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Mulher é morta pelo marido a facadas em supermercado de São Paulo


Uma mulher foi morta a facadas pelo companheiro em um supermercado na zona norte de São Paulo no domingo (16). O suspeito tentou fugir mas foi preso em flagrante por feminicídio, segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP).

Em nota, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) informou à Jovem Pan que a audiência de custódia de Lafayete Gonzaga da Silva foi na tarde desta segunda-feira (17) e a prisão em flagrante foi convertida em preventiva.

A SSP informou ainda que a Polícia Militar (PM) foi acionada para atender a ocorrência, informados de um caso de agressão em um comércio. “No local, foi apurado que o autor havia esfaqueado a sua companheira, uma mulher de 40 anos”, afirmou a corporação.

Angelita Manoela Rodrigues não resistiu e faleceu. Pouco antes do crime, a SSP disse que foi constatado que o suspeito, Lafayete Gonzaga, havia esfaqueado o cachorro da companheira.

Ele foi detido e levado à delegacia, onde permaneceu à disposição da Justiça. O caso foi registrado como feminicídio, violência doméstica e prática de abuso a animais na 4ª DDM – Norte.



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Campanha de Caiado anuncia Marcos Carvalho como novo marqueteiro


A assessoria de imprensa da campanha do candidato do PSD à presidência da República, Ronaldo Caiado, informou que o marqueteiro Paulo Vasconcelos foi substituído pelo publicitário Marcos Carvalho. O comunicado ocorreu na noite desta segunda-feira, 17.

“A campanha de Ronaldo Caiado informa que Paulo Vasconcelos se desligou do marketing na segunda-feira (17) A nova linha de comunicação será conduzida pelo publicitário Marcos Carvalho”, diz a nota da assessoria de Caiado. Questionada pelo Broadcast Político, a assessoria não informou o motivo da troca de marqueteiros.



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VBP da agropecuária chega a R$ 1,39 trilhão em julho de 2026

O VBP (Valor Bruto da Produção Agropecuária ), indicador que mede o faturamento da produção agropecuária, está estimado em R$ 1,39 trilhão em julho, segundo dados da Secretaria de Política Agrícola do MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária).

As lavouras respondem pela maior parcela do resultado, com R$ 893,3 bilhões, o equivalente a 63,9% do VBP. Já a pecuária representa R$ 504,8 bilhões, ou 36,1% do valor total estimado.

Entre os produtos agrícolas, a soja aparece na liderança, com faturamento projetado em R$ 336 bilhões. Na sequência estão o milho, com R$ 158,4 bilhões, a cana-de-açúcar, com R$ 108,7 bilhões, e o café, com R$ 103,4 bilhões.

Na pecuária, a carne bovina concentra o maior valor, com projeção de R$ 246,5 bilhões, equivalente a 17,6% de todo o VBP agropecuário. A carne de frango aparece em seguida, com R$ 106,2 bilhões.

No recorte por unidades da Federação, Mato Grosso apresenta o maior VBP estimado, de R$ 216 bilhões, correspondente a 15,5% do total nacional.

Minas Gerais ocupa a segunda posição, com R$ 166,2 bilhões, ou 11,9% do VBP, enquanto São Paulo aparece em terceiro, com R$ 156,2 bilhões, equivalente a 11,2% do total.

O desempenho dos estados reflete a concentração de importantes cadeias produtivas do agronegócio, como grãos, pecuária, café e cana-de-açúcar.

Como o VBP é calculado

O VBP é calculado mensalmente pela Secretaria de Política Agrícola do Mapa a partir das estimativas de produção e da variação dos preços de mercado recebidos pelos produtores rurais.

Os valores referentes a 2026 ainda são preliminares e consideram as informações disponíveis até maio deste ano. O indicador, portanto, pode sofrer alterações à medida que novas estimativas de produção e preços sejam incorporadas aos cálculos.

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IBGE diz que segue funcionando normalmente mesmo após anúncio de greve dos servidores


O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou, em nota, que segue funcionando normalmente e cumprindo o plano de trabalho. A direção do órgão se manifestou após parte dos servidores iniciarem uma greve contra medidas da atual direção do instituto, presidida pelo economista Marcio Pochmann.

