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vagas de emprego em aberto nos EUA caem em junho; contratações aumentam


WASHINGTON, 4 Ago (Reuters) – As vagas ⁠de emprego em aberto nos Estados ⁠Unidos diminuíram em junho em meio a uma ‌queda acentuada no setor de saúde e assistência social, mas o aumento nas contratações e o baixo número ‌de demissões indicam que o mercado de trabalho permaneceu estável.

As vagas de emprego em aberto, um indicador da demanda por mão de obra, diminuíram em 178 mil, para 7,359 milhões, até o último dia de junho, informou ⁠o ‌Departamento de Estatísticas do Trabalho do Departamento do Trabalho ⁠em seu relatório Jolts nesta terça-feira.

Economistas consultados pela Reuters previam 7,400 milhões de vagas não preenchidas em junho. As vagas no setor de saúde e assistência social diminuíram em 147 mil em junho.

Alguns economistas ​afirmaram que o relatório Jolts deve ser interpretado com cautela, observando que a taxa de resposta à ​pesquisa diminuiu consideravelmente. Os economistas continuam a considerar que o mercado de trabalho permanece em um modo de “contratação lenta, demissão lenta”, o que, segundo eles, deve permitir que o Federal Reserve se concentre na inflação.

Na ‌semana passada, o banco central dos ​EUA manteve sua taxa básica de juros na faixa de 3,50% a 3,75%. Três membros do comitê de política monetária do Fed discordaram, ⁠defendendo um aumento ​de 0,25 ponto ​percentual.

A taxa de vagas em aberto caiu de 4,5% em maio para ⁠4,4% em junho. As contratações ​aumentaram em 96 mil, chegando a 5,348 milhões em junho. A taxa de contratações subiu de 3,3% em maio para ​3,4%. As demissões e dispensas permaneceram praticamente inalteradas em 1,766 milhão, com taxa de 1,1%.

Uma pesquisa ​da Reuters com ⁠economistas estima que a criação de vagas de emprego fora do setor ⁠agrícola tenha atingido 80 mil em julho, após 57 mil em junho. O relatório de emprego de julho será divulgado na sexta-feira. A previsão é de que a taxa de desemprego se mantenha estável em 4,2%.



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Homem é preso após atacar 3 colegas a facadas no Assaí em Jundiaí, interior de SP


Um colaborador do supermercado Assaí Atacadista foi preso em flagrante na tarde de segunda-feira (3) após atacar três colegas de trabalho a facadas em uma unidade localizada no bairro Ponte de Campinas, em Jundiaí, no interior de São Paulo. O homem, de 48 anos, era o açougueiro do estabelecimento, segundo informações da TV TEM.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), policiais militares foram acionados para atender à ocorrência e encontraram o suspeito já contido por funcionários e seguranças do estabelecimento. Em seguida, ele foi entregue aos policiais sem oferecer resistência.

A TV TEM apurou que o suspeito feriu um dos funcionários do açougue com golpes no rosto e golpeou outra vítima no ombro quando ela tentou apartar a briga. Ele sofreu ferimentos leves.

As vítimas, com idades entre 25 e 37 anos, foram socorridas e encaminhadas para atendimento médico. Em nota, a rede Assaí Atacadista informou que elas passam bem.

O homem contou aos policiais militares que sofria provocações constantes no trabalho e que sua pretensão era esfaquear o maior número de pessoas possível. Ele já tem passagem pela polícia por tentativa de homicídio.

O caso de segunda-feira foi registrado como tentativa de homicídio no 1º Distrito Policial de Jundiaí. O suspeito permaneceu preso e está à disposição da Justiça.

Em nota enviada à Jovem Pan, o Assaí confirmou o ataque e disse que está “prestando total apoio médico e colaborará integralmente com as autoridades na apuração dos fatos, que seguem sob investigação”.

“A rede confirma que, nesta 2ª feira (3/8), na unidade Jundiaí Ferroviários, um colaborador agrediu outros dois com uma faca. As vítimas foram prontamente socorridas, encaminhadas para atendimento médico e passam bem. O agressor foi contido e encaminhado à delegacia. A Companhia está prestando total apoio médico e colaborará integralmente com as autoridades na apuração dos fatos, que seguem sob investigação”Nota da rede Assaí Atacadista



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Produção industrial no Brasil cai 1,8% em junho e frustra projeções do mercado


A produção industrial no Brasil recuou 1,8% em junho frente a maio, segundo resultado negativo consecutivo do ano. Em relação a junho de 2025, a indústria cresceu 1,7%, após variação de 0,2% em maio. O acumulado no ano mostrou expansão de 1,5%, enquanto nos últimos 12 meses, avançou 0,7%.

