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Caminhoneiro é preso em SP com mais de 4 toneladas de maconha


A Polícia Militar Rodoviária de São Paulo apreendeu nesta quarta-feira (8) mais de quatro toneladas de maconha escondida em um caminhão na Rodovia Castello Branco, em Santa Cruz do Rio Pardo, no interior de São Paulo.

O motorista foi preso em flagrante por tráfico de drogas. A ação faz parte da Operação Impacto, realizada em frente à Base Operacional da cidade, quando os policiais perceberam que havia irregularidades na fixação das placas de identificação.

Durante a abordagem, os agentes encontraram 4,2 mil tabletes de maconha escondidos entre a carga de painço.

Segundo a PM, a apreensão representa um prejuízo de R$ 8 milhões ao crime organizado. O caminhoneiro foi encaminhado à Central de Polícia Judiciária de Ourinhos.



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Governo decide prorrogar imposto de exportação sobre petróleo com alíquota de 12%


O governo federal decidiu prorrogar por até 60 dias o imposto de exportação sobre óleos brutos de petróleo, mantendo a alíquota vigente hoje, de 12%, informou nesta quinta-feira o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

A decisão foi tomada em reunião extraordinária do Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex) e será reavaliada daqui a 30 dias, segundo a pasta, a depender da evolução do cenário internacional e dos impactos sobre o mercado de petróleo e combustíveis.

“A determinação foi tomada diante de mudança recente das condições externas, especialmente após a deterioração do ambiente geopolítico no Oriente Médio”, informou o ministério em nota.

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Os Estados Unidos realizaram novos ataques ao Irã na quarta-feira, após o presidente Donald Trump indicar que o acordo de paz negociado entre os países poderia ter acabado.

A cotação do petróleo Brent oscilava nesta quinta-feira em patamar próximo a US$76 o barril, após ter fechado com alta de mais de 5% no dia anterior na esteira do atrito geopolítico, perto de sua maior cotação em duas semanas.

De acordo com a pasta, a decisão busca manter condições adequadas de refino no país e proteger o mercado interno de um possível desabastecimento de combustíveis.

A medida representa uma mudança de posicionamento diante do novo cenário, após o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, ter afirmado à Reuters na semana passada que o governo avaliava reduzir ou extinguir o imposto de exportação sobre o petróleo nesta semana.

O tributo foi instituído em março para reforçar o caixa do governo e desestimular as vendas externas, protegendo o mercado interno num momento em que as empresas lucravam com a alta acelerada do preço da commodity.

A medida provisória que instituiu a cobrança expira nesta semana, mas como se trata de um imposto regulatório, o governo poderia manter a taxação por meio de decisão administrativa da Câmara de Comércio Exterior.

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Em outra frente, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou mais cedo nesta quinta que a possível decisão do governo de eliminar a subvenção à gasolina, que seria tomada nesta semana, ficará para a semana que vem diante dos novos atritos entre Estados Unidos e Irã, defendendo também um gradualismo na retirada do subsídio do diesel.



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Suspeito solto após morte da jovem lançada sem corda em SP diz estar ‘grato’


João Antonio Pivetta, um dos funcionários contratados pela empresa que jogou Maria Eduarda Rodrigues de Freitas sem cordas durante um salto de rope jump, na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), foi solto nesta quarta-feira, 8, após ficar 18 dias na prisão, segundo informações do G1.

João não estava entre os instrutores responsáveis por lançar as pessoas da ponte. Sua função era a retirada de equipamento dos participantes após a realização dos saltos, embaixo da ponte, segundo as investigações da polícia.

Ele havia sido preso sob suspeita de ocultação de provas, incluindo o sumiço da câmera que Maria Eduarda usava durante o salto, mas a polícia descartou a hipótese e solicitou a revogação da prisão.

“É um sentimento de angústia constante. Um sentimento aterrorizante, até porque a gente não tem notícias de como as coisas estão, o que está acontecendo. Graças a Deus, agora estou mais aliviado, me sinto grato pelas equipes de investigações, que fizeram o trabalho delas, conseguiram investigar tudo e verem que, de fato, eu não tinha nada a ver com aquilo”, disse à EPTV, afiliada da Rede Globo.

