Categorias
matogrossodosul politica_ms

Vídeo: Passarela desaba após ser atingida por caminhão e dois morrem em SP


Uma passarela desabou, na manhã desta terça-feira (18), após um caminhão atingir a estrutura no km 4,1 da Rodovia Fernão Dias (BR-381), no município de Vargem, no interior de São Paulo. O acidente deixou duas pessoas mortas.

Segundo a PRF (Polícia Rodoviária Federal), o veículo, que seguia sentido São Paulo, ultrapassou a altura permitida e se chocou contra a estrutura. Imagens obtidas pela CNN Brasil mostram o momento da colisão. Veja:

Além das duas vítimas fatais, foi confirmada uma terceira vítima ferida em avaliação pelas equipes de resgate. De acordo com a polícia, os mortos estavam dentro de um veículo que estava transitando no sentido contrário ao caminhão que atingiu a passarela.

A ocorrência conta com o apoio das equipes operacionais da Motiva Minas SP –– concessionária responsável pelo trecho –– e da Polícia Rodoviária Federal.

Além disso, equipes do Corpo de Bombeiros, SAMU (Serviço de Atendimento Móvel Urgente) e da Polícia Militar prestam auxílio no local para garantir a segurança viária, sinalização e orientação dos motoristas.

Segundo a concessionária, a pista está interditada em ambos os sentidos. Há 5 quilômetros de congestionamento no sentido Belo Horizonte (norte) e 10 quilômetros no sentido São Paulo (sul). A ocorrência segue em andamento.

As autoridades orientam a utilização de rotas alternativas nos dois sentidos da via. Veja:

Sentido Belo Horizonte → São Paulo

  • O desvio começa no km 1,9 da BR-381, em Vargem (SP). A partir desse ponto, os motoristas deverão seguir pelas vias municipais e estaduais, passando por Vargem, Joanópolis, Piracaia e Bragança Paulista.
  • O acesso de retorno à Fernão Dias será pelo km 19, em Bragança Paulista (SP).

Sentido São Paulo → Belo Horizonte

  • O desvio começa no km 19 da BR-381, em Bragança Paulista (SP). O trajeto segue por Bragança Paulista, Piracaia, Joanópolis e Vargem.
  • O retorno à Fernão Dias será pelo km 1,9, em Vargem (SP)

À CNN Brasil, a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) informou que monitora a atuação da concessionária e as providências adotadas no local. De acordo com a agência, as circunstâncias da ocorrência serão apuradas pelos órgãos competentes.

Nesse ínterim, a companhia ainda afirmou que acompanhará os desdobramentos do caso e, “no âmbito de suas atribuições regulatórias e fiscalizatórias, verificará as condições da infraestrutura e a atuação da concessionária”.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo



Veja a matéria completa

Categorias
agro destaque_home

Soja tem leve alta em Chicago com expectativa de maior demanda da China

A soja encerrou a sessão desta terça-feira (18) em alta na Bolsa de Chicago, apoiada por expectativas de aumento das compras chinesas da nova safra norte-americana e por sinais de deterioração das lavouras dos Estados Unidos.

O contrato futuro para entrega em novembro avançou 0,66% e fechou cotado a US$ 12,16 por bushel.

Segundo a Granar, o mercado também encontrou suporte no relatório semanal do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que apontou piora nas condições da safra. O avanço dos trabalhos da ProFarmer Crop Tour também esteve no radar dos investidores.

No primeiro dia da avaliação, realizada em Ohio, a contagem de vagens em parcelas de 90 por 90 centímetros ficou em 1.197,25, abaixo das 1.287,28 vagens registradas na edição de 2025 e da média de 1.256,71 das três safras anteriores.

Na Dakota do Sul, a contagem foi ainda menor e o levantamento encontrou 945,98 vagens por parcela, contra 1.188,45 no ano passado e média de 1.075,78 nas três safras anteriores.

Nesta terça-feira, o segundo dia da ProFarmer Crop Tour concentrou as avaliações em lavouras de Indiana e Nebraska. Os resultados seguem sendo acompanhados pelo mercado como um indicador adicional do potencial produtivo da safra norte-americana.

Além das condições das lavouras, a soja também recebeu suporte de um relatório mensal de esmagamento, que mostrou processamento elevado e estoques de óleo abaixo do esperado. As restrições às exportações de óleo de girassol na região do Mar Negro também podem abrir espaço para maior demanda pelo óleo de soja, especialmente em mercados como a Índia.

Milho

A pressão das vendas de milho da safra antiga nos Estados Unidos limitou as cotações da commodity nesta sessão. O movimento ocorre após dois pregões consecutivos de alta e também refletiu a realização de lucros por parte dos investidores.

Na Bolsa de Chicago, o contrato futuro para entrega em dezembro recuou 0,33% e encerrou o dia cotado a US$ 4,88 por bushel.

Segundo a Granar, produtores norte-americanos aproveitaram a recente valorização dos preços para aumentar a comercialização dos estoques da safra anterior, contribuindo para a queda da cotação.

