mais forte desde 1950; entenda efeitos no agro

A perspectiva de um dos episódios de El Niño mais intensos já registrados adiciona uma nova camada de risco à produção agropecuária no Brasil e no mundo. Se as projeções se confirmarem, o fenômeno pode alterar o regime de chuvas em diversas regiões do país, afetando desde o plantio da soja até a formação da próxima safra de café, além de trazer impactos para a pecuária, o leite e até para os preços de algumas commodities.

Segundo a NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos), este pode ser o El Niño mais intenso desde 1950, quando começaram as medições do fenômeno.

No Brasil, o padrão climático associado ao El Niño costuma aumentar as chuvas no Centro-Sul e reduzir as precipitações no Norte e no Nordeste. Na prática, isso significa que algumas regiões podem enfrentar excesso de água, enquanto outras convivem com seca e temperaturas acima da média.

Embora ainda seja cedo para estimar perdas de produção, o avanço das previsões climáticas faz com que produtores, tradings e analistas passem a monitorar com mais atenção a evolução do fenômeno nos próximos meses, período considerado decisivo para o início da safra 2026/27 no Brasil.

Soja e milho 

As duas principais culturas do país aparecem entre as mais vulneráveis às alterações climáticas provocadas pelo El Niño.

O período entre julho e setembro é considerado decisivo porque antecede o início do plantio da soja. Caso as chuvas atrasem ou ocorram de forma irregular, produtores podem ser obrigados a replantar áreas e adiar a semeadura.

O efeito vai além da soja. Um plantio mais tardio reduz a janela ideal para o milho de segunda safra, aumentando a exposição da cultura à falta de chuvas no fim do ciclo. O mesmo pode acontecer para a cultura do algodão. 

Em 2024, último ano de El Niño, aproximadamente 2,9 milhões de hectares de soja precisaram ser replantados no Brasil em razão de problemas climáticos.

Ainda assim, especialistas avaliam que um evento forte não significa necessariamente uma quebra generalizada da produção nacional.

“Após quatro anos de margens comprimidas, com oferta abundante e desafios persistentes do lado dos custos, o setor agora se depara com um El Niño que se desenha forte, trazendo riscos relevantes para a produtividade, ainda que de forma heterogênea entre regiões”, afirma Cesar de Castro Alves, gerente da consultoria agro do Itaú BBA, em relatório.

Segundo ele, historicamente os maiores impactos recaem sobre a soja produzida no Cerrado e, principalmente, sobre o milho de segunda safra. “No Sul do país, bem como na Argentina e no Paraguai, o principal risco é o excesso hídrico”, afirma.

Na avaliação do Itaú BBA, o mercado global também está mais sensível a possíveis perdas de produção. Isso porque, após a safra 2025/26, a produção mundial de soja praticamente igualou o consumo, interrompendo o processo de recomposição dos estoques.

No caso do milho, embora a boa safrinha de 2025/26 mantenha o abastecimento doméstico confortável no curto prazo, o banco destaca que a demanda continua aquecida, puxada pela produção de proteínas animais e pelo etanol, o que mantém o risco climático no radar para a safra 2026/27.

Café 

O café também está entre as culturas que exigem maior atenção. As chuvas fora de época já vêm interferindo na colheita em algumas regiões produtoras, como Minas Gerais. 

Agora, o foco do setor se volta para a florada, etapa fundamental para a formação da safra seguinte. Caso o clima atrapalhe esse processo, a recuperação dos estoques pode voltar a ficar comprometida depois da forte valorização dos preços observada nos últimos anos.

Segundo o Itaú BBA, a expectativa ainda é de uma safra recorde de café em 2026/27, impulsionada pela recuperação da produção de arábica. Mesmo assim, o banco ressalta que o cenário para 2027/28 permanece incerto por causa dos possíveis efeitos do El Niño sobre as floradas.

