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Exportações aos EUA subiram 3,7% em junho, primeira alta desde julho de 2025


No primeiro semestre deste ano, em relação ao mesmo período do ano anterior, as exportações para os EUA caíram 13,0% e atingiram US$ 17,428 bilhões

As exportações de produtos brasileiros para os Estados Unidos subiram 3,7% em junho de 2026 (totalizando US$ 3,472 bilhões no mês passado, ante US$ 3,347 bilhões registrados em junho de 2025). As importações, por outro lado, diminuíram 12,3% e chegaram a US$ 3,471 bilhões (foram US$ 3,959 bilhões no mesmo mês de 2025). Assim, a balança comercial com este parceiro comercial resultou num superávit de US$ 1 milhão no mês de junho.

Esta é a primeira alta nas vendas aos EUA desde julho de 2025, quando houve a imposição da sobretaxa de 50% aplicada pelo governo Donald Trump aos produtos brasileiros, no início do tarifaço.

“É o primeiro aumento desde julho do ano passado. Havia crescido em julho do ano passado, os meses subsequentes apresentaram queda, agora (a exportação) voltou a crescer”, explicou o diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior, Herlon Brandão. Segundo ele, o crescimento das exportações se deve à alta nos preços dos produtos, “visto que o volume de exportações para os Estados Unidos ainda está em queda; caiu 6,6%”.

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Acumulado do ano

No primeiro semestre deste ano, em relação ao mesmo período do ano anterior, as exportações para os EUA caíram 13,0% e atingiram US$ 17,428 bilhões. As importações caíram 12,5% e totalizaram US$ 18,950 bilhões. Dessa forma, a balança comercial com este país apresentou déficit de US$ 1,522 bilhões no acumulado de 2026.



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Perifeirarte mobiliza mais de 19 mil pessoas e fortalece lideranças comunitárias em 26 municípios


Mais de 19,4 mil pessoas mobilizadas, 1.893 lideranças comunitárias certificadas e 30 edições realizadas em 26 municípios. Os números revelam o alcance do Programa Perifeirarte, iniciativa da Secretaria de Estado […]



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Brasil pode ter superávit comercial de US$ 90 bilhões em 2026, projeta MDIC


O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) projetou nesta sexta-feira que o Brasil encerrará 2026 com um superávit comercial de US$ 90,0 bilhões, bem acima dos US$ 72,1 bilhões estimados em abril, diante da expectativa de desempenho mais forte das exportações.

Se confirmado, o superávit de US$ 90 bilhões será o segundo maior da série histórica, atrás apenas do registrado em 2023, e ficará 32,3% acima do resultado de 2025, quando o país teve saldo positivo de US$ 68,1 bilhões.

“Observamos uma aceleração dos fluxos, tanto de exportação quanto de importação, que ajudou a elevar esse valor previsto”, disse o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do MDIC, Herlon Brandão.

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A nova estimativa aponta para exportações de US$ 394,4 bilhões neste ano, US$ 30,2 bilhões acima da previsão feita em abril. Para as importações, o MDIC passou a projetar US$ 304,4 bilhões, uma elevação de US$ 12,3 bilhões em relação à estimativa anterior.

Dados de junho

Em junho, o Brasil registrou um superávit de US$ 9,758 bilhões, valor próximo ao projetado por economistas ouvidos pela Reuters, que apontavam para saldo positivo de US$ 9,9 bilhões. O resultado do mês foi fruto de US$ 36,277 bilhões em exportações — alta de 24,9% sobre junho de 2025 e recorde para qualquer mês da série histórica — e de US$ 26,520 bilhões em importações, avanço de 14,4%.

Nas exportações, houve crescimento dos embarques em todos os setores, com destaque para a indústria extrativa, que avançou 58,4%, puxada por uma alta de quase 80% nas vendas de petróleo bruto.

O forte avanço das exportações de petróleo ocorreu apesar do imposto de exportação de 12% implementado pelo governo em março para estimular a permanência do produto no mercado interno, em meio ao conflito militar no Oriente Médio. O aumento dos embarques tende a reforçar o caixa do governo, embora haja uma defasagem de dois meses para o recolhimento do tributo.

