Categorias
matogrossodosul politica_ms

Morre “PQD”, líder do Comando Vermelho no Rio de Janeiro


O criminoso conhecido como “PQD“, apontado como uma das principais lideranças do CV (Comando Vermelho), morreu após ser baleado em confronto com a polícia na comunidade Gardênia Azul, na zona Sudoeste do Rio de Janeiro. Na ação da manhã desta terça-feira (18), ele chegou a ser preso e socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

Pierry Sá da Silva era apontado como integrante da “Equipe Astro” e um dos maiores homens de guerra da facção carioca.

De acordo com a Polícia Civil, ele exercia a função de “frente” das bocas de fumo nas comunidades da Gârdenia Azul e Cidade de Deus. O traficante seria responsável por coordenar a expansão territorial da facção carioca na região.

Além disso, “PQD” tinha papel de liderança armada e atuava diretamente na mobilização de criminosos, na coordenação de ataques e no planejamento de ações violentas voltadas à expansão territorial do Comando Vermelho na zona Sudoeste.

O homem tinha dois mandados de prisão em aberto e ao menos três anotações criminais.

Entre as recentes ofensivas das quais o criminoso participou estão as disputas territoriais em Curicica, Camorim e na comunidade Asa Branca, além da articulação de sucessivas tentativas de invasão da comunidade de Rio das Pedras, região considerada estratégica pela organização criminosa.

Ainda na ação desta manhã, um segundo integrante da quadrilha de “PQD”, que tinha um mandado de prisão em aberto pelo crime de roubo, também foi preso.



Veja a matéria completa

Categorias
economia

Busca de empresas por crédito cresce 9,2% em 12 meses até junho, diz Serasa Experian







A busca das empresas brasileiras por crédito registrou crescimento de 9,2% no acumulado dos últimos 12 meses até junho, segundo o Indicador de Demanda das Empresas por Crédito da Serasa Experian.

Na comparação entre junho de 2026 e o mesmo mês de 2025, a demanda por crédito das empresas cresceu 6,6%.

Leia também: Carteira de crédito cresceu 0,8% em junho, puxada por empresas, diz Febraban

Na análise por porte, as micro e pequenas empresas (MPEs) registraram variação de 9,2% em 12 meses, a mais elevada entre os grupos analisados. Na sequência, aparecem as grandes empresas (7,8%) e as médias (7,4%).

Já na comparação entre os meses de junho de 2025 e 2026, as grandes empresas registraram a maior variação (10,0%), seguidas pelas micro e pequenas empresas (6,6%) e pelas médias empresas (6,2

Na análise por setores, a “Agropecuária” apresentou o maior crescimento interanual (14,8%), seguida por “Serviços” (12,0%), “Indústria” (4,1%) e “Comércio” (2,1%).

Para a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, o comportamento do indicador reflete um ambiente econômico que segue desafiador para as empresas. Em nota, ela afirmou que a demanda por crédito das empresas segue em um patamar elevado, mesmo em um ambiente de juros ainda restritivos e de desaceleração da atividade econômica.

“Esse comportamento evidencia que o crédito continua desempenhando um papel importante na sustentação das operações das empresas, especialmente para atender necessidades de capital de giro e gestão do fluxo de caixa. Entre as micro e pequenas empresas, essa necessidade tende a ser ainda mais evidente, diante dos desafios de equilibrar recebimentos, pagamentos e preservar a liquidez do negócio”, explicou.

A economista-chefe da datatech reforça a maior dependência desse grupo em relação ao financiamento bancário para administrar o capital de giro, equilibrar o fluxo de caixa e manter a operação em um ambiente ainda marcado por custo financeiro elevado. “Ao mesmo tempo, o mercado de crédito continua operando com maior cautela do lado da oferta”, disse.

