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Pneumo 20 no SUS: tudo o que você precisa saber sobre a nova vacina


A vacina pneumocócica 20-valente (Pneumo 20) já começou a ser oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o Ministério da Saúde, a distribuição das primeiras 514 mil doses foi iniciada e a expectativa é chegar a 6,1 milhões até o fim do ano.

A Pneumo 20 foi incorporada ao SUS em 3 de junho e substituirá gradualmente a Pneumo 10 no calendário vacinal infantil. Segundo o ministério, a expectativa é ampliar a proteção e reduzir hospitalizações, sequelas e mortes associadas às infecções pneumocócicas.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença pneumocócica é a maior causa de mortalidade infantil por doença prevenível por vacinas. No Brasil, entre 2023 e 2025, foram registrados 4,6 mil casos de meningite pneumocócica e 1,4 mil mortes. Entre crianças menores de 5 anos, foram 616 casos e 188 óbitos no mesmo período.

O que é a Pneumo 20?

A Pneumo 20 protege contra 20 sorotipos do pneumococo (Streptococcus pneumoniae), bactéria que pode causar desde infecções mais comuns, como otite e sinusite, até pneumonia, meningite e sepse.

Segundo Juarez Cunha, diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), o número que dá nome à vacina indica justamente a quantidade de sorotipos contemplados. Atualmente, são conhecidos mais de 100 tipos diferentes da bactéria, e a ampliação da cobertura busca aumentar a proteção contra aqueles mais associados às formas graves da doença.

Qual a diferença entre a Pneumo 20 e a Pneumo 10?

A principal diferença está na ampliação da cobertura. Enquanto a Pneumo 10 protege contra dez sorotipos da bactéria, a Pneumo 20 amplia essa proteção para 20.

Para Cunha, a incorporação da nova vacina representa um “avanço importante”. “Desde a introdução da vacina Pneumo 10, tivemos a substituição de sorotipos que ela não contemplava, em especial os sorotipos 19A e 3, que são os dois principais causadores de doenças graves causadas pelo pneumococo, especialmente meningite”, explica.

Quem poderá receber a Pneumo 20 pelo SUS?

A vacina será oferecida para:

  • crianças menores de 5 anos;
  • indígenas com mais de 5 anos sem histórico de vacinação com vacina pneumocócica conjugada;
  • idosos com 60 anos ou mais acamados e/ou institucionalizados;
  • pessoas com condições clínicas especiais atendidas nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE).

Segundo Cunha, pacientes com doenças crônicas ou com o sistema imunológico enfraquecido estão entre os grupos que mais devem se beneficiar da ampliação da proteção.

Como fica o esquema vacinal durante a transição?

Enquanto houver estoque da Pneumo 10, o calendário infantil seguirá o seguinte esquema:

– uma dose da Pneumo 20 aos 2 meses;
– uma dose da Pneumo 10 aos 4 meses;
– uma dose de reforço da Pneumo 20 aos 12 meses.

O reforço deve ser aplicado com intervalo mínimo de 60 dias após a segunda dose. Até a conclusão da transição, as vacinas pneumocócicas 13-valente (VPC13) e 23-valente (VPP23) seguirão sendo usadas em situações específicas. Depois, o esquema vacinal passará a utilizar exclusivamente a Pneumo 20.

Quem já tomou a Pneumo 10 precisa receber a nova vacina?

Depende.

Crianças que iniciaram o esquema vacinal, mas ainda não o concluíram, poderão completar a vacinação com a Pneumo 20 durante o período de transição.

Já aquelas que finalizaram todo o esquema com a Pneumo 10 não receberão uma dose adicional pelo SUS, exceto quando fizerem parte dos grupos atendidos pelo CRIE em razão de alguma condição clínica especial, explica Cunha.

A vacina é segura? Quais são as reações mais comuns?

Sim. Antes de ser incorporada ao SUS, a Pneumo 20 já era utilizada na rede privada e faz parte de uma tecnologia já conhecida na vacinação contra o pneumococo.