O número foi pior do que o esperado, uma vez que pesquisa Reuters apontava recuo de 0,8% na variação mensal e de avanço de 3,0% na base anual.

Na passagem de maio para junho, as quatro grandes categorias econômicas e a maior parte (16) dos 25 ramos pesquisados apontaram taxas negativas.

Entre as atividades, a influência negativa mais importante foi assinalada por coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, que recuou 5,9% em junho de 2026, marcando, dessa forma, o segundo mês seguido de queda na produção, período em que acumulou perda de 11,8%.

Outras contribuições negativas relevantes sobre o total da indústria vieram de produtos químicos (-4,3%), produtos alimentícios (-1,9%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-11,0%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-11,0%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-8,9%), outros equipamentos de transporte (-8,6%), produtos de borracha e de material plástico (-2,8%) e indústrias extrativas (-0,6%).

Por outro lado, entre as nove atividades que mostraram avanço na produção, celulose, papel e produtos de papel (5,4%) exerceu a principal influência na média da indústria e marcou o terceiro mês consecutivo de expansão, período em que acumulou crescimento de 7,3%. Vale destacar também os impactos positivos registrados pelos setores de impressão e reprodução de gravações (20,2%) e de metalurgia (1,4%).

Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com maio, bens de consumo semi e não duráveis (-4,1%) e bens de consumo duráveis (-3,2%) tiveram os maiores recuos em junho de 2026. Os setores produtores de bens de capital (-1,1%) e de bens intermediários (-1,1%) também registraram resultados negativos em junho de 2026.

(com agência de notícias do IBGE)



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Greve na CPTM começa e linhas amanhecem com operação parcial nesta terça


A greve de ferroviários das linhas 11,12 e 13 da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) começou na madrugada desta terça-feira (4). Apesar da paralisação, apenas uma das linhas está totalmente interrompida nesta manhã. 

Segundo o Governo de São Paulo, as linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda, que são concedidas, e a 10-Turquesa operam regularmente nesta manhã. Veja a situação nas linhas com os funcionários em greve:

  • Linha 11-Coral: Operação Parcial
  • Linha 12-Safira: Operação Parcial
  • Linha 13-Jade: Paralisada

A administração estadual informou que o Expresso Aeroporto também não opera neste momento. A Linha 11-Coral tem operação parcial entre as estações Palmeiras-Barra Funda e Guaianases. Na Linha 12-Safira, os trens circulam entre as estações Brás e Engenheiro Goulart.

Entenda: Justiça do Trabalho impõe 80% da frota no horário de pico

Plano de contigência

A CPTM acionou seu plano de contingência, priorizando o atendimento nos trechos de maior demanda. Como parte da estratégia para ampliar a capacidade de atendimento, o Metrô antecipou o horário de abertura das estações das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata para às 4h.

A Linha 3-Vermelha, que atende parte da zona Leste da capital e faz integração com as linhas afetadas, conta com composições adicionais em circulação. Também são realizadas manobras intermediárias em estações estratégicas, aumentando a oferta de viagens nos trechos com maior concentração de passageiros.

O Metrô informa ainda que trens vazios poderão ser enviados às estações que apresentarem maior lotação nas plataformas, com o objetivo de agilizar os embarques e reduzir o tempo de espera. O efetivo de funcionários está reforçado nas estações Corinthians-Itaquera, Tatuapé, Brás e Palmeiras-Barra Funda, além de outros pontos de maior demanda, para orientar os passageiros e auxiliar na organização dos fluxos.

O Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese) foi acionado pela CPTM para auxiliar no deslocamento dos passageiros das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. Ao todo, 128 ônibus foram mobilizados.

Na Linha 11-Coral, os veículos atendem todas as estações entre Estudantes e Corinthians-Itaquera. Na Linha 12-Safira, o serviço opera entre São Miguel Paulista e Calmon Viana. Já na Linha 13-Jade, os ônibus circulam entre as estações Aeroporto-Guarulhos e Engenheiro Goulart.

