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Brasil melhorou em 71% dos dados de desigualdade, mas concentração de renda subiu


Dados do relatório do Observatório Brasileiro das Desigualdades de 2026, elaborado pelo Pacto Nacional pelo Combate às Desigualdades, indicam que o Brasil registrou avanços importantes em diversas áreas. Dos 48 indicadores monitorados pela iniciativa, 71% deles registraram melhora. Os avanços são em áreas como combate ao desmatamento, desemprego, redução da pobreza, homicídios entre jovens, segurança alimentar, educação e outras áreas.

Outros 13% permaneceram em nível estável, sem mudanças significativas. No entanto, 16% dos indicadores registraram piora. O principal retrocesso foi no número de pessoas que vivem em áreas de risco de deslizamento e tragédias climáticas. Problemas históricos como a concentração de renda persistem no país em nível elevado.

Veja alguns dos principais avanços:

Área de desmatamento. O país registrou uma redução expressiva no desmatamento. Após atingir um pico de 2,1 milhões de hectares desmatados em 2022, a área desmatada caiu para 984,8 mil hectares em 2025, uma redução de 53,4% em relação ao maior nível da série histórica, segundo dados do Mapbiomas.

Emissão de gases de efeito estufa por uso de terra e florestas. O volume de emissões decorrente desses usos teve uma redução de 32,5% entre 2023 e 2024, o dado mais recente, passando de 1,34 bilhão de toneladas de CO2 para 905,6 milhões, de acordo com informações do Observatório do Clima.

Insegurança alimentar. A proporção de brasileiros que vivem em domicílios com insegurança alimentar moderada ou grave caiu de 9,5% em 2023 para 7,7% em 2024. A queda foi mais expressiva entre a população negra, com diminuição de 12,2% para 9,7% para homens negros e de 12,5% para 10% entre mulheres negras, de acordo com o IBGE.

Homicídios entre jovens de 15 a 29 anos. Os homicídios entre jovens caíram de 49,7 casos a cada 100 mil habitantes para 41,9, entre 2021 e 2024, uma redução de 15,7%, segundo dados compilados pelo Observatório.

Desemprego. A taxa de desocupação no país caiu de 6,6% em 2024 para 5,6% em 2025. A queda foi mais acentuada entre as mulheres, saindo de 8,1% para 6,9% no mesmo período. Os dados, no entanto, mostram que as taxas de desemprego entre a população negra são mais críticas. O nível de desemprego entre mulheres negras, por exemplo, foi registrado em 8,5%, enquanto entre homens não negros era de 3,8%, de acordo com dados do IBGE.

Destaques negativos

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População exposta a risco geológico. O número de pessoas vivendo em áreas com risco de deslizamentos e tragédias climáticas cresceu no país. Em 2025, foram registrados 4,36 milhões de pessoas nessas condições, enquanto em 2026 o número subiu 7%, chegando a 4,67 milhões, de acordo com o Serviço Geológico do Brasil.

Os dados revelam ainda que houve uma expansão das áreas de risco existentes, e não um adensamento em áreas já existentes. Hoje o país conta com 17 mil áreas de risco geológico, a maioria delas ocupadas por pessoas em situação de vulnerabilidade.

Mortalidade materna. Após queda no pós-pandemia, os óbitos maternos subiram, passando de 52,2 casos a cada 100 mil nascidos vivos em 2023 para 55,5 em 2024. O cenário mais crítico foi registrado em Roraima, com 132,3 mortes a cada 100 mil nascidos, de acordo com dados do Ministério da Saúde.

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Concentração de renda. O rendimento médio da faixa do 1% mais rico do Brasil era, em 2024, 30,2 vezes maior que o dos 50% mais pobres. Esse indicador aumentou para 31,5 vezes em 2025, de acordo com dados do IBGE.

O documento também aponta “desafios persistentes” no cenário brasileiro dentro dos indicadores que apresentaram melhoras. O rendimento médio mensal dos brasileiros, por exemplo, apresentou melhora de 5,3% entre 2024 e 2025, atingindo R$ 3.376.