Pecuária

Os impactos não ficam restritos às lavouras. Ondas de calor previstas para estados como Mato Grosso podem afetar diretamente o desempenho dos animais. 

Além disso, caso soja e milho sofram perdas e os preços dos grãos subam, o custo da alimentação de aves, suínos e bovinos tende a aumentar.

No mercado de leite, o Rabobank avalia que o excesso de chuvas no Sul pode reduzir a produção em importantes estados produtores, como Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Ao mesmo tempo, condições mais secas no Sudeste e no Nordeste também podem limitar a oferta nessas regiões.

Efeitos heterogêneos

Os efeitos do El Niño não serão uniformes no país. Na região Norte, por exemplo, a expectativa de chuvas muito abaixo da média aumenta o risco de seca, queimadas e perdas em culturas como cacau, mandioca, açaí e soja. Além disso, a baixa do nível de rios pode prejudicar o escoamento de produtos pela região do Arco Norte.

No Matopiba, importante fronteira agrícola formada por áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a previsão de pouca chuva e temperaturas elevadas amplia o risco de seca e quebra de safra.

Em Mato Grosso, a preocupação está na irregularidade das chuvas e nas temperaturas elevadas, que podem reduzir a produtividade de soja, milho e algodão.

Em Mato Grosso do Sul e Goiás, o principal desafio tende a ser o calor durante o período de plantio da safra de grãos.

Na região Sudeste, café, laranja, cana-de-açúcar, soja e milho podem enfrentar um cenário de chuvas irregulares e calor acima da média.

Já no Sul do país a combinação de calor e chuvas acima da média aumenta o risco de enchentes e da incidência de doenças fúngicas em culturas como soja, milho, trigo, arroz e tabaco.

Impactos podem chegar ao mercado global

Os efeitos do fenômeno também devem ser acompanhados fora do Brasil.

Nos Estados Unidos a produção de grãos deve ser pouco afetada, uma vez que o fenômeno se intensifica no inverno do hemisfério Norte, período em que a safra de grãos já foi colhida.

O Rabobank avalia que um El Niño intenso pode reduzir a produção de açúcar na Ásia, o que tende a influenciar o mercado internacional da commodity. O fenômeno também pode ter efeitos na produção de café do Vietnã e em monções na Índia.

Para o cacau, o fenômeno provoca temperaturas mais elevadas e redução das chuvas em partes da África Ocidental, diminuindo a umidade do solo. As condições podem provocar estresse hídrico, especialmente para a cultura do cacau, que tem até 70% da produção global concentrada na região.

Na América Latina, o El Niño aquece as águas do Oceano Pacífico na costa do Peru, por exemplo, prejudicando a pesca. A Argentina, de forma similar ao Sul do Brasil, deve registrar mais chuvas, enquanto a América Central pode vir a registrar secas. 

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Padre do DF não aceita excomunhão do Vaticano e diz que vai continuar a celebrar missas


O padre Françoá Rodrigues Figueiredo Costa, da Capela Santo Atanásio, disse em um vídeo publicado no último sábado (11) nas redes sociais da capela, que não aceita a excomunhão do Vaticano e vai continuar a celebras missas. “Essas acusações de cisma são inválidas, são nulas, continuaremos todos os dias a rezar a Santa Missa e a mencionar o nome do Santo Padre no cân da missa”, disse Françoá.

No dia 2 de julho, o Vaticano excomungou os bispos da Fraternidade Sacerdotal São Pio X e informou que os adeptos do grupo devem ser considerados cismáticos e excomungados, declarou a Santa Sé em nota.

A Igreja Católica disse que a nomeação de quatro novos bispos pelo grupo tradicionalista é um “ato de natureza cismática“, isto é, uma forma de divergir e desobedecer dos preceitos da Igreja. “Os ministros sagrados da Fraternidade Sacerdotal São Pio X administram os sacramentos de forma ilícita; o sacramento da penitência por eles administrado e o matrimônio por eles assistido são inválidos”, detalhou.