O anúncio foi feito nesta segunda-feira (17) em uma entrevista organizada pela Assibge, entidade sindical que representa os trabalhadores do órgão.

“A direção do Instituto mantém diálogo permanente com seus servidores, sempre nos espaços institucionais adequados e dentro dos marcos legais e administrativos vigentes”, afirmou o IBGE em comunicado.

O órgão afirma que as medidas adotadas pela atual gestão têm como objetivo assegurar a modernização institucional, o fortalecimento das carreiras e a adequada organização do trabalho, preservando a capacidade do Instituto de cumprir sua missão de Estado.

“O compromisso da direção permanece sendo garantir a continuidade e a qualidade da produção das estatísticas e informações geográficas oficiais, fundamentais para o conhecimento da realidade brasileira e para a formulação e avaliação de políticas públicas”, conclui a nota.



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Quem é Buzeira, influenciador que foi solto nesta segunda após 10 meses na prisão


Bruno Alexssander Souza Silva, o influenciador conhecido como Buzeira, de 31 anos, foi solto nesta segunda-feira (17) após a Justiça de São Paulo conceder dois habeas corpus. Ele estava em prisão preventiva desde outubro de 2025, quando a Polícia Federal (PF) deflagrou operação contra tráfico internacional de drogas em que o alvo era Buzeira.

Na época em que foi preso, acumulava mais de 15 milhões de seguidores no Instagram. Ele ficou conhecido por construir uma imagem de luxo e sucesso. Nas redes, ele ostenta carros esportivos importados, joias de alto valor, festas milionárias e viagens internacionais.

Natural de Itaquera, na zona leste de São Paulo, ele chegou a tentar carreira como jogador de futebol, mas não se firmou na área. Ele também se aventurou como MC, cantor. Trabalhou ainda no setor de logística, atuando com um tio e posteriormente na multinacional DB Schenker.

Buzeira também circulava entre nomes conhecidos do entretenimento e do esporte. Costumava aparecer em fotos e vídeos junto de funkeiros, jogadores de futebol e outros influenciadores digitais, e chegou a participar do Cruzeiro do Neymar, evento que reúne artistas e celebridades em alto-mar.

Ele também era amigo do rapper Oruam, preso pela Polícia Civil do Rio e que também foi solto recentemente pela Justiça.

Em julho de 2025, casou-se com Hillary Yamashiro em uma cerimônia de grande repercussão em São Paulo. A festa se tornou assunto nas redes sociais e em portais de notícias devido à forma como foi conduzida a tradicional “hora da gravata”. Na ocasião, convidados entregaram relógios e joias de alto valor, com estimativas de arrecadação que ultrapassaram dez milhões de reais.

Buzeira é solto

A Justiça concedou habeas corpus a Bruno Alexssander Souza Lima, conhecido como Buzeira, nesta segunda-feira e ele foi solto. A informação foi dada pela defesa do influenciador, que estava preso desde outubro de 2025 em operação da Polícia Federal (PF) contra tráfico internacional de drogas.

Segundo os advogados de Buzeira, foram concedidos dois habeas corpus pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região, em São Paulo. “Mediante a fixação de medidas cautelares diversas do cárcere, em prestígio ao princípio constitucional da presunção da inocência”, esclareceu a defesa.

No último dia 15 de junho o Ministério Público Federal (MPF) denunciou Buzeira, Rodrigo de Paula Morgado, apontado pela Polícia Federal como o “contador do PCC”, Nickolas Tadeu Ribeiro de Campos, o “Rei das Bets”, e outros dois investigados pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e falsidade ideológica.

A defesa do influenciador informou que ainda vai se manifestar sobre a denúncia do MPF “no momento oportuno”.



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Ciclone extratropical se forma no Sul e pode provocar rajadas de até 100 km/h


Um ciclone extratropical deve se formar na região Sul do Brasil a partir de quinta-feira, 20, com previsão de tempestades, chuvas intensas e rajadas de vento que podem chegar a 100 km/h. Segundo a Meteored, o sistema começa a se organizar entre a noite de quarta-feira (19), e a madrugada de quinta, entre a Argentina e o Paraguai, e terá efeitos no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná.