Dentro desse dado, no entanto, o rendimento das mulheres negras cresceu abaixo da média nacional e em um ritmo inferior ao crescimento da renda dos homens não negros. As mulheres negras seguem tendo os menores rendimentos médios do país, com R$ 2.184 no ano passado.

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Sobre os indicadores que permanecerem estáveis, como a escolarização no ensino fundamental, a taxa de feminicídio, o acesso à internet e a progressividade da tributação de renda, os pesquisadores ressaltam a necessidade de políticas públicas mais consistentes para que essas áreas produzam mudanças significativas.

“Em conjunto, os resultados mostram que o país avançou na ampliação das condições de vida da população, mas ainda encontra dificuldades para reduzir as desigualdades que estruturam a sociedade brasileira. O crescimento do emprego, da renda e do acesso a direitos foi acompanhado pela manutenção — e, em alguns casos, pelo agravamento — das disparidades de renda, raça, gênero, moradia e território”, diz o Observatório.



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Perda de vegetação nativa para a pecuária deixa o Brasil mais exposto ao El Niño


Ainda que a redução do desmatamento observada no país nos últimos anos tenha trazido um certo respiro no campo ambiental, a diminuição da cobertura de vegetação nativa brasileira ocorrida nas quatro últimas décadas expõe o território nacional aos eventos extremos do El Niño. É o que mostram dados divulgados pelo MapBiomas nesta quarta-feira, obtidos por meio de imagens de satélite, sobre o período entre 1985 e 2025.

Os mapas revelam que o Brasil viu sua cobertura de vegetação nativa cair de 79% para 65% nestes 41 anos. Nesse cenário, o uso da terra passa a ser mais impactado pelos efeitos de secas e enchentes, por exemplo, que são agravadas em anos de El Niño, como em 2026. A expectativa é a de que o território brasileiro seja impactado pelo fenômeno neste segundo semestre.

Os pesquisadores compararam dados sobre o uso da terra com o histórico de precipitações nos meses mais críticos do fenômeno no Brasil — entre setembro e novembro — durante três eventos recentes de forte El Niño (1997/98, 2015/26 e 2023/24). O cruzamento revela que a redução de chuvas vem se agravando no país, com exceção do Pampa e da região sul da Mata Atlântica.

A Amazônia apresentou o maior déficit de precipitação entre os biomas nos três eventos analisados. No El Niño mais recente, entre 2023 e 2024, a redução de chuvas mais acentuada foi observada nas áreas de agropecuária do bioma. Já no Cerrado e na porção norte da Mata Atlântica, a seca se acentua a cada novo El Niño, principalmente nas áreas de vegetação nativa. O Pantanal, por sua vez, foi impactado pelo último evento pela redução das precipitações, sendo 2024 o ano mais seco da série histórica mapeada.

Por outro lado, os efeitos do El Niño produziram um excesso recorrente de chuva no Sul do Brasil, considerando as anomalias de precipitação entre setembro e novembro. No Pampa, os pesquisadores constataram que o excesso de chuvas foi mais recorrente em áreas agropecuárias do que nas de vegetação nativa em dois eventos de El Niño analisados.

— Esse excesso de chuvas nas áreas agropecuárias provoca, em muitos casos, perdas nas lavouras e erosão dos solos agrícolas, o que é agravado pela redução da vegetação nativa que atua na proteção do solo e na maior infiltração da água da chuva — explica Eduardo Vélez, membro da equipe do Pampa no MapBiomas.

No período analisado, um terço (33%) do território brasileiro sofreu ao menos uma mudança de cobertura e uso da terra, enquanto 67% permaneceram estáveis.

Transformações em quatro décadas

Em área absoluta, Amazônia e Cerrado registraram as maiores perdas acumuladas de vegetação nativa nos últimos 41 anos, com reduções de 54,9 milhões e 51,7 milhões de hectares, respectivamente. Na sequência aparecem Caatinga, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal.