O padre argumentou também que essas ações não constituem um cisma formal ou uma excomunhão válida, citando o direito canônico referente aos estados de necessidade para justificar a preservação do sacerdócio tradicional.

No vídeo, Françoá critica ainda diversos oponentes e aborda especificamente as alegações de que o movimento é protestante por natureza ou não possui sacramentos válidos . Ele enfatiza que a verdadeira “obediência católica” deve priorizar o magistério eterno em função das mudanças modernas, como as recentes alterações litúrgicas nas missas.

Françoá afirma ainda que a Fraternidade São Pio X permanece em “comunhão espiritual com o Vaticano”, apesar dos atritos administrativos.

Em nota publicada no sábado, a Arquidiocese de Brasília confirmou a aderência das medidas de excomunhão e cisma determinadas pelo Vaticano à Fraternidade São Pio X, e, consequentemente à Capela Santo Atanásio. “Os atos ministeriais do sacerdote consideram-se, a partir da excomunhão, ilícitos”, escreveu a arquidiocese sobre Françoá.

Nos comentários do vídeo publicado, Françoá escreveu que está ciente sobre a nota da arquidiocese e que pretende “respondê-la à altura, ainda que ela não peça uma resposta”.



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Lula defende ampliar investimentos em biodiesel para alcançar o “B25”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (13) que o Brasil deve ampliar os investimentos em biocombustíveis como estratégia para fortalecer a segurança energética, incluindo o avanço da mistura de biodiesel no diesel.

Lula afirmou que o Brasil reúne condições para ampliar a oferta de combustíveis renováveis a partir de diferentes matérias-primas. O discurso correu nesta segunda-feira (13), em São Caetano do Sul (SP), durante a cerimônia que marcou o início da etapa operacional do Programa Nacional de Testes de Biodiesel.

O objetivo do projeto é verificar as condições técnicas para elevar a mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, hoje fixada em 15% (B15), para patamares que variam entre 16% e 25% (B16 a B25), conforme estabelece a Lei do Combustível do Futuro.

Os estudos ficam sob responsabilidade do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), que coordenará uma rede de laboratórios em diferentes regiões do país.

“O Brasil é a mais importante lição e promessa. A gente pode produzir biocombustíveis de muitos produtos: de macaúba, de dendê, de mamona, de soja e de muitas outras oleaginosas que têm espalhadas por aí”, disse em visita ao Instituto, que fica em São Caetano do Sul (SP).

A instituição será responsável por executar ensaios mecânicos e análises físico-químicas que irão subsidiar as futuras deliberações do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) sobre a ampliação da mistura.

O instituto testa o desempenho, a durabilidade e a segurança de motores com percentuais superiores ao atual B15. Os resultados servirão de base para decisões regulatórias.

Os testes devem durar 300 horas com previsão para serem concluídos em cerca de 20 dias, tempo que foi destaque no discurso de Lula. “De um motor com B15, B20, daqui a pouco vai ser 100%”, disse o presidente.

Segundo o presidente, a conclusão dos ensaios poderá reforçar a posição do Brasil na agenda global de transição energética.

“Quando esses testes forem concluídos, teremos mais uma prova de que o Brasil pode liderar a transição energética mundial. Temos conhecimento científico, tecnologia, recursos naturais e capacidade para produzir energia limpa e transformar isso em desenvolvimento para o nosso povo”, afirmou.

Lula também relacionou o avanço da agenda dos biocombustíveis ao cenário internacional e defendeu maior utilização de recursos produzidos no país.

“O que está acontecendo no mundo mostra que o Brasil precisa investir cada vez mais naquilo que produz aqui dentro. Os biocombustíveis significam independência, segurança energética e menor emissão de gases de efeito estufa”, disse.