Apesar do recuo, o mercado encontra suporte na piora das condições das lavouras dos Estados Unidos apontada pelo USDA  no relatório semanal divulgado na segunda-feira.

Os investidores também acompanham os resultados da ProFarmer Crop Tour, que nesta terça-feira realiza avaliações em plantações de Nebraska e Indiana. Os dados da expedição podem trazer novas indicações sobre o potencial produtivo da safra norte-americana de 2026/27.

No cenário internacional, as perspectivas desfavoráveis para a produção de milho na União Europeia também ajudam a limitar a pressão sobre os preços.

Outro ponto de atenção é a situação da Ucrânia. O país enfrenta dificuldades para manter as exportações em meio à escalada das tensões com a Rússia, que tem atingido instalações portuárias no Mar Negro e no rio Danúbio, importantes rotas para o escoamento de grãos.

Trigo

O trigo terminou o dia em queda nos mercados norte-americanos, pressionado pela realização de lucros após as recentes altas da commodity.

Na Bolsa de Chicago, o contrato futuro para entrega em dezembro recuou 1,16% e fechou cotado a US$ 6,81 por bushel.

Segundo a Granar, o movimento ocorre enquanto a colheita de trigo de inverno avança no Hemisfério Norte e reduz a demanda no mercado internacional, já que muitos países importadores também estão em período de colheita.

Apesar da pressão sobre os preços, o mercado segue atento às condições de comercialização no Mar Negro. O conflito entre Rússia e Ucrânia tem restringido o transporte agrícola nos mares Negro e de Azov e no rio Danúbio, enquanto a segurança da navegação e a infraestrutura portuária dos dois países continuam sob risco.

A consultoria ucraniana UkrAgroConsult alertou que interrupções prolongadas no transporte marítimo podem levar Rússia e Ucrânia a perder parte de seus mercados tradicionais de grãos na África, no Oriente Médio e na Ásia.

Segundo a empresa, importadores que não conseguirem contar com uma oferta estável do Mar Negro poderão buscar fornecedores alternativos, criando oportunidades para países como Austrália, Argentina, Estados Unidos, Canadá e integrantes da União Europeia.

O período entre agosto e dezembro é considerado especialmente importante para as exportações da região. Além disso, a chegada das novas safras da Austrália e da Argentina no fim do ano pode aumentar a concorrência e permitir que esses países ampliem sua participação em mercados tradicionalmente abastecidos por Rússia e Ucrânia.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
economia

Produção industrial dos EUA sobe 0,2% em julho, um pouco abaixo do esperado


A produção industrial dos Estados Unidos subiu 0,2% em julho ante o mês anterior, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira, 18, pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano). O resultado ficou ligeiramente abaixo da expectativa de analistas ouvidos pela FactSet, que previam avanço de 0,3% no período.

O dado de junho ante maio foi revisado de alta de 0,1% para 0,3%.

O Fed informou ainda que a taxa de utilização da capacidade instalada aumentou levemente entre junho e julho, de 76,1% para 76,3%.



Veja matéria completa!

Categorias
economia

Probabilidade de El Niño forte já mexe com os preços das commodities, diz StoneX


Com as últimas pesquisas e relatórios mostrando o aumento da probabilidade de um fenômeno climático El Niño de forte intensidade entre o segundo semestre de 2026 e os primeiros meses de 2027, os preços de várias commodities agrícolas estão embutindo prêmios maiores.

Hoje, o Climate Prediction Center dos EUA atribui 81% de chance de um evento muito forte entre outubro e dezembro de 2026 e 97% de probabilidade de persistência até o início de 2027.

Leia também: Novas projeções apontam ‘El Niño monstro’, de intensidade inédita em séculos

A consultoria StoneX fez um apanhado de alguns desses preços e mostrou as perspectivas.

Cacau

Segundo a StoneX, o El Niño já vem influenciando a formação dos preços do cacau, principalmente por meio da precificação do risco para a safra 2026/27. Desde o início de fevereiro, os contratos futuros em Nova Iorque acumulam alta superior a 40%, mesmo em um período de melhora da oferta de curto prazo, marcado pelo avanço das entregas no Oeste Africano e pela recuperação dos estoques certificados.

Ou seja, os fundamentos imediatos tenderiam a limitar uma valorização dessa magnitude.

O principal fator por trás da alta recente, segundo a consultoria, tem sido justamente o aumento da preocupação com a próxima safra, percepção que ganhou força conforme os modelos climáticos passaram a indicar elevada probabilidade de um El Niño forte.

Os especialistas da consultoria dizem, porém que ainda é cedo para afirmar que o El Niño já seja o responsável direto pelos problemas observados nas lavouras, já que sua intensificação é esperada para os próximos meses.

Entretanto, já existem fatores concretos que reforçam a preocupação do mercado. Junho, por exemplo, foi marcado por chuvas excessivas em importantes regiões produtoras, como Costa do Marfim e Gana, aumentando relatos de enchentes, dificuldades operacionais e pressão de doenças.

