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determinação judicial de reintegração de posse na MS-384, em Antônio João – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul


A Justiça de Mato Grosso do Sul determinou a reintegração de posse de uma área pertencente ao Estado, localizada na faixa de domínio da rodovia MS-384, nas proximidades do município de Antônio João. A medida atende a pedido formulado pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul).

A decisão foi proferida pela 2ª Vara Cível da Comarca de Ponta Porã, no âmbito da ação de reintegração e manutenção de posse registrada sob o número 0801517-66.2025.8.12.0019.

Além da inclusão de novos ocupantes no polo passivo do processo, a decisão também abrange a citação de integrantes de movimentos sociais mencionados nos autos, entre eles representantes da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetagri), do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e do Movimento Social da Agricultura Familiar (MSAF).

Segundo o entendimento judicial, a área integra o patrimônio público estadual e está situada na faixa de domínio da rodovia, condição que impede sua ocupação sem autorização formal do poder público.

Na decisão, a magistrada destacou o entendimento consolidado do Superior Tribunal de Justiça (STJ), segundo o qual a posse de bens públicos decorre do próprio domínio exercido pelo ente estatal, dispensando a demonstração de posse anterior.

Também foi determinada a expedição do mandado de reintegração de posse, bem como a concessão de prazo de 15 dias para a apresentação de defesa pelos ocupantes citados no processo.

Comunicação Seilog



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Vídeos mostram incêndio que atingiu indústria de Itaquaquecetuba, em SP; veja


Um incêndio de grandes proporções atinge uma indústria na tarde desta terça-feira (4) em Itaquaquecetuba, região metropolitana de São Paulo. Não há registro de vítimas até o momento.

O Corpo de Bombeiros informou que 18 viaturas estão empenhadas no combate às chamas, que atingem uma indústria na Estrada do Bonsucesso, em Rio Abaixo.

Segundo a corporação, informações preliminares indicam a existência de 24 tanques de solventes, com capacidade de 31 metros cúbicos cada, no local. Parte deles foi atingida pelas chamas, mas não há informação sobre quantos.

A Defesa Civil informou que outras indústrias próximas ao local do incêndio foram esvaziadas. Até o momento, não houve necessidade de deslocar moradores devido a distância da fábrica.

Veja vídeos:



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Retração mais forte na indústria em junho pode contribuir para a calibração dos juros


A queda na produção industrial acima do esperado pelo mercado em junho, que aconteceu de forma disseminada nos setores pesquisados pelo IBGE, é uma prova dos efeitos da política monetária contracionista sobre a atividade econômica e vai reduzir a contribuição da indústria para composição do PIB no 2º trimestre, alertam os economistas.

Mas ainda que a perda de fôlego atue para ajudar o Copom no ciclo de calibração dos juros, por conta de uma menor pressão inflacionária, algumas casas de investimentos resistem em revisar suas projeções para uma Selic abaixo de 14% ao final do ano.

Em junho, a produção industrial recuou 1,8%, muito abaixo do consenso dos analistas, que esperavam um recuo de 0,9%. Frente a junho de 2025, a indústria cresceu 1,7%, acumulando alta de 1,5% no ano, enquanto nos últimos 12 meses acumula avanço de 0,7%.

Leia também: Produção industrial no Brasil cai 1,8% em junho e frustra projeções do mercado

André Valério, economista sênior do Inter, destacou em sua análise a forte contribuição negativa da indústria extrativa, que vinha bem no 1º trimestre do ano, mas que recuou 5,9% no mês, somando assim seu segundo mês consecutivo de queda.

Além disso, todas as quatro categorias econômicas pesquisadas apresentaram queda em junho, com destaque para os bens de consumo não duráveis (-4,1%) e os bens de consumo duráveis (-3,2%.). A categoria de bens de capital manteve sua trajetória de queda (-1,1%), recuando pelo terceiro mês consecutivo, enquanto os bens intermediários também caíram 1,1%, puxados pela forte queda na produção de combustíveis.