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Motorista morre após Porsche bater em mureta na Rodovia dos Imigrantes; veja vídeo


Um motorista morreu após a Porsche que dirigia bater contra uma barreira de concreto e uma pilastra de uma passarela na madrugada de domingo (12), na Rodovia dos Imigrantes, na altura do bairro dos Alvarengas, em São Bernardo do Campo (SP). A informação do carro envolvido no acidente é da TV Globo.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a vítima, que ainda não havia sido identificada, perdeu o controle do carro antes da colisão. A morte foi constatada no local.

Segundo o boletim de ocorrência, durante o atendimento da ocorrência foram encontrados um passaporte e um telefone celular no local do acidente. Os objetos foram apreendidos e serão utilizados para auxiliar na identificação da vítima e na investigação do caso.

A Polícia Civil solicitou exames periciais ao Instituto de Criminalística (IC) e ao Instituto Médico Legal (IML), que devem contribuir para esclarecer as circunstâncias do acidente e confirmar a identidade do motorista.

O caso foi registrado no 3º Distrito Policial de São Bernardo do Campo como colisão, morte suspeita e localização e apreensão de carro.





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UE inclui café solúvel na EUDR, mas retira couro e semente de soja da lista

A Comissão Europeia atualizou nesta segunda-feira (13) a lista de produtos sujeitos à aplicação da lei antidesmatamento prevista para entrar em vigor em dezembro deste ano, depois de longo debate e adiamento das regras. Entre as principais alterações estão a inclusão do café solúvel no escopo da norma, além da retirada do couro e de outros derivados bovinos das exigências de rastreabilidade.

De acordo com o comunicado da Comissão, as mudanças passam a valer a partir de agora, antes da vigência da lei, enquanto o comércio entre os dois países “testa” a validação de todas as diretrizes ambientais contidas no EUDR (Regulamento Europeu Antidesmatamento, em português).

A lei põe na mira cadeias relevantes para o agronegócio brasileiro ao exigir que empresas comprovem que produtos comercializados ou exportados para a União Europeia não estejam associados ao desmatamento nem à degradação florestal.

As mudanças fazem parte de um rito aprovado pela Comissão para simplificar a implementação do regulamento, que começa em 30 de dezembro de 2026 para médias e grandes empresas e em 30 de junho de 2027 para a maior parte das micro e pequenas empresas.

Mas, para permitir a adaptação das empresas dos novos produtos incluídos, como o café solúvel, a Comissão estabeleceu que a exigência para os novos produtos incluídos passará a valer apenas em 30 de dezembro de 2027.

No caso do café, até então, a legislação contemplava principalmente o grão verde. Alguns derivados do óleo de palma e línguas congeladas da indústria de carnes também foram incluídos na decisão amplia o alcance das regras de diligência devida ao solúvel.

O Brasil está entre os maiores produtores mundiais de café solúvel, e a União Europeia figura entre os principais destinos desse produto.

Por outro lado, a Comissão retirou do escopo do regulamento uma série de produtos considerados de baixo risco de incentivar novos desmatamentos. Entre eles estão couro, peles bovinas, pneus recauchutados, sementes de soja para plantio, além de produtos que não estão ligados diretamente ao agro, como artigos de borracha vulcanizada, correias transportadoras e assentos para aeronaves e veículos.

Segundo o Executivo europeu, as alterações foram definidas após consultas públicas e avaliações técnicas para tornar a “aplicação do regulamento mais clara” e para “reduzir custos administrativos” sem comprometer os objetivos ambientais da legislação.

A atualização não modifica a lista das commodities consideradas de risco, como carne bovina, soja, cacau, madeira e borracha.

Além da revisão do escopo, a Comissão aprovou um Ato de Execução que atualiza o sistema eletrônico utilizado pelas empresas para enviar as declarações de diligência devida. As mudanças incluem simplificações para micro e pequenas empresas e melhorias nas ferramentas de integração dos sistemas digitais.

