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Cratera se abre após obra da Sabesp e três casas são interditadas em Osasco


Uma cratera se abriu nesta segunda-feira (13) na Rua Cuiabá, no bairro Rochdale, em Osasco, durante a execução de obras pela Sabesp para implantação de uma infraestrutura para rede de esgoto destinada à despoluição de córregos. Três casas tiveram de ser interditadas.

“Durante a escavação de um poço de serviço necessário à execução da obra, ocorreu uma movimentação de solo que provocou trincas e rachaduras em três imóveis localizados em frente ao canteiro de obras”, disse a Sabesp.

Segundo informado pela companhia, o ocorrido não deixou vítimas. “Por medida preventiva e com o acompanhamento da Defesa Civil, as três casas foram interditadas”, acrescentou.

As famílias afetadas receberão Pix emergencial, além de acolhimento e suporte necessário até que possam retornar com segurança às suas casas.

Além disso, a Sabesp disse ainda que estão sendo realizadas avaliações técnicas e tomadas as medidas necessárias enquanto são apuradas as causas do ocorrido.

“A Sabesp reafirma seu compromisso de prestar toda a assistência às famílias afetadas e de reparar integralmente os danos decorrentes da ocorrência, além de acompanhar cada caso individualmente até a completa solução da situação”, finalizaram.



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Soja sobe em Chicago com demanda chinesa e petróleo em alta

Na Bolsa de Chicago, o contrato futuro da soja com vencimento em novembro encerrou a sessão desta segunda-feira (13) em US$ 11,94 por bushel, com alta de 0,34%.

Segundo a Agrinvest, os futuros da oleaginosa avançaram acompanhando a forte valorização do complexo da soja, especialmente do óleo de soja. A consultoria destaca que o retorno das tensões no Oriente Médio elevou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, trazendo maior volatilidade aos mercados e dando sustentação às cotações. Além disso, a demanda permaneceu aquecida, com novas compras de soja norte-americana pela China.

A Royal Rural também aponta que a alta do petróleo reforçou o movimento positivo em Chicago, ao ampliar as expectativas em torno da demanda por biocombustíveis, como etanol e biodiesel, além de elevar os custos logísticos. Esse fator se somou ao relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), divulgado na última semana, que já havia sido considerado favorável para os mercados de milho e soja.

No caso da soja, a consultoria ressalta que o principal destaque do relatório foi o fortalecimento da demanda. O USDA elevou a previsão de importações da China para 115 milhões de toneladas e o consumo do país para 136 milhões de toneladas.

Nos Estados Unidos, a estimativa de exportações foi revisada para 45,18 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais permaneceram em 8,44 milhões de toneladas, mesmo diante de uma produção maior. Para o mercado, esse cenário indica que o aumento da oferta está sendo parcialmente absorvido pelo crescimento da demanda, sustentando as cotações da commodity.

Milho

No mercado do milho, o contrato futuro com vencimento em dezembro encerrou a sessão com alta de 0,49%, cotado a US$ 4,63 por bushel na Bolsa de Chicago.

Segundo a Royal Rural, o mercado segue sustentado pelas revisões divulgadas no mais recente relatório de oferta e demanda do USDA. Para a safra 2025/26, o órgão elevou a estimativa de consumo interno norte-americano em 3,17 milhões de toneladas e reduziu a projeção dos estoques finais de 54,48 milhões para 51,31 milhões de toneladas.

Para a temporada 2026/27, o cenário ficou ainda mais apertado. O USDA reduziu a previsão dos estoques finais dos Estados Unidos de 49,78 milhões para 45,46 milhões de toneladas, ao mesmo tempo em que elevou a estimativa de exportações em 1,27 milhão de toneladas. Para a consultoria, a combinação de estoques menores e demanda mais forte foi o principal fator de sustentação das cotações.

No cenário global, o USDA também reduziu a estimativa dos estoques finais de milho em 5,96 milhões de toneladas, para 275,26 milhões de toneladas. A Royal Rural acrescenta que a valorização do petróleo reforça esse movimento, ao aumentar as expectativas em torno da demanda por etanol, além de elevar os custos de transporte e produção, fatores que contribuem para dar suporte adicional aos preços do cereal.

Trigo

O contrato futuro do trigo com vencimento em setembro encerrou a sessão com queda de 0,78%, cotado a US$ 6,35 por bushel na Bolsa de Chicago.

Segundo a Agrinvest, o recuo reflete um movimento de realização de lucros após a forte valorização registrada nos últimos pregões. A consultoria observa que o mesmo comportamento foi registrado na bolsa Euronext, em meio a uma correção técnica das cotações.