Segurança

A Polícia Militar reforçou o policiamento preventivo no entorno das estações ferroviárias, terminais de transporte e demais locais de grande circulação de pessoas, com o objetivo de ampliar a sensação de segurança, prevenir ocorrências e apoiar o deslocamento da população. O policiamento de trânsito também foi intensificado para contribuir com a fluidez viária nas regiões impactadas.

As ações são acompanhadas em tempo real pelo Centro Integrado de Operações Coordenadas (CIOC), instalado no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), que funciona ininterruptamente e reúne os órgãos responsáveis pelo monitoramento e pela resposta rápida a eventuais intercorrências.

Decisão judicial e negociação

Após a decisão do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil em manter a greve, a CPTM recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que determinou a operação de 80% do efetivo nos horários de pico e de 60% nos demais períodos. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 400 mil ao sindicato.

O Governo informou que, na reunião realizada nesta segunda (3) entre representantes da administração estadual e do sindicato, o Estado reiterou o compromisso com a preservação dos postos de trabalho e com a análise de projetos de lei de interesse da categoria, como a absorção dos empregados por outros órgãos públicos estaduais, a discussão sobre incorporação da Estrada de Ferro Campos do Jordão pela CPTM, e a inclusão dos trabalhadores no Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe), sistema de assistência à saúde destinado aos servidores públicos do Estado.



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Família do senador Weverton Rocha é alvo de operação da PF contra fraudes no INSS


A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (4), uma nova fase da Operação Sem Desconto. A ofensiva visa aprofundar as investigações sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado às fraudes em descontos indevidos de benefícios do INSS.

Ao todo, são cumpridos 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Maranhão, por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Entre os alvos da operação estão os familiares do senador Weverton Rocha (PDT-MA) e o advogado Willer Tomaz. Os agentes realizam buscas na residência do parlamentar por causa de operações suspeitas envolvendo sua esposa, em imóveis ligados à família e também na casa e no escritório do advogado.

Segundo as investigações, Tomaz é suspeito de ter participado de operações destinadas a ocultar a origem de recursos supostamente ilícitos e de ter colocado uma aeronave à disposição do senador. A PF também busca apreender bens para recuperar valores que teriam sido desviados, incluindo veículos de luxo e outros patrimônios.

De acordo com a corporação, a apuração começou após a identificação de movimentações financeiras consideradas suspeitas, que teriam utilizado pessoas físicas e jurídicas, contas bancárias de terceiros, empresas e transações em dinheiro vivo para esconder a origem e o destino dos recursos. As diligências buscam esclarecer a finalidade desses repasses e individualizar a responsabilidade de cada investigado.

Weverton Rocha já havia sido alvo da Operação Sem Desconto em dezembro do ano passado. Na ocasião, afirmou ter recebido a medida com surpresa e disse que prestaria esclarecimentos após ter acesso à decisão judicial.

A investigação também encontrou, no celular do empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS” e apontado como líder do esquema, mensagens que tratavam da entrega de dinheiro em espécie a um ex-assessor do senador.

Willer Tomaz já foi investigado anteriormente na Operação Lava Jato. Em 2017, chegou a ser preso após ser citado em delações da J&F, mas a denúncia acabou rejeitada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região por falta de provas. Posteriormente, o empresário Joesley Batista afirmou que não o contratou para influenciar autoridades públicas.

Em nota, a defesa de Willer afirmou que “a diligência de busca e apreensão a que foi submetido nesta manhã decorre exclusivamente do fato de ser proprietário da aeronave utilizada, em caráter estritamente particular, pelo senador Weverton Rocha em viagem já de conhecimento público”. Além disso, o comunicado também afirma que “Willer Tomaz não é investigado no âmbito da Operação Sem Desconto e não possui qualquer vínculo com o esquema de fraudes em descontos previdenciários apurado pela Polícia Federal.

Por fim, a defesa diz que “o advogado reitera que está à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários e confia na apuração serena dos fatos, certo de que sua conduta em nada se relaciona com o objeto da operação”.

A Jovem Pan entrou em contato com os envolvidos, mas ainda não obteve resposta. O espaço segue aberto para manifestações.