Em nota, a comissária europeia para Meio Ambiente, Jessika Roswall, afirmou que o pacote oferece “maior segurança jurídica para empresas, governos e países parceiros antes da entrada em vigor do regulamento”.

Segundo ela, as medidas concluem o processo de simplificação iniciado após o adiamento da aplicação do EUDR e devem facilitar uma implementação “tranquila e eficaz”.

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Brasil poderá ter 1ª onda de tempestades sob efeito do El Niño; saiba quando


Uma onda de tempestades deve atingir a partir desta semana o Sul do Brasil e países vizinhos, marcando o primeiro episódio de tempo severo associado ao El Niño de 2026-2027 na América do Sul. Segundo a MetSul Meteorologia, as chuvas fortes podem perdurar por vários dias, de quinta-feira (16), até pelo menos a terça-feira (21) afetando principalmente o Rio Grande do Sul, além de Uruguai e Argentina.

Ainda conforme análise da empresa, as condições devem aumentar significativamente o risco de formação de “supercélulas de tempestades com vendavais destrutivos, granizo grande e fenômenos severos e isolados de vento, como microexplosões e tornados” na região do Cone Sul.

A MetSul prevê volumes de 100 mm a 200 mm em vários municípios gaúchos até a metade da próxima semana, com risco de algumas áreas acumularem até 200 mm a 300 mm, ou mais. Há possibilidade de subida de rios, alagamentos em áreas urbanas e rurais com transbordamento de arroios e córregos com perigo de inundações repentinas.

Várias outras ondas desse tipo são projetadas para os próximos meses, especialmente no final do inverno e durante a primavera.

O coordenador geral de Operações e Modelagem do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Marcelo Seluchi, lembra que durante anos de El Niño há maior probabilidade de chuvas mais intensas concentradas em um único dia ou em dias consecutivos, com riscos de impacto de inundações e deslizamentos e de envio de alertas para a região Sul.

“Houve uma ampliação da rede de monitoramento em todo o Brasil e, na região Sul, foram reinstalados os equipamentos danificados em 2024. Do nosso ponto de vista, o melhor que podemos fazer é manter a rede de observação em condições”, disse Seluchi ao Estadão. “Também existem redes de outros centros, de outras instituições que fazem medições de precipitação ou altura de rios, nós recebemos dados dessas redes, temos os protocolos, temos o pessoal aqui na sala (de situação) monitorando como sempre fazemos, nos 365 dias do ano.”

Como as tempestades vão se formar

Com o início da semana sob influência de uma massa de ar frio, a entrada de ar muito quente em altitude a partir de quarta-feira (15) formará áreas de instabilidade com chuva e temporais.

Essa massa de ar, excepcionalmente quente para o período do ano, atuará sobre o Centro e o Norte da Argentina, Uruguai, Paraguai e o Sul do Brasil. Segundo a MetSul, ela não deve provocar onda de calor na maioria destas áreas, com as temperaturas mais extremas evitadas pelos temporais, mas pode haver alguns dias de calor abafado, acima dos 30ºC.

Além de fornecer energia para a formação de nuvens carregadas, causando temporais por dias seguidos, a atmosfera superaquecida também cria condições para vento e granizo. Outro elemento desse cenário meteorológico é um corredor de vento originado na Bolívia e no Centro-Oeste do Brasil, a cerca de 1500 metros de altitude.

Dados analisados pela MetSul indicam que essa corrente de jato em baixos níveis da atmosfera será “atipicamente intensa e de muita longa duração”, trazendo ar muito quente e rajadas de vento norte por vários dias seguidos.



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Lula defende ampliar investimentos em biodiesel para alcançar o “B25”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (13) que o Brasil deve ampliar os investimentos em biocombustíveis como estratégia para fortalecer a segurança energética, incluindo o avanço da mistura de biodiesel no diesel.

