Categorias
economia

Membro do Fed diz que recomendaria elevar juros em setembro


O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de St. Louis, Alberto Musalem, disse, em entrevista à CNBC nesta quinta-feira, 20, que recomendaria ao Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, em inglês) aumentar as taxas de juros em setembro, caso a probabilidade de a inflação permanecer elevada continue alta.

“Não é uma orientação futura (forward guidance), mas trabalho com cenários. E este é meu cenário central, embora ainda tenhamos que ver como as coisas estarão até a próxima reunião”, disse.

Musalem, que não tem direito a voto nas decisões do FOMC neste ano, revelou que teria optado por aumentar juros já em julho. Segundo ele, é melhor começar a elevar as taxas gradualmente agora do que fazê-lo agressivamente mais tarde.

“Me preocupo porque a inflação segue acima da meta de 2% e sofreu vários choques econômicos nos últimos anos, com mais um choque de oferta previsto em breve graças ao El Niño, além de pressões persistentes de demanda”, afirmou. O dirigente notou que relatórios da distrital de St. Louis mostram que a inflação subjacente americana está entre 2,5% a 3% ao ano, bem acima do objetivo do banco central. “Temos que reduzir os preços nos próximos meses para aliviar a pressão sobre a renda real”, acrescentou.

Questionado sobre os dados da economia dos EUA em julho, Musalem apontou que não olha para uma única leitura ou um único indicador, e sim para o “quadro geral”. Ele admitiu que o payroll demonstrou fraqueza inesperada nos empregos, mas que outros pontos indicam estabilidade do mercado de trabalho junto a menor pressão inflacionária desse segmento.

O dirigente também observou que a recuperação da produtividade tende a aumentar o nível dos juros R* – ou seja, que não estimula ou limita a atividade econômica. Na visão dele, a política monetária do Federal Reserve está entre “neutra” a “acomodatícia”, em um ambiente de condições financeiras mais relaxadas.

Todos esses fatores somados ao crescimento nominal dos EUA de quase 6%, competição forte por capital entre empresas e dívida pública elevada estão contribuindo para a recente volatilidade e escalada nos juros dos Treasuries, disse Musalem, ao ser questionado. “Não é a credibilidade do Fed que está sob questão”, afirmou, acrescentando que monitora o mercado de títulos “o tempo todo”.



Veja matéria completa!

Categorias
economia

Ampliação das recompras pelo Tesouro pode complicar atuação do Fed


20 Ago (Reuters) – O chair do Federal Reserve, ⁠Kevin Warsh, prometeu que o banco central dos Estados Unidos entregará a estabilidade de preços, ⁠mas a decisão tomada na quarta-feira pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent, de dobrar as recompras de Treasuries com vencimentos mais ‌longos pode complicar qualquer esforço nesse sentido.

O Departamento do Tesouro anunciou na quarta-feira que estava dobrando o volume de suas operações de recompra de Treasuries com vencimentos entre 10 e 30 anos para US$ 4 bilhões por operação. O governo anunciou essa medida em um momento em ‌que os custos de financiamento dos Treasuries de prazo longo vêm subindo, afetando negativamente a acessibilidade ao crédito na economia global em geral.

O anúncio do Tesouro ajudou a reduzir os rendimentos, que se movem inversamente aos preços, nas negociações que se seguiram a ele.

Essa medida gerou questionamentos sobre se, atualmente, o Fed ou o Tesouro exerce maior influência sobre as condições gerais de crédito.

“Dado o desejo de Warsh de falar menos e as ações do (secretário do Tesouro, Scott] Bessent hoje, o centro de gravidade pode estar se deslocando do Fed para o Tesouro. Teremos que ver se isso continua, ⁠pois ‌seria uma grande mudança para os operadores”, disse David Russell, diretor global de estratégia de mercado da TradeStation.

Desde a crise financeira global, há duas ⁠décadas, o banco central tem utilizado a compra de ativos para acalmar os mercados e reduzir os custos dos empréstimos de longo prazo. O aumento nos rendimentos dos Treasuries tem sido chocante para os observadores do mercado e levantou dúvidas sobre se a situação é extrema o suficiente para que o Fed se envolva, mesmo com muitas questões sobre a eficácia a longo prazo do novo cronograma de recompra do Tesouro.