Apesar da queda, a Agrinvest ressalta que as preocupações com o clima na Europa continuam no radar do mercado. Após a deterioração das condições das lavouras de milho, permanecem as incertezas sobre os impactos das condições climáticas também para a produção de trigo, o que pode limitar perdas mais acentuadas nas cotações.

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Justiça rejeita liberdade para ‘família Marcola’ por esquema com Deolane


A 16ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo negou os pedidos de habeas corpus apresentados pela defesa de Marco Willians Herbas Camacho, o ‘Marcola Narigudo’, apontado como líder máximo do Primeiro Comando da Capital (PCC), de seu irmão, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior, e de seus sobrinhos Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho.

Os cinco integrantes da família Herbas Camacho são réus por lavagem de dinheiro e organização criminosa na mesma investigação que prendeu a influenciadora Deolane Bezerra Santos, suspeita de fazer o “fechamento” financeiro do esquema, segundo o Ministério Público de São Paulo. Deolane foi presa no dia 21 de maio sob suspeita de lavar parte da fortuna do PCC.

A defesa de Marcola, de seu irmão e de seus sobrinhos, conduzida pelo criminalista Bruno Ferullo Rita, informou que “recorrerá às instâncias superiores para reformar a decisão que manteve as prisões preventivas”.

Alvos da Operação Vérnix, investigação deflagrada em maio passado sobre o uso de uma transportadora de valores de fachada em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, para movimentar e ocultar parte da fortuna do PCC, Marcola e Alejandro já estavam presos no sistema penitenciário federal antes mesmo do estouro da Operação Vérnix – o chefe da facção está recolhido há quase três décadas. Já os sobrinhos são considerados foragidos: Paloma estaria na Espanha e Leonardo, na Bolívia, segundo os investigadores.

A relatora dos habeas corpus no Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargadora Renata William Rached Catelli, afirmou, ao rejeitar o pedido de Marcola Narigudo, que ele exerce a “liderança máxima em uma sofisticada organização criminosa, sendo certo que, mesmo recolhido ao sistema penitenciário federal, em tese exercia controle patrimonial e decisório sobre a empresa instrumentalizada para a lavagem de capitais, determinando aquisição de bens, divisão de lucros e execução de operações financeiras ilícitas, valendo-se, para tanto, da interposição de terceiros”.

“Se nem mesmo o recolhimento anterior foi capaz de obstar a continuidade delitiva, mostra-se legítima e necessária a decretação de nova prisão preventiva, inclusive como forma de reforçar os mecanismos de contenção e interromper a atuação criminosa em curso, não se tratando de medida redundante ou materialmente vazia, mas sim funcionalmente necessária à contenção do risco atual, restando hígido, sob esse aspecto, o requisito da necessidade que ampara o decreto prisional hostilizado”, pontua a magistrada.

Renata Catelli também rejeitou o argumento da defesa de Marcola de que a prisão estaria baseada em fatos antigos. Segundo ela, embora a decisão de primeira instância mencione fatos novos relacionados a outros investigados, a prisão preventiva do líder do PCC se sustenta em elementos específicos e individualizados, que apontam para uma atuação continuada no suposto esquema criminoso.

Veja o que diz a defesa da família Herbas Camacho

“Bruno Ferullo Rita, advogado de Marco Willians Herbas Camacho, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior, Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, vem a público se manifestar acerca da decisão proferida pela 16ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que na data de ontem denegou a ordem nos habeas corpus impetrados em favor de seus constituintes.

A defesa respeita a decisão do Tribunal, mas dela diverge sob o ponto de vista jurídico. Permanece o entendimento de que os decretos de prisão preventiva não atendem aos requisitos previstos no art. 312 do Código de Processo Penal, especialmente quanto à contemporaneidade exigida pelo § 2º do referido dispositivo, uma vez que os fatos centrais considerados para a decretação das prisões remontam aos anos de 2019 e 2022, sem a demonstração individualizada de fatos novos e atuais capazes de justificar a manutenção da custódia cautelar de cada um dos investigados.

Cumpre esclarecer que os habeas corpus julgados discutiam exclusivamente a legalidade das prisões preventivas, não tendo havido qualquer análise sobre o mérito das acusações formuladas, que seguem sendo discutidas nos autos principais. A defesa recorrerá às instâncias superiores para reformar a decisão que manteve as prisões preventivas, sem prejuízo de todas as medidas cabíveis quanto ao mérito da ação penal.”



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Quais os potenciais impactos do ‘Super El Niño’ no agronegócio? Governo monitora


O governo federal vem monitorando, com mais atenção, os potenciais impactos do fenômeno climático El Niño sobre o setor agropecuário. A atuação se concentra em duas frentes: apoiar os produtores em medidas preventivas e mitigar eventuais pressões inflacionárias nos alimentos. A estratégia deve incluir, ainda, a revisão orçamentária do seguro rural.

