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Lucro do confinamento segue acima de R$ 1 mil apesar da queda da arroba

O confinamento de bovinos manteve a rentabilidade acima de R$ 1 mil por cabeça em junho, mesmo diante da queda nas cotações da arroba do boi gordo. Levantamento do ICAP (Índice de Custo Alimentar Ponta) mostra que a redução dos custos de produção, principalmente com alimentação, passou a ser o principal fator de sustentação das margens da atividade.

Os dados apontam que o lucro médio foi de R$ 1.053,25 por cabeça no Centro-Oeste, alta de 1,56% em relação ao mês anterior, enquanto no Sudeste a margem ficou em R$ 1.007,41 por cabeça, recuo de 10,36%. Ainda assim, ambas as regiões permaneceram acima do patamar de R$ 1 mil por animal terminado.

Segundo o levantamento, o Centro-Oeste voltou a liderar a rentabilidade do confinamento após reduzir em 9,93% o custo da arroba produzida, que encerrou junho em R$ 186,36. No Sudeste, o custo avançou 2,13%, para R$ 199,29 por arroba produzida.

O desempenho ocorreu apesar da retração do mercado do boi gordo. Em junho, a arroba física caiu 5,69% no Centro-Oeste, para R$ 323,50, e 3,35% no Sudeste, para R$ 331,50.

O ICAP também mostrou que o custo alimentar diário permaneceu mais baixo no Sudeste pelo quarto mês consecutivo. O indicador fechou junho em R$ 11,79 por cabeça ao dia, queda de 2,23% e o menor valor registrado neste ano. No Centro-Oeste, o custo ficou em R$ 12,91 por cabeça ao dia, alta de 0,62%.

Apesar de apresentar alimentação diária mais barata, o Sudeste perdeu competitividade em relação ao Centro-Oeste devido ao maior custo da arroba produzida e ao perfil dos animais abatidos. Já no Centro-Oeste, a combinação entre ciclo mais curto de confinamento, menor custo alimentar e maior eficiência produtiva favoreceu o resultado econômico.

A redução dos custos foi impulsionada principalmente pela maior oferta de insumos com o avanço da colheita da segunda safra de milho. No Centro-Oeste, o custo total da dieta de terminação ficou 4,16% abaixo da média do trimestre, com destaque para a queda de 37,13% nos volumosos e de 8,25% nos energéticos. Entre os insumos, o milho em grão ficou 8% abaixo da média trimestral.

No Sudeste, a dieta terminou junho 1,08% abaixo da média do trimestre. A maior redução ocorreu entre os ingredientes proteicos, que recuaram 2,83%, enquanto os energéticos permaneceram próximos da estabilidade. Os volumosos, por outro lado, registraram alta de 15,8%, refletindo mudanças no perfil de alimentação adotado pelos confinamentos.

O levantamento destaca que a rentabilidade da atividade deixou de depender exclusivamente da valorização da arroba. Em vez disso, a eficiência produtiva e a gestão dos custos ganharam protagonismo na formação das margens.

Os números mostram uma mudança estrutural na atividade. Em junho de 2024, uma arroba de boi gordo pagava apenas 14,47 dias de alimentação no Centro-Oeste e 18,89 dias no Sudeste. Agora, esse poder de compra subiu para 25,06 dias e 28,12 dias, respectivamente. Com isso, a alimentação, que antes consumia até 89,1% da receita obtida por arroba produzida, passou a representar cerca de 51% da receita nas duas regiões.

Segundo a análise do ICAP, esse avanço explica por que a queda da arroba registrada em junho não comprometeu a rentabilidade dos confinamentos. O estudo aponta que a eficiência na conversão da alimentação em arrobas produzidas se consolidou como o principal diferencial competitivo da pecuária intensiva brasileira, permitindo que a atividade mantenha margens elevadas mesmo em um cenário de preços mais pressionados para o boi gordo.

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Polícia apura lista que separou alunas de colégio do Rio em categorias sexuais


A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ), por meio da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV) investiga uma lista feita por estudantes do Colégio Cruzeiro, em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, para separar as alunas da instituição em categorias sexuais. A informação foi noticiada pela TV Globo e confirmada pela Jovem Pan.