O maior risco inicial está no Rio Grande do Sul. No oeste, nas Missões e na região central, há potencial elevado para chuvas intensas e tempestades severas. Até o fim da manhã de quinta-feira (20), o risco avança para a Campanha, o sul, o sudeste e a região de Porto Alegre.

Durante a tarde, são previstas rajadas de vento entre 50 km/h e 75 km/h no oeste, nas Missões, no Norte e na Serra gaúcha, além do meio-oeste de Santa Catarina e do sul do Paraná.

Na sexta-feira (21), o ciclone já deverá estar formado e se afastando pelo oceano, segundo o Meteored. Nesse momento, o principal risco será a intensificação dos ventos na borda do sistema. As rajadas podem variar entre 70 km/h e 100 km/h, principalmente durante a madrugada e a manhã, com maior risco no leste e nordeste do Rio Grande do Sul e no leste de Santa Catarina e do Paraná.

Em razão dos últimos episódios de ciclone e tornados no Sul do País, o tema também ganhou destaque nas buscas do Google. Dados do Google Trends mostram que o termo “ciclone” está em alta e vem registrando aumento no interesse dos usuários nos últimos três meses.

Antes mesmo da formação do ciclone, o Rio Grande do Sul já enfrenta condições de tempo severo. A Defesa Civil estadual alerta para tempestades com chuva intensa e volumosa, granizo e rajadas que podem superar 90 km/h entre esta segunda-feira (17) e a terça-feira (18).

O alerta abrange cidades como Uruguaiana, Santana do Livramento, Alegrete, Bagé, Jaguarão, Piratini, Chuí, Pelotas e Rio Grande. Também há atenção para temporais isolados em municípios como São Borja, Santiago, Santa Maria, Santa Cruz do Sul, Caxias do Sul, Porto Alegre, Santa Rosa, Soledade, Passo Fundo, Frederico Westphalen, Erechim, São José dos Ausentes, Tramandaí, Camaquã e Mostardas.

As condições mais severas são esperadas especialmente na Campanha e no sul do Estado. Nas áreas em alerta, os volumes de chuva podem superar 100 milímetros em seis horas e 150 milímetros em 24 horas. Também há possibilidade de granizo de grande tamanho e rajadas acima de 90 km/h nas regiões oeste, Campanha, Costa Doce, centro e sul.

Na quarta-feira (19), o risco se desloca principalmente para a metade norte, o centro e a região metropolitana de Porto Alegre, onde podem ocorrer temporais, granizo, chuva forte e rajadas superiores a 70 km/h. Na metade sul, a previsão é de chuva moderada a pontualmente forte.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) também prevê chuva em grande parte do Rio Grande do Sul no início desta semana devido à atuação de uma frente fria associada à propagação de um cavado. As condições para precipitações devem permanecer até 23 de agosto.

Os maiores volumes são esperados no extremo sul gaúcho, especialmente na região sudeste do Estado, onde podem superar 150 milímetros no período. Somente entre os dias 17 e 18, são esperados cerca de 100 milímetros nessa área. Em direção ao interior, entre as regiões sudoeste, centro-oeste e noroeste, os acumulados diminuem e ficam em torno de 50 milímetros.

Santa Catarina e Paraná

Em Santa Catarina, esta segunda-feira ainda será de tempo firme no Grande Oeste e nos Planaltos. Na terça-feira, o calor ganha destaque, com temperaturas acima dos 32°C no Grande Oeste, litoral norte, Baixo Vale do Itajaí e litoral sul.

Na quarta-feira, o dia começa com tempo firme, mas há possibilidade de chuvas isoladas entre o fim da manhã e o começo da tarde no Grande Oeste e no Planalto Sul. Entre quinta e sexta-feira, a organização do novo sistema frontal no Rio Grande do Sul cria condições para temporais em toda a região catarinense de fronteira com o Estado gaúcho.