Continua depois da publicidade

Paralelamente, levantamentos de campo passaram a indicar contagem de vagens abaixo do padrão para esta época do ano, enquanto órgãos oficiais marfinenses passaram a sinalizar perspectivas menos favoráveis para a safra 2026/27 e reduziram o ritmo das vendas antecipadas da próxima temporada.

Essa deterioração das perspectivas já foi incorporada às projeções da StoneX. Na revisão mais recente do balanço global, o superávit estimado do cacau para 2025/26 foi elevado de 247 mil para 422 mil toneladas, refletindo a melhora da oferta corrente, especialmente após a revisão das estatísticas da Costa do Marfim.

“Em contrapartida, para 2026/27, incorporamos de forma mais incisiva o risco climático associado ao El Niño, reduzindo a projeção de superávit de 149 mil para apenas 25 mil toneladas, evidenciando que, embora o impacto produtivo ainda não esteja consolidado, o mercado já trabalha com um cenário significativamente mais apertado para a próxima safra.”

Continua depois da publicidade

Leia também: Onda de calor na Europa e El Niño puxam preços de açúcar, cacau e café

Café

O El Niño já figura entre os fatores que sustentam a recente valorização dos preços do café, embora não seja o único´, diz a StoneX. Desde meados de junho, os futuros do tipo arábica acumulam alta próxima de 35%, enquanto o robusta sobe cerca de 20%.

Além das restrições de oferta observadas em alguns momentos e do ritmo das exportações, parte desse movimento reflete o aumento do prêmio de risco climático para a safra 2027/28, diante da crescente probabilidade de um El Niño forte coincidir com fases críticas do desenvolvimento das lavouras.

Continua depois da publicidade

Nas lavouras, os impactos diretos do El Niño ainda são limitados, mas já existem alterações nas condições climáticas que aumentam a vulnerabilidade da próxima safra. Desde junho, chuvas acima do padrão vêm sendo registradas em parte importante do cinturão cafeeiro brasileiro, inclusive durante um período normalmente mais seco do ano.

Em diversas regiões do Sul de Minas, os acumulados de apenas uma semana igualaram ou superaram a média histórica de todo o mês de julho.

“Se por um lado, pensando na safra que está sendo colhida neste ano, as chuvas provocaram maior a fermentação do café e atrapalharam o processo de secagem, elevando a preocupação quando à qualidade dos lotes”, diz a consultoria.

Continua depois da publicidade

Já para as perspectivas da próxima safra, a análise é que essas precipitações quebraram o período de dormência da planta, anteciparam o desenvolvimento das gemas florais e favoreceram o surgimento das primeiras floradas em áreas de São Paulo, Sul de Minas e Cerrado Mineiro.

No conilon, o avanço também é evidente, segundo a StoneX, com parte significativa da primeira florada já emitida em Rondônia, Espírito Santo e Bahia. “A antecipação do ciclo, por si só, não representa um problema. O ponto de atenção é que os frutos das plantas que já floresceram passam a permanecer expostos por mais tempo às condições climáticas dos próximos meses.”

Caso o El Niño se consolide conforme indicam os modelos atuais e favoreça um período mais quente e seco entre setembro e novembro, justamente durante as fases de pegamento e enchimento dos frutos, aumenta o risco de abortamento de flores, perdas de produtividade e maior desuniformidade da safra 2027/28.

Assim, diferentemente do cacau, onde o mercado já reage a sinais de deterioração observados no Oeste Africano, no café o principal efeito até o momento continua sendo a antecipação do prêmio de risco, enquanto o mercado aguarda a evolução das condições climáticas durante a primavera brasileira, diz a consultoria.

Leia também: Chuvas afetam qualidade, mas exportação de café deve se recuperar

Trigo e Soja

Segundo a StoneX, ainda é cedo para falar em perdas de safra, mas o excesso de chuvas no Rio Grande do Sul tem preocupado quanto à safra de trigo. “Há dificuldades de manejo em algumas áreas, erosão do solo, possível aumento de doença fúngica é monitorada e mesmo algumas áreas mais tardias podem deixar de sem plantadas, por causa da janela das culturas posteriores, como a soja. Dessa forma, espera-se algum impacto negativo do clima muito úmido, mas que ainda não pode ser quantificado.”

Açúcar

O El Niño já tem impactado os preços do açúcar e isso tem sido provado nas altas recentes. O mercado tem precificado um pessimismo maior na Tailândia, onde a StoneX vê chuvas 20% abaixo da normalidade em 2026, e preocupações severas para a oferta indiana em 2026/27, por monções 11% abaixo da média até agora. “De junho para cá, os preços em Nova Iorque passaram a explorar mais o patamar acima de US¢ 15/lb, ao contrário do primeiro semestre do ano que tinha se acomodado mais perto dos US¢ 14/lb.”



Veja matéria completa!