Continua depois da publicidade

Leia também: A “revolução” que pode destravar R$ 11 trilhões em crédito para empresas

Camila destacou que o ambiente de inadimplência ainda elevado leva as instituições financeiras a manterem critérios mais rigorosos na concessão, mesmo com iniciativas recentes de apoio, como programas lastreados por fundos garantidores, que ajudam a ampliar o acesso ao crédito em modalidades como capital de giro. “Esses instrumentos contribuem para dar tração às concessões, mas não alteram o fato de que o custo do crédito permanece pressionado por um ambiente de juros ainda elevados”, completa a economista-chefe da datatech.

Na análise por Unidades Federativas (UFs), a procura empresarial por crédito apresentou crescimento em praticamente todo o país ao longo dos últimos 12 meses. As maiores variações foram registradas em Mato Grosso do Sul (23,3%), Roraima (21,9%) e Paraíba (17,3%). Na sequência, também se destacaram Amazonas (16,5%) e Tocantins (13,6%). Na outra ponta, os menores resultados foram observados no Rio de Janeiro (-0,4%), Espírito Santo (3,3%) e Pernambuco (5,0%).



Veja matéria completa!

Categorias
economia

Preço da cesta básica de SP recua em julho, com pressão menor de alimentos


A cesta básica na cidade de São Paulo ficou 0,91% mais barata em julho, segundo pesquisa da Fundação Procon-SP, feita em convênio com o Dieese. O custo médio passou de R$ 1.347,26 para R$ 1.335,04 em um mês. O recuo foi essencialmente puxado pela cesta de alimentos, que mostrou queda mensal de -1,26% — os artigos de limpeza caíram 0,36%, mas os itens de higiene pessoal subiram 2,45%, na mesma comparação.

O destaque de queda em julho foi a batata, cujo preço médio caiu 24,56% (de R$ 10,87 para R$ 8,20 o quilo). De acordo com a análise dos especialistas do Procon-SP, o preço menor da batata foi provocado pelo resultado da intensa safra de inverno e da melhora na produtividade.

Leia também: Renda recorde é engolida por inflação e juros altos, que espremem bolso das famílias

Outro produto que apresentou redução no mês significativa foi a carne de primeira, cujo preço médio passou de R$ 51,46 para R$ 48,54 o quilo (-5,67%). Já o feijão carioquinha recuou de R$ 9,32 para R$ 8,96 (-3,86%).

Entre os produtos que ficaram mais baratos no período também estão o pão de forma (-3,55%), o açúcar refinado (-2,65%), o café em pó (-2,20%) e o frango resfriado inteiro (-1,68%). No caso do café, explica o Procon-SP apesar da volatilidade do mercado, as expectativas de recorde histórico na produção mundial contribuíram para a predominância de preços mais baixos nos supermercados.

Cebola sobe

Na direção contrária, a cebola teve a maior alta do mês, de 13,36%, passando de R$ 6,96 para R$ 7,89 o quilo. De acordo com a análise do órgão de defesa do consumidor, as chuvas acima da média no início de julho desaceleraram o ritmo da colheita nas principais regiões produtoras. “Posteriormente, parte dos produtores antecipou a colheita para aproveitar preços mais elevados, o que contribuiu para uma disponibilidade mais controlada do produto e valores maiores nos supermercados”, diz o Procon-SP.

Também teve aumento relevante o extrato de tomate (11,50%), o sabonete (8,29%), o alho (4,98%) e a salsicha avulsa (4,06%). O leite UHT subiu 4,03%, passando de R$ 5,46 para R$ 5,68 o litro, em razão da desaceleração do ritmo de produção da matéria-prima provocada pelas baixas temperaturas registradas no campo.

No mês, dos 39 itens que compõem a cesta, 21 apresentaram aumento de preço, 15 tiveram redução e três permaneceram estáveis.

Acumulado em 12 meses

A comparação dos preços em prazos mais amplos, no entanto, ainda mostra alguns aumentos expressivos. Entre os produtos alimentícios com maiores altas em 12 meses estão a cebola (75,33%), a batata (57,39%) e o feijão carioquinha (49,58%). Entre as maiores quedas estão o alho (-26,72%), o açúcar refinado (-20,96%) e o café em pó (-18,01%).



Veja matéria completa!

