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Dólar no fim de 2026 continua em R$ 5,20 pela nona semana seguida, aponta Focus


A mediana para a cotação da moeda americana no fim de 2027 oscilou de R$ 5,28 para R$ 5,29. Quatro semanas atrás, era de R$ 5,28

A mediana do relatório Focus para a cotação do dólar no fim de 2026 seguiu em R$ 5,20 pela nona semana seguida. Considerando apenas as 44 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a estimativa intermediária também permaneceu em R$ 5,20.

A mediana para a cotação da moeda americana no fim de 2027 oscilou de R$ 5,28 para R$ 5,29. Quatro semanas atrás, era de R$ 5,28.

A projeção para o fim de 2028 seguiu em R$ 5,30 pela quarta semana consecutiva. A estimativa para 2029 oscilou de R$ 5,37 para R$ 5,36. Há um mês, era de R$ 5,40.

A projeção anual de câmbio publicada no Focus é calculada com base na média para a taxa no mês de dezembro, e não no valor projetado para o último dia útil de cada ano, como era até 2020.

*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.



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Prévia do PIB, IBC-Br cai 0,6% em junho, um pouco pior do que o esperado


SÃO PAULO, 17 Ago (Reuters) – A economia brasileira encerrou o segundo trimestre com leve crescimento mesmo após ter recuado em junho, mostrando forte desaceleração em relação ao início do ano conforme esperado, mostraram dados do Banco Central divulgados nesta segunda-feira.

Em junho, o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado um sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), teve queda de 0,6% na comparação com o mês anterior, mostraram dados dessazonalizados.

O resultado mensal foi um pouco pior que a expectativa em pesquisa da Reuters de queda de 0,53%. Neste ano, somente os meses de março e junho apontaram contração nas comparações mensais.

Com isso, o IBC-Br registrou expansão de 0,2% no segundo trimestre, após alta de 1,2% nos três meses de janeiro a março.

O IBGE divulga os dados do PIB do trimestre de abril a junho no dia 1º de setembro, após ter informado crescimento de 1,1% no primeiro trimestre sobre os três meses anteriores.

Analistas vêm esperando uma desaceleração da economia após o forte desempenho no início do ano, passados os efeitos sazonais positivos da agropecuária. Pesam ainda as incertezas no cenário externo com a guerra no Oriente Médio e os efeitos defasados da política monetária restritiva.

No início do mês, o BC cortou a taxa básica de juros Selic em 0,25 ponto percentual pela quarta reunião seguida, a 14,00% ao ano, e deixou os próximos passos em aberto em meio a uma melhora no cenário corrente, argumentando que manterá “a restrição adequada” para assegurar a convergência da inflação à meta. Por outro lado, um mercado de trabalho ainda sólido e medidas de incentivo do governo favorecem o consumo.

Os dados do BC mostram que em junho a agropecuária apresentou crescimento de 1,0% sobre maio, terminando o segundo trimestre com ganho de 0,3%.

Por outro lado, a indústria teve retração de 1,4% no mês, mas ainda cresceu 0,5% no período de abril a junho. Os serviços recuaram 0,5% em junho e 0,1% no segundo trimestre.

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Dados do IBGE mostraram que, em junho, a produção industrial teve queda de 1,8% em relação a maio, mas as vendas no varejo cresceram 0,5%, acima do esperado. O volume de serviços também superou as expectativas, embora tenha ficado estável no mês.

Na comparação com junho do ano anterior, o IBC-Br teve ganho de 2,4%, e no acumulado em 12 meses tem agora alta de 1,5%, de acordo com dados não dessazonalizados.

A mais recente pesquisa Focus realizada pelo Banco Central mostrou que a expectativa do mercado para a expansão do PIB em 2026 é de 1,98%, indo a 1,50% em 2027.

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O IBC-Br é construído com base em proxies representativas dos índices de volume da produção da agropecuária, da indústria e do setor de serviços, além do índice de volume dos impostos sobre a produção.



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Focus mantém inflação de 2026 em 5,02% e reduz projeção para PIB de 2027


Relatório Focus divulgado nesta segunda-feira (17) mostra que o mercado manteve em 5,02% a projeção para o IPCA de 2026, enquanto reduziu de 1,52% para 1,50% a estimativa para o crescimento do PIB em 2027. Para este ano, a mediana das expectativas aponta dólar a R$ 5,20 e Selic a 13,75% ao ano.

Inflação

A projeção para o IPCA de 2026 permaneceu em 5,02% pela primeira semana consecutiva, após ter recuado de 5,15% para 5,02% na semana anterior. Para 2027, a estimativa subiu de 4,22% para 4,24%, interrompendo uma sequência de estabilidade. Para 2028, a projeção permaneceu em 3,80% pela terceira semana consecutiva. Para 2029, a mediana continuou em 3,50%, nível mantido há 50 semanas.

Para o IGP-M, a projeção para 2026 subiu de 4,47% para 4,71%, após uma semana de estabilidade. Para 2027, caiu de 4,14% para 4,10%, acumulando duas semanas consecutivas de baixa. A estimativa para 2028 permaneceu em 3,93% pela primeira semana, enquanto a de 2029 ficou em 3,85%, também pela primeira semana.

Nas projeções para os preços administrados, a estimativa para 2026 caiu de 4,91% para 4,70%, acumulando três semanas consecutivas de queda. Para 2027, recuou de 3,90% para 3,87%, após uma semana de estabilidade. Para 2028, subiu de 3,54% para 3,56%, após uma semana sem alteração. Para 2029, permaneceu em 3,50% pela 57ª semana consecutiva.