“O preço do petróleo, na comparação interanual, de junho deste ano contra junho do ano passado, cresceu 67,6%. Então, o preço influenciou muito a receita. O volume também cresceu, 6,8%, o que fez com que o valor exportado de petróleo avançasse”, disse Brandão.

Ainda nas exportações, houve alta de 18,0% na agropecuária, com aumento das vendas de soja, e de 14,7% na indústria de transformação, com embarques mais fortes de carnes, combustíveis e farelo de soja.

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Do lado das importações, houve avanço de 34,0% nas compras de bens de consumo, de 11,6% em combustíveis, de 10,9% em bens intermediários e de 5,7% em bens de capital.

No primeiro semestre, o país acumulou um superávit comercial de US$ 42,357 bilhões, acima do saldo positivo de US$ 30,187 bilhões registrado nos seis primeiros meses de 2025.Brasil pode ter superávit comercial de US$ 90 bilhões em 2026, projeta MDIC



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Grupo Prime, de insumos agrícolas, entra em recuperação judicial

A Justiça do Paraná autorizou o processamento da recuperação judicial do Grupo Prime, empresa que atua nos segmentos de nutrição vegetal, manejo biológico e integração lavoura-pecuária.

Segundo a companhia, o passivo soma cerca de R$ 790,2 milhões, entre créditos concursais e extraconcursais.

Com a decisão, a empresa poderá manter as operações enquanto negocia com credores e elabora o plano de recuperação judicial.

O deferimento do processamento, no entanto, não significa a aprovação do pedido, mas apenas o reconhecimento, pela Justiça, de que foram atendidos os requisitos previstos na Lei de Recuperação Judicial e Falências.

Em nota, o presidente e sócio-fundador do Grupo Prime, Luiz Eduardo Montans Braga, afirmou que a decisão dá segurança para a continuidade das atividades.

“Essa decisão nos traz segurança para continuar trabalhando e construir uma solução responsável junto aos nossos credores. O agronegócio atravessa um momento extremamente desafiador, marcado pelo aumento da inadimplência e pela dificuldade de acesso ao crédito. Nosso compromisso permanece o mesmo: continuar produzindo, atendendo nossos clientes e preservando um projeto construído ao longo de muitos anos”, dizia o texto.

Segundo a empresa, a deterioração do ambiente financeiro do agronegócio, marcada por juros elevados, restrição ao crédito, aumento da inadimplência e dificuldades enfrentadas pelos produtores rurais, afetou o fluxo de caixa da companhia e levou ao pedido de recuperação judicial.

O advogado Bruno Vaz, responsável pela condução jurídica do processo, afirmou que o deferimento confirma que a documentação apresentada atendeu às exigências legais.

“Nesta etapa, o Judiciário analisa se a empresa reúne os requisitos legais para iniciar a recuperação judicial. O deferimento confirma que a documentação apresentada permitiu essa análise e abre caminho para a construção do plano de recuperação, que será discutido com os credores, sempre buscando preservar uma atividade econômica viável e garantir segurança jurídica para todas as partes envolvidas”, destacou.

Agora, a empresa terá de apresentar um plano de recuperação para negociação com os credores, etapa prevista na legislação para reorganização financeira de empresas consideradas economicamente viáveis.

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Capacitação da SES reúne profissionais de 40 municípios para aprimorar gestão da vacinação em MS


A SES (Secretaria de Estado de Saúde), em parceria com o Ministério da Saúde, concluiu uma capacitação voltada ao uso dos principais sistemas de informação utilizados na imunização pelo SUS […]



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Superávit comercial do 1º semestre soma US$ 42,3 bi, 40% acima na comparação anual


A balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 42,357 bilhões no primeiro semestre de 2026, crescimento de 40,3% em relação ao mesmo período de 2025 (US$ 30,187 bilhões).

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC) divulgados nesta sexta-feira, 3, o valor foi alcançado com exportações de US$ 184,773 bilhões e importações de US$ 142,415 bilhões.

Nos primeiros seis meses deste ano, as exportações registraram alta de 11,5% na comparação com igual período do ano passado.

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Houve crescimento nos três setores, com alta de 9,2% em Agropecuária, que somou US$ 42,654 bilhões; crescimento de 24,2% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 46,427 bilhões; e crescimento de 7,1% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 94,701 bilhões.