Lula afirmou que o Brasil reúne condições para ampliar a oferta de combustíveis renováveis a partir de diferentes matérias-primas. O discurso correu nesta segunda-feira (13), em São Caetano do Sul (SP), durante a cerimônia que marcou o início da etapa operacional do Programa Nacional de Testes de Biodiesel.

O objetivo do projeto é verificar as condições técnicas para elevar a mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, hoje fixada em 15% (B15), para patamares que variam entre 16% e 25% (B16 a B25), conforme estabelece a Lei do Combustível do Futuro.

Os estudos ficam sob responsabilidade do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), que coordenará uma rede de laboratórios em diferentes regiões do país.

“O Brasil é a mais importante lição e promessa. A gente pode produzir biocombustíveis de muitos produtos: de macaúba, de dendê, de mamona, de soja e de muitas outras oleaginosas que têm espalhadas por aí”, disse em visita ao Instituto, que fica em São Caetano do Sul (SP).

A instituição será responsável por executar ensaios mecânicos e análises físico-químicas que irão subsidiar as futuras deliberações do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) sobre a ampliação da mistura.

O instituto testa o desempenho, a durabilidade e a segurança de motores com percentuais superiores ao atual B15. Os resultados servirão de base para decisões regulatórias.

Os testes devem durar 300 horas com previsão para serem concluídos em cerca de 20 dias, tempo que foi destaque no discurso de Lula. “De um motor com B15, B20, daqui a pouco vai ser 100%”, disse o presidente.

Segundo o presidente, a conclusão dos ensaios poderá reforçar a posição do Brasil na agenda global de transição energética.

“Quando esses testes forem concluídos, teremos mais uma prova de que o Brasil pode liderar a transição energética mundial. Temos conhecimento científico, tecnologia, recursos naturais e capacidade para produzir energia limpa e transformar isso em desenvolvimento para o nosso povo”, afirmou.

Lula também relacionou o avanço da agenda dos biocombustíveis ao cenário internacional e defendeu maior utilização de recursos produzidos no país.

“O que está acontecendo no mundo mostra que o Brasil precisa investir cada vez mais naquilo que produz aqui dentro. Os biocombustíveis significam independência, segurança energética e menor emissão de gases de efeito estufa”, disse.

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Polícia prende no Pará homem investigado por estupro de vulnerável em Goiás


A Polícia Civil do Pará (PCPA) prendeu em Maracanã, no interior do estado, um homem de 20 anos. Ele é investigado por estupro de vulnerável contra três pessoas de seu círculo familiar há pelo menos dois anos.

Por meio da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Anápolis, a Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO) iniciou a investigação contra o homem após denúncia de familiares.

Segundo a corporação, ao saber da denúncia, o investigado deixou a cidade. Em razão do “risco de fuga já concretizado”, a PCGO solicitou a prisão preventiva do homem ao Ministério Público, que deu aval.

A corporação informou ainda que o suspeito será transferido para Anápolis nos próximos dias. Ele responderá por, ao menos, três crimes de estupro de vulnerável, cuja pena pode chegar a 18 anos de prisão por cada um deles.



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Cacau recua quase 4% em NY com melhora na oferta da Costa do Marfim

O contrato futuro do cacau para entrega em setembro encerrou a sessão desta segunda-feira (13) com queda de 3,68%, cotado a US$ 5.842 por tonelada na Bolsa de Nova York.

Segundo a Barchart, os preços da commodity registraram o segundo pregão consecutivo de forte desvalorização, pressionados pelo aumento da oferta da Costa do Marfim. O movimento amplia as perdas iniciadas na última sexta-feira (10), após a divulgação de novos dados de embarques do maior produtor mundial de cacau.

De acordo com os números mais recentes, os produtores marfinenses enviaram 2,07 milhões de toneladas de cacau aos portos do país no atual ano comercial, iniciado em 1º de outubro de 2025, até 5 de julho de 2026. O volume representa um avanço de 21% em relação ao registrado no mesmo período da temporada anterior, reduzindo as preocupações do mercado com a disponibilidade global da commodity.