O movimento do governo, capitaneado pela equipe agrícola do Executivo, vem em meio à expectativa de um “Super El Niño”, que ameaça a produção brasileira de grãos na safra 2026/27. A previsão meteorológica é a de que ele se converta em um “episódio forte” entre julho e setembro, o que aumenta a probabilidade de ondas de calor, secas e chuvas intensas que podem prejudicar a produtividade das lavouras da nova safra, que começa a ser semeada em setembro.

Leia também: El Niño pode ficar entre os mais fortes da história até o fim do ano

Na última semana, o Ministério da Agricultura instituiu, por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União, um grupo de trabalho para avaliar os impactos de El Niño. Entre as funções da equipe, estão mapear vulnerabilidades regionais e setoriais e propor estratégias de mitigação e instrumentos de proteção do produtor rural. A avaliação deverá considerar os impactos por região geográfica e nas principais culturas, como soja, trigo, milho, feijão, cana-de-açúcar, café e mandioca.

Deverá, também, formular propostas institucionais relativas aos efeitos do El Niño na produção e produtividade da agropecuária brasileira e elaborar um relatório contendo estratégias de adaptação e mitigação frente ao fenômeno climático com um plano de trabalho e um cronograma de ações e respectivos impactos na agropecuária brasileira. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) participam do grupo.

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O colegiado deverá atuar, além disso, como uma espécie de “comitê de crise” para subsidiar as ações do ministério e eventualmente orientar a necessidade de suplementações ou remanejamentos orçamentários para o enfrentamento do fenômeno climático. “A avaliação preliminar é a de que instrumentos de gestão e mitigação de risco, como o seguro rural, precisarão ser fortalecidos com urgência”, apontou uma fonte.

No seguro rural, a intenção é incluir a discussão nos debates de estratégias de mitigação do El Niño. O orçamento do seguro rural foi contingenciado em mais de 53% pelo governo ao longo do último mês, com os recursos para subvenção ao prêmio caindo para R$ 473,8 milhões neste ano. A partir das análises do colegiado, entretanto, técnicos da equipe agrícola veem espaço para recomposição do orçamento do seguro rural, relatam fontes ao Broadcast Agro.

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O governo optou por não incluir eventuais anúncios ao seguro rural no lançamento do Plano Safra, política oficial de crédito rural, e tratá-lo sobre a ótica ampliada dos desdobramentos de El Niño, disse ao Broadcast Agro, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Guilherme Campos. “O indicativo foi tratar o Plano safra na área do financiamento e deixar o seguro rural para ser tratado dentro do esforço do governo sobre a potencialidade dos impactos de El Niño, em uma análise mais ampla e interministerial”, continuou. “A ideia é pensar não apenas no resultado final de El Niño como potencial impacto inflacionário, mas na segurança ao produtor rural para ter apetite em plantar a safra, em meio à situação de endividamento, aos preços baixos das commodities e à insegurança climática dominante”, esclareceu. “O seguro rural minimiza o efeito limitador da questão climática sobre a safra”, afirmou.

Campos destaca ainda o aspecto inflacionário de um eventual impacto de El Niño sobre a safra. “Dois componentes preocupam: El Niño sobre a safra 2026/27 e o aumento do custo de produção, com a alta dos fertilizantes em virtude do conflito no Oriente Médio. Há canal de repasse direto à inflação dos alimentos e os instrumentos para contê-la não estão sendo eficazes como esperado”, pontuou, mencionando o peso do agronegócio para o desempenho da economia, já que responde por mais de 25% do Produto Interno Bruto (PIB).

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Na inflação, antes mesmo dos efeitos de El Niño, o grupo alimentação e bebidas vem contribuindo para a aceleração do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA 15), que acumula alta de 3,45% neste ano até junho. “Há uma preocupação latente com o aumento do custo dos alimentos”, reforçou Campos.

No segmento da agricultura familiar, o Ministério do Desenvolvimento e Agricultura Familiar busca recursos, no âmbito do grupo que estuda impactos de El Niño, para formar brigadas de incêndio em assentamentos da reforma agrária, assim como ocorre em territórios indígenas, sobretudo na Região Norte do País, no Estado do Amazonas. A intenção é a de que a formação das brigadas seja financiada pelo Fundo Amazônia, disse a ministra do MDA, Fernanda Machiaveli, em coletiva de imprensa.

Outro tema em debate pelo MDA é a necessidade de ampliação da formação de estoques de produtos agropecuários para enfrentamento de oscilações de preço – hoje, entretanto, não é possível legalmente a dotação de recursos extraordinários para estoques de forma preventiva, apenas em emergências. “Ao longo dos últimos anos, compramos 800 mil toneladas de alimentos que estão armazenados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab)”, apontou Machiaveli, citando ainda a discussão com o Ministério do Planejamento e Orçamento em relação à construção de contratos de opções para a safra.

