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Café perde força em Nova York com pressão da safra brasileira

O mercado do café encerrou a sessão desta terça-feira (14) em queda na Bolsa de Nova York. O contrato do arábica com vencimento em setembro recuou 1,18% e fechou cotado a US$ 3,26 por libra-peso.

Segundo o Barchart, os preços oscilaram ao longo do pregão em um ambiente de baixa liquidez, fator que ampliou a volatilidade das negociações.

Na avaliação da Hedgepoint Global Markets, os fundamentos seguem pressionando as cotações diante da expectativa de uma safra recorde de café no Brasil no ciclo 2026/27. Apesar desse cenário de maior oferta, alguns fatores continuam dando sustentação ao mercado.

Entre eles estão os estoques reduzidos nos países consumidores, o atraso no ritmo da colheita brasileira e o risco de impactos do El Niño sobre a produção em outras origens, o que mantém os investidores atentos ao equilíbrio entre oferta e demanda.

Cacau

O contrato do cacau com vencimento em setembro encerrou o pregão em queda de 0,62% na Bolsa de Nova York, cotado a US$ 5.806 por tonelada.

As cotações acumulam a terceira sessão consecutiva de desvalorização, refletindo o alívio nas preocupações com a oferta após notícias divulgadas na última sexta-feira sobre a evolução das entregas de cacau na Costa do Marfim, principal produtor mundial da commodity.

Agora, as atenções do mercado se voltam para os dados de moagem de cacau do segundo trimestre na Ásia, Europa e América do Norte, que serão divulgados ao longo desta semana e servirão como um importante indicador da demanda global.

As projeções apontam para uma retração de 1,5% na moagem na Europa e de 1% na América do Norte. Em contrapartida, a expectativa é de crescimento de 9% na Ásia, reforçando a recuperação da demanda observada na região desde o primeiro trimestre.

Açúcar

O contrato do açúcar com vencimento em outubro encerrou o pregão cotado a 14,88 centavos de dólar por libra-peso na Bolsa de Nova York, com ganho de 0,88%.

De acordo com o Barchart, o mercado reagiu positivamente após a decisão do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) de elevar a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 30% para 32%.

A expectativa é que a medida aumente a demanda por etanol e incentive parte das usinas brasileiras a direcionar uma parcela maior da cana para a produção do biocombustível, reduzindo a oferta de açúcar e dando sustentação aos preços da commodity.

Segundo a Hedgepoint Global Markets, a safra recorde 2026/27 no Centro-Sul do Brasil continua pressionando as cotações, que chegaram aos menores níveis desde 2020. Apesar disso, riscos climáticos que podem comprometer a produção no Hemisfério Norte durante a temporada 2026/27 oferecem suporte às cotações no médio prazo e sustentam o prêmio do açúcar branco.

Algodão

O contrato futuro do algodão com vencimento em dezembro fechou o pregão com leve queda de 0,79%, cotado a 80,87 centavos de dólar por libra-peso.

No mercado físico, o relatório semanal de acompanhamento das lavouras dos Estados Unidos mostrou que 60% da safra já havia formado maçãs até o último domingo, um ponto percentual acima da média dos últimos cinco anos. A formação de cápsulas atingiu 22%, em linha com a média histórica.

Já a qualidade das lavouras apresentou deterioração. Segundo o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), 44% das áreas foram classificadas entre boas e excelentes, dois pontos percentuais abaixo da semana anterior.

Entre os principais estados produtores, o Texas registrou uma piora de sete pontos na avaliação das lavouras, enquanto a Geórgia apresentou melhora de dois pontos em relação à semana anterior.

Suco de Laranja

O vencimento futuro para o suco de laranja para entrega em setembro finalizou com valorização de 2,22% em que o contrato fechou negociado a US1,40 por libra-peso.

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Castigo ou palmada para educar filho? Veja qual é a opinião dos brasileiros


Uma pesquisa divulgada nesta terça-feira (14) mostra uma contradição na educação dos pais de crianças no Brasil. De acordo com estudo “Atitudes e percepções sobre a infância e violência contra crianças e adolescentes”, realizado pelo Instituto Futuro é Infância Saudável (Infinis), em parceria com a Quaest, nove em cada dez brasileiros adultos dizem que o diálogo é a melhor forma de educar, mas a maioria admite recorrer a gritos, tapas e outros tipos de violência no dia a dia.

A pesquisa ouviu 2.202 brasileiros com 18 anos ou mais, em 128 municípios, entre 29 de maio e 7 de junho de 2026.