“Eu estava prestando um serviço. Minha parte era ficar só na parte de baixo da ponte. Foi aterrorizante”, completou.

Ainda segundo o G1, além de João, Gabriel Barros Martins também foi solto nesta quarta-feira após ter a revogação da prisão solicitada. Ele fazia o acompanhamento da descida dos participantes após o salto, realização dos bloqueios e desbloqueios do sistema e preparação do equipamento para futura utilização.

Gabriel foi preso por suspeita de fugir do local após a tragédia, porém, a polícia descartou que tenha tido influência, de forma intencional ou não, na morte de Maria Eduarda.

João e Gabriel não foram indiciados pela Polícia Civil nem denunciados pelo Ministério Público (MP).

O MP denunciou, na terça-feira, 7, quatro pessoas pela morte da jovem: a organizadora do evento de rope jump, Evelyne dos Santos Gonçalves, responsável pela Entre Cordas (empresa sem registro); e os três instrutores que aparecem no vídeo lançando Maria Eduarda sem cordas (Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves).

Segundo a denúncia, os acusados promoviam saltos de rope jump para cerca de 80 a 100 pessoas por dia de evento sem que houvesse estrutura formal de gerenciamento de riscos e sem observar protocolos básicos de segurança. Os promotores sustentam que os responsáveis pela execução do salto tinham pleno conhecimento dos riscos da atividade, mas deixaram de adotar cautelas necessárias, como a conferência da conexão da corda de segurança e a realização da dupla checagem dos equipamentos.

Sumiço de câmera

A investigação da Polícia Civil, dividida em dois inquéritos, não conseguiu localizar a câmera Go Pro que estava fixada ao braço da vítima, nem determinar quem retirou o equipamento de Maria Eduarda. Mesmo assim, a organizadora do evento foi denunciada por determinar a localização do equipamento e a exclusão do conteúdo, com o objetivo de dificultar a elucidação dos fatos.

De acordo com o inquérito, uma testemunha afirmou que Evelyne “mencionou expressamente” a necessidade de apagar o vídeo do salto da jovem. O relatório final da Polícia Civil apontou que ao menos três testemunhas relataram que um homem retirou a câmera da vítima. Porém, ninguém conseguiu reconhecê-lo. Duas testemunhas disseram que se tratava de um homem de cabelo escuro e que usava uniforme da equipe responsável pela atividade.



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Ministro da Fazenda prevê decisão para semana que vem


O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira que a decisão sobre o corte do subsídio da gasolina ficou para semana que vem. Ele acrescentou que analisa o caso com cautela, mas “gostaria” de adotar a medida.

— Ontem (quarta-feira) o valor do petróleo subiu para US$ 80. Então nós temos que adotar com cautela a retirada dos subsídios. A gente tirou do diesel, e essa semana iria anunciar a retirada da gasolina. Vou analisar a retirada na próxima semana, porque o preço da gasolina já está com um impacto diferente do que eu estava prevendo. Semana que vem, o que eu gostaria de fazer é retirar o subsídio da gasolina, parcial, ou totalmente, como próximo passo — disse Durigan em entrevista à Rádio Gaúcha.

Como mostrou O GLOBO, o governo estava discutindo adiar a nova rodada de reversão gradual dos subsídios dos combustíveis em meio à retomada do conflito no Irã e da volatilidade no mercado de petróleo. O assunto estava previsto para ser discutido entre esta quarta e quinta-feira.

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Com as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o cessar-fogo com o Irã acabou e o aumento da cotação do barril de petróleo, prevaleceu a decisão de esperar mais uns dias.

Na semana passada, o governo anunciou o fim do subsídio de R$ 0,35 por litro de diesel. Na ocasião, sinalizou que a outra subvenção do combustível, de R$ 1,12, e, principalmente, a medida relativa à gasolina, de R$ 0,44, deveriam seguir pelo mesmo caminho, com a normalização dos preços do petróleo no mercado internacional. Depois, em entrevistas, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, indicou que a retirada da subvenção da gasolina ocorreria já nesta semana.