Categorias
economia

Construções de moradias iniciadas nos EUA recuam 12,4% em julho e frustram projeções


As construções de moradias iniciadas nos Estados Unidos recuaram 12,4% em julho ante a estimativa revisada de junho, para a taxa anualizada de 1,239 milhão, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira (18) pelo Departamento do Comércio.

Analistas consultados pela FactSet previam queda menor, de 6,6%.

As permissões para novas obras, por sua vez, aumentaram 5% no período, para a taxa anualizada de 1,443 milhão. O consenso da FactSet era de declínio de 0,5%.



Veja matéria completa!

Categorias
brasil destaque_home

Buzeira: por que a Justiça mandou soltar influenciador suspeito de elo com o PCC?


O influenciador digital Bruno Alexssander Souza Silva, conhecido como Buzeira, teve sua soltura concedida na segunda-feira, 17, pela Quinta Turma do Tribunal Regional Federal da 3.ª Região (TRF-3). Sob investigação desde outubro de 2025, quando foi preso no âmbito da Operação Narco Bet, Buzeira é suspeito de integrar o esquema financeiro responsável pela aquisição de um veleiro apreendido com três toneladas de cocaína.

A decisão também determinou a soltura de Rodrigo de Paula Morgado, conhecido como o “contador do Primeiro Comando da Capital (PCC)”.

O veleiro Lobo IV, alvo da investigação, foi apreendido em fevereiro de 2023 pela Guarda Costeira dos Estados Unidos nas proximidades da costa africana.

Excesso de prazo

A decisão do TRF-3, que reconheceu excesso de prazo na prisão de Morgado e Buzeira, determinou que ambos estão proibidos de deixar o País e de manter contato com os demais investigados, além de manter o bloqueio de seus bens até o término do processo

A defesa de Buzeira, conduzida pelo criminalista Eugênio Malavasi, afirmou que “a Justiça foi alcançada” e negou qualquer envolvimento do influenciador com o crime organizado. Já a defesa de Morgado, patrocinada pelo criminalista Felipe Pires de Campos, disse ao Estadão que “a decisão representa um importante reconhecimento das teses apresentadas pela defesa, especialmente quanto à desnecessidade da manutenção da prisão preventiva”.

Investigação

Segundo a Polícia Federal e o Ministério Público, Buzeira utilizou casas de apostas online, criptomoedas, “laranjas” e empresas de fachada para lavar dinheiro do tráfico de drogas. De acordo com o MPF, entre agosto de 2023 e março de 2025, Buzeira enviou pelo menos US$ 15 milhões a Morgado por meio de criptoativos.

“O esquema baseava-se na circulação das quantias por contas vinculadas a empresas fantasmas e pessoas físicas, atravessando diversas camadas artificiais de movimentação até que fossem distribuídas aos beneficiários dos atos ilegais. A ocultação da origem dos valores era viabilizada com o uso de criptoativos, posteriormente convertidos em valores monetários, fragmentados e pulverizados para os destinatários”, explica o MPF.

No caso de Morgado, é a segunda vez que ele é solto pela Justiça. Ele já havia sido preso na Operação Narco Vela, deflagrada em abril de 2025 e que serviu de base para a Operação Narco Bet. Na ocasião, foi colocado em liberdade por meio de um habeas corpus concedido durante o plantão judicial.

Quem é Buzeira

Buzeira ganhou projeção fora de sua bolha nas redes sociais depois de presentear o jogador Neymar com um cordão de ouro avaliado em cerca de R$ 2 milhões. O influenciador passou a ser alvo da polícia por envolvimento no que ficou conhecido como “jogo do bicho por meio digital”.

O influenciador se apresenta nas redes sociais como alguém bem-sucedido nos negócios digitais, mas sua rápida ascensão financeira chamou a atenção da Polícia Civil de São Paulo em 2023.

Naquele ano, durante o cruzeiro que leva o nome de Neymar, Buzeira presenteou o jogador com um colar de ouro com os algarismos “00”. “Esse é o 00 de verdade sou fã desse cara, zerei a vida 2023 concluído com sucesso”, escreveu Bruno Alexssander na legenda de uma foto ao lado do atleta.

