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Quem é o suspeito de atirar em tenente da Rota e irmão de Eloá


A Polícia Civil do Estado de São Paulo (PCESP), por meio do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DPP) e com apoio da Corregedoria da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP), procura Hércules da Costa Siqueira, de 45 anos. O homem é o principal suspeito de atirar no tenente da Rota e irmão de Eloá Pimentel, Ronickson Pimentel dos Santos.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), Hércules da Costa Siqueira é conhecido pelos apelidos de “Golias” e “Peruca”. O suspeito também tem antecedentes criminais por roubos e homicídio.

No domingo (5), a SSP-SP informou que está oferecendo R$ 50 mil como recompensa por novas informações que ajudem na prisão de Hércules da Costa Siqueira.

Em nota, a secretaria orientou que, quem tiver informações sobre o paradeiro do suspeito, deve ligar para o Disque Denúncia, 181, ou enviar pelo site www.ssp.sp.gov.br/denuncia. Os canais funcionam por 24 horas. a SSP prometeu sigilo total.

A SSP também pediu para que as pessoas “não tentassem abordar o suspeito”.

Relembre o caso

Ronickson Pimentel foi alvo de uma série de disparos quando estava parado com a sua moto em um semáforo em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo em 27 de junho. Ele foi surpreendido pelos criminosos, que se aproximaram em dupla, também em uma motocicleta, e abriram fogo contra o tenente.

O policial foi socorrido pelo helicóptero Águia e, desde então, segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André.

Em 28 de junho, dois homens suspeitos de envolvimento no crime foram presos temporariamente. Eles são investigados por darem cobertura logística para os autores dos disparos, que seguem foragidos. 

Três dias, a polícia informou ter identificado o suspeito de efetuar os disparos.

Com informações de Estadão Conteúdo



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Agronegócio brasileiro perde espaço nas exportações aos EUA com tarifas

O agronegócio brasileiro sentiu os efeitos da retração no comércio entre Brasil e Estados Unidos no primeiro semestre de 2026. Dados do Monitor do Comércio Brasil–EUA, elaborado pela Amcham Brasil, mostram que a participação do mercado norte-americano nas exportações brasileiras caiu para 9,4%, o menor percentual registrado para um primeiro semestre desde o início da série histórica, em 1997.

O comércio bilateral entre os dois países movimentou US$ 36,4 bilhões entre janeiro e junho, uma queda de 12,8% em relação ao mesmo período do ano passado. As exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 13%, para US$ 17,4 bilhões, enquanto as importações diminuíram 12,5%, totalizando US$ 19 bilhões.

No primeiro semestre, as exportações brasileiras para o mundo cresceram 11,5%, impulsionadas principalmente pelo aumento das vendas para a China, com alta de 21,9%, e para a União Europeia, com avanço de 12,8%.

Dentro da pauta do agronegócio, produtos relevantes para a relação comercial com os Estados Unidos registraram queda nas vendas. As exportações de café não torrado recuaram 34,8% na comparação anual, enquanto a celulose teve redução de 9,4% no período. Os dois produtos estão entre os principais itens agropecuários embarcados pelo Brasil ao mercado norte-americano.

A redução das vendas ocorre em meio ao aumento das barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros. Segundo a Amcham, os itens submetidos às sobretaxas apresentaram uma retração mais intensa, com queda de 16,6% nas exportações no primeiro semestre, enquanto os produtos sem tarifas adicionais recuaram 8,7%.

Para a entidade, a manutenção ou ampliação dessas medidas pode pressionar ainda mais setores que dependem do mercado americano. O agronegócio está entre os segmentos que acompanham com atenção as negociações, já que os Estados Unidos são um destino importante para produtos de maior valor agregado e com forte presença da indústria de alimentos.

“O primeiro semestre confirma que o comércio bilateral atravessa um período de forte pressão e reforça a necessidade de um acordo que evite a aplicação de novas tarifas no âmbito da investigação da Seção 301. Caso sejam implementadas, as sobretaxas poderão comprometer ainda mais as trocas entre Brasil e Estados Unidos”, afirmou o presidente da Amcham Brasil, Abrão Neto.

Entre os produtos afetados pelas tarifas adicionais, as maiores retrações foram registradas em segmentos como semiacabados de ferro e aço, com queda de 21,7%, caminhões, com recuo de 46,7%, madeira, com baixa de 40,5%, e cobre, com redução de 37,4%.

Apesar do desempenho negativo no acumulado do semestre, junho trouxe um sinal de recuperação para o comércio bilateral. As exportações brasileiras aos Estados Unidos cresceram 3,7% na comparação com junho de 2025, interrompendo uma sequência de dez meses consecutivos de queda.

O avanço, no entanto, foi concentrado principalmente em produtos que não estão sujeitos às sobretaxas, que registraram alta de 35,8% no mês, impulsionados por itens como aeronaves e óleos combustíveis de petróleo. Já os produtos submetidos às tarifas adicionais continuaram em retração, com queda de 17% em junho.

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Pecuária brasileira entra em nova fase com mudança nas compras da China

A mudança no calendário de compras da China e a redução gradual da oferta de animais devem mudar a dinâmica do mercado de boi gordo a partir do terceiro trimeste deste ano. Segundo a StoneX, o setor deve entrar em uma nova fase, com impacto sobre exportações, confinamento e preços da arroba.

No relatório de perspectivas para o terceiro trimestre de 2026, a consultoria destaca que a demanda internacional teve papel central na definição da sazonalidade da pecuária brasileira. O ritmo das compras externas passou a influenciar decisões dentro da porteira, como o momento de entrada dos animais em confinamento, a formação das escalas de abate dos frigoríficos e o comportamento das cotações da arroba.

Segundo a StoneX, a implementação das cotas chinesas levou importadores a anteciparem parte das compras para o início do ano, deslocando uma parcela da demanda que tradicionalmente se concentrava no segundo semestre.

A mudança reduz a previsibilidade do mercado e cria um novo desafio para a indústria e para os pecuaristas, já que o período historicamente marcado por maior demanda internacional chega com uma configuração diferente.

Na avaliação da consultoria, o impacto dessa alteração não está apenas em uma possível redução momentânea dos embarques, mas na possibilidade de uma mudança estrutural no calendário de compras da China. Com isso, o setor pode passar a conviver com uma distribuição mais equilibrada das exportações ao longo do ano, em vez de uma concentração maior na segunda metade do calendário.

Oferta de animais

Do lado da produção, a StoneX aponta sinais de transição no ciclo pecuário brasileiro. Depois de um período de maior disponibilidade de animais, impulsionado pelo descarte elevado de fêmeas, o mercado começa a caminhar para uma fase de menor oferta.

A redução gradual do abate de fêmeas e o processo de recomposição do rebanho indicam uma menor disponibilidade futura de animais para terminação. Além disso, a consultoria observa um comportamento mais seletivo dos confinamentos, com produtores avaliando com maior cautela os custos de produção e as oportunidades de mercado.

Esse movimento tende a limitar o crescimento da oferta de carne bovina nos próximos meses e pode criar um ambiente mais favorável para a sustentação dos preços da arroba.

O terceiro trimestre de 2026 será considerado pela StoneX como um período de teste para esse novo cenário. Tradicionalmente, entre julho e setembro ocorre a entrada de animais confinados e uma aceleração das exportações brasileiras. Neste ano, entretanto, o mercado chega a esse momento com duas forças atuando em sentidos diferentes.

De um lado, uma oferta mais restrita de animais pode reduzir a pressão sobre os preços. Do outro, uma eventual desaceleração da demanda externa aumenta a importância do consumo doméstico para absorver a produção nacional.

Mercado interno

A StoneX também destaca que a competição entre proteínas será um dos pontos de atenção para a pecuária brasileira. Apesar de o Brasil manter uma posição de liderança no comércio mundial de carne bovina, o país também possui forte presença nas exportações de carne de frango e uma produção relevante de carne suína.

Com uma possível redução do ritmo das compras externas, a carne bovina poderá disputar espaço no mercado interno com outras proteínas, especialmente em um cenário de consumidor mais sensível aos preços.

Para a consultoria, a capacidade de o mercado doméstico absorver uma eventual oferta adicional será determinante para a formação das cotações ao longo do segundo semestre.

Entre os fatores positivos para a pecuária, a StoneX destaca a menor disponibilidade de animais, a reconstrução do rebanho e a possibilidade de crescimento mais moderado dos confinamentos. Já os principais riscos estão relacionados à reorganização das compras chinesas, ao comportamento da demanda internacional e à concorrência com outras proteínas.

A avaliação da consultoria é que o principal ponto de observação para os próximos meses não será apenas o volume exportado ou a quantidade de animais disponíveis para abate, mas a velocidade com que essas duas transformações irão ocorrer.

“O mercado deverá acompanhar se a redução da oferta de gado avançará mais rapidamente do que a reorganização da demanda externa e qual será a resposta do consumidor brasileiro diante desse novo equilíbrio da pecuária nacional.

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Quem é Dayanne Rodrigues, a ex do goleiro Bruno que estava desaparecida


Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, a ex do goleiro Bruno, tem 39 anos e é natural de Belo Horizonte, Minas Gerais. Ela ficou nacionalmente conhecida durante as investigações sobre a morte de Eliza Samúdio, ainda em 2010.

Na época, ela foi acusada de participar no crime, mas acabou sendo absolvida em 2013 pelo Tribunal do Júri das acusações de sequestro e cárcere privado de Bruninho, filho de Eliza Samúdio e Bruno.

O goleiro foi condenado a 22 anos e três meses de prisão pelo sequestro do filho, pelo homicídio de Eliza Samúdio e também por ocultação de cadáver. No curso das investigações, Dayanne foi acusada de manter Bruninho no sítio de Bruno, na cidade de Esmeraldas, na Grande BH, mas os jurados entenderam que ela foi forçada, e por isso acabou sendo liberada.

Dayanne estava desaparecida

A ex do goleiro Bruno foi encontrada na noite de sábado (04) depois de ser dada como desaparecida desde a última quinta-feira (2).

Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), a mulher foi socorrida pelo SAMU e encaminhada para a unidade hospitalar para atendimento médico em Belo Horizonte. “A PCMG apura as circunstâncias do fato e não divulga estado de saúde de pessoas.”, disse em nota enviada à Jovem Pan.

Segundo familiares, Dayanne desapreceu após dexiar os filhos na casa da mãe na manhã de quinta-feira. O marido da moça encontrou algumas cartas na casa do casal após o sumiço da esposa.

Em uma delas, obtidas pelo G1, Dayanne menciona, em tom de despedida, que ela vinha sofrendo ameaças de agiotas e pede proteção às autoridades para seus familiares.

No documento, datado de 2 de julho, ela também registrou que desejava que as filhas ficassem com a mãe e os filhos com o pai. 



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Café arábica recua 9,24% em Nova York com realização de lucros

Após as fortes altas registradas nas últimas sessões, os contratos futuros do café arábica encerraram o pregão desta terça-feira (7) em queda na Bolsa de Nova York. O vencimento para setembro recuou 9,24%, fechando cotado a US$ 3,17 por libra-peso.

Segundo análise do Barchart, o mercado passou por um movimento de realização de lucros após a expressiva valorização registrada na última sessão, quando as cotações atingiram níveis considerados de sobrecompra. Esse cenário estimulou vendas técnicas por parte dos investidores, contribuindo para a forte desvalorização dos contratos.

Outro fator que pesou sobre o mercado foi a decisão da bolsa de elevar as margens exigidas para a negociação de contratos futuros de café. A medida aumentou o custo para manutenção das posições e incentivou a liquidação de contratos comprados, ampliando a pressão negativa sobre os preços ao longo da sessão.

Cacau

O contrato futuro do cacau com vencimento em setembro encerrou a sessão com alta de 1,14%, cotado a US$ 5.759 por tonelada na Bolsa de Nova York.

De acordo com Lucca Bezzon, analista de inteligência de mercado da StoneX, o principal fator por trás da valorização continua sendo a preocupação com as condições climáticas nos principais países produtores. A possível atuação do fenômeno El Niño aumenta os riscos para as safras do oeste africano, além de Brasil, Indonésia e, em menor escala, Equador.

Segundo o analista, a irregularidade do clima já começa a ser observada no oeste africano, com o excesso de chuvas registrado em junho sendo seguido por uma expectativa de redução das precipitações. Esse cenário pode comprometer o potencial produtivo da região e sustenta a preocupação dos participantes do mercado.

Apesar desse fundamento, Bezzon avalia que a intensidade da alta registrada na sessão anterior foi amplificada por fatores técnicos. Na avaliação dele, o mercado ainda mantém uma posição vendida relevante por parte dos investidores especulativos, favorecendo um movimento de recompra de contratos e acelerando a valorização das cotações.

“O clima continua sendo o gatilho principal para o mercado, mas o movimento observado hoje parece ter sido impulsionado, principalmente, por fatores técnicos”, afirmou o analista.

Açúcar

Os contratos futuros do açúcar bruto encerraram o pregão em queda na Bolsa de Nova York. O vencimento para outubro recuou 0,53%, fechando cotado a 15,14 centavos de dólar por libra-peso.

Apesar do recuo na sessão, a consultoria Czarnikow destaca que, após o vencimento do contrato anterior, os futuros do açúcar bruto nº 11 voltaram a ganhar força e seguem sendo negociados acima do patamar de 15 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo a análise, a recuperação das cotações também alterou o comportamento dos participantes do mercado. Os produtores aproveitaram a valorização recente para ampliar a comercialização, aumentando em 23,2 mil lotes suas posições vendidas.

Na outra ponta, os consumidores finais reduziram a exposição às altas dos preços e liquidaram 28,8 mil lotes de posições compradas, movimento que reflete uma readequação das estratégias comerciais diante da recuperação das cotações.

Algodão

Os contratos futuros do algodão encerraram a sessão em alta na Bolsa de Nova York. O vencimento para dezembro avançou 3,82%, fechando cotado a 81,29 centavos de dólar por libra-peso.

De acordo com o Barchart, o mercado foi sustentado por um cenário de valorização generalizada dos contratos, que registraram ganhos entre 138 e 245 pontos ao longo do pregão. No ambiente externo, o petróleo bruto avançou US$ 1,87, enquanto o índice do dólar norte-americano também apresentou alta.

No campo, o mais recente relatório progresso de safra, do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), mostrou que 49% da safra de algodão do país estava em fase de florescimento até o último domingo, índice dois pontos percentuais acima da média histórica. Já 14% das lavouras haviam atingido a fase de formação de cápsulas, em linha com a média dos últimos cinco anos.

O levantamento também apontou piora nas condições das lavouras. A parcela da safra classificada como boa ou excelente recuou de 48% para 46% na última semana. O índice Brugler500 caiu três pontos, para 332, refletindo a deterioração das condições das plantações. Entre os principais estados produtores, as lavouras do Texas perderam qualidade, enquanto a Geórgia registrou melhora.

Suco de Laranja

O vencimento futuro para o suco de laranja para entrega em setembro finalizou com desvalorização de 6,00% em que o contrato fechou negociado a US1,56 por libra-peso.

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Justiça nega Fies para mulher condenada por morte do menino Miguel


A Justiça Federal negou o pedido feito por Sari Corte Real para ter acesso, de forma integral, a recursos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para cursar Medicina.

Condenada pela morte do menino Miguel, que morreu ao cair do 9º andar de um prédio de luxo no centro do Recife, Sari Corte Real foi aprovada no vestibular de medicina de uma faculdade particular. A universidade em que ela pretende estudar fica em Jaboatão dos Guararapes, na Grande Recife.

A sentença do juiz Náiber Pontes de Almeida, da 1ª Vara Federal da 1ª Região, foi proferida no dia 21 de junho. A decisão é de primeira instância e cabe recurso. O Estadão tenta contato com a defesa de Sari Corte Real.

Condenação

Sari Corte Real foi condenada pela Justiça de Pernambuco em uma ação que a acusava de abandono de incapaz com resultado morte no caso que culminou com a morte do menino Miguel, em junho de 2020. A vítima, filho da empregada doméstica de Sari, Mirtes Santa, caiu de uma altura de 35 metros em um edifício de alto padrão na área central do Recife. A pena fixada foi de 8 anos e 6 meses de prisão.

O menino que caiu do 9º andar do Condomínio Pier Maurício de Nassau estava sob os cuidados de Sari, enquanto a mãe passeava com o cachorro dos patrões no quarteirão do prédio. Na época, o marido de Sari era prefeito da cidade de Tamandaré, no litoral sul de Pernambuco.

Sari entrou com uma ação contra o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação e a Caixa, que negaram o pedido de financiamento estudantil. As instituições alegam que ela não atingiu a média mínima exigida no Enem para ter acesso à linha de crédito.

A defesa dela, no entanto, argumenta que a média das notas do Enem não deveria ser critério para a seleção dos candidatos e alegou que ela cumpre os requisitos do Fies. O juiz não acolheu os argumentos.



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Governo não consegue acordo sobre texto das dívidas rurais e aposta em MP

O governo federal não conseguiu chegar a um consenso com a FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária) acerca do projeto que trata da renegociação das dívidas rurais. Parlamentares ligados ao agronegócio se reuniram com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, na manhã desta terça-feira (7) para tentar um acordo.

De acordo com o presidente da FPA, Pedro Lupion, o governo apresentou uma medida provisória como alternativa. Os detalhes da medida serão analisados pelos demais parlamentares ligados ao setor no período da tarde para avaliar se aceitam ou não a proposta da equipe econômica.

O texto autoriza a criação de linhas especiais para renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por perdas climáticas e dificuldades econômicas, com uso de recursos públicos para financiar as operações.

A proposta prevê uma série de fontes de recursos, incluindo o Fundo Social do pré-sal, os Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, superávits de fundos supervisionados pelo Ministério da Fazenda e a possibilidade de emissão de títulos pelo Tesouro Nacional para operações de alongamento de dívidas.

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Produção nacional de fertilizantes intermediários recua 9,2% em abril

A produção nacional de fertilizantes intermediários em abril caiu 9,2% em relação ao mesmo período do ano passado, somando 510 mil toneladas, segundo dados divulgados nesta terça-feira (7) pela ANDA (Associação Nacional para Difusão de Adubos). 

No acumulado do primeiro quadrimestre de 2026, a produção alcançou 1,92 milhão de toneladas, uma redução de 14,4% na comparação interanual, quando foram produzidas 2,24 milhões de toneladas.

Segundo a ANDA, a redução está associada, principalmente, ao aumento contínuo dos preços do enxofre, insumo utilizado na produção de fertilizantes fosfatados, segmento em que se concentra a produção nacional.

A entidade também informa que, apesar dos esforços para ampliar a coleta de informações junto às empresas, mudanças na estrutura societária e a retomada das operações em alguns ativos fizeram com que parte da produção nacional não fosse capturada nos dados referentes ao primeiro quadrimestre.

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro, de forma ampla, caíram 6% em abril em relação ao mesmo período do ano passado, totalizando 2,54 milhões de toneladas. 

No acumulado do primeiro quadrimestre houve um crescimento de 1,6% na comparação interanual, com 12,3 milhões de toneladas. Segundo a entidade, os resultados refletem o crescimento em razão da safrinha de milho. Já os números de abril demonstram as compras para a próxima safra de verão.

O estado de Mato Grosso concentra a maior quantidade no quadrimestre, com 3,06 milhões de toneladas, ou 24,9% do total. Em seguida aparecem São Paulo, Paraná, Goiás e Minas Gerais, entre 1,05 milhão e 1,39 milhão de toneladas.

Importação

As importações de fertilizantes intermediários continuam chegando ao Brasil, segundo a ANDA, alcançando, em abril, 3,05 milhões de toneladas, com alta de 10,4%. 

No acumulado do quadrimestre, o total foi de 11,21 milhões de toneladas, em leve retração de 0,4% em relação ao mesmo período de 2025.

“Sobre o aumento das importações, vale destacar que, os números alcançados também foram influenciados pelo atendimento da Safrinha mais expressivo”, disse, em nota.

O porto de Paranaguá, no Paraná, continua como principal entrada dos insumos, que totalizaram 2,84 milhões de toneladas entre janeiro e abril, uma redução de 6,5% em relação a 2025. O terminal representou 25,4% do total importado de todos os portos brasileiros.

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Profert será votado nos próximos dias no Senado, diz senador

O senador Laércio Oliveira (PP) afirmou nesta terça-feira (7) que o projeto de lei (PL) 699/2023, que institui o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert) e destina até R$ 10 bilhões em subsídios para o setor, deve ser aprovado no plenário do Senado Federal “nos próximos dias”.

“O Profert será votado nos próximos dias. Já saiu para o Senado para aprovar, a Câmara alterou o texto, melhorou o texto, voltou para o Senado e talvez hoje ou amanhã (terça ou quarta, 8) a gente tenha uma lei de fertilizantes no Brasil”, afirmou durante evento realizado pelo Instituto Livre Mercado (ILM), em Brasília (DF).

O texto é de autoria do senador Laércio e tenta fomentar a construção de novas fábricas de produção de fertilizantes no Brasil ou a expansão e modernização das atuais, com isenção de tributos federais.

As empresas beneficiárias do Profert poderão adquirir máquinas, aparelhos, instrumentos e equipamentos novos, além de materiais de construção para usar ou incorporar no programa, sem a cobrança do PIS/Pasep, da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do Imposto de Importação.

Dependendo da forma como ocorre essa aquisição, poderiam ser aplicadas suspensão do pagamento do imposto, alíquota zero ou isenção.

“Vocês têm ideia do absurdo que era ter fertilizantes importados com alíquota tributária zero e fertilizantes produzidos no Brasil com alíquota de 8%. Não dá para produzir fertilizantes no país se importado tem alíquota zero”, disse.

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SRB afirma que investigação dos EUA distorce legislação ambiental

A SRB (Sociedade Rural Brasileira) afirma que o relatório da Seção 301 que embasa a apuração americana para justificar a imposição de tarifas a produtos brasileiros, especialmente em relação ao desmatamento ilegal, e defende que uma eventual imposição de tarifas sobre produtos brasileiros prejudicaria tanto o Brasil quanto os próprios Estados Unidos. 

O vice-presidente da entidade, Marcelo Junqueira, participou nesta segunda-feira (6), em Washington, da audiência pública promovida pelo USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos).

Em nota, a SRB afirma que a investigação parte de uma  “distorção fundamental da legislação ambiental brasileira” ao sugerir que o país tolera o desmatamento ilegal de forma sistêmica. Para a entidade, o Brasil possui um dos marcos legais mais rigorosos do mundo para proteção da vegetação nativa e conta com mecanismos de monitoramento e fiscalização capazes de identificar e diferenciar desmatamentos legais e ilegais.

Como forma de sustentar esse posicionamento, a entidade cita dados de órgãos oficiais e estudos sobre o uso do território brasileiro, além de informações sobre a redução recente das taxas de desmatamento e o funcionamento dos sistemas de monitoramento por satélite operados pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais ).

A entidade também rejeita a avaliação de que a agropecuária brasileira se baseia no desmatamento ilegal. “Estes não são os números de um país cujo setor agrícola se baseia no desmatamento ilegal. São os números de um país que gerencia com sucesso um desafio residual de fiscalização na fronteira agrícola, ao mesmo tempo em que amplia a produção agropecuária a níveis recordes e reduz o desmatamento pelo terceiro ano consecutivo”, afirma, em nota. 

Na avaliação da entidade, o principal efeito de uma eventual adoção de tarifas pelos Estados Unidos seria o enfraquecimento de uma relação comercial considerada complementar entre os dois países. A SRB argumenta que o comércio bilateral beneficia produtores, empresas e consumidores dos dois lados e que barreiras à entrada de produtos agropecuários brasileiros também afetariam exportadores norte-americanos de máquinas, fertilizantes, insumos e tecnologias utilizados pela agricultura brasileira.

A entidade afirma ainda que a medida poderia reduzir a oferta de alimentos no mercado norte-americano e pressionar os preços ao consumidor. “Nossos dois países não competem entre si — nós complementamos as cadeias de suprimentos um do outro”, afirma a SRB. Segundo a entidade, “uma tarifa que enfraqueça a agricultura brasileira também prejudicaria, simultaneamente, os fornecedores de insumos, os fabricantes de máquinas e os consumidores norte-americanos”.

A SRB sustenta que as evidências apresentadas não justificam a adoção de medidas comerciais contra o Brasil e defende a manutenção da relação entre os dois países. “As evidências são claras. A lei é clara. E a ação proposta definitivamente não é a solução”, afirma o documento.

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