O argumento da alta volatilidade decorrente das últimas notícias do Oriente Médio também deve ser usado pelo governo nas negociações com o Congresso.

A discussão ganhou um complicador com a declaração do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que avisou aos líderes partidários que poderá colocar em votação o projeto que cria um mecanismo para compensar a perda de arrecadação decorrente da redução de tributos sobre combustíveis caso o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não conclua a retirada do subsídio à gasolina.

O PLP foi enviado pelo próprio governo, mas está repleto de emendas para beneficiar o agro e, especialmente, o setor de etanol. Uma das propostas é garantir o cumprimento do diferencial competitivo, previsto na Constituição, entre gasolina e etanol, mas o desenho da emenda estava com custo muito mais alto do que o governo estava disposto a arcar.

O setor do etanol tem pressionado Motta a votar a proposta, sob a argumentação de que o biocombustível estaria em desvantagem competitiva frente ao preço da gasolina depois do subsídio.

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PF mira Chiquinho Brazão e bloqueia R$ 100 milhões em investigação no RJ


A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (9) a Operação Emendatio para investigar um suposto esquema de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares destinadas a organizações da sociedade civil (OSCs) no Rio de Janeiro. A ação tem o ex-deputado federal Chiquinho Brazão entre os alvos de mandados de busca e apreensão e determinou o bloqueio de R$ 100 milhões em bens dos investigados.

Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), policiais federais cumpriram dois mandados de prisão preventiva e 21 mandados de busca e apreensão na capital, além das medidas de indisponibilidade de bens. A investigação apura suspeitas dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Durante a operação, foram alvos de mandados de prisão Raphael da Silva Gonçalves e Robson Calixto Fonseca. No caso de Robson, a nova decisão da Justiça foi cumprida enquanto ele já se encontrava preso. Ex-policial militar e ex-assessor de Domingos Brazão no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), ele foi condenado pelo STF a nove anos de prisão por integrar organização criminosa armada no processo sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

Chiquinho Brazão também já está preso por determinação do STF no caso Marielle Franco. Condenado a 76 anos e três meses de prisão pelos homicídios de Marielle e Anderson Gomes, pela tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves e por organização criminosa armada, ele cumpre atualmente prisão domiciliar humanitária por motivos de saúde.

Como funcionava o esquema

Segundo a PF, as investigações apontam que parte dos recursos de emendas parlamentares destinados a entidades sem fins lucrativos que mantinham contratos e parcerias com órgãos da administração pública federal teria sido desviada por meio de pagamentos indevidos, utilização de empresas interpostas e mecanismos para ocultar a origem e o destino dos valores.

Ainda de acordo com a corporação, os investigados teriam utilizado organizações da sociedade civil, pessoas físicas e pessoas jurídicas ligadas ao grupo para movimentar recursos financeiros e ocultar patrimônio. A PF afirma ainda que há indícios de superfaturamento, conluio entre empresas participantes de cotações de preços e inexecução de contratos firmados pelas entidades investigadas.

As medidas cumpridas nesta quinta-feira têm como objetivo reunir novas provas, identificar outros envolvidos, aprofundar a análise financeira e patrimonial dos investigados e recuperar ativos relacionados aos fatos apurados.



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economia

Vendas de moradias usadas nos EUA caem inesperadamente em junho


As vendas de moradias usadas nos EUA caíram inesperadamente em junho, à medida que os preços das casas atingiram um recorde histórico e as taxas de hipotecas permaneceram elevadas, levando potenciais compradores a ficarem à margem do mercado.

As vendas de moradias caíram 2,4% no mês passado, para uma taxa anual ajustada sazonalmente de 4,09 milhões de unidades, informou a Associação Nacional de Corretores Imobiliários nesta quinta-feira. Economistas consultados pela Reuters previam que as revendas de imóveis subissem para uma taxa de 4,20 milhões de unidades.

As vendas aumentaram no nordeste do país, mas diminuíram no centro-oeste, no sul e no oeste.

