Categorias
brasil destaque_home

Mulher é presa em flagrante com medicamentos sem documentação no Aeroporto do Galeão


Na noite deste sábado (4), a Polícia Federal prendeu uma mulher em flagrante no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro pelo transporte de medicação sem possuir a documentação necessária. 

Ainda segundo a PF, os medicamentos transportados pela mulher, que não teve sua identidade revelada, eram para emagrecimento e anabolizantes. 

As autoridades apenas revelaram que a mulher presa tem 30 anos de idade, é natural de Codó, no Maranhão, e vinha de Foz do Iguaçu para o Rio de Janeiro. 

Durante a abordagem, policiais federais encontraram 11 frascos de medicamentos na bagagem da passageira, todos sem a documentação exigida para importação regular. 

A mulher que foi detida poderá responder pelos crimes de contrabando e importação irregular de medicamentos sem registro no órgão de vigilância competente.



Veja a Matéria Completa

Categorias
brasil destaque_home

SSP oferece R$ 50 mil por informações do suspeito de atirar em tenente da Rota


A Secretaria da Segurança Pública do estado São Paulo (SSP) divulgou neste domingo (5) que está oferecendo 50 mil reais como recompensa por novas informações que ajudem na prisão de Hércules da Costa Siqueira, de 45 anos, que é o principal suspeito de atirar no tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos. 

Segundo nota divulgada pela secretaria, quem tiver informações deve ligar para o Disque Denúncia, 181, que funciona 24 horas, ou enviar pelo site www.ssp.sp.gov.br/denuncia. A instituição prometeu sigilo total. 

A SSP também pediu para que as pessoas ‘não tentassem abordar o suspeito’: “Qualquer informação sobre seu paradeiro deve ser comunicada imediatamente às autoridades”.

Relembre o caso

O suspeito é investigado por envolvimento na tentativa de homicídio contra o tenente da Polícia Militar Ronickson Pimentel, que atua na ROTA. Ocrime ocorreu em 27 de junho de 2026, em São Caetano do Sul, na região do ABC Paulista.

Confira a nota da SSP

A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP) está oferecendo recompensa de R$ 50 mil por informações que contribuam para a localização e prisão de Hércules da Costa Siqueira, conhecido pelos vulgos “Golias” e “Peruca”.

A medida integra os esforços das forças de segurança para identificar, localizar e prender todos os envolvidos no atentado. A ação reforça o compromisso do Estado de São Paulo com o combate à criminalidade e a proteção dos profissionais que atuam diariamente na defesa da população paulista.

A SSP orienta que a população não tente abordar o suspeito. Qualquer informação sobre seu paradeiro deve ser comunicada imediatamente às autoridades.



Veja a Matéria Completa

Categorias
brasil destaque_home

Filha de Neymar faz seu primeiro aninho em dia de jogo do Brasil


A filha caçula de Neymar Júnior e sua esposa Bruna, Mel Biancardi Santos, completa, neste domingo (5), seu primeiro ano de vida, exatamente no dia em que a Seleção Brasileira disputa vaga para as quartas de final da Copa do Mundo.

O casal postou fotos e mensagens nas redes sociais, comemorando o primeiro aniversário da filha mais nova. Neymar fez uma postagem no Instagram se declarando para a pequena: “1 ano de MEMEL 😍” e “Parabéns meu amorzinho, que papai do céu te conceda muita saúde e alegria!!!”

Bruna Bicardi postou uma série de Stories com fotos desde o nascimento da filha, segunda da influenciadora com o craque, para comemorar seu primeiro ano de vida.

Montagem de fotos de Bruna Biancardi comemorando primeiro aniversário da filha Mel.
Reprodução / Instagram

Mel é o quarto filho de Neymar, como ele chama carinhosamente na publicação de 04: “Papai te ama ♥️ 04”. O filho mais velho do craque, Davi Lucca, com a influenciadora Carol Dantas, tem 14 anos.

Depois, o camisa 10 da Seleção teve sua primeira filha com Bruna em 2023, Mavie, que hoje está com dois anos.

Ele ainda teve mais uma filha, Helena, que completou seu segundo aniversário na sexta-feira (3). Neymar também fez uma postagem para a pequena, chamando de 03: “Papai te ama demais ♥️ 03”

Com Neymar disponível para ir aos gramados, a Seleção Brasileira enfrenta a equipe da Noruega, do craque Haaland, neste domingo (5), a partir das 17h (de Brasília) na jornada em busca da sexta taça do Mundial.





Veja a Matéria Completa

Categorias
brasil destaque_home

Dayanne Rodrigues, ex do goleiro Bruno, é econtrada, socorrida e levada ao hospital


Dayanne Rodrigues, ex do goleiro Bruno, foi encontrada na noite de sábado (04). Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, a mulher, de 39 anos, que estava desaparecida desde quinta-feira (02), foi socorrida pelo SAMU e encaminha a unidade hospitala para atendimento médico em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais. “A PCMG apura as circunstâncias do fato e não divulga estado de saúde de pessoas.”, diz nota enviada a Jovem Pan.

Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, ex-esposa do goleiro Bruno Fernandes, desapreceu após, segundo familiares, dexiar os filhos na casa da mãe na manhã de quinta-feira. O marido de Dayanne encontrou algumas cartas na casa do casal após o sumiço da esposa. Em delas, obtidas pelo G1, Dayanne menciona, em tom de despedida, que ela vinha sofrendo ameaças de agiotas e pede proteção às autoridades para seus familiares. 

No documento, datado de 2 de julho, ela também registrou que desejava que as filhas ficassem com a mãe e os filhos com o pai. 

Envolvimento com o goleiro Bruno

Dayanne foi casada com Bruno Fernandes quando Eliza Samudio desapareceu, em junho de 2010. Na época, ela chegou a ser presa e denunciada por sequestro e cárcere privado do filho do goleiro com Eliza, o Bruninho, mas acabou sendo absolvida das acusações.

Sonia Fatima Moura, mãe de Eliza Samudio, morta em 2010 e ex do goleiro Bruno, condenado pelo assassinado da modelo, usou as suas redes sociais para comentar o desaparecimento de Dayanne Rodrigues, também ex-mulher do atleta e ajuda nas buscas por Dayanne.

“O estado de Minas Gerais tem que dar uma resposta para a sociedade, ele não pode ser conivente com esse desaparecimento. A minha filha, há 16 anos, foi dada como desaparecida. E até nos dias atuais não tenho resposta. A minha filha virou estatística, será que Dayanne fará parte dessa estatística? Espero que o final seja positivo”, disse Sonia em um vídeo compartilhado nas redes sociais.



Veja a Matéria Completa

Categorias
brasil destaque_home

Zona norte é região do RJ com maiores temperaturas, aponta estudo


A zona norte da cidade do Rio de Janeiro é a região na capital fluminense com maiores índices de temperatura da superfície terrestre, aponta estudo solicitado pelo Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente do Ministério Público do Rio de Janeiro (Gaema). O trabalho analisou a evolução das ilhas de calor na cidade ao longo dos últimos 25 anos, entre 2001 e 2025.

A pesquisa, desenvolvida em cooperação técnica com a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), servirá de subsídio ao inquérito civil que acompanha medidas compensatórias ambientais na capital e fornecerá subsídios técnicos para a atuação do Ministério Público na promoção de políticas voltadas à adaptação às mudanças climáticas.

Realizado pelo Laboratório Integrado de Geografia Física Aplicada, em conjunto com o Departamento de Geografia e o Programa de Pós-Graduação em Geografia da UFRRJ, o estudo apresenta um mapeamento inédito da temperatura da superfície terrestre, da cobertura vegetal e das áreas construídas do município do Rio de Janeiro no período analisado.
Os dados foram sistematizados por bairros, regiões administrativas, áreas de planejamento e comunidades, permitindo identificar os locais mais suscetíveis à formação de ilhas de calor urbanas. O fenômeno é característico de áreas com elevada impermeabilização do solo, pouca cobertura vegetal e intensa ocupação urbana.

A análise revela um aumento expressivo da temperatura da superfície terrestre em todas as áreas de planejamento (APs) da cidade ao longo dos últimos 25 anos, ampliando os espaços da ilha de calor urbana. A área, que abrange grande parte da zona norte do município do Rio, apresentou os maiores índices de temperatura da superfície terrestre, alcançando valores médios de 42,3°C, em 2025, destacando a região como a mais quente da cidade no século.

De acordo com os pesquisadores, esse cenário está associado à elevada urbanização, à escassez de áreas verdes e à predominância de superfícies impermeáveis, que favorecem a formação de ilhas de calor.

A região também reúne os menores índices de cobertura vegetal e os maiores percentuais de área construída do município. Durante o verão, bairros como Vila da Penha, Higienópolis, Jacaré e Del Castilho registraram temperaturas da superfície terrestre próximas de 47°C, enquanto em outras comunidades também da zona norte os valores alcançaram a casa dos 50°C.

Em contrapartida, a área que compreende bairros da zona sul da cidade manteve-se como a mais amena do município, com temperaturas em torno dos 25°C, favorecida pela maior cobertura vegetal, pela influência do Maciço da Tijuca, entre outras amenidades naturais, como parques e espaços com ampla vegetação.

O estudo também chama atenção para as áreas de planejamento, que abrangem as zonas oeste e sudoeste da cidade e concentram importantes frentes de expansão urbana. Segundo os pesquisadores, essas regiões merecem acompanhamento permanente diante do avanço de empreendimentos industriais, logísticos e imobiliários, que podem intensificar a formação de ilhas de calor, caso a expansão não seja acompanhada de medidas adequadas de planejamento ambiental.

O diagnóstico permitirá ao Gaema direcionar a atuação para as áreas mais vulneráveis ao aquecimento urbano e subsidiar a avaliação de medidas compensatórias ambientais e de políticas públicas voltadas à adaptação às mudanças climáticas.

O levantamento também servirá de base para a adoção e a fiscalização de medidas baseadas na natureza, como a ampliação da arborização urbana, a preservação das unidades de conservação e outras ações voltadas à redução dos impactos das mudanças climáticas, especialmente nas áreas mais vulneráveis da cidade.



Veja a Matéria Completa

Categorias
economia

Brasil disputa mercado espacial e prevê lançamento de foguete ainda este ano


O Brasil está tentando abocanhar uma fatia do mercado espacial, que movimenta bilhões ao redor do mundo e tende a crescer mais nos próximos anos, puxado por SpaceX, Blue Origins e dezenas de outras empresas menores, mas relevantes. Neste momento, há cerca de 20 contratos em negociação entre o governo federal e multinacionais para “alugar” o Centro Espacial de Alcântara, no Maranhão. A expectativa é que ao menos um lançamento ocorra ainda neste ano, servindo de chamariz para outros contratantes.

A sul-coreana Innospace obteve, no dia 22 de junho, autorização da Agência Espacial Brasileira (AEB) para realizar um lançamento. A multinacional desenvolve veículos lançadores de pequenos satélites que atendem setores como telecomunicações, meteorologia e defesa. A SpaceX, de Elon Musk, já avisou que busca centros espaciais ao redor do mundo para expandir suas atividades – e o Brasil tem condições de entrar no páreo, dizem especialistas.

“Estamos interagindo com empresas com interesse em lançar seus veículos do Brasil. São aproximadamente 20 empresas, de América, Europa, Ásia e Oceania, sendo algumas em estado mais avançado de negociação”, conta o diretor de projetos e negócios da Empresa de Projetos Aeroespaciais (Alada), Paulo Ricardo da Silva Mendes.

Newsletter

Receba em primeira mão as manchetes do InfoMoney

A Alada é a estatal criada em 2024 pelo governo Lula com o objetivo de prospectar clientes para uso da infraestrutura e dos serviços de lançamentos de Alcântara, bem como intermediar a interação desses clientes com os órgãos públicos locais que emitem as autorizações. O faturamento dos contratos será convertido em investimentos na própria infraestrutura local. A base vinha sendo pouco utilizada. Agora, pode transformar-se em um trunfo, pois faltam centros espaciais disponíveis no planeta.

Nessa preparação, o Brasil firmou um acordo de salvaguardas tecnológicas com os Estados Unidos em 2019, no governo Bolsonaro. O acordo protege a tecnologia norte-americana, o que é considerado um passo essencial para viabilizar os lançamentos, uma vez que cerca de 80% da tecnologia empregada nos veículos vem de lá.

“O mercado aeroespacial cresceu rapidamente. Criou-se aí uma janela que o Brasil não pode perder. O que buscamos é explorar a capacidade de lançamento, a valor justo de mercado, e colocar o País dentro desse mercado mundial”, diz Silva Mendes.

Mercado trilionário

O setor de satélites, foguetes e bases de apoio movimentou US$ 220 bilhões no mundo em 2025, com tendência de chegar a US$ 315 bilhões (cerca de R$ 1,6 trilhão) até 2034, segundo a consultoria Global Market Statistics. A quantidade de satélites ativos em órbita deve saltar de 11,7 mil, em 2025. para 30 mil, em 2030, chegando a 60 mil, em 2040, segundo relatório produzido pela Força Espacial dos EUA (o braço militar criado no primeiro mandato de Donald Trump).

Alcântara, por sua vez, tem potencial para atender cerca de 90% dos lançamentos, estima o coronel Adalberto de Rezende Rocha Júnior, diretor do centro espacial. “Alcântara está se transformando para absorver uma parte dessa demanda e ser um agente global”, diz.

A infraestrutura dali é capaz de atender foguetes de pequeno e médio portes, com capacidade de levar para órbita entre 20 a 50 toneladas de carga, o que representa a maior parte dos lançamentos. A título de comparação, é uma faixa compatível com o Falcon, da SpaceX, que carrega até 23 toneladas, mas abaixo do ‘supercargueiro’ Falcon Heavy, de até 64 toneladas. “Nossa infraestrutura já está totalmente adequada para o mercado. E se mais empresas vierem no futuro, aí precisaremos de investimentos”, complementa Rocha Júnior.

Continua depois da publicidade

Vantagens

O grande diferencial de Alcântara é a sua localização próxima da Linha do Equador, considerada o ‘filé mignon’ da órbita, onde fica a maioria dos satélites geoestacionários (que ficam ‘parados’ em relação à Terra, monitorando pontos específicos). Nessa latitude, o gasto de combustível para impulsionar o foguete é cerca 30% menor do que em outras partes do globo.

Outra vantagem é que o tráfego no Maranhão é baixo, sem necessidade de grandes mudanças no fluxo de aviões. A região tem poucos moradores e não tem histórico de desastres climáticos. Por fim, sua principal concorrente, Kourou, centro espacial da Guiana Francesa, já está praticamente lotada de lançamentos europeus, com pouca margem para crescer.

Dentro deste cenário favorável, o Brasil deve atingir a cadência de um lançamento por mês no curto a médio prazo, estima o coordenador de Licenciamento da AEB, Danilo Sakay. “Já será um bom começo e com capacidade de expandir mais para frente”. Segundo ele, a criação da Alada foi um passo importante para o Brasil entrar nesse mercado. “Existe uma logística por trás. Antes, eram só lançamentos brasileiros, então o próprio governo se arranjava. Agora vão envolver empresas estrangeiras, o que requer organização”.

Continua depois da publicidade

A sul-coreana Innospace fará em breve o seu segundo lançamento no Maranhão. O primeiro ocorreu em dezembro de 2025, mas o veículo explodiu após 33 segundos no céu devido a um vazamento de gases de combustão. A causa do acidente foi do projeto do foguete, não na base, diz o diretor da Alada. “É como um avião. Se decolou e caiu, não é culpa da infraestrutura do aeroporto”.

Virada

O Centro Espacial de Alcântara foi inaugurado em 1983 para ser o ponto de lançamento de um foguete brasileiro, mas isso não teve o sucesso esperado. Houve três tentativas. A última ocorreu em 2003, a maior tragédia do programa espacial brasileiro, quando a explosão do veículo matou 21 profissionais do setor.

“Junto com eles se foi também todo nosso conhecimento sobre foguetes. Eles eram nossa referência, nossos heróis. Aí ficamos parados no tempo”, observa o diretor do espacial. “Nessa época, a Índia estava no mesmo patamar que nós. Hoje, ela pousa no lado oculto da Lua e nós não”, diz, referindo-se à missão indiana não tripulada que chegou ao polo sul lunar em 2023.

Continua depois da publicidade

Nos anos seguintes, Alcântara foi reformada e passou a atender voos suborbitais – que não são capazes de lançar satélites em órbita, mas servem para experimentos científicos em ambientes de baixa gravidade. Já o projeto de um foguete próprio sofreu cortes de orçamento e dificuldades no desenvolvimento da tecnologia necessária.

Com o centro espacial pouco utilizado e o mercado crescendo, veio a virada na estratégia, com a busca de clientes corporativos. “Ainda queremos lançar nosso foguete, mas vislumbramos esse lado comercial, pois o mercado está superaquecido”, aponta Rocha Junior.



Veja matéria completa!

Categorias
agro destaque_home

Plano Safra não contemplou pleito do setor, diz presidente da Abag

O governo federal anunciou o Plano Safra 2026/2027 para a agricultura empresarial com recursos de R$ 525,1 bilhões e taxas de juros entre 8% e 12,5%.

O anúncio, no entanto, não foi recebido com entusiasmo pelo setor. Para Ingo Plöger, presidente da Abag (Associação Brasileira do Agronegócio), o plano ficou aquém do que o setor esperava.

Segundo Plöger, o Plano Safra financia apenas 25% do total dos dispêndios da agricultura brasileira, sendo os outros 75% cobertos pela economia de mercado, por meio de financiamentos com clientes e fornecedores.

“O plano safra foi o que foi possível nessa conjuntura que nós estamos no Brasil”, afirmou.

A Abag defende há algum tempo que o Plano Safra deveria ter caráter quinquenal, funcionando como uma política de Estado de longo prazo, com ajustes anuais para variações climáticas e de mercado.

Na avaliação de Plöger, a elaboração anual do plano o torna vulnerável às influências do momento político, prejudicando uma visão estratégica de longo prazo.

“Quando você o faz anualmente, você sempre está sujeito a uma influência do momento de governo e isso prejudica uma visão de Estado”, disse.

Juros elevados preocupam setor

Com a Selic a 14%, os juros entre 8% e 12,5% previstos no plano empresarial são considerados altos pelo representante da Abag.

Plöger destacou que, diante de preços dolarizados em queda, insumos mais caros e a perspectiva de fim do subsídio do diesel, as margens do produtor rural estão muito comprimidas.

“Tomar capital de giro ou capital de investimento a 8%, 9%, 10% é muito complicado”, afirmou.

Nesse cenário, tanto produtores quanto instituições financeiras tendem a ser mais cautelosos na contratação de crédito.

Plöger alertou que, ao final da safra, é provável que uma parcela significativa dos recursos disponibilizados não seja efetivamente utilizada.

Há ainda um agravante: o Plano Safra anunciado não está articulado com as negociações em curso na Câmara dos Deputados sobre a renegociação de dívidas de planos safras anteriores de estados que sofreram catástrofes, como os da Região Sul.

Enquanto essa questão não for resolvida, produtores aguardam para usar o mecanismo de quitação de dívidas antigas com novos recursos antes de assumir novos compromissos.

“Nós estamos parados no momento. Temos muita dúvida, mais dúvida do que certeza”, concluiu.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
brasil destaque_home

Quem é a empresária suspeita de torturar empregada doméstica grávida


A empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, de 36 anos, está presa sob a suspeita de agredir e torturar a empregada doméstica Samara Regina Dutra Soares, de 19 anos, grávida de seis meses à época dos fatos, em Paço do Lumiar, no Maranhão.

Ela foi capturada em maio, em Teresina, no Piauí, durante o cumprimento de mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça do Maranhão.

A defesa de Carolina afirmou em vídeo publicado nas redes sociais à época que a empresária vai cumprir as ordens judiciais e “pagar pelo que deve, dentro do processo legal“. Segundo a advogada, a viagem a Teresina não teve como objetivo fugir da Justiça, mas sim deixar o filho aos cuidados de um tio, já que a família não possui parentes em São Luís.

Como o Estadão mostrou, o Ministério Público do Maranhão denunciou criminalmente a empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos e o policial Michael Bruno Lopes Santos, sob acusação de tortura, tentativa de homicídio qualificado e tentativa de aborto contra Samara Regina Dutra Soares. A acusação formal contra a empresária e o policial foi recebida pela Justiça na quinta-feira (2). O Estadão tenta localizar a defesa do PM.

Sobre o caso

Segundo o Ministério Público do Maranhão, Carolina havia contratado Samara de forma verbal e temporária para prestar serviços domésticos em sua residência. A relação de trabalho terminou em violência depois que a empresária acusou a jovem de furtar um anel, objeto que, segundo a Promotoria, foi encontrado posteriormente em um cesto de roupas sujas, esquecido pela própria patroa.

De acordo com a denúncia, Carolina teria submetido a vítima a uma sessão de agressões físicas e psicológicas para arrancar uma confissão, com participação do policial militar Michael Bruno Lopes Santos, também preso. Em áudios que constam no inquérito, a empresária narra a violência cometida e chega a dizer que sua mão ficou inchada de tanto agredir a jovem.

A empresária também teria ameaçado a empregada de morte caso denunciasse as agressões. A vítima relatou à polícia que levou puxões de cabelo, socos e que foi jogada no chão. Os agressores ameaçaram também dopar a vítima para transportá-la oculta em um veículo até um sítio, onde iriam executá-la, segundo o Ministério Público.



Veja a Matéria Completa

Categorias
brasil destaque_home

Brasil disputa mercado espacial e prevê lançamento de foguete ainda este ano


O Brasil está tentando abocanhar uma fatia do mercado espacial, que movimenta bilhões ao redor do mundo e tende a crescer mais nos próximos anos, puxado por SpaceX, Blue Origins e dezenas de outras empresas menores, mas relevantes. Neste momento, há cerca de 20 contratos em negociação entre o governo federal e multinacionais para “alugar” o Centro Espacial de Alcântara, no Maranhão. A expectativa é que ao menos um lançamento ocorra ainda neste ano, servindo de chamariz para outros contratantes.

A sul-coreana Innospace obteve, no dia 22 de junho, autorização da Agência Espacial Brasileira (AEB) para realizar um lançamento. A multinacional desenvolve veículos lançadores de pequenos satélites que atendem setores como telecomunicações, meteorologia e defesa. A SpaceX, de Elon Musk, já avisou que busca centros espaciais ao redor do mundo para expandir suas atividades – e o Brasil tem condições de entrar no páreo, dizem especialistas.

“Estamos interagindo com empresas com interesse em lançar seus veículos no Brasil. São aproximadamente 20 empresas, da América, Europa, Ásia e Oceania, sendo algumas em estado mais avançado de negociação”, conta o diretor de projetos e negócios da Empresa de Projetos Aeroespaciais (Alada), Paulo Ricardo da Silva Mendes.

A Alada é a estatal criada em 2024 pelo governo Lula com o objetivo de prospectar clientes para uso da infraestrutura e dos serviços de lançamentos de Alcântara, bem como intermediar a interação desses clientes com os órgãos públicos locais que emitem as autorizações. O faturamento dos contratos será convertido em investimentos na própria infraestrutura local. A base vinha sendo pouco utilizada. Agora, pode transformar-se em um trunfo, pois faltam centros espaciais disponíveis no planeta.

Nessa preparação, o Brasil firmou um acordo de salvaguardas tecnológicas com os Estados Unidos em 2019, no governo Bolsonaro. O acordo protege a tecnologia norte-americana, o que é considerado um passo essencial para viabilizar os lançamentos, uma vez que cerca de 80% da tecnologia empregada nos veículos vem de lá.

O mercado aeroespacial cresceu rapidamente. Criou-se aí uma janela que o Brasil não pode perder. O que buscamos é explorar a capacidade de lançamento, a valor justo de mercado, e colocar o país dentro desse mercado mundial.Paulo Ricardo da Silva Mendes, diretor de projetos e negócios da Alada.

Mercado trilionário

O setor de satélites, foguetes e bases de apoio movimentou US$ 220 bilhões no mundo em 2025, com tendência de chegar a US$ 315 bilhões (cerca de R$ 1,6 trilhão) até 2034, segundo a consultoria Global Market Statistics. A quantidade de satélites ativos em órbita deve saltar de 11,7 mil, em 2025, para 30 mil, em 2030, chegando a 60 mil, em 2040, segundo relatório produzido pela Força Espacial dos EUA (o braço militar criado no primeiro mandato de Donald Trump).

Alcântara, por sua vez, tem potencial para atender cerca de 90% dos lançamentos, estima o coronel Adalberto de Rezende Rocha Júnior, diretor do centro espacial. “Alcântara está se transformando para absorver uma parte dessa demanda e ser um agente global”, diz.

A infraestrutura dali é capaz de atender foguetes de pequeno e médio portes, com capacidade de levar para órbita entre 20 a 50 toneladas de carga, o que representa a maior parte dos lançamentos. A título de comparação, é uma faixa compatível com o Falcon, da SpaceX, que carrega até 23 toneladas, mas abaixo do ‘supercargueiro’ Falcon Heavy, de até 64 toneladas. “Nossa infraestrutura já está totalmente adequada para o mercado. E se mais empresas vierem no futuro, aí precisaremos de investimentos”, complementa Rocha Júnior.

Vantagens

O grande diferencial de Alcântara é a sua localização próxima à Linha do Equador, considerada o ‘filé mignon’ da órbita, onde ficam a maioria dos satélites geoestacionários (que ficam ‘parados’ em relação à Terra, monitorando pontos específicos). Nessa latitude, o gasto de combustível para impulsionar o foguete é cerca de 30% menor do que em outras partes do globo.

Outra vantagem é que o tráfego no Maranhão é baixo, sem necessidade de grandes mudanças no fluxo de aviões. A região tem poucos moradores e não tem histórico de desastres climáticos. Por fim, sua principal concorrente, Kourou, centro espacial da Guiana Francesa, já está praticamente lotada de lançamentos europeus, com pouca margem para crescer.

Dentro deste cenário favorável, o Brasil deve atingir a cadência de um lançamento por mês no curto a médio prazo, estima o coordenador de Licenciamento da AEB, Danilo Sakay. “Já será um bom começo e com capacidade de expandir mais para frente”. Segundo ele, a criação da Alada foi um passo importante para o Brasil entrar nesse mercado. “Existe uma logística por trás. Antes, eram só lançamentos brasileiros, então o próprio governo se arranjava. Agora vão envolver empresas estrangeiras, o que requer organização”.

A sul-coreana Innospace fará em breve o seu segundo lançamento no Maranhão. O primeiro ocorreu em dezembro de 2025, mas o veículo explodiu após 33 segundos no céu devido a um vazamento de gases de combustão. A causa do acidente foi do projeto do foguete, não na base, diz o diretor da Alada. “É como um avião. Se decolou e caiu, não é culpa da infraestrutura do aeroporto.”

Virada

O Centro Espacial de Alcântara foi inaugurado em 1983 para ser o ponto de lançamento de um foguete brasileiro, mas isso não teve o sucesso esperado. Houve três tentativas. A última ocorreu em 2003, a maior tragédia do programa espacial brasileiro, quando a explosão do veículo matou 21 profissionais do setor.

“Junto com eles se foi também todo nosso conhecimento sobre foguetes. Eles eram nossa referência, nossos heróis. Aí ficamos parados no tempo”, observa o diretor do espacial. “Nessa época, a Índia estava no mesmo patamar que nós. Hoje, ela pousa no lado oculto da Lua e nós não“, diz, referindo-se à missão indiana não tripulada que chegou ao polo sul lunar em 2023.

Nos anos seguintes, Alcântara foi reformada e passou a atender voos suborbitais – que não são capazes de lançar satélites em órbita, mas servem para experimentos científicos em ambientes de baixa gravidade. Já o projeto de um foguete próprio sofreu cortes de orçamento e dificuldades no desenvolvimento da tecnologia necessária.

Com o centro espacial pouco utilizado e o mercado crescendo, veio a virada na estratégia, com a busca de clientes corporativos. “Ainda queremos lançar nosso foguete, mas vislumbramos esse lado comercial, pois o mercado está superaquecido“, aponta Rocha Junior.



Veja a Matéria Completa

Categorias
agro destaque_home

Parceria entre Brasil e Noruega cresce com o comércio de fertilizantes

O duelo entre Brasil e Noruega, marcado para este domingo (05), coloca frente a frente duas seleções dentro de campo. Fora dele, porém, os dois países mantêm uma relação cada vez mais estratégica para o agronegócio brasileiro. Enquanto o Brasil abastece o mercado norueguês com alimentos, a Noruega fornece um insumo essencial para a produção agrícola nacional: os fertilizantes.

O Brasil é um dos maiores produtores de alimentos do mundo, mas também um dos países mais dependentes da importação de nutrientes para as lavouras. Cerca de 85% dos fertilizantes utilizados no país vêm do exterior, o que torna qualquer conflito geopolítico uma preocupação para o setor.

Com a escalada das tensões no Oriente Médio neste ano, aumentaram os receios sobre possíveis interrupções nas rotas marítimas do Oriente Médio, especialmente pelo Estreito de Ormuz, corredor por onde passa uma parcela importante do comércio mundial de fertilizantes, enxofre e gás natural. O cenário elevou a preocupação de produtores, tradings e importadores brasileiros, que passaram a buscar maior diversificação de fornecedores para reduzir riscos de abastecimento.

Nesse contexto, a Noruega ganhou ainda mais importância como fornecedora de fertilizantes para o Brasil. Dados do ComexStat mostram que, entre janeiro e maio de 2026, a corrente de comércio entre os dois países somou US$ 874,4 milhões. As exportações brasileiras alcançaram US$ 504,9 milhões, enquanto as importações chegaram a US$ 369,4 milhões, garantindo um superávit de US$ 135,5 milhões para o Brasil.

Embora a Noruega não figure entre os principais parceiros comerciais do Brasil, ela ocupa um papel relevante na cadeia de suprimentos do agro. Entre os produtos importados pelo Brasil provenientes do país europeu, os adubos e fertilizantes químicos respondem por 15,3% de toda a pauta de importação, sendo o segundo principal item adquirido pelos brasileiros, atrás apenas de instrumentos e aparelhos de medição.

A importância desses insumos ganha ainda mais peso quando se observa o cenário nacional. Em 2026, os fertilizantes lideram a lista de produtos importados pelo Brasil, com compras de US$ 13,4 bilhões, superando combustíveis, medicamentos e equipamentos industriais. O número evidencia a elevada dependência do país em relação ao mercado externo para garantir o abastecimento das lavouras de soja, milho, algodão, café, cana-de-açúcar e outras culturas.

A série histórica do ComexStat mostra que as compras brasileiras de fertilizantes noruegueses se mantêm presentes ao longo da última década, acompanhando as oscilações dos preços internacionais e da demanda do setor agrícola. O comportamento reforça a posição da Noruega como um fornecedor constante de nutrientes utilizados pela agricultura brasileira.

Na outra ponta da relação comercial, o Brasil exporta principalmente produtos ligados ao agronegócio e à indústria. Entre os destaques estão alumina, óleos vegetais, carne bovina, couro, café e frutas, demonstrando que a pauta brasileira é fortemente baseada em commodities e alimentos.

Acordo Mercosul

Essa parceria pode ganhar um novo impulso com o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a EFTA (Associação Europeia de Comércio Livre), bloco formado por Noruega, Suíça, Islândia e Liechtenstein. As negociações foram concluídas há um ano e, em junho deste ano, a Câmara dos Deputados aprovou o texto, que agora aguarda análise do Senado Federal.

O acordo prevê redução de tarifas, simplificação dos procedimentos alfandegários e criação de cotas de exportação com isenção de impostos. Para o agronegócio brasileiro, a expectativa é ampliar o acesso ao mercado dos países da EFTA para produtos como carnes bovina, suína e de aves, café, soja, milho, mel e frutas frescas. Ao mesmo tempo, o tratado deve facilitar o comércio de produtos industriais e fortalecer o ambiente de negócios entre os países.

Veja matéria completa aqui!

Cookie policy
We use our own and third party cookies to allow us to understand how the site is used and to support our marketing campaigns.

Hot daily news right into your inbox.