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Já quando a análise considera a participação da vegetação nativa dentro de cada bioma, o Cerrado e o Pampa concentram as maiores reduções proporcionais na série histórica. As perdas foram de 34% e 32%, respectivamente.

Em 2025, Amazônia e Pantanal apareceram novamente como os biomas com maior proporção de vegetação nativa. Ambos têm mais de 80% do território ocupado por essas coberturas.

No cenário estadual, 25 estados e o Distrito Federal reduziram a participação da vegetação nativa em seus territórios nos 41 anos analisados. O Rio de Janeiro foi a única exceção a essa tendência, com aumento de 1%.

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Expansão agropecuária

Se em 1985 o Brasil tinha 150,2 milhões de hectares ocupados pela agropecuária (18% do território), em 2025 a atividade já ocupa quase um terço (32%) do país. São agora 273,3 milhões de hectares.

As pastagens respondem por mais da metade (60,6%) dessa área, com 165,6 milhões de hectares em 2025. Desde 1985, as pastagens incorporaram 61,6 milhões de hectares. A partir de 2006, a área destinada à prática no país se mantém relativamente estável — crescimento abaixo de 1,5 milhões de hectares ao ano).

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A agricultura, por sua vez, passou de 18,6 milhões para 66,5 milhões de hectares nos 41 anos. Entre as culturas temporárias, a soja foi a que apresentou a maior expansão, passando de 4,5 milhões para 44,2 milhões de hectares. Essa cultura responde por 66,5% de toda a área de agricultura do país em 2025. A cana-de-açúcar passou de 2,2 milhões de hectares para 11,1 milhões de hectares no mesmo período.

A silvicultura também expandiu sua participação na paisagem brasileira, passando de 1,9 milhão para 9,9 milhões de hectares entre 1985 e 2025.

A expansão agropecuária teve reflexos também sobre os municípios brasileiros. No ano inicial da análise, a agropecuária era a cobertura ou uso da terra predominante em 46% das cidades. Em 2025, essa proporção aumentou para 59%.

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Em 2.114 municípios (38% do total), a pastagem é a principal cobertura ou uso da terra. A agricultura predomina em outros 1.092 municípios, enquanto a Formação Florestal permanece como cobertura predominante em 1.104 municípios. Entre 1985 e 2025, 744 municípios deixaram de ter a vegetação nativa como cobertura predominante.



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Feriado de 15 de agosto: entenda significado religioso da data


Neste sábado (15), alguns estados e municípios específicos garantem folga oficial por motivos religiosos ou históricos, apesar de a data não integrar o calendário de feriados nacionais do Brasil.

A Assunção de Maria, celebrada em 15 de agosto desde o século V, teve seu dogma de elevação ao céu em corpo e alma proclamado pelo Papa Pio XII em 1950.

No Brasil, a solenidade figura entre as mais relevantes festas marianas do ano litúrgico.

De acordo com a tradição cristã, a Assunção de Maria representa o cumprimento antecipado da promessa de ressurreição descrita no Credo Apostólico, fundamento da Igreja Católica.

A doutrina estabelece que, por ser livre do pecado original, a Virgem Maria não foi submetida à corrupção física após o término de sua vida na terra.

Os registros litúrgicos apontam que a festa já era celebrada em Roma a partir de meados do século VII.

Feriado pelo Brasil

A data é considerada feriado estadual em todo o território do Pará, onde se celebra a Adesão do Grão-Pará à Independência. No Tocantins, o padroeiro, Senhor do Bonfim, fundamenta o feriado.

No âmbito municipal, capitais como Belo Horizonte (MG) e Fortaleza (CE) possuem leis municipais decretando feriado religioso na data. Outras cidades do país, a exemplo de Jundiaí (SP), Maringá (PR) e Vitória da Conquista (BA), também contam comfolga oficial.



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Inflação volta à meta, mas cenário externo e El Niño preocupam economistas e BC


A inflação perdeu força em julho, mas ainda é fator de preocupação para economistas e para o Banco Central (BC). O IPCA, índice oficial, avançou apenas 0,07% em julho, o menor percentual para o mês em quatro anos.