Café

Na Bolsa de Nova York, o contrato futuro do café arábica para entrega em setembro fechou a sessão com queda de 1,27%, cotado a US$ 3,30 por libra-peso.

Segundo a Barchart, as cotações foram pressionadas pelas previsões de tempo seco nas principais regiões produtoras de café do Brasil ao longo desta semana. As condições climáticas mais favoráveis devem acelerar os trabalhos de colheita, reforçando a expectativa de aumento da oferta no curto prazo.

A consultoria também destacou que a volatilidade no mercado segue elevada em razão da baixa liquidez. Após a Intercontinental Exchange (ICE) elevar, por duas vezes na semana passada, as exigências de margem para negociação dos contratos futuros de café, muitos fundos reduziram suas posições, diminuindo a liquidez e ampliando os movimentos de alta e de baixa nas cotações.

Açúcar

O contrato futuro do açúcar com vencimento em outubro encerrou a sessão desta  com queda de 0,87%, cotado a 14,75 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo análise da StoneX, o mercado devolveu os ganhos registrados no início da semana, quando o contrato chegou a superar temporariamente o patamar de 15 centavos de dólar por libra-peso. O recuo reflete um cenário de equilíbrio entre fatores de sustentação dos preços, como as preocupações climáticas na Ásia e na Europa, e fundamentos que ainda indicam oferta confortável no curto prazo.

A consultoria destaca que a redução das posições vendidas pelos fundos impulsionou as cotações nas últimas semanas, mas em intensidade inferior à observada em ciclos anteriores, sinalizando que o mercado ainda enxerga um cenário de sobreoferta. Além disso, a dificuldade de o contrato se manter acima de 15 centavos reforça a presença de forte pressão vendedora.

No Brasil, a queda dos preços do etanol hidratado tem estimulado usinas do Centro-Sul a ampliar a fixação de vendas de açúcar, enquanto a redução dos prêmios de exportação no porto de Santos enfraquece as expectativas de uma demanda excepcional pelo produto brasileiro.

Para os próximos meses, a StoneX avalia que o clima seguirá como o principal fator de atenção. Embora as chuvas tenham melhorado na Índia, permanecem as preocupações com os impactos de um possível El Niño mais intenso sobre a próxima safra. Com isso, o mercado deve continuar oscilando entre a pressão de uma oferta abundante no curto prazo e os riscos climáticos que podem apertar o balanço global na temporada seguinte.

Suco de Laranja

O vencimento futuro para o suco de laranja para entrega em setembro finalizou com desvalorização de 3,72% em que o contrato fechou negociado a US$ 1,37 por libra-peso.

Algodão

Já no mercado do algodão, o contrato futuro com vencimento em dezembro encerrou a sessão desta segunda-feira (13) praticamente estável, com leve queda de 0,04%, cotado a 81,51 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo a TradingView, as cotações chegaram a superar os 82 centavos de dólar por libra, maior patamar em cerca de dois meses, impulsionadas pela valorização do petróleo e pelas preocupações com o clima em importantes regiões produtoras.

As tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã mantiveram as incertezas sobre a navegação no Estreito de Ormuz, fator que sustentou os preços do petróleo e, consequentemente, deu suporte ao mercado do algodão.

Além disso, as condições climáticas seguem no radar dos investidores. A previsão de chuvas abaixo da média durante a temporada de monções na Índia pode atrasar o plantio da fibra, que já apresenta ritmo 23% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado.

Apesar desse cenário de sustentação, os ganhos foram limitados pelas perspectivas de maior oferta global. O avanço das exportações brasileiras para os mercados asiáticos e as estimativas mais recentes de produção, que apontam safras maiores no Brasil e nos Estados Unidos, além de um crescimento modesto do consumo mundial, continuam pressionando o mercado.

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