*Com informações do Estadão Conteúdo



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Indústria do Sudeste Asiático tem em julho o melhor mês desde o início da guerra


O setor produtivo das principais economias do Sudeste Asiático teve um mês de julho promissor, com o índice de manufatura medido pela S&P Global atingindo o maior nível desde o início da guerra no Oriente Médio, em fevereiro. O Índice de Gerentes de Compras (PMI) do grupo ASEAN da pesquisa — Indonésia, Tailândia, Vietnã, Filipinas, Malásia, Singapura e Myanmar – subiu para 52,8 em julho, depois de cair para um mínimo de 11 meses (50,5) em junho.

Os dados a nível nacional mostraram que, entre as sete economias monitoradas, quase todas (exceto Mianmar) registaram uma melhoria nas condições operacionais após um segundo trimestre relativamente fraco.

Leia também: Indústria na China desacelera para mínima em 4 meses em julho, mostra pesquisa

Segundo a S&P Global, o crescimento das novas encomendas e da produção acelerou em relação às expansões relativamente modestas observadas no mês anterior, atingindo taxas não vistas desde o início da guerra.

“As empresas responderam aumentando a sua atividade de compras e expandindo o número de funcionários pela primeira vez em quatro meses. A confiança empresarial também se fortaleceu, com as empresas no seu nível mais otimista em relação ao crescimento da produção desde abril de 2023”, disse a consultoria em nota.

A alta mais acentuada das novas encomendas foi o ponto central para a melhoria das condições operacionais em julho. A produção também aumentou solidamente, e ao ritmo mais rápido em cinco meses. As empresas responderam aumentando a sua atividade de compras. Embora os prazos de entrega dos fornecedores tenham aumentado moderadamente, os fabricantes conseguiram elevar seus estoques pela primeira vez em quatro meses.

O emprego também aumentou pela primeira vez desde março, embora não o suficiente para satisfazer as demandas de produção. Como resultado, o trabalho pendente aumentou solidamente e ao ritmo mais rápido desde outubro passado.

Outro ponto de destaque da pesquisa é que as pressões sobre os preços aliviaram ainda mais ante o pico verificado em abril. No entanto, os encargos com os custos continuaram a aumentar acentuadamente e foram repercutidos nos clientes por meio de preços de venda mais elevados.

Olhando para o futuro, os fabricantes mantiveram-se otimistas quanto ao aumento da produção no próximo ano, com a confiança melhorando para o seu nível mais alto desde o início de 2023.

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Maryam Baluch, economista da S&P Global Market Intelligence, comentou em nota que o setor de transformação da região ASEAN parece ter ultrapassado a fase mais desafiadora, entre março e junho, quando a atividade ainda era fortemente afetada pelo conflito em curso no Oriente Médio.

“O desempenho está agora ao nível do observado na virada do ano, porém mais suave do que o nível recorde registado em fevereiro. As condições de demanda melhoraram em julho, com as novas encomendas a aumentando fortemente e a produção crescendo solidamente em resposta”, disse o especialista.

“As empresas sentiram-se encorajadas o suficiente para intensificar a atividade de compras e aumentar o emprego pela primeira vez em quatro meses. Mais positivamente, a confiança em torno da produção futura fortaleceu-se para o seu nível mais alto em mais de três anos. Adicionalmente, as pressões sobre os preços moderaram-se ainda mais, atuando assim como um vento contrário reduzido para o setor transformador da região.”



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América Latina impulsiona resultado do segmento agro da Bayer no trimestre

O segmento agro da gigante alemã Bayer registrou vendas de 4,9 bilhões de euros no segundo trimestre de 2026, alta de 2,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. 

O desempenho foi impulsionado pelo crescimento de 2,6% no volume comercializado e por um aumento de 0,9% nos preços, enquanto os efeitos de câmbio e de mudanças no portfólio limitaram a expansão.

Segundo a companhia, o crescimento foi puxado principalmente pelo desempenho dos herbicidas à base de glifosato, além dos negócios de sementes e biotecnologia para soja, sementes de algodão e inseticidas. Em contrapartida, as vendas de sementes e biotecnologia para milho apresentaram leve recuo após um primeiro trimestre mais forte.

Na América Latina, as vendas cresceram 6,4% no trimestre, totalizando 965 milhões de euros.

No acumulado de 2026, as vendas globais do segmento avançaram 0,8%, alcançando 12,4 bilhões de euros. De acordo com a Bayer, o resultado foi favorecido pelo crescimento do negócio de sementes e biotecnologia para soja, impulsionado pela resolução de um acordo de licenciamento com a Corteva e pelo retorno do registro da tecnologia dicamba, além do desempenho positivo em sementes e biotecnologia para milho. Em sentido contrário, os negócios de herbicidas e fungicidas registraram queda em meio à continuidade de um ambiente de mercado desafiador.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) do segmento somou 861 milhões de euros no segundo trimestre. Um ano antes, a companhia registrou um resultado negativo de 564 milhões de euros. No acumulado do ano, o Ebitda alcançou 3,9 bilhões de euros, crescimento de 146,5%.

Por categoria

Entre os principais destaques por categoria, a Bayer informou que o negócio de sementes e biotecnologia para milho apresentou leve queda nas vendas, com o crescimento na Europa, Oriente Médio e África e na Ásia-Pacífico compensando apenas parcialmente os menores volumes na América do Norte, em razão da concentração de vendas no primeiro trimestre.

Nos herbicidas, os produtos à base de glifosato registraram crescimento de dois dígitos, impulsionados pelo aumento de volumes e de preços, especialmente na Europa, Oriente Médio e África. Já os herbicidas não à base de glifosato tiveram queda nas vendas, principalmente em função da redução de preços na América do Norte diante da pressão de produtos genéricos.

O negócio de fungicidas apresentou recuo moderado, atribuído às condições climáticas adversas e à concorrência de genéricos na Europa, Oriente Médio e África. Em contrapartida, houve crescimento expressivo de volumes na Ásia-Pacífico e na América do Norte.

As vendas de sementes e biotecnologia para soja avançaram de forma significativa, beneficiadas na América do Norte pela recuperação de preços após o retorno do registro da tecnologia dicamba nos Estados Unidos e pelo desempenho dos produtos. Na América Latina, o crescimento foi impulsionado pelo aumento dos volumes comercializados.

O negócio de inseticidas registrou crescimento apoiado principalmente pelo aumento de volumes e preços na Europa, Oriente Médio e África e na Ásia-Pacífico. Em sementes de hortaliças, as vendas recuaram devido aos menores volumes na América Latina, efeito parcialmente compensado pelo desempenho na Europa, Oriente Médio e África. Já o negócio de sementes de algodão cresceu em razão do aumento de volumes e preços na América do Norte, também relacionado ao retorno do registro da tecnologia dicamba. Na unidade de outros negócios, o destaque foi a canola, com aumento de vendas impulsionado por maiores volumes.

Destaques do trimestre

A Bayer destacou a parceria com a britânica BP para comercializar a oleaginosa camelina, destinada à produção de biocombustíveis. 

A empresa também assinou um acordo de licenciamento com a francesa RAGT, fornecedora de sementes de trigo na Europa. O acordo prevê acesso a germoplasma de trigo adaptado às condições europeias e integra a estratégia da Bayer de lançar sementes híbridas de trigo na Europa e na América do Norte no início da próxima década. A empresa estima que esse negócio poderá gerar receita anual de até 1 bilhão de euros em meados da década de 2040.

Na área jurídica, a Bayer destacou decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, proferida em junho, no caso Durnell envolvendo o herbicida Roundup, de glifosato. A decisão reconheceu que a legislação federal sobre pesticidas prevalece sobre ações estaduais baseadas em alegações de falha de advertência quando a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos já tiver se manifestado sobre a segurança do produto. Segundo a companhia, a decisão tende a reduzir o volume de ações relacionadas ao Roundup.

Em julho, a Bayer anunciou também a consolidação de seu negócio de glifosato nos Estados Unidos na empresa Ruveon. A nova estrutura será responsável pelas operações relacionadas ao produto no país, incluindo definição de preços, estratégias comerciais, produção e logística. 

Resultado do grupo

No consolidado, o grupo Bayer registrou prejuízo líquido de 439 milhões de euros no segundo trimestre, ante prejuízo de 506 milhões de euros no mesmo período de 2025. A receita de vendas alcançou 10,8 bilhões de euros, alta de 1,2% na comparação anual, enquanto o Ebitda cresceu 1,9%, para 2,1 bilhões de euros.

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Preços dos semicondutores têm em julho o maior aumento desde 2022, diz S&P Global


As pressões globais sobre os preços de commodities e cadeias de suprimentos tiveram leve alívio em julho em relação a junho, mas ainda se mantiveram em patamares elevados, de acordo com as mais recentes pesquisas com gerentes de compras (PMI) da S&P Global. As quebras de fornecimento reportadas no mês recuaram para o mínimo de quatro meses, mas os preços dos semicondutores ainda registam o maior aumento desde junho de 2022

Segundo a S&P Global, o indicador global de preços e abastecimento de commodities caiu de 3,2 em junho para 2,4 em julho, atingindo o seu nível mais baixo em cinco meses.

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Das 26 commodities monitoradas na pesquisa, 21 registaram aumentos de preços acima da média. Os semicondutores lideraram novamente a subida, com aumentos de preços reportados no nível mais alto em mais de quatro anos. Aumentos acentuados também foram reportados para Artigos Elétricos e Transporte.

(Fonte: PMI/S&P Global)

Já os preços do petróleo subiram solidamente, embora o respectivo índice tenha caído para o seu nível mais baixo desde março.

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O índice de quebra de abastecimento desceu ligeiramente em julho, de 1,9 em junho para 1,8 no mês passado. O petróleo registou o maior número de relatos de quebras de abastecimento, com rupturas a pouco mais de oito vezes o nível habitual.

No geral, 12 das 20 commodities monitoradas registaram relatos de quebras de abastecimento acima da tendência de longo prazo, com Artigos Elétricos, Semicondutores, Aço Inoxidável e Cobre registrando aumentos acentuados nas quebras reportadas.

Segundo avaliação de Usamah Bhatti, economista da S&P Global Market Intelligence, o início do segundo semestre trouxe um novo alívio nas pressões sobre preços e sobre o abastecimento para os fabricantes globais, embora ambas se tenham mantido confortavelmente acima das suas tendências de longo prazo.

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“A pressão sobre as cadeias de abastecimento pouco se alterou em julho, com as quebras de fornecimento reportadas permanecendo quase o dobro da tendência de longo prazo. Mais de metade das commodities monitorizadas registaram ruturas acima da média, com os relatos mais graves observados para o Petróleo. Com mais de oito vezes o nível habitual, as quebras de fornecimento reportadas para o Petróleo intensificaram-se novamente, sugerindo que a trégua observada em junho foi breve”, alertou.

Para ele, após as hostilidades no Médio Oriente escalarem novamente durante julho, a resiliência das cadeias de abastecimento globais de commodities e de produção industrial será provavelmente testada mais uma vez, adicionando outra camada de incerteza para a economia global.



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Metrô antecipado, trens reforçados: veja esquema montado durante greve na CPTM


O Governo de São Paulo anunciou nesta terça-feira (4) que adotou um esquema de contingência para reduzir os impactos da greve dos ferroviários nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

As medidas adotadas pelo governo estadual incluem:

  • Operação parcial das linhas afetadas;
  • Reforço no sistema metroviário;
  • Ativação de ônibus do Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese);
  • Aumento do efetivo da Polícia Militar;
  • Monitoramento das ocorrências em tempo real.

A paralisação foi iniciada à 0h por funcionários das linhas administradas pela CPTM e compromete o deslocamento de passageiros na capital paulista e na Região Metropolitana de São Paulo. No início da manhã, as linhas 11-Coral e 12-Safira operavam parcialmente, enquanto a Linha 13-Jade permanecia sem circulação de trens.

Segundo o governo estadual, a CPTM acionou seu plano de contingência para manter o atendimento nos trechos de maior demanda. A Linha 11-Coral opera entre Palmeiras-Barra Funda e Guaianases. Já a Linha 12-Safira funciona entre Brás e Engenheiro Goulart. A Linha 13-Jade e o serviço Expresso Aeroporto permanecem suspensos.

As demais linhas da CPTM e da malha concedida não foram afetadas pela paralisação. As linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda e 10-Turquesa operam normalmente, assim como as linhas do Metrô e das concessionárias.

Ainda de acordo com o governo de SP, para ampliar a capacidade de transporte, o Metrô antecipou para as 4h a abertura das estações das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata. A Linha 3-Vermelha, que faz integração com as linhas da CPTM afetadas pela greve e atende parte da zona leste da capital, recebeu composições adicionais.

Além do aumento da frota em circulação, o Metrô informou que realiza manobras operacionais em estações estratégicas para ampliar a oferta de viagens nos trechos com maior concentração de passageiros. Também poderão ser enviados trens vazios para plataformas com maior lotação, com o objetivo de acelerar o embarque e reduzir o tempo de espera.

O efetivo de funcionários foi reforçado nas estações Corinthians-Itaquera, Tatuapé, Brás e Palmeiras-Barra Funda, além de outros pontos considerados de maior movimento, para orientar os passageiros e organizar os fluxos de embarque.

Sistema Paese ativado

Outra medida adotada foi a ativação do (Paese). Ao todo, 128 ônibus foram disponibilizados para atender os passageiros das três linhas afetadas pela greve.

Na Linha 11-Coral, os veículos fazem o percurso entre as estações Estudantes e Corinthians-Itaquera. Na Linha 12-Safira, a operação ocorre entre São Miguel Paulista e Calmon Viana. Já na Linha 13-Jade, os ônibus circulam entre as estações Aeroporto-Guarulhos e Engenheiro Goulart.

A Prefeitura de São Paulo informou na noite de segunda-feira (3) que suspendeu o rodízio municipal de veículos nesta terça-feira em razão da paralisação, medida que permite a circulação de automóveis no centro expandido durante todo o dia para tentar reduzir os impactos na mobilidade.

Na área de segurança, a Polícia Militar reforçou o policiamento preventivo nas estações de trens, terminais de transporte e locais de maior circulação de pessoas. Ainda segundo o governo estadual, o policiamento de trânsito também foi intensificado para melhorar a fluidez nas regiões mais afetadas pela paralisação.

As ações são acompanhadas pelo Centro Integrado de Operações Coordenadas (CIOC), instalado no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), que reúne órgãos estaduais responsáveis pelo monitoramento e pela resposta a ocorrências relacionadas ao transporte e à mobilidade.

Decisão judicial

Antes do início da paralisação, a CPTM recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que determinou a manutenção de 80% do efetivo nos horários de pico e de 60% nos demais períodos. Em caso de descumprimento da decisão, foi estabelecida multa diária de R$ 400 mil ao Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil.

De acordo com o governo paulista, representantes do Estado e do sindicato participaram de uma reunião na segunda-feira. Na ocasião, o Executivo afirmou ter mantido o compromisso com a preservação dos postos de trabalho e apresentado propostas relacionadas à:

  • Absorção de empregados por outros órgãos estaduais;
  • Incorporação da Estrada de Ferro Campos do Jordão pela CPTM;
  • Inclusão dos trabalhadores no Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe).

Mesmo após as negociações, o sindicato decidiu manter a paralisação por tempo indeterminado.

A greve atinge três das principais linhas da CPTM. A Linha 11-Coral liga Palmeiras-Barra Funda à estação Estudantes, em Mogi das Cruzes. A Linha 12-Safira conecta o Brás à zona leste da capital e municípios como Poá e Itaquaquecetuba. Já a Linha 13-Jade faz a ligação entre a capital paulista e o Aeroporto Internacional de Guarulhos.

Falha nas linhas

Os funcionários entraram em greve após as três linhas protagonizarem um caos em São Paulo no mês passado. circulação dos trens nas três linhas foi interrompida temporariamente após uma ocorrência afetar o fornecimento de energia entre as estações Brás e Sebastião Gualberto, informou a Trivia Trens, responsável pelo trecho.

A falha provocou uma série de transtornos aos passageiros. Nas redes sociais, passageiros relataram dificuldades para embarcarcatracas travadas e plataformas lotadas em diferentes estações. Vídeos publicados por usuários também mostram pessoas caminhando sobre os trilhos durante a interrupção. Durante a ocorrência, um foco de incêndio foi registrado em um trem próximo ao pátio de manutenção da concessionária, na região da Estação Bresser-Mooca.

Em meio ao caos, a Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) anunciou que a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) voltaria a operar as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade por até 90 dias.



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