No acumulado em 12 meses, com exceção dos bens intermediários, todas as categorias econômicas apresentam crescimento negativo, com destaque para bens de capital que acumula queda de 4,6%, um indicativo de que as condições financeiras adversas tem sido um empecilho para atividade industrial.

“Com o resultado de junho, a produção industrial deverá ser uma contribuição tímida para o PIB do 2º trimestre. O crescimento da indústria no 2º trimestre de acordo com a PIM-PF foi de 0,35%, bem abaixo dos 1,37% observados no 1º trimestre, e muito influenciado pelo bom desempenho das indústrias extrativas desde a eclosão do conflito no Irã”, comparou Valério.

Para o economista, os dados de atividade sugerem moderação do crescimento, o que, na nossa visão, contribui para o Copom continuar o ciclo de calibração da Selic. “Esperamos novo corte de 25 pontos base amanhã e em todas as reuniões restantes desse ano, levando a Selic a 13,25% ao final de 2026”, estimou.

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Perda de tração no 2º trimestre

A análise da XP também comparou o desempenho do 2º trimestre com os três primeiros meses do ano, período que a casa de investimentos denominou como “Sonho de Uma Noite de Verão”. Foi destacado que a produção industrial esteve virtualmente estável no 2º trimestre. “Expandiu-se apenas 0,3% em relação ao trimestre anterior no 2º trimestre, uma desaceleração acentuada face ao ganho de 1,4% registado no 1º trimestre.”

“A fraqueza foi generalizada: 16 das 25 atividades pesquisadas registaram quedas mensais. A indústria transformadora caiu 1,8% em termos mensais (+1,1% em termos anuais), enquanto a indústria extrativa diminuiu 0,6% em termos mensais, mas permaneceu como o setor com melhor desempenho em termos anuais”, mostrou a análise.

Após o revés de junho, a XP calculou que a indústria total entra no 3º trimestre com um carry-over de -1,5% em relação ao trimestre anterior, com contribuição negativa de todas as categorias

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A estimativa preliminar da XP para a produção industrial de julho está em +0,2% em termos mensais e em -0,5% em termos anuais. “Além disso, ao incorporar os valores de junho, o nosso tracker para o crescimento do PIB do 2.º trimestre de 2026 caiu de 0,47% em relação ao trimestre anterior (1,97% em termos anuais) para 0,40% em relação ao trimestre anterior (1,87% em termos anuais). Mantemos a nossa previsão do PIB para 2026 em 2,0%, sem viés.”

Leonardo Mendes, analista da Manchester Investimentos, chamou a atenção para o segundo o recuo mensal consecutivo da produção industrial e para a perda somada de 2,7 pontos entre maio e junho, o que devolveu grande parte do crescimento que tinha acontecido no acumulado desde o início do ano.

“Outro ponto importante é que bens de consumo semi e não duráveis caíram 4,1% e os bens de capital tiveram queda de 1%. Mostra uma desaceleração tanto no consumo, quanto nos investimentos mais produtivos”, afirmou.

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Mendes disse que, embora pareça um pouco ambíguo afirmar que uma desaceleração possa trazer algum ponto de vista positivo, o resultado pode liberar espaço para o Banco Central continuar a cortar os juros.

“De qualquer forma, a indústria no acumulado de 2026 ainda segue crescendo 1,5%, então mostra que não é uma contratação generalizada de economia, mas um sinal bem claro de perda de força no segundo trimestre”, comentou destacando que o cenário para o terceiro trimestre será um pouco mais contracionista, com os juros ainda altos e a eleição presidencial à porta.

Consumo não ajudou

Na opinião de Matheus Pizzani, economista do PicPay, além de efeitos mais longos, como o dos juros, chamou atenção em junho que o dado negativo da PIM não contou com impactos positivos de curto prazo que eram esperados, como a queda da inflação de alimentos e o fator sazonal relacionado à chegada do inverno – que traz maior dinamismo do setor de vestuário.

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Ele disse que esses fatores deveriam gerar maior impulso para o resultado do subgrupo de bens semi e não duráveis, mas que eles acabaram sofrendo retração de 4,1% no período, o terceiro consecutivo – o que consolidou a contribuição negativa para a indústria e para o PIB do segundo trimestre proveniente desta categoria específica. 