Categorias
brasil destaque_home

Álcool, drogas e até bombom de licor: entenda as mudanças na Lei Seca


O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aprovou na segunda-feira (17) uma nova regulamentação para os procedimentos de fiscalização à chamada Lei Seca- as blitze – que estabelece regras para coibir a condução de veículos sob influência de álcool.

A Resolução entra em vigor a partir de sua publicação no Diário Oficial da União (DOU), mas há um prazo de 60 dias para que entidades integrantes do Sistema Nacional de Trânsito (SNT) realizem as adaptações necessárias em suas ferramentas.

A norma atualiza procedimentos vigentes desde 2013 e também inclui a identificação de outras substâncias psicoativas.

A resolução institui uma fase de triagem nas operações de fiscalização realizadas pelos diferentes órgãos de trânsito do país. Nessa etapa, poderá ser utilizado o pré-teste ou teste passivo de alcoolemia, destinado a identificar possíveis indícios da presença de álcool.

O resultado dessa primeira verificação terá caráter exclusivamente orientativo e, isoladamente, não poderá fundamentar autuação ou caracterizar a condução sob influência de álcool.

A medida regulamenta condutas já adotadas na maioria dos Estados, como Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, além das operações nacionais da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Bombom de licor e enxaguante bucal

Em situações envolvendo produtos que podem deixar temporariamente resíduos de álcool na boca, como bombons de licor e enxaguantes bucais, a norma estabelece que, diante de uma indicação positiva no teste passivo, será realizada uma avaliação posterior antes de qualquer conclusão.

Substâncias psicoativas

A nova regulamentação prevê o uso de equipamentos para identificar substâncias além do álcool. O texto regulamenta uma possibilidade que já está prevista no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que admite testes toxicológicos e outros meios técnicos ou científicos para constatar a condução sob influência de substâncias psicoativas.

  • Avaliação psicomotora: O agente responsável pela fiscalização deverá registrar, no auto de infração ou em termo específico, pelo menos dois sinais observados que confirmem a alteração da capacidade psicomotora do condutor.
  • Recusa: O Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito (MBFT) também será atualizado para detalhar e padronizar a atuação em casos de recusa ao teste. Para o condutor que não realizar o procedimento, a regulamentação diferencia os enquadramentos, disciplina como cada situação deve ser registrada e determina que, em uma mesma abordagem, não sejam lavrados simultaneamente autos de infração por dirigir sob influência de álcool ou outras substâncias psicoativas e por se recusar ao exame comprobatório destinado a verificar essa condição, conforme os artigos 165 e 165-A do CTB.

Veja perguntas e repostas sobre a nova regulamentação

A Resolução cria alguma nova infração?

Não. A infração continua sendo a prevista no art. 165 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). A Resolução apenas regulamenta novos procedimentos de fiscalização.

O que são substâncias psicoativas?

São substâncias capazes de alterar o funcionamento do sistema nervoso central e comprometer a capacidade de dirigir, como substâncias ilícitas e outras substâncias que determinem dependência.

O equipamento identifica qual substância foi consumida?

Sim. A Resolução prevê que o auto de infração deverá conter, entre outras informações, o tipo de substância detectada pelo equipamento.

O equipamento informa a quantidade da substância?

Não. O resultado é qualitativo, indicando a presença da substância psicoativa, e não sua concentração.

Os equipamentos poderão ser utilizados imediatamente?

A utilização dependerá da disponibilidade dos órgãos fiscalizadores e da existência de equipamentos certificados conforme os requisitos estabelecidos pela Resolução.

Os equipamentos precisam ser certificados?

Sim. Somente poderão ser utilizados equipamentos certificados no âmbito do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade (SBAC), por organismo regulado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

A pessoa poderá se recusar a realizar o teste?

A recusa continua sujeita às consequências previstas no art. 165-A do CTB, conforme disciplinado pela Resolução.

O agente ainda poderá utilizar os sinais de alteração da capacidade psicomotora?

Sim. A verificação dos sinais permanece como um dos meios de fiscalização previstos na Resolução.

O bafômetro deixa de existir?

Não. O etilômetro continua sendo utilizado normalmente para fiscalização do consumo de álcool. A novidade é a inclusão de equipamentos específicos para outras substâncias psicoativas.

A fiscalização continuará podendo ser realizada mesmo sem o novo equipamento?

Sim. A verificação dos sinais de alteração da capacidade psicomotora continua sendo um dos meios legalmente previstos para a fiscalização, assim como o etilômetro nos casos de consumo de álcool.

A Resolução altera as penalidades previstas no Código de Trânsito Brasileiro?

Não. A Resolução não altera as penalidades previstas no CTB. Ela regulamenta os critérios de fiscalização e de comprovação da infração.



Veja a Matéria Completa

Categorias
agro destaque_home

VPJ quer transformar hambúrguer Angus em marca nacional e mira exportação

A VPJ Alimentos está ampliando os investimentos no mercado de hambúrgueres com uma estratégia que combina tecnologia de produção, certificação, expansão no varejo e avanço no food service. A empresa pretende transformar o Hambúrguer Angus Certificado em uma marca conhecida pelo consumidor brasileiro e já trabalha para levar o produto aos Estados Unidos.