A lista foi criada em uma plataforma on-line no formato “tier list”, em que temas são divididos em categorias pré-estabelecidas. As estudantes foram separas em:

  • “GOAT” (“melhor de todos os tempos”, em tradução livre);
  • “Comeria no lucro”;
  • “Bêbado vai”;
  • “Me arrependi depois”;
  • “Nem olharia”.

Em entrevista a Globonews, a delegada Maria Luisa Machado, da DCAV, informou que ao menos 65 alunas da instituição de ensino serão ouvidas pela polícia. Já o diretor do colégio prestou depoimento nesta quarta-feira (8).

Machado disse também que a lista foi criada de forma anônima, o que dificulta a identificação dos responsáveis. A expectativa é de que os depoimentos ajudem a esclarecer quem produziu e divulgou o conteúdo.

Os investigados pelo episódio são todos menores de idades. Eles responderão por crimes análogos a injúria, difamação e submissão de adolescente a vexame e constrangimento.

A Jovem Pan entrou em contato com o Colégio Cruzeiro por meio de sua secretaria, mas não obteve resposta até o fechamento desta reportagem. O espaço segue aberto.

Com informações de Estadão Conteúdo



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El Niño desafia recuperação do mercado global de cacau | Blogs | CNN Brasil

A recuperação da oferta global de cacau começou a aliviar as preocupações com o abastecimento mundial, mas o mercado voltou a olhar com cautela para a próxima safra. A possibilidade de um episódio forte de El Niño e os primeiros sinais de fragilidade no desenvolvimento das lavouras na África Ocidental reacenderam os temores de uma nova quebra de produção justamente quando o setor iniciava a reconstrução dos estoques após a pior crise de oferta em décadas

“O mercado internacional de cacau chega à metade de 2026 em um cenário de estabilidade apenas relativa“, afirmam os analistas Lucca Bezzon e Leonardo Rossetti, da consultoria StoneX. Segundo eles, “mais do que o patamar dos preços, o que melhor define o momento atual é a convivência entre fundamentos que apontam em direções opostas“.

Nas últimas semanas, os contratos futuros voltaram a ganhar força à medida que aumentaram as incertezas sobre o desenvolvimento da safra 2026/27 na África Ocidental, região responsável por cerca de 60% a 70% da produção mundial de cacau. 

Segundo análise da Barchart, as chuvas recentes inundaram estradas, dificultaram o acesso de produtores às fazendas e aos portos e elevaram o risco de doenças capazes de comprometer o desenvolvimento dos frutos e reduzir a produtividade dos cacaueiros. Ao mesmo tempo, levantamentos iniciais da próxima safra na Costa do Marfim apontam uma formação de frutos abaixo da média, um dos primeiros indicativos de que a produção principal, com uma colheita que começa oficialmente em setembro, pode enfrentar dificuldades.

El Niño

O mercado também acompanha atentamente a evolução do fenômeno El Niño. De acordo com a NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration), existe 67% de probabilidade de ocorrência de um “Super El Niño” neste ano, um dos eventos mais intensos da série histórica. Em geral, esse fenômeno provoca temperaturas mais elevadas e redução das chuvas em partes da África Ocidental, diminuindo a umidade do solo e aumentando o estresse hídrico das plantas justamente em uma fase importante do desenvolvimento das lavouras.

Embora ainda seja cedo para estimar impactos concretos sobre a produção, o mercado passou a precificar esse risco. “O principal eixo de incerteza para esse período segue sendo o clima. A probabilidade elevada de consolidação de um episódio de El Niño de forte intensidade no fim do ano mantém um prêmio de risco embutido nos preços”, afirmam Bezzon e Rossetti.

Segundo eles, o comportamento das lavouras entre julho e setembro será determinante para a formação da safra principal na Costa do Marfim e em Gana. “O cenário-base não deve assumir uma quebra semelhante à de 2023/24, mas tampouco permite descartar perdas parciais de produtividade caso o clima se deteriore no quarto trimestre”.

Oferta

Após três safras consecutivas de déficits globais, a produção voltou a crescer e passou novamente a superar o consumo.

Entre 2021/22 e 2023/24, o mercado acumulou sucessivos déficits, chegando a um saldo negativo próximo de 500 mil toneladas na safra 2023/24, segundo dados da ICCO (International Cocoa Organization) compilados pela StoneX. O desequilíbrio levou as cotações internacionais aos maiores níveis da história recente e pressionou toda a cadeia global do chocolate.