PIB

A projeção para o crescimento do PIB em 2026 permaneceu em 1,98% pela primeira semana. Para 2027, a estimativa caiu de 1,52% para 1,50%, acumulando quatro semanas consecutivas de redução. Para 2028, a projeção recuou de 2,00% para 1,89%, após uma semana de estabilidade. Para 2029, a mediana permaneceu em 2,00%, nível mantido há 74 semanas.

Câmbio

A projeção para o dólar no fim de 2026 permaneceu em R$ 5,20 pela nona semana consecutiva. Para 2027, a estimativa subiu de R$ 5,28 para R$ 5,29, após uma semana de estabilidade. Para 2028, a projeção continuou em R$ 5,30 pela quarta semana consecutiva. Para 2029, a mediana caiu de R$ 5,37 para R$ 5,36, acumulando duas semanas consecutivas de queda.

Selic

A projeção para a Selic no fim de 2026 permaneceu em 13,75% ao ano pela segunda semana consecutiva. Para 2027, a estimativa continuou em 12% pela nona semana seguida. A projeção para 2028 também ficou estável em 10,50% pela sétima semana consecutiva. Para 2029, a mediana permaneceu em 10% ao ano pela 15ª semana consecutiva.



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Prazo para o Discord suspender lives no Brasil termina nesta segunda-feira


O Discord tem até esta segunda-feira (17) para suspender, no Brasil, as transmissões ao vivo e outros recursos de transmissão e compartilhamento de vídeos. A determinação foi feita pela Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) na quarta-feira (12) e estabelece que a funcionalidade só poderá voltar a operar após a empresa comprovar a adoção de medidas técnicas e de segurança para proteger crianças e adolescentes.

A decisão foi tomada pela Superintendência de Fiscalização da ANPD em um processo aberto no último dia 7, que investiga possíveis falhas do Discord no cumprimento das regras de proteção de menores de 18 anos no ambiente digital.

A medida não determina o bloqueio do Discord no país. A suspensão é específica para a funcionalidade “Go Live”, usada para transmissões ao vivo dentro de servidores, além de ferramentas equivalentes de transmissão e compartilhamento de vídeos.

Segundo a ANPD, a agência identificou evidências de que o recurso apresenta riscos relacionados à exposição de crianças e adolescentes a conteúdos e práticas que podem envolver violência, assédio, automutilação e suicídio.

Fiscalização da ANPD

O processo foi instaurado para verificar se o Discord adotou as medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente Digital (ECA Digital) para prevenir e reduzir riscos aos usuários menores de idade.

A decisão ocorreu após a agência receber informações apresentadas pelo Discord na segunda-feira (10) e realizar uma reunião com representantes legais da empresa na terça (11).

Para a Superintendência de Fiscalização, os elementos reunidos durante a investigação justificam uma intervenção específica sobre as transmissões ao vivo. A ANPD afirma que a funcionalidade tem sido utilizada de forma recorrente em episódios envolvendo violações contra crianças e adolescentes.

Entre as situações mencionadas pela agência estão:

  • Práticas de violência;
  • Assédio e ações de indução;
  • Incitação;
  • Instigação ou auxílio à automutilação e ao suicídio.

A ANPD também informou que, devido à forma como a tecnologia do Discord funciona, a empresa não tem acesso ao conteúdo das transmissões de vídeo enquanto elas estão acontecendo. De acordo com a fiscalização, essa característica dificulta a análise automática das imagens e a identificação, em tempo real, de possíveis violações.

Atualmente, segundo a agência, o Discord depende de sistemas automatizados e de denúncias feitas pelos próprios participantes dos servidores para identificar situações de risco.

Mudanças na ferramenta de transmissão

A ANPD afirma que o Discord realizou mudanças técnicas na funcionalidade “Go Live” no início de março, período próximo à promulgação e à entrada em vigor do ECA Digital.

Segundo a agência, as alterações reduziram as medidas de proteção disponíveis para crianças e adolescentes. A avaliação da fiscalização é de que as medidas apresentadas atualmente pela empresa são, em grande parte, posteriores à ocorrência dos danos ou têm capacidade preventiva limitada.

A legislação estabelece que as plataformas devem considerar os riscos relacionados a seus recursos, funcionalidades e sistemas desde a fase de concepção e durante o gerenciamento contínuo desses serviços.

Por isso, além de suspender as transmissões ao vivo, a determinação exige que o Discord adote mecanismos capazes de impedir tentativas de burlar a suspensão.

A decisão não impede o funcionamento das demais atividades da plataforma. O Discord poderá continuar oferecendo outros recursos e serviços que não estejam envolvidos na determinação da ANPD.

Suspensão não tem prazo para terminar

A determinação da ANPD não estabelece uma data para o fim da suspensão. O recurso só poderá ser reativado, total ou parcialmente, depois que o Discord demonstrar que implementou medidas técnicas, de segurança e de governança consideradas adequadas aos riscos identificados.

A empresa também terá de comprovar a efetividade das medidas adotadas. A retomada das transmissões dependerá de autorização expressa e prévia da ANPD.

A decisão é preventiva e faz parte do processo de fiscalização. Outras medidas ainda poderão ser adotadas pela agência durante a investigação.

Entre as possibilidades está a elaboração de um plano de conformidade, pelo qual o Discord poderá assumir compromissos para implementar mudanças em outros aspectos de seus serviços e atender às exigências do ECA Digital.



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