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Decisão sobre tarifas contra Brasil deve ser divulgada até dia 15, diz Jamieson Greer







O representante comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), Jamieson Greer, afirmou nesta quarta-feira que a decisão sobre uma eventual imposição de tarifas contra o Brasil será anunciada “muito em breve”, acrescentando que os resultados da investigação comercial conduzida contra o País devem ser divulgados até 15 de julho.

Em entrevista à Fox Business, Greer disse que o governo americano realizou nesta semana a audiência final da investigação sobre as práticas comerciais brasileiras e que o processo entrou na fase decisiva. “Tivemos nossa audiência final nesta semana sobre comércio com o Brasil”, afirmou. Segundo ele, nas próximas semanas o USTR divulgará os resultados de investigações envolvendo diversos parceiros comerciais dos EUA.

O representante comercial ressaltou que o governo do presidente Donald Trump continua concentrado em reduzir o déficit comercial americano por meio da política tarifária. “Estamos muito concentrados em corrigir nosso déficit comercial por meio de tarifas”, declarou.

Greer também defendeu a estratégia comercial adotada pela Casa Branca em relação à China, afirmando que ela tem produzido resultados. Como exemplo, citou que os chineses voltaram a comprar soja americana. “A estratégia comercial de Trump com a China está funcionando”, disse.

Questionado sobre a Espanha, Greer afirmou que “parece que o presidente encontrou um caminho a seguir com a Espanha”, em referência às recentes declarações de Trump de que Madri teria recuado nas divergências comerciais com Washington.



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Soja recua em Chicago antes de relatório de oferta e demanda do USDA

Na Bolsa de Chicago, o contrato futuro da soja com vencimento em novembro encerrou o pregão desta quinta-feira (9) cotado a US$ 11,81 por bushel, com queda de 0,90%.

Segundo a Agrinvest, as cotações da oleaginosa recuaram mesmo após o anúncio de novas vendas de soja dos Estados Unidos para a China. O mercado encontrou algum suporte na valorização do farelo de soja, mas o desempenho negativo do óleo limitou o movimento.

Além disso, a melhora nas condições climáticas previstas para o cinturão agrícola norte-americano trouxe alívio às preocupações de curto prazo com a safra dos Estados Unidos. No entanto, o clima segue como um fator de atenção para os investidores, já que novas atualizações das previsões podem alterar rapidamente o cenário.

Nesta quinta-feira, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) informou novas vendas para exportação. A China adquiriu 136 mil toneladas de soja da safra 2026/27, enquanto destinos não revelados compraram outras 120 mil toneladas do grão.

O mercado também acompanha a divulgação do relatório de Oferta e Demanda de julho pelo USDA, prevista para sexta-feira (10), às 13h pelo horário de Brasília.

Milho

No mercado do milho, o contrato futuro com vencimento em dezembro encerrou o pregão com queda de 0,93%, cotado a US$ 4,56 por bushel na Bolsa de Chicago.

Segundo a Agrinvest, as cotações do cereal operaram no campo negativo ao longo da sessão, enquanto o trigo registrou valorização.

De acordo com Arlan Suderman, economista-chefe de commodities da StoneX, o mercado acompanha de perto as condições climáticas no Meio-Oeste dos Estados Unidos, que entra nas próximas semanas no período crítico de polinização da lavoura de milho.

O especialista destacou que o principal risco para a produtividade seria a ocorrência de calor extremo durante essa fase. No entanto, as últimas atualizações dos modelos climáticos apontaram uma mudança em direção a cenários com maior volume de chuvas e temperaturas mais amenas, reduzindo as preocupações com possíveis perdas de rendimento.

Com a melhora das perspectivas para a safra norte-americana, aumentou a pressão de venda sobre os contratos futuros de grãos e oleaginosas, com investidores projetando maior oferta e produtores elevando a comercialização.