A partir da safra 2024/25, porém, o cenário começou a mudar. Em revisão divulgada em 29 de maio, a ICCO estimou um superávit global de 48 mil toneladas. A produção mundial foi revisada para 4,723 milhões de toneladas, enquanto a moagem ficou em 4,628 milhões de toneladas, indicando o início de uma recuperação da oferta.

As projeções da StoneX apontam para uma continuidade desse movimento. A consultoria estima um superávit próximo de 250 mil toneladas para a safra 2025/26 e outro de aproximadamente 150 mil toneladas em 2026/27. Embora menores do que as previsões divulgadas no início do ano, revisadas justamente em razão dos riscos climáticos associados ao El Niño, os números representam uma mudança importante em relação ao quadro de escassez vivido até recentemente.

Segundo os analistas, a safra 2025/26 tem surpreendido positivamente os principais produtores do Oeste Africano, especialmente após a revisão das entregas de amêndoas na Costa do Marfim.

Reconstrução dos estoques

A melhora da produção, entretanto, não significa que o mercado tenha voltado a uma situação de conforto. Embora o balanço global tenha retornado ao terreno positivo, a reconstrução dos estoques ainda ocorre de forma gradual. “A reconstrução dos estoques segue incompleta, e esse ponto impede que o mercado trate a melhora recente da oferta como uma normalização plena do balanço”, destacam os analistas da StoneX.

Enquanto a oferta melhora gradualmente, o consumo mundial ainda dá sinais mistos. Dados das principais associações da indústria mostram retração da moagem em importantes mercados consumidores.

No primeiro trimestre de 2026, a moagem somada de Europa, América do Norte, Brasil, Ásia e Costa do Marfim alcançou aproximadamente 876 mil toneladas, abaixo das 899 mil toneladas registradas no mesmo período do ano anterior, segundo levantamento da StoneX com dados da European Cocoa Association (ECA), Cocoa Association of Asia (CAA), Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC) e Groupement des Exportateurs de Café-Cacao (GEPEX).

Segundo a StoneX, a recuperação tende a ser gradual porque o choque de preços ocorrido entre 2023 e 2025 provocou mudanças estruturais na indústria.

“A alta da manteiga de cacau, que chegou aos seus maiores níveis históricos, estimulou reformulações, redução de gramaturas e uso maior de gorduras alternativas em algumas categorias. Esse tipo de ajuste tende a criar um efeito de persistência, já que as empresas raramente desfazem rapidamente mudanças implementadas em meio a um choque de custo tão intenso”, afirmam os analistas. Por isso, mesmo com a queda dos preços da amêndoa, o consumo não deve voltar rapidamente aos padrões anteriores.

O Barchart observa que os estoques certificados da ICE cresceram e atingiram recentemente 3,06 milhões de sacas, o maior nível em quase dois anos. Ainda assim, o mercado continua sensível a qualquer notícia relacionada ao clima na África Ocidental justamente porque esses estoques permanecem inferiores aos níveis considerados confortáveis para absorver eventuais problemas de produção.

Essa combinação ajuda a explicar o comportamento recente das cotações. Embora os contratos futuros tenham recuado significativamente em relação aos picos históricos registrados entre 2024 e 2025, continuam negociados em uma faixa considerada elevada em termos históricos, oscilando entre US$ 3.500 e US$ 5.500 por tonelada. Agora, o mercado aguarda, além das questões climáticas, a divulgação dos dados de moagem do segundo trimestre, prevista para 16 de julho.

“O primeiro sinal será a confirmação das condições agronômicas no Oeste Africano antes da abertura da safra principal. O segundo será a leitura dos dados de moagem, que deve indicar se a demanda industrial encontrou um piso mais consistente”, segundo Bezzon e Rossetti.

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Policial civil é morto com tiro na cabeça na Zona Norte do Rio


O policial civil Carlos Alberto Freire Neto, de 35 anos, morreu nesta quarta-feira (8) quando o carro descaracterizado em que estava foi atacado a tiros, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Outra policial foi ferida na perna pelos disparos e está fora de perigo.