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As vendas de moradias usadas são contabilizadas no fechamento do contrato. As vendas do mês passado provavelmente refletiram contratos assinados em abril e maio. Embora as taxas de hipotecas tenham recuado após a alta em resposta à guerra no Oriente Médio, a taxa média da popular hipoteca de taxa fixa de 30 anos permanece cerca de 45 pontos-base acima do nível anterior ao conflito, segundo dados da empresa de financiamento imobiliário Freddie Mac.

As vendas de imóveis aumentaram 2,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior em junho.

“As oscilações na atividade mensal de vendas de imóveis, impulsionadas por pequenas flutuações nas taxas de hipotecas, mostram o quanto os compradores de imóveis são sensíveis às condições de acessibilidade”, disse Lawrence Yun, economista-chefe da NAR.

As taxas de hipotecas mais altas estão desestimulando potenciais vendedores a colocarem suas casas à venda. Muitos proprietários têm hipotecas com taxas fixas abaixo de 5%. O estoque de imóveis usados no mercado caiu 0,6%, para 1,56 milhão de unidades. A oferta aumentou 1,3% em relação ao ano anterior.

Há uma escassez nacional de moradias, especialmente no segmento de entrada, com a Associação Nacional de Construtores de Moradias (NAHB) estimando o déficit em cerca de 1,2 milhão.

No ritmo de vendas de junho, seriam necessários 4,6 meses para esgotar o estoque atual de imóveis usados, valor inalterado em relação ao ano anterior. A escassez de moradias está mantendo os preços dos imóveis elevados.



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Acusado pela morte do ator Jeff Machado é condenado a 22 anos e 9 meses de prisão


Um dos acusados pela morte do ator Jeff Machado foi condenado a 22 anos e 9 meses de prisão pela Justiça do Rio de Janeiro. A sentença, proferida na quarta-feira (8), considerou Jeander Vinícius da Silva Braga culpado por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e maus-tratos a animais.

Na sentença, segundo o site G1, o juiz também negou a Braga o direito de recorrer em liberdade. Segundo a decisão, a manutenção da prisão é necessária para garantir a aplicação da lei penal. Ao Estadão, a defesa de Braga afirmou que respeita a decisão dos jurados, “mas entende que ela foi injusta” e que vai recorrer.

“As provas produzidas no júri não foram suficientes para comprovar a participação do Jeander no crime de homicídio. O objetivo do recurso de apelação será para absolver em relação ao crime de homicídio e maus tratos de animais, e caso não obtenha êxito na absolvição, que ao menos a pena seja reduzida com a retirada das três qualificadoras”, afirmou o advogado Fabio Manoel.

Jeff Machado desapareceu em 17 de janeiro de 2023 e teve o corpo encontrado mais de quatro meses depois, em 22 de maio, enterrado sob cerca de dois metros de concreto no quintal de uma casa em Campo Grande, na zona oeste do Rio de Janeiro. O cadáver estava dentro de um baú, com os braços amarrados acima da cabeça e sinais de violência no pescoço.

A condenação foi acompanhada por Maria das Dores, mãe de Jeff Machado, que esteve no Rio de Janeiro para acompanhar o julgamento e prestar depoimento. Após a decisão, ela afirmou que o resultado representa a resposta que aguardava desde o crime. “Acabaram com a vida do meu filho, um homem do bem. Jornalista, modelo, ator, um moço trabalhador. Enganado em seu sonho”, disse Maria das Dores. “Era tudo que eu esperei”, afirmou.

As investigações começaram após os cães do ator serem encontrados abandonados em diferentes pontos da zona oeste da capital fluminense. Uma ONG de proteção animal identificou, por meio dos chips implantados nos animais, que eles pertenciam a Machado e entrou em contato com a família. Até então, parentes acreditavam que o ator estava viajando, já que uma pessoa se passava por ele e enviava mensagens pelo celular da vítima.

Ao longo da investigação, a Polícia Civil concluiu que Jeff havia sido morto pouco depois de desaparecer. A descoberta do baú onde o corpo estava ocultado reforçou a suspeita de que o crime havia sido cometido por alguém próximo ao ator, já que o objeto era semelhante aos que ele mantinha em sua própria residência.