Ainda assim, o resultado veio acima das projeções de analistas, que previam alta de 0,03%. O leve descasamento entre expectativa e realidade é reflexo de serviços mais resistentes e de uma queda na alimentação menor do que a esperada pelos economistas.

Quando se observa o comportamento dos preços em um horizonte mais longo, porém, a taxa acumulada em 12 meses ficou em 4,44%, abaixo do teto da meta definida pelo BC, de 4,5%, pela primeira vez desde abril.

O índice de inflação foi divulgado no mesmo dia em que o BC divulgou a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), na semana passada, quando a taxa básica de juros foi reduzida a 14% ao ano. Na análise do BC, o quadro é de inflação puxada por consumo interno aquecido, pressionada pela demanda e que requer juro alto o suficiente para frear a economia.

Reunião antes da eleição

Nesse equilíbrio de pesos e contrapesos, de alívio em julho, mais preocupação com a demanda e o impacto do El Niño adiante, economistas colocaram no radar a possibilidade de um novo corte de 0,25 ponto percentual da Selic na reunião de setembro, a última antes da eleição presidencial. Não há consenso quanto a essa aposta, mas o cenário posterior é ainda mais nebuloso.

Saiba mais:

 Qualquer análise sobre a reunião de novembro dependerá de novos dados, especialmente da inflação de serviços e do nível de atividade, além da avaliação de riscos para a inflação, como o dólar e o impacto do fenômeno climático.

Para Leonardo Costa, economista do ASA, a principal mensagem da ata do Copom foi a dependência de dados. Ele avalia que o BC evitou se comprometer com uma trajetória para os juros e deixou aberta a possibilidade de novos ajustes, caso a inflação piore ou a atividade aqueça mais do que o esperado. Costa mantém a projeção da Selic em 14% até o fim do ano, mas já reconhece risco crescente de novo corte de 0,25 ponto percentual em setembro:

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— O ponto central é se a moderação da atividade segue ocorrendo de forma gradual ou se está ganhando intensidade suficiente para justificar uma postura monetária mais acomodatícia nos próximos meses.

Segundo o economista, a projeção do BC para o IPCA no primeiro trimestre de 2028 segue em 3,2%, perto da meta, o que sustentaria postura mais flexível. Até a próxima decisão, a prévia da inflação de agosto vai indicar se a surpresa dos serviços em julho foi pontual ou sinaliza desaceleração mais lenta dos componentes mais “inerciais”, enquanto os indicadores de atividade ajudarão a medir a intensidade da desaceleração econômica mencionada pelo BC.

Gabriel Pestana, economista da Genial Investimentos, defende que o ideal seria a Selic ficar no patamar atual, mas passou a esperar redução em setembro depois da ata do Copom, que sinalizou que a política monetária não deve reagir a choques vindos do lado da oferta, uma mudança em relação à comunicação anterior.

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De novembro em diante, porém, ele vê cenário mais incerto. A sazonalidade de serviços e alimentos, que pode ser agravada pelo El Niño, estímulos fiscais, eventual piora do câmbio com a proximidade das eleições e o risco de novos conflitos pressionando juros nas economias desenvolvidas podem reduzir o fluxo de recursos para emergentes.

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— A gente entende que o BC vai parar de cortar em novembro, mas a chance de corte aumentou um pouco após a ata. Estamos vendo um BC talvez um pouco mais preocupado com a atividade e, por isso, mais confortável com uma inflação entre 4% e 4,5% do que em 3% — analisa Pestana.

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Calibragem do BC

Já o economista-chefe do C6, Felipe Salles, avalia que o BC adotou postura dura e agora tenta calibrar o grau ótimo de aperto.

— Está tudo muito incerto e muito complexo. O Banco Central vai tateando, decidindo reunião a reunião, aprendendo com os novos dados — resume Salles que, por ora, projeta manutenção de 14% da Taxa Selic, mas diz que um corte de 0,25% está “super na mesa”.