Em relação às importações, houve alta de 5,1% na mesma comparação com o ano passado, com queda de 16,3% em Agropecuária, que somou US$ 2,709 bilhões; retração de 1,3% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 5,898 bilhões; e, por fim, crescimento de 5,9% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 132,862 bilhões.



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PF prende secretária sancionada por elo com PCC; empresário está foragido


A Polícia Federal prendeu a secretária Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, sancionada pelos Estados Unidos por suposta ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital), em operação na manhã desta sexta-feira (4).

Além dela, o empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada, que também foi sancionado pelo Departamento de Tesouro dos EUA e é alvo da Operação Exchange, está foragido. 

Mais de 50 agentes cumprem 11 mandados de prisão temporária e 13 de busca e apreensão expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal em São Paulo, em endereços localizados nas cidades de São Paulo, Santos, Praia Grande e Santana de Parnaíba. Até o momento, sete pessoas foram presas. 

A Justiça também determinou o sequestro de bens, valores e criptoativos dos investigados até o montante total de R$ 10,4 bilhões. Os alvos poderão responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Em nota, a defesa de Victor Shimada informou que ainda não teve acesso às decisões judiciais que fundamentaram a operação. Leia a nota na íntegra:

“A defesa tomou conhecimento, há instantes, da operação realizada pela Polícia Federal. Neste momento, entretanto, ainda não dispomos de acesso às decisões judiciais nem aos elementos que fundamentaram as medidas adotadas. Nesse contexto, qualquer manifestação sobre os fatos ou sobre o objeto da investigação seria precipitada. Tão logo tenha acesso aos autos e às informações oficiais, a defesa realizará a análise técnica do caso e adotará as medidas jurídicas que entender cabíveis”. 

A CNN Brasil tenta contato com os representantes de Stella. O espaço está aberto.

Entenda ligação entre brasileiros sancionados pelos EUA com PCC e Corinthians

Alvos sancionados pelos EUA

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos realizou, nessa quarta-feira (1º), uma sanção contra Victor Henrique de Oliveira Shimada por suposto vínculo com o PCC (Primeiro Comando da Capital). O brasileiro já havia sido investigado por ser operador financeiro em um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo o Corinthians e a VaideBet.

Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, também sancionada nesta manhã, é citada pelos EUA como uma associada próxima e parente de Victor, tendo trabalhado como sua secretária e intermediária para a coleta de grandes quantias em dinheiro.

Segundo o departamento americano, ela fornecia serviços logísticos essenciais que apoiaram Shimada e sua rede em suas operações de lavagem de dinheiro.

Shimada é sócio da Victory Trading Intermediação de Negócios, Cobranças e Tecnologia, incluída na lista de sanções do OFAC (Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros), dos EUA. A empresa é suspeita de participar de uma estrutura de lavagem de dinheiro para o PCC e chegou a ser citada em uma delação premiada de Vinicius Gritzbach, o “delator do PCC”.

Como resultado da sanção, todos os bens e interesses em bens de Shimada que estejam nos Estados Unidos, ou em posse ou sob o controle de pessoas do país, estão bloqueados e devem ser comunicados ao OFAC.

O comunicado aponta que quaisquer entidades que sejam detidas, direta ou indiretamente, individualmente ou em conjunto, em 50% ou mais por uma ou mais pessoas bloqueadas, também estão bloqueadas.



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SEC dobra repasse a grêmios estudantis e amplia apoio a ações de protagonismo juvenil em MS


A SEC (Secretaria de Estado da Cidadania), em parceria com a SED (Secretaria de Estado de Educação), dobrou neste ano o valor destinado aos Grêmios Estudantis ativos da Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso do Sul. Após o repasse de R$ 500 a cada grêmio em 2025, os 345 coletivos participantes da formação receberão, em 2026, R$ 1 mil para subsidiar ações desenvolvidas pelos próprios estudantes em suas escolas.

O investimento fortalece a atuação dos grêmios como espaços de participação, cidadania e mobilização juvenil, apoiando iniciativas nas áreas educacional, esportiva, cultural e social. Entre os eixos trabalhados está a valorização da vida, com ações de prevenção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas.