Em julho de 2023, o Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou Jeander e o produtor Bruno de Souza Rodrigues pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver, estelionato e outros crimes patrimoniais. Segundo a acusação, Bruno teria atraído Jeff com a falsa promessa de conseguir uma vaga para o ator em uma emissora de televisão em troca a vítima teria pago mais de R$ 18 mil.

O ator foi morto estrangulado por um fio de telefone após ter sido drogado antes de ter relações sexuais com Braga. Após o assassinato, Rodrigues teria utilizado o cartão de crédito da vítima, anunciado a venda de seu carro e mantido contato com familiares e amigos por mensagens, fingindo ser o ator para dificultar as investigações. Ele será julgado em 10 de dezembro

Natural de Araranguá, em Santa Catarina, Jeff Machado era formado em Jornalismo e Cinema. Trabalhou como assessor de imprensa, produtor e cenógrafo antes de se dedicar à carreira de ator. Desde 2014 vivia no Rio de Janeiro e, à época do desaparecimento, integrava o elenco da novela Reis, da Record TV Apaixonado por cães, criava oito animais da raça setter, cuja localização foi decisiva para que a polícia chegasse ao caso.



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SLC Agrícola compra terras de subsidiária da Cosan por R$ 669 milhões

A disputa entre a SLC Agrícola e o Grupo Bom Futuro pelo direito de preferência na compra de fazendas do chamado Bloco Mato Grosso, pertencente à Radar, empresa de terras da Cosan, foi encerrada com um acordo entre as partes.

Pelos termos anunciados nesta quinta-feira (9), o portfólio de imóveis rurais será dividido entre os arrendatários compradores. A operação mantém o valor total de R$ 1,85 bilhão já anunciado pela Cosan, enquanto a SLC ficará com 8,9 mil hectares agricultáveis por R$ 669 milhões.

Como resultado, foram celebrados novos compromissos de compra e venda com a SLC Agrícola, o Grupo Bom Futuro e Alexandre Jacques Bottan, mantendo as condições comerciais anunciadas anteriormente.

Segundo fato relevante da Cosan, o valor total da operação permanece em R$ 1,85 bilhão, dos quais aproximadamente R$ 586 milhões correspondem à participação indireta da companhia. A conclusão da transação continua sujeita ao cumprimento de condições precedentes usuais e está prevista para ocorrer até 30 de outubro de 2026.

Em comunicado separado, a SLC Agrícola detalhou que ficará com uma parcela de 8,9 mil hectares agricultáveis do portfólio, após um acordo entre os arrendatários que haviam exercido o direito de preferência sobre o bloco de imóveis rurais.

O Bloco Mato Grosso é composto por aproximadamente 41,2 mil hectares físicos, equivalentes a cerca de 28 mil hectares agricultáveis. Inicialmente, a SLC havia informado ao mercado que exerceu o direito de preferência para adquirir a totalidade do portfólio. Com o exercício do mesmo direito por outros arrendatários, as partes iniciaram negociações que resultaram na divisão das áreas entre os compradores.

Dos R$ 669 milhões que a SLC irá desembolsar a aquisição da área, R$ 255,2 milhões serão depositados em conta vinculada na assinatura do acordo, enquanto os R$ 413,9 milhões restantes serão pagos até 30 de outubro de 2026.

Desconsiderando o valor atribuído à infraestrutura, estimado em R$ 29,7 milhões, a companhia informou que o preço da terra agricultável foi de aproximadamente R$ 72 mil por hectare.

A SLC afirmou que já operava nessas propriedades por meio de contratos de arrendamento, cultivando soja, milho e algodão em sistema de rotação em 17,6 mil hectares. Com a operação, passará a ser proprietária de 8,9 mil hectares, enquanto os 8,7 mil hectares restantes continuarão arrendados. 

Parte desses contratos permanecerá vigente até as safras de 2026/27 e 2029/30, e uma parcela de 2,5 mil hectares foi recontratada junto à nova proprietária, a Santa Maria Holding, por mais 15 anos após o término do contrato atual.