O movimento inclui a ampliação da distribuição em supermercados, a criação de um canal próprio de vendas e o desenvolvimento de uma operação voltada à exportação.

Inicialmente, a empresa concentra os esforços no mercado brasileiro, principalmente em São Paulo e Rio de Janeiro, mas já possui amostras do produto nos Estados Unidos em avaliação por estabelecimentos.

Para Valdomiro Poliselli Junior, presidente da companhia, o crescimento do consumo de hambúrguer abre espaço para produtos de maior valor agregado.

Na avaliação do executivo, o hambúrguer deixou de ser apenas um lanche e passou a ocupar diferentes momentos da alimentação, impulsionado pelo crescimento das hamburguerias, do delivery e pela busca dos consumidores por praticidade.

“O hambúrguer vai ser o alimento mais popular do Brasil”, afirmou em entrevista à CNN.

Carne fresca e congelamento por nitrogênio

Um dos principais diferenciais apontados pela VPJ está no processo industrial, pois a empresa produz o hambúrguer a partir da carne da desossa do dia, utilizando equipamentos de alta velocidade e precisão.

O executivo explica que depois de moldado, o produto passa por um sistema de congelamento instantâneo por nitrogênio. Segundo a companhia, o processo ocorre em menos de um minuto e permite preservar as características da carne.

O método tem um custo superior ao congelamento tradicional e ainda é utilizado por poucas empresas no Brasil. Para a VPJ, porém, o investimento faz parte da estratégia de manter a qualidade do produto desde a matéria-prima até a chegada ao consumidor.

“Você pega a matéria-prima, que é a desossa do dia, e é quase que você transformar o hambúrguer no mesmo momento que a carne foi desossada”, afirmou Valdomiro.

A empresa também destaca que o hambúrguer é produzido com 100% de carne, sem adição de outras proteínas, temperos ou água.

A proposta é permitir que o consumidor tenha um produto com composição simples e padronizada, mantendo as características da carne utilizada na fabricação.

Outro diferencial que a empresa aposta é na expansão no varejo, em que tem uma linha desenvolvida especificamente para o autosserviço. Inicialmente, a empresa trabalha com três diferentes gramaturas, de 56, 100 e 160 gramas.

De acordo com Poliselli, a versão de 160 gramas é voltada para preparos na grelha, chapa e air fryer e tem maior volume de carne, podendo ser consumida como uma refeição.

O hambúrguer de 100 gramas é direcionado principalmente para lanches e deve ser a versão de maior apelo comercial, enquanto o disco de 56 gramas atende consumidores que preferem porções menores e também pode ser utilizado em preparos como o smash burger.

Segundo a empresa, a variedade busca atender diferentes perfis de consumidores e ocasiões de consumo.

“A ideia é fazer do Hambúrguer Angus Certificado uma marca conhecida das pessoas que vão adquirir para fazer em casa”, afirmou Valdomiro.

A VPJ está reforçando a presença da linha nas gôndolas de supermercados e pretende desenvolver ações de marketing em conjunto com as redes varejistas.

A estratégia representa uma mudança importante para um produto que já possui presença consolidada no food service. A empresa fornece hambúrgueres para hamburguerias e restaurantes e afirma que seus produtos estão presentes em estabelecimentos premiados no Brasil e no exterior.

Segundo a VPJ, o produto utilizado pelo Green House esteve associado à conquista de uma premiação internacional entre os melhores hambúrgueres do mundo. A empresa também destaca a presença de seu produto entre os estabelecimentos mais bem posicionados em rankings nacionais de hamburguerias.

A expansão do mercado também levou a companhia a criar o VPJ Online, seu próprio canal de vendas. Lançada há menos de dois meses, a plataforma começou a operar na capital paulista e em Campinas, no interior de São Paulo, com foco principalmente em clientes com CNPJ que precisam adquirir volumes menores de produtos, mas não têm estrutura para realizar grandes compras diretamente da indústria.

A proposta é facilitar o acesso de pequenos estabelecimentos, que muitas vezes não possuem estrutura para adquirir grandes quantidades diretamente da indústria.

Segundo a empresa, o canal permite compras voltadas ao consumo do dia e aposta em entrega rápida e facilidade de acesso. A empresa pretende ampliar gradualmente a operação para outras regiões.

Novos momentos de consumo

A empresa também identifica uma mudança no comportamento do consumidor. Segundo a empresa, o hambúrguer deixou de estar restrito ao pão e passou a fazer parte de refeições completas.

“Hoje as pessoas não comem só com pão. Elas estão comendo no prato, de fato, com salada, com arroz, com feijão, e isso é uma quebra de paradigmas”, afirmou o executivo.

O produto também vem ganhando espaço em diferentes momentos do dia, do café da manhã ao almoço, jantar e lanches. A praticidade aparece como um dos fatores de expansão da categoria, já que o hambúrguer pode ser preparado rapidamente e chega ao consumidor em porções padronizadas.