Pizzani também citou que outro ponto importante da PIM divulgada hoje foi a segunda queda consecutiva da indústria extrativa, setor que também não foi capaz de materializar a expectativa benigna que cercava seus resultados recentes em função da atual situação geopolítica internacional.

“Em maio, este segmento já havia sofrido retração, com queda de 2,6%. A explicação passa tanto pela demanda relativamente mais fraca de produtos importantes para o setor, como o minério de ferro, bem como a possível utilização de estoques em outros segmentos, algo que causaria redução natural da produção de bens finais mesmo em um cenário de preços mais atrativos”, explicou.

Ele argumentou ainda o dado de hoje reforça a perspectiva de uma contribuição neutra ou, no limite, negativa do setor industrial para o resultado do PIB no 2º trimestre.

Esse fator aliado ao desempenho mais ameno dos demais setores, comércio e serviços, e, principalmente, a trajetória mais moderada do mercado de trabalho nos últimos meses, deve impedir a retomada das discussões sobre hiato do produto e eventuais pressões inflacionárias advindas do nível de atividade econômica, permitindo a manutenção do ciclo de calibragem de juros por parte do Banco Central, disse o economista.

“Seguimos projetando alta de 0,4% para o PIB do segundo trimestre e 1,70% para o consolidado do ano, motivado pelo arrefecimento dos setores mais sensíveis às variações dos ciclos econômicos, como é o caso da própria indústria.”

“No caso da política monetária, a combinação dos elementos citados com o arrefecimento marginal da inflação tendem a funcionar como pilares para a continuidade da calibragem da Selic, cujo patamar terminal em 2026 é projetado por nós em 13,50%.”

Na visão de Claudia Moreno, economista do C6 Bank, a perspectiva é que a produção industrial continue perdendo fôlego nos próximos meses, refletindo principalmente o desempenho mais fraco da indústria de transformação. “Na outra ponta, a indústria extrativa deve seguir em expansão, oferecendo algum suporte ao setor industrial como um todo. Nossa projeção é que a produção industrial encerre 2026 com um leve crescimento em relação ao ano passado”, ponderou.

A economista disse ainda que o dado mais fraco da indústria em junho corrobora a leitura de que a atividade econômica está em desaceleração, embora esse processo deva ocorrer de forma gradual. Além disso, o mercado de trabalho continua aquecido, a renda segue crescendo e as medidas de estímulo promovidas pelo governo, como os incentivos à concessão de crédito, devem ajudar a sustentar a economia nos próximos trimestres. “Nossa expectativa é que o PIB cresça 1,7% em 2026.”

Sobre o que isso pode representar para os juros, Claudia Moreno disse esperar que a projeção do Banco Central para a inflação no horizonte relevante, que é usada como referência na definição da política monetária, fique próxima da meta, o que deve permitir uma redução de 0,25 ponto percentual na taxa Selic na reunião de amanhã. “O Copom não deve fechar as portas para cortes adicionais ao longo deste ano, mas mantemos nossa expectativa de que os juros terminem 2026 em 14% ao ano.”

Leonardo Costa, economista do ASA, analisou que, embora parte da fraqueza da indústria possa refletir ajustes pontuais em alguns setores, a combinação de média móvel negativa, perda de dinamismo dos bens de consumo e fraqueza persistente dos bens de capital sugere uma moderação mais ampla do setor no meio do ano. “Para os próximos meses, esperamos que a indústria siga operando em ritmo mais contido, consistente com um crescimento econômico mais moderado na segunda metade do ano”, previu.

A opinião do Itaú é que os dados de hoje surpreenderam negativamente, com a manufatura apresentando desempenho mais fraco em junho, impulsionada principalmente por derivados de petróleo, biocombustíveis e bens duráveis. “No geral, no 2º trimestre de 2026, o setor industrial foi apoiado pela indústria extrativa, que mais uma vez apresentou um desempenho forte durante o período, enquanto a manufatura permaneceu estável, perdendo impulso ao longo do trimestre.”