Ao serem perguntados sobre a melhor forma de educar, 91% defendem a conversa como principal estratégia. No entanto, quando o tema passa das ideias para as experiências pessoais, o cenário é diferente:

– 62% admitem já ter gritado com uma criança;
– 49% dizem ter dado tapas;
– 27% afirmam ter usado objetos para bater.

“O que choca é a naturalização da violência. O brasileiro não tem receio em assumir que pode dar um tapa em uma criança. É mais normal do que os que assumem que gritam”, explica Felipe Nunes, CEO da Quaest.

Enquanto isso, 74% dos participantes consideram que a violência contra crianças e adolescentes aumentou nos últimos anos.

Para a diretora executiva do Infinis, Márcia Kalvon, a contradição resume o desafio diário da educação: “A pesquisa mostra que ainda existe uma lacuna significativa entre aquilo que os brasileiros consideram correto e aquilo que acontece na prática. Apesar do avanço na legislação e conscientização sobre os direitos das crianças”, afirma.

Criada em 2014, a Lei da Palmada garante a crianças e adolescentes o direito de serem educados sem o uso de castigos físicos ou tratamento cruel. Práticas como beliscões, puxões de cabelo e palmadas corretivas estão proibidas.

A regra vale para pais, integrantes da família, responsáveis ou qualquer pessoa encarregada de cuidar, educar ou tratar da criança. A legislação alterou o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para proibir qualquer ação que cause sofrimento ou lesão.

Agressão próxima

Ainda conforme o estudo, diante da cena de uma criança levando palmadas ou puxões de orelha em um espaço público, 62% dos entrevistados dizem que não fariam nada.

Em 2023, na primeira edição do levantamento, 64% declararam que permaneceriam em silêncio. Segundo o estudo, a educação dos filhos segue sendo vista como um assunto privado, em que a maior parte das pessoas prefere não se envolver.

Em relação aos próprios comportamentos dos pais, de 2023 para 2026, houve uma pequena melhora. Na primeira edição do levantamento:

– 66% diziam já ter gritado com uma criança; agora são 62%.

– O porcentual dos que admitiam ter dado tapas caiu de 52% para 49%.

O uso de objetos para bater registrou uma queda mais notável, passando de 38% para 27%. Já o apoio ao diálogo recuou, de 93% para 91%, mas segue amplamente majoritário.

Ameaças como método

O estudo mostra que, mesmo entre quem rejeita abertamente a violência física, há práticas que se assemelham de uma ameaça. Para 47% dos entrevistados, castigos que restringem o lazer são vistos como ideais e aceitáveis.

Além disso, 37% consideram aceitável gritar com crianças, e 35% avaliam que é aceitável ameaçar bater, ainda que não concretizem a agressão.

Reprodução de comportamentos

O levantamento também associa a experiência pessoal à tolerância com punições. Quem relata ter sido mais punido na infância tende a aceitar mais a punição na vida adulta e a reproduzi-la com crianças que estão sob sua responsabilidade. No entanto, uma parte dos entrevistados rompe com o padrão aprendido e rejeita repetir o que viveu.

Para Márcia Kalvon, o objetivo é que o estudo alimente novas campanhas educativas e pressione governos a fortalecer políticas públicas de prevenção à violência: “O País já reconhece, em grande medida, que gritos, tapas e ameaças machucam. Falta transformar essa percepção em rotina, dentro de casa, na escola e nas ruas. O monitoramento regular de pesquisas como esta deve mostrar, nos próximos anos, se o Brasil consegue, de fato, aproximar o discurso de diálogo da prática com suas crianças”, avalia.



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AliançaBiodiesel vê decisão do CNPE como marco para os biocombustíveis

A decisão do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) de proibir a importação de biodiesel para atender à mistura obrigatória ao diesel reforça a confiança do governo na capacidade da indústria nacional de suprir a demanda interna.

A medida foi aprovada nesta terça-feira (14) e determina que o biocombustível destinado ao percentual obrigatório seja produzido exclusivamente por usinas autorizadas pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

Segundo o Ministério de Minas e Energia, a decisão foi baseada na avaliação de que a produção nacional é suficiente para abastecer o mercado. A importação de biodiesel permanece autorizada apenas para outros usos previstos na regulamentação.

Dados da EPE (Empresa de Pesquisa Energética) indicam que o parque industrial brasileiro opera com cerca de 40% de capacidade ociosa, o que permitiria ampliar a produção caso haja aumento da demanda.

