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MPSP denuncia quatro pessoas por morte de jovem jogada sem corda de rope jump


A Promotoria de Justiça de Limeira (SP) denunciou, nesta terça-feira (7), quatro pessoas por envolvimento na morte da jovem de 21 anos, arremessada sem corda da ponte do esqueleto durante um salto de rope jump. Na denúncia, o Ministério Público (MP) defende que os responsáveis pelo salto sabiam dos riscos da atividade e não tomaram as precauções necessárias.

Três homens poderão responder por homicídio com dolo eventual (quando não têm intenção, mas assume o risco de matar), qualificado por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. A quarta denunciada foi apontada pela prática do mesmo crime, mas por omissão imprópria, já que deveria garantir a segurança dos participantes.

Como a quarta acusada tentou eliminar o vídeo gravado pela câmera de ação que estava com a vítima no momento, considerado uma prova para a investigação, também é acusada de fraude processual. 

Os responsáveis por levar o caso ao Judiciário são os promotores de Justiça Mário Robim da Silva Júnior, Michelli Musse Jacob, João Guilherme Salve, Matheus Bulgarelli de Freitas Guimarães, Renato Fanin e André Camilo Castro Jardim.

*matéria em atualização.



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Cenipa vê falhas de pilotos, Voepass e Anac em queda de avião, diz jornal


O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) concluiu, em relatório final obtido pelo jornal Folha de S.Paulo, que uma combinação de falhas dos pilotos, da Voepass e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) contribuiu para a queda do avião da companhia em Vinhedo (SP), em agosto de 2024, acidente que matou 62 pessoas. O documento foi enviado às autoridades da França e do Canadá antes da divulgação oficial.

O voo seguia de Cascavel (PR) para o Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP) quando o ATR 72-500 caiu sobre um condomínio em Vinhedo. A aeronave explodiu após o impacto, não houve sobreviventes entre os 58 passageiros e quatro tripulantes, e nenhuma pessoa em solo ficou ferida. A principal hipótese investigada desde o acidente era o acúmulo de gelo nas asas da aeronave.

Segundo o relatório, o acidente foi resultado de uma sequência de fatores operacionais e organizacionais. O Cenipa afirma que os pilotos permaneceram durante parte significativa do voo em conversas sem relação com a operação da aeronave, o que reduziu a atenção ao ambiente externo, às condições favoráveis à formação de gelo e aos alertas emitidos na cabine.

O documento também aponta que um dos pilotos enfrentava problemas pessoais que, segundo a investigação, influenciaram seu estado emocional e desviaram sua atenção durante o voo. O órgão afirma ainda que houve coordenação ineficiente entre os tripulantes durante a emergência e descumprimento de procedimentos operacionais.

Na avaliação do Cenipa, a cultura de segurança da Voepass apresentava fragilidades que influenciaram o comportamento da tripulação. O relatório afirma que desvios operacionais haviam se tornado normalizados dentro da empresa e que alertas recorrentes da aeronave eram tratados de forma inadequada, reduzindo a percepção dos riscos.

Falhas no sistema de degelo

A investigação também concluiu que pilotos e equipes técnicas já conheciam falhas no sistema de degelo do avião antes do voo. Mesmo com a previsão de condições favoráveis à formação de gelo severo na rota, a operação foi mantida sem medidas adicionais para reduzir os riscos.

Ainda de acordo com o documento, registros de falhas apresentados em voos anteriores não constavam nos diários de bordo. Com isso, setores responsáveis pela manutenção e pela operação deixaram de adotar medidas como substituição da aeronave, replanejamento da rota ou manutenção corretiva do sistema de degelo.

O Cenipa afirma que, durante a emergência, os pilotos não reconheceram a gravidade da situação a tempo, não solicitaram descida imediata e também não declararam emergência, apesar dos alertas emitidos na cabine pouco antes da perda de controle da aeronave.

A investigação cita ainda características do sistema de alertas do ATR 72-500. Segundo o relatório, o aviso relacionado à degradação das condições de voo ofereceu pouco tempo para reação da tripulação. O órgão avalia que, caso esse alerta tivesse um nível mais elevado de prioridade, os pilotos poderiam ter identificado mais rapidamente a gravidade da situação e adotado medidas para reduzir o risco de perda de controle provocada pelo acúmulo de gelo.

O relatório também faz apontamentos sobre a atuação da Anac. Segundo o Cenipa, a agência havia realizado auditorias e inspeções na Voepass antes do acidente e identificado diversas não conformidades relacionadas à manutenção das aeronaves, além de práticas recorrentes de comunicação informal ou ausência de registro de falhas. Ainda assim, o documento relata que essas informações não resultaram em decisões capazes de amenizar os riscos operacionais identificados.

Como parte do procedimento internacional previsto para investigações desse tipo, o relatório foi encaminhado às autoridades da França, onde está sediada a fabricante ATR, e do Canadá, país de origem dos motores da aeronave. Após a análise desses órgãos, o Cenipa deverá publicar oficialmente o relatório final.

Em nota enviada à Folha de S.Paulo, o Cenipa informou que só se manifesta oficialmente sobre os resultados da investigação após a publicação do relatório final ao público.



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PM prende terceiro suspeito de envolvimento em ataque a tenente da Rota


A Polícia Militar de São Paulo prendeu um homem suspeito de envolvimento na tentativa de homicídio contra o tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, baleado na cabeça em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. Ele foi preso na noite de terça-feira (7). Segundo a polícia, o homem não é o responsável pelos disparos, mas teria participado da ação.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o suspeito foi localizado por uma equipe da Rota no bairro do Ipiranga, na zona sul da capital. Durante a abordagem, ele teria confirmado envolvimento no crime e informado que se desfez da motocicleta utilizada pelos autores do ataque nas proximidades de Heliópolis.

O homem foi encaminhado ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), onde um mandado de prisão foi cumprido, e permanece à disposição da Justiça.

Ronickson é irmão mais velho de Eloá Pimentel, morta em 2008 no caso que ficou conhecido como o sequestro mais longo da história de São Paulo. Ele foi atingido por disparos na Avenida Goiás em 27 de junho. Socorrido inicialmente por equipes de resgate, o tenente foi levado ao hospital pelo helicóptero Águia da corporação. Após passar por uma cirurgia neurológica de alta complexidade, ele permanece internado em estado grave, porém estável.

A motivação do atentado contra o tenente e a participação de outros envolvidos continuam sendo investigadas. Imagens de câmeras de segurança mostram Ronickson parado com a motocicleta em um semáforo quando dois homens, também em uma moto, se aproximam. Instantes depois, o policial é atingido pelos disparos e cai no chão. Além do homem detido nesta terça-feira, outros dois homens, de 40 e 52 anos, já estão presos.

No domingo (5), a SSP anunciou uma recompensa de R$ 50 mil por informações que levem à localização e à prisão de Hércules da Costa Siqueira. Nesta terça, ele foi incluído na lista de fugitivos da Interpol. Considerado foragido, Siqueira poderá ser capturado em qualquer local do mundo, caso deixe o Brasil.

Polícia de SP oferece R$ 50 mil por informações sobre localização de suspeito de atirar em tenente da Rota no ABC
Polícia de SP oferece R$ 50 mil por informações sobre localização de suspeito de atirar em tenente da Rota no ABC



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O que ex-mulher do goleiro Bruno disse no julgamento do caso Eliza Samudio em 2013


A ex-mulher do goleiro Bruno Fernandes, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, foi internada em um hospital de Belo Horizonte (MG). Ela ficou três dias desaparecida e deu entrada na unidade de saúde na noite de sábado, 4.

Dayanne se relacionou com o goleiro Bruno antes de o ex-jogador se envolver no desaparecimento e na morte de Eliza Samudio, em junho de 2010, em Minas Gerais. Ela chegou a ser acusada de sequestro e cárcere privado do filho de Eliza com o goleiro. Foi presa durante as investigações do assassinato e levada a julgamento, quando acabou absolvida pelo Tribunal do Júri em março de 2013. De acordo com o próprio promotor do caso, Dayanne deveria ser inocentada.

À época, ela prestou depoimento por cerca de quatro horas e negou envolvimento no crime. Disse, no entanto, ter visto todos os acusados no sítio do ex-atleta do Flamengo na época, em Esmeraldas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Dayanne relatou sobre os dias em que esteve no sítio, deu detalhes a respeito do seu convívio com o então bebê Bruninho, filho de Eliza, mas afirmou que não sabia o que havia acontecido com a modelo.

Desaparecimento e carta no celular

Segundo registro da Polícia Militar, Dayanne havia sido vista pela última vez na manhã de quinta-feira, 2, por volta das 11h, em Ribeirão das Neves (MG), onde morava com o marido (cujo nome não foi divulgado) e dois filhos.

Ela informou ao marido que iria à casa da mãe para deixar os filhos sob os cuidados dela, mas não retornou. Já a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que Dayanne foi socorrida na noite de sábado, 4, pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e encaminhada a uma unidade hospitalar para atendimento médico.

O marido relatou à PM que encontrou o celular da mulher e cartas com “conteúdo de despedida” na residência do casal. No aparelho, foram localizadas mensagens trocadas com pessoas que se identificavam como agiotas e cobravam dívidas da mulher.

No texto, obtido pelo portal G1 e pela rádio Itatiaia, ela diz sofrer ameaças de agiotas e pede “socorro pelos meus filhos, familiares, pelo meu companheiro”.

Leia o texto da carta na íntegra:

As autoridades, hoje, dia 02/07/2026

Eu peço socorro pelos meus filhos, familiares, pelo meu companheiro.

Estou sofrendo ameaças de agiotas, está tudo no meu telefone.

Por essas ameaças hoje eu estou perdendo a minha vida, mas peço que zelem pela vida dos que estão ficando aqui.

Quero que minhas filhas fiquem com a minha mãe, [nome ocultado], e os meus filhos com o pai [nome ocultado].

Ribeirão das Neves, 02 de julho de 2026

Onde buscar ajuda

Se você está passando por sofrimento psíquico ou conhece alguém nessa situação, veja abaixo onde encontrar ajuda:

Centro de Valorização da Vida (CVV)

Se estiver precisando de ajuda imediata, entre em contato com o Centro de Valorização da Vida (CVV), serviço gratuito de apoio emocional que disponibiliza atendimento 24 horas por dia. O contato pode ser feito por e-mail, pelo chat no site ou pelo telefone 188.

SUS

Os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) são unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) voltadas para o atendimento de pacientes com transtornos mentais. Há unidades específicas para crianças e adolescentes. Na cidade de São Paulo, são 33 Caps Infantojuventis e é possível buscar os endereços das unidades nesta página.

Mapa da Saúde Mental

O site traz mapas com unidades de saúde e iniciativas gratuitas de atendimento psicológico presencial e online. Disponibiliza ainda materiais de orientação sobre transtornos mentais.



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Brasil abate 2,4 milhões de bovinos em junho com liderança de Mato Grosso

O ritmo de abates bovinos permaneceu elevado no Brasil em junho de 2026, segundo dados do SIGSIF (Sistema de Informações Gerenciais do Serviço de Inspeção Federal), do Ministério da Agricultura. O levantamento indica que os frigoríficos registrados no SIF (Serviço de Inspeção Federal) abateram 2,44 milhões de bovinos no mês em todo o país.

A liderança nacional ficou com Mato Grosso, que concentrou o maior volume de animais enviados às indústrias, com 551,7 mil cabeças abatidas. Na sequência aparecem Goiás, com 301,8 mil animais, e Mato Grosso do Sul, com 286,2 mil cabeças.

Entre os principais polos produtores, São Paulo ocupou a quarta posição, com 265,9 mil bovinos abatidos em junho, seguido por Rondônia, com 257,6 mil animais, e Pará, com 220,9 mil cabeças.

Somados, Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul responderam por mais de 1,13 milhão de bovinos abatidos em junho, quase metade do volume nacional registrado pelo sistema federal.

Apesar do ritmo elevado em nível nacional, os dados dos institutos estaduais mostram que a dinâmica da pecuária tem apresentado comportamentos diferentes entre as regiões. Enquanto Mato Grosso registra uma oferta histórica de animais para as indústrias, estados como Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul apresentam sinais de desaceleração.

Mato Grosso

Em Mato Grosso, principal estado produtor de carne bovina do país, o cenário é de forte atividade industrial. Segundo levantamento do IMEA (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária), o estado registrou 3,65 milhões de bovinos abatidos entre janeiro e junho de 2026, alta de 3,58% em relação ao mesmo período do ano passado e o maior volume já contabilizado para um primeiro semestre.

O avanço foi puxado principalmente pelos machos, em que os abates dessa categoria cresceram 13,05% na comparação anual, chegando a 1,81 milhão de animais. Já o volume de fêmeas recuou 4,26%, para 1,85 milhão de cabeças.

Segundo o Imea, o movimento indica uma mudança na dinâmica do ciclo pecuário, com menor participação de matrizes no abate e maior disponibilidade de animais terminados neste momento. O instituto também aponta que a demanda internacional, especialmente da China, contribuiu para manter a disputa das indústrias pela compra de gado pronto.

O Instituto Mato-Grossense destacou que a antecipação de embarques antes do preenchimento da cota tarifária chinesa aumentou a demanda por animais no primeiro semestre. Para os próximos meses, porém, o mercado deve acompanhar os efeitos da redução do ritmo das exportações para a China após o uso da cota, enquanto a menor disponibilidade de animais tende a limitar a oferta no segundo semestre.

Mato Grosso do Sul

Em Mato Grosso do Sul, os números apontam para um cenário mais ajustado. Dados acompanhados pela Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso do Sul) mostram que os frigoríficos com inspeção federal abateram 275 mil bovinos em maio, volume praticamente estável em relação a abril, mas 4,8% inferior ao registrado no mesmo mês de 2025.

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, o estado somou 1,38 milhão de cabeças abatidas, queda de 4,4% na comparação anual.

A redução também aparece no abate de fêmeas, que entre janeiro e maio, foram enviadas às indústrias 636,9 mil vacas, retração de 4,3% frente ao mesmo período do ano anterior. A categoria representou cerca de 46% do total abatido no estado.

O movimento indica uma menor disponibilidade de animais para processamento, especialmente diante da estratégia de retenção de matrizes observada em parte do ciclo pecuário.

Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul, os dados da Fundesa (Fundo de Defesa Sanitária Animal ou Fundo de Desenvolvimento da Agropecuária) mostram uma perda de intensidade na atividade dos frigoríficos ao longo do primeiro semestre.

O volume mensal de abates caiu de 171,5 mil cabeças em março para 144,3 mil em junho. A média diária também recuou, passando de 7.966 animais em abril para 6.870 em junho.

O cenário gaúcho acompanha uma dinâmica diferente da observada no Centro-Oeste, com menor oferta de animais e ajustes na operação das indústrias diante das condições de mercado.

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Demanda por gestão no campo faz Rural Data acelerar expansão na pecuária

A maior procura por ferramentas de gestão na pecuária tem impulsionado os planos de expansão da Rural Data, empresa especializada em soluções para propriedades rurais. A companhia triplicou sua base de clientes entre janeiro e julho deste ano e pretende repetir esse crescimento até dezembro.

Segundo o fundador da Rural Data, João Victor Junqueira, a meta é alcançar cerca de 5 mil produtores utilizando a plataforma nos próximos cinco anos.

“De janeiro para cá, triplicamos nossa base de clientes e a ideia é triplicar novamente até dezembro. Acreditamos que, em cinco anos, conseguiremos atingir cerca de 5 mil produtores usando a nossa ferramenta”, afirma.

De acordo com Junqueira, a expansão está relacionada ao aumento da busca dos pecuaristas por maior eficiência na gestão das fazendas, diante do aumento dos custos de produção e da redução das margens da atividade.

“O produtor percebeu que precisa melhorar a eficiência. Hoje ele precisa tratar a fazenda como uma empresa. Quem não buscar gestão e tecnologia terá dificuldade para manter a rentabilidade”, diz.

Na avaliação do executivo, dois movimentos devem sustentar o crescimento da empresa nos próximos anos que é a sucessão familiar nas propriedades e a maior adoção de tecnologias de gestão no campo.

“Os filhos dos produtores entram na fazenda mais familiarizados com tecnologia e enxergam valor nesse tipo de ferramenta. Ao mesmo tempo, o próprio produtor está buscando mais conhecimento e mais gestão para melhorar os resultados”, explica.

Além da expansão da base de clientes, a Rural Data pretende ampliar o número de serviços oferecidos aos produtores. A estratégia é integrar novas soluções à plataforma, como serviços voltados à nutrição animal, manejo de pastagens e contabilidade rural.

“Queremos construir um ecossistema em torno dos dados do produtor. Não apenas mostrar os indicadores, mas oferecer soluções que ajudem a melhorar esses resultados”, afirma.

A empresa também investe em funcionalidades baseadas em inteligência artificial. O objetivo é que o sistema analise automaticamente as informações registradas na propriedade e apresente recomendações para melhorar os indicadores técnicos e financeiros.

Segundo Junqueira, outro diferencial da plataforma é o lançamento de informações diretamente pelo por aplicativo de mensagem, permitindo que o produtor registre despesas e movimentações por mensagens de texto ou áudio.

“Hoje o produtor faz o lançamento em poucos segundos pelo WhatsApp. A inteligência artificial organiza essas informações, gera os relatórios e deixa o tempo dele voltado para analisar os resultados, e não para preencher planilhas”, destaca.

De acordo com a empresa, os clientes registram redução média de 70% no tempo dedicado à gestão administrativa e economia de aproximadamente 2% nos custos operacionais após a adoção da plataforma.

A Rural Data também estuda incorporar ferramentas voltadas à rastreabilidade da produção. Segundo o fundador, no entanto, o foco atual permanece no desenvolvimento de soluções de inteligência artificial para apoiar a tomada de decisão nas fazendas.

“O produtor brasileiro está procurando tecnologia primeiro para melhorar a eficiência. As exigências de rastreabilidade devem acabar sendo uma consequência desse processo”, conclui.

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Excesso de oferta de leite adia recuperação dos preços até o fim de 2026

O mercado global de leite e derivados deve atravessar um período de maior pressão ao longo do terceiro trimestre de 2026, diante de um desequilíbrio entre oferta e demanda. A avaliação faz parte do relatório Perspectivas 2026, da StoneX, elaborado a partir das análises de Inteligência de Mercado lideradas por Nate Donnay, que apontam que a recuperação dos preços dos lácteos deve ser mais lenta do que o esperado.

No fim de 2025, a oferta global avançou cerca de 5,5% na comparação anual, ritmo considerado elevado para o histórico do setor. Mesmo com a queda das cotações internacionais, os produtores não reduziram rapidamente a produção, movimento influenciado principalmente pela redução nos custos de alimentação animal e pela expansão da capacidade de processamento.

Segundo a análise da StoneX, esse excesso de oferta deve prolongar o período de ajuste e atrasar o reequilíbrio do mercado para o fim de 2026. Com mais leite disponível, os preços internacionais tendem a permanecer pressionados durante boa parte do terceiro trimestre.

Entre os maiores fornecedores mundiais, os Estados Unidos já sentem os efeitos desse cenário. A queda nos preços de produtos como manteiga e queijo reduziu as margens dos produtores norte-americanos para níveis abaixo do ponto de equilíbrio, aumentando a pressão sobre a rentabilidade das fazendas.

Na União Europeia, os preços do leite também recuaram de forma significativa, o que deve impactar os pagamentos recebidos pelos produtores nos próximos meses. Apesar disso, um ciclo mais tardio de partos deve manter a produção europeia em expansão até meados de 2026, dificultando uma redução mais rápida da oferta.

Na Nova Zelândia, principal exportadora mundial de lácteos, a produção apresentou crescimento de 4,2% nos primeiros meses da temporada. O aumento ocorreu mesmo diante de desafios climáticos e foi acompanhado por um uso recorde de palm kernel expeller, coproduto do processamento do óleo de palma utilizado na alimentação dos animais.

O movimento indica que os produtores neozelandeses buscaram sustentar os volumes produzidos, contribuindo para manter o mercado global abastecido.

Cenário no Brasil

Para o mercado brasileiro, o ambiente externo influencia principalmente as perspectivas de preços e oportunidades de exportação. A maior disponibilidade global de leite tende a limitar uma recuperação mais consistente das cotações internacionais, enquanto produtores seguem atentos aos custos de produção e ao comportamento do consumo interno.

A expectativa da StoneX é que o mercado passe por uma fase prolongada de ajuste, com a retomada do equilíbrio entre oferta e demanda ocorrendo apenas mais próximo do encerramento de 2026. Até lá, o setor deve conviver com preços pressionados e margens mais apertadas para produtores em diferentes regiões do mundo.

Demanda perde força

Do lado do consumo, o cenário também é de desaceleração já que  a demanda por queijo na Europa, que vinha sendo um dos principais pontos de sustentação do mercado, perdeu força nos últimos meses. O mesmo movimento foi observado para produtos como manteiga e gordura anidra de leite, conhecida pela sigla AMF.

Outro sinal de menor dinamismo está no mercado de leite em pó desnatado. As importações globais do produto apresentam tendência de queda há dois anos, indicando estoques mais confortáveis ou menor necessidade de compras por parte dos principais importadores.

Com consumidores mais cautelosos e estoques elevados, a demanda global não tem avançado no mesmo ritmo da produção, ampliando o desequilíbrio entre oferta e consumo.

Tensões no Oriente Médio

Além dos fundamentos de mercado, o setor também acompanha os impactos geopolíticos sobre as cadeias de abastecimento. De acordo com a StoneX, aproximadamente 6% do comércio internacional de lácteos passa pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica afetada pelas tensões envolvendo o Irã.

A instabilidade na região elevou a complexidade logística, com aumento de custos relacionados a fretes e seguros marítimos. O impacto já aparece principalmente nos países do Golfo Pérsico, onde o consumo de lácteos foi afetado pela maior dificuldade operacional.

Por outro lado, a interrupção das exportações iranianas de leite em pó retirou parte da oferta disponível no mercado internacional, funcionando como um fator de compensação parcial diante da redução da demanda regional.

https://www.cnnbrasil.com.br/agro/mercado-de-leite-no-brasil-recuperacao-gradual-de-precos-em-2026/

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PL que proíbe produção de foie gras segue para sanção de presidencial

Após seis anos de tramitação no Congresso Nacional, o Projeto de Lei Lei 90/2020 que proíbe a produção e a comercialização de foie gras foi encaminhado para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O foie gras é uma iguaria da culinária francesa produzida a partir do fígado de patos ou gansos submetidos à alimentação forçada. Se a proposta for sancionada, a fabricação e a venda do produto passarão a ser proibidas em todo o país.

De autoria do senador (Novo-CE), Eduardo Girão, o projeto foi apresentado em 2020 e tramitou durante seis anos entre o Senado Federal e a Câmara dos Deputados até ser aprovado pelos parlamentares.

O texto permaneceu por mais de dois meses na Câmara dos Deputados após a conclusão da votação no Congresso antes de seguir para análise do Executivo. Agora, o presidente terá o prazo previsto na Constituição para decidir se sanciona integralmente a proposta, veta trechos ou rejeita o projeto.

O foie gras é produzido por meio da técnica conhecida como gavage, que consiste na introdução forçada de grandes quantidades de alimento diretamente no esôfago de patos e gansos para provocar o aumento do fígado. O método é alvo de debates sobre bem-estar animal e já levou diversos países a restringirem ou proibirem sua produção.

A decisão do Palácio do Planalto encerrará a tramitação legislativa da proposta e definirá se o Brasil passará a proibir a produção e a venda do produto em todo o país.

 

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Banco Central da Noruega reduz participação na Raízen e fica abaixo dos 5%

O Norges Bank, banco central da Noruega e gestor do fundo soberano norueguês, reduziu sua participação acionária na Raízen, uma das maiores empresas de energia e biocombustíveis do Brasil. Segundo comunicado divulgado pela companhia nesta terça-feira (7), a instituição passou a administrar 60,68 milhões de ações preferenciais da empresa, o equivalente a 4,47% do total desse tipo de papel.

Antes da operação, o Norges Bank detinha 81 milhões de ações preferenciais da Raízen, participação equivalente a 5,96% das ações emitidas pela companhia. Com a redução, a instituição deixou de superar o limite de 5% de participação acionária.

A movimentação foi comunicada pela Raízen ao mercado em cumprimento às regras da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), que determinam a divulgação de alterações relevantes na composição acionária de companhias abertas.

De acordo com o documento enviado pelo Norges Bank, a participação tem caráter exclusivamente de investimento. A redução da posição não altera o controle ou a estrutura administrativa da Raízen, e a instituição informou não possuir outros valores mobiliários ou derivativos vinculados às ações da companhia.

O Norges Bank Investment Management administra o fundo soberano da Noruega, considerado um dos maiores investidores institucionais do mundo, com participações em milhares de empresas globais. A instituição investe recursos provenientes das receitas de petróleo e gás do país em ativos financeiros internacionais.

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Soja sobe em Chicago com compras da China e safra americana

Na sessão desta terça-feira (7), o contrato futuro da soja para entrega em novembro encerrou o pregão na Bolsa de Chicago cotado a US$ 11,97 por bushel, com alta de 0,46%.

Segundo análise da Granar, os preços da oleaginosa ampliaram os ganhos registrados na sessão anterior, quando avançaram cerca de 4%. Apesar de um movimento de realização de lucros ao longo do dia, o mercado encontrou suporte nas compras da China e na piora das condições das lavouras norte-americanas apontada pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

De acordo com informações da Reuters, a estatal chinesa COFCO adquiriu pelo menos cinco carregamentos de soja dos Estados Unidos, o equivalente a cerca de 300 mil toneladas, com embarques previstos entre setembro e novembro. Fontes do mercado ouvidas pela agência avaliam que o volume pode dobrar nos próximos dias, alcançando aproximadamente 600 mil toneladas.

Nas lavouras americanas, o USDA reduziu de 65% para 64% a parcela das lavouras classificadas entre boas e excelentes, resultado abaixo das expectativas do mercado, que projetava a manutenção do índice em 66%. No mesmo período do ano passado, o percentual era de 66%.

O relatório também mostrou avanço no desenvolvimento da safra. Segundo o órgão, 34% das lavouras já estão em floração, acima dos 19% registrados na semana anterior, dos 30% observados no mesmo período de 2025 e da média histórica de 28%, mantendo o mercado atento ao impacto das condições climáticas sobre o potencial produtivo.

Milho

Os contratos futuros do milho encerraram a sessão desta terça-feira em alta na Bolsa de Chicago. Entre os principais vencimentos, o contrato para dezembro avançou 1,42%, cotado a US$ 4,64 por bushel.

Segundo análise da Royal Rural, o mercado voltou a incorporar um prêmio climático às cotações. Com o início de julho, a safra norte-americana entra na fase de polinização, considerada a mais sensível do ciclo, quando períodos de calor intenso e chuvas irregulares podem comprometer rapidamente o potencial produtivo.

O USDA informou que 16% das lavouras já estão em espigamento, acima da média dos últimos cinco anos, de 14%. Apesar de 67% da safra ainda ser classificada como boa ou excelente, o mercado concentra a atenção nas condições climáticas das próximas semanas, decisivas para a definição da produtividade.

As previsões meteorológicas também deram suporte aos preços ao indicarem temperaturas mais elevadas e menor volume de chuvas em áreas do oeste americano. Caso esse cenário persista, aumenta o risco de perdas nas lavouras e, consequentemente, a necessidade de incorporar um prêmio de risco às cotações.

Além dos Estados Unidos, a Europa também enfrenta preocupações com o clima. Na França, principal produtor de milho da União Europeia, o percentual de lavouras classificadas entre boas e excelentes caiu de 76% para 58%, o menor nível para esta época do ano em 13 anos, reforçando as incertezas sobre a oferta global.

Outro fator que impulsionou o mercado foi a movimentação dos fundos de investimento. De acordo com a Royal Rural, muitos investidores mantinham posições vendidas e passaram a recomprar contratos diante do aumento do risco climático. Estimativas da Farm Futures apontam que os fundos adquiriram cerca de 38 mil contratos de milho na segunda-feira, acumulando aproximadamente 52 mil contratos comprados nas últimas quatro sessões, movimento que contribuiu para acelerar a alta das cotações.

Trigo

O contrato futuro do trigo para entrega em setembro encerrou a sessão desta terça-feira com alta de 0,73%, cotado a US$ 6,18 por bushel.

Segundo análise da Granar, os preços do cereal avançaram nas bolsas norte-americanas pelo segundo pregão consecutivo. O movimento foi impulsionado pela expectativa de que o USDA volte a reduzir sua estimativa para a produção do país no relatório de oferta e demanda que será divulgado na sexta-feira. A perspectiva ganhou força após o órgão revisar, no fim de junho, a área plantada de trigo de 17,73 milhões para 17,30 milhões de hectares.

Além disso, o mercado segue atento às condições climáticas nas Grandes Planícies do Norte. A onda de calor na região pode comprometer o desenvolvimento do trigo de primavera, após o USDA indicar, no início da semana, piora nas condições das lavouras, fator que reforçou o suporte às cotações em Chicago.

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