Trigo

O contrato futuro do trigo com vencimento em setembro encerrou o pregão desta quinta-feira (9) com valorização de 1,97%, cotado a US$ 6,19 por bushel na Bolsa de Chicago.

Segundo a Agrinvest, o mercado acompanha um cenário de pressão sobre os estoques norte-americanos de cereais, enquanto as perspectivas para o trigo seguem desafiadoras. Os investidores também aguardam a divulgação do relatório de oferta e demanda do USDA.

De acordo com o boletim Grain Market Insider, da Stewart-Peterson, o trigo encerrou em alta mesmo diante do movimento negativo observado no milho, na soja e no setor de energia.

Além disso, a valorização do trigo negociado na bolsa europeia também contribuiu para dar suporte aos contratos futuros nos Estados Unidos, apesar da volatilidade registrada nas cotações.

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Empresário e ex-sócio de Léo Dias, quem é Thiago Miranda, alvo da PF por ligação com Vorcaro


Thiago Miranda, ex-socio do Léo Dias e com ligações com Daniel Vorcaro, foi alvo nesta quinta-feira (09) da 10ª fase da Operação Compliance Zero. Neste ano ele já tinha sido apontado como um elemento importante na investigação envolvendo o Banco Master. Em março, durante depoimento à PF ele negou ter contrato influencers para atacar autoridades ou órgão do Estados.

Miranda é conhecido por atuar nos bastidores da comunicação e de gerenciamento de crise. Ele é ex-sócio do Léo dias e dono da agência de relações públicas MiThi, empresa com mais de 15 anos de atuação no mercado da comunicação. E

O fim da parceria com Léo Dias foi anunciada há dois dias. Em uma publicação nas redes sociais, o empresário escreveu:

“Esse ciclo se encerra de forma muito positiva. Vendi minha participação na empresa com a certeza de que contribuí para construir algo sólido e de grande relevância. Levo comigo os aprendizados, as amizades, as conquistas e a convicção de que empreender é, acima de tudo, transformar ideias em impacto. Sigo dedicado a novos projetos, novos desafios e novas oportunidades de construir, inovar e gerar valor.”, escreveu Miranda.

Operação contra Thiago Miranda

Nesta quinta-feira, a Polícia Federal (PF) deflagrou a 10ª fase da Operação Compliance Zero para apurar indícios de atuação coordenada em redes sociais voltada, em tese, a comprometer a credibilidade da atuação do Banco Central do Brasil. Ao todo, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília/DF.

Segundo a PF, as investigações apuram a atuação de possível organização criminosa dedicada à intimidação de jornalistas, ao monitoramento ilícito de pessoas ligadas a autoridades públicas, à obtenção indevida de informações sigilosas e à adoção de medidas destinadas a interferir em investigações criminais.

“Os fatos investigados podem, em tese, configurar crimes contra o sistema financeiro nacional, organização criminosa, embaraço à investigação de organização criminosa, além de outros delitos correlatos, incluindo possíveis violações de dados e de dispositivos informáticos”, diz o documento da PF.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi quem emitiu a decisão para a busca e apreensão na casa do publicitário. A ação investiga uma suposta atuação coordenada em redes sociais que tem como objetivo comprometer a credibilidade do Banco Central do Brasil.

Operação Compliance Zero

A Operação Compliance Zero foi deflagrada pela PF em 2025 a partir de uma investigação solicitada pelo Ministério Público Federal para apurar suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e empresas ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro.

Com o avanço das apurações, o caso ultrapassou o mercado financeiro e passou a abranger suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, invasão de sistemas, vazamento de informações sigilosas e cooptação de agentes públicos.

Ao longo de 2025 e 2026, a operação se desdobrou em nove fases, a 10ª nesta quinta, que revelaram um esquema cada vez mais amplo, alcançando familiares de Vorcaro, executivos do setor financeiro, policiais federais e importantes figuras da política nacional.