O número faz referência à maneira como Buzeira se apresenta nas redes sociais. “Influenciador chefe B 00, sem concorrentes”, diz em seu perfil no Instagram.

Nascido em Itaquera, zona leste de São Paulo, Bruno Alexssander inicialmente sonhava em se tornar jogador de futebol. O projeto, porém, foi abandonado porque ele não tinha o porte físico adequado. Depois, passou ao que chamou de “plano B”: seguir carreira como cantor. A tentativa também não prosperou.

Longe dos gramados e dos palcos, Buzeira começou a colaborar com o negócio de comércio exterior do tio. Em meados de 2017, foi contratado por uma empresa do mesmo segmento, para a qual havia enviado currículo dois anos antes.

Em 2020, durante a primeira onda da pandemia de covid-19, ele foi demitido e passou a apostar na carreira como influenciador.

Durante a pandemia, Buzeira recebeu R$ 5,4 mil em auxílio emergencial entre abril e setembro de 2020, segundo dados do Portal da Transparência do governo federal. Foram quatro parcelas de R$ 1,2 mil e uma última de R$ 600.



Veja a Matéria Completa

Categorias
economia

Exportações de café e soja crescem, mas as do milho caem  no início de agosto


As exportações brasileiras de café verde avançaram 48,5% até a segunda semana de agosto no comparativo com o mesmo mês de 2025, com embarques médios diários de 10,1 mil toneladas, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgados na segunda-feira (17).

No acumulado do mês até a segunda semana, os embarques somaram cerca de 101 mil toneladas.

O aumento nos embarques acontece após uma queda de 5% na exportação em julho em relação ao mesmo mês do ano passado, em meio a atraso na colheita por chuvas, segundo dados da Secex.

Após reportar números de vendas externas no mês passado, exportadores afirmaram que os volumes deveriam melhorar com a chegada de mais café ao mercado.

Leia também: América Latina: como super El Niño afetará principal região exportadora de alimentos?

Milho

As exportações de milho, por outro lado, seguem fracas apesar de agosto tradicionalmente marcar um período de aceleração dos embarques com a colheita da segunda safra brasileira. Neste ano, contudo, o Brasil enfrenta maior concorrência da Argentina e Estados Unidos.

A média diária exportada de milho nas duas primeiras semanas do mês caiu 32% ante agosto do ano passado, para 221,6 mil toneladas, enquanto o volume acumulado até a segunda semana somou 2,2 milhões de toneladas.

Leia também: Frete recua em julho, mas safra de milho aquece demanda em agosto, diz Edenred

Soja

Já as exportações de soja apresentaram desempenho positivo. A média diária embarcada alcançou 468,9 mil toneladas, aumento de 5,6% em relação a agosto de 2025. No acumulado do mês até a segunda semana, as exportações totalizaram 4,69 milhões de toneladas.

Continua depois da publicidade

Na proteína animal, as exportações de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada mantiveram ritmo mais lento. A média diária embarcada caiu 26,1% em relação a agosto do ano passado, para 9,4 mil toneladas, enquanto o volume acumulado atingiu 94,4 mil toneladas até a segunda semana do mês.



Veja matéria completa!

Categorias
economia

IPC-Fipe sobe 0,04% na 2ª quadrissemana de agosto, após alta de 0,05% na 1ª prévia


O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 0,04% na segunda quadrissemana de agosto, após avançar 0,05% na primeira leitura do mês, segundo dados divulgados nesta terça-feira (18) pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Na segunda estimativa de agosto, quatro dos sete componentes do IPC-Fipe desaceleraram em relação à primeira quadrissemana: Habitação (de 0,63% para 0,44%), Saúde (de 0,14% para 0,12%), Vestuário (de 0,43% para 0,37%) e Educação (de 0,14% para 0,07%).

Por outro lado, o item Despesas Pessoais ganhou força (de 0,20% para 0,43%), Alimentação recuou menos (de -0,54% para -0,48%) e Transportes repetiu a queda anterior, de 0,23%.