No Paraná, a Defesa Civil prevê elevação das temperaturas entre esta segunda e quarta-feira, sem risco de tempestades. As instabilidades retornam a partir de quinta-feira, embora o órgão indique baixo risco para tempestades associadas.

Segundo o Inmet, as áreas de instabilidade também poderão alcançar Santa Catarina e o sudoeste do Paraná. Nesses locais, a chuva deverá ocorrer de forma mais fraca e isolada, com acumulados previstos em torno de 10 milímetros.



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O varejo quebrou? O que está por trás das RJs de Casas Bahia e Marabraz


Os recentes pedidos de recuperação judicial (RJ) da Casas Bahia (BHIA3), com dívidas de R$ 17,3 bilhões, e da Marabraz, com um passivo de R$ 140 milhões, acenderam um alerta no mercado. Afinal, o varejo brasileiro está quebrando? Especialistas consultados apontam que não há um colapso generalizado, mas sim uma crise seletiva em parte do varejo, impulsionada por uma combinação de juros altos, restrição de crédito e fragilidades na gestão.

Neste cenário, as empresas recorrem à recuperação judicial para declarar incapacidade de pagar dívidas. Com isso, traz os credores à mesa para uma renegociação supervisionada pela Justiça, buscando preservar as operações.

Leia também: Varejo opera em duas velocidades: avança no essencial, mas recua nos bens a crédito

Crise do varejo é seletiva e não um colapso 

Os números recentes do setor não descrevem um cenário de falência sistêmica, apontando, ao contrário, avanço no setor. Dados do IBGE apontam que, em junho de 2026, o volume de vendas do comércio varejista cresceu 2,9% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Já a receita nominal avançou 7%.

Isso ocorre porque o varejo pode ser classificado em três segmentos diferentes, e somente um deles está mais exposto ao cenário de juros altos e inadimplência recorde.

O segmento de giro rápido e baixo valor, que engloba supermercados e farmácias, mantém-se resiliente, conta com demanda pouco elástica e é pouco dependente de crédito. O varejo digital, por sua vez, continua ganhando participação de mercado sem carregar o peso de estoques ou de imóveis dos pontos de venda.

O problema está concentrado no varejo de bens duráveis, que opera com lojas físicas, que demandam investimentos, e depende fortemente de vendas parceladas, explica Jéssica Costa, head e sócia da consultoria empresarial Agr Consultores.

“É neste varejo que está o ‘estresse’”, diz. “As recuperações judiciais desta semana estão todas no terceiro grupo. Isso não é coincidência, significa que [o problema] é seletivo e a crise não é generalizada no varejo”, pontua.

Jorge Ferreira dos Santos Filho, professor do curso de Administração da ESPM, destaca que a crise das RJs no varejo está ligada à dependencia do capital de giro. “O varejo, como um todo, é muito intensivo em necessidade de caixa, porque o giro é muito grande”, afirma o especialista. E, em tempos de aperto econômico e crédito caro, o consumo das famílias muda. “A pessoa não deixa de colocar arroz, feijão e itens da cesta básica e remédio dentro de casa, mas a compra da cama, do eletrodoméstico, pode ser postergada”, afirma Ferreira, o que explica as diferentes exposições do varejo ao cenário atual.

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Crises acumuladas e alavancagem

O varejo chega ao atual cenário de juros altos após passar por uma sucessão de ciclos econômicos que colocam o fôlego do setor à prova.

A forte recessão de 2015 e 2016 gerou duas quedas anuais consecutivas nas vendas, e a diferença entre a queda vertiginosa da receita e as estruturas fixas das empresas foi coberta com dívidas, dando origem a boa parte da alavancagem vista hoje nos balanços, segundo Costa. 

Na fase de recuperação, de 2017 a 2019, o crescimento retomado com a queda da taxa Selic a mínimas históricas foi direcionado para refazer as operações e investir no mercado digital, o que é considerado um erro estratégico ao não priorizar a redução do endividamento. 

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Este cenário foi agravado entre 2020 e 2021, em uma fase classificada como a armadilha do dinheiro barato, quando a Selic atingiu a marca de 2% e acabou financiando expansão de longo prazo em uma janela de juros de curtíssima duração. 