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CNJ decide afastar Gabriela Hardt por 2 anos


O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu nesta terça-feira (04), por maioria, afastar a juíza Gabriela Hardt de suas funções por dois anos. Parte do colegiado defendia o afastamento de apenas um ano. Apesar da decisão, que foi aplicada no julgamento do processo administrativo disciplinar (PAD), a juíza vai continuar recebendo remuneração proporcional ao tempo de serviço.

Hardt atuou como substituta de Sergio Moro na 13ª Vara Federal de Curitiba durante a Operação Lava Jato. Apuração contra a magistrada foi aberta em 2024 após fiscalização feita pela Corregedoria que apontou que Hardt participou de um esquema para criar uma fundação privada que seria abastecida com recursos da Lava Jato. Ela teria tentado redirecionar cerca de R$ 2,5 bilhões de rais do Estado Brasileiro para criação de fundação.

13ª Vara Federal, segundo levantamento, teria enquadrado a Petrobras na concdição de vítima para viabilizar destinação de verbas oriundas de acordo e colaboração preiada à entidade privada.

Hardt era investigada por ter homologado o “acordo de assunção de compromissos”, o que pedmitira a criação da fundação.

*Em atualização



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Encomendas à indústria dos EUA têm queda inesperada em junho


WASHINGTON, 4 Ago (Reuters) – As novas ⁠encomendas de produtos industriais nos ⁠Estados Unidos caíram inesperadamente em junho, mas a ‌demanda em outros setores se manteve sólida uma vez que as empresas continuaram a ampliar os investimentos ‌em infraestrutura de inteligência artificial.

As encomendas caíram 0,3% após uma queda revisada de 1,1% em maio, informou o Census Bureau do Departamento de Comércio nesta terça-feira. Economistas consultados pela Reuters previam alta de 0,2% ⁠após ‌queda de 1,3% em maio, conforme divulgado ⁠anteriormente.

As encomendas aumentaram 5,3% em junho em relação ao mesmo mês do ano anterior. O setor manufatureiro, que representa 9,4% da economia, está recebendo um impulso da expansão da IA, embora a ​guerra no Oriente Médio esteja sobrecarregando as cadeias de abastecimento e mantendo os preços dos insumos ​elevados.

O antecipamento de pedidos por parte de empresas ansiosas por evitar escassez e preços mais altos decorrentes da guerra entre os EUA, Israel e Irã também está contribuindo para o aumento.

Os pedidos ‌de aeronaves e peças para a ​defesa caíram 7,2% em junho. Houve uma queda de 27,2% nas encomendas de maquinário para mineração, campos de petróleo e gás. ⁠No entanto, ​os pedidos gerais ​de maquinário aumentaram 0,3%.

As encomendas de computadores e produtos eletrônicos aumentaram ⁠3,2% e registraram alta de ​13,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os pedidos de equipamentos elétricos, eletrodomésticos e componentes cresceram ​1,6%.

Houve aumentos nos pedidos de metais primários, veículos motorizados, peças e reboques, bem como de ​aeronaves comerciais e ⁠peças. O Census Bureau também informou que os pedidos de bens ⁠de capital não relacionados à defesa, excluindo aeronaves — considerados um indicador dos planos de gastos das empresas com equipamentos —, aumentaram 1,2% em junho, em vez da estimativa de 0,9% divulgada na semana passada.



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Homem fica gravemente ferido após ser atropelado na linha 7-rubi, em SP


Um homem ficou gravemente ferido após ser atropelado por um trem nas proximidades da estação Perus, na linha 7-rubi. Segundo informações da concessionária responsável pela linha, TIC Trens, ele teria “acessado indevidemante” os trilhos do trem.

A TIC Trens informou que o acidente aconteceu por volta das 7h15 da manhã nesta terça-feira (4) e que ele foi socorrido, em primeiro momento, por trabalhadores da estação. “Equipes da concessionária prestaram o atendimento inicial e a vítima foi encaminhada ao Pronto-Socorro de Brasilândia”, disse em nota.