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Cabo de guerra

O gerente do IPCA, Fernando Gonçalves, resumiu o resultado como “cabo de guerra”. De um lado, alimentos e combustíveis mais baratos. Do outro, a energia elétrica em alta. Sem a alimentação, o índice teria subido 0,27%. Sem a energia, teria havido deflação de 0,07%, calcula.

“Está tudo muito incerto e complexo. O Banco Central vai tateando, decidindo reunião a reunião, aprendendo com os novos dados”, Felipe Salles, economista-chefe do C6

O grupo Alimentação e bebidas caiu 0,67% — a maior queda desde julho de 2024 —, puxado pela alimentação no domicílio (-1,14%). Tomate (-29%), batata-inglesa (-19,6%) e cenoura (-14,4%) lideraram as quedas. O café, vilão da inflação nos últimos anos, recuou 2,45% no mês e acumula queda de 17,2% em 12 meses, a maior desde o Plano Real, mas ainda não devolveu toda a alta de 82,24% acumulada até maio de 2025.

Braz, do FGV Ibre, projeta agosto e setembro favoráveis à agricultura, com o principal risco vindo de possíveis efeitos do El Niño mais adiante.

A alimentação fora do domicílio e os serviços, por outro lado, aceleraram com o período de férias. Passagens aéreas subiram (11,67%).

A energia elétrica subiu 3,09%, maior alta para julho desde 2021, puxada por reajustes em São Paulo, Porto Alegre e Curitiba e pela manutenção da bandeira amarela. Para agosto, o bônus de Itaipu deve aliviar a conta de luz. André Braz, coordenador do índice de preços do FGV Ibre, projeta queda de 7% no item, mas alerta que o efeito será rebatido pela devolução do efeito desse bônus já em setembro:

— O BC precisa analisar quase semanalmente o cenário nacional e internacional. Se nada mudar nos próximos 45 dias, há chance de novo corte de 0,25 ponto. Não dá para cravar. A palavra-chave desses tempos é incerteza.



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Voo atrasa após homem retirar bagagem de outros e se recusar a sair: ‘Eu sou Black’


Um voo da Latam acabou atrasando mais de duas horas para decolar após um passageiro retirar a bagagem de outros passageiros do compartimento superior, que já estava lotado, e discutir com a tripulação no domingo (9). O homem acabou precisando ser retirado à força pela Polícia Federal (PF).

As imagens do incidente foram gravadas em vídeo pela analista política Jess Peixoto, da Jovem Pan. A Latam Brasil informa que está apurando a informação. A PF não respondeu às tentativas de contato do Estadão.

De acordo com o relato, o voo, que ia de Curitiba ao aeroporto de Congonhas, em São Paulo, já estava atrasado e a aeronave estava cheia. O homem entrou no avião já no fim do processo de embarque. Ao chegar ao assento indicado, o encontrou ocupado por outra passageira, que havia se confundido com a numeração das fileiras ao viajar com a mãe idosa. Ela foi para o lugar correto, uma fileira atrás, após ser informada do erro.

O homem, então, foi guardar sua mala, mas não havia lugar nos compartimentos superiores próximos ao assento. Ele passou a retirar as bagagens dos outros passageiros que já estavam no compartimento para colocar as suas.

Uma comissária de bordo explicou que ele não poderia mexer nos pertences de outras pessoas, ao que o homem começou a discutir com a funcionária e com outros membros da tripulação de uma forma que, segundo Peixoto, foi considerada grosseira.

A situação escalou a ponto de a tripulação chamar a PF. Um agente pediu que ele saísse da aeronave para conversar e resolver o problema. O passageiro se recusou e o policial então explicou que, se ele não acompanhasse a PF voluntariamente, o procedimento exigia a retirada de todos os passageiros da aeronave. Ainda assim, o homem se recusou a sair afirmando que era cliente Black Signature da Latam, ou seja, que era VIP da companhia.