Subsecretário de Políticas Públicas para Juventude, Jessé Cruz, enfatiza que grêmios ampliaram tanto em número como em qualificação. (Foto: Matheus Carvalho/SEC)

A formação dos Grêmios Estudantis é coordenada pela Subsecretaria de Políticas Públicas para Juventude, vinculada à SEC, em parceria com a SED. Desde 2024, a iniciativa vem sendo estruturada de forma contínua, reunindo estudantes e professores em uma trilha formativa que incentiva o desenvolvimento de projetos dentro das unidades escolares.

Para o subsecretário de Políticas Públicas para Juventude, Jessé Cruz, o crescimento da iniciativa é percebido tanto na ampliação do número de participantes quanto na qualidade das ações construídas pelos estudantes. “Os Grêmios Estudantis vivem um momento de grande crescimento em Mato Grosso do Sul, tanto do ponto de vista qualitativo quanto quantitativo. A formação que realizamos desde 2024 tem um formato sistematizado e inovador, único no País, e vem fortalecendo o protagonismo da juventude dentro e fora das escolas”, afirma.

No ano passado, 341 grêmios receberam R$ 500 cada para desenvolver atividades relacionadas à formação. Neste ano, o número de coletivos ativos participantes chegou a 345, e o valor do repasse foi ampliado. “É um recurso que ajuda a transformar ideias em ações e permite que os próprios estudantes desenvolvam iniciativas voltadas aos seus contextos escolares e comunitários”, destaca Jessé.

A trilha formativa “Juventude por Elas e por Eles” integra as ações do Protege, estratégia estadual de prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher. Com carga horária de 40 horas, a formação aborda o papel dos grêmios como espaços de transformação, a construção de ambientes de respeito e equidade e a elaboração de propostas e ações escolares. Além de discutir cidadania e participação social, a proposta busca sensibilizar jovens para a prevenção das violências e para a construção de relações mais respeitosas. A temática da valorização da vida e do enfrentamento à violência contra mulheres e meninas é um dos pilares da formação desde o ano passado.

Para a Escola Estadual Prof. Tito, grêmios transformaram alunos em sujeitos ativos na construção de uma sociedade.

“O grêmio tem uma preocupação com os diferentes contextos previstos em lei, como as questões educacionais, esportivas, culturais e sociais. Mas, dentro dessa formação, a valorização da vida, a prevenção e o enfrentamento à violência contra a mulher e contra as meninas são eixos centrais. A proposta é trazer a juventude para esse compromisso de proteção, porque a juventude também protege”, reforça o subsecretário.

Na Escola Estadual Prof. Alberto Elpídio Ferreira Dias, conhecida como Prof. Tito, em Campo Grande, a atuação do grêmio estudantil tem contribuído para aproximar os estudantes das temáticas trabalhadas pela escola e pelas políticas públicas voltadas à juventude. A unidade desenvolve um projeto de combate à violência contra a mulher, com foco na valorização das mulheres e no fortalecimento do sentimento de pertencimento à comunidade escolar.

Para a diretora Fernanda Alves Bucallon Serafim, a participação dos estudantes torna as ações mais efetivas porque transforma os jovens em sujeitos ativos dos processos construídos dentro da escola. “Quando abrimos a possibilidade de os alunos se engajarem, e não apenas receberem as informações, o resultado é muito mais efetivo. Eles passam a compreender que o grêmio não existe somente para reivindicar algo, mas para ser exemplo e uma representatividade verdadeiramente positiva dentro da escola”, afirma.

Segundo ela, o protagonismo estudantil também amplia a capacidade de diálogo sobre temas que atravessam a realidade dos próprios jovens. “É uma conversa de igual para igual. Quando os estudantes encabeçam essas ações, eles conseguem alcançar colegas que, muitas vezes, enxergam os adultos a partir de outro lugar. Essa identificação faz diferença, porque eles compartilham vivências, angústias, conquistas e desafios semelhantes”, destaca.

As formações oferecidas aos integrantes dos grêmios, na avaliação da diretora, contribuem para ampliar o olhar dos estudantes para além da rotina escolar, das avaliações e da preparação para o futuro acadêmico. “São temáticas que ajudam a abrir a mente dos estudantes para outras perspectivas. Quando um grupo que tem destaque dentro da escola recebe essa formação, ele passa a refletir, criar novas ideias e levar essas discussões para outros espaços. Muitos entram no grêmio por interesse em esporte, cultura ou eventos, mas, ao vivenciarem a formação, compreendem a responsabilidade e o alcance que essa atuação pode ter”, explica Fernanda.