Warsh há muito tempo expressa ceticismo em relação ao uso da compra de ativos pelo banco central como ferramenta ​de política monetária e estabeleceu como meta fundamental reduzir o que hoje é um balanço patrimonial de US$6,8 trilhões. Mas ele também sinalizou disposição para trabalhar com o Tesouro e coordenar ações sempre que possível, o que pode tornar o líder do Fed mais aberto ​a colaborar com o Tesouro, apesar de seu desdém geral pelas grandes carteiras do Fed.

A forma como Warsh poderia agir é ainda mais complicada por sua recusa quase total em explicar o que ele acredita que está por vir para a política monetária e por sua relutância em fornecer muitas orientações sobre como ele analisa os dados para tomar decisões.

PADRÃO ELEVADO

Continua depois da publicidade

Até o momento, os participantes do mercado não veem motivos para o envolvimento do Fed.

“A barra para que o Fed intervenha com compras para estabilizar o mercado é muito alta no momento, e precisaríamos ver ‌sinais de deterioração extrema da liquidez e de disfunção do mercado, o que simplesmente não estamos ​observando”, disse Gennadiy Goldberg, chefe de estratégia de taxas dos EUA da TD Securities.

Mais importante ainda, o mercado está funcionando de forma que o Fed ainda possa administrar sua faixa da taxa de juros, o que, conforme confirmou a ata da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) de julho, divulgada na quarta-feira, é a principal ferramenta ⁠do banco central para cumprir seus mandatos de emprego e ​inflação.

Continua depois da publicidade

“Não vejo nenhum impacto na capacidade ​do Fed de controlar as taxas de juros de curto prazo”, disse Michael Feroli, economista-chefe para os EUA do J.P. Morgan.

A faixa de dívida visada pela operação ampliada de recompra ⁠do Tesouro tem grande influência sobre os custos reais de financiamento para itens ​como hipotecas e empréstimos corporativos.

Os custos de financiamento dos títulos de longo prazo atingiram o maior nível em quase duas décadas em meio a preocupações com a inflação, o apetite do governo por empréstimos e à medida que o Tesouro enfrenta concorrência das ofertas de empresas que estão expandindo intensamente a infraestrutura para inteligência ​artificial.

Continua depois da publicidade

Presumivelmente, a compra de ativos pelo Fed poderia reduzir esses rendimentos ou limitar a alta, e o banco teria mais recursos para dedicar a essa questão do que o Tesouro. Mas, como isso seria semelhante a um afrouxamento da política ​monetária, seria difícil conciliar com os esforços contínuos ⁠do Fed para reduzir a inflação, que ainda se mantém bem acima da meta de 2%.

Daleep Singh, economista-chefe global da PGIM, que também atuou no Fed de Nova York e no Departamento ⁠do Tesouro, afirmou que o que o Tesouro fez, em última análise, não altera o cenário que impulsiona a alta dos rendimentos e, embora sua ação esteja chamando a atenção para um problema real, ela o faz “sem uma estratégia confiável para resolver” a questão.

O tamanho das carteiras do Fed é importante para Warsh porque ele acredita que o Fed detém títulos em excesso e que essas carteiras distorcem os preços do mercado financeiro. Ele quer que o Fed detenha menos títulos, mas afirmou que levará tempo para alcançar esse objetivo, dada a complexidade da questão.

Continua depois da publicidade



Veja matéria completa!

Categorias
economia

Gastos do governo devoram receita extra vinda com a alta do petróleo


O país registrou uma alta na arrecadação neste ano, impulsionada por fatores temporários como a elevação dos preços do petróleo gerada pelo conflito no Oriente Médio, mas esse alívio no caixa foi consumido pelo apetite por gastos da máquina pública, que “comeu” a margem que poderia trazer alguma tranquilidade ao governo.

Entre janeiro e julho deste ano, a receita líquida avançou 6%, mas as despesas subiram 6,3% acima da inflação. Essa diferença levou a um déficit primário de R$ 81,2 bilhões no acumulado dos sete meses, de acordo com o 115º Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF), publicado nesta quinta-feira (20) pela Instituição Fiscal Independente (IFI).