E, finalmente, no período de 2022 e 2026, a conta das alavancagens chegou: a Selic subiu a 13,75%, oscilou, atingiu um pico de 15% em junho de 2025 e recuou gradualmente para os atuais 14%, o que dividiu a realidade das empresas entre um resultado operacional aceitável e uma despesa financeira crítica. 

Como a Selic afeta a Casas Bahia e Marabraz

É neste cenário que operam o Grupo Casas Bahia e a Marabraz. Com a taxa Selic a 14%, o varejo de duráveis vê os juros das próprias dívidas aumentarem e a demanda dos consumidores caindo, vítimas do mesmo cenário de crédito caro. 

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No caso da Casas Bahia, houve uma reestruturação financeira prévia, em 2024, que apenas comprou tempo, avalia Jessica Costa, mas não foi acompanhada na velocidade necessária por uma reestruturação operacional. 

Já a Marabraz enfrentou problemas de governança e disputas societárias que imobilizaram garantias, inviabilizando o refinanciamento de suas dívidas de forma intransponível. 

Nesse contexto, os pedidos de recuperação judicial não configuram o fim das atividades das empresas, mas sim uma tentativa de evitar a falência, permitindo que a companhia siga operando, empregando e negociando com o mercado, explica Jorge Ferreira dos Santos Filho, da ESPM. 

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Um estudo da RGF-BIZDOC, que analisa o aumento da recuperação judicial no segmento de comércio varejista, aponta que o número cresceu 20,4% em 12 meses, 6,6% no primeiro semestre e 1,8% no segundo trimestre. Ou seja, apesar da alta anual, o ritmo de entrada em RJ está desacelerando.

O que muda para o consumidor

A crise financeira de grandes nomes do varejo afeta diretamente a ponta final da cadeia de consumo. O consumidor passa a enfrentar critérios de aprovação de crédito mais rigorosos, prazos de parcelamento encurtados e uma redução de promoções, que pode levar ao fim do “24 vezes sem juros”.

“‘24 vezes sem juros’ não é promoção, é produto financeiro bancado por capital de giro. Mas a varejista que estiver sob estresse vai encurtar o prazo, apertar o critério de aprovação e reduzir ou suspender o crediário próprio. Isso pesa desproporcionalmente sobre o consumidor de baixa renda, que muitas vezes compra duráveis exclusivamente pelo crediário da loja e não tem alternativa bancária”, diz Costa.

Além disso, os cortes de custos internos das varejistas atingem serviços agregados, como entregas, montagens, assistência técnica e garantias, locais onde o cliente sente o impacto primeiro. O cenário de estresse também respinga na cadeia de suprimentos: fornecedores sob risco reduzem limites e passam a exigir pagamentos antecipados, o que frequentemente resulta em ruptura de estoques e menor variedade nas prateleiras.

Mas, e o consumidor, vai ficar sem geladeira? Paula Sauer, professora da FIA Business School, explica que pedidos já pagos têm que ser entregues, garantidos pelo Código de Defesa do Consumidor. A dica é guardar sempre o comprovante de pagamento, número do pedido e notas fiscais da compra. Isso vale para qualquer compra, em qualquer ambiente, seja físico, online ou marketplaces.

Crise de imagem

Paralelamente aos desafios de caixa, as marcas também lidam com a exposição de imagem. Um levantamento recente do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo (Ibevar) e da FIA Business School apontou que o porte financeiro de uma empresa explica apenas 4,4% da variação no seu risco reputacional. Os outros 95,6% estão atrelados a eventos específicos, como os próprios processos de recuperação judicial, fraudes ou crises locais mal administradas. 

O estudo demonstra que a vulnerabilidade no setor é democrática e atinge desde multinacionais bilionárias até redes regionais de menor porte, onde a ocorrência de uma crise específica é o verdadeiro ímã para o abalo de reputação. 



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Justiça manda soltar Buzeira, preso em operação contra tráfico internacional de drogas


A Justiça concedou habeas corpus a Bruno Alexssander Souza Lima, conhecido como Buzeira, nesta segunda-feira (17) e ele foi solto. A informação foi dada pela defesa do influenciador, que estava preso desde outubro de 2025 em operação da Polícia Federal (PF) contra tráfico internacional de drogas.