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Os impactos de El Niño também são acompanhados, pelo MDA, no âmbito do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro). Em anos de adversidades climáticas é comum as indenizações do Proagro dispararem. No momento, o MDA descarta a possibilidade de “estouro” do orçamento do programa, previsto em R$ 6,6 bilhões para indenizações neste ano. “O Proagro foi aperfeiçoado. Ainda há espaço confortável, mas precisamos monitorar. Todas as evidências científicas apontam que El Niño será grave e continuaremos monitorando”, apontou o diretor de Financiamento, Proteção e Apoio à Inclusão Produtiva Familiar do MDA, José Henrique Silva.

O Proagro é uma espécie de seguro rural usado para socorrer pequenos e médios produtores em caso de eventos climáticos extremos, pragas ou doenças e, nessas hipóteses, o beneficiário fica isento de pagar os financiamentos contratados com bancos ou cooperativas, e o custo é assumido pela União. O programa, que tem participação do Tesouro e é rubrica obrigatória, vem sendo alvo de escrutínio pelo Banco Central e pelo Executivo, após o orçamento do programa ter quintuplicado e do aumento de denúncias de fraudes relacionadas ao Proagro. O programa é obrigatório na contratação de financiamentos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

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O tema perpassa ainda a equipe econômica do Executivo, que já considera os efeitos de um “Super El Niño” nas projeções macroeconômicas do próximo ano. No seu último Boletim Macrofiscal, o Ministério da Fazenda apontou que a maior probabilidade de ocorrência de El Niño neste segundo semestre e o prolongamento do choque nos preços de fertilizantes são vetores que podem afetar em maior medida a safra de 2027 e pressionar a inflação de alimentos, com alguma antecipação ainda para este ano. A expectativa de inflação da pasta foi revisada de 3% para 3,5% em 2027.



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Lula defende ampliar investimentos em biodiesel com maior teor de etanol

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (13) que o Brasil deve ampliar os investimentos em biocombustíveis como estratégia para fortalecer a segurança energética e afirmou que o Brasil reúne condições para ampliar a oferta de combustíveis renováveis a partir de diferentes matérias-primas.

“O Brasil é a mais importante lição e promessa. A gente pode produzir biocombustíveis de muitos produtos: de macaúba, de dendê, de mamona, de soja e de muitas outras oleaginosas que têm espalhadas por aí”, disse em visita ao Instituto Mauá de Tecnologia, em São Caetano do Sul (SP).

Lula esteve no local para acompanhar os testes que vão embasar a avaliação técnica sobre o aumento da mistura obrigatória de biodiesel, de 16% (B16) para 20% (B20) até 2030, podendo alcançar o “B25”.

O Instituto Mauá integra o grupo selecionado pelo governo federal para avaliar o desempenho, a durabilidade e a segurança de motores operando com teores mais elevados de biodiesel.

Os resultados servirão de base para uma eventual decisão regulatória sobre a ampliação gradual da mistura obrigatória.

O instituto testa o desempenho, a durabilidade e a segurança de motores com percentuais superiores ao atual B15. No futuro, os estudos deverão subsidiar a análise sobre uma eventual elevação gradual da mistura até B25, etapa considerada estratégica para a política nacional de biocombustíveis.

Os ensaios devem durar 300 horas com previsão para serem concluídos em cerca de 20 dias, tempo que foi destaque no discurso de Lula. “De um motor com B15, B20, daqui a pouco vai ser 100%”, disse o presidente.

Segundo o presidente, a conclusão dos ensaios poderá reforçar a posição do Brasil na agenda global de transição energética.

“Quando esses testes forem concluídos, teremos mais uma prova de que o Brasil pode liderar a transição energética mundial. Temos conhecimento científico, tecnologia, recursos naturais e capacidade para produzir energia limpa e transformar isso em desenvolvimento para o nosso povo”, afirmou.

Lula também relacionou o avanço da agenda dos biocombustíveis ao cenário internacional e defendeu maior utilização de recursos produzidos no país.

“O que está acontecendo no mundo mostra que o Brasil precisa investir cada vez mais naquilo que produz aqui dentro. Os biocombustíveis significam independência, segurança energética e menor emissão de gases de efeito estufa”, disse.

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Entenda como vai funcionar o free flow do Sistema Anchieta-Imigrantes


O pedágio eletrônico, conhecido como free flow, começa a operar a partir de 1º de agosto no Sistema Anchieta-Imigrantes, principal acesso às praias da Baixada Santista, no litoral de São Paulo. O free flow permite que os veículos passem pelo pedágio sem parar na cabine ou reduzir a velocidade.