“As despesas obrigatórias e discricionárias rígidas crescem, contínua e velozmente, sobre a margem de liberdade do governo para financiar e implementar programas e projetos governamentais”, afirmam os diretores. 

Os dados mostram que as pressões sobre o orçamento seguem asfixiando a capacidade de planejamento do Estado. Esse descompasso ocorre a despeito de ajuda pontual, como a queda nos custos do Bolsa Família e a aceleração do pagamento de emendas parlamentares no primeiro semestre devido à legislação eleitoral.

Deterioração das contas públicas

O relatório aponta que, formalmente, o governo atingirá o centro da meta estipulada na Lei de Diretrizes Orçamentárias, que prevê um superávit primário de R$ 34,3 bilhões, o equivalente a 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB). 

Contudo, esse cumprimento legal só se sustenta devido às deduções de despesas, que somam R$ 62,8 bilhões nos cálculos do Executivo e R$ 69,8 bilhões nas projeções da IFI. Descontadas essas exclusões permitidas por lei, o resultado primário efetivo — que de fato dita a trajetória da dívida pública — deve encerrar 2026 com um déficit de 0,4% do PIB.

A piora é atestada pela evolução do déficit estrutural, métrica que exclui os efeitos não recorrentes e as flutuações cíclicas. Até o segundo trimestre de 2026, o déficit estrutural avançou para 1,4% do PIB, o dobro do índice de 0,7% do mesmo período de 2025. A IFI alerta que, para estabilizar da dívida bruta, seria necessário um ajuste de 2,1% do PIB.

Restos a pagar

O relatório aponta que, embora o governo tenha revertido parcialmente o bloqueio de despesas no terceiro bimestre, fixando-o em R$ 17,9 bilhões, o estoque de restos a pagar de R$ 105,5 bilhões pressiona o orçamento.

O documento aponta que esse passivo impõe uma restrição “cerca de seis vezes superior ao bloqueio oficialmente reportado”, o que mostra o risco iminente de liquidez. 

Continua depois da publicidade

O limite estabelecido para o pagamento de despesas discricionárias em 2026 é de R$ 225,4 bilhões. Contudo, ao somar as autorizações do orçamento do ano aos restos a pagar inscritos, o total de obrigações bate em R$ 330,9 bilhões. 

A asfixia é ainda maior nos repasses ao Legislativo. A IFI adverte que a concentração do passivo nas emendas de bancada e de comissão é crítica, pois “o estoque dessas emendas já supera, isoladamente, todo o limite de pagamento disponível para essas rubricas em 2026”. Trata-se, segundo os diretores do órgão, de “um risco fiscal contingente que as métricas tradicionais de acompanhamento da meta não capturam”.



Veja matéria completa!

Categorias
economia

Citi vê inadimplência crescendo com orçamentos das famílias cada vez mais apertados


SÃO PAULO, 20 ⁠Ago (Reuters) – Analistas do ⁠Citi esperam continuidade na ‌alta da inadimplência no país, acrescentando que o paradoxo do ‌atual ciclo é simples: mais crédito, mais transferências e mais liquidez já não são suficientes para evitar ⁠o ‌aumento do estresse financeiro ⁠das famílias.

‘A inadimplência está aumentando apesar de um ambiente altamente favorável. As transferências do governo cresceram, o crédito ​continua amplamente disponível, as concessões de empréstimos seguem ​fortes e a liquidez do sistema é abundante. Ainda assim, o desempenho de pagamento das famílias continua ‌se deteriorando. Acreditamos ​que isso reflete uma pressão crescente sobre os orçamentos domésticos’, afirma o ⁠relatório ​assinado por ​Gustavo Schroden e equipe.

Eles também destacaram ⁠que as famílias ​dependem cada vez mais de crédito e de apoio à ​renda para sustentar o consumo, enquanto sua capacidade ​subjacente ⁠de pagamento está enfraquecendo.

‘Como resultado, esperamos que ⁠o ciclo de inadimplência continue, com os empréstimos inadimplentes provavelmente avançando nos próximos trimestres.’



Veja matéria completa!