No vídeo, Peixoto gravou outro passageiro em outra fileira respondendo: “Eu também sou Black e não tô reclamando de nada”.

O homem manteve o impasse e se recusou a sair do avião, mesmo que todos os outros passageiros saíssem. A analista política também relatou que a mulher que havia ocupado o assento errado ficou chorando e pedindo desculpas durante a discussão.

Mesmo com a ordem para deixar o avião vinda tanto da PF quanto do comandante do voo, autoridade máxima dentro do avião, o homem se recusou a sair. Os outros passageiros precisaram desembarcar para que mais policiais entrassem e retirassem o homem à força.

Em vídeo gravado após o pouso, Peixoto relata que o voo acabou atrasando mais de duas horas para decolar e pousar. Ainda não está claro se o passageiro que arrumou a confusão seguiu no mesmo voo, foi realocado em outro voo ou teve o embarque de fato negado pela companhia.



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Setor de serviços no Brasil fica estável em junho, ante projeção de leve queda


O volume do setor de serviços do Brasil ficou estável em junho em relação a maio e teve alta de 2,0% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira.

Os números foram melhores do que o esperado, uma vez que a projeção de economistas consultados pela Reuters era de queda de 0,2% na comparação com maio e avanço de 1,4% ante maio.

A variação nula (0,0%) do volume de serviços em junho de 2026, ante maio, mostrou maior disseminação de taxas negativas entre os setores, com queda em quatro das cinco atividades divulgadas.

Entre os recuos, os profissionais, administrativos e complementares (-1,4%) exerceram o principal impacto negativo, devolvendo parte do ganho acumulado entre abril e maio (3,0%). As demais retrações vieram de outros serviços (-2,2%), dos serviços prestados às famílias (-1,2%) e dos transportes (-0,1%). Em contrapartida, informação e comunicação (1,8%) mostrou o único avanço de junho, terceiro resultado positivo seguido e ganho acumulado de 3,0% nos três últimos meses.

Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral para o total do volume de serviços mostrou variação positiva (0,3%) no trimestre encerrado em junho de 2026 frente ao nível do trimestre imediatamente anterior. Entre os setores, ainda em relação ao movimento deste índice na margem, três das cinco atividades mostraram comportamento positivo: informação e comunicação (1,0%); serviços profissionais, administrativos e complementares (0,5%) e os serviços prestados às famílias (0,1%). Em sentido oposto, os outros serviços (-0,7%) e os transportes (-0,1%) recuaram neste indicador.

Na comparação com igual mês do ano anterior, o volume do setor de serviços cresceu 2,0% em junho de 2026, 27º resultado positivo seguido. O avanço deste mês foi acompanhado por três das cinco atividades de divulgação e contou com crescimento em 51,2% dos 166 tipos de serviços investigados.

Entre os setores, o de informação e comunicação (9,4%) exerceu o principal impacto positivo, impulsionado, principalmente, pelo aumento da receita em desenvolvimento e licenciamento de softwares; atividades de TV aberta; telecomunicações; portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação na internet; consultoria em tecnologia da informação; e tratamento de dados, provedores de serviços de aplicação e serviços de hospedagem na internet.

Os demais avanços vieram dos serviços profissionais, administrativos e complementares (2,8%); e dos serviços prestados às famílias (1,7%), explicados, em grande parte, pela maior receita vinda de agenciamento de espaços de publicidade; intermediação de negócios em geral por meio de aplicativos ou de plataformas de e-commerce; locação de automóveis; limpeza em prédios e em domicílios; e atividades jurídicas, no primeiro ramo; e de restaurantes; e serviços de catering, bufê e outros serviços de comida preparada, no último. Em sentido oposto, os transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-2,6%) e os outros serviços (-2,5%) exerceram os únicos impactos negativos, pressionados, em grande medida, pela menor receita vinda do transporte aéreo de passageiros, no primeiro setor; e de serviços financeiros auxiliares, no último.