As circunstâncias da ocorrência estão sendo apuradas. A TIC Trens reforça ainda que o acesso de pessoas não autorizadas à faixa de domínio da ferrovia é “estritamente proibido”. “Além de colocar a vida em risco, a invasão da via configura crime, conforme legislação aplicável”.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) disse que o caso foi registrado como suicídio e, por esse motivo, não darão maiores informações.



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Pesquisa XP aponta temor fiscal de gestores antes do Copom







Às vésperas de mais uma decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), o mercado financeiro registra recorde na visão negativa da economia, apesar da melhora das projeções dos dados. 

Embora as expectativas para a inflação e para a taxa Selic tenham apresentado o primeiro alívio de uma série histórica recente, a perspectiva negativa para a economia brasileira saiu de 40% em junho para 54% em agosto. Já a visão positiva caiu de 24% para 8%.

Os dados são da pesquisa “Pré-Copom”, feita pela XP entre os dias 27 e 31 de julho com 23 gestoras com mandatos multimercados macro. No cenário global, o otimismo também cedeu, passando de 36% para 33%.

Leia também: Inflação deve ajudar Copom a cortar Selic a 14%; será o último corte do ano?

Fonte: XP

Alívio cíclico versus temor fiscal

O pessimismo recorde no sentimento dos gestores destoa da revisão baixista observada nos principais indicadores macroeconômicos. “O ponto de destaque desta edição da pesquisa é o descolamento entre expectativa e fundamento”, dizem os analistas Clara Sodré, Luiz Felippo, Pedro Frota e José Pini, que assinam o relatório.

Eles destacam que a expectativa para a inflação (IPCA) ao final de 2026 recuou de 5,2% para 5%, e a projeção para a taxa básica de juros (Selic) para o fim do ano caiu de 14,1% para 13,7%. O Produto Interno Bruto (PIB) permaneceu com projeção estável em 2,0%.

Essa melhora nas expectativas se deve à acomodação do preço do petróleo, devido a uma trégua no Estreito de Ormuz, e à comunicação do Banco Central após o corte de junho, que reforçou uma leitura de “condução cautelosa em terreno restritivo”.

E foi justamente em meio a estes dados que a visão negativa avançou. O alívio nos dados não se traduziu em um aumento estrutural de tomada de risco no país, com o mercado não vendo melhora nos fundamentos fiscais. 

“A leitura sugere alívio atribuído a fatores cíclicos, sem contrapartida na avaliação do quadro fiscal”, diz o relatório, que destaca que o descolamento se expressa mais na ausência de direção do que na montagem de posições defensivas.

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Leia também: Copom deve cortar juro a 14%, pausar até 2027 e depois retomar calibração, diz XP

Consenso no Copom

Para a reunião do Copom desta quarta-feira (5), a pesquisa aponta que 96% dos gestores consultados projetam um corte de 25 pontos-base na taxa Selic, ao passo que apenas 4% esperam a manutenção dos juros. 

Realocação de portfólios

Apesar da forte desconfiança com a economia local, as estratégias de alocação de curto prazo indicam ajustes táticos. 

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No mercado de câmbio, o movimento defensivo montado em junho foi desfeito parcialmente: as posições compradas em dólar caíram de 80% para 69%. Já as posições compradas em real avançaram de 31% para 47%, sustentadas pelo retorno da atratividade do diferencial de juros.

Fonte: XP

Na renda variável, o direcional em Bolsa Brasil manteve-se praticamente inalterado e majoritário, com 63% dos gestores na posição comprada. O ajuste mais agressivo nos portfólios ocorreu na alocação externa (offshore), com a preferência por ações dos Estados Unidos saltando de 40% para 54%.

Fonte: XP



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Suposto ‘racha’, jantar: o que aconteceu antes de Nicolas Bosshardt atropelar idoso?


O jogador Nicolas Bosshardt, do São Paulo, foi preso e posteriormente liberado após atropelar e matar um homem de 84 anos na cidade de Barueri, na região metropolitana de São Paulo, na noite desta segunda-feira (3).