Categorias
brasil destaque_home

TSE recebe mais de mil denúncias de propaganda eleitoral irregular


A Justiça Eleitoral já recebeu 1.103 denúncias de suspeita de propaganda eleitoral irregular por meio do Pardal, plataforma criada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para ampliar a fiscalização no período. Os registros, contabilizados até esta quarta-feira (19), foram feitos desde o início da campanha eleitoral no último domingo (16).

De acordo com o TSE, São Paulo concentra o maior volume de reclamações, com 193 ocorrências. Na sequência aparecem Pernambuco, com 106 registros; Paraná, com 102; Rio Grande do Sul, com 95; e Minas Gerais, com 89. Entre os cargos citados nas denúncias, candidatos a deputado estadual lideram, com 424 registros, seguidos por deputados federais (325), partidos, coligações ou federações (150) e governadores (79).

O impulsionamento de conteúdo é, até agora, o principal motivo das denúncias, responsável por 339 registros, o equivalente a 30,73% do total. As ocorrências relacionadas à internet somam outras 289 reclamações, ou 26,2%, enquanto casos envolvendo bens públicos representam 105 registros. Também há denúncias sobre bens particulares, propaganda antecipada, banners e cartazes, boca de urna, comícios e uso irregular de equipamentos de som, entre outras situações.

Do total recebido pelo Pardal, 596 denúncias, correspondentes a 54%, permanecem em análise. Outras 383 foram baixadas do sistema, enquanto 124 acabaram encaminhadas ao Processo Judicial Eletrônico (PJe). A ferramenta permite que eleitores relatem possíveis infrações e apresentem fotos, vídeos, áudios ou links que possam ajudar na apuração.

Com registrar denúncia

Para utilizar o sistema, é necessário se identificar por meio do e-Título ou da plataforma Gov.br. A identidade do denunciante, porém, é preservada sob sigilo. Após o envio, é gerado um protocolo que permite acompanhar o andamento da ocorrência, que passa pela análise da Justiça Eleitoral para a adoção das medidas consideradas cabíveis.

O Pardal possui três módulos. O aplicativo móvel, disponível para celulares e tablets, é utilizado pelos eleitores para fazer os registros; o Pardal ADM é destinado ao gerenciamento interno das denúncias pela Justiça Eleitoral; e o Pardal Web reúne as estatísticas das ocorrências.

Casos que não estão dentro do escopo da ferramenta são direcionados aos canais responsáveis. Denúncias sobre desinformação que possa comprometer a integridade das eleições são encaminhadas ao Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (Siade), enquanto relatos de crimes eleitorais e outros ilícitos podem ser apresentados ao Ministério Público Eleitoral.



Veja a Matéria Completa

Categorias
economia

Pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA caem na última semana


Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 6.000, para 206.000 em dado com ajuste sazonal, ⁠na ‌semana encerrada em 15 ⁠de agosto

20 Ago (Reuters) – O ⁠número de norte-americanos que ⁠solicitaram auxílio-desemprego diminuiu na semana passada, ‌sugerindo que o mercado de trabalho permanece estável apesar de uma ‌queda inesperada no número de empregos em julho.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 6.000, para 206.000 em dado com ajuste sazonal, ⁠na ‌semana encerrada em 15 ⁠de agosto, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira. Economistas consultados pela Reuters previam 210.000 pedidos para a última semana.

Os pedidos ​estão oscilando na faixa inferior do intervalo de 189.000 a ​230.000 para este ano, indicando que as demissões continuam baixas, mesmo com um ritmo moderado de contratações. A taxa de ‌desemprego nos EUA recuou ​novamente no mês passado para 4,1%, um nível historicamente baixo.

A estabilidade do mercado de ⁠trabalho, aliada ​a ​sinais de inflação moderada, se mantida, poderia permitir ⁠que o Federal ​Reserve mantenha as taxas de juros inalteradas em setembro.

O número de pessoas ​que receberam auxílio-desemprego após a primeira semana de auxílio, um ​indicador ⁠de contratações, aumentou em 18 mil, para 1,799 ⁠milhão em dado ajustado sazonalmente, durante a semana encerrada em 8 de agosto, segundo o relatório de pedidos de auxílio-desemprego.



Veja matéria completa!