Segue abaixo a variação dos componentes do IPC-Fipe na segunda quadrissemana de agosto:

Habitação: 0,44%

Alimentação: -0,48%

Transportes: -0,23%

Despesas Pessoais: 0,43%

Saúde: 0,12%

Continua depois da publicidade

Vestuário: 0,37%

Educação: 0,07%

Índice Geral: 0,04%

Continua depois da publicidade



Veja matéria completa!

Categorias
agro destaque_home

Com valor agregado, FriGol amplia vendas no mercado interno no 2º trimestre

A FriGol, quarto maior grupo frigorífico do país, ampliou a participação do mercado interno no faturamento no segundo trimestre de 2026, em um movimento que reforça a estratégia da companhia de aumentar a presença de produtos de maior valor agregado no mercado brasileiro. Entre abril e junho, o mercado doméstico respondeu por 47,6% da receita bruta da empresa, ante 43,8% no mesmo período do ano passado.

A FriGol registrou receita bruta de R$ 1,617 bilhão, alta de 56,5% na comparação anual, enquanto o volume de vendas de bovinos e subprodutos chegou a 85,6 mil toneladas, aumento de 47%. O número de bovinos abatidos também cresceu 45,9%, ficando em 225,5 mil cabeças.

No mercado doméstico, o faturamento alcançou R$ 769,5 milhões no segundo trimestre, crescimento de 70,5% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado superou o avanço registrado nas exportações, que tiveram faturamento de R$ 847,6 milhões, alta de 45,6%.

Segundo Luciano Pascon, CEO da FriGol, o desempenho do mercado brasileiro surpreendeu positivamente a companhia ao longo do ano. De acordo com o executivo, a empresa encontrou um mercado resiliente, capaz de absorver preços mais elevados em um cenário de valorização do boi.

“A gente teve uma surpresa muito positiva com o mercado interno. Vimos desde o início do ano preços muito firmes, conseguindo na maior parte dos momentos repassar preços, em razão da alta da arroba do boi”, informou em entrevista à CNN.

A companhia vem buscando elevar a participação de linhas especiais e cortes de maior qualidade dentro do mix comercial. A apresentação de resultados mostra que as linhas especiais representaram 21% das vendas domésticas no segundo trimestre, contra 24% em 2025. Apesar da oscilação, a participação permanece bem acima dos 13% registrados em 2021.

A companhia também trabalha para aumentar a disponibilidade dessas linhas por meio de uma classificação mais rigorosa das carcaças. Segundo o executivo, a FriGol tem utilizado inteligência artificial para tornar a avaliação mais homogênea e identificar animais capazes de gerar produtos com características superiores.

“Cada dia mais classificamos carcaças de qualidade superior para produzir mais volume de linhas especiais”, afirmou o executivo.

A aposta está ligada à percepção da empresa de que o consumidor brasileiro está mais disposto a buscar produtos com atributos como maciez, sabor, coloração e acabamento. Nesse contexto, entram marcas e linhas como FriGol Angus, FriGol Chef, BBQ Secrets e o Açougue Completo.

No balanço da companhia aponta que a linha FriGol Angus como voltada a produtos com maior acabamento de gordura e marmoreio, enquanto a FriGol Chef reúne cortes selecionados e padronizados para o churrasco.

Açougue Completo ganha escala

Uma das principais apostas para ampliar a presença no varejo é o projeto Açougue Completo. A iniciativa envolve parcerias com supermercados para reorganizar a área de açougue, incluindo comunicação visual, desenvolvimento de produtos, apresentação dos cortes e oferta de produtos selecionados.

O projeto passou de 60 lojas no ano passado para 75 unidades atualmente, segundo Pascon. A lógica é aumentar a atratividade do ponto de venda e, ao mesmo tempo, reduzir perdas para o supermercadista.

Segundo o CEO, a apresentação dos produtos pode estimular o consumidor a levar mais de um corte. “O consumidor compra com os olhos”, afirmou.