“Como qualquer vacina, podem ocorrer eventos adversos. Mas, em geral, são leves e locais”, afirma Cunha. Os efeitos mais comuns são dor, vermelhidão e inchaço no local da aplicação, além de febre e mal-estar, que podem ocorrer nos dois ou três primeiros dias após a imunização.



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Brasil registra queda inédita no número de crianças com celular próprio


O comportamento dos pais brasileiros em relação ao acesso dos filhos à tecnologia está mudando. Após anos de crescimento acelerado na digitalização precoce, a proporção de crianças de até 12 anos que possuem um aparelho celular próprio registrou uma queda inédita no país. A tendência de “desconexão” dialoga diretamente com outro movimento nacional: o sucesso da implementação da lei que restringe o uso de smartphones dentro das escolas brasileiras, que já atinge 92% dos colégios de educação básica.

De acordo com dados divulgados pela Agência Brasil, o principal motivo que tem levado pais e responsáveis a adiarem a compra do primeiro celular para os filhos é a segurança. Famílias relatam preocupações que vão desde a segurança física, como o medo de assaltos e roubos nas ruas; até a segurança digital, envolvendo o acesso a conteúdos inapropriados, a exposição a golpes virtuais, o cyberbullying e o impacto severo na saúde mental dos jovens.

Especialistas apontam que a conscientização sobre os malefícios do uso imoderado de telas na infância começou a virar o jogo. Se antes o celular era visto como um instrumento essencial para que os pais pudessem monitorar os filhos fora de casa, hoje o entendimento é de que os riscos associados ao dispositivo superam os benefícios para essa faixa etária.

Ambiente escolar: restrição já alcança 92% das unidades

A transformação nos hábitos domésticos encontra eco nas diretrizes rigorosas estabelecidas no ecossistema de ensino. Passado o primeiro ciclo da sanção federal que limita dispositivos móveis a finalidades exclusivamente didáticas na educação básica, os indicadores apontam uma convergência nacional para a nova norma.

Gestores e professores celebram os avanços no aprendizado e no convívio social trazidos pela medida, conforme apontam os dados mais recentes da Agência Brasil.

Aproximadamente 95% dos diretores observaram um salto relevante no nível de atenção dos alunos em sala.

Para 97% dos entrevistados, o engajamento estudantil nas tarefas sugeridas apresentou crescimento.

A convivência física foi impactada positivamente em 95% das unidades, com o resgate do diálogo e da interação direta nos recreios.

A atmosfera escolar também avançou em segurança: 88% dos gestores vinculam a proibição à queda de atritos e episódios de violência digital, como o cyberbullying, antes potencializados por chats em tempo real. Além disso, registrou-se um alívio expressivo no quadro de ansiedade entre os jovens.



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Organizadora de rope jump é indiciada pela morte de jovem lançada sem cordas


Evelyne dos Santos Gonçalves, de 43 anos, organizadora do evento de rope jump no qual ocorreu o salto que resultou na morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, em Limeira (SP), foi indiciada pela Polícia Civil por homicídio qualificado por motivo torpe e fraude processual. A polícia também pediu à Justiça a conversão da prisão temporária de Evelyne em preventiva, ou seja, por tempo indeterminado. A defesa dela diz que discorda do indiciamento.

O segundo inquérito do caso foi concluído na terça-feira (30) pela delegada Andréa Dantas Levy. No relatório final, ao qual o Estadão teve acesso nesta quinta-feira (2), ela deixou de indiciar, por falta de provas, dois suspeitos que participaram do evento do salto e que estão presos temporariamente. Por isso, a delegada pediu à Justiça que as prisões de João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva, de 35 anos, e Gabriel Barros Martins, de 30 anos, cumpridas em 20 de junho, sejam revogadas.

No primeiro inquérito, concluído em 22 de junho, a polícia já havia indiciado por homicídio com dolo eventual – quando não há intenção, mas se assume o risco de matar – os três instrutores que aparecem no vídeo lançando Maria Eduarda sem cordas de cima da Ponte do Esqueleto. Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos, Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos, e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos, estão presos preventivamente em Guarulhos (SP).