(com Reuters e Agência de Notícias do IBGE)

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Namorado que matou estudante em SC se passou pela jovem por mensagens


José Gustavo Rabelo, de 21 anos, enviou mensagens à mãe de sua namorada, Joviana Evelyn Iankovski, de 19, se passando por ela após matá-la em Sangão (SC), informou Lívia Iankovski, irmã da jovem. Segundo a Polícia Civil, Joviana estava desaparecida desde a quinta-feira, 6, quando a mãe acionou a polícia e relatou que a filha havia dito que sairia naquele dia, mas não retornou.

Em nota, a defesa do acusado disse que a família dele não tinha conhecimento dos fatos e manifestou condolências à família da vítima.

Na madrugada de sexta-feira, 7, José escreveu, se passando por Joviana, “deixei meu carregador em casa, tô sem bateria”, para à mãe da vítima pelo Instagram. A polícia afirma que José confessou ter matado a estudante com um mata-leão após uma discussão.

Ainda por mensagem, ele afirmou que Joviana havia passado mal por causa de bebida e conseguido um atestado para aquele dia. As mensagens continuaram durante o sábado, 8. José, ainda se passando pela namorada, disse que passaria o fim de semana na casa dele.

Após asfixiar Joviana, José enrolou o corpo da namorada em um edredom e o manteve no quarto durante todo o fim de semana. Ele morava com a mãe e a avó. Em depoimento, ele afirmou à polícia que era comum levar a vítima e outras pessoas para o quarto e manter o cômodo isolado.

No domingo, 9, José voltou a se passar pela namorada em mensagens enviadas à sogra pelo WhatsApp. Disse que havia conseguido encontrar um carregador e que voltaria para casa na noite do dia seguinte, segunda-feira, 10. Quando a mãe questionou o motivo de a roupa de trabalho da filha estar em casa, ele respondeu: “passo aí cedinho” e “essa semana vou passar toda em casa”.

Na segunda-feira de manhã, Lívia, irmã da vítima, ligou diversas vezes para José e enviou uma mensagem: “a mãe vai ligar para a polícia”. Ao Estadão, ela contou que Joviana e José estavam juntos havia cinco meses. Os dois se conheceram em uma festa de um amigo em comum.

A irmã também relembrou um episódio ocorrido no fim de julho, quando o casal havia terminado. “Ela chegou em casa de noite falando que ele seguiu ela de moto enquanto ela desabafava com uma amiga pela cidade”.

O caso

Segundo o delegado Murilo Silveira da Cunha, José agrediu a vítima após ela ter visto mensagens no celular dele com outras mulheres, sobretudo durante um período recente em que os dois estavam separados.

Na virada de quinta para sexta-feira, após uma discussão, Joviana teria tentado deixar a casa do namorado quando “ele a seguiu e aplicou um golpe de mata-leão. O que levou a vítima a óbito. Ele então colocou o corpo na cama e permaneceu na residência”, disse o delegado. Familiares disseram que os dois viviam em um relacionamento “muito conturbado”.

José apresentou-se voluntariamente à polícia na tarde de segunda-feira. Ele foi ouvido em sede de interrogatório e confirmou a versão quanto à dinâmica dos fatos, disse a polícia. O acusado pelo crime de feminicídio foi levado ao Presídio de Tubarão.

Na tarde de terça-feira (11) ele passou por audiência de custódia e teve a prisão preventiva decretada, informou o delegado.

O que diz a defesa?

A defesa de José afirmou que a família do acusado não tinha conhecimento dos fatos e jamais participou de qualquer tentativa de ocultação ou acobertamento. Segundo os advogados, os familiares só souberam do ocorrido na manhã de segunda-feira, quando José relatou o que havia acontecido, e o levaram imediatamente à delegacia, sem tentativa de fuga ou ocultação.

Ainda de acordo com a defesa, as circunstâncias na rotina da residência contribuíram para que os familiares não suspeitassem do que havia ocorrido. “Entre elas, estão a dificuldade auditiva da mãe, circunstância de conhecimento público, e o fato de José permanecer com o quarto fechado durante períodos de descanso, comportamento que já fazia parte de sua rotina habitual”, disse o advogado.