Segundo a Polícia Civil, os agentes da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) faziam um levantamento na região da Favela do Muquiço e foram alvo de criminosos da comunidade, que é dominada pela facção Terceiro Comando Puro (TCP).

Os policiais foram socorridos para o Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, na Zona Oeste da cidade. Atingido na cabeça, Carlos Alberto morreu no início da tarde.

Após o ataque, centenas de policiais civis cercaram a Favela do Muquiço, mas os autores dos disparos não foram localizados. Na ação, foram usados também dois helicópteros da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core).  

Em nota, a Secretaria de Polícia Civil lamentou a morte do policial, que ingressou na instituição em dezembro de 2023 e, desde maio, estava lotado na DHBF. Carlos Alberto deixa esposa e dois filhos.

O governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, disse, em nota, que recebeu com profunda tristeza a notícia.

O governo do Estado acompanhará de perto as investigações para que os responsáveis por esse crime sejam identificados, presos e responsabilizados com o máximo rigor da lei. Ataques contra agentes de segurança são inaceitáveis e receberão uma resposta firme das instituições.



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Soja recua em Chicago com melhora do clima nos Estados Unidos

Os contratos futuros da soja encerraram a sessão desta quarta-feira (8) em queda na Bolsa de Chicago, pressionados pela melhora das previsões climáticas para o Meio-Oeste dos Estados Unidos. O contrato com vencimento em novembro fechou cotado a US$ 11,92 por bushel, com recuo de 0,46%.

Após as fortes altas registradas nos últimos dias, o mercado passou por um movimento de realização de lucros diante da redução das preocupações com o clima nas principais áreas produtoras americanas. As previsões meteorológicas mais recentes indicam condições menos adversas para o desenvolvimento das lavouras, diminuindo os riscos para a safra.

Segundo análise da Canadian Cattlemen, a atualização dos modelos climáticos foi o principal fator de pressão sobre as cotações, levando os investidores a reduzir parte dos prêmios incorporados aos preços nas sessões anteriores.

Apesar da queda, fatores externos limitaram perdas mais intensas. A escalada das tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo, refletindo em valorização do óleo de soja, produto que integra a cadeia da oleaginosa e oferece sustentação ao mercado.

Além disso, a confirmação de novas compras de soja americana pela China reforçou a expectativa de maior demanda pelo produto dos Estados Unidos, contribuindo para reduzir o ritmo de baixa dos contratos futuros.

Milho

Os contratos futuros do milho encerraram o dia em queda na Bolsa de Chicago, pressionados pela melhora das condições climáticas nas regiões produtoras dos Estados Unidos e por novas incertezas no cenário comercial. Entre os principais vencimentos, o contrato para dezembro registrou a maior baixa do dia, de 1,72%, fechando cotado a US$ 4,56 por bushel.

Segundo análise da Royal Rural, parte do movimento reflete uma correção técnica após as fortes altas registradas nas últimas sessões. Além disso, as previsões indicam chuvas para os próximos sete dias no região produtora dos EUA, principal região produtora de milho dos Estados Unidos, reduzindo as preocupações com o desenvolvimento da safra.

Outro fator que pressionou o mercado foi o aumento das tensões comerciais. Declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçando restringir o comércio com a Espanha em razão de divergências sobre gastos com defesa relacionados ao conflito envolvendo o Irã, geraram preocupação entre os investidores.

A Espanha ampliou significativamente as compras de milho americano nas últimas temporadas. As importações passaram de 710 mil toneladas na safra 2023/24 para 1,99 milhão de toneladas em 2024/25 e têm previsão de alcançar 4,4 milhões de toneladas em 2025/26. Diante desse cenário, o mercado passou a considerar o risco de redução nas exportações dos Estados Unidos caso as ameaças comerciais avancem.

De acordo com a Royal Rural, embora declarações desse tipo nem sempre resultem em medidas efetivas, elas reforçaram o movimento de realização de lucros e ampliaram a pressão sobre os contratos futuros do milho em Chicago.

Trigo

Os contratos futuros do trigo encerraram a sessão em queda na Bolsa de Chicago, devolvendo parte dos ganhos registrados no dia anterior. O contrato com vencimento em setembro fechou cotado a US$ 6,07 por bushel, com desvalorização de 1,74%.

O mercado passou por um movimento de realização de lucros após a valorização observada na terça-feira, quando os contratos do trigo registraram ganhos consistentes. Na ocasião, os futuros do trigo vermelho de inverno (Soft Red Winter – SRW) avançaram entre 3,25 e 7,25 centavos de dólar por bushel, impulsionando o complexo do cereal.

Apesar da queda desta quarta-feira, o mercado segue acompanhado de perto pelos investidores. O aumento de 3.610 contratos em aberto na Bolsa de Chicago na sessão anterior indica maior participação dos agentes, refletindo o interesse em um cenário ainda marcado por incertezas sobre a oferta e a demanda global de trigo.

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Volatilidade impede redução de preço do café ao consumidor, diz Lavazza

A volatilidade no mercado de café está impedindo que as empresas reduzam os preços no varejo para os consumidores, afirmou nesta quarta-feira (8) a torrefadora italiana Lavazza, descrevendo a instabilidade como o novo normal.

Os preços do café subiram acentuadamente em 2024 e atingiram níveis recordes em 2025, após condições climáticas adversas afetarem a oferta. Embora os preços dos grãos tenham apresentado uma tendência geral de queda neste ano, eles dispararam na segunda-feira, à medida que participantes do mercado reavaliaram os riscos associados à expectativa de um evento climático de super El Niño.

“Estamos vivendo um longo período de instabilidade e incerteza”, disse Giuseppe Lavazza, presidente da empresa familiar, a jornalistas na principal loja da Lavazza, em Londres.

“Por enquanto, ainda é cedo para dizer que ‘a tempestade acabou, o mercado vai recuperar a estabilidade e chegou a hora de pensar em uma redução de preços’.”

Segundo Lavazza, a chave para reduzir a volatilidade e diminuir o impacto da especulação no mercado de café será a ocorrência de pelo menos dois anos de boas safras nos principais países produtores, Brasil e Vietnã.

“Ainda não temos certeza de que o mercado esteja construindo a estabilidade que buscamos”, afirmou.

A queda nos preços dos grãos de café leva meses para chegar ao consumidor final, e a continuidade da volatilidade dificulta esse processo.

A demanda dos consumidores permaneceu resiliente, mesmo com a alta dos preços, segundo a Lavazza, que observou uma tendência de os clientes reduzirem o consumo de café, em vez de migrarem para outra marca.

“Quando os preços sobem, naturalmente é preciso aceitar uma pequena redução no consumo”, disse Lavazza. “Talvez você perca alguns consumidores, mas a base principal continua lá.”

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Cacau sobe mais de 5% e atinge maior cotação em seis meses em Nova York

O contrato do cacau com vencimento em setembro encerrou a sessão desta quarta-feira (8) com alta de 5,09% na Bolsa de Nova York, cotado a US$ 5.052 por tonelada.

Segundo análise da Barchart, os preços registraram a terceira sessão consecutiva de valorização. Em Nova York, o contrato atingiu o maior patamar em seis meses, enquanto, em Londres, as cotações alcançaram o nível mais elevado em sete meses.

O movimento de alta reflete as preocupações com a oferta global após o aumento das chuvas na Costa do Marfim e em Gana, os dois maiores produtores mundiais de cacau. As precipitações intensas provocaram alagamentos em estradas, dificultando o acesso dos produtores às lavouras e aos portos de escoamento.

Além dos impactos logísticos, o excesso de umidade favorece a incidência de doenças como a podridão parda e a podridão negra nos cacaueiros, o que pode reduzir a produtividade das lavouras e comprometer o potencial da próxima safra.

Café

Os contratos futuros do café arábica encerraram a sessão em queda na Bolsa de Nova York, devolvendo parte dos ganhos acumulados nas últimas sessões em meio ao movimento de realização de lucros pelos investidores.

O contrato com vencimento em setembro recuou 2,46% e fechou cotado a US$ 3,09 por libra-peso.

Segundo o analista de gerenciamento de riscos da StoneX, Fernando Maximiliano, o mercado deve permanecer volátil nas próximas semanas. Após a forte valorização registrada no início da semana, os preços passaram por um ajuste técnico, com os contratos devolvendo os ganhos nos dois últimos pregões.

Apesar da correção, os fundamentos seguem dando sustentação às cotações. Entre os principais fatores monitorados pelo mercado estão o atraso da colheita nas principais regiões produtoras de café arábica no Brasil e as chuvas, que têm dificultado as etapas de secagem e beneficiamento dos grãos.

Além do cenário brasileiro, os agentes acompanham os efeitos do Super El Niño sobre as áreas produtoras da Ásia. De acordo com Maximiliano, as condições climáticas também podem comprometer a produção de café no Vietnã, maior produtor mundial da variedade robusta, fator que mantém as preocupações com a oferta global da commodity.

Açúcar

Os contratos futuros do açúcar fecharam sem direção única nas bolsas internacionais nesta quarta-feira (8). Em Nova York, o contrato com vencimento em outubro recuou 0,20%, encerrando o dia cotado a 15,11 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo análise da Barchart, a queda ocorreu após um movimento de realização de lucros, já que as cotações vinham renovando as máximas das últimas semanas. A melhora das chuvas de monção na Índia reduziu parte das preocupações com a produção de cana-de-açúcar no país e pressionou os preços.

De acordo com o Departamento Meteorológico da Índia, o déficit acumulado de chuvas das monções era de 15% em relação à média até 8 de julho. O resultado representa uma recuperação significativa frente ao cenário observado em 30 de junho, quando o volume de precipitações estava 42% abaixo da média histórica.

A melhora nas condições climáticas reforçou as expectativas de uma recuperação da safra indiana e levou investidores a reduzir posições compradas nos contratos futuros de açúcar.

Algodão

Os contratos futuros do algodão encerraram a sessão em queda na Bolsa de Nova York. O contrato com vencimento em dezembro recuou 0,76%, fechando cotado a 80,67 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo análise da Barchart, o mercado acompanhou o fortalecimento do dólar, fator que reduziu a competitividade das commodities negociadas na moeda norte-americana e pressionou as cotações do algodão.

Os dados mais recentes do Departamento de Comércio dos Estados Unidos mostraram que as exportações norte-americanas de algodão somaram 1,46 milhão de fardos em maio. O volume foi o maior para o mês em três anos e ficou 15,3% acima do registrado no mesmo período do ano anterior. Na comparação com abril, porém, houve recuo de 6,9%, indicando desaceleração no ritmo dos embarques.

Suco de Laranja

Os dados mensais do Censo sobre o comércio internacional mostraram 1,46 milhão de fardos exportados em maio, o que representa um aumento de 15,3% em relação ao ano anterior e o maior valor em três anos, mas uma queda de 6,88% em comparação com o mesmo período do ano passado. 

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E-agro, do Bradesco, anuncia Thaís Bueno como nova líder

O E-agro, ecossistema digital de agronegócio do Bradesco, anunciou Thaís Bueno como nova head da operação. A executiva passa a liderar a plataforma e sucede Nadege Saad, que assume novo cargo dentro do banco.

Thaís Bueno está no Bradesco há quase 20 anos e atuou em áreas relacionadas à transformação, estratégia, planejamento, eficiência operacional, comercial e digital. 

No novo cargo, Thaís será responsável por uma equipe de 45 profissionais. Entre as prioridades da gestão estão a ampliação da conexão do ecossistema com o produtor rural, a simplificação do acesso ao crédito e o desenvolvimento de soluções voltadas ao apoio na tomada de decisão no campo, segundo comunicado.

Em nota, a executiva afirmou que pretende integrar tecnologia, crédito e parcerias estratégicas para atender às demandas dos produtores rurais. 

Formada em Administração pela FAAP (Fundação Armando Alvares Penteado), possui MBA Executivo em Gestão de Negócios pelo Insper e especialização em Fintech pela Harvard University.

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Feriado nesta quinta-feira em São Paulo; veja o que muda até sábado (11)


Nesta quinta-feira (9) é celebrado o Dia da Revolução Constitucionalista de 1932, fazendo com que vários serviços tenham seu funcionamento alterado em todos os 645 municípios do Estado de São Paulo. A capital paulistana também fará ponto facultativo na sexta-feira (10), alterando a de transportes, trânsito e repartições públicas até o final de semana.

A Revolução Constitucionalista de 1932 marca o levante armado do povo paulista contra o governo provisório de Getúlio Vargas, quando ele passou a governar por decretos, fechou o Congresso e não convocou eleições. Militares de São Paulo passaram a exigir uma nova Constituição e a redemocratização do Brasil.

Trânsito

Conforme a Companhia de Engenharia e Tráfego (CET) de São Paulo, na quinta-feira o rodízio está suspenso para veículos leves e caminhões, e as faixas exclusivas para ônibus estão liberadas. Na sexta, a suspensão do rodízio segue para carros, mas volta para caminhões, assim como a exclusividade das faixas de ônibus.

Na quinta, as restrições de circulação nas zonas de Máxima Restrição à Circulação de Caminhões (ZMRC) e Fretados (ZMRF) também estão suspensas. O estacionamento rotativo pago (zona azul) segue funcionando normalmente nos dois dias.

áreas de lazer, como Av. Paulista, Liberdade e Minhocão ficarão abertas para circulação de pedestres de quinta até domingo (12). Liberdade e Paulista seguem o modelo do programa Ruas Abertas, operando exclusivamente para pedestres das 9h às 16h.

Metrô/CPTM

No feriado, o metrô e o sistema de trens de São Paulo seguirão os horários e intervalos como normalmente acontecem nos domingos, mas com veículos de reserva para reforçar a frota, caso seja necessário. Na sexta, a operação do metrô e trem segue normalmente, como nos demais dias úteis.

Combustíveis

Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), postos de combustíveis são obrigados a funcionar tanto no feriado quanto na sexta, com os estabelecimentos seguindo seus horários normais.

Bancos

Na quinta, agências bancárias do estado não vão abrir, e carnês e contas com vencimento no dia feriado podem ser pagos no dia 10, sem que juros sejam cobrados. Na sexta, de acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), os bancos de São Paulo vão abrir normalmente.

Serviços públicos

Pela lei municipal, repartições públicas não terão expediente na quinta-feira do feriado, porém, serviços considerados essenciais, como segurança e abastecimento de água e energia elétrica, seguem funcionando com esquema de plantão.

Em relação à saúde, hospitais, Assistências Médicas Ambulatoriais (AMA) e Unidades de Pronto Atendimento (UPA) seguem com o funcionamento 24h. Porém, Unidades Básicas de Saúde (UBS) fecham tanto na quinta quanto na sexta.



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Renovagro aprova emissão de R$ 10,8 milhões em debêntures

A Renovagro Agricultura Renovável aprovou a realização de sua segunda emissão privada de debêntures, no valor de R$ 10,8 milhões, cujos recursos serão destinados ao capital de giro e ao reforço da estrutura de capital da companhia. 

A operação foi autorizada em assembleia geral extraordinária e formalizada por meio da escritura da emissão, segundo documentos enviados pela empresa à CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

A emissão será composta por quatro debêntures simples, não conversíveis em ações, da espécie com garantia real, em série única e com colocação privada, sem registro na CVM ou na ANBIMA. De acordo com a escritura, a operação não contará com esforços de venda ao público nem com negociação em bolsa ou mercado de balcão organizado.

Cada um dos quatro debêntures terão valor nominal de R$ 2,7 milhões, totalizando os R$ 10,8 milhões. Os títulos terão vencimento em 1º de abril de 2030 e remuneração equivalente a 100% da taxa DI acrescida de spread de 11,88% ao ano, com pagamento mensal de juros.

Segundo a escritura, a integralização das debêntures dependerá do cumprimento de condições precedentes, entre elas a formalização dos documentos da operação, a constituição das garantias e a inexistência de eventos de vencimento antecipado.

Como garantia da emissão, a companhia cederá fiduciariamente direitos creditórios originados de duplicatas mercantis e os recursos depositados em conta vinculada destinada ao recebimento desses créditos. Os acionistas também alienarão fiduciariamente a totalidade das ações da empresa até a liquidação integral das obrigações previstas na emissão.

A Vórtx irá atuar como agente de liquidação, escriturador e agente fiduciário.

A Renovagro atua na comercialização de defensivos agrícolas, fertilizantes, corretivos de solo, máquinas e equipamentos para o agronegócio, além de atividades de armazenagem, beneficiamento e comercialização de produtos agrícolas, conforme seu estatuto social.

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