O salto que matou a jovem aconteceu em 13 de junho. A corda que deveria estar presa ao corpo de Maria Eduarda foi esquecida no chão pela equipe organizadora. Vídeos publicados em redes sociais mostram que, assim que a jovem foi arremessada de uma altura de 40 metros, algumas pessoas que aguardavam o salto perceberam a falta do equipamento e se desesperaram. O socorro chegou a ser acionado, mas ela morreu no local.

No relatório final do segundo inquérito, a delegada afirmou que ficou amplamente demonstrado por laudos periciais, depoimentos, registros em vídeo e outros elementos que Maria Eduarda “foi submetida à atividade conhecida como aviãozinho, sem que estivesse devidamente conectada ao sistema de segurança destinado à proteção contra quedas, circunstância que culminou diretamente em seu óbito”.

Em depoimento, Evelyne, organizadora do evento, sustentou que tinha atribuições “meramente administrativas”, sendo responsável apenas pelo atendimento dos participantes e divulgação. Porém, a investigação apontou que ela “participava da estrutura responsável pela organização dos eventos, controle dos participantes, gestão da logística operacional, manutenção da atividade em funcionamento e divulgação comercial da prática esportiva, exercendo relevante influência sobre a continuidade das operações e sobre a própria realização do evento”.

“Os elementos colhidos não indicam mero erro isolado de execução ou simples excesso de confiança na não ocorrência do resultado, mas a manutenção consciente de atividade de elevado risco em contexto caracterizado por sucessivas falhas estruturais, deficiência dos mecanismos de controle e insuficiência das cautelas exigidas para a segurança dos participantes, circunstâncias que, em tese, revelam aceitação do risco juridicamente desaprovado criado pela própria organização do evento”, afirmou a delegada.

De acordo com o relatório, não havia protocolos formais de conferência e de definição de atribuições entre os integrantes de equipe, que eram pagos por evento. No dia do salto que matou a jovem, entre 90 e 100 pessoas estavam inscritas para saltar. Em depoimento, Evelyne indicou que o salto da jovem estava entre o 15º e o 17º, sem saber precisar por não haver controle.

Sumiço da câmera

A investigação não conseguiu identificar quem foi o responsável por retirar uma câmera que estava acoplada ao corpo da vítima e que havia registrado o salto. O objeto ainda não foi localizado, e a polícia continua investigando o desaparecimento. João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva foi preso pela suspeita de ter sumido com a câmera, mas o inquérito informou que não foram encontrados indícios suficientes de autoria. Em uma carta, o homem já havia negado a acusação.

Em relação a Evelyne, indiciada também por fraude processual, o relatório da polícia mostrou que “houve manifesta preocupação da investigada com a recuperação da câmera utilizada pela vítima durante o salto, equipamento potencialmente apto a registrar a integralidade da dinâmica dos fatos”. Uma testemunha indicou que Evelyne “mencionou expressamente” a necessidade de apagar o vídeo.

“Soma-se a isso o fato de que a própria investigada admitiu ter desativado perfil relacionado à atividade em rede social logo após os acontecimentos, circunstância que, embora isoladamente não configure ilícito penal, associada aos demais elementos colhidos, revela possível propósito de restringir o acesso a registros e informações potencialmente relevantes para a reconstrução dos fatos”, afirmou a delegada.

O inquérito também deixou de indiciar outros dois homens investigados pelo suposto envolvimento no salto que matou a jovem por falta de provas. Eles não foram presos. Já no caso de Gabriel Barros Martins, um dos presos temporariamente, a investigação apontou que ele era um integrante eventual da equipe e que, no momento do salto, não tinha como visualizar a eventual ausência de cordas.

O que dizem as defesas

Procurado pelo Estadão, o advogado Maurício Marchiori, que defende Evelyne dos Santos Gonçalves, afirmou que “recebeu a conclusão do inquérito com respeito, mas discorda do indiciamento”.