A estratégia também permite à FriGol trabalhar com produtos padronizados e de maior qualidade, criando uma relação mais próxima com o varejo e aumentando o valor gerado em cada ponto de venda.

Atacarejos e distribuição regional entram na estratégia

Além dos supermercados, a companhia identifica espaço para crescimento no atendimento a atacadistas e atacarejos. Segundo Pascon, esses clientes passaram a buscar não apenas o produto, mas também os serviços associados ao fornecimento da FriGol.

A empresa já trabalha com um polo no Sudeste e outro no Nordeste e está estruturando uma nova frente de distribuição no Noroeste. A operação contempla clientes do noroeste de Mato Grosso, Rondônia, Acre, Manaus e Boa Vista, em Roraima.

Para a companhia, a expansão regional cria oportunidade para oferecer produtos com maior qualidade, regularidade de fornecimento e garantia sanitária.

Mercado interno ganha importância com mudança no mix

O aumento da participação doméstica ocorre em um momento em que a FriGol também trabalha para diversificar os destinos da produção. No segundo trimestre, o mercado externo ainda respondeu por 52,4% do faturamento, mas perdeu espaço em relação aos 56,2% registrados um ano antes.

No acumulado de doze meses até o segundo trimestre, a companhia registrou faturamento bruto de R$ 5,1 bilhões, alta de 26,3%, com o mercado doméstico representando aproximadamente 46% da receita.

A mudança também ganha relevância diante da concentração das exportações. No segundo trimestre, a China respondeu por 75% do faturamento externo da companhia, seguida por Chile, com 5%, e Hong Kong, com 4%.

Para Pascon, a estratégia é aproveitar melhor cada parte do boi e direcionar os diferentes cortes para os mercados em que existe maior demanda e capacidade de geração de valor.

“Esse negócio você desmonta o boi e depois tem que montar as partezinhas aonde melhor elas se encaixam em termos de resultado e de demanda”, explicou.

A lógica ajuda a explicar por que a companhia pretende continuar investindo no mercado doméstico, especialmente em produtos de maior valor agregado. Em vez de depender apenas do crescimento do volume abatido, a companhia busca aumentar o retorno por meio de um mix mais sofisticado, maior eficiência industrial e uma distribuição capaz de aproximar os produtos de qualidade do consumidor final.

Mesmo com o avanço das vendas, o segundo trimestre mostrou pressão sobre as margens. O EBITDA ( Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) caiu 65,7%, para R$ 52,9 milhões, enquanto o lucro líquido teve queda de 97,5%, para R$ 2,2 milhões. A margem EBITDA passou de 15,7% para 3,4% no período.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
matogrossodosul politica_ms

Ciclone extratropical atingirá Brasil e alerta é disparado por autoridades


Um ciclone extratropical passará pelo Brasil nos próximos dias e trará para várias regiões temporais, fortes rajadas de vento e mudanças significativas nas condições do tempo.

O fenômeno se formará na noite de quarta-feira (19) sobre o Uruguai e o Rio Grande do Sul avançará pelo país para outras regiões até sábado (22).

A região Sul deve ser a mais impactada pelo sistema, com rajadas de vento de até 80 km/h. Mas mudanças no clima estão previstas por todo o país.

A partir desta quarta-feira (19), os temporais começam a ganhar força no Rio Grande Sul. A Região Metropolitana de Porto Alegre estará dentro da área de instabilidade.

A previsão aponta para chuva forte, trovoadas, queda de granizo e ventos entre 60 e 80 km/h. 

Na quinta-feira (20), o fenômeno começa a se espalhar pelo país. O ciclone passa a atingir também Santa Catarina, Paraná e sul de Mato Grosso do Sul, nestes estados há risco de ventania intensa.

Já na sexta-feira (21), o sistema avança para o Sudeste como uma frente fria.

A previsão é de rajadas de vento fortes em São Paulo e Rio de Janeiro.

*Sob supervisão de AR.



Veja a matéria completa

Cookie policy
We use our own and third party cookies to allow us to understand how the site is used and to support our marketing campaigns.

Hot daily news right into your inbox.