A medida foi comemorada pela AliançaBiodiesel, que reúne entidades do setor. Na avaliação da organização, a resolução fortalece a política nacional de biocombustíveis, preserva investimentos realizados pela indústria e oferece maior previsibilidade para a cadeia produtiva.

Para o presidente da Aprobio (Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil), Jerônimo Goergen, a decisão reconhece a capacidade instalada do país para atender ao consumo interno.

Segundo ele, o Brasil dispõe de estrutura industrial, tecnologia e matéria-prima suficientes para abastecer integralmente o mercado, sem necessidade de recorrer ao produto importado para cumprir a mistura obrigatória.

Goergen afirma ainda que a medida fortalece uma política pública desenvolvida ao longo das últimas duas décadas, ao preservar investimentos e incentivar a produção nacional de um combustível renovável.

Na mesma linha, o presidente da Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais), André Nassar, avalia que a decisão transmite segurança para investidores e reforça a estratégia de valorização da produção nacional de biodiesel dentro da política energética brasileira.

Segundo Nassar, a definição do CNPE cria um ambiente de maior previsibilidade para novos investimentos, favorecendo a expansão da capacidade produtiva e o desenvolvimento de novas tecnologias ligadas aos biocombustíveis.

Além da restrição às importações para a mistura obrigatória, o CNPE também aprovou a revogação da Resolução nº 3/2015. De acordo com o governo, a mudança adequa a regulamentação às regras estabelecidas pela Lei do Combustível do Futuro, elimina sobreposições normativas e mantém inalteradas as condições para comercialização e uso voluntário do biodiesel.

Na avaliação da AliançaBiodiesel, as decisões reforçam a estratégia de ampliar a participação dos combustíveis renováveis na matriz energética brasileira com base na capacidade produtiva instalada no país, em um cenário de avanço das políticas globais de descarbonização.

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PF indicia ex-presidente do INSS e mais 47 pessoas por corrupção em desvios de aposentadorias


A Polícia Federal (PF) concluiu um dos inquéritos sobre desvios em aposentadorias e indiciou o ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Antônio Stefanutto, o ex-procurador-geral da autarquia, Virgílio Antônio Ribeiro Filho, o ex-diretor de benefícios André Fidelis e outros investigados por suspeita de corrupção e outros crimes envolvendo descontos indevidos nos benefícios. Procurada, a defesa de Stefanutto afirmou que não teve acesso ao relatório de indiciamento. As demais defesas ainda não se manifestaram.

Trata-se do primeiro relatório final apresentado na Operação Sem Desconto. No total, foram 48 indiciados por crimes envolvendo descontos indevidos de aposentadorias. A investigação dos desvios no INSS foi iniciada em abril do ano passado para apurar a existência de um esquema de descontos indevidos nos benefícios que resultaram em desvios estimados em cerca de R$ 6 bilhões.

A PF afirma que Stefanutto, nos cargos de procurador e de presidente do INSS, omitiu-se na fiscalização das entidades associativas em troca de pagamentos de propina. “Em troca de sua omissão fiscalizatória deliberada recebeu propinas mensais recorrentes que alcançaram o patamar de R$ 250.000,00 mensais”, diz trecho do relatório que o indiciou por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Fidelis e Virgílio também foram acusados dos mesmos crimes. Os três estão presos preventivamente desde o final do ano passado.

O relatório aponta que Stefanutto recebeu propina por meio de pagamentos a empresas de fachada, incluindo uma pizzaria.

A conclusão apresentada ao STF neste relatório tem como foco os crimes envolvendo descontos indevidos da Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer). A PF ainda vai continuar investigando os fatos envolvendo outras associações e outros personagens.

Esse relatório não tem relação com fatos em apuração sobre o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o empresário Fábio Luís Lula da Silva. A PF investiga em outro inquérito se Lulinha foi sócio oculto do empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, mas ainda não houve conclusão nessa frente.

PF encontrou planilhas de propina da Conafer

A investigação da PF caracterizou a Conafer como uma organização criminosa, com divisão hierárquica e diversos núcleos.

Por isso, no relatório apresentado, a PF indiciou o presidente da Conafer, Carlos Roberto Ferreira Lopes, por crimes como corrupção e organização criminosa, e outras pessoas vinculadas à entidade. A defesa dele não se manifestou.

A investigação encontrou planilhas de pagamentos de propina da Conafer e detectou que as transferências bancárias correspondiam aos dados das planilhas.