Segundo o boletim de ocorrência, obtido pela Jovem Pan, além do lateral-esquerdo de 19 anos, os atletas Ryan Francisco e Igor Felisberto, da mesma idade e do mesmo clube, estavam juntos antes do incidente.

O relato dos atletas na delegacia de polícia de Barueri, onde o caso foi registrado, indica que eles estavam no Shopping Iguatemi, jantando em um restaurante antes de dirigir. Todos negaram terem consumido bebidas alcoólicas.

Após o jantar, os três saíram do local em veículos separados. Ryan conduzia um Audi A5 preto, Igor um Honda Civic branco e Nicolas um BMW 220i M Sport. O carro de Nicolas foi apreendido pela polícia, assim como seu celular.

Por volta das 21h53 da segunda-feira, enquanto trafegavam pela Alameda Rio Negro, um homem de 84 anos tentou atravessar a via, enquanto Nicolas trafegava na frente de Igor. Foi nesse momento que o idoso foi atingido pela BMW do lateral. Ryan já estaria mais à frente com o Audi.

Segundo uma testemunha que viu os carros antes do acidente, o Civic e a BMW estariam em um racha. A testemunha não viu o momento do atropelamento, pela rapidez do incidente. Ryan afirma que conduzia a aproximadamente 40-50 km/h, enquanto Igor afirmou que tanto ele como Nicolas estavam entre 60-70 km/h.

Os condutores, apesar de admitirem estar em alta velocidade a uma testemunha, negaram que estivessem praticando um racha.

Visão dos jogadores

Nicolas confirmou em seu depoimento na Delegacia de Barueri que estava na faixa da esquerda e que viu o homem vindo pelo lado direito, correndo. Então, tentou desviar para o lado esquerdo. Segundo o boletim de ocorrência, ele afirmou que notou o retrovisor direito quebrado e voltou ao local do atropelamento, e que ligou para os Bombeiros e a Polícia Militar. O atleta apontou sua velocidade aproximada de 50 km/h, por meio de um aplicativo chamado Life 360 em seu celular, que mostra o local e a velocidade de deslocamento.

Igor Felisberto disse em depoimento à polícia que viu o homem atravessando a rua na frente da BMW, e que Nicolas não teria como evitar o atropelamento, seja freando ou desviando. Ele afirmou que ambos os carros estariam a aproximadamente 60-70 km/h ao sair do shopping, mas que já tinham reduzido velocidade ao entrar na avenida, por ela ter muitas lombadas, carros e pedestres.

Já Ryan disse ter recebido um telefonema dos amigos informando sobre o ocorrido e retornou ao local. Os três jogadores ficaram no local durante o atendimento da vítima, segundo o documento. Os primeiros socorros foram prestados por um bombeiro tenente da Polícia Militar que trafegava na via.

A polícia considerou tanto os depoimentos como imagens de câmeras de segurança para considerar que os três atletas conduziam em velocidade incompatível com a via.

O que diz o clube

O São Paulo afirmou que foi constatado que Nicolas estava com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em situação regular e que ele não havia ingerido bebida alcoólica.

Nicolas prestou depoimento às autoridades competentes e teve assegurado o direito de responder ao procedimento em liberdade. O São Paulo Futebol Clube lamenta profundamente o ocorrido e presta sua solidariedade aos familiares da vítima neste momento de dor e consternação. O Clube seguirá acompanhando o caso por meio de seu departamento jurídico.São Paulo, por meio de nota.

Soltura após audiência

O atleta passou por audiência de custódia nesta terça-feira (4) e teve a liberdade provisória concedida pela Justiça mediante o cumprimento de medidas cautelares.

Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), Nicolas deverá comparecer mensalmente à Justiça para informar e justificar suas atividadesmanter o endereço atualizado e não poderá se ausentar de um limite onde reside por mais de oito dias sem comunicação prévia ao Juízo.

A decisão também determinou a suspensão do direito de dirigir ou a proibição de obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) até nova ordem.