A empresa destaca ainda o conteúdo proteico do produto e que uma unidade do hambúrguer Angus certificado possui 18 gramas de proteína.

“É uma excelente solução”, afirmou Poliselli ao destacar a praticidade do produto para consumidores que buscam aumentar a ingestão de proteína na alimentação.

Do mercado brasileiro aos Estados Unidos

A empresa mantém relações com o mercado norte-americano e afirma ter identificado uma oportunidade para oferecer um hambúrguer brasileiro de carne Angus com preço potencialmente competitivo em relação aos produtos comercializados nos Estados Unidos.

A estratégia inicial prevê a entrada pela Flórida, considerada pela companhia uma região com maior facilidade de adaptação ao produto. Amostras já foram enviadas aos Estados Unidos e estão sendo avaliadas por estabelecimentos locais.

“Existe um mercado, principalmente nos Estados Unidos, para um hambúrguer Angus certificado brasileiro, com custo infinitamente menor do que os hambúrgueres americanos”, afirmou Valdomiro.

A intenção é começar pela Flórida e, posteriormente, ampliar a distribuição para outras regiões do país.

A certificação Angus é outro componente da estratégia da empresa, que afirma ter participado dos primeiros movimentos de certificação de carne Angus no Brasil, entre 2004 e 2005, e ter sido pioneira na produção de hambúrguer de carne Angus certificada.

Para a companhia, o selo funciona como uma garantia de origem, padrão e qualidade e ajuda a diferenciar o produto na gôndola.

A certificação também busca dar ao consumidor maior segurança sobre a procedência da carne e sobre os critérios utilizados para a seleção da matéria-prima.

Nesse sentido, a VPJ tenta posicionar o hambúrguer não apenas como um produto de conveniência, mas como uma proteína de maior valor agregado.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
economia

Crédito imobiliário pode superar 12% do PIB, diz ministro das Cidades


Vladimir Lima, ministro das Cidades, acredita que o crédito imobiliário pode “avançar para além de 12%” de participação no Produto Interno Bruto (PIB) país. A fala foi emitida durante sua participação no ABECIP Summit 2026, nesta terça-feira (18).

O ministro afirmou que a participação do financiamento habitacional na economia brasileira, que cresceu recentemente de 10% para 11% do PIB, segue abaixo da observada em outros mercados, como Estados Unidos, Reino Unido e China, e pode avançar com o apoio de ajustes regulatórios e maior integração entre governo e setor privado.

“Eu pessoalmente acredito que a gente tem espaço, considerando o cenário mundial, para avançar para além dos 12%”, afirmou.

Provocado por Michel Cury, presidente da ABECIP, sobre um patamar de 20%, Lima respondeu: “Temos tudo para avançar para além de 20%”.

Leia mais: BC vê primeiros resultados de novo modelo para financiar crédito imobiliário

O ministro atribuiu parte da expansão recente do mercado às mudanças promovidas no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), implementadas em conjunto pelo governo federal, Banco Central e demais órgãos envolvidos na formulação da política habitacional.

“As mudanças que promovemos em conjunto avançaram no primeiro semestre deste exercício, comparado com o semestre do exercício anterior, em mais de 29% no crédito imobiliário no Brasil”, disse.



Veja matéria completa!

Categorias
brasil destaque_home

Passarela desaba no interior de SP e mata dois; veja vídeo


Uma passarela desabou após ser atingida por uma carreta na manhã desta terça-feira (18), na cidade de Vargem, no interior de São Paulo. Um carro e outro caminhão foram atingidos na queda da estrutura, gerando duas vítimas fatais e uma terceira que está em estado grave.

O acidente ocorreu por volta das 10h da manhã no km 4,1 da Rodovia Fernão Dias (o trecho da BR-381 entre São Paulo e Belo Horizonte). Dentre as vítimas, os dois mortos eram um homem e uma mulher que estavam no carro, que vinha em sentido contrário ao do caminhão que causou o acidente.

O motorista do caminhão que atingiu a passarela sofreu ferimentos leves e foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Bragança Paulista. Já a outra pessoa em estado grave é o motorista do outro caminhão, que foi atingido pela estrutura na queda; ele foi retirado das ferragens e levado para o pronto-socorro. Não há informações atualizadas sobre o estado de saúde da terceira vítima.

De acordo com a PRF, o caminhão que causou o acidente permanece no local. A pista segue totalmente interditada em ambos os sentidos para atendimento da ocorrência e avaliação da estrutura atingida. Por volta das 13h55, o congestionamento é de aproximadamente 11 quilômetros no sentido São Paulo e nove quilômetros no sentido Belo Horizonte.

A ocorrência ainda está em andamento e equipes da PRF, do Corpo de Bombeiros e da concessionária Motiva ainda estão no local, orientando os motoristas.