A PF diz que Virgílio Antônio Ribeiro recebeu ao menos R$ 6,5 milhões em propina e afirma que Fidelis recebeu R$ 3,4 milhões.

O relatório foi enviado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. Agora, o ministro deve encaminhar o material à Procuradoria-Geral da República (PGR), que vai decidir se a investigação policial colheu elementos de prova suficientes para apresentar denúncia contra os envolvidos.



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Preço do trigo sobe em Chicago com tensões no Mar Negro

O mercado de trigo encerrou a sessão desta terça-feira (14) em forte alta na Bolsa de Chicago, impulsionado pelas tensões geopolíticas no Mar Negro e pelas preocupações com a produção agrícola na Europa. O contrato para entrega em setembro avançou 1,53%, encerrando o dia cotado a US$ 6,45 por bushel.

Segundo a Agrinvest, o mercado reagiu ao aumento das incertezas na região do Mar Negro e ao cenário para as safras de trigo e milho na União Europeia. Nos Estados Unidos, o relatório de acompanhamento das lavouras do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) mostrou leve melhora na classificação das áreas de trigo de primavera em condições boas e excelentes, mas também registrou aumento de três pontos percentuais nas áreas avaliadas como ruins e muito ruins.

A AgResource destaca que o plano da Rússia de redirecionar as exportações de grãos para escapar dos ataques ucranianos a embarcações no Mar de Azov e no Estreito de Kerch enfrenta desafios logísticos significativos. Segundo a consultoria, a estratégia exige maior uso de caminhões e ferrovias, o que eleva os custos de transporte em um momento de oferta limitada de gasolina e diesel no mercado doméstico.

Além disso, a empresa ressalta que os prêmios dos seguros marítimos no Mar Negro seguem em alta e que os ataques entre Rússia e Ucrânia à infraestrutura portuária devem continuar, mantendo o risco para o fluxo de exportações de grãos da região, um dos principais polos fornecedores do mercado mundial.

Milho

O milho encerrou o pregão em queda na Bolsa de Chicago, com o contrato para dezembro com baixa de 0,59% e fechando cotado a US$ 4,60 por bushel.

De acordo com o relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) de acompanhamento das lavouras, 34% da safra já atingiu o estágio de espigamento até 12 de julho, acima da média dos últimos cinco anos, de 30%. Além disso, 6% das áreas entraram na fase de grão leitoso, também ligeiramente acima da média histórica.

As condições das lavouras seguem favoráveis, com 68% da safra classificada como boa ou excelente, 24% em condição regular e apenas 8% entre ruim e muito ruim.

Apesar do cenário positivo, o mercado mantém atenção ao clima. Isso porque a cultura entra agora em uma das fases mais sensíveis do desenvolvimento, quando episódios de calor intenso ou chuvas irregulares podem afetar o potencial produtivo. Assim, embora a qualidade das lavouras permaneça elevada, a evolução das condições climáticas nas próximas semanas continuará sendo um dos principais fatores para a formação dos preços.

Soja

Os contratos futuros da soja encerraram a sessão em leve baixa na Bolsa de Chicago, em um movimento de realização de lucros após os ganhos registrados na semana passada. Além do ajuste técnico, o mercado repercutiu a atualização das condições das lavouras nos Estados Unidos e a revisão para cima da safra brasileira pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento).

O contrato futuro para entrega em novembro fechou o dia negociado em US$ 11,91 por bushel e com queda de 0,31% na Bolsa de Chicago.

Segundo a Agrinvest, os investidores aproveitaram para reduzir posições após a recente valorização dos preços. Ao mesmo tempo, os dados divulgados pelo USDA mostraram melhora nas condições das lavouras. O índice de áreas classificadas como boas ou excelentes passou de 64% para 65% em uma semana, resultado acima das expectativas do mercado. Apesar da melhora, o percentual ainda permanece cinco pontos percentuais abaixo do registrado no mesmo período do ano passado.

No Brasil, a Conab elevou sua estimativa para a produção de soja da safra 2025/26 para 180,568 milhões de toneladas, ante 180,253 milhões de toneladas projetadas em junho, reforçando a expectativa de uma safra recorde.

Entre os derivados, a Agrinvest destacou o comportamento distinto do farelo de soja, que foi o único integrante do complexo a operar em alta durante o dia. No mercado físico norte-americano, a demanda da indústria manteve os preços da soja estáveis na região do Meio-Oeste, enquanto as cotações nos silos seguiram pressionadas.