Os pórticos eletrônicos (estruturas sobre a pista equipadas com sensores e câmeras) estão instalados no km 33 da Anchieta e no km 29 da Imigrantes, nos dois sentidos. As praças atuais com cabines, que operam no km 32 da Imigrantes e no km 31 da Anchieta, serão desativadas e demolidas nos próximos meses.

Segundo a Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp), com o fim da parada, o novo modelo deve reduzir o tempo de viagem até o litoral.

Outra mudança importante para os motoristas é que a cobrança da tarifa, que atualmente é feita pelo valor total de R$ 40,60 apenas na descida da serra, terá o valor dividido e será feita na descida e na subida. Assim, o motorista vai pagar R$ 20,30 na ida e R$ 20,30 na volta.

Conforme a Artesp, a cobrança bidirecional vai beneficiar principalmente os caminhoneiros que seguem com cargas para o Porto de Santos ou outros destinos e pagam a tarifa cheia na descida. Como muitos retornam vazios e com eixos suspensos, o valor da volta será menor. A tarifa dos caminhões é calculada por eixo apoiado no asfalto. Motoristas de automóveis que optam por outra rota para voltar também são beneficiados.

Sistema free flow

Toda vez que um veículo passar pelos pórticos eletrônicos, as câmeras vão fazer as leituras das placas dianteiras e traseiras dos veículos em todas as faixas da rodovia, inclusive de automóveis que estão em alta velocidade, em uma situação de neblina ou em casos de tráfego intenso.

O equipamento ainda confere o peso do veículo, as características do modelo, registra as placas e vai fornecer dados para o programa Muralha Paulista, que vai repassar as informações diretamente à Polícia Militar Rodoviária para reforçar a segurança pública.

Testes

De acordo com a concessionária Ecovias Imigrantes, a fase de testes realizada ao longo do mês de junho permitiu validar os processos operacionais. Entre os dias 1º e 30 de junho, os pórticos registraram a passagem de 2,5 milhões de veículos, sendo 1,9 milhão de veículos de passeio (76%) e 600 mil veículos comerciais (24%).

A fase de testes permitiu validar toda a operação antes do início da cobrança. Esse período foi fundamental para ajustar processos, capacitar equipes e garantir que o sistema inicie a operação, oferecendo segurança e confiabilidade aos usuários.Fernando Ferreira, gerente de Operações Rodoviárias da Ecovias Imigrantes.

Do total de veículos registrados, 77% possuíam a tag ativa (que já é usada em pedágios ou em estacionamentos de shoppings) e tiveram a passagem identificada automaticamente, da mesma forma que ocorre atualmente nas pistas automáticas das praças de pedágio existentes. Os demais veículos foram identificados pelo sistema de reconhecimento automático de placas (OCR).

Entre os veículos comerciais, 93% utilizavam a tag, demonstrando alta taxa de adesão ao sistema eletrônico de cobrança de pedágio entre caminhões e ônibus nesse trecho. Nos veículos de passeio, esse índice foi de 71%.

Pagamento

Para os usuários com tag, não haverá nenhuma mudança, pois já aderiram ao pagamento automático.

Quem não tem tag no veículo poderá consultar o débito e fazer o pagamento pela plataforma Siga Fácil do governo estadual (www.sigafacil.sp.gov.br), utilizando Pix, cartão de crédito.

O motorista terá até 30 dias para fazer o pagamento. Se não fizer, vai ser multado em R$ 195,23 e receber cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Outra forma de realizar o pagamento é usar os totens de atendimento da Ecovias Imigrantes. Os totens serão instalados nas bases do Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU) das duas rodovias e em postos de combustível. Os equipamentos terão maquininhas de cartão para o pagamento no local.

A Ecovias Imigrantes integra o grupo de concessionárias que utiliza a plataforma de pagamento digital, que pode ser acessada pelo www.pedagiodigital.com (sem o BR) ou pelo app oficial disponível para download nas lojas de aplicativos. Esses dois canais já estão ativos e os motoristas podem fazer consultas por meio da placa do veículo.



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Economist vê riscos à supremacia financeira dos EUA e destaca papel do Pix no debate


O Pix voltou ao centro do debate internacional sobre soberania financeira. Em reportagem publicada neste fim de semana, a revista britânica The Economist afirma que a crescente disputa entre Estados Unidos e outros países pelo controle dos sistemas de pagamentos digitais é um dos sinais mais visíveis de uma transformação em curso na ordem financeira global.

Segundo a publicação, a recente ofensiva americana contra o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos evidencia um movimento mais amplo de fragmentação da infraestrutura financeira internacional, tradicionalmente dominada por empresas americanas como Visa e Mastercard e pela influência do dólar.