Veja a Matéria Completa

Categorias
agro destaque_home

Sindan defende segregação de animais para atender exigências União Europeia

A pressão da União Europeia para restringir o uso de determinados antimicrobianos na produção animal deve levar o Brasil a ampliar os sistemas de segregação de bovinos, suínos e aves, conforme avaliação do Sindan (Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal).

Segundo a entidade, será necessário aumentar o controle sobre o histórico sanitário dos animais e comprovar quais produtos foram utilizados durante a produção, especialmente nos lotes destinados ao mercado europeu.

A exigência coloca a rastreabilidade no centro da discussão e pode acelerar a criação de sistemas de segregação para bovinos, suínos e aves destinados a mercados que adotam regras mais restritivas.

Segundo Gabriela Moura, diretora de Mercado e Assuntos Regulatórios do Sindan, o Brasil ainda precisa avançar para conseguir demonstrar de forma consistente que os animais destinados a esses mercados não receberam produtos incompatíveis com as exigências dos compradores.

O ponto mais sensível está nos chamados antimicrobianos de importância crítica para a medicina humana e em determinadas moléculas utilizadas na produção animal. O uso terapêutico, quando indicado para tratar uma enfermidade, não é o mesmo que a utilização preventiva ou como melhorador de desempenho. É justamente essa diferença que passa a exigir maior controle da cadeia.

Na avaliação do Sindan, o Brasil não enfrenta o mesmo problema em todas as espécies. A utilização de antimicrobianos ocorre em diferentes sistemas produtivos e, por isso, as soluções para bovinos, suínos e aves também deverão ser diferentes.

Nos bovinos, o desafio tende a ser maior por causa da estrutura da cadeia. O animal pode passar por diferentes propriedades durante a vida, envolvendo etapas de cria, recria e engorda, antes de chegar ao frigorífico. O ciclo produtivo também é mais longo, o que aumenta o número de informações que precisam ser registradas e preservadas para comprovar o histórico sanitário.

“Quando você fala de bovino, a cadeia é muito mais fragmentada”, explicou Gabriela em conversa à CNN. Segundo ela, enquanto aves e suínos trabalham com sistemas mais integrados, a pecuária bovina precisa lidar com diferentes produtores e propriedades ao longo do ciclo do animal.

“Esse cenário torna a segregação mais complexa. Um produtor que decidir produzir animais destinados a um mercado específico precisará não apenas controlar o que utiliza dentro da propriedade, mas também conseguir comprovar esse histórico posteriormente. Na prática, o desafio passa a ser construir uma cadeia capaz de separar fisicamente e documentalmente os animais conforme o protocolo sanitário adotado”, afirmou Gabriela Moura, do Sindan.

O Sindicato avalia que países como Argentina e Austrália avançaram mais rapidamente em mecanismos de rastreabilidade e controle. O Brasil, segundo ela, demorou a transformar a discussão em uma agenda estruturada para toda a cadeia.

A mudança, portanto, pode representar uma espécie de divisão do mercado. De um lado, permanecerão sistemas convencionais voltados ao mercado brasileiro e a países com exigências compatíveis. De outro, tende a crescer uma cadeia específica para atender compradores que exigem protocolos mais rígidos.

Esse processo tem um custo

Estimativas discutidas pelo setor apontam que a adoção de protocolos mais restritivos pode aumentar o custo de produção, especialmente quando envolve mudanças de manejo, registros, assistência técnica, identificação dos animais e controles adicionais. Em determinados cenários, o impacto mencionado nas discussões setoriais pode chegar a cerca de R$ 100 por animal.

O problema é que o produtor que investir antecipadamente corre o risco de assumir esse custo antes de ter garantia de remuneração adicional.

“Quem decidir investir primeiro vai assumir um risco”, é a avaliação transmitida pelo Sindan nas discussões sobre o tema. Isso ocorre porque a criação de uma cadeia segregada exige investimentos antes que esteja totalmente claro qual será o prêmio pago pelo mercado e quando o sistema será efetivamente reconhecido pelos compradores.

A entidade avalia que dos pontos que precisam ser esclarecidos na discussão é que a redução do uso de antimicrobianos não significa deixar os animais sem tratamento.

“Medicamentos continuam sendo ferramentas importantes para tratar doenças. A questão está em diferenciar o uso terapêutico, feito quando há uma enfermidade, de aplicações preventivas ou destinadas a melhorar o desempenho produtivo”, informou Moura.

O Sindan ainda aponta que a indústria de saúde animal também vem trabalhando na redução da dependência desses produtos por meio de alternativas relacionadas à prevenção, imunidade, manejo, nutrição e bem-estar animal.

Dados apresentados pelo Sindan indicam que a participação dos antimicrobianos no faturamento da indústria de saúde animal caiu de cerca de 17% em 2015 para 12% em 2025, em um movimento acompanhado pelo avanço de outras categorias de produtos e tecnologias.

Suínos e aves podem sair na frente

A necessidade de segregação também alcança as cadeias de suínos e aves, mas a estrutura produtiva pode facilitar a implementação dos controles.