Segundo os advogados de Buzeira, foram concedidos dois habeas corpus pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região, em São Paulo. “Mediante a fixação de medidas cautelares diversas do cárcere, em prestígio ao princípio constitucional da presunção da inocência”, esclareceu a defesa.

No dia 15 de junho o Ministério Público Federal (MPF) denunciou Buzeira, Rodrigo de Paula Morgado, apontado pela Polícia Federal como o “contador do PCC”, Nickolas Tadeu Ribeiro de Campos, o “Rei das Bets”, e outros dois investigados pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e falsidade ideológica.

A defesa do influenciador informou que ainda vai se manifestar sobre a denúncia do MPF “no momento oportuno”.

Investigação

Eles são investigados na Operação Narco Bet, da PF, que apura um amplo esquema de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio associado ao tráfico internacional de drogas realizado por meio de veleiros.

Segundo a denúncia, entre 2023 e 2025, os cinco acusados integraram uma estrutura “organizada, estável e funcionalmente dividida”, com atuação no Brasil e no exterior, voltada à prática de lavagem de dinheiro. De acordo com a Procuradoria, uma ala do grupo também participou de operações ligadas à evasão de divisas, utilizando empresas, “laranjas”, operações societárias, criptoativos, transferências internacionais e estruturas empresariais vinculadas ao setor ilegal de apostas.

A Operação Narco Bet é um desdobramento da Operação Narco Vela, uma ofensiva da PF focada em desmantelar um esquema de tráfico internacional de drogas via rotas marítimas. Enquanto a investigação principal mirou a logística dos entorpecentes, as fases de Narco Bet focaram na sofisticação da lavagem de dinheiro e ocultação de bens milionários.

O MPF cita, entre as empresas e marcas utilizadas pelo grupo, a BRX Gaming S/A (ou Brabos Gaming), a RR Participações e Intermediações de Negócios S/A, a Ana Gaming Brasil S.A. e a Cactus Tecnologia Ltda., além das plataformas de apostas BRXBet, RicoBet e 7K.

Segundo a denúncia, essas estruturas funcionavam como “mecanismos de dissociação entre a titularidade formal e o controle econômico real”, permitindo a “ocultação de beneficiários finais”, a circulação de valores por diferentes canais e a tentativa de inserção de recursos no sistema econômico formal.

De acordo com a Procuradoria, o setor de apostas de quota fixa foi utilizado como ambiente de “absorção, circulação e integração de valores”, com o uso de estruturas societárias, plataformas tecnológicas, marcas comerciais e relações contratuais para conferir “aparência formal” a operações que, na realidade, ocultariam “o real beneficiário econômico, a origem dos recursos e a função concretamente exercida por determinados agentes na estrutura”.

Prisão de Buzeira

No dia 14 de outubro de 2025, a PF fez uma operação contra um esquema de lavagem de dinheiro vinculado ao tráfico internacional de drogas. Na época, o alvo da ação, o Buzeira, foi preso preventivamente.

Foram cumpridos 11 mandados de prisão e 19 de busca e apreensão em Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Carros de luxo também foram apreendidos.

Batizada de Narco Bet, a operação contou com o apoio da Polícia Criminal Federal da Alemanha (Bundeskriminalamt – BKA), responsável pela execução de medida cautelar de prisão em razão de um dos investigados ter sido localizado em território alemão.

“É um desdobramento da Operação Narco Vela, que teve como foco a repressão ao tráfico de entorpecentes por via marítima a partir do litoral brasileiro”, disse a PF.

*Com informações do Estadão Conteúdo



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Soja sobe quase 2% em Chicago com novas compras da China nos EUA

A soja encerrou a sessão desta segunda-feira (17) em forte alta na Bolsa de Chicago, impulsionada pelas expectativas de retomada das compras chinesas de soja norte-americana e pelo avanço dos derivados. O contrato com vencimento em novembro subiu 1,97% e fechou a US$ 12,16 por bushel.