Categorias
brasil destaque_home

Ciclone extratropical chega ao Brasil nesta quinta; veja previsão


Um ciclone extratropical formado na costa do Rio Grande do Sul chega ao Brasil nesta quinta-feira (20) e influencia as condições do tempo principalmente na Região Sul. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o sistema provoca chuva, trovoadas e rajadas de vento e começa a avançar em direção ao Paraná e a Santa Catarina.

A atuação do ciclone ocorre junto ao avanço de uma frente fria, que provoca queda nas temperaturas no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, no Paraná e no sudoeste de Mato Grosso do Sul.

No Sul, as temperaturas mínimas podem ficar abaixo de 10°C no sul do Paraná, oeste de Santa Catarina e em grande parte do interior do Rio Grande do Sul. Em Curitiba, a máxima prevista é de 27°C.

No Rio Grande do Sul, onde o ciclone se formou, há previsão de chuva, trovoadas e ventos fortes. O sistema se desloca para o oeste e o sul do Paraná e de Santa Catarina ao longo desta quinta-feira.

Previsão para as demais regiões

Na Região Sudeste, o avanço da frente fria aumenta a nebulosidade no norte e leste de Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e litoral sul de São Paulo. Nas demais áreas, o tempo permanece com poucas nuvens, baixa umidade e calor.

No Rio de Janeiro, a máxima prevista é de 32°C. Nas áreas serranas de Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo, as temperaturas mínimas podem chegar a 9°C.

Na Região Norte, áreas de instabilidade continuam atuando no Acre e no oeste e noroeste do Amazonas, com previsão de pancadas de chuva e trovoadas. Também há possibilidade de chuva isolada no norte do Pará, Amapá, Roraima, norte e centro do Amazonas e em Rondônia.

Ao mesmo tempo, o tempo seco predomina no sudeste do Amazonas, sul do Pará e Tocantins. Nessas áreas, o Inmet mantém alerta laranja para baixa umidade relativa do ar, com índices entre 20% e 12%.

O calor também permanece intenso na maior parte da Região Norte. Entre as capitais, Palmas pode registrar máxima de 38°C. Rio Branco e Porto Velho têm mínima prevista de 23°C.

No Centro-Oeste, o alerta laranja de perigo para baixa umidade permanece sobre grande parte de Mato Grosso, norte e leste de Mato Grosso do Sul, oeste e sul de Goiás e Distrito Federal.

No noroeste de Mato Grosso, sudeste de Mato Grosso do Sul e demais áreas de Goiás, há aviso de perigo potencial para baixa umidade, com índices entre 30% e 20%.

A previsão indica máxima de aproximadamente 32°C em Cuiabá e mínima de 15°C em Brasília.

No Nordeste, o tempo seco continua no sul do Maranhão, sul do Piauí e oeste da Bahia, onde há aviso de perigo potencial para baixa umidade relativa do ar, com índices de até 20%.

Também há previsão de chuvas isoladas entre o centro-norte do Maranhão, Piauí e Ceará e na faixa leste e no litoral do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e litoral norte da Bahia.

Nas áreas litorâneas e na faixa leste, a ocorrência de chuva favorece temperaturas mais amenas. Salvador e Aracaju devem registrar mínima de 23°C, enquanto Teresina pode ter máxima de 36°C.

*Com informações da Agência Brasil



Veja a Matéria Completa

Categorias
brasil destaque_home

Ônibus atinge asa de Boeing 737 durante embarque no Aeroporto de Guarulhos


Um Boeing 737 Max 8 da Gol foi atingido por um ônibus durante o embarque de passageiros na manhã desta quarta-feira (19), no Aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo. O avião seria utilizado no voo G3 7480, com destino a Assunção, no Paraguai.

Segundo a companhia, o avião teve a ponta da asa esquerda atingida por um ônibus da administradora do aeroporto antes da decolagem. “Em razão da ocorrência, uma outra aeronave foi designada para o voo”, informou a Gol, acrescentando que as medidas adotadas tiveram como prioridade a segurança da operação

Imagens divulgadas por passageiros nas redes sociais mostram a aeronave já após o incidente, com a ponta da asa esquerda sobre o ônibus que atingiu o avião. A GRU Airport, concessionária responsável pelo aeroporto, confirmou que um veículo operacional teve contato com uma aeronave durante uma manobra no pátio.