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Armínio Fraga é escolhido por Kevin Warsh para grupo de revisão do Fed


O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, anunciou a liderança de cinco forças-tarefa que vão examinar a abordagem do banco central para aspectos centrais da formulação de política monetária, com o objetivo de potencialmente implementar mudanças amplas.

Entre os líderes dos grupos estão acadêmicos de destaque, ex-presidentes de bancos centrais e executivos de empresas, encarregados de analisar a estratégia de comunicação do Fed, seu balanço de US$ 6,7 trilhões, o uso e a dependência de fontes de dados já existentes, além dos marcos analíticos de produtividade, emprego e inflação. Warsh, que assumiu o comando do Fed em maio, chegou ao cargo defendendo uma “mudança de regime” no banco central e uma reformulação na forma como a instituição conduz sua política.

“Cada força-tarefa vai considerar cuidadosamente se os meios e métodos dos formuladores de política, suas ferramentas analíticas e suas abordagens podem ser aprimorados”, afirmou Warsh em comunicado divulgado nesta quinta-feira. “O objetivo é direto: garantir que o Fed esteja na melhor posição possível para cumprir sua missão neste momento tão relevante”, disse.

Warsh escolheu vários ex-formuladores de política para integrar os grupos, entre eles o ex-presidente do Banco da Inglaterra Mervyn King, que comandou a autoridade monetária britânica durante a crise financeira de 2008-2009, e o ex-presidente do Banco Central do Brasil Armínio Fraga, conhecido pela defesa da independência do BC em relação a interferências políticas. Raghuram Rajan, ex-presidente do banco central da Índia e lembrado pelos alertas precoces antes da crise financeira global, também vai co-liderar um dos grupos.

Outros nomes incluem Karen Dynan, da Universidade Harvard, que ocupou cargos de destaque no Departamento do Tesouro durante o governo Obama, e o ex-CEO do Walmart, Doug McMillon.

Os grupos devem apresentar suas conclusões até o fim do ano, e os especialistas externos contarão com apoio da equipe técnica do Fed, disse Warsh em junho, quando anunciou a criação das forças-tarefa.

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Warsh afirmou nesta quinta-feira que os líderes escolhidos estão entre “as melhores mentes de diferentes disciplinas”. Eles são:

Comunicação

  • Peter R. Fisher, professor da Foster School of Business, da Universidade de Washington
  • Armínio Fraga, fundador e chairman da Gávea Investimentos; ex-presidente do Banco Central do Brasil
  • Mervyn King, ex-presidente do Banco da Inglaterra

Política de balanço

  • Karen Dynan, professora de economia da Universidade Harvard
  • Raghuram Rajan, professor de finanças da Chicago Booth School of Business; ex-presidente do Reserve Bank of India
  • Jeremy Stein, professor de economia de Harvard; ex-diretor do Federal Reserve Board

Dados

  • Raj Chetty, professor de economia de Harvard
  • Doug McMillon, ex-presidente e CEO do Walmart Inc.
  • Kevin Murphy, professor de economia da Universidade de Chicago

Produtividade e empregos

  • Marc Andreessen, cofundador e sócio-geral da Andreessen Horowitz
  • Charles I. Jones, professor de economia de Stanford, atualmente licenciado na Anthropic
  • Asha Sharma, vice-presidente executiva e CEO do Xbox, da Microsoft Corp.

Marcos de inflação

  • Greg Mankiw, professor de economia de Harvard; ex-presidente do Council of Economic Advisers
  • Thomas Sargent, professor de economia da Universidade de Nova York; ganhador do Nobel
  • William White, pesquisador sênior do C.D. Howe Institute; ex-assessor econômico do Bank for International Settlements

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Câmeras com IA multam uso de celular e falta de cinto no Rodoanel


A utilização de celular ao volante e a falta do cinto de segurança já estão sendo autuadas por meio de câmeras com inteligência artificial nos trechos Sul e Leste do Rodoanel Mário Covas. Segundo a concessionária SPMar, as imagens captadas pelo sistema passaram a ser utilizadas pela Polícia Militar Rodoviária (PMRv) para aplicação de multas desde 1º de julho.