“Trata-se de manifestação da autoridade policial, que será submetida ao Ministério Público e ao Poder Judiciário. As teses defensivas serão apresentadas no momento oportuno”, disse.

Em nota, os advogados Vitor Aurélio e Ana Flávia de Almeida Foguel, que atuam na defesa de João Antonio Pivetta, informaram que “inexiste, em relação a João, qualquer envolvimento com o desaparecimento da câmera, o que foi confirmado pelo relatório da polícia”.

“A Defesa lamenta o julgamento antecipado que João sofreu e o tempo que permaneceu em cárcere de forma ilegal, especialmente porque nunca houve qualquer indício de que ele teria desaparecido com referido objeto”, afirmaram. “Apesar das graves e irreparáveis consequências pessoais que isso gerou em sua vida pessoal, restou comprovado que ele não praticou qualquer crime, devendo, inclusive, ser indenizado pelo período em que permaneceu, indevidamente, preso”, afirmaram.

A reportagem tenta contato com as defesas dos outros citados.



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Homem é preso após ser flagrado pelo Smartcop queimando fios de cobre; veja vídeo


Um homem foi preso na manhã deste sábado (4), após ser flagrado pelo Smartcop queimando fios de cobre em uma área conhecida por ser utilizada para o desmanche clandestino de veículos.

O SmartCop é um helicóptero equipado com tecnologias de monitoramento aéreo de alta precisão e inteligência artificial. Ele integra o ecossistema de vigilância digital da cidade de São Paulo (programa Smart Sampa) e transmite imagens em tempo real para as forças de segurança.

Dois homens foram vistos queimando os fios, seguidos pelo helicóptero e abordados na Avenida Jacu-Pêssego pela Guarda Civil Metropolitana (GCM). Os policiais encontraram os fios de cobre já queimados dentro do veículo. O suspeito disse aos agentes que não sabia qual a procedência dos cabos.

Ele foi levado para o 49º Distrito Policial, no bairro São Mateus, na Zona Leste de São Paulo. O segundo suspeito não foi encontrado.

SmartCop

O SmartCop é um helicóptero equipado com tecnologias de monitoramento aéreo de alta precisão e inteligência artificial. Ele integra o ecossistema de vigilância digital da cidade de São Paulo (programa Smart Sampa) e transmite imagens em tempo real para as forças de segurança.

A aeronave conta com câmeras de longo alcance (capazes de identificar detalhes a até 40 km de distância), reconhecimento facial, leitura automática de placas, visão térmica e sensores infravermelhos.

As informações captadas pelo helicóptero são cruzadas instantaneamente com bancos de dados de segurança pública, permitindo localizar veículos roubados e foragidos da justiça.

Além do apoio a operações policiais e à Guarda Civil Metropolitana, a aeronave é utilizada no monitoramento de grandes eventos, ações da Defesa Civil, busca por desaparecidos e fiscalização ambiental.



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Mega-Sena: prêmio acumula e vai a R$ 38 milhões


A Caixa Econômica Federal realizou neste sábado (4) o sorteio do concurso 3.027 da Mega-Sena, sorteando o prêmio de R$ 32 milhões. 

As dezenas sorteadas foram: 34 – 24 – 16 – 47 – 15 – 06.

Nenhuma aposta levou o prêmio máximo e o prêmio acumulou em R$ 38 milhões. O próximo sorteio vai acontecer terça-feira (7) às 21h.

44 apostadores acertaram 5 números e vão levar R$ 45.413,55 cada pela quina. Outras 3.304 pessoas fizeram quatro acertos e recebem R$ 996,89 cada.

Como jogar na Mega-sena?

O mínimo para apostar na Mega-Sena custa R$ 6,00. Além de acertar seis números, que paga o prêmio principal, ainda é possível ganhar prêmios ao acertar quatro ou cinco dezenas.