“Após a ocorrência, a aeronave foi retirada de operação para inspeção e manutenção, conforme os protocolos de segurança”, afirmou a concessionária.



Veja a Matéria Completa

Categorias
economia

PBoC mantém principais taxas de juros (LPRs) inalteradas


O Banco Popular da China (PBoC, na sigla em inglês) manteve as principais taxas de juros inalteradas, segundo comunicado divulgado na quinta-feira, 20 (pelo horário local).

A taxa de juros de referência para empréstimos (LPR, na sigla em inglês) de 1 ano foi mantida em 3% ao ano, enquanto a de 5 anos permaneceu em 3,5% ao ano. Os juros seguem no mesmo nível desde maio de 2025.

Pequim tem relutado em reduzir as taxas de juros de referência tradicionais. Em vez disso, vem utilizando medidas estruturais e instrumentos de liquidez de curto prazo.



Veja matéria completa!

Categorias
economia

Desenrola até ajuda no bolso, mas endividamento só muda com corte estrutural de juros


O aumento da inadimplência e do endividamento dos brasileiros têm raiz estrutural no ambiente macroeconômico e soluções como o programa Desenrola ajudam no curto prazo, mas não mudam as condições que levam as pessoas a se afogar em dívidas, de acordo com análises de especialistas ouvidos pelo InfoMoney.

Dados da Confederação Nacional do Comércio (CNC) apontam que 80,9% das famílias têm algum tipo de dívida, 29,7% estão com alguma conta em atraso e 12,3% dizem não ter condições de pagar os boletos. Segundo a Serasa, em julho, 83,9 milhões de pessoas estavam inadimplentes, sendo o cartão de crédito o principal motor do superendividamento. 

Em meio a este cenário, o governo lançou o segundo programa Desenrola, para tentar aliviar o bolso dos brasileiros. O balanço do governo aponta que, em três meses, foram renegociados R$ 44,1 bilhões em dívidas de famílias e empresas, com desconto médio de 82%. Comparado ao programa anterior, a adesão é recorde. 

Leia também: Para mais da metade dos trabalhadores do país, sobra mês no fim do salário

Adesão recorde não ataca raiz da inadimplência 

Apesar de muitos inadimplentes estarem tentando sair do vermelho com o Desenrola, a avaliação de especialistas é de que ele não atua sobre o cerne do problema e, por isso, não deve diminuir substancialmente o índice de inadimplência. “O que está acontecendo é que o Desenrola atua principalmente sobre o estoque de dívidas antigas, mas a inadimplência continua sendo alimentada por novos atrasos”, avalia André Braz, coordenador dos Índices de Preços do FGV/Ibre. 

“É como tentar esvaziar uma banheira com a torneira aberta. O programa ajuda a retirar parte da água, mas o estoque não diminui se novas dívidas continuam entrando no sistema”, diz Braz.

O pesquisador do FGV/Ibre João Mário de França, que acompanha o programa de perto, avalia que, com o ambiente macroeconômico inalterado, a tendência é que a dívida volte a tirar o sono do brasileiro assim que ele precisar tomar um novo empréstimo. “O programa acaba com a dívida em atraso, mas quando essas famílias precisam tomar empréstimo de novo, elas caem mais uma vez nos juros altos”, explica. 

França destaca que o cenário de taxa básica de juros elevado penaliza, principalmente, as famílias, já que governo e grandes empresas conseguem se financiar com condições diferenciadas. “O governo consegue tomar dívida por meio dos títulos públicos. As grandes empresas têm títulos privados e debêntures, por exemplo. Mas, quando você olha para as famílias, sobra para elas o crédito mais caro, ligado ao crédito não consignado, cheque especial, rotativo do cartão”, explica.

França afirma que é preciso ter uma melhora na incerteza fiscal para que haja uma redução contínua de todas as taxas de juros, que são elevadas pela taxa Selic. 

Continua depois da publicidade

Em junho, a taxa média de juros do crédito pessoal não consignado sem garantias estava em 149,5%; o cheque especial, em 139,8%; e o rotativo do cartão, em 442,4% ao ano, segundo o Banco Central.