Repasse direcionado aos grêmios possibilita que grupos possam trabalhar a temática com autonomia.

O repasse de R$ 1 mil também é apontado pela diretora como uma oportunidade de aprendizado prático sobre planejamento, escuta e responsabilidade coletiva. Para além do desenvolvimento de uma ação específica, o recurso permite que os estudantes tenham autonomia para pensar prioridades, organizar estratégias e compreender os desafios envolvidos na gestão de recursos.

“Foi uma estratégia muito oportuna, porque dá a eles a possibilidade de realizar algo que seja, de fato, do grêmio. Mas, principalmente, ensina que uma boa ação não depende apenas do tamanho do recurso: depende de planejamento, escuta ativa e de uma proposta que alcance toda a comunidade escolar”, finaliza.

Em 2025, os recursos destinados aos grêmios contribuíram para a realização de rodas de conversa, palestras, produções audiovisuais, peças teatrais e campanhas de conscientização nas escolas.

Aprendizados que seguem para além da escola

Matheus, que foi presidente de grêmio até 2025, levou consigo o que aprendeu no grêmio.

A experiência no Grêmio Estudantil também deixa marcas que acompanham os jovens depois da conclusão do ensino médio. Aos 18 anos, Matheus Gleizer Pianta cursa licenciatura em Matemática na UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), mas ainda carrega os aprendizados do período em que presidiu o Grêmio Athena, entre 2024 e o fim de 2025.

Para ele, as formações foram fundamentais não apenas para ampliar o conhecimento sobre temas sociais, mas também para fortalecer o trabalho coletivo dentro da escola. À frente do grêmio, Matheus acompanhou o envolvimento de outros estudantes na organização de eventos, campanhas de conscientização e ações de solidariedade.

“É muito importante conhecer novos temas e se aprofundar em assuntos que têm grande relevância para a sociedade. Enquanto presidente, foi muito significativo perceber o desenvolvimento dos demais integrantes, porque não fui apenas eu quem levou pautas importantes ou organizou campanhas. Tudo foi resultado do trabalho de uma equipe de estudantes que recebeu capacitação e passou a compreender a importância de atuar dentro da escola”, conta.

Entre os conteúdos que seguem presentes em sua trajetória, Matheus destaca a valorização da vida e o enfrentamento à violência contra as mulheres. Para ele, discutir o tema durante a formação ajudou a compreender que o compromisso com a prevenção da violência precisa envolver toda a sociedade, especialmente os homens.

“Levo comigo muitos dos aprendizados adquiridos nesse período, principalmente sobre a valorização da vida e o enfrentamento à violência contra a mulher. Mato Grosso do Sul enfrenta índices muito altos de feminicídio, o que torna esse debate ainda mais necessário. As formações nos ensinaram que não podemos nos omitir diante de qualquer situação de violência. Aprendi que, enquanto homem, também tenho responsabilidade nesse enfrentamento: é preciso denunciar quando presenciar, ouvir ou identificar qualquer indício de violência e incentivar outras pessoas a fazerem o mesmo. Esse é um dos maiores ensinamentos que vou levar para toda a vida”, afirma.

O ex-presidente também ressalta a importância do repasse destinado aos grêmios, que, segundo ele, deu condições para que as propostas elaboradas pelos estudantes saíssem do papel e se transformassem em ações voltadas à comunidade escolar.

“O recurso deu autonomia para que nós, estudantes, pudéssemos transformar ideias em ações. Muitas vezes, o maior obstáculo para desenvolver campanhas e projetos é justamente a falta de recursos. No nosso caso, o valor foi utilizado para fortalecer ações de conscientização relacionadas à valorização da vida e ao enfrentamento da violência contra a mulher”, explica.




Uma das atividades desenvolvidas pelos grêmios estudantis foi a produção de materiais audiovisuais e exposições dentro das escolas quanto às frases que muitas vezes são ditas pelas vítimas de violência. (Foto: Paula Maciulevicius/SEC)

Mais do que o apoio financeiro, Matheus entende que o investimento representa reconhecimento à capacidade dos jovens de mobilizar a escola em torno de temas que impactam a vida coletiva. “Esse investimento mostrou que a Secretaria acredita na capacidade dos estudantes de promover debates importantes e mobilizar a comunidade escolar. Isso nos motivou ainda mais a desenvolver iniciativas que realmente alcançassem os alunos e a escola”, destaca.