Segundo a defesa, José Gustavo era atendente no balcão de uma loja de materiais elétricos e energia solar em Morro da Fumaça, cidade vizinha a Sangão. Ele também havia aberto uma microempresa de serviços de entrega rápida dois meses antes do crime.



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Inflação ao consumidor dos EUA sobe 0,1% em julho, em linha com o esperado


O índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA subiu 0,1% em julho, informou o Escritório de Estatísticas do Trabalho do Departamento do Trabalho nesta quarta-feira (12).

Na base de comparação anual, o índice avançou 3,4%.

Pesquisa da Reuters apontava expectativa de alta de 0,1% dos preços ao consumidor no mês passado, após cair 0,4% em junho — o primeiro recuo em seis anos. Nos 12 meses até julho, a expectativa era de avanço de 3,4%, contra 3,5% em junho. O pequeno aumento mensal previsto refletiria uma nova queda nos preços da gasolina, de acordo com as projeções.

O índice do grupo habitação subiu 0,1% em julho, respondendo por cerca de dois terços da alta mensal do índice geral. O índice de alimentação também subiu 0,1% no mês, impulsionado pela alta de 0,3% no índice de alimentação fora de casa.

Em contrapartida, o índice de energia recuou 1,5% em julho. O índice geral, excluindo alimentos e energia, subiu 0,2% após permanecer estável em junho. Entre os índices que registraram alta no mês estão os de assistência médica, tarifas aéreas, comunicação, educação e recreação.

Por outro lado, o índice de seguro de veículos automotores figurou entre os principais índices que apresentaram queda em julho.

O índice geral subiu 3,4% no período de 12 meses encerrado em julho, após uma alta de 3,5% nos 12 meses encerrados em junho. O índice geral, excluindo alimentos e energia, subiu 2,5% no acumulado do ano, após uma alta de 2,6% nos 12 meses encerrados em junho. O índice de energia registrou alta de 14,7% nos 12 meses encerrados em julho. O índice de alimentação subiu 3,0% no último ano.

O banco central dos EUA acompanha o índice de preços PCE para sua meta de inflação de 2%. Embora dados de inflação mais moderados possam amenizar ainda mais as expectativas de aumento da taxa de juros, eles provavelmente serão de pouco conforto para os consumidores, já que os salários não acompanham os preços.

(com Reuters)

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David Gilmour é preso após matar mulher em frente da filha no ES


A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), por meio da Delegacia de Polícia (DP) de Sooretama, concluiu as investigações sobre o assassinato de Jaqueline de Jesus Santos Vieira, de 29 anos. O crime ocorreu no dia 16 de julho, por volta das 7h, no Centro do município, quando a vítima foi atingida por diversos disparos de arma de fogo na presença de sua filha menor de idade.

Segundo as informações divulgadas pela PCES, a motivação do homicídio foi vingança decorrente de um atrito familiar. O trabalho investigativo identificou dois homens envolvidos na ação criminosa:

  • Jean Carlos Paulo Ouvidio, de 30 anos: Apontado por ameaçar testemunhas durante as apurações, foi preso no dia 29 de julho, no bairro Aeroporto, em Nova Venécia. A captura ocorreu em uma ação conjunta das delegacias de Sooretama, Linhares e Nova Venécia, com apoio da Polícia Militar (PMES);
  • David Gilmour Paulo de Jesus, “Pink Floyd” ou “Bolacha”, de 22 anos: Identificado como o autor dos disparos que mataram a vítima, foi detido pela Polícia Militar no último sábado (08), no bairro Guriri, em São Mateus, em cumprimento a um mandado de prisão em aberto.

De acordo com o comunicado da Polícia Civil, a dupla foi encaminhada ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça. A corporação ressalta que os trabalhos de investigação continuam em andamento para o encerramento formal do caso.

*texto produzido com auxílio de IA



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