A reportagem relembra que Jamieson Greer, principal representante comercial dos Estados Unidos, acusou o Pix de prejudicar empresas americanas do setor de pagamentos. Como resposta, Washington propôs uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. A reação no Brasil, contudo, foi praticamente unânime.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o sistema, classificando-o como uma conquista nacional. Já o senador Flávio Bolsonaro, um dos principais nomes da oposição, também rejeitou qualquer possibilidade de abandono do Pix, embora tenha sugerido um acordo que limitasse futuras conexões internacionais do sistema.

Para a Economist, o episódio simboliza uma nova fase da geopolítica financeira mundial. À medida que os Estados Unidos utilizam de forma mais explícita seu peso econômico e financeiro como instrumento diplomático, países de diferentes espectros políticos buscam reduzir sua dependência das plataformas controladas por Washington.

Europa e China aceleram busca por alternativas

A reportagem destaca que a preocupação com a dependência da infraestrutura financeira americana já não se limita a países historicamente rivais dos Estados Unidos, como Rússia e China.

Na Europa, autoridades passaram a defender abertamente a criação de sistemas próprios de pagamentos. A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, afirmou neste ano que é importante que os europeus tenham os pagamentos digitais “sob seu controle”.

O bloco já opera a Área Única de Pagamentos em Euros (SEPA), que reúne 41 países, e trabalha no desenvolvimento da Wero, uma carteira digital que pretende integrar diferentes sistemas nacionais de pagamentos instantâneos. Paralelamente, o BCE planeja lançar um euro digital até o fim da década.

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A China também intensifica seus esforços. O país ampliou a abrangência internacional de seu yuan digital e fortaleceu o Sistema de Pagamentos Interbancários Transfronteiriços (CIPS), apontado pela revista como uma alternativa à rede SWIFT.

Segundo dados citados pela publicação, o CIPS movimentou em março um recorde de 920 bilhões de yuans por dia, equivalente a cerca de US$ 134 bilhões, alta de 20% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Pix e UPI ganham relevância internacional

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Na avaliação da revista, outra tendência crescente é a interligação de sistemas nacionais de pagamentos. Nesse contexto, o Pix e o UPI, plataforma indiana baseada em QR Code, aparecem como exemplos de soluções que podem reduzir a dependência dos tradicionais arranjos internacionais de cartões.

O sistema indiano já opera em nove países e busca ampliar sua presença por meio de acordos bilaterais. Já o Pix é citado como uma das principais iniciativas capazes de inspirar plataformas semelhantes ao redor do mundo.

Para Eswar Prasad, professor da Universidade Cornell ouvido pela revista, a infraestrutura de pagamentos tornou-se uma rota mais viável para a busca de independência financeira do que a tentativa de substituir o dólar nos fluxos globais.

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A avaliação é que, ao conectar sistemas nacionais diretamente, os países podem criar canais alternativos para pagamentos transfronteiriços, evitando parte da dependência das redes tradicionais de cartões e bancos correspondentes.

O avanço desses sistemas soberanos representa uma ameaça crescente para Visa e Mastercard, que historicamente dominam os pagamentos eletrônicos globais.

Segundo a Economist, ambas as empresas já reconhecem em seus relatórios anuais que o favorecimento regulatório a sistemas domésticos pode representar um risco relevante aos negócios. As duas companhias possuem margens operacionais superiores a 50%, mas suas ações perderam fôlego nos últimos 12 meses, apesar dos resultados financeiros robustos.

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Como resposta, as gigantes americanas ampliam investimentos em mercados estratégicos. A Visa anunciou recentemente € 500 milhões em infraestrutura na Europa e firmou uma parceria com a chinesa UnionPay para pagamentos em tempo real na China. A Mastercard, por sua vez, está construindo três novos centros de dados na França.

Risco para a economia global

Apesar dos ganhos de autonomia para os países, a revista alerta que a fragmentação dos sistemas de pagamentos também traz riscos.

Segundo o Conselho de Estabilidade Financeira (FSB), a multiplicação de plataformas nacionais pode dificultar o objetivo do G20 de tornar os pagamentos internacionais mais rápidos e baratos. Há ainda preocupações relacionadas à interoperabilidade dos sistemas, aumento de fraudes e maior dificuldade para monitorar fluxos financeiros globais.

Um estudo patrocinado pela SWIFT e citado pela publicação estima que a crescente fragmentação financeira poderá reduzir o Produto Interno Bruto (PIB) mundial em 2,6% até 2030 caso a tendência atual se mantenha.