No mercado de óleo de soja, as atenções estão voltadas para o relatório mensal da Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos Estados Unidos (NOPA). A expectativa é de que o esmagamento tenha alcançado 203,989 milhões de bushels em junho, indicando recuperação no ritmo diário de processamento após a desaceleração observada em maio.

 

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Mulher que se passou por criança é indiciada por mentir para receber doações


A Polícia Civil do Paraná indiciou por estelionato na última sexta-feira (10) Amanda Maira Souza de Oliveira, a mulher que fingiu ser uma adolescente de 12 anos e tentou enganar uma família em Joinville (SC).

A acusada supostamente teria enganado integrantes de um grupo de oração, em 2021, ao fingir estar com câncer terminal. Segundo a polícia, o caso foi registrado em Colombo, e a mulher passou por interrogatório e negou todos os crimes. O inquérito foi encaminhado à Justiça do Paraná.

Em junho, a mulher foi presa pela Polícia Civil de Santa Catarina por estelionato e falsa identidade. A suspeita utilizava o nome falso de “Gabriele” e se passava por uma adolescente de 12 anos para enganar uma família no distrito de Pirabeiraba. A prisão ocorreu na casa das vítimas, onde a investigada morava há cerca de 14 meses.

De acordo com as investigações, a mulher alegava ser portadora de autismo e de outras condições clínicas para ganhar a confiança dos moradores e sustentar a farsa. Para justificar a aparência física de adulta, ela argumentava que seus traços eram resultado do uso forçado de hormônios durante a infância.

A Polícia Civil informou que, para reforçar o papel de criança, a investigada adotava uma rotina específica. “A suspeita mantinha comportamentos infantilizados, utilizando rotineiramente chupetas, mamadeiras e objetos lúdicos”, relata a corporação.

Investigações apontaram que a mulher é reincidente neste tipo de crime. Ela já acumula antecedentes penais por golpes semelhantes nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás.

Durante o interrogatório, a mulher confessou a autoria dos fatos. De acordo com a Polícia Civil, a suspeita foi encaminhada ao Presídio Regional de Joinville. Ela permanece à disposição do Poder Judiciário.



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BC diz que ainda há R$ 6,2 bilhões em ‘dinheiro esquecido’; saiba como receber


Uma atualização publicada pelo Banco Central (BC) nesta terça-feira (14) informou que ainda existem cerca de R$ 6,241 bilhões em “valores esquecidos” em instituições financeiras. O montante total engloba pessoas físicas e empresas.

Do valor total, mais da metade, aproximadamente R$ 4,4 bilhões, são recursos esquecidos por pouco mais de 24 milhões de clientes das instituições. O montante total deixado para trás por cerca de 2,2 milhões de empresas é pouco mais de R$ 1,8 bilhão.

De acordo com o Banco Central, o valor total de dinheiro esquecido em março era de R$ 10,6 bilhões, porém, parte do montante foi redirecionada a um fundo público utilizado para o Desenrola 2.0, um pacote de medidas preparadas pelo governo federal para tentar reduzir o endividamento dos brasileiros.

Como verificar

Para que o resgate seja feito, é necessário primeiro verificar se há valores esquecidos em bancos, consórcios ou outras instituições financeiras, o que deve ser feito em uma página específica, o “Sistema Valores a Receber”, dentro do site do Banco Central. 

A consulta pede apenas o número do CPF e a data de nascimento, no caso de pessoas físicas (vivas ou não). Para empresas, é necessário fornecer o CNPJ e o dia em que foi aberta.

Caso haja valores a receber, o próximo passo é acessar o sistema SRV por meio da conta GOV, que precisa ser nível prata ou ouro e ter verificação em duas etapas habilitada, para saber qual o valor disponível e solicitar a devolução.

Como resgatar

Caso seja confirmada a existência de valores esquecidos em instituições, o botão “Acessar meus Valores a Receber” ficará disponível e, ao clicar, a página redirecionará ao sistema SRV dentro da conta GOV

Após o login e comprovação da verificação em duas etapas e nível prata ou ouro da conta, é necessário ler e aceitar um Termo de Ciência e conferir se as informações na tela estão corretas.

  • Valor a receber;
  • Instituição que deve devolver o valor;
  • Origem (tipo) do valor a receber; 
  • Informações adicionais, quando for o caso.