Em sistemas mais integrados, a empresa pode acompanhar desde a alimentação e o manejo sanitário até o abate e o processamento. Isso permite registrar com maior precisão quais produtos foram utilizados e quais lotes de animais seguirão para determinados mercados.

Para os frigoríficos, o movimento também representa uma mudança operacional. Empresas que já trabalham com diversos mercados internacionais poderão precisar separar fornecedores, lotes, abates e fluxos de produção para garantir que um determinado produto cumpra as exigências do país de destino.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
economia

Para mais da metade dos trabalhadores do país, sobra mês no fim do salário


Mais da metade (53%) dos trabalhadores brasileiros chegam ao fim do mês sem dinheiro suficiente para pagar todas as despesas depois de receber o salário. O percentual ficou praticamente estável em relação a 2025, quando era de 54%.

Os dados são da nova edição da Pesquisa de Saúde Financeira dos Trabalhadores, realizada pela datatech Serasa Experian com profissionais de empresas públicas e privadas que atuam em regime CLT ou como Pessoa Jurídica (PJ).

Do total de respondentes, 47% afirmam recorrer a recursos ou alternativas adicionais para fechar as contas, enquanto 6% chegam ao fim do mês sem dinheiro suficiente e sem utilizar nenhuma opção extra. Apenas 47% conseguem encerrar o período com recursos disponíveis.

Leia também: Renda recorde é engolida por inflação e juros altos, que espremem bolso das famílias

Segundo avaliação de Délber Lage, diretor de Soluções para RH da Serasa Experian, os dados mostram que a dificuldade de equilibrar o orçamento não é uma situação pontual para uma parcela relevante dos trabalhadores brasileiros.

“Quando mais da metade chega ao fim do mês sem recursos suficientes para cobrir todas as despesas e esse cenário praticamente não se altera de um ano para o outro, vemos uma pressão persistente sobre a saúde financeira. Além de comprometer a capacidade de lidar com imprevistos, essa falta de margem pode levar à busca por alternativas para complementar a renda ou financiar despesas do dia a dia”, diz Lage.

Vida pessoal rotina profissional afetadas

Na vida pessoal, entre os entrevistados que passaram ou ainda passam por problemas financeiros nos últimos cinco anos, 44% apontam irritabilidade e outros 44%, insônia como consequências da situação.

Além disso, outros impactos citados foram alterações acentuadas de peso, depressão, dores físicas e isolamento social. Segundo a Serasa Experian, os resultados mostram que a pressão sobre o orçamento ultrapassa o momento de pagar as contas e afeta diferentes aspectos do bem-estar.

No ambiente profissional, os reflexos aparecem de forma específica: 51% relatam estresse no trabalho e 46%, exaustão extrema e esgotamento físico. Além disso, 35% mencionam diminuição da atenção e 33%, queda de produtividade.

Continua depois da publicidade

Lage lembra que, com a nova redação da NR-1, os fatores psicossociais relacionados ao trabalho passaram a ser expressamente considerados no gerenciamento de riscos ocupacionais. “Isso não significa enquadrar a vida financeira individual no PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos), mas reconhecer que seus reflexos podem aparecer no expediente.”

A datatech diz que, diante de sinais como estresse, exaustão, perda de atenção e queda de produtividade, empresas e lideranças precisam atuar de forma coordenada para compreender as diferentes realidades financeiras dos seus profissionais. E, a partir desse diagnóstico, promover educação financeira e oferecer benefícios e soluções de bem-estar financeiro, incluindo alternativas de crédito responsável que contribuam para prevenir o agravamento das dificuldades financeiras.

Alimentação e contas da casa

Entre os trabalhadores que não chegam ao fim do mês com dinheiro suficiente, os gastos essenciais são os que mais pressionam o orçamento. Alimentação foi citada por 78% dos respondentes e contas da casa, como luz, água e gás, por 72%.

Continua depois da publicidade

Na sequência, aparecem financiamentos de imóveis ou veículos (44%), roupas, utilidades e outros itens de consumo (43%), empréstimos (33%) e estudos (22%). Os resultados mostram que a insuficiência de recursos é formada por uma combinação de despesas cotidianas indispensáveis e compromissos já assumidos, o que reduz a capacidade de formar reservas e absorver imprevistos.

Metodologia

A Pesquisa de Saúde Financeira dos Trabalhadores 2026 ouviu 1.008 profissionais de empresas públicas e privadas, incluindo trabalhadores com vínculo CLT e pessoas que atuam como Pessoa Jurídica.

As entrevistas foram realizadas por meio de painel on-line entre os dias 12 e 30 de junho de 2026. A margem de erro do estudo é de 3,1 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.

Continua depois da publicidade

Para a comparação histórica, a edição de 2024 ouviu 802 trabalhadores, enquanto a de 2025 contou com 1.029 participantes. Em 2025 e 2026, foi utilizado um painel de respondentes diferente daquele adotado em 2024.



Veja matéria completa!

Cookie policy
We use our own and third party cookies to allow us to understand how the site is used and to support our marketing campaigns.

Hot daily news right into your inbox.