Tanto a Cosan quanto a SLC informaram que a conclusão da operação depende do cumprimento das condições precedentes previstas nos contratos, incluindo aprovação pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), quando aplicável.

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Datafolha: Falta de policiamento é o principal problema de segurança para paulistas


A insuficiência de policiais atuando nas ruas é considerada o principal problema da segurança pública em São Paulo, segundo pesquisa Datafolha divulgada na quarta-feira (8). Para 20% dos moradores do estado, a falta de efetivo é o maior obstáculo enfrentado pela área atualmente.

Embora continue no topo das preocupações dos entrevistados, a falta de policiamento perdeu peso em relação à pesquisa anterior, feita em 2022. Na ocasião, 24% dos paulistas apontavam a ausência de agentes nas ruas como o principal problema da segurança no estado.

Na sequência aparecem os assaltos, citados por 11% dos entrevistados. O percentual representa uma alta em relação ao levantamento anterior, quando 8% mencionavam esse tipo de crime como a maior preocupação. O tráfico de drogas vem logo depois, com 8%, o dobro do índice registrado em 2022, quando era apontado por 4%.

A preocupação com o número de policiais aparece de maneira semelhante entre diferentes grupos políticos. Entre os eleitores do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), 19% apontam a falta de efetivo como o principal problema. Entre os eleitores de Fernando Haddad (PT), o índice é de 25%.

A percepção da população ocorre em um cenário de redução do efetivo da Polícia Militar paulista. Conforme dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP), a corporação tinha 79.603 policiais militares na ativa em maio de 2026. O número é inferior ao registrado em 2001, quando havia 84.404 agentes.

Medo da violência recua

A pesquisa também identificou uma queda no medo da violência em São Paulo na comparação com 2022. Atualmente, 47% dos moradores afirmam sentir muito medo de serem assaltados nas ruas, contra 57% no levantamento anterior. Outros 29% dizem sentir algum medo, enquanto 24% afirmam não ter receio.

A preocupação com assaltos em semáforos também diminuiu. Segundo a pesquisa, 45% dos paulistas têm muito medo de serem vítimas desse tipo de crime, nove pontos percentuais abaixo do registrado em 2022, quando o índice era de 54%.

O levantamento ainda mediu o temor da população em relação a sequestros, balas perdidas e assaltos dentro de casa. Respectivamente, 33%, 35% e 30% afirmam sentir muito medo desses tipos de ocorrência.

O levantamento foi realizado com 1.608 pessoas de 16 anos ou mais, em 71 municípios paulistas. A margem de erro dos resultados gerais é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com variações conforme os recortes analisados. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números SP-01703/2026 e BR-06481/2026.



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Tensão com os EUA: diretor da PF defende cooperação com respeito à soberania na ONU


O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, defendeu nesta quarta-feira, 8, a cooperação internacional para combater o crime organizado e pediu respeito à soberania das nações. A declaração ocorreu na quinta Cúpula dos Chefes de Polícia das Nações Unidas, na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.

A UNCOPS 2026 (sigla em inglês para Cúpula dos Chefes de Polícia das Nações Unidas) reuniu ministros, chefes de polícia e representantes de organizações regionais e profissionais de segurança pública. O encontro discutiu o fortalecimento da paz, segurança e desenvolvimento internacional.

“O crime não respeita fronteiras, e nenhum país pode combater o crime transnacional sozinho. O Brasil fez da integração internacional uma prioridade e considera que o crime organizado deve ser enfrentado por meio de uma abordagem equilibrada e abrangente, baseada em inteligência, estratégia e cooperação, com respeito ao Estado de Direito, à soberania das nações e aos direitos fundamentais“, disse Andrei Rodrigues, segundo a CNN.

Andrei é um dos brasileiros críticos à classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Ele afirmou que a decisão dos Estados Unidos foi um “equívoco técnico”.

Na semana passada, o governo americano divulgou as primeiras sanções contra brasileiros com base na nova classificação dos grupos criminosos.

Dias depois, a PF deflagrou operação contra os mesmo alvos dos EUA. Na ocasião, Andrei Rodrigues voltou a criticar a decisão e disse que “tecnicamente é um erro grosseiro”.



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