Segundo a Agrinvest, a oleaginosa chegou a testar a resistência próxima de 12,50 dólares por bushel, em um movimento sustentado principalmente pelas preocupações com o clima nos Estados Unidos e pelo forte desempenho dos derivados.

Para a Granar, o mercado também reagiu às expectativas de que a China mantenha e amplie as compras de soja dos Estados Unidos na safra 2026/2027. Segundo a consultoria, os negócios entre os dois países parecem estar se normalizando gradualmente depois da queda registrada durante o ciclo comercial de 2025/2026.

O movimento ganhou força com a confirmação, nesta segunda-feira, de uma nova venda de 136 mil toneladas de soja norte-americana para a China na safra 2026/2027, segundo dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

Outro fator observado pelos operadores foi o anúncio da estatal chinesa Sinograin de um novo leilão de 360 mil toneladas de soja importada, marcado para 19 de agosto. Este será o quarto leilão realizado pela empresa desde o fim de julho.

Na avaliação da Granar, a sequência de leilões reforça entre os participantes do mercado a percepção de que a China está liberando espaço nos armazéns para receber os volumes de soja norte-americana adquiridos para embarque no último trimestre do ano.

Com relação aos derivados, o óleo de soja liderou os ganhos entre os produtos processados, acompanhando a valorização dos demais óleos vegetais no mercado internacional e também recebendo suporte da forte alta do setor de energia.

No mercado físico norte-americano, a Agrinvest destacou que o diesel e o óleo de aquecimento avançaram entre 10 e 12 centavos de dólar por galão em todas as regiões dos Estados Unidos.

“A perspectiva de melhora no mercado de biocombustíveis também contribui para sustentar os preços do óleo de soja. O farelo, por sua vez, acompanhou o movimento positivo dos demais componentes do complexo”, informou a Agrinvest.

Milho

O milho encerrou a sessão com avanços na Bolsa de Chicago, sustentado por sinais de aumento da demanda pelos estoques norte-americanos e por preocupações com a oferta global. O contrato com vencimento em dezembro avançou 1,29% e fechou cotado a US$ 4,89 por bushel.

Segundo a Agrinvest, a semana começou com valorização dos contratos futuros do cereal, em um movimento apoiado pelos sinais recentes de procura por milho dos Estados Unidos e pelo aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Na avaliação da Granar, os preços também reagiram ao agravamento das tensões na região do Mar Negro, depois que a Rússia rejeitou propostas de cessar-fogo. “O cenário aumenta as preocupações sobre a oferta internacional, principalmente diante das restrições aos embarques de grãos pelos terminais marítimos da Ucrânia”, informou a Granar.

A Ucrânia é uma das principais fornecedoras de milho para a União Europeia e ocupa a quarta posição entre os maiores exportadores mundiais. Os ataques russos têm limitado de forma significativa o fluxo de grãos pelos portos ucranianos, ampliando a percepção de risco sobre a disponibilidade da commodity no mercado internacional.

Além dos fatores geopolíticos, a Granar apontou que o clima adverso na União Europeia também contribuiu para sustentar os preços. “Ondas de calor e baixos volumes de chuva vêm prejudicando as lavouras e reduzindo o potencial produtivo do milho em importantes regiões produtoras”, destacou.

Na França, principal produtora de milho da União Europeia, a situação das lavouras continua se deteriorando. Pela nona semana consecutiva, a FranceAgriMer reduziu a parcela das plantações classificadas como boas ou muito boas, de 31% para 29%. No mesmo período de 2025, esse índice era de 65%.

O Ministério da Agricultura da França estima que a produção de milho do país cai em torno de 35% neste ano, para cerca de 9 milhões de toneladas. As consultorias Expana e Argus, porém, projetam uma queda ainda mais acentuada, com a colheita podendo ser reduzida pela metade em relação ao ciclo anterior e ficar abaixo de 7 milhões de toneladas.

Trigo

O trigo encerrou a sessão praticamente estável na Bolsa de Chicago, após um pregão marcado pela volatilidade e pela influência das tensões geopolíticas no Mar Negro. O contrato com vencimento em dezembro recuou 0,04% e fechou a US$ 6,89 por bushel.