Desta forma, para a Economist, a busca pela soberania dos pagamentos está redesenhando a infraestrutura financeira global. O movimento pode oferecer maior independência aos países, mas também elevar custos econômicos e reduzir a integração do sistema internacional. E, ao pressionarem seus parceiros comerciais, os próprios Estados Unidos podem acabar acelerando um processo que ameaça a influência financeira que construíram ao longo de décadas.



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Trigo terá safra menor, mais importações e risco climático no horizonte | Blogs | CNN Brasil

A safra brasileira de trigo avança com desenvolvimento considerado satisfatório nas principais regiões produtoras, mas o cenário para o ciclo é marcado por uma combinação de fatores que tende a reduzir a oferta doméstica. A retração da área plantada, o menor investimento dos produtores na cultura, a perspectiva de maior dependência de importações e a possibilidade de um El Niño mais intenso compõem um quadro que mantém o mercado atento tanto ao volume quanto à qualidade da produção.

Segundo a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), 90,4% da área prevista já foi semeada. 

Apesar do bom início da safra, as projeções indicam uma produção menor em relação ao ciclo anterior. A Conab estima uma colheita de 6,2 milhões de toneladas, cerca de 20% inferior à da safra passada, reflexo principalmente da redução de 13% da área cultivada e da expectativa de produtividade 8% menor. 

Segundo análise da Consultoria Agro do Itaú BBA, assinada por Marina Marangon, a retração ocorre porque as margens da cultura continuam pouco atrativas ao produtor, estimulando a substituição do trigo por outras culturas de inverno, como cevada e canola, além da adoção de um pacote tecnológico mais conservador para reduzir custos.

Esse movimento também aparece nos principais Estados produtores. No Rio Grande do Sul, a Emater/RS-Ascar projeta área de 814,2 mil hectares, redução de 30,2% em relação a 2025. A semeadura gaúcha alcançou 87% da área prevista.

No estado vizinho, Paraná, o cultivo já chegou a 98% da área prevista, segundo o Deral (Departamento de Economia Rural), e também registra nova redução de área cultivada. A superfície atual representa praticamente metade da registrada em 2023, quando foram plantados 1,39 milhão de hectares. Mesmo assim, permanece a expectativa de uma safra de 2,4 milhões de toneladas, desde que as condições climáticas permaneçam favoráveis durante o inverno.

Nos dois estados o plantio foi prejudicado pelo excesso de umidade, que retardou os trabalhos no campo e dificultou aplicações de fertilizantes e defensivos. Ainda assim, as entidades afirmam que as lavouras apresentam estandes adequados, desenvolvimento compatível com a época e poucos danos causados pelas geadas registradas até agora. No entanto, pode haver uma maior pressão de doenças fúngicas.

El Niño

Embora as condições iniciais sejam consideradas positivas, o principal fator de incerteza para a safra está no comportamento do clima ao longo dos próximos meses.

O Deral destaca a preocupação dos produtores com a possibilidade de intensificação do El Niño para um evento classificado como “muito forte”. Caso isso ocorra, as chuvas acima da média no Sul do Brasil poderão coincidir com a fase de colheita, comprometendo a qualidade dos grãos. Segundo o departamento, grãos afetados pelo excesso de chuva tendem a perder qualidade e podem ser rejeitados pela indústria de moagem, obrigando os moinhos a ampliar as compras em outras regiões ou no mercado externo.

A avaliação do Itaú BBA segue na mesma direção. “Apesar das boas condições iniciais, o El Niño eleva o risco para o trigo principalmente via excesso de chuva no Sul do Brasil, que tende a ocorrer justamente nas fases mais sensíveis do ciclo”, afirma a análise da instituição.

O avanço do El Niño aumenta a probabilidade de perdas de produtividade e, principalmente, de qualidade. O excesso de umidade favorece doenças fúngicas, como a giberela, considerada uma das principais ameaças ao trigo, além de elevar o risco de germinação dos grãos ainda na espiga, redução do peso hectolitro e deterioração da qualidade industrial.

Nas regiões de sequeiro do Centro-Oeste e Sudeste, por outro lado, o fenômeno pode provocar efeito inverso, com temperaturas mais elevadas e déficit hídrico durante fases críticas do desenvolvimento da cultura, reduzindo o enchimento dos grãos e pressionando a produtividade.

Alta de importações

A menor produção prevista reforça a necessidade de importação para atender ao consumo interno. Segundo a Conab, a expectativa é de importações de aproximadamente 6,8 milhões de toneladas nesta safra. Já o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), em relatório divulgado na sexta-feira (10), manteve a estimativa de produção brasileira em 6,7 milhões de toneladas e projetou importações de 7,2 milhões de toneladas.

“O volume importado estimado é superior à própria produção interna esperada para a safra”, destacou o Itaú BBA. A principal origem do cereal importado deve continuar sendo a Argentina.