Crédito fácil nas fintechs eleva inadimplência

Outro ponto que contribui para o aumento da inadimplência é a facilidade de acesso a crédito por meio de plataformas digitais. França destaca que a oferta pulverizada de empréstimos por essas instituições estimula a tomada de crédito pelas famílias de forma insustentável. “O crédito está muito facilitado pelas fintechs, e isso estimula muitas pessoas a tomarem empréstimos”, afirma.

Segundo França, essas financeiras muitas vezes operam com um controle reduzido sobre as garantias oferecidas pelos clientes na hora da concessão do empréstimo, porque o modelo de negócios se baseia na pulverização do risco, compensando a inadimplência com a cobrança de juros excessivos dos pagadores. 

Continua depois da publicidade

“Eles [as fintechs] preferem emprestar para uma quantidade de gente muito grande porque, como a taxa de juros é muito elevada, isso absorve as perdas de quem não vai pagar”, explica o pesquisador.

A consequência direta dessa dinâmica é o agravamento das dívidas familiares. Para interromper esse ciclo contínuo de inadimplência, o especialista avalia que as autoridades financeiras precisam intervir na forma como essas empresas liberam recursos, melhorando a regulação do setor.

Enquanto isso, nos bancões, os dados do Banco Central apontam que a oferta de crédito está mais rigorosa, justamente para evitar calotes em meio a um ambiente macroeconômico desafiador. Em um índice que vai de -2 a +2 e que aponta o apetite pela concessão de crédito, os bancos apontaram que a tolerância ao risco foi de -0,18 para -0,41, o que indica um avanço considerável em relação à deterioração das expectativas de pagamento.

Continua depois da publicidade

Leia também: Itaú, Bradesco, Santander e BB: o que balanços do 2T dizem sobre cautela do setor?

No contexto macroeconômico, o Brasil passa por um período de mercado de trabalho aquecido, com taxas de desemprego em mínimas históricas e renda média em alta. Deveria ser o suficiente para manter as contas em dia, mas este cenário pressiona a inflação e eleva o custo de vida, especialmente dos mais pobres, avalia Andrea Angelo, estrategista de inflação da Warren Investimentos.

Nesse contexto, apostas do governo como o programa Desenrola tem performado “aquém do esperado”. Angelo cita que, em conversas com o Ministério da Fazenda, foi avaliado que a adesão ao programa não tem acompanhado o ritmo necessário para reverter o quadro de endividamento. 

Continua depois da publicidade

Entre os motivos para esse descompasso, ela cita que muitos potenciais beneficiários hesitam em aderir ao programa por medo das contrapartidas, que incluem retirar o CPF do acesso a plataformas de apostas, para que o alívio econômico não se transforme em outra dívida. 

Além disso, Angelo avalia que, mesmo em um ambiente com ganhos reais de salário, o espaço financeiro das famílias ainda é limitado para priorizar a renegociação de dívidas antigas, já que o aperto é para pagar até o consumo imediato. 

Para Angelo, o fracasso parcial na adesão ao Desenrola revela que o aumento da renda nominal não é suficiente para resolver o problema da inadimplência se a confiança do consumidor e as condições de crédito não caminharem na mesma direção.

Gastos do governo e juros altos jogam contra

Para os próximos anos, as projeções afastam a perspectiva de um alívio rápido no custo de vida. Andreia Angelo aponta que a trajetória da inflação e dos juros dependerá de fatores de risco iminentes, como os efeitos climáticos severos do El Niño e os desdobramentos de pautas legislativas. 

Há também o temor em relação à fuga de capitais ligada ao risco fiscal, o que pode depreciar o câmbio e forçar o Banco Central a manter a taxa Selic mais alta por mais tempo, impactando diretamente o setor de serviços e a atividade econômica.

Diante desse horizonte, o alívio temporário do programa do governo não reestrutura o bolso dos brasileiros. “Para produzir uma redução mais duradoura [da inadimplência], a renegociação precisa ser acompanhada de parcelas compatíveis com a renda, recuperação do orçamento familiar e menor necessidade de recorrer novamente ao crédito caro”, afirma Andre Braz.



Veja matéria completa!

Cookie policy
We use our own and third party cookies to allow us to understand how the site is used and to support our marketing campaigns.

Hot daily news right into your inbox.