A iniciativa reafirma o papel dos grêmios como espaços legítimos de organização estudantil e formação cidadã, reconhecendo os jovens como agentes capazes de mobilizar suas escolas e comunidades em torno de temas que atravessam a vida coletiva.

“Os grêmios avançam a cada dia e têm se tornado referência para outros estados do país. Quando o Governo do Estado investe diretamente nesses estudantes, fortalece lideranças que ajudam a construir uma cultura de paz, respeito e responsabilidade coletiva”, finaliza o subsecretário de Políticas Públicas para Juventude, Jessé Cruz.

Paula Maciulevicius, Comunicação da Cidadania
Foto de capa: Matheus Carvalho/SEC



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Preços mundiais dos alimentos recuam pelo segundo mês consecutivo em junho, diz FAO


PARIS, 3 Jul (Reuters) – Os preços ⁠mundiais dos alimentos registraram ligeira queda em ⁠junho, já que as reduções nos preços do açúcar, ‌dos cereais e dos laticínios superaram os aumentos nos preços dos óleos vegetais e da carne, informou nesta sexta-feira ‌a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

O Índice de Preços dos Alimentos da FAO, que acompanha as variações mensais de uma cesta de commodities alimentícias comercializadas internacionalmente, registrou uma média de 130,3 pontos em junho, ante 130,8 ⁠pontos ‌em maio.

O índice já havia caído em maio em ⁠relação à máxima de três anos registrada em abril, quando a guerra no Irã levou a um salto nos preços dos óleos vegetais.

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O valor registrado em junho foi 1,7% superior ao do ano anterior, mas 18,7% abaixo ​do pico recorde atingido em março de 2022, após a invasão em grande escala da Ucrânia pela Rússia, ​informou a FAO.

O índice de preços dos cereais caiu 3,5% em relação a maio. Os preços do trigo sofreram pressão devido ao rápido avanço da colheita e às fortes perspectivas de oferta na região do Mar Negro, enquanto ‌o milho recuou diante das perspectivas de ​oferta abundante na América do Sul e da queda do preço do petróleo bruto.

O índice de arroz da FAO, no entanto, subiu 3,2%, apoiado pela ⁠maior demanda asiática ​por arroz do ​tipo indica.

Os preços do açúcar caíram 5,7%, já que os preços mais baixos ⁠do etanol no Brasil incentivaram ​as usinas a utilizar mais cana-de-açúcar na produção de açúcar. No entanto, as preocupações com o possível impacto do El Niño na ​produção na Índia e na Tailândia limitaram a queda geral.

Os preços dos laticínios caíram 1,5%, pressionados pelo ​aumento da oferta.

Por ⁠outro lado, o índice de carnes da FAO subiu 0,4% em relação ao mês ⁠anterior, estabelecendo mais um recorde, impulsionado pelas aves em meio à forte demanda global.

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Os preços dos óleos vegetais subiram 3,8%, impulsionados pelas cotações mais altas do óleo de palma e da colza, em parte devido à demanda por biodiesel.

(Reportagem de Gus ​Trompiz)



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Piloto e pesquisadora alemã morrem em queda de avião em Campo Grande (MS)


Um avião caiu na manhã desta sexta-feira (3), nas proximidades do Aeródromo Santa Maria, em Campo Grande, em Mato Grosso do Sul.

Segundo a Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul), o acidente deixou duas pessoas mortas: a pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff e o piloto da aeronave, Henrique Martin de Carvalho.

De acordo com a secretaria, as equipes foram acionadas para atender a ocorrência no local, área considerada de difícil acesso. Até o momento, não foram divulgadas informações a respeito do que teria provocado o acidente.

A Polícia Civil esteve na região do acidente e, segundo a Sejusp, por conta da complexidade da ocorrência, a investigação será conduzida pelo Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado), que também acompanha os trabalhos no local.

A perícia foi acionada para a área do acidente e os laudos técnicos devem ajudar nas apurações do caso, que também será investigado pelo Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos).

(Em atualização)



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