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economia

Superávit dos EUA com Brasil cresce em junho; país é o 13º maior comprador


Os Estados Unidos tiveram superávit comercial de US$ 1,7 bilhão com o Brasil no mês de junho, um valor 40% superior aos US$ 1,217 bilhão contabilizados em maio. Nos primeiros seis meses do ano, a diferença positiva entre exportações e importações a favor dos EUA alcançou US$ 9,472 bilhões.

Segundo dados do Bureau de Análise Econômica (BEA), o déficit comercial geral dos EUA diminuiu 5,6% no mês, para US$ 73,3 bilhões.

A relação comercial entre os dois países permaneceu forte, a despeito das políticas comerciais restritivas aplicadas pelos americanos. A exportação para o Brasil em junho foi de US$ 4,837 bilhões, totalizando US$ 26,555 bilhões em seis meses. Com isso, Brasil ficou na 13ª posição geral no ranking dos países que mais compram dos EUA.

Leia também: Com tarifaços em série, exportações brasileiras para os EUA caíram ao menor patamar

Em importações de produtos e serviços do Brasil, o total foi de US$ 3,133 bilhões, com soma de US$ 17,083 bilhões entre janeiro e junho. Esse valor coloca o Brasil no 17º posto entre os países que mais vendem para os EUA.

Entre os países e regiões com quem os EUA tiveram os maiores superávits comerciais em junho se destacam:  Países Baixos (US$ 7,2 bilhões), América do Sul e Central (US$ 5,6 bilhões), Hong Kong (US$ 3,2 bilhões), Suíça (US$ 2,9 bilhões), Reino Unido (US$ 2,2 bilhões), Singapura (US$ 1,8 bilhão, Arábia Saudita (US$ 1,8 bilhão), Brasil (US$ 1,7 bilhão) e Austrália (US$ 1,3 bilhão).

Mas houve déficits grandes com China (US$ 15,578 bilhões), México (US$ 21,341 bilhões), Vietnã (US$ 23,647 bilhões) e Taiwan (US$ 15,806 bilhões), entre outros.



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Jogador do São Paulo atropela e mata idoso em Barueri


O jogador do São Paulo Nicolas Bosshardt foi preso após se envolver em um atropelamento que matou um pedestre de 84 anos na região de Barueri, na Grande São Paulo. De acordo com o SPFC, o acidente aconteceu na noite de segunda-feira (3), após o jogador deixar um shopping na região de Barueri. O clube informou que o atropelamento resultou na morte da vítima.

Ainda segundo nota do Tricolor Paulista, Nicolas permaneceu no local, prestou assistência à vítima e acionou o serviço de resgate. Em seguida, compareceu a uma delegacia para prestar esclarecimentos.

O atleta passou por audiência de custódia nesta terça-feira (4) e teve a liberdade provisória concedida pela Justiça mediante o cumprimento de medidas cautelares.

Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), Nicolas deverá comparecer mensalmente à Justiça para informar e justificar suas atividades, manter o endereço atualizado e não poderá se ausentar de um limite onde reside por mais de oito dias sem comunicação prévia ao Juízo.

A decisão também determinou a suspensão do direito de dirigir ou a proibição de obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) até nova ordem.

O São Paulo divulgou que foi constatado que o atleta não havia ingerido bebida alcoólica e que a CNH dele estava regular. O clube também informou que acompanhará o caso por meio de seu departamento jurídico.

Em nota, o clube lamentou a morte do pedestre e manifestou solidariedade aos familiares da vítima.

O São Paulo Futebol Clube lamenta profundamente o ocorrido e presta sua solidariedade aos familiares da vítima neste momento de dor e consternação.São Paulo por meio de nota

Nicolas está no São Paulo desde 2016 e subiu aos profissionais do clube em 2025. Antes de integrar o elenco principal, o lateral-esquerdo conquistou cinco títulos pelas categorias de base, em Cotia.

A estreia pelo time principal ocorreu no fim de 2025, mesmo ano em que realizou um intercâmbio no Sttutgart, da Alemanha.

*Com informações do Estadão Conteúdo



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