Esse cenário ocorre em um momento em que a própria Argentina também deve produzir menos em relação ao ciclo anterior. Segundo o Itaú BBA, o país vizinho entra na temporada após uma safra elevada, mas com expectativa de redução de área cultivada e retorno das produtividades para níveis mais próximos da média histórica, diminuindo parte da folga regional na oferta.

Oferta e qualidade

A perspectiva de menor disponibilidade de trigo também preocupa a indústria moageira. Na avaliação do Itaú BBA, o mercado doméstico tende a operar mais próximo da paridade de importação, tornando-se mais sensível às oscilações cambiais, aos custos logísticos e à disponibilidade de trigo de qualidade. Caso o El Niño comprometa parte da produção nacional destinada à panificação, os moinhos poderão ampliar a necessidade de blends ou de importações de trigo de melhor padrão.

Ao mesmo tempo, a consultoria observa que a capacidade de repasse dos custos da matéria-prima para a farinha continua limitada por uma demanda considerada mais cautelosa, enquanto o farelo de trigo permanece pressionado pela competitividade do milho. Ainda assim, a instituição avalia que as margens da moagem permanecem acima da média histórica, embora a gestão comercial deva ganhar importância diante de um ambiente mais volátil.

“A margem atual não aponta uma situação crítica, mas reforça a importância da gestão comercial, uma vez que o desafio dos moinhos será preservar margens em um cenário potencialmente mais volátil e de maior disputa por trigo de qualidade”, diz o relatório.

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Após tempestade, mais de 700 pessoas estão desabrigadas em cidade do RS


As chuvas que atingiram a região de Porto Alegre no final de semana fizeram 720 desabrigados em Eldorado do Sul, região metropolitana da capital, segundo informou nesta segunda-feira (13) a Defesa Civil local.

O município foi atingido no sábado (11) por uma tempestade que trouxe ventos fortes e granizo. A prefeitura decretou estado de emergência e as aulas de hoje foram suspensas.

O temporal deixou 180 casas destelhadas, 10 delas destruídas. Também foram derrubados postes e árvores, que interromperam o tráfego local e provocaram ainda o corte do fornecimento de energia e água.

Ainda no final de semana, as autoridades municipais distribuíram colchões, cobertores e roupas para as famílias desabrigadas. Segundo a prefeitura, as casas que foram danificadas ou destruídas serão reconstruídas com recursos dos governos estadual e federal.

Mais chuva e frio

Segundo a Defesa Civil do Rio Grande do Sul, há previsão de chuvas intensas a partir do dia 16 de julho no estado. As temperaturas mínimas nos próximos três dias na capital ficarão entre 10ºC e 11ºC, com máximas entre 17ºC (nesta terça) e 24ºC (na quinta).



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Ganhadores do Prêmio Nobel pedem medidas em relação ao impacto econômico da IA


Mais de ⁠200 pesquisadores e economistas, incluindo ⁠15 ganhadores do Prêmio Nobel e pesquisadores da ‌OpenAI, da Anthropic e do Google, apelaram aos governos e aos líderes do setor de ‌tecnologia para que criem, com urgência, políticas e instituições destinadas a lidar com o impacto econômico da inteligência artificial.

Eles divulgaram a declaração assinada em conjunto nesta segunda-feira, alertando que a IA ⁠poderia ‌impulsionar uma transformação econômica maior do que ⁠a Revolução Industrial, mas com um prazo “muito mais curto”, o que levanta questões para trabalhadores, empresas e instituições públicas.

A declaração pede pesquisas mais aprofundadas sobre os impactos econômicos ​da IA e o início da elaboração de políticas e instituições necessárias para garantir que ​a tecnologia beneficie a sociedade e para lidar com riscos como a perda de empregos em grande escala.

“O vapor, a eletricidade e os computadores deram às sociedades décadas para ‌se adaptarem. A IA pode ​nos dar apenas alguns anos”, disse Anton Korinek, professor da Universidade da Virgínia.

“Não podemos improvisar nossa estratégia e nossas instituições ⁠no meio ​da transformação; ​esperar pela certeza significa chegar tarde demais.”

Korinek, que se juntou à ⁠equipe de pesquisa econômica ​da Anthropic em março, organizou a iniciativa com os pares economistas Erik Brynjolfsson, Ajay Agrawal e Tom ​Cunningham.

Entre os signatários estão a diretora financeira da OpenAI, Sarah Friar; o cientista-chefe ​do Google DeepMind, ⁠Jeff Dean; o cofundador da Anthropic, Jack Clark; e membros ⁠da equipe de pesquisa econômica da empresa criadora do chatbot Claude.

Os ganhadores do Prêmio Nobel Michael Spence, Daron Acemoglu e Simon Johnson, entre outros, também assinaram a declaração.



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