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Morre Waldemar Borges, deputado do PE e marido da ministra da Ciência e Tecnologia


Morreu neste sábado (4), o deputado estadual de Pernambuco Waldemar Borges, aos 67 anos, após enfrentar um câncer. Ele era marido da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos. O governo de Pernambuco decretou luto oficial de três dias.

Borges teve uma trajetória de quase 40 anos de vida pública, sendo 32 deles em mandatos eletivos. Nascido em 10 de julho de 1958, construiu carreira marcada pela atuação no Legislativo estadual.

Em nota, familiares destacaram a atuação do parlamentar e sua trajetória política. “Sua história e seu legado permanecem vivos em nossos corações e como um farol para as próximas gerações”, diz a publicação divulgada nas redes sociais.

O velório está marcado para este domingo (5), na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). O sepultamento ocorrerá em seguida, no Cemitério Morada da Paz, em Paulista.

Autoridades e lideranças políticas manifestaram pesar pela morte do ex-parlamentar. A governadora Raquel Lyra (PSD) destacou o legado de Borges e prestou solidariedade à família: “Que Deus console o coração da sua esposa, a ministra Luciana Santos, seus filhos, inúmeros amigos e todos os pernambucanos que lamentam sua partida.”

Atual prefeito de Recife, Victor Marques (PCdoB) também lamentou a morte. “Sua partida é uma grande perda para as causas populares e para a política feita com diálogo e responsabilidade”, afirmou, ao manifestar solidariedade à família.

João Campos (PSB), pré-candidato ao governo do Estado, afirmou ter recebido a notícia com tristeza e ressaltou a trajetória do parlamentar na vida pública. “Waldemar foi um homem público que honrou a política com seriedade, ética e espírito público. Ao longo dos anos, tive a oportunidade de conhecer seu caráter, sua generosidade, sua lealdade e seu profundo compromisso com Pernambuco”, escreveu.

Em nota, o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Álvaro Porto, decretou luto oficial de cinco dias e afirmou que o Estado perde “um deputado cuja trajetória foi marcada pela decência, gentileza, disponibilidade para o diálogo e defesa coerente e sempre muito bem fundamentada das suas convicções”, ressaltando ainda que a Alepe está “órfã e de luto pela partida de um dos seus mais brilhantes integrantes”.

A Câmara Municipal do Recife lamentou a morte e decretou luto oficial de três dias. Em manifestação, a Casa de José Mariano ressaltou que, ao longo de cinco mandatos como vereador, Waldemar Borges “deixou marcas profundas na cidade, sendo reconhecido pela coerência e compromisso com o trabalho parlamentar”.



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Celular é encontrado na cela de Jairinho, condenado pela morte de Henry Borel


A Polícia Penal do Rio de Janeiro encontrou um celular na cela do ex-vereador Dr. Jairinho, nesta quarta-feira (2), no Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, no Complexo de Gericinó. A apreensão ocorreu após um trabalho de inteligência indicar que o detento estaria com um aparelho eletrônico, que foi encontrado após ser escondido na cela.

Segundo a Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seap), o celular foi localizado escondido entre livros que Jairinho mantinha no local.

Condenado a 43 anos de prisão pela morte do menino Henry Borel, Jairinho será submetido a um procedimento disciplinar e ficará em isolamento. A Corregedoria da Seap também investigará como o aparelho entrou na unidade prisional e se houve participação de servidores. O caso foi encaminhado à Polícia Civil.

Á Jovem Pan, a defesa de Jairinho disse que só irá se manifestar após ter acesso a toda a ocorrência.



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Professora diz que alunos colocaram vidro no copo de água dela em SP


A professora Michele Ramos, da rede municipal de ensino de São José dos Campos, postou um relato em suas redes sociais, na terça-feira (30), contando que alunos colocaram vidro em seu copo de água. O caso aconteceu na Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEFI) Professora Ildete Mendonça Barbosa. 

Segundo a educadora, os alunos viram um estudante colocar o vidro no copo, falaram para que ela não bebesse, mas não avisaram sobre a presença do material: “Se eu fosse você, eu não beberia essa água, professora“, teriam dito os alunos.