Segundo a Agrinvest, o trigo iniciou o dia em queda, em um movimento de realização de lucros mesmo diante da continuidade dos conflitos na região do Mar Negro. Ao longo da sessão, porém, os contratos acompanharam a recuperação do milho e passaram a operar levemente acima dos níveis registrados na abertura.

Na avaliação da Granar, o mercado ganhou força diante do aumento das tensões no Mar Negro após a Rússia rejeitar as propostas de cessar-fogo para a região.

A posição russa elevou novamente as preocupações dos operadores com os impactos do conflito sobre o comércio internacional de grãos, especialmente diante da importância da região para as exportações de trigo e de outros cereais.

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Discord diz que suspendeu recursos de vídeo da plataforma no Brasil


O Discord disse nesta segunda-feira (17) que suspendeu os recursos de vídeo da plataforma no Brasil em cumprimento à determinação da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD). O prazo para a a ação era até esta segunda.

Segundo nota da empresa, o Discord ainda funciona no país, já que a medida afeta apenas as ferramentas de transmissão ao vivo da plataforma. “A determinação não afeta a comunicação por texto e áudio nas mensagens diretas,  mensagens diretas em grupo e servidores,  além de todos os demais recursos do Discord que não dependem de vídeo ou compartilhamento de tela”, esclareceu.

A plataforma afirmou ainda que busca soluções, ao lado da ANPD, para a retomada das lives aos usuários no Brasil, visto que entendem a ferramenta de vídeo como uma “parte importante e muito valorizada da experiência no Discord”.

“Estamos dialogando ativamente com a ANPD em busca de uma solução que permita restabelecer esses recursos para nossos usuários no Brasil. Seguimos comprometidos em trabalhar com formuladores de políticas públicas no Brasil para ajudar a criar uma experiência online mais segura para todos, tanto no Discord quanto em toda a internet.”Discord

Por fim, o Discord cita o compromisso com a segurança dos usuários e que possuem equipes especializadas para a remoção de conteúdos que violam as políticas da plataforma e para tomar medidas contra pessoas violentas no site.

Determinação da ANPD

O processo foi instaurado para verificar se o Discord adotou as medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente Digital (ECA Digital) para prevenir e reduzir riscos aos usuários menores de idade.

A decisão ocorreu após a agência receber informações apresentadas pelo Discord na segunda-feira (10) e realizar uma reunião com representantes legais da empresa na terça (11).

Para a Superintendência de Fiscalização, os elementos reunidos durante a investigação justificam uma intervenção específica sobre as transmissões ao vivo. A ANPD afirma que a funcionalidade tem sido utilizada de forma recorrente em episódios envolvendo violações contra crianças e adolescentes.

Entre as situações mencionadas pela agência estão:

  • Práticas de violência;
  • Assédio e ações de indução;
  • Incitação;
  • Instigação ou auxílio à automutilação e ao suicídio.

A ANPD também informou que, devido à forma como a tecnologia do Discord funciona, a empresa não tem acesso ao conteúdo das transmissões de vídeo enquanto elas estão acontecendo. De acordo com a fiscalização, essa característica dificulta a análise automática das imagens e a identificação, em tempo real, de possíveis violações.

Atualmente, segundo a agência, o Discord depende de sistemas automatizados e de denúncias feitas pelos próprios participantes dos servidores para identificar situações de risco.

Suspensão não tem prazo para terminar

determinação da ANPD não estabelece uma data para o fim da suspensão. O recurso só poderá ser reativado, total ou parcialmente, depois que o Discord demonstrar que implementou medidas técnicas, de segurança e de governança consideradas adequadas aos riscos identificados.

A empresa também terá de comprovar a efetividade das medidas adotadas. A retomada das transmissões dependerá de autorização expressa e prévia da ANPD.

A decisão é preventiva e faz parte do processo de fiscalização. Outras medidas ainda poderão ser adotadas pela agência durante a investigação.

Entre as possibilidades está a elaboração de um plano de conformidade, pelo qual o Discord poderá assumir compromissos para implementar mudanças em outros aspectos de seus serviços e atender às exigências do ECA Digital.



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