Se a opção “Solicitar por aqui” estiver disponível:

  • A instituição devolverá o valor via Pix em até 12 dias úteis.
  • Selecione uma das suas chaves Pix e informe seus dados pessoais.
  • Guarde o número de protocolo, para entrar em contato com a instituição, se necessário.

Se a opção “Solicitar via instituição” estiver disponível:

  • A instituição não faz devolução por Pix em até 12 dias úteis.
  • Entre em contato pelo telefone ou e-mail informado pela instituição para combinar a forma de devolução.

Golpes

O Banco Central alerta para cuidados necessários para evitar golpes e fornecer dados a sistemas que não são oficiais. Os principais cuidados são relacionados ao local onde a disponibilidade de valores pode ser consultada.

  • O único site para consulta e solicitação desses valores é valoresareceber.bcb.gov.br.
  • O Banco Central não envia links nem entra em contato para tratar sobre valores a receber ou confirmar dados pessoais.
  • A Caixa não pode pedir dados pessoais nem senha.
  • Não clique em links suspeitos enviados por e-mail, SMS, WhatsApp ou Telegram.
  • Não faça qualquer tipo de pagamento para ter acesso aos valores.



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SRB reforça pressão do setor contra exigências da UE sobre antimicrobianos

A SRB (Sociedade Rural Brasileira) se manifesta contra mudanças amplas nas regras para o uso de antimicrobianos na bovinocultura e reforça um posicionamento que vem sendo adotado por diferentes entidades do setor pecuário nas últimas semanas.

O principal argumento é que as novas exigências impostas pela União Europeia não devem resultar em alterações na legislação brasileira que afetem toda a cadeia produtiva para atender um mercado que representa uma parcela limitada das exportações nacionais.

Na avaliação da SRB, o Brasil precisa atender às exigências sanitárias de cada destino de forma específica, preservando a competitividade da carne brasileira nos demais mercados internacionais.

A entidade afirma que eventuais adaptações devem ficar restritas às cadeias destinadas à União Europeia, sem impor custos adicionais aos pecuaristas que comercializam para outros compradores.

O posicionamento se soma ao de entidades como a Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes), a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) e associações estaduais da pecuária, que também defendem uma estratégia de segregação da produção voltada ao mercado europeu.

Para essas organizações, as exigências da UE são legítimas para quem deseja exportar ao bloco, mas não justificam mudanças nacionais capazes de reduzir a eficiência produtiva da pecuária brasileira.

A discussão ganhou força porque as novas regras europeias passam a valer em 3 de setembro de 2026. A legislação proíbe a importação de produtos de origem animal provenientes de sistemas produtivos que utilizem determinados antimicrobianos classificados como de uso restrito na medicina humana.

Segundo a SRB, o cronograma europeu já era conhecido desde 2019 e foi reforçado em 2023, o que permitia planejamento por parte dos exportadores interessados nesse mercado. A entidade avalia, porém, que eventuais atrasos na adaptação não podem justificar mudanças regulatórias que atinjam toda a produção nacional.

Outro ponto destacado pela sociedade é que a discussão sobre antimicrobianos não deve ser confundida com a rastreabilidade da produção. Para a entidade, o fortalecimento de mecanismos como o Sisbov (Sistema Brasileiro de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos), a GTA (Guia de Trânsito Animal) e as auditorias nas propriedades é o caminho para ampliar o controle sanitário, enquanto o uso de antimicrobianos deve continuar sendo tratado como uma questão técnica e baseada em evidências científicas.

A SRB também chama atenção para o peso relativo dos mercados. A China, principal destino da carne bovina brasileira, importou quase 1,6 milhão de toneladas em 2025, gerando cerca de US$ 8,8 bilhões em receita. O valor é mais que o dobro do obtido com as exportações para a União Europeia, segundo a entidade.

Diante desse cenário, a sociedade defende que o governo concentre esforços na abertura de novos mercados de alto valor agregado, especialmente o Japão. Para a entidade, além do potencial comercial, uma eventual habilitação do mercado japonês representaria um reconhecimento da qualidade sanitária da carne brasileira e fortaleceria a imagem do país perante outros importadores.

As negociações com o Japão avançaram após o reconhecimento do Brasil como área livre de febre aftosa sem vacinação. Auditorias e missões técnicas já foram realizadas, e a expectativa do setor é que o atual cenário do mercado internacional, marcado pela necessidade japonesa de diversificar fornecedores e pelos elevados preços da carne nos Estados Unidos, possa acelerar esse processo.