Antes do início das multas, o sistema operou em fase de testes entre 12 de maio e 29 de junho. Nesse período, foram registrados 7.297 flagrantes de infrações, média de 148,9 casos por dia.

Do total de ocorrências identificadas, 3.335 envolveram motoristas sem cinto de segurança, o equivalente a 45,7% dos registros. Outros 1.956 casos (26,8%) foram de passageiros sem cinto, enquanto 1.369 flagrantes (18,8%) mostraram condutores utilizando o celular durante a condução.

De acordo com a SPMar, o monitoramento é realizado por câmeras equipadas com inteligência artificial e tecnologia de infravermelho, que funcionam 24 horas por dia. As imagens são enviadas a um sistema compartilhado com a PM Rodoviária, onde um policial faz a validação do registro e, caso a infração seja confirmada, emite a multa.

Câmeras com IA multam uso de celular e falta de cinto no Rodoanel

A concessionária afirma que a medida busca reduzir comportamentos de risco e contribuir para a segurança viária por meio do monitoramento automatizado.

“Os dados da rodovia nos mostram o comportamento habitual dos motoristas. Com a tecnologia, ganhamos agilidade para detectar e influenciar esse comportamento, aumentando a segurança do próprio condutor”.Thiago Cavalcante, gerente de Inovação e Tecnologia da Concessionária SPMAR



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economia

Argentina pagará US$ 4 bilhões da dívida e contraria críticos que duvidavam do plano


A Argentina se prepara para fazer nesta semana um pagamento importante de seus títulos em dólar, realizando um movimento que poucos investidores consideravam possível enquanto o país segue evitando recorrer aos mercados internacionais de dívida.

O governo argentino afirma que já garantiu os recursos necessários para cobrir a obrigação semestral de US$ 4,3 bilhões, dividida entre principal e juros de seus bônus em moeda estrangeira. Também identificou fontes adicionais de financiamento que eliminariam a necessidade de emitir dívida no mercado internacional até o fim do mandato do presidente Javier Milei, que vai até o fim de 2027.

Investidores vinham pressionando o ministro da Economia, Luis Caputo, a aproveitar uma janela de oportunidade para captar recursos antes que a guerra no Oriente Médio abalasse os mercados. O governo, no entanto, preferiu esperar, argumentando que os custos de financiamento continuavam elevados demais. Na segunda-feira, Caputo dobrou a aposta e apresentou um plano que exclui emissões internacionais de dívida neste ano, apoiando-se em títulos em dólar colocados no mercado doméstico, empréstimos com garantia de organismos multilaterais e outras fontes mais baratas.

“Ir ao mercado é apenas mais uma opção, não um objetivo”, disse Caputo a jornalistas. Segundo ele, a meta do governo é refinanciar a dívida ao menor custo possível. Autoridades acrescentaram que o Tesouro já mantém cerca de US$ 4 bilhões em depósitos em dólar para o pagamento desta semana e que os recursos provenientes de financiamentos com apoio multilateral chegarão antes do vencimento dos títulos, na quinta-feira.

Esse será o segundo grande pagamento de dívida da Argentina em 2026, após o país sul-americano ter quitado uma quantia semelhante com os detentores de bônus no início do ano. Desde março, o Tesouro levantou cerca de US$ 4 bilhões por meio da venda dos chamados bonares, títulos em dólar emitidos localmente. Os papéis vencem em 2027 e 2028, com rendimento médio de 6,9% — bem abaixo dos cerca de 8,6% que investidores estimam que a Argentina pagaria hoje no exterior.