A professora gravou o vídeo quando estava no Hospital de Clínicas Sul, logo após o ocorrido. Ela estava chorando enquanto desabafava:

O menino simplesmente achou que tudo bem ele pegar um pedaço de vidro, colocar no meu copo e se exibir para a sala. A sala viu o que estava acontecendo e ficou de murmurinho em vez de me falar o que estava acontecendo, o que ele tinha colocado.

Limites da profissão

Na gravação, Michele conta que foi até o centro médico para pegar um atestado de Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT). Conforme o Portal do Trabalho, Emprego e Previdência, o documento é emitido para registrar um acidente de trabalho, doença ocupacional ou acidente de trajeto. A emissão garante direitos essenciais ao trabalhador, como o auxílio-doença acidentário e estabilidade de 12 meses após o retorno às atividades.

A professora reflete sobre a situação da profissão e seus limites pessoais, além de questionar a atual criação das crianças: “Que tipo de educação essas crianças estão recebendo em casa?”

Estou em um limite, já estava num limite e ele vai sempre aumentando, a barra vai sempre subindo, as demandas vão sempre aumentando, cada vez mais coisa, a gente tem que fazer coisas que não são da nossa alçada, que não são da nossa competência, que não estão na nossa atribuição.

Segundo vídeo

Na manhã desta quinta-feira (2), Michele postou um segundo vídeo no Instagram agradecendo o apoio que tem recebido após a publicação do relato. Segundo ela, profissionais da educação têm lhe enviado outras ocorrências de violências que enfrentam diariamente.

Me sentindo firme por estar dando essa voz a tantos outros profissionais da área da educação e servidores públicos que passam por isso diariamente, cotidianamente, por violências diversas de vários tipos.

No segundo relato, a professora denuncia ainda que as crianças e adolescentes estão desenvolvendo problemas e transtornos mentais, e que é necessária a presença das famílias na escola para que isso seja tratado, relatando a pouca atenção da sociedade sobre as atuais gerações.

Essas gerações estão totalmente impactadas pelas redes sociais ou outras coisas, transtornos mentais, tá? Não estamos falando aqui de transtornos com que a criança nasce; são coisas que ela vai desenvolvendo ao longo da vida. Então, assim, atenção da família quanto a isso, a presença da família na vida escolar.

Em seu Stories do Instagram, a professora comunicou que foi chamada para uma reunião na Secretaria de Educação e Cidadania de São José dos Campos às 15h desta quinta-feira (2).

A Jovem Pan entrou em contato com a assessoria de comunicação da Secretaria, mas, até o momento desta publicação, não obteve retorno. O canal segue aberto para manifestações.





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Quem é Mancha, traficante do PCC solto pelo STJ e preso de pelo TJMG


O traficante Douglas de Azevedo Carvalho, conhecido como “Mancha”, aliado do Primeiro Comando da Capital (PCC) e preso desde março, quase foi solto por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas uma decisão da Justiça de Minas Gerais assinada nesta quinta, 2, barrou a sua saída.

O traficante já havia passado pelo sistema penitenciário antes, e chegou a ser levado à prisão domiciliar, mas rompeu a tornozeleira eletrônica, saiu do Brasil e passou a usar identidade falsa.

Ele passou meses foragido antes de ser encontrado e capturado em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, no dia 15 de março deste ano, em uma operação que envolveu agentes da Polícia Federal (PF), Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) e apoio da polícia boliviana

Douglas está preso na Penitenciária de Francisco Sá, a 488 quilômetros de Belo Horizonte, e é apontado como fundador da Tropa do Douglas, uma facção aliada ao PCC.

Ele era procurado pela Justiça Federal do Pará por suposto envolvimento em um esquema de tráfico que tentou levar mais de 300 quilos de cocaína para Portugal, escondidos em uma carga de açaí. Além disso, possuía mandado de prisão em aberto expedido pela Justiça de Minas Gerais, sendo investigado por tráfico internacional e interestadual de drogas, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa.