Na avaliação da SRB, a estratégia para ampliar a competitividade da carne brasileira passa pela diversificação de mercados e pela manutenção da segurança regulatória, evitando mudanças generalizadas para atender exigências específicas de um único bloco econômico.

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Mega-Sena sorteia R$ 25 milhões nesta terça-feira (14); saiba como participar


As seis dezenas do concurso 3.031 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 21h (de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.

O prêmio da faixa principal está acumulado e estimado em R$ 25 milhões.

As apostas podem ser feitas até as 20h (de Brasília), nas lotéricas e pela internet, no portal das Loterias Caixa

O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6.

O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa.



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Warsh, do Fed, promete “fazer meu trabalho” caso seja desafiado por Trump


WASHINGTON, 14 Jul (Reuters) – O presidente do Federal Reserve dos EUA, Kevin Warsh, prometeu nesta terça-feira “fazer meu trabalho” ⁠caso seja desafiado pelo presidente Donald Trump — seu comentário mais direto até o momento sobre como lidaria com o tipo de pressão que seu ⁠antecessor enfrentou durante grande parte de seu mandato.

Questionado sobre como reagiria caso Trump continuasse a atacar o banco central dos EUA por meio de medidas que já incluíram a tentativa de demitir ‌a diretora do Fed Lisa Cook, Warsh disse à Comissão de Serviços Financeiros da Câmara dos Deputados que a Suprema Corte dos EUA havia reafirmado recentemente a independência do Fed na definição da política monetária.

Se for alvo de ataques pessoais, “eu poderia continuar a fazer meu trabalho”, disse Warsh aos parlamentares. “Fora das quatro paredes do Federal Reserve, sem dúvida há muita política. Meu objetivo dentro do banco central é que não haja política. ‌Na medida em que houver política lá, vamos nos livrar dela.”

A relação de Warsh com Trump, que se mostrou efusivo em relação à sua escolha para liderar o Fed durante uma cerimônia de posse em maio, serviu de pano de fundo para o primeiro dos dois dias de depoimento do presidente do Fed no Congresso nesta semana, com democratas alertando-o para não se basear exclusivamente na recente decisão da Suprema Corte para defender a independência do banco central.

O novo presidente do Fed terá de lidar tanto com a economia quanto com Trump em um momento de difícil previsão, com a inflação atualmente acima da meta de 2% do Fed e a incerteza sobre se um novo conflito no Oriente Médio poderá reverter os recentes avanços.

Dados divulgados nesta terça-feira mostraram que a inflação ao consumidor nos EUA desacelerou mais do que o esperado, para 3,5% em base anual em junho, devido aos preços mais baixos ⁠da energia.

Os ‌operadores estimam apenas cerca de 12% de chance de um aumento de 0,25 ponto percentual na taxa de juros na reunião do Fed de 28 e 29 de julho, contra cerca de 42% na segunda-feira, de acordo com ⁠a ferramenta FedWatch do CME Group. Eles atribuem à reunião de 15 e 16 de setembro cerca de 53% de probabilidade de um aumento, ante cerca de 75% no dia anterior.

Em seu depoimento, Warsh reiterou que sua principal prioridade no momento é trazer a inflação de volta à meta, um objetivo bem-vindo entre aqueles que chamou de seus “excelentes colegas” no banco central, mas que pode exigir que ele decepcione a esperança repetida de Trump por taxas de juros mais baixas.

“Se acertarmos na política monetária — e vamos acertar —, o aumento da inflação dos últimos cinco anos será coisa do passado”, disse Warsh.

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Ele comparecerá à Comissão de Bancos do Senado na quarta-feira, órgão que, no final de abril, recomendou sua confirmação como presidente do Fed em uma votação dividida por linhas partidárias, com os democratas expressando preocupações específicas sobre sua ​relação com Trump e se ele seria verdadeiramente independente após um processo de seleção no qual o presidente afirmou que indicaria apenas alguém de quem tivesse certeza que reduziria as taxas.

SEM SINAL DE REDUÇÃO IMINENTE DAS TAXAS

As primeiras medidas de Warsh são vistas como um sinal de maior distanciamento de Trump, com suas nomeações para uma série de forças-tarefa na semana passada se destacando pelo nível de especialização e ​pela ausência do tipo de figuras ideológicas ou partidárias trazidas para outras agências.

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“Se as pessoas estavam preocupadas que ele fosse um ‘fantoche’, esses temores deveriam ter desaparecido após a primeira coletiva de imprensa” que se seguiu à decisão do Fed de manter as taxas estáveis, quando os comentários de Warsh foram vistos, se algo, como inclinados a mantê-las assim, disse Jon Faust, ex-assessor sênior de Powell e agora professor de economia na Universidade Johns Hopkins, antes da aparição de Warsh na terça-feira.

As nomeações para a força-tarefa “realmente consolidam essa visão”, reunindo um grupo de economistas renomados, executivos corporativos e banqueiros centrais que provavelmente atuarão em grande parte da maneira que Warsh diz pretender — como árbitros neutros em debates-chave, alguns novos e outros já em andamento, disse Faust.

Warsh não deu sinais de que um corte nas taxas ocorrerá em breve, postura que não difere daquela que rendeu a seu antecessor, o ‌ex-presidente do Fed Jerome Powell, críticas constantes de Trump e, perto do fim de seu mandato, uma investigação criminal que já foi abandonada.

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“Concordo que ele ​conquistou o apoio do presidente ao enviar-lhe sinais ‘dovish’”, disse Samuel Tombs, economista-chefe para os EUA da Pantheon Macroeconomics.

“O contraponto é que, agora que Warsh está no cargo, ele tem o luxo de adotar uma visão de longo prazo e imparcial… Powell demonstrou com sucesso o quanto um presidente do Fed pode ser independente, e como a interferência política tem limites. Tenho certeza de que Warsh está de olho em quem poderá ser o sucessor de Trump”, com seu legado e uma possível renomeação em jogo.

POSIÇÃO DE WARSH PODE ⁠SER POSTA À PROVA

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Se há algo a se notar, é que Warsh começou a falar em ​termos mais condicionais sobre alguns assuntos, como a inteligência artificial, ​que, antes de sua indicação, ele afirmava que poderiam reduzir a inflação e levar a taxas mais baixas.

O relatório de política monetária apresentado ao Congresso na semana passada, antes de seu depoimento, observou que os investimentos em IA estão elevando alguns preços, e outros formuladores de ⁠política monetária do Fed observaram como isso pode estar alimentando um aumento nos custos de software que está adicionando ​pressão inflacionária a partir de uma nova direção.

Warsh também reconheceu que o momento em que os ganhos do lado da oferta e de produtividade decorrentes da IA ocorrerão é incerto, enquanto o impacto sobre a demanda por capital, mão de obra qualificada na construção civil e infraestrutura já está ocorrendo agora.

Sua visão contrasta com a do ex-diretor do Fed Stephen Miran, que foi nomeado por Trump no ano passado para ocupar temporariamente uma vaga no Conselho de Diretores do banco central. Miran, que também atuou ​como chefe do Conselho de Assessores Econômicos da Casa Branca, defendeu um corte nas taxas de juros ou um corte maior em cada uma das seis reuniões do Fed das quais participou durante seu mandato de aproximadamente oito meses, e discordou da maioria em todas as ocasiões.

Embora Warsh, ao contrário de seus pares, não tenha apresentado uma projeção de taxa de ​juros na reunião do Fed de 16 e 17 de junho e ⁠não pretenda fazê-lo — já que se opõe a esse tipo de “orientação prospectiva” —, ele afirmou em sua coletiva de imprensa que havia apenas uma única proposta de política monetária em discussão em sua primeira reunião como presidente do Fed, sem qualquer debate sobre um corte nas taxas.

Assim como outros que ⁠começaram bem com Trump, mas depois perderam sua confiança, a posição de Warsh perante o presidente poderá ser posta à prova nos próximos meses — se a inflação elevada persistir, por exemplo, e o apoio entre os pares de Warsh a aumentos de juros se tornar grande demais para ser ignorado.

O governo Trump também poderia continuar tentando demitir membros nomeados pelos democratas para o conselho do Fed, incluindo Powell, colocando Warsh na situação de ter que defender a instituição, como fez seu antecessor, ou irritar o presidente.

Mas, pelo menos por enquanto, Warsh parece estar levando Trump a sério quando, na cerimônia de posse, o presidente lhe disse para “ser totalmente independente… Não olhe para mim”.

“O presidente diz que quer que Kevin faça o que achar melhor. Não sei se dá para dizer quanto tempo isso vai durar”, disse a ex-presidente do Fed de Cleveland Loretta Mester. Mas “até agora, tudo foi bem”, disse Mester, que descreveu a composição das novas forças-tarefa do Fed ​como “muito promissora”.



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