Na segunda-feira, Caputo anunciou planos de captar mais US$ 2 bilhões por meio de emissões semelhantes no mercado doméstico até o fim do ano, além de recorrer a empréstimos com apoio multilateral, com juros entre 6% e 7%. Na quarta-feira, o governo formalizou parte dessa estratégia ao confirmar até US$ 3,2 bilhões em empréstimos de BBVA, Santander e Deutsche Bank, respaldados por garantias do Banco Mundial e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

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Embora a base da estratégia atual de Caputo seja o mercado doméstico, o plano representa uma mudança brusca em relação à onda de emissões internacionais de bônus durante sua passagem pelo governo do ex-presidente Mauricio Macri.

Nos meses que antecederam o prazo decisivo desta semana, muitos investidores insistiam que a Argentina precisaria vender bônus globais para cobrir a maior parte dos pagamentos previstos para 2027.

“Os investidores foram muito enfáticos no começo do ano sobre a necessidade de a Argentina ir ao mercado, como o Equador fez”, disse Gustavo Medeiros, chefe de pesquisa da Ashmore Group, citando preocupações amplamente difundidas sobre o nível das reservas internacionais do país. No entanto, acrescentou ele, o governo foi bastante bem-sucedido em acumular dólares neste ano.

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Muitos investidores ainda esperam que as amplas reformas econômicas de Milei acabem abrindo caminho para um retorno há muito aguardado a Wall Street. Isso poderia acontecer ainda neste ano, se os spreads continuarem fechando, afirmou Medeiros. Joe Delvaux, gestor de portfólio da Amundi, disse que, embora uma emissão no segundo semestre de 2026 seja possível, o mais provável é que ela fique para o início de 2027.

Por enquanto, porém, o Tesouro argentino diz conseguir se financiar mais barato no mercado local enquanto espera os spreads dos bônus globais recuarem. A dívida do país ainda negocia com prêmio elevado em relação a pares com classificação semelhante, com os rendimentos dos bônus de referência em dólar na faixa superior de 8% — acima do que as autoridades consideram justificável, dado o quadro fiscal mais forte e a melhora das exportações.

“Até aqui, a estratégia tem se mostrado correta”, disse Graham Stock, estrategista sênior para emergentes da RBC BlueBay Asset Management. “Demonstrar acesso ao mercado seria positivo, mas o governo está certo ao dizer que isso não deve acontecer a qualquer custo.”

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Ainda assim, a atual combinação de fontes de financiamento da Argentina deixa pouca margem para erro caso alguma dessas vias falhe, as condições de mercado piorem antes da eleição presidencial do ano que vem ou a volatilidade eleitoral pressione os spreads soberanos.

“O governo está sendo muito cuidadoso para não emitir a taxas altas, provavelmente por preocupação com o impacto disso sobre as métricas de déficit”, disse Jimena Zuñiga, economista para a Argentina na Bloomberg Intelligence. “É uma preocupação razoável, mas carrega riscos importantes, porque pode haver choques que comprometam esses planos para 2027 — e o país talvez esteja deixando passar uma boa janela de emissão agora.”

A Argentina tem cerca de US$ 25 bilhões em dívida em dólar vencendo em 2027, que pretende pagar com US$ 5 bilhões em vendas de bônus locais no ano que vem, além de compras de dólares pelo banco central, desembolsos do FMI, receitas de privatizações e caixa remanescente do superávit de financiamento deste ano.

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“Do ponto de vista do investidor, nos sentiríamos mais confortáveis se isso fosse resolvido antes do ano que vem”, disse Jared Lou, gestor de portfólio da William Blair. “Ninguém sabe que tipo de volatilidade haverá com a aproximação do ciclo eleitoral.”

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Indonésia realiza novas auditorias em frigoríficos brasileiros

A Indonésia realizou nas últimas semanas uma nova rodada de auditorias em frigoríficos brasileiros como parte do processo para ampliar o número de unidades autorizadas a exportar carne bovina ao país asiático, a informação foi confirmada à CNN Brasil por fontes da indústria.

Segundo apuração da CNN Agro, uma das empresas inspecionadas foi a Golden Imex, localizada em Paranaíba, no Mato Grosso do Sul. As auditorias são consideradas a etapa final antes da possível habilitação das plantas para embarques ao mercado indonésio.

O movimento reforça a estratégia da Indonésia de diversificar seus fornecedores de carne bovina em um momento de crescimento do consumo e de busca por maior segurança no abastecimento. Caso novas unidades brasileiras sejam aprovadas, o país poderá se aproximar ou até ultrapassar a China em número de frigoríficos brasileiros habilitados. Atualmente, a China conta com 66 frigoríficos brasileiros habilitados.

Em janeiro deste ano, a Indonésia autorizou mais 14 estabelecimentos brasileiros, elevando para 52 o total de plantas aptas a exportar. Entre as empresas já autorizadas para o mercado indonésio estão JBS, Minerva, Frigol, Cooperfrigu, Prima Foods e Fribal.

Embora ainda represente uma parcela relativamente pequena das exportações brasileiras de carne bovina, a Indonésia vem ganhando importância estratégica para o setor por adquirir produtos com baixo consumo no mercado doméstico, aumentando o aproveitamento da carcaça e agregando valor à produção.

Segundo a gerente de exportação Natalia Braga, o mercado indonésio compra principalmente miúdos e cortes de menor demanda no Brasil, como língua, fígado, papada, tendões e outros tecidos utilizados pela indústria de alimentos.

Entre eles, os tendões se destacam por praticamente não terem mercado consumidor no país e serem amplamente utilizados na Indonésia para o processamento de produtos como almôndegas e outros alimentos industrializados.

A executiva explica que esses produtos normalmente teriam baixo valor comercial no mercado interno e, em alguns casos, seriam destinados à graxaria, setor responsável pelo processamento de resíduos e subprodutos de origem animal. Com a exportação, esses cortes passam a gerar receita para a indústria, melhorando o rendimento econômico de cada animal abatido.

“São produtos que praticamente não têm consumo no Brasil. A Indonésia compra justamente esses cortes, permitindo que a indústria aproveite melhor toda a carcaça e reduza perdas”, afirma.

Outro diferencial do mercado indonésio é a exigência pela certificação halal, requisito obrigatório para um país de maioria muçulmana. O Brasil já possui ampla experiência nesse tipo de produção, o que facilita o atendimento às exigências sanitárias e religiosas impostas pelo governo indonésio.

Além do potencial comercial, o tamanho do mercado chama a atenção da indústria. Apesar de possuir território muito menor que o Brasil, a Indonésia tem uma população superior a 280 milhões de habitantes. Atualmente, o consumo de carne bovina ainda é relativamente baixo, com predominância do pescado na alimentação da população.

Para Natalia Braga, qualquer aumento na frequência de consumo de carne bovina pelos indonésios poderá representar um crescimento expressivo da demanda por proteína brasileira devido ao tamanho da população.

Dados do Comex Stat mostram que a Indonésia respondeu por 0,8% das exportações brasileiras de carne bovina fresca, refrigerada e congelada no acumulado do primeiro semestre de 2026. O país figura entre os principais compradores do produto brasileiro, em um ranking liderado pela China, que concentrou 53,2% dos embarques no período.

A CNN procurou o Ministério da Agricultura e Pecuária para comentar as auditorias, mas até o fechamento desta reportagem não havia recebido resposta.

Por que a Indonésia se tornou estratégica para a carne bovina brasileira? 

A busca por novos mercados tornou-se uma das principais estratégias da indústria brasileira de carne bovina. De um lado, a China, responsável por mais da metade das exportações do produto, passou a adotar cotas para administrar o ritmo das importações. De outro, a União Europeia endurece as regras de rastreabilidade e sustentabilidade para produtos agropecuários.

Diante desse cenário, mercados emergentes como a Indonésia passam a ser vistos como fundamentais para reduzir a dependência de poucos compradores e garantir maior estabilidade às exportações brasileiras.

O MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária) tem acelerado a abertura de mercados para reduzir a dependência das exportações para a China, que impôs um limite de cota anual. Entre as frentes recentes, o Brasil concluiu negociações para a exportação de carne bovina, com e sem osso, para destinos como as Filipinas, além de exportação de gordura bovina para o Vietnã.

 

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Pai é investigado após ser filmado chutando filha de 3 anos no Paraná


A Polícia Civil do Paraná investiga um homem que foi filmado agredindo a própria filha, de 3 anos, em Francisco Beltrão, no sudoeste do estado. O caso aconteceu no último domingo (5) e ganhou repercussão após imagens de câmeras de segurança circularem nas redes sociais.

As gravações mostram o homem caminhando com a menina e outro filho, de 5 anos. Em determinado momento, ele desfere um chute na criança, que cai no chão. Logo depois, um terceiro homem tenta intervir, mas é confrontado pelo pai. Em seguida, a menina se levanta e continua o trajeto ao lado do pai e do irmão. A mãe das crianças tomou conhecimento da agressão ao ver o vídeo compartilhado nas redes sociais e registrou um boletim de ocorrência na terça-feira (7).

Em resposta à Jovem Pan, a Polícia Civil informou que o investigado compareceu à unidade policial e foi ouvido na tarde de quarta-feira (8). Ele confirmou a agressão e alegou que foi motivado pelo choro da criança, porém disse não se recordar completamente dos fatos.

Além disso, a Polícia confirmou que segue com a oitiva de testemunhas e está em busca de mais imagens de câmeras de videomonitoramento de todo o trajeto percorrido pelo suspeito e pelas crianças. A vítima foi submetida a exame de lesão corporal e a PCPR também aguarda a conclusão do laudo pericial.

Como não houve prisão em flagrante, o investigado foi liberado após ser ouvido. De acordo com o delegado Anderson Andrei, foi instaurado um inquérito e o homem responderá pelo crime de lesão corporal. O delegado informou que a prioridade da investigação foi garantir a proteção da criança e de seus familiares. Por isso, a Polícia Civil solicitou à Justiça medidas protetivas de urgência em favor da menina, do irmão e da mãe.



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economia

Europa volta a enfrentar volatilidade após nova escalada entre conflito EUA-Irã


A economia da Europa enfrenta uma nova rodada de incerteza depois que Donald Trump declarou encerrado o cessar-fogo dos Estados Unidos com o Irã, disseram autoridades da região.

O fracasso das negociações de paz elevou os preços do petróleo, sinalizando nova pressão de alta sobre a inflação e mais um golpe no sentimento econômico, justamente quando os efeitos da fase inicial da guerra começavam a perder força.

“Quando os preços da energia sobem”, a economia sofre pressão adicional, disse o ministro das Finanças da Holanda, Eelco Heinen, nesta quinta-feira, em Bruxelas. “Isso não é um bom sinal”, afirmou, acrescentando que um Irã com armas nucleares também seria algo negativo para o mundo.

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A nova escalada no Oriente Médio mostra por que formuladores de política na Europa estavam tão apreensivos com o memorando firmado pelos EUA com o Irã para interromper os combates. O Banco Central Europeu já vinha sinalizando que poderia voltar a elevar os juros depois da alta de junho, e investidores reforçaram as apostas em um aperto monetário adicional após a fala de Trump.

Reagindo às declarações do presidente dos EUA, o presidente do Bundesbank, Joachim Nagel, disse que ele e seus colegas estão agora “de volta à estaca zero”.

A inflação vinha perdendo força. O índice dos 21 países da zona do euro ficou em 2,8% no mês passado, ainda acima da meta de 2%, mas bem abaixo das expectativas, à medida que a queda nos mercados de energia era repassada aos custos dos combustíveis. Agora, porém, os efeitos de segunda ordem que preocupam o BCE — como trabalhadores exigindo reajustes salariais maiores — se tornaram mais prováveis.

A renovada preocupação com os preços surge no momento em que ministros das Finanças devem discutir maior flexibilidade orçamentária para países europeus que enfrentam dificuldades para amortecer o impacto do alto custo da energia sobre famílias e empresas.

No mês passado, a Comissão Europeia decidiu permitir que os países se desviassem das regras fiscais por causa da crise. Agora, as nações podem gastar até 0,3% do PIB em medidas relacionadas à energia sem que isso entre no cálculo da regra de déficit de 3% da União Europeia. Isso inclui gastos com energia nuclear, informou a Bloomberg na quarta-feira, antes da discussão desta quinta.

Além da inflação, o crescimento econômico também enfrenta novos ventos contrários, em uma semana que começou com dados da Alemanha sugerindo que a crise que atinge a maior economia da Europa poderia estar perto do fim. A preocupação, agora, é com uma expansão ainda mais fraca, na melhor das hipóteses, à medida que consumidores e empresas reduzem gastos em resposta à conta de energia mais alta.

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A economia europeia “continua cercada de elevada incerteza e volatilidade”, disse o comissário europeu Valdis Dombrovskis. O cessar-fogo “não está realmente se sustentando, há novos bloqueios no Estreito de Ormuz. Tudo isso, claro, tem implicações. Mas, no geral, vemos que a economia europeia está se mostrando resiliente diante desse choque de oferta de petróleo e gás”.

© 2026 Bloomberg L.P.



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El Niño deve se intensificar até o final do ano, diz instituto de previsão

O El Niño se intensificará até o final do ano, com 97% de probabilidade ​de persistir até o início da primavera ​de 2027 no hemisfério norte, informou o Centro de Previsão Climática dos Estados Unidos nesta quinta-feira.

“Há 81% de probabilidade de um El Niño muito forte entre outubro e dezembro, que se classificaria entre os maiores eventos de El Niño registrados na história, que remonta a 1950”, acrescentou o serviço de previsão meteorológica dos EUA.

• O El ⁠Niño é um fenômeno que ​ocorre naturalmente, quando os ventos alísios enfraquecidos fazem com que águas oceânicas ​mais quentes se acumulem na região central e oriental do Pacífico equatorial. Isso ⁠geralmente leva a temperaturas globais mais altas ⁠e a padrões climáticos alterados, causando seca em algumas regiões ​e ‌chuvas intensas em outras.

• Donald Keeney, meteorologista agrícola da Vaisala Weather, disse que o ⁠El Niño geralmente resulta em condições mais frias e úmidas em todo o Meio-Oeste dos EUA durante os últimos meses do verão, o que é favorável para o milho ‌e ⁠a soja durante ‌suas fases reprodutivas sensíveis à umidade e, portanto, aumenta a probabilidade de maior rendimento e produção para ambas as culturas.

• Espera-se que um El Niño do tipo do ⁠Pacífico Oriental, de intensidade forte a superforte, se ⁠forme neste verão e outono, aumentando os riscos de condições climáticas extremas, como inundações e ondas de ‌calor, em toda a China neste ano e no próximo, informou a agência de notícias estatal Xinhua, citando previsões do Centro Nacional de Clima.

• “Os episódios de El Niño geralmente levam a uma estação de monções mais fraca na Índia e, ‌atualmente, as chuvas de monção estão 40% abaixo da média de longo prazo. Assim, é provável que haja impactos negativos para as culturas de verão naquele ⁠país”, disse Keeney.

• Espera-se que a monção na Índia traga chuvas abaixo da média para as regiões oeste e sul do país nas próximas duas semanas, o que ​pode retardar o plantio de algodão, soja e milho, disseram dois altos funcionários do ​serviço meteorológico.

• A agência meteorológica da ONU elevou, na semana passada, sua previsão quanto ao rápido surgimento de um forte El Niño nos próximos meses, alertando que o fenômeno provavelmente elevará as temperaturas globais.

 

 

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