Segundo nota do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG), publicada na época de sua prisão, em março, Douglas era apontado como uma das principais lideranças do narcotráfico no Estado, com atuação no tráfico transnacional de drogas e ligação com diversas facções criminosas.

Entenda o caso

O ministro Messod Azulay Neto, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), autorizou a soltura do traficante. A Justiça de Minas Gerais também chegou a expedir o alvará de soltura e a impor medidas cautelares para que ele fosse colocado em liberdade. Antes que a ordem fosse cumprida, porém, uma nova decisão judicial, assinada na quinta-feira (02) impediu sua saída da prisão.

Na avaliação do ministro Messod Azulay Neto, a soltura de Douglas era cabível porque a defesa comprovou que ele exerce atividade econômica lícita como sócio majoritário da empresa Subzero Delivery Bebidas e Derivados Ltda., da qual detém 60% das cotas. O ministro também destacou que “Mancha” possui residência fixa, vínculos familiares estáveis e é pai de três crianças, circunstâncias que, em seu entendimento, afastariam a manutenção da prisão preventiva.

Messod propôs que Mancha cumprisse medidas cautelares diversas da prisão, como a proibição de se ausentar do País, a entrega do passaporte, o uso de tornozeleira eletrônica e a obrigação de se apresentar mensalmente à Justiça.

Pouco depois da decisão do STJ, o juiz Roberto Oliveira Araújo Silva, do 2º Tribunal do Júri da Comarca de Belo Horizonte, decretou a prisão temporária de “Mancha” por 30 dias no âmbito da investigação sobre o assassinato de Paulo Roberto Ziviani Rodrigues, ocorrido em 2018.



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PF faz operação contra grupo alvo do governo Trump por suposto elo com o PCC


A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (3), a Operação Exchange para desarticular uma organização criminosa especializada na lavagem de dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas que movimentou mais de R$ 10 bilhões. O grupo alvo desta ação foi sancionado pelo governo dos EUA por suposta ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Os alvos são:

  • Victor Henrique de Oliveira Shimada
  • Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira
  • Victory Trading Intermediação de Negócios, Cobranças e Tecnologia Ltda. (São Paulo).
  • Pixwave Soluções de Pagamentos Ltda. (São Paulo).
  • Wave Construções Inteligentes Ltda. (Santos).

A Jovem Pan confirmou que, entre os alvos, ao menos Stella foi localizada e presa pelos agentes.

Segundo a PF, as investigações revelaram um sistema estruturado para a ocultação de capital, que utilizava transferências ilícitas de criptoativos, transporte de grandes quantias em espécie e operações bancárias de alto valor entre pessoas físicas e empresas de fachada. A PF informou que a 7ª Vara Federal Criminal de São Paulo determinou o sequestro de bens e ativos financeiros dos investigados até o total de R$ 10,4 bilhões.

Ao todo, mais de 50 policiais federais foram mobilizados para cumprir 13 mandados de busca e apreensão e 11 mandados de prisão temporária. As diligências ocorrem na capital paulista e nas cidades de Santos, Praia Grande e Santana de Parnaíba.

Os suspeitos poderão responder pelos crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa e evasão de divisas. A Polícia Federal informou que as investigações prosseguem para identificar outros envolvidos e detalhar a extensão das atividades financeiras do grupo.

Por meio de nota, a defesa de Victor Henrique disse que “tomou conhecimento, há instantes, da operação realizada pela Polícia Federal. Neste momento, entretanto, ainda não dispomos de acesso às decisões judiciais nem aos elementos que fundamentaram as medidas adotadas”. Ainda segundo o comunicado, “qualquer manifestação sobre os fatos ou sobre o objeto da investigação seria precipitada. Tão logo tenha acesso aos autos e às informações oficiais, a defesa realizará a análise técnica do caso e adotará as medidas jurídicas que entender cabíveis